História Legado Lestrange - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Bellatrix Lestrange, Draco Malfoy, Harry Potter, Personagens Originais, Rabastan Lestrange, Rodolfo Lestrange
Tags Draco Malfoy, Harry Potter, Legado, Lestrange, Rasalas, Sonserina
Exibições 38
Palavras 9.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pois é! Mais um capítulo pra vocês!!

Esse capítulo tá meio alucinógeno, então cuidado... imaginar Draco Malfoy dançando de cuecas em cima de uma mesa pode ser um efeito colateral, então cuidado u.u
hausahsuahsuashaushaushausa
Aqui vamos nós!
Deixem coments pra mim!!! Sério!!! XD
O último capítulo teve poucos comentários. Fiquei triste u.u

Capítulo 22 - Se Beber, Não Filme


Fanfic / Fanfiction Legado Lestrange - Capítulo 22 - Se Beber, Não Filme

Hogwarts

1996

Fevereiro chegou e foi muito rapidamente. Conseguiram uma vitória estupidamente fácil contra a Corvinal. Rasalas acertara tantos balaços em Chang que ela provavelmente teria danos cerebrais permanentes... ou era o que Montague ficava repetindo no Salão Comunal.

Draco estava brincando com o pomo que tinha capturado, o soltando por alguns segundos, para capturá-lo em seguida. Damian estava tentando estudar, mas o Salão Comunal estava numa zona muito grande para que ele conseguisse se concentrar.

—Desiste, Damian. Não dá pra estudar agora. Você não poderia largar isso aí e me mimar um pouco? – riu Rasalas. Damian soltou um muxoxo e se deu por vencido.

—Você quer um pouco de amor, Rasalas?

—Ai, gente... é hoje que eu beijo ele. – brincou Rasalas e Damian fingiu que iria socá-lo e Rasalas fingiu se defender.

—Eu já volto. Fique ai.

—Onde você vai? – perguntou Rasalas, mas o amigo não respondeu. Meia hora depois ele voltou com duas garrafas de Veneno de Fada.

—Para nossa equipe de quadribol. – disse ele com um sorriso satisfeito. Rasalas o olhou chocado.

—Está falando sério? – perguntou pegando uma das garrafas que tinha um líquido verde brilhante. Parecia ser feito de fumaça condensada. Uma fumaça verde que cintilava de maneira sinistra.

—Me deixa ver isso! – pediu Draco pegando a garrafa – Como conseguiu isso, Damian? – perguntou o loiro, chocado.

—Eu tenho meus meios. – riu Damian transfigurando seus lápis em copos – Quem vai beber?

—O capitão do time dos sonhos tem direito ao primeiro gole, certo? – perguntou Miles se aproximando para pegar a garrafa de Draco.

—Sim, oh, magnânimo. – riu Rasalas fazendo uma reverência, arrancando risadinhas do resto do time. Damian entregou um dos copos para Miles, que abriu a garrafa. Uma fumaça verde saiu de dentro dela e adquiriu o formato de uma fada, para depois explodir em um pó brilhante e colorido – Isso deve dar um barato muito louco.

Miles se serviu, com um olhar animado. A bebida parecia fumaça, sempre se movendo no copo de maneira hipnótica.

—À Sonserina! – gritou ele, sendo ovacionado. E então ele virou o copo. O rosto do capitão ficou extremamente vermelho e ele sacudiu a cabeça fechando os olhos com força. Fumaça verde saiu pelas orelhas dele. Miles gritou contente, entregando a garrafa para Montague e então saiu pulando feito um maluco.

Montague se serviu e então cada membro da equipe de quadribol pegou um copo. Montague serviu todos os companheiros de equipe (ele precisou servir Miles de novo, pois o colega queria repetir a dose) e então todos brindaram.

—À Sonserina! – gritaram juntos.

E então beberam de uma vez.

Rasalas respirou fundo, sentindo a bebida queimar por dentro. Sentiu o estômago parecer cheio de borboletas, um calor gostoso o tomou e o corpo inteiro tremeu. Uma sensação de bem estar o dominou e ele não conseguiu deixar de sorrir ao sentir um grande calor nas orelhas.

Bebeu mais um copo e Draco e Blair o acompanharam. No terceiro apenas Blair, pois Draco estava muito ocupado dançando em cima de uma mesa. Miles tinha pegado a namorada e a levado para o dormitório, Montague estava correndo só de cuecas pelo Salão Comunal, Yaxley estava pulando e dançando apesar de não ter música, Avery estava se pegando com uma garota do mesmo ano. Blair beijava Emília como se não houvesse amanhã.

Quando Blair e Emília tinham começado a se beijar?

Estava louco de desejo. Pensou em ir atrás de Gina, mas não fazia ideia de onde era o Salão Comunal da Grifinória.

—Posso tomar um gole? – pediu Daphne tirando a garrafa de sua mão. Ele concordou dando de ombros.

O Salão estava brilhando loucamente e seu corpo estava formigando. Os alunos do sexto ano estavam cantando “Eu posso Ser Um Minúsculo Limpador De Chaminés, Mas Tenho Uma Vassoura Enorme”, tinha gente pulando e dançando. E a música tinha gosto de sorvete de morango com pimenta. Sua pele parecia cheia de sensações estranhas. Parecia que sentia Gina o arranhar de leve. Em todos os lugares. As luzes vibravam, os sons iluminavam e tudo tinha gosto de azul... azul como os olhos de Daphne Greengrass... estava molhado e de cabeça para baixo. Era a lula gigante o levantando. Gritou alucinado, com todos dançando ao seu redor. Tudo girava rápido demais. Passou o braço pelos ombros de Pansy e ficaram gritando e cantando os versos pervertidos daquela música antiga. Pansy estava tomando Veneno de Fada direto do gargalo e ele quis provar mais um pouco. Ela lhe entregou a garrafa e então sacudiu sua cabeça. Gina rebolou em seus quadris. Hermione tirou o vestido. Daphne nadou para perto dele. Susan Bones sorriu quando apertou seus seios. Estava quente. Muito quente. Tirou a camisa e sentiu alguém pular em suas costas. Era Damian. Era Damian.

—Eu quero casar com a sua irmã! – gritou ele em seu ouvido.

—Está bem! Eu não me importo! – gritou contente.

—Mas eu vou transar com Parkinson. Draco gostando ou não.

—Eu não ligo. Eu vou transar com Alhena, na minha cama, e vai ser louco. – Gritou Draco pulando só de cuecas, se jogando em cima deles.

Passaram os braços ao redor dos ombros uns dos outros e pularam gritando alegres. Mas então Daphne nadou para perto dele novamente e ela tinha cauda de peixe. Ele sempre soubera que ela era uma sereia de qualquer maneira. Mas ainda estava quente.

—Eu vou pegar fogo! – gritou olhando para as mãos, que brilhavam verdes. Então Daphne lhe deu mais Veneno de Fada. Bebeu direto do gargalho e sentiu um pouco escorrer pelo seu peito. Daphne o lambeu, para limpar. Segurou a cabeça dela, querendo que ela o lambesse mais em baixo. E então estava na Sala Precisa. Era Gina. Não tinha problema. Era Gina.

A deitou no sofá e a beijou louco.

—Eu amo seus olhos azuis. – confessou para Gina. Ela piscou e sorriu.

—Eu amo você. – riu Gina. Sorriu porque ela nunca tinha dito aquilo. A beijou completamente apaixonado.

Mas então estava em pé. Quando ficara em pé e porque estava de pé? E seu queixo doía horrivelmente. Teria apanhado? Mas Draco apenas ria. Ria muito. Fechou os olhos sem entender. E tudo girou, girou, girou.

A garrafa já estava quase vazia e estavam todos pulando e rindo. Gargalhando. Blair estava chorando e pedindo desculpas.

—Está tudo bem, cara. Você é meu irmão. – disse Rasalas e Blair o abraçou com o braço forte.

—Eu te amo, cara. Eu te amo, cara. – disse Blair.

