História Legião de Heróis (Interativa) - Capítulo 21


Escrita por: ~ e ~MissFrost

Exibições 26
Palavras 3.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente...
Pra começar, foi mal a demora pra postar o capítulo... Eu tava em semana de prova e vocês não tem ideia em como é além de estudar pras provas, ter que carregar três pessoas que não contribuem em nada para fazer e apresentar trabalho, isso tava me desgastando, então meu irmão me deixou sem escrever, pra não sobrecarregar mais...
Aí... quando finalmente terminei minhas provas, escrevemos um capítulo e acabou que aconteceu a tragédia com o time do Chapecoense, no capítulo que íamos postar, o Halloween ia derrubar um Quinjet... Puta coincidência... Tipo... a gente sabe que são poucas as pessoas que leem isso aqui, mas meu irmão achou um desrespeito na ocasião (e concordo com ele) e achou melhor que eu reescrevesse um rapidamente... Então, está aqui o que eu escrevi, e quero deixar todo meu respeito e solidariedade às famílias e amigos dos envolvidos.
#somostodoschape

Capítulo 21 - Conquistando as Relíquias


Domingo 01:56 AM – Nova York, Estados Unidos da América

Annastacia descobriu que o pai de Peter e Noah havia sido uma das vítimas de Halloween. Será que algum deles já sabia? Será que guardaram segredo na tentativa de buscar vingança? Iria contar a Emily? Afinal, ela estava ali há certo tempo, porém, qual seria a atitude da moça? Annastacia preferiu tomar precaução, temia ser culpada pelos gêmeos sofrerem algum tipo de repreensão, mas o que poderia fazer?

- Preciso ir ao banheiro. – Disse despretensiosa e deixou a sala. Procuraria algum superior, alguém que poderia oferecer algum tipo de confiança.

Àquela hora os corredores do CT eram quase vazios, principalmente quando Maria Hill deu o tempo de folga aos aspirantes a heróis, algumas pessoas passavam pela jovens, uns com insônia, outros com seus “rolos” e outros apenas sem ter o que fazer.

- “O pai dos gêmeos foi uma vítima do Halloween...” - A jovem garota pensou. – “Eu devo avisar alguém... O que a Maggie faria?”.

Os corredores se tornaram mais longos, menos pessoas passavam pelo local, Annastacia vagava perdida em seus pensamentos, vagava absorta em meio as suas recentes descobertas... Halloween... relíquias... a morte do pai dos gêmeos... rituais... Rituais. O demônio precisa de um ritual para recuperar todo o seu poder, não conseguiram compreender como se consistia o ritual em questão, mas sabia do que o maldito precisava. E ele estava conseguindo, estava tudo premeditado. Não adiantaria tentar o deter com as relíquias, quando o desgraçado iria os utilizar como sacrifício.

Domingo 02:00 AM – Local Abandonado Próximo a Nova Orleans, Estados Unidos da América

Havia quase duas horas que permaneciam naquele lugar, os zumbis ficavam cada vez mais fortes, cada vez mais fervorosos e mais sanguinários. Bernard permanecia em pé, seus braços esticados e seus músculos ressaltados, suas veias pareciam querer deixar seu corpo, seu suor escorria por seus poros e banhava seu corpo, sangue escorria timidamente por suas narinas, seu rosto era puro rubor e sua concentração fora elevada ao extremo. O rapaz segurava uma explosão sem fim sob uma barreira, enquanto Maggie e Pierry adentraram o local em busca das relíquias. Teseu impedia que os zumbis se aproximassem, para isso utilizava sua telecinese para também projetar uma barreira. Ashena e Isaac cuidavam de diminuir o número de inimigos e Alex, mostrando que algumas vezes o cérebro é mais eficiente que o combate, voltou ao Quinjet e além de mapear o local onde as relíquias estavam, mandou um sinal de alerta para o CT, a ajuda já estava a caminho.

- HEY! SPEEDY – Maggie gritou – ALEX DISSE QUE É POR ALI.

- NÓS PRECISAMOS IR MAIS RÁPIDO. – O menino respondeu com sua ansiedade natural.

O calor e barulho eram insuportáveis, ambos já estavam banhados de suor, as roupas de Pierry facilitavam troca de calor para contribuir com os efeitos de sua habilidade, porém ali dentro mais atrapalhavam que ajudavam, as ondas térmicas pareciam o cozinhar. Maggie permanecia austera, porém o esforço que fazia a deixava cada vez mais cansada, no entanto não poderia transparecer, jamais poderia.

- ACHO QUE É ALI! – Maggie apontou – AQUELE BAÚ!

