História Legends - Capítulo 1


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Hinamori Momo, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Karin Kurosaki, Kenpachi Zaraki, Mayuri, Nemu Kurotsuchi (Nemuri Nanagou), Personagens Originais, Rangiku Matsumoto, Rukia Kuchiki, Sajin Komamura, Shihouin Yoruichi, Shunsui Kyouraku, Toushirou Hitsugaya, Urahara Kisuke, Uryuu Ishida
Tags Bleach, Hitsukarin, Watermelon
Exibições 54
Palavras 655
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Um obrigada especial para a página Kaori Lucis por ter feito esta capa maravilhosa da fic! S2
Primeiro capítulo dedicado à NaokoMinamino. O 3 O

Capítulo 1 - Prólogo


• Prólogo •

"Não poucas vezes esbarramos com nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele."
Jean de La Fountain

— ♞ —

O tênue ruído metálico de correntes lhe embriagava os sentidos, mesclando-se infindavelmente com o luar perolado que lhe percorria os infinitos dos cantos de seus olhos. Tão puro e cândido quando se comparado ao metal escarlate que corria em sua veias, atualmente escorrendo por sua garganta, maçãs do rosto e lhe entrando no nariz.

A dor lhe atravessava o corpo surrado e débil, carregado de modo frívolo pela criatura mística que trajava um vibrante kimono azul e dourado, acompanhado pelo hakama negro e partes de uma armadura tradicional escarlate. Parecia um demônio ou um antigo guerreiro que havia despertado após milênios em letargia. Suas mãos, amarradas com metal duro e frio, estavam pesadas pela falta de circulação, podia ver seus dedos já púrpura. Porém, o que mais lhe incomodava era o peso da corrente quebrada em seu peito, balançando de um lado para o outro.

Um protesto abafado se prendeu em sua garganta, tentando ganhar vida. Se seu captor lhe ouvira, não demonstrara. Karin tentou se debater, o que apenas lhe causou mais dor. O homem que lhe carregava não fizera um misero esforço para tentar impedi-la, sabendo que todo e qualquer esforço a humana seria inútil mediante a si.

Karin arfou, voltando a encarar o concreto. Seus olhos ardiam, porém se recusava a derramar as lágrimas que ali brotavam. Embora, em seu coração, urrasse em desespero. Aquilo só poderia ser um pesadelo; tinha que ser um pesadelo.

As memórias de seu corpo caindo no chão, ensanguentado e incapaz de manter sua alma dentro de si voltaram para ela, lembrando-a que mesmo se algum herói sobrenaturalmente se materializasse ali, não havia escapatória. Dentro de sua mente, Karin questionou-se, se encolhendo mediante a possibilidade de estar fadada aquele lugar. Sempre parando no mesmo ponto de onde havia tentado partir. Do ponto em que, contudo custasse a ela admitir, a maior parte de sua vida girava: a morada dos Ceifeiros de Alma e seu mundo já diversas vezes rejeitado por Karin. Ela tinha certeza de que eles estavam no meio de tudo isso... Como sempre.

E mesmo que sua mandíbula doesse, levantou a cabeça e olhou para as madeixas castanho acinzentado de seu captor, esvoaçantes e onduladas, antes de balbuciar:

 — O que quer de mim?

Ele virou-se, encarando-a. Karin notou que ele tinha uma beleza exímia, embora fosse completamente anormal. Marcas brancas brilhantes lhe delineavam os olhos azuis límpidos. Ele possuía uma pequena pinta sob os lábios que contrastava com a pele pêssego como a neve e também tatuagens que lhe subia do pescoço ao queixo.. Ele lhe estudou o rosto, parecendo memorizar cada traço seu — o que era bom, já que Karin jamais esqueceria os dele. Ele brilhariam como fogo até o fim de sua vida, marcando seu coração de um ódio que a Kurosaki sabia que dificilmente seria apaziguado.

Nada foi lhe dito em resposta.

A morena desistiu, deixando a cabeça pender novamente para o chão. O cansaço começava a lhe roubar os sentidos, roubando o pouco de consciência e de coragem que restavam a Karin. E então, antes que pudesse lutar contra um inimigo possivelmente sobrepujável, a última coisa que viu fora o concreto brilhando sobre o luar.

Vendo que a jovem adormecera em seu ombro, retirou-a da posição desconfortável em que estava, ajeitando-a em seus braços. Ela era belíssima, mesmo que estivesse ferida e perturbada. Se sentiu verdadeiramente mau por tudo que lhe causara, entretanto era por um bem maior. Eles precisavam dela em urgência. Um dia, ela entenderia que fora usada por amor e honra.

Quando o Senkaimon se abriu, ele pode sentir os arrepios na jovem.

Ela sabia onde estava, podia ver mesmo em seu sono. Ele só esperava que ela pudesse ver também o quão perturbado aquele mundo era.

E quão importante ela era para restaurar aquele equilíbrio.



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