—Eu amo vocês também! – riu Damian se jogando em cima deles. E depois veio Draco.

—Eu amo vocês! Eu nunca tive irmãos de sangue. Mas vocês são meus irmãos de alma. São sim! São sim! – chorou Draco emocionado – Eu vou casar com alguém e vocês todos vão ser meus padrinhos.

Vince e Greg logo vieram e ficaram cantando aquela música de novo.

“Abre essas pernas pra mim, Baby!”

Damian disse que eles precisavam de mais uma garrafa, mas o monitor chefe disse que eles já tinham bebido o suficiente.

—Eu amo a sua irmã, cara. Eu amo! – gritou Damian. E eles estavam na torre de Astronomia. Como eles foram parar ali?

—Vamos pular no lago? – perguntou Draco – Que nem aquele dia?

—Eu beijei Daphne naquele dia. – disse Rasalas com um sorriso – Eu nunca esqueci. Eu nunca esqueci!

—Eu beijei a sua irmã na minha cama. – riu Damian.

—Eu vou foder a Lena quando eu voltar pra casa. – riu Draco.

—Eu transei com a Daphne na sua cama. – riu Blair. Rasalas gargalhou.

—Eu acho que ela me pagou um boquete no sofá. – riu Rasalas. Foi Blair quem gargalhou.

—Deshayes me pagou um boquete. – riu Damian.

—Eu queria beijar o Vince. – confidenciou Greg. Todos olharam para ele e gargalharam.

—Então beija! – disse Draco.

—Eu não quero beijar o Greg! Eu não quero. – lamentou Vince.

—Eu quero pular no lago, com a Daphne. – disse Rasalas se pendurando no teto.

—E Weasley? – perguntou Draco – Ela é gostosa, a Weasley.

—Eu comeria ela se pudesse. – concordou Blair.

Rasalas flutuou até o chão e se deitou ao lado de Damian.

—Alhena vai me perdoar? – perguntou o amigo.

—Eu não sei... eu espero que sim. – murmurou Rasalas. Os dois se olharam – Você é meu melhor amigo. Eu queria que você cuidasse dela pra sempre.

—Eu vou. Eu juro, Ras. Eu vou cuidar da sua irmã... – disse Damian segurando a sua mão. Seu corpo estava muito pesado – Eu vou me casar com ela.

—Jura? – perguntou Rasalas sentindo a cabeça pesar demais. Estava morrendo de sono.

—Se não for Alhena... eu não quero mais ninguém... – sussurrou Damian – Eu amo a sua irmã... eu amo...

Rasalas sorriu.

—Ela ama você...

Fechou os olhos, ouvindo explosões. Homens de capuz dançavam ao seu redor, a escola parecia explodir. Luzes de todas as cores explodiam por todo lugar. Ele dançava com a irmã, sorridente. E então os homens de capuz vieram. As mãos deles se esticaram como sombras, se enroscando nele, o puxando para baixo. Estava tão pesado. Tão pesado.

Mas então tudo ficou azul. Azul como os olhos de Daphne. Ela sorriu para ele e o beijou na testa.

—Obrigado... – murmurou ele.

E tudo girou. Girou. Girou... até ficar escuro e silencioso.

*

—Estou morrendo... eu tenho certeza de que estou morrendo... – lamentou Draco – Não se chama VENENO de Fada à toa...

—De todas as ideias que eu tive na vida... essa foi a pior de todas. – gemeu Damian – E eu coloco transar com Deshayes na lista.

Rasalas colocou o travesseiro sobre a cabeça.

—Galera? – chamou, piscando e olhando ao redor. Estavam todos em suas respectivas camas – Como viemos parar nos nossos dormitórios?

Ficaram num silêncio cheio de constrangimento.

—Eu não sei... o que aconteceu ontem a noite? – escutou Draco perguntar. Rasalas se sentou na cama, coçando os olhos. Seu corpo doía inteiro. Levantou o cobertor e notou que estava completamente nu. Sentiu um péssimo pressentimento quanto a isso.

—Gente... Gina veio pra cá ontem? – perguntou preocupado, olhando para as marcas de chupão em sua barriga.

—Eu não lembro nem de mim ter vindo pra cá ontem... – lamentou Damian se sentando. Mas o amigo olhou – CARALHO, Rasalas... você foi completamente mastigado por alguém...

—Ou “alguéns”... eu não sei. – Rasalas se deitou e cobriu o rosto com as mãos – CA-CE-TE... Gina vai me matar.

—Só se ela descobrir. – riu Draco. O amigo se sentou na cama também e bagunçou os cabelos – Caralho... que mal estar da porra...

—Eu acho que vou vomitar meu rim... – resmungou Vince se sentando também.

—Eu não acho que isso seja anatomicamente possível. – riu Damian.

—Larga de ser um nerd escroto, Damian. – rosnou Vince segurando a cabeça – Eu nunca mais vou tomar aquela porra...

Rasalas tentou coçar o rosto e sentiu a boca doer. Ele mexeu o maxilar e ele doeu ainda mais.

—Eu levei um soco! – disse segurando o queixo – Quem me bateu?

—CARALHO! – rosnou Blair se levantando para pegar a varinha. Todos olharam para ele enquanto ele apontava a varinha para seus países baixos, embaixo do cobertor – Não é permanente! Não é, não é... ufa... é só tinta...

Tentou rir, mas a cabeça doeu demais.

—Onde está o Greg? – perguntou Rasalas – Será que ele não voltou?

—Greg é alérgico a álcool. Ele não pode beber. – riu Draco – Ele vai poder explicar o que aconteceu com a gente...

Rasalas concordou e seus amigos foram caminhando lentamente para os banheiros. Cada um entrou em um boxe, mas não deixou de ver uma marca de mordida na bunda de Draco. Estava para gargalhar, quando a cabeça doeu demais. Então apenas tomou um banho sentindo-se terrivelmente fraco, com o estômago embrulhado e um gosto amargo na boca. Estava tão fraco que teve vontade de sentar no chão e ficar sentindo a água cair sobre sua cabeça.

Mas sabia que se fizesse isso, não conseguiria levantar. Então fechou os olhos e ficou lutando contra a gravidade, tentando se manter em pé.

O banho durou muito tempo e quando finalmente ficou limpo se viu dividido pela vontade de vomitar e a de comer alguma coisa.

—Santo Merlin... ainda bem que é domingo... – resmungou zonzo.

Quando saiu do banho, flagrou Blair escovando os dentes, com a toalha enrolada nos quadris e as costas tão unhadas que ele parecia ter lutado com um lobisomem.

Ficou em frente ao espelho da pia e tirou a toalha, para olhar o próprio corpo. Estava cheio de marcas. Foi eliminando uma a uma com sua habilidade de metamorfomago. Depois ficou de costas e verificou se tinha alguma coisa, mas não achou nada.

—Cacete... morderam a minha bunda. – resmungou Draco vindo massageando a nádega – Sério... o que tem naquela bebida?

—Eu não sei... mas eu me diverti pra caralho. – riu Blair – Apesar de tudo...

—Você beijou a Bulstrode, não beijou? – perguntou Rasalas tentando se lembrar da noite passada.

—Eu acho que sim. Você pegou a Pansy, não? – perguntou o Blair. Rasalas sentiu o estômago dar uma cambalhota. Olhou horrorizado para Blair.

—O QUE?

—Sim. Você ficou repetindo que os sete minutos dela seriam com você. – disse Draco, rindo enquanto penteava os cabelos – E vocês ficaram sacudindo o armário... ou então eu estava muito louco e achei que o armário estava dançando... o que é uma opção bem possível...

Rasalas achou que iria vomitar.

—Não... eu devo ter pego qualquer outra garota. Qualquer outra... mas Parkinson não... não me digam que eu trai a Gina com a Parkinson. – disse fechando os olhos os pressionando com as mãos.

—Vai contar pra ela? – perguntou Damian aparecendo, também com a toalha enrolada nos quadris.