- É A ÚNICA COISA INTACTA! – Pierry constatou – PROVAVELMENTE É!

Aproximaram-se da enorme caixa metálica que incandescia com o calor da explosão, era certo que Halloween fez aquela armadilha para evitar ao máximo que alguém colocasse suas mãos naqueles objeto. Maggie olhou para Pierry, o baú era muito pesado, carrega-lo para fora junto do garoto era impossível, ou era um ou outro. Pierry, por sua vez, não tinha a mínima ideia do que fazer, fora levado ali para pegar a relíquia e sair, como faria com algo daquele tamanho?

- SPEEDY... – Maggie respirou fundo, jamais o deixaria ali, mas não talvez não teria forças para retirá-los a tempo. – ACHO QUE DEVEMOS VOLTAR!

- NÃO! TEM QUE TER UM JEITO! – O garoto rebateu – NÓS TEMOS QUE PEGAR ESSA RELÍQUIA, ASTRID! OU HALLOWEEN VAI MATAR TODO MUNDO!

- TALVEZ... – O barulho do comunicador a interrompeu.

- SPEEDY?! – Uma voz familiar chamava pelo garoto.

- SIM?! – O menino respondeu confuso.

- HEY AMIGÃO... SOU EU, O FLASH. ACHO QUE VOCÊ ESTÁ COM ALGUM PROBLEMINHA AÍ NÉ?! – O herói disse um tanto descontraído.

- HEHEHE... UM POUCO – O garoto sorriu sem graça.

- OK... ENTÃO... ME DIZ O QUE TÁ PEGANDO.

- NÓS TEMOS UM BAÚ DE METAL, O NEGÓCIO TÁ QUASE DA COR DA SUA ROUPA DE TÃO QUENTE... COM TODA A CERTEZA A RELÍQUIA ESTÁ ALI DENTRO, MAS NÃO TEM COMO PEGAR ISSO. – O menino disse com uma certa descrença na voz.

- ESPERA... – Flash respondeu e demorou alguns segundos para voltar a falar novamente – CONFIE EM MIM, BELEZA?!

- PODE DEIXAR... – Pierry disse e completou no que poderia ser um resmungo caso o barulho não fosse tão intenso – ATÉ PORQUE NÃO TENHO MUITA OPÇÃO...

- HAHAHA VOCÊ É UM CARA ENGRAÇADO, SPEEDY. AGORA VAMOS LÁ... VOCÊ VAI PRECISAR SE APROXIMAR DO BAÚ, VAI ESTAR QUENTE EU SEI, MAS VOCÊ VAI TER QUE SE ESFORÇAR.

As ondas de calor queimavam o rosto do menino, era muito intenso, mas por fim o menino venceu as terríveis chamas inimigas.

- E AGORA? – Pierry perguntou.

- AGORA VOCÊ VAI FAZER APENAS SUA MÃO VIBRAR... É COMO SE VOCÊ MEXESSE APENAS ELA NA MAIOR VELOCIDADE QUE CONSEGUIR, CONCENTRE-SE APENAS NA SUA MÃO. VOCÊ IRÁ FAZER COM QUE SUAS MOLÉCULAS VIBREM TÃO RÁPIDO QUE IRÃO CONSEGUIR ATRAVESSAR AS MOLÉCULAS DE OUTRO OBJETO... É COMO UMA INTANGIBILIDADE DOS VELOCISTAS... – Flash disse um tanto convencido ao final.

- “Ok...” – Pierry fechou os olhos e se concentrou, aquilo parecia fazer o calor aumentar, mas precisava conseguir, precisava pegar logo aquela relíquia e sair dali, todos contavam com ele, ele mesmo considerava uma decepção não conseguir fazer isso, afinal, era missão de campo e justamente quando sua participação era crucial ele não poderia ajudar? Lembrou-se de Maggie ali se esforçando, lembrou-se de Bernard que a tanto tempo evitava que a explosão se expandisse, Teseu, Isaac, Alex e Ashena, todos cuidando para que tudo ali desse certo. Isso tudo o motivou, quando Pierry abriu os olhos sua mão vibrava fortemente. – ACHO... ACHO NÃO – Disse confiante. – EU CONSEGUI! – O garoto enfiou a mão no baú incandescente sem nem pensar duas vezes e então retirou a relíquia.

A explosão instantaneamente cessou, Maggie foi ao chão próxima a Pierry e o abraçou. Bernard despencou e foi segurado por Alex, enquanto Teseu, Isaac e Ashena abismavam-se com a repentina queda dos zumbis, todos estavam ao chão, dessa vez, com total certeza, sem vida.

