História Lee Rock - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Kankuro, Maito Gai, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikaku Nara, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi
Tags Homicidio, Narcóticos, Naruto, Personagens Originais, Policial, Suspense
Visualizações 3
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí pessoal!
Cheguei com mais um capítulo. Esse é um pouco maior e eu o editei um monte de vezes, rs (esquece isso)
Eu desejo que vocês tenham uma boa leitura.

Capítulo 3 - Família


Itachi era o mais velho da quarta geração dos Uchiha, seguiu a carreira de policial como todos os membros da família, mas depois de alguns anos fez faculdade de direito escondido dos pais­— nunca apoiariam o filho tendo outra profissão— e se tornou promotor de justiça, um dos mais influentes e, por conseqüência, um bastardo. A dupla de detetives se aproximavam na toda do apartamento de pouco luxo de Itachi a fim de tirar satisfação. Estarrecido Neji parecia esmurrar a porta, demorou uns dois intermináveis minutos e atende o homem alto, magro vestido apenas de uma calça moletom preta exibindo o peitoral e abdômen malhados, com seus cabelos pretos e soltos, com um semblante tão sonolento que nem conseguia abrir seus olhos pretos, característicos de sua família. Parecia surpreso analisava os dois detetives de cima a baixo para depois resolver falar:

—O que fazem aqui?— abre mais a porta dando passagem aos dois que ficam o encarando— Estão esperando um convite?— usa seu famoso sarcasmo fazendo com que os detetives entendessem o recado e adentrarem no recinto

— Não queríamos interromper seu sono, mas vendo que está só de calça moletom não foi você que ferrou nosso caso— Neji parecia um tanto confuso— Pelo visto você não sabe de nada— Itachi arqueia a sobrancelha, fechando o cenho se escorando a porta recém fechada

— Não, eu fiquei na minha sala, nem sequer fui ao tribunal ontem— encara o relógio de parede salmão em sua frente para ter certeza— De que caso, vocês estão falando? E o que eu não sei?

—... —Lee fica mudo e Neji calado, com certeza nenhum dos parentes fez questão de avisá-lo, que ao olhar para os detetives começa ele a ter noção do que poderia ser

— O que aconteceu?— perguntava sério e apesar de se manter frio a sua voz não escondia sua aflição

— Acho melhor você se sentar— Lee recomenda e Itachi caminha para um dos dois sofás de couro vermelho na confortável sala

A cada palavra contada por Lee e Neji a feição do rosto de Itachi decaía mais. Por mais que os dois tivessem suas desavenças, Sasuke ainda era seu precioso irmão caçula, o amava profundamente e nunca fez questão de esconder isso das pessoas. Seu corpo estava curvado com os cotovelos apoiados nas pernas, e as mãos apertavam os braços, seus cabelos soltos cobriam-lhe o rosto que fitava o chão e por mais que não demonstrasse, estava em lágrimas. O Uchiha ficou um breve período em silêncio como se acostumasse com a dor, regularizando sua respiração para aí sim se pronunciar aos dois homens em sua frente:

— Meu irmãozinho morto... Não devia ficar impressionado, mas... — disfarçadamente passa a mão no rosto ainda curvado

— Por que diz isso?— Neji o indaga desconfiado

— Oras, não é surpresa nenhuma a vida que meu irmãozinho levava não é?— levanta seu corpo afastando os cabelos para traz tentando esboçar um sorriso— Uma hora ou outra algo desse tipo aconteceria, era uma morte anunciada e todos sabiam disso

— Tem razão, Sasuke aborreceu muita gente— Lee relembra alguns casos do Uchiha caçula— Tem alguma idéia de o que a sua família ganha impedindo a autópsia?— o questiona curioso

— Dignidade talvez— Itachi deu de ombros— Meu pai agora é um político, deve querer evitar ao máximo esse julgamento, prefere ver o assassino livre, que a vida da família exposta por causa de Sasuke— era notório o rancor

— E você pode fazer alguma coisa? Queremos ganhar esse caso!— Lee se altera num misto de esperança e convicção

— Todo Distrito quer ganhar esse caso, não só pelo Sasuke, mas por nós também— Neji complementa— Temos noção que quanto mais cavoucarmos mais vai feder, contudo Sasuke não era nenhum santo e a cidade inteira sabe disso

— Querem que eu enfrente meus pais?— Pergunta sério, e logo em seguida abre um sorriso de canto— Vai ser muito divertido, já fiz isso uma vez posso fazer de novo, quero justiça pelo meu irmão— suspira pesadamente, controlando a dor— Vou... Usar minhas influências com alguns telefonemas, para tentar derrubar essa liminar ridícula, mas só posso tentar— se levanta como sinal para fazerem o mesmo, toda aquela notícia foi pesada demais, ele precisava digerir tudo aquilo sozinho

— Certo só a tentativa, já é o suficiente e vamos nos agarrar a ela— Neji sério aperta a mão de Itachi, seguido de Lee