—Contar o que? Que abusaram de mim enquanto eu estava bêbado? Não, obrigado. – disse fechando a cara – Não lembro, não fiz. Ponto final.

—Uma boa maneira de encarar o mundo. – riu Vince, que secava os cabelos com a toalha, sentado nu num banco de madeira – Torce pra ela não descobrir antes de você contar.

—Vai ser pior se ela descobrir. – concordou Draco.

—Ela não vai descobrir. Ninguém fala com ela. – disse Rasalas coçando os olhos e pegando sua escova de dentes.

Depois de finalmente estar arrumado, saiu para o Salão Comunal. Muitas pessoas pareciam estar com a cara da derrota. Montague estava desmaiado no chão, só de cuecas, até agora. Tudo estava silenciosamente quieto. Caminharam até Greg, que estava sentado ao lado da lareira.

—O que raios aconteceu ontem? – perguntou Draco. Greg segurou uma risadinha.

—O que NÃO aconteceu ontem? – devolveu ele. Rasalas se jogou no sofá e Damian e Blair o acompanharam, cada um sentando de um lado. Vince se sentou na outra poltrona e Draco se sentou na mesinha de centro.

—Eu falo sério. Quem mordeu a minha bunda?

—Eu não posso dizer. – riu Greg.

—Como assim, não pode? – perguntou Rasalas, indignado. Damian revirou os olhos e começou a remexer na mochila, tirando pena, pergaminho e o livro de DCAT.

—Vocês me fizeram jurar que nunca contaria o que aconteceu ontem a noite com vocês. – disse Greg.

—Nós não estávamos raciocinando, Greg! – ralhou Blair – O que aconteceu com a gente?

—Não posso dizer. Eu prometi pelo túmulo da minha avó e jurei pela vida da minha mãe. – riu o garoto – Mas eu digo que foi muito louco. Vocês todos se divertiram pra caramba.

O grupo trocou alguns olhares.

—Precisamos saber, Greg! – disse Draco com certo desespero.

Greg deu uma risadinha.

—Você não vai querer saber. – riu Greg.

Draco empalideceu.

—Greg... o que fizeram comigo, Greg? – perguntou Draco, horrorizado.

—A bunda tá doendo, Draco? – perguntou Rasalas.

—Eu levei a porra de uma mordida na bunda. É claro que tá doendo. – Ralhou Draco – Parece que tentaram arrancar um pedaço da minha nádega. Eu to tendo que sentar de ladinho. Quem fez isso?

Blair e Rasalas começaram a rir, abafando as risadinhas.

—Eu não posso contar. – disse Greg, rindo.

—Hum... gente... – murmurou Damian. Todos olharam para ele – Eu tenho boas e más notícias. – ele estava segurando a câmera que tirava fotos de longa duração.

—Você registrou o que a gente fez? – perguntou Rasalas.

Damian olhou por um cano que tinha na câmera e apertou alguns botões.

—Bem... aparentemente sim... – riu ele.

—Deixa eu ver. – pediu Vince.

—Não. – respondeu Damian – Eu narro pra vocês. Não sabem mexer nela, podem quebrar e desfazer o feitiço dela. Sem falar que eu vou guardar meus constrangimentos pra mim mesmo. – ele soltou um suspiro – Até agora tudo bem... a gente ficou bebendo e pulando abraçado... aquela alegria... Draco pegou a câmera e está falando alguma coisa, mas não dá pra ouvir... não dá pra ouvir nada, na verdade... – resmungou Damian.

—Damian. O que é isso? – perguntou uma voz aguda. Os garotos se viraram e viram as três garotas se aproximarem. Emília, Pansy e Daphne. Quem tinha falado tinha sido Emília – Você está vendo o que a gente gravou?

—Sim... – murmurou ele. Pansy corou com violência – Mas não tem som... pra conseguir ver com o som, teria que projetar e ligar o feitiço... – resmungou ele.

Draco ficou de pé.

—Vamos ver hoje a noite. No nosso dormitório. Uma única vez... e então a gente apaga as provas. – sugeriu ele – E então nunca mais vamos falar a respeito.

—Eu acho que tem coisa bem pesada ai... – murmurou Daphne.

—Tem mesmo. – riu Greg – De todos vocês... – adicionou ele.

—Então está combinado! – disse Rasalas – Vamos tomar café da manhã?

—Café? Você quer dizer: almoçar. Não é? Já passou de meio dia. – riu Greg.

Rasalas tentou olhar seu relógio, mas só então notou que ele não estava em seu pulso.

—Procurando por isso? – perguntou Pansy tirando um relógio do pulso. Os dois se olharam com desgosto, mas ele reconheceu o próprio relógio.

—É...

Céus... o que eu fiz com Pansy ontem a noite?

Logo saíram do salão, para ir almoçar. Comeu muito pouco e devagar, pois seu estômago não parecia muito bom. Estava tomando um pouco de suco de maçã quando sentiu alguém beijar sua bochecha.

—Oi! – riu Gina.

Tentou sorrir, mas sentiu quintos quilos de culpa nos ombros. Então aproveitou a dor de cabeça para não olhar direito pra ela.

—Oi, ruiva.

—Você não apareceu pro café da manhã. – disse ela tranquilamente, se sentando ao seu lado. Seus companheiros da Sonserina a olharam ofendidos.

—Você não está pensando em ficar com a gente, está, Weasley? – perguntou Draco com desdém.

—Eu me lembro de você falar que achava a Weasley bonita, Draco. – riu Damian. Gina e Rasalas olharam para o loiro, que corou furiosamente.

—Eu não estava pensando ontem a noite.

—Sabem o que dizem? O álcool entra e a verdade sai, Draco. – riu Blair.

—O que aconteceu ontem a noite? – perguntou Gina. Rasalas fez uma careta.

—Nós comemoramos demais a vitória da Sonserina. – respondeu com uma careta. Gina o olhou com um sorrisinho.

—Está com ressaca? – perguntou ela lhe beijando carinhosamente na têmpora.

—Estou.

—Quer quer eu cuide de você mais tarde? - perguntou ela acariciando sua mão. Deitou a cabeça no ombro dela.

—Sim. Eu quero.

—Então depois do almoço você me encontra no lago, ok?

Lembrou de Daphne nadando em sua direção.

—Ok. – disse sorrindo. Gina lhe deu um beijo estalado nos lábios e se levantou, indo embora. Quando ela já estava quase chegando na mesa de casa, deitou a cabeça nos braços – Eu sou um cretino... eu não acredito que eu traí a Gina...

—Com quem? – perguntou Daphne.

—Eu não faço ideia! – resmungou ele levantando a cabeça – Mas eu acordei todo chupado hoje.

—Ah... isso provavelmente fui eu. – riu Daphne, parecendo terrivelmente vermelha – Mas eu acho que a gente não ficou. Blair te socou no queixo antes.

—Eu o que? – perguntou Blair, surpreso.

—Sim. – riu Daphne – Você deu um soco no Rasalas.

—Por que você estava me chupando? – perguntou Rasalas.

—Não só eu, na verdade... a Amélia Flint também... por algum motivo a gente achou que você estava suando groselha... então... – Daphne corou dando de ombros.

—Oh... ok... – murmurou sentindo as calças apertarem ao imaginar Daphne o lambendo e chupando pela barriga. Os dois se olharam por um tempo, até que Draco tossisse e fizesse com que voltasse a olhar o próprio prato – Bem... menos culpa pra mim então... eu acho...

—Só saberemos hoje a noite. – riu Vince.

—Por que eu soquei o Rasalas? – perguntou Blair.

—Eu não sei. – disse Daphne – Só sei que depois ficou falando que amava ele... e depois disso eu não lembro de muita coisa até a gente resgatar vocês da torre de astronomia.

—Então a gente FOI pra lá! – disse rindo. Rasalas piscou de leve e se virou para olhar para Damian – Você prometeu casar com a minha irmã?

—A noite toda. – respondeu Greg – Mas Draco insistiu que iria transar com ela primeiro, na cama dele.