Domingo 02:00 AM – Star City, Estados Unidos da América

Dentro do Quinjet, o Doutor da Peste anotava suas análises à respeito do zumbi que raptara, era uma criatura peculiar, quando realmente vivo, chamava-se João da Cruz, agora era apenas um amontoado de carne em putrefação que recebia ordens de algum tipo de magia, sim, magia. Apesar de ser um homem fielmente ligado à ciência, sabia que não havia como aquela criatura estar de pé devido algum experimento científico.

- Doutor?! – Ludymilla o chamou receosa.

- O que foi?! – A olhou com uma impaciência incomum a sua real personalidade – Já disse que não gosto de ser incomodado.

- É que...

- QUE É? – Gritou diante a demora da garota a responder.

- Aconteceu um acidente. Precisam de alguém urgente para ajudar a equipe do Paul. Precisam de um médico... Ouvi o pedido do Kenzo... Será que você poderia...

- Livre-se disso. – Alec, o Doutor da Peste, retirou suas luvas e seguiu até um lavatório afim de se desinfetar – Vamos buscar os outros e partiremos em seguida.

Próximo ao Quinjet, o mausoléu onde o restante da equipe buscava as relíquias tornara-se uma gigante gaiola elétrica. Diana eletrocutava toda a lateral da construção enquanto um grande dragão girava ao redor do local destruindo qualquer inimigo que se aproximava, Genji garantia que nenhum dos zumbis se aproximasse o suficiente, porém ambos já estavam quase exaustos, tanto Genji quanto Diana já não aguentavam mais utilizar suas habilidades. White Blood, por sua vez, continuava com toda sua perícia, seus tiros eram certeiros, derrubava muitos dos inimigos e garantia a proteção no interior do local.

Dentro do Mausoléu, Zachary aproximava-se do final do local, já havia conseguido abrir nove metros dos dez que necessitava, quando o ultimo metro se desfez em fumaça, a imagem de Laurel chegou aos seus olhos, a garota estava em pé, segurava uma enorme corrente nos braços e sorriu ao vê-lo.

- Essas correntes... elas que são as relíquias desse local. Não consigo usar minhas habilidades... – A garota se justificou.

- Sem problemas, nós vamos te tirar daqui. – Zachary respondeu sério.

- São dez metros... Como vai fazer isso? – A jovem perguntou.

- É mais fácil transformar as coisas em sólido que em gás...

- Hãã?

Instantaneamente o chão abaixo dos dois começou a se formar rapidamente, Laurel precisou se equilibrar, foi como se uma enorme rocha os elevasse até o topo daqueles dez metros.

- Hora de sair daqui, Laurel.

Domingo 02:00 AM – Cidade Abandonada, Norte dos Estados Unidos da América

- Eu fiz o pedido de socorro! – Kenzo informou Harvey e ao ver o estado de Peter, seus olhos esbugalharam.

- Valeu. – Harvey disse seco – Eu consegui estancar o sangramento, mas ele perdeu muito sangue e provavelmente está com alguma infecção. Não sou médico, mas sei que se isso continuar pode levar a uma sepse ou choque séptico, sei lá... só sei que ele pode morrer...

Kenzo tentou não surtar, já não bastava as vozes. Freki, quem diabos eram Freki e o que ele queria com Kenzo?! Precisava manter a calma, manter-se focado em Peter, não seria o responsável por sua morte, não, isso não.

- Também mandei nossas coordenadas ao Paul, ele deve aparecer aqui com algum kit médico a qualquer instante.

- Beleza! – Harvey olhou para Peter, o rapaz estava muito pálido e seus lábios estavam roxos, a respiração era ofegante e o coitado mal conseguia abrir os olhos.

- Eu... – Kenzo começou.

- Você tava surtando, Kenzo! Não foi sua culpa. Nós precisamos do Noah também...

- Claro... Harvey... – Kenzo o olhou – Valeu.

- Relaxa... – Harvey olhou para Peter – Você não.

Paul surgiu junto de Viktor, ambos estavam com kit médico e mostravam-se preocupados.

- O que aconteceu? – Paul perguntou.

- Eu... – Kenzo começou.

- Fomos atacados, foi isso. – Harvey interrompeu.

- Nós precisamos de alguém com dons médicos... – Viktor disse a Paul.

- Eu vou nos teleportar até o Quinjet, de lá vamos partir para o CT. Alguém rastreia o Noah e a Cry Baby.

Todos tocaram Paul e então teleportaram, surgiram dentro do Quinjet e Kenzo rapidamente correu até o computador mais próximo, iria rastrear o comunicador de Noah, precisaria encontrar o outro gêmeo o mais rápido possível.