— Nossos sentimentos— Lee apertou com mais força a mão do Uchiha em solidariedade

— Guardem isso para o enterro— Tenta usar humor na frase, contudo saiu ríspida, ia chorar, precisava ficar só para isso

Itachi os encaminhou até a porta a fechando em seguida, fazendo com que os dois retornem a saga, de reaver a autópsia do corpo, incomodariam o governador se fosse preciso

 

 

 

 

   Nem precisou fazer tanto alarde, Itachi conseguiu fazer com que a liminar fosse derrubada, o que com toda certeza o deixou de fora do enterro. O enterro... Havia rostos tristes e outros nem tão tristes assim, Sasuke causava essa sensação nas pessoas— ia do amor incondicional ao ódio mais profundo. Os policiais ali presentes, trajavam o uniforme de gala, até mesmo Sasuke Uchiha merecia honras militares, apesar de tudo ele contribuiu grandemente para sua sociedade, enquanto o padre fazia seu discurso na capela, antes do corpo receber o cortejo com as honras, os detetives da Homicídios observavam as pessoas presentes: na frente os pais de Sasuke, Fugaku e Mikoto, a mãe chorava copiosamente abraçada ao pai apático, atrás, a ex-mulher e as três crianças, dois meninos e uma menina. Podia se observar que o menino do meio estava bem esfarrapado em relação aos outros e que não era correspondido pela mãe em suas súplicas de consolo como os outros irmãos, aquele era o filho bastardo de Sasuke, que a ex-mulher fora obrigada a criar quando ainda era casada com o Uchiha. No mesmo banco, estava Naruto em choque, com sua cabeça escondida seios da mulher soluçando sem parar, ela por sua vez, acariciava seus cabelos o consolando, contudo sem esboçar emoção. Atrás deles, estavam a prefeita Tsunade, o chefe de Polícia Shikaku, e outras autoridades e atrás outros policiais do Distrito amigos e desafetos de Sasuke, mas que o respeitavam como um policial de fibra que era. E escondida no fundo daquela capela estava ela, Sakura Haruno, amiga de infância— e inimiga da ex-mulher— que observava atentamente o discurso do padre, seus olhos estavam inchados, já havia chorado antes de ir para o enterro juntamente com o marido que tinha um semblante fechado, impaciente não suportava o Sasuke e não fazia questão de esconder. O padre encerra seu discurso, fazendo com que todos se preparassem para o cortejo, assim que todos se viraram para seguir os que levavam o caixão, entre eles o Uzumaki, a inevitável cena aconteceu:

— O QUE ESTA MULHER FAZ AQUI?!— a ex-mulher furiosa aponta para Sakura, que imediatamente é protegida pelo marido— VOCÊ NÃO É BENVINDA AQUI!!!—Mikoto e Fugaku a seguram temendo que ela avance sobre a acuada e envergonhada Haruno— CADELA! CRETINA!— xingava fazendo força para se libertar dos sogros. Ninguém se metia e nem podiam, era assunto de família

— PARE COM ISSO!— um alto estampido ecoa pela capela, Fugaku havia dado um tapa na nora, fazendo com que ela caísse no chão em prantos— Chega de vergonha na nossa família! Respeite a nossa dor... — encara a moça de olhos verdes e cabelos rosados, fazendo esta correr dali junto com o marido

A cerimônia de cortejo e honras ocorreu conforme o protocolo, depois do “incidente” na capela. O caixão foi colocado no imponente mausoléu da Família, todo em mármore negro em formato japonês imperial, com dois dragões esculpidos “guardando” a porta. Fora do cemitério reservado a polícia Neji dirigia o carro com Lee no carona, desta vez o “sobrancelhudo”, como Naruto vivia o chamando, não queria voltar pra casa em silêncio:

— Foi muito bonito não acha?— Lee limpava as lágrimas que desciam de sua face, ele sempre foi muito emotivo

— Antes ou depois do barraco da ex-mulher?— Neji pergunta irônico dando um sorriso de canto

— Credo irmão! Você é muito mau sabia? Nem quero mais falar nisso!— arranca uma gargalhada do Hiuuga— Ainda ri... E então, quem nós vamos interrogar?— fica entusiasmado e Neji volta a sua expressão concentrada— Devíamos começar com o parceiro... — diz pensativo

— Todos são suspeitos... — Neji solta a frase mais clichê dos detetives, em devaneios— Mas não podemos interrogar o Naruto ainda, o capitão mandou esperarmos uns dias até ele se recuperar do choque, mas tenho alguém em mente

— Quem?— Lee fica curioso, odiava quando Neji fazia suspense

— Uma pessoa tão importante para responder nossas perguntas quanto Naruto, alguém que Sasuke confiaria sua senha do banco até mesmo a vida— faz uma pausa abrindo um sorriso de vitória— Sakura Haruno

 


Notas Finais


Essa dupla ainda vai aprontar mais, tem muito suspeito para um assassinato só e ainda mais reviravoltas nos esperam
Daqui a pouco trarei mais um capítulo, até a próxima!


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