Rasalas olhou o amigo, que parecia meio sem jeito.

—O que? Eu to dizendo que vou pegar a Lena desde o verão. – disse Draco, muito concentrado em seu pedaço de javali.

—Você está mesmo gostando da Lena, né? – perguntou Blair. Damian corou muito e soltou um suspiro.

—Estou... de verdade. – murmurou ele – Quando eu vi a Lena no verão eu... – ele engoliu em seco – Eu nunca vi nada tão lindo na minha vida... – ele sorriu bobamente – Eu sei que fiz merda, eu sei que eu já beijei várias garotas, mas... mas a Lena é caso sério. Eu acho que ela é a mulher da minha vida. – disse ele sem cerimônia alguma.

—Que gracinha. – riu Rasalas.

—Pode zoar, eu não ligo. – disse Damian – Eu amo a sua irmã. – disse ele com segurança na voz. Ouviram um suspiro coletivo e quando virou o rosto viu Pansy, Daphne e Emília suspirarem.

—Que lindo, Damian! – murmurou Emília.

—Você quer um abraço? Deve estar morrendo de saudade dela. – disse Daphne se levantando para abraçá-lo.

—Estou... estou mesmo... – disse ele enquanto Daphne o abraçava por trás. Olhou para o outro lado, levemente incomodado.

—Eu também quero abraçar o Damian. – disse Pansy se levantando e se sentando ao lado do garoto, para abraçá-lo – Logo a Lena volta. Vão resgatar ela e você se declara e nunca mais vai partir o coração dela de novo, né?

—Nunca mais. – concordou Damian.

—Ah... eu queria que alguém sentisse isso por mim também... – murmurou Daphne fazendo bico.

Rasalas sentiu o rosto queimar. O coração bateu acelerado. Estou com Gina! Com Gina!

—Lindo, não é? – concordou Emília – Espero me apaixonar assim um dia... já aconteceu com vocês, meninas?

—O que? Se apaixonar? – perguntou Daphne.

—É.

—Claro que já. Ela namorou comigo. –riu Blair. Daphne revirou os olhos.

—É... a gente namorou. – disse ela – É muito bom e muito ruim se apaixonar... A gente só pensa na pessoa, o tempo todo... fica relembrando os momentos que tivemos, o tempo todo... E quando tentamos dormir, acabamos sonhando com essa pessoa... sempre. – Ela suspirou e Rasalas fechou a mão com força, se contendo para não olhar para ela, pois sabia que se o fizesse, iria corar de novo – Sempre com o coração acelerado quando a pessoa nos olha nos olhos... sempre com o rosto corado quando ouvimos a voz dela... sempre se perguntando o porque de não poder passar cada segundo do dia ao lado dela. É ótimo, maravilhoso... mas ao mesmo tempo é terrível e doloroso.

—Nossa, amiga. – riu Pansy.

—Minha mãe diz que amar é como voar numa vassoura, subir lá no alto e então descer de uma vez. – disse Draco, com pouco caso – Aquela sensação de medo, alegria e alívio, tudo junto.

—Sim... algo assim mesmo. – riu Daphne.

Rasalas se levantou, sem conseguir ficar mais um minuto que fosse ali. Andou até as escadas e subiu até o segundo andar, sentindo o ar faltar. Olhou pela janela e suspirou.

—Merda. – socou a parede, de leve – Merda, merda, merda!

Por quanto tempo iria mentir pra si mesmo? Ele gostava de Gina. Ela era legal, mas... Mas o pensamento sempre escapava para aquele dia no lago e aqueles olhos azuis, nadando em sua direção.

**

As meninas entraram abraçadas, como se quisessem dar apoio umas para as outras. Rasalas estava deitado em sua cama, de bruços e olhou para Daphne, sem conseguir evitar. Ela ainda estava com o uniforme da escola. Se sentou, sem se constranger por estar só com uma samba canção. Suspirou e voltou a olhar para a tela improvisada que Damian fazia com o lençol de Greg.

Tinham amarrado o lençol entre as camas de Greg e Vince e Damian tentava fazer um monte aparelhagem trouxa funcionar. Demorou mais meia hora até que as imagens aparecessem refletidas no lençol. Ele ainda murmurou alguns feitiços, dando batidinhas na câmera, até que os sons tomassem o dormitório. Blair apagou a luz e todos prestaram atenção.

Risadas, gargalhadas, música e gritaria.

—Vou me sentar aqui com você. Pra assistir, ok? – perguntou Daphne. Colocou o travesseiro no próprio colo e concordou, sem olhar direito para ela. Pansy se sentou ao lado de Damian e Emília com Greg. Draco estava dividindo a cama com Vince, pra conseguir ver melhor e Blair estava sozinho, levantando pesos com os braços.

Daphne se sentou ao seu lado e pode sentir a perna dela roçar contra a sua, o braço dela tocar o seu. Respirou fundo e engoliu em seco, se repetindo que estava com Gina. Gina que sempre fora muito legal com ele.

A festa passava nas imagens, até que Draco pegou a câmera. Ele olhou para ela e sorriu contente.

—Melhor festa da vida, CARALHOOOOO! – gritou Draco filmando a festa – Olha ali! Olha ali! – riu Draco filmando Montague correr só de cuecas. Todos riram achando graça. Daphne trocou um olhar com ele, tocando seu joelho com a mão, ao rir — O Yaxley tá muito louco... olha ele, olha ele! – riu Draco enquanto o artilheiro do time pulava sem parar com os braços colados no corpo, olhando para baixo. Ele voltou a filmar o próprio rosto e gargalhou, mas então olhou pro lado – Olhe aquilo! Ali! Ali! – ele mostrou Blair e Emilia que se beijavam loucamente. Blair a pegou no colo e a jogou no chão, a beijando desesperadamente.

—Minha nossa. – riu Emília, vermelha.

—Quer repetir depois, Emília? – perguntou Blair com uma piscadinha. Daphne e Pansy deram risadinhas e Rasalas olhou para a mão da amiga em seu joelho. Engoliu em seco e voltou a olhar para as imagens coloridas.

Draco parecia estar pulando com a câmera, pois não dava pra ver nada direito. Até que Draco parou.

—Olha lá o casal ternura. Se peguem logo, por Merlin! – riu Draco apontando a câmera para Rasalas e Daphne. Rasalas com a mão na cintura dela, lhe entregando a garrafa, a olhando com intensidade e um enorme sorriso.

—Me dá minha câmera, Malfoy! Você vai quebrar! – ralhou Damian – Vá se vestir, Draco!

—Eu não. Sou lindo e beleza deve ser mostrada. – riu Draco. Mas ele devolveu a câmera e começou a correr por ai, só de cuecas, cantando “Eu posso Ser Um Minúsculo Limpador De Chaminés, Mas Tenho Uma Vassoura Enorme”. Alguns alunos do sexto ano fizeram coro e Damian gargalhou enquanto Draco pulava no sofá, cantando aquilo. E então ele pulou pro chão e pegou a irmã de Daphne no colo, para girá-la sem motivo.

—Ele enlouqueceu... tá muito louco. – riu Damian, filmando Draco colocar uma Astoria Greengrass extremamente vermelha no chão e sussurrar alguma coisa no ouvido dela. A garota o olhou assustada e saiu correndo, mas ele simplesmente deu de ombros e voltou a pular.

—O que raios eu falei pra ela? – perguntou ele com apreensão.

—Não dá pra saber... só perguntando pra ela depois. – riu Damian.

—Você perguntou se teria chance de... suas palavras... ela te fazer uma massagem erótica. – respondeu Daphne, rindo. Rasalas aproveitou para olhar para ela – Porque suas bolas estavam para explodir.

—Oh... eu tenho que me desculpar com sua irmã depois. – disse Draco com uma careta.

Voltaram a ver as imagens, mas por um tempo era apenas festa, algazarra, gente cantando e pulando. Vince passou valsando com o casaco de alguém e Damian gargalhou. Então ele filmou o próprio rosto.