No fundo do lago, era quase impossível de enxergar algo, a única coisa que Noah conseguia ver era um pequeno brilho vermelho, nadou o mais rápido que pode, sentiu medo de perder o fôlego, teria de pegá-la, alcançou-a e rapidamente teve a ideia de transportá-la a Peter, isso era outro aspecto da habilidade dos gêmeos, poderiam transportar qualquer objeto que tocassem para o outro, dessa forma qualquer coisa poderia acontecer com Noah que ele sabia que a relíquia atingiria seu objetivo.

De repente, quando o folego deixou os pulmões de Noah, a água do lago rapidamente começou a sumir, foi necessário alguns minutos para o rapaz retomar o ar necessário, só então viu Cry Baby se aproximando.

- Caralho Noah!

- O que?

- Tem o maior tempão que você tava lá... – A menina o olhou intrigada.

- Como assim?

- Tipo... Você ficou uma meia hora lá...

Aquilo atormentou Noah, impossível ficar meia hora dentro da água sem respirar, algo de errado estava acontecendo.

- Noah! – Paul surgiu entre os dois. – Nós temos que ir... – Olhou o gêmeo no fundo de seus profundos olhos azuis – É o Peter.

Domingo 02:15 AM – Boston, Estados Unidos da América

Dentro da boate o caos rondava, Dimitrio, Kristýna e Duke estavam encurralados, os membros da possível gangue eram muito bem treinados e pelo visto estavam obstinados a só sair dali com o mutante que buscavam.

- Hey... – Um pequeno garoto puxou Dimitrio pela calça – Você é o Dimitrio?

- Isso aqui não é lugar para crianças... Ta fazendo o que aqui?

- Izabel está em perigo, ela está no píer, pediu que eu viesse busca-los. – O menino disse inocente.

- Como? – Dimitrio o olhou assustado.

- Ela precisa de ajuda. Eles – Apontou para um dos membros da gangue – Vão a pegar... Me segue, eu sei onde ela está.

- Só um minuto. – Dimitrio procurou por seus companheiros.

Kristýna estava com suas pernas agarradas no pescoço de um dos oponentes, jogou-o contra outro e logo lançou uma das cadeiras em mais um que tentava a atacar, a russa era tão mortal quanto uma arma de fogo. Duke não era tão hábil em lutas como a russa, mas suas habilidades o proporcionava uma eficácia do mesmo nível, sua força aumentada e sua velocidade contribuíam para derrubar seus oponentes rapidamente. Dimitrio os reuniu, precisariam sair dali o mais rápido possível.

- Eles estão com a Izabel... Ela pediu... – Dimitrio achou aquilo estranho, mas desconsiderou devido a situação – Pediu que esse menino nos avisasse.

- Onde ela está? – Kristýna perguntou.

- Em um dos píer.

- Nós vamos então... – Duke respondeu. – Pediremos reforço e vamos, não vai adiantar ficar nesse quebra quebra aqui...

- Vocês tem razão... – Dimitro os olhou firme.

- Eu estou de carro... – A garota que ele ficou na festa disse um tanto tímida – Talvez possa os ajudar...

- Vamos fazer o seguinte. – Dimitrio avaliou a situação. – Duke, você tira a Kristýna e a...

- Cassie.

- Isso... Você tira as duas daqui, leve a Kristýna até o hotel, pedem reforços e vão direto ao píer. Não esperem ninguém, vão com o menino. Enquanto isso, Cassie me espera com o carro, pegamos o endereço e vamos na frente. Ah – Disse levantando um dedo – No meu quarto, tem uma mala preta e uma azul, traga a preta com muito cuidado...

- Beleza.

- Como você vai sair daqui? – Kristýna o perguntou.

- Saem agora... Porque esse pessoal vai ter uma experiência nada agradável. – Dimitrio fitou a máquina de gelo seco mais uma vez.

Os jovens deixaram o local, enquanto isso, Dimitrio aumentava a potência das máquinas sorrateiramente, misturando seu gás do medo à substância. Em poucos minutos, aquela boate se transformou em uma imensa nuvem de gritos, medo e desespero. As portas do Coyote’s foram escancaradas pelos próprios membros da gangue, que corriam desesperados, o pavor tomou conta do local, enquanto todos corriam, choravam e se debatiam, Dimitrio andava tranquilamente segurando um dos membros da gangue pelo colarinho, seu interrogatório começara.

 

Fora do Tempo/Espaço

Não sentia dor, não sentia frio, nem medo... Não sentia nada. Ouvia vozes, vozes conhecidas.