—Lena! Um dia eu vou te mostrar esse vídeo...

—Ah não... – murmurou Damian escutando a si mesmo.

—Estamos comemorando a segunda vitória da Sonserina. É nosso quinto ano. Tá todo mundo bêbado pra caralho... olha lá o seu irmão! – riu ele apontando a câmera. Rasalas estava pulando contente e bateu na bunda de uma garota do sétimo ano. Ela o olhou indignada e o fez girar de cabeça para baixo. Explodiram em gargalhadas e Rasalas passou a mão pelo rosto. Damian voltou a gravar o próprio rosto – Seu irmão não toma jeito! Ele está namorando uma Weasley, sabia? Não é hilário? – e então ele ficou sério – Lena... vamos casar, Lena!

—Para de ser viadinho. – ralhou a voz de Vince. A câmera filmou o teto por alguns segundos e então o rosto do brutamontes – Lena. É verdade que você está gostosa? Você está ai dentro?

—Devolve, Vince! Devolve. – ralhou Damian. Por um momento achou que a câmera iria cair, mas Damian a pegou e a examinou sério por um momento. Apareceu uma mão pálida lhe oferecendo bebida. Damian abraçou o dono da mão. Era Draco. Os dois riram e Damian bebeu da garrafa. Draco o beijou no rosto e todo mundo caiu na gargalhada, menos Draco, que olhava horrorizado. Damian devolveu a garrafa para o loiro e o beijou no rosto também.

—Sai pra lá. Eu sou loiro, mas não sou a Alhena. – riu Draco.

—Eu to muito carente. – riu Damian.

—Meu Deus... isso está muito bom. – riu Rasalas, de sua cama. Draco e Damian olhavam horrorizados para o lençol.

—Isso não é problema meu. Se você não tivesse sido idiota você estaria com a Lena. Ela é super legal e você partiu o coração dela. Eu vou cuidar da Lena agora.

—A Lena é minha! – ralhou Damian.

—Não é mais. Eu vou roubar a Lena pra mim.

—Você só quer transar com ela porque ela é gostosa e linda!

—E? – perguntou Draco saindo com a garrafa.

Damian ainda gravava o próprio rosto, que olhava indignado para Draco. Então ele se voltou para a câmera, com a cara fechada.

—Você ouviu isso, Lena? Ele só quer te comer! Não acredite no Malfoy! Não acredite nele! – ralhou Damian.

—Você está falando com a Lena? – escutou a voz de Pansy Parkinson. Ela apareceu do lado de Damian, parecendo muito bêbada. Ela se apoiou nele e olhou para a câmera – Lena, eu estou com saudades, Lena. Você tem que voltar logo, pra gente fazer aquela experiência lésbica que tínhamos combinado!

Damian interrompeu as imagens e olhou sorrindo para Pansy, que estava muito vermelha.

—Como é que é? – perguntou ele. Pansy respirou fundo e disse, tentando manter a pose.

—No primeiro ano. Mas foi brincadeira. – disse ela – Alhena dizia que os garotos eram todos idiotas e que não gostava de nenhum. Então eu sugeri que talvez ela gostasse de garotas e caso ela seguisse sem gostar de ninguém, quando a gente fosse mais velha, a gente daria um amasso, pra ver como é.

—Eu não sabia disso. – riu Daphne, ainda com a mão em seu joelho.

—Nem eu. – riu Rasalas sentindo ondas de choque sempre que Daphne movia os dedos por seu joelho.

—Você pode dar uns amassos nela na minha frente? – perguntou Draco com um sorrisinho.

—Opa! Na minha também. – riu Vince.

—Eu não me importaria de ver. – disse Damian fazendo charme para Pansy, que apenas revirou os olhos.

—Continua, Damian. Eu quero ver o que mais aconteceu. – pediu Daphne, acariciando de novo seu joelho. Rasalas engoliu em seco e Damian voltou a passar as imagens gravadas.

—Você quer se pegar com a Lena? – perguntou Damian, filmando a si mesmo e a Pansy.

—Você não? – perguntou ela.

Damian concordou com um sorrisinho.

—Mas quero te pegar primeiro.

—Então pega, Burke. – riu Pansy o puxando pela gravata.

—Uoooooooou! – houve uma exclamação coletiva.

A câmera pareceu girar por uns momentos, até voltar a filmar a festa.

—Aqui é Blair Zabini, diretamente do Salão Comunal da Sonserina. – narrou Zabini – E aquele ali é Rasalas Lestrange lambendo a parede...— todo mundo começou a rir, até mesmo Rasalas, que olhava para sua imagem, completamente perplexo — Rasalas, o que diabos você está fazendo? – perguntou para o metamorfomago. O cabelo dele estava completamente alucinado, mudando de cor sem parar, muito rápido, sem absolutamente nenhum padrão.

—Estou provando as cores. – respondeu ele parecendo completamente maluco – É sério. As cores tem gostos. Tipo... eu já provei o vermelho, que é muito bom. Verde é mais ou menos... mas o mais gostoso é o azul. Eu amei o gosto do azul! – disse Rasalas muito próximo da câmera – Azul é meu favorito... tipo os olhos da Daphne Greengrass! — Rasalas sentiu um frio na barriga e lutou bravamente para não olhar para o lado— Ela tem os olhos mais lindos do mundo! DO MUNDO TODO! – ele parecia completamente maluco, falando com a câmera – Dá vontade de arrancar os olhos dela com uma colher...— Rasalas abriu a boca em espanto — pra fazer um chaveiro! – ele franziu a testa, parecendo parar para pensar no que tinha dito, e depois sorriu – Foi um elogio, Daph!

—E aqui vemos um Lestrange tentando ser romântico. – debochou Blair.

—Eu não sou romântico. Você viu a Gina? – perguntou Rasalas para Blair – Eu preciso muito foder alguém hoje.

—Fode, uai. Precisa ser a Weasley?

—Ela meio que é minha namorada. – riu Rasalas. Se perguntou o porquê de não conseguir ficar calado. Daphne estivera acariciando seu joelho, mas ao ouvir aquilo, parou.

—Você quem sabe. Eu vou dar uma volta. – mas então Pansy apareceu com uma garrafa.

—FESTAAAAA! – gritou ela. Rasalas passou as mãos pelos ombros dela e os dois começaram a pular. Pansy bebeu direto do gargalo e Rasalas pegou a garrafa dela. Ele deu mais um gole, passou a garrafa para uma mão não identificada e Pansy sacudiu sua cabeça. Ele sorriu e gritou, alucinado.

Os dois caíram no chão e Pansy subiu em cima de seus quadris.

—Eita porra... – escutaram a voz de Blair, chocado. Rasalas olhava perplexo. Ele olhou para Pansy, que parecia doente. — Se joga, Parkinson.

Pansy gargalhou e rebolou nos quadris dele e Rasalas soltou um gemido.

—Você é gostosa demais, Parkinson. Sempre achei.

—Você também é. – riu Pansy tirando o colete do uniforme.

—Ai meu Merlin... – lamentou Pansy, cobrindo a boca, horrorizada.

—Damian... Veneno de Fada foi a melhor ideia que você já teve. – riu Greg, morrendo de rir.

Pansy se curvou sobre ele e Daphne apareceu se sentando ao lado dela.

—Estou com ciúmes! – ralhou ela – Eu também quero brincar com o Rasalas.

—TEM LESTRANGE PRA TODO MUNDO! – gritou Rasalas.

—Gente! To sentindo o Rasalas. O que é isso! – perguntou Pansy ainda rebolando em cima dele.

—É um pau. Nunca viu um não? – perguntou Rasalas.

—Me matem. – pediu Pansy fechando os olhos, e todo mundo riu, menos ele, que estava enojado demais com aquilo.

—Eu queria ter os peitos da Pansy. – lamentou Daphne – Blair não ficaria olhando para qualquer uma que passasse se eu tivesse os peitos da Pansy.

—Eu ficaria sim. Não grila com isso não – riu Blair, atrás da câmera.

—Eu não sei de qual eu gosto mais. Deixa eu ver. – pediu Rasalas pegando com tudo nos seios de Pansy. Ouviram várias gargalhadas – Hum... muito bom. Deixa eu ver você. – ele apertou os seios pequenos de Daphne – Eu poderia afundar minha cara ai e nunca mais sair, Daph...

Todo mundo começou a rir.

Draco se jogou de joelhos no chão.

—Eu posso apalpar também? CARALHO, RASALAS! VOCÊ ESTÁ PEGANDO FOGO!

Rasalas se levantou tão rápido que Pansy caiu no chão. Ele tirou a camisa e algumas garotas deram gritinhos. Escutou-se um sonoro “gostoso” de algum lugar, mas não deu pra identificar.

—Eu estou suando mel... – riu Rasalas – Eu estou derretendo! Estou derretendo.

E então ele saiu correndo. Pansy se levantou, arrumando a saia e Daphne ficou olhando para alguma coisa longe do alcance da câmera.

—Eu vou chupar aquele garoto inteiro. – disse ela com um olhar sensual. Pansy a olhou e sorriu.

—Vá com Merlin.

—Me chupa, Greengrass. – riu Blair. Daphne o olhou com desdém.

—Nunca mais, Zabini. – e ela então saiu rebolando.

Todos mundo começou a rir e Rasalas se virou para Daphne, que estava vermelha além da imaginação.

—Então... você estava falando de mim? – perguntou sem conseguir não rir. Daphne deu de ombros.

—Eu não faço ideia. Eu não me lembrava de você ter pego nos meus peitos... nem de dizer que poderia... hum... afundar a cara neles e nunca mais sair...

—Eu estou tão feliz nesse momento. – riu Draco – Mas eu quero saber quem mordeu a minha bunda.

—Shhhh! – ralhou Blair e todos voltaram a ouvir.

—...Eu não me importo! – gritou Rasalas. Damian estava montado em suas costas.

—Mas eu vou transar com Parkinson, Draco gostando ou não. – respondeu Damian. Draco apareceu com uma garrafa de vodka congelada na mão.

—Eu não ligo. Eu vou transar com a Alhena, na minha cama, e vai ser louco! – gritou o loiro se jogando em cima deles. Damian pulou para o chão e os três passaram os braços ao redor dos ombros uns dos outros, para girar aos pulos, gritando qualquer coisa.

—Eles tão muito loucos... – riu Blair.

—Blair. Deixa eu brincar com isso um pouco? – disse Daphne.

—Só se me der um beijo – respondeu Blair.

—Desiste, Blair. Você não quis terminar com a freira, aqui? Agora vai se foder, seu babaca.

—Então não vou te entregar a câmera.

—Enfia ela no seu rabo então. – rosnou Daphne se jogando no sofá e deitando. Os garotos que estavam pulando juntos pararam de girar, saindo tontos e Rasalas olhou para as próprias mãos.

Pansy apareceu com o Veneno de Fada e o entregou para Daphne, que bebeu direto do gargalo. Rasalas ainda olhava para as próprias mãos, rindo.

—Eu vou pegar fogo. – disse ele parecendo mais maluco ainda.

—Tome. – ofereceu Daphne, lhe entregando a garrafa.

—Minha vez, Blair. A Emília tá te chamando. – disse Pansy. A câmera girou um pouco e logo Pansy quem estava filmando – Gente! Tão pegando fogo mesmo. – disse Pansy rindo, olhando para Rasalas que bebia da garrafa enquanto Daphne o lambia do peito até o pescoço.

Sentiu todos os pelos do corpo se arrepiarem. Sua bermuda logo apertou e ele respirou fundo.

Rasalas sorriu de maneira cafajeste, seus cabelos mudando de cor furiosamente rápido, de um jeito maluco, e colocou a mão na cabeça de Daphne, a empurrando para baixo.

—PUTA QUE O PARIU! DESLIGA ISSO! – disse desesperado. Daphne olhava para o lençol completamente chocada. Damian tinha parado a câmera e olhou para os dois.

—CA-CE-TE. – riu ele – Como faz agora?

—Daph não pagou um boquete pro Rasalas. Tá de boa. – riu Pansy.

—Não? – perguntou Daphne, com os olhos brilhando. Ela parecia que iria chorar de vergonha.

—Não. Eu não deixei. Você acha que eu iria deixar minha amiga fazer isso? – perguntou Pansy revirando os olhos.

—Oh, Pansy! Muito obrigada. Eu estava completamente fora de mim.

—Meu santo Merlin. – murmurou aliviado – Que susto.

—Só porque Daphne não fez, não quer dizer que outra pessoa não tenha feito. – riu Draco como se soubesse de alguma coisa.

Rasalas olhou horrorizado.

—Eu não sei se quero ver isso até o final. – murmurou assustado. A imagem estava congelada com Daphne de joelhos, o lambendo logo embaixo do umbigo, com as mãos em seus quadris. Sentiu um calor enorme ao ver aquilo. Imaginou como seria se Daphne realmente fizesse aquilo.

—Nós vamos ver. Eu ainda não descobri quem mordeu a minha bunda. – resmungou Draco – E então nunca mais vamos falar a respeito desse dia.

—Combinado. Continua com essa porra. – riu Vince.

—Alguém quer que pare? – perguntou Damian. Mas todos ficaram em silêncio e ele voltou a continuar as imagens.

Daphne olhou para cima e Rasalas sorriu para ela, a acariciando na cabeça. Ela o beijou novamente na barriga e o volume nas calças do garoto ficou mais evidente do que nunca. Daphne estava para desabotoar as calças dele quando Pansy a segurou.

—Amiga. Você me agradece amanhã, ok? Faz isso quando não tiver testemunhas. – riu Pansy.

Daphne fez bico e se sentou no sofá, parecendo que desmaiaria. Rasalas olhou zangado para a câmera e então sorriu.

—Pansy Parkinson.

—Rasalas Lestrange. – riu ela de volta.

—Eu não estou vendo você bebendo. – riu Rasalas.

—Então me dê a garrafa.

—Pois é. É melhor beber, porque está na hora de brincar de sete minutos no paraíso. – riu ele.

—OPA! ME DÁ ISSO! – riu Draco pegando a câmera, que girou, filmou o teto por alguns segundos e depois focou em Rasalas e Pansy, que parecia levemente assustada.

—E é melhor beber bastante, Pansy, porque você me deve um boquete.

—Ok! OK! DESLIGA ESSA MERDA PELO AMOR DE MERLIN! – pediu Rasalas desesperado. Draco estava gargalhando e Pansy escondeu a boca com as mãos. – Eu tenho quase certeza que alguém me pagou um guloso ontem. Me diz que não foi você. – pediu ele para Pansy – Já não basta ter traído a Gina... ser com você só deixa tudo mais repugnante.

—Eu não me lembro. E acredite o último pau que eu iria querer na minha boca, é o seu! – ralhou Pansy, quase aos prantos. Rasalas desviou o olhar, se tocando que tinha sido muito insensível.

—Desculpe, eu sei... desculpe.

Ele coçou os olhos, nervoso.

—Eu quero saber o que aconteceu! Continua por favor! – riu Vince.

Damian olhou para Pansy antes de voltar a seguir as imagens.

—Eu não vou fazer nada disso. Tá louco, Lestrange?

—Esqueceu que você perdeu a aposta, Pansy. – riu Rasalas. Não conseguia se reconhecer naquela pessoa... — Você vai fazer o que eu mandar. – disse ele a lambendo no pescoço e na orelha.

—Isso vai ser bom. – ouviu a voz de Draco, que era quem gravava.

—Se está tão louco pra isso, Lestrange. Eu tenho palavra. Mas quem não vai conseguir se encarar no espelho depois não vou ser eu. – e dizendo isso ela bebeu um belo gole de Veneno de Fada.

Rasalas pareceu levemente incomodado.