- “Depois que isso apareceu na mão dele que ele ficou assim”.

- “Isso é a relíquia”.

- “O que está acontecendo?”

As vozes continuavam, mas Peter não dava mais atenção a elas, algo diferente se passava em sua mente, algo diferente acontecia ao seu redor.

- Peter. – Uma voz o chamou por suas costas.

- Quem é você? – O rapaz perguntou confuso.

- Faria diferença se o dissesse? – Era uma bela mulher, com olhos azuis e lindos cabelos louros, seu corpo era escultural e sua voz suave fez Peter acreditar que estava no céu.

- Eu morri? – Peter a olhou com desejo, apesar da situação.

- Não – Ela sorriu docemente. – Você não morrerá hoje, Peter.

- Então o que é isso?

- Você está em “coma” e teve contato com uma das relíquias de Gerritshan... Isso expande sua mente...

- Isso podia era me curar...

- Não se preocupe, você terá ajuda...

- Onde nós estamos? – Peter perguntou olhando ao seu redor.

- No CT, ou o que restou dele... – A mulher disse.

Era um local desolado, a mansão estava destruída, grande parte do lindo gramado do CT deu espaço para uma enorme quantidade de lápides.

- Isso... É uma alucinação? – Peter olhou confuso.

- Não... Isso é o futuro.

Peter se aproximou das lápides, alguns nomes conhecidos estavam gravados, outros nem tantos, o que mais lhe chamou a atenção, foram os nomes dos mais próximos.

- Ludymilla?! A Ludymilla está morta no futuro?

- Muitos estão...

- E Noah? – Peter correu os olhos pelas lápides e ficou aliviado ao não encontrar o nome do irmão, mas outro lhe chamou a atenção. – Peter Burkhard... Então... eu morro mesmo...

- Eu disse que você não morreria hoje...

- Bernard... – Peter balbuciou – Teseu, Diana, Genji, Kenzo, Cry Baby... Todos eles estão mortos?

- Sim.

- Puta que pariu.

- Izzie... Ela morre também. Kristýna, Pierry, Alex, Laurel... Caralho... – Peter a olhou com medo, como... como isso acontece?

- Muita coisa acontece, Peter... Estamos em 2031, quinze anos no futuro.

- Eu posso evitar isso? Posso evitar todas essas mortes?

- Algumas sim, outras são inevitáveis.

- Como eu posso fazer isso? – Peter desesperou-se. Nós somos em vinte e seis e tem onze só que estão vivos... Como que isso acontece.

Peter piscou os olhos, então uma centena de imagens sem nexo passou por sua cabeça, como se fosse uma grande quantidade de flashes.

Havia dez pessoas ao redor de uma fogueira gritando e chutando algo. Houve uma grande explosão no que parecia ser uma ilha, nas ruas de Nova York a população levantava placas de ódio aos mutantes, o rosto familiar de um membro da equipe Beta 2 derrubava lágrimas e proferia algumas palavras que Peter não conseguiu identificar. Viu também a equipe dividida, pareciam se enfrentar em algum local em chamas, o Capitão América estava junto de um grupo enquanto o Homem de Ferro estava com o outro. A imagem de Teseu sofrendo surgiu enquanto uma voz conhecida dizia “Nossos pecados são maiores, pois nosso alcance é maior” e então a imagem de uma enorme ave de fogo surgiu com uma sombra em seu interior.

- O que foi isso? – Peter perguntou assustado.

- Algumas das coisas que desencadearam nesse futuro. – A mulher disse solenemente.

- Eu... como eu posso evita-las? – Peter perguntou com medo, medo de falhar, medo de ver seus amigos morrerem.

- Algumas coisas você não pode, outras, Peter, apenas com confiança você poderá evitar.

- Por que eu estou vendo isso? Por que não outra pessoa?

- Porque foi você que estava quase morrendo e entrou em contato com a relíquia, poderia ser qualquer outro.

- Isso é muito desconexo... Eu preciso de mais...

- Só alguém com a habilidade de precognição pode te ajudar, Peter... Eu só posso te dizer o seguinte, não confie em telepatas, mas nunca os deixe saber disso.

- Como assim?!

- Vocês serão traídos, Peter. Mas quando esse dia chegar, será aquela pessoa que você jamais o poderia fazer, então não se precipite em seus julgamentos. Algumas pessoas podem não ser confiáveis, mas elas ainda assim são boas.

Peter não entendeu, aquela mulher simplesmente sumiu em um piscar de olhos. De repente tudo ficou escuro, Peter estava sozinho, no vazio, apenas o constante som agudo do “beep” chegava aos seus ouvidos.



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