—Eu não vou me lembrar mesmo. – disse ele.

Pansy sacudiu a cabeça e gritou.

—Rasalas... eu realmente acho melhor você deixar pra fazer isso num outro dia. – disse Draco.

—Cale a boca, Malfoy. – rosnou Rasalas – Eu não vou ficar com as bolas doendo.

—Velho... – Draco baixou a câmera e tudo o que viram foram as próprias pernas se afastando. Draco o estava levando para outro canto – Você vai se arrepender disso amanhã. Você nunca iria se perdoar se fizesse Daphne te chupar no meio do Salão Comunal. Você gosta dela de verdade.

—Eu não gosto. Ela é só minha amiga.

—E eu nasci ontem.

—Eu estou com Gina.

—E quer mandar Pansy chupar você, agora! Eu não sei quando eu vou recomeçar a alucinar de novo, mas enquanto eu estou levemente lúcido, eu não vou deixar você fazer isso.

—Larga de ser chato, Draco. É só uma festa.

—Eu sei que é, Rasalas. Mas não faz isso. Eu sou seu amigo, ok? Confia em mim.

—Draco, eu vou te beijar, cara. – disse Rasalas.

—Você está me devendo. – disse Draco dando de ombros.

—Vamos. Mas fique longe da Pansy.

—Ok. Ok. – disse Rasalas voltando a pular. Draco voltou a levantar a câmera e filmou o próprio rosto.

—Eu estou muito orgulhoso de mim. – ele olhou para cima – Oh... estou vendo as sereias caírem do céu de novo. Eu vou entregar essa tralha pra alguém e surtar por ai. Beijo, galera. Eu amo vocês. – Draco beijou a tela da câmera e tudo ficou girando – Vince! Vince. Pega isso aqui. Eu vou pegar as sereias voadoras.

—Boa sorte. Estou tentando há meia hora. – resmungou Vince pegando a câmera. Tudo girou de novo e logo Vince começou a filmar. – Que porra... tá tudo embaçado. – ele olhou para a câmera e então, com um pedaço da camisa, limpou a lente onde Draco tinha beijado. A câmera voltou a filmar a festa. – Agora sim... Eita porra... – ele virou e Rasalas se viu deitado em cima de Daphne, os dois se beijavam loucamente.

—Merda. – resmungou – Eu tinha esperanças de não ter feito isso... eu sinto muito. – murmurou para ela. Daphne olhou para as próprias mãos, tristemente. Se lembrou de Damian e Alhena, no trem e se sentiu mal.

—Eu amo seus olhos azuis. – disse Rasalas se levantando para olhar Daphne nos olhos. Rasalas sentiu um frio na barriga. Lembrava daquilo. Lembrava daquilo.

—Eu amo você...

Os dois se olharam apaixonadamente.

—Eu te amo desde aquele dia no lago. – disse para ela. – Talvez até antes...

—Meu santo Merlin... quanta melação de cueca. Pega logo, Rasalas. – ralhou Vince.

Daphne se sentou e começou a beijar Rasalas no peito.

—Porra. Eu mandei ele ficar de boa! – escutou a voz de Draco – Esse cara não se aguenta nas próprias calças?

Mas Rasalas estava levemente desmaiado no sofá e Daphne o mordia na barriga. Logo Amélia Flint apareceu.

—Ah, ele é tão gostosinho. Dá vontade de morder mesmo, não é? – perguntou ela para Daphne.

—Dá vontade de morder inteiro. – concordou Daphne. E então as duas começaram a beijá-lo na barriga.

—Meu Deus, Rasalas. Passa esse mel pra mim. – ralhou Vince olhando para a cena.

—Eu sou... – começou se gabando, mas lembrou de Daphne, que estava ao seu lado – Uma pessoa descontrolada quando bêbado... eu ultrapassei todos os limites da moralidade! – resmungou furioso.

—Ainda não. – riu Draco.

Rasalas o olhou chocado.

—Não?

—Não. – repetiu o amigo, olhando para a cena.

Rasalas abriu os olhos e sorriu.

—Gina... você faz isso tão gostoso. – riu ele.

Amélia e Daphne o olharam furiosas.

—GINA? – perguntaram juntas.

Rasalas piscou, aéreo.

—Eu não sei onde eu estou... o que está acontecendo? – perguntou ele coçando os olhos – Onde está a Gina? Eu preciso da Gina.

—Você é um idiota, Lestrange! – ralhou Daphne se levantando.

—LESTRANGE! – gritou Blair. Vince virou a câmera e viu Blair chegando parecendo furioso – SAI DE PERTO DA MINHA NAMORADA!

—O que? – perguntou Vince, rindo. Mas Blair simplesmente socou Rasalas no rosto. O garoto desmontou no sofá e Daphne segurou Blair pelo braço.

—Você está louco? Eu não sou sua namorada! Você terminou comigo! – ralhou ela.

Blair piscou confuso e depois olhou desesperado para Rasalas. O colocou de pé, mas o rapaz estava completamente nocauteado.

Draco chegou com a garrafa já quase vazia de Veneno de Fada e a abriu embaixo do nariz de Rasalas, que acordou na hora, pegando a garrafa, para dar mais um gole. Ele a entregou para Blair e saiu andando.

Draco cambaleou até o sofá e caiu lá. Blair entregou a garrafa para Astoria e saiu atrás de Rasalas. Vince ficou filmando Astoria.

—Não vai beber?

—Eu não sei... eu posso? – perguntou ela.

—Claro que pode. Bebe. É bem gostoso.

Ela deu de ombros e deu um golinho.

Vince filmou Greg, que estava sentado na poltrona, rindo de todo mundo.

—De boa? – perguntou Greg.

—Você é um cuzão. Só rindo da gente.

—Estou morrendo é de inveja. – reclamou Greg – Queria poder fazer todo tipo de merda e fingir que é culpa da bebida. – lamentou ele.

—Que tipo de merda? – perguntou Vince.

—Eu estou sóbrio e não vou falar diante das câmeras. Eu não sei se essa porra grava som. – respondeu Greg. Vince filmou o próprio rosto.

—Você grava som? Grava? Grava? – ele ficou olhando para a câmera – Acho que não. Vou falar com o Damian.

Vince atravessou o Salão Comunal. Pansy estava muito doida pulando em cima da mesa, com Emília. Daphne estava escondida atrás de um tapete de parede. Blair dançava com Amélia Flint. Rasalas estava sentado, encostado no armário. Desceu as escadas e encontrou Damian ali.

Ele colocou a câmera no chão. Só conseguiam ver os pés de Damian, que estava sentado em um degrau.

—O que houve, cara? – perguntou a voz de Vince.

—To muito triste.

—Por que?

—Não vou falar, você é todo escroto. Vai tirar onda comigo.

Vince pareceu suspirar.

—Prometo que não vou.

Damian pareceu soluçar.

—Eu estou com tanto medo, cara.

—Medo de que? – perguntou Vince.

—Do que pode estar acontecendo com a Alhena. Eu estou com tanto medo... de acontecer alguma coisa ruim com ela.

—Nada de ruim vai acontecer com ela. Ela é puro sangue...

—Eu não consigo não me preocupar, cara.

—Caralho, cara. Você tá chorando!

—Eu estou! Eu sou tão ridículo. – lamentou Damian – Tão ridículo...

—Por que? Por chorar de preocupação?

—Por tantas coisas. – fungou Damian – Eu amo a Alhena... cara... eu amo aquela garota... e eu fui tão babaca com ela... eu nunca pedi desculpas pra ela. Ela nunca respondeu minhas cartas... todo mundo fica jogando na minha cara o quanto eu fui imbecil... – escutaram Damian arfar – Acham que eu não sei disso? Que isso não pesa em mim? Todo mundo se divertindo e eu só querendo ver a Lena. Só querendo poder me desculpar com ela... por ter sido tão idiota... eu amo a Lena, Vince. Não é porque eu tô bêbado... não é. Eu amo ela. Eu amo.

—Calma, cara. É só uma mina.

—Ela não é só uma mina... – fungou Damian – Lembra daquele dia em que vocês entraram no lago? Que eu fiquei fazendo companhia pra ela?

—Lembro. Foi quando o Rasalas beijou a Daphne e a lula gigante pegou o pé dele.

—É... é... – choramingou Damian. O garoto fungou de novo – A Lena me disse que me amava naquele dia... mas que nunca mais iria amar outra pessoa, porque eu magoei ela... e quando... e quando eu transei com a Deshayes... – Damian fungou de novo – Eu disse que nunca tinha prometido nada pra Lena. Mas é mentira. Eu prometi. Eu prometi que a gente ia ficar junto... eu prometi e quebrei a promessa e quebrei o coração dela... e agora ela foi embora... eu sou um bosta. Eu sou um merda.

—Fica calmo, cara. Vem cá. – disse Vince – Eu nunca fui muito amigo da Alhena, mas ela é irmã do Rasalas. Eles são parecidos... o Ras perdoou o Blair por ter roubado a mina dele, não perdoou...? Eu acho que a Alhena te perdoa sim.

—Mas como? Se eu não consigo falar com ela?

—Uma hora você vai conseguir. Ai você não vacila com ela de novo, ok?

—Ok... – choramingou Damian.

—Vamos lá pra cima.

—Não... espera meu rosto secar... ou vão ficar me zoando... sempre me zoam. Sempre.

—Ok. Eu espero.

—Não conta pra ninguém, tá... que você me viu assim...

—Cara... eu não vou lembrar disso amanhã... aliás... – ele pegou a câmera de novo, mas ela só apontava para a parede – Essa coisa grava som?

—Acho que sim... me dá ela ai. – pediu Damian. Tiveram outro deslumbre dos degraus e então ficou tudo preto por alguns segundos.

Depois apareceu o rosto de Greg.

—Olá, caros colegas da Sonserina. – riu Greg – Eu gostaria de agradecer por todas as maravilhosas aventuras de vocês. Eu acho que nunca ri tanto na minha vida. Eu tenho certeza de que o Draco vai querer ver isso aqui, só pra descobrir quem mordeu a bunda dele. Vou dar um tempo para ele fazer chilique.

—COOMO ASSIM NÃO GRAVOU? – perguntou Draco – GREG, QUEM FOI QUE ME MORDEU? QUEM?

Mas Greg só estava rindo. O clima estava meio pesado pela cena de Damian e foi bom dar aquela risadinha.

—Terminou, Draco? – ele deu uma risadinha – Vamos procurar vocês, ok? – Greg andou um pouco, até um armário. Pansy e Rasalas estavam deitados juntos, ali. Dormindo abraçadinhos – O que aconteceu ai? Não faço a menor ideia... mas vocês ficaram muito tempo. Olha que lindo, o casal. – debochou Greg, aproximando a câmera dos dois – Ok... Vamos ver onde está o Draco... a última vez ele estava no sofá... – Greg virou e foi até o sofá. Onde Draco dormia com Astoria, os dois abraçadinhos – Que fofo. Você não ficou com ela, Draco. – disse Greg começando a filmar o próprio corpo – Você caiu no soco com o Luke Torn, do quarto ano, porque ele tentou apalpar a Astoria enquanto ela estava alucinada. Então você disse que iria proteger ela dos outros e ela prometeu que não deixaria mais nenhuma maluca morder sua bunda. Isso é tão hilário, aiai... olha ai de novo, no que deu. – ele voltou a filmar os dois. – Muito bem... eu não vou atrás do Blair, porque ele estava transando com a Amélia Flint. Ele deve estar com ela. A Daphne desmaiou ali... – ele virou a câmera para o mesmo tapete onde a garota tinha se escondido quando era Vince quem estava gravando – Eu não faço a menor ideia do porquê de você estar ali, Daph... eu tentei te tirar dali a todo custo, mas você estava com medo que descobrissem que você era uma lagartixa, ou qualquer coisa assim... – Greg voltou a se filmar – Emília... eu te procurei por todos os dormitórios e não te achei, mas Penélope Rowle garantiu que você estava vomitando em um dos banheiros. Como você sabe, garotos não podem entrar nos banheiros femininos. Há um campo de força... então eu não pude averiguar. Eu espero que você esteja bem... Agora, o Vince... – Greg deu uma risadinha. Ele desceu as escadas e entrou no dormitório. Ele filmou a cama do garoto, que estava com as cortinas fechadas – Você estava ai, da última vez que eu vi. Eu não sei com quem. Não me pergunte. Mas parecia estar se divertindo. – Greg voltou a filmar o próprio rosto – Agora o Damian. O Damian é bonitinho. Vem comigo. – ele caminhou até o dormitório feminino. Emília estava na cama dela, completamente desmaiada – Ah, achei você, Mili. Bons sonhos... mas olha ali... o Damian. – ele estava deitado na cama que um dia seria de Alhena, caso ela estivesse em Hogwarts. Damian segurava o travesseiro e dormia abraçado com ele. Em cima do travesseiro estava um caderno de desenhos de Lena. – Eu achei fofo. Sem zoeira. – Greg olhou para a câmera – Vamos parar de tirar onda com ele, ok? Ele tá sofrendo de verdade, o Damian... – Greg soltou um suspiro – Garotos, eu vou acordar vocês, pra gente fazer alguma loucura antes do sol nascer. Rasalas falou que queria subir na torre de astronomia. Eu vou colocar a Daph e a Pansy na cama e então acordar os meninos. Mas não vou levar a câmera, vai que acham a gente no caminho... bem... é isso, galera... eu não bebi nem uma gota que seja, então falo de coração mesmo. O Vince pode me chamar de viado, o Draco pode fazer pouco caso... mas eu amo vocês, galera... vocês são fodas... – Greg respirou fundo – Eu sei que a gente, apesar de sermos amigos, discordamos de muita coisa... o Rasalas é muito mais liberal em relação a muita coisa, já o Vince é mais tradicional... e eu sei que no futuro a gente pode se separar, brigar e desentender... afinal, estamos em guerra. Eu sei que alguns de vocês vão querer lutar de um lado, outros de outro... outros não vão querer escolher lados. – Greg desviou o olhar – Mas eu espero que todos nós sobrevivamos... que todos nós cheguemos ao final da guerra... e continuemos amigos... porque eu digo... eu digo, porque eu vejo alguns amigos guardando essas coisas para si mesmos e sofrendo com isso. – ele olhou significativamente para Damian – E não falo só dele... eu quero dizer que conhecer vocês foi o maior privilégio que eu tive nessa vida. Podem me zoar. Eu não ligo. Eu amo cada um de vocês. Um abraço... do seu amigo sóbrio, que está tentando cuidar de vocês nesse momento. Boa noite... espero que tenham curtido a festa... – Greg deu um sorriso – E Draco, foi a Astoria quem mordeu a sua bunda. Ela estava muito bêbada e achou que você era um sapo de chocolate branco gigante. Falou!

Tudo ficou branco. Eles ficaram em silêncio por alguns segundos.

Rasalas passou o braço ao redor dos ombros de Daphne.

—Eu concordo com Greg... foi um enorme privilégio conhecer vocês... – murmurou ele. Deu um beijo casto na têmpora de Daphne – Todos vocês... E Pansy.

Pansy o olhou sem jeito. Rasalas se levantou e abriu os braços.

—Me desculpe por ser um babaca com você... no seu lugar eu teria feito o mesmo que você sempre fez comigo.

Pansy o olhou com os olhos cheios de água e então se levantou. Ela correu até ele e o abraçou.

—Me desculpa também. – chorou ela.

—Amigos? – perguntou ele.

—Amigos. – Fungou Pansy.


Notas Finais


OMFG!
Eu ri muito relendo esse capítulo. Eu espero mesmo que vocês gostem... Depois tentem relacionar o vídeo com as palas do Rasalas ahsuahsuhsauhs xD

E o que será que aconteceu naquele armário??? O-O


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