História Legião de Heróis (Interativa) - Capítulo 21


Escrita por: ~ e ~MissFrost

Exibições 78
Palavras 8.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá senhoras e senhores.

Antes de mais nada, um FELIZ NATAL adiantado a todos e um excelente ANO NOVO! Que 2017 traga a todos o que faltou em 2016 e que continuemos juntos com a nossa Legião de Heróis.

Como dito anteriormente, venho postar esse capítulo com previsão do próximo vir em 2017.

Mais uma vez peço desculpas pelo sumiço e me esforçarei para voltar com a regularidade de antes.

Gostaria de agradecer a MissFrost que escreveu o início desse capítulo e gostaria de agradecer àqueles que não desistiram da fic.

Bom, o título desse capítulo resume bem como eu estou em relação ao futuro, ou seja, nem mesmo eu tenho tanta ideia do que irá acontecer. Tenho notado que algumas pessoas abandonaram a história, não irei cortar sem explicações essas personagens, mas elas irão deixar a Legião para eu poder focar melhor em outros personagens. Então... O que irá acontecer no futuro? Ainda não sei, mas o CT irá passar por uma boa reforma...

Quem tiver interessado em algumas mudanças para as personagens, sintam-se livres para me mandar MP, irei analisar bem cada proposta.

Obrigado a todos!

Capítulo 21 - What Will Happen Tomorrow?


Domingo 03:12 AM – Boston, Estados Unidos da América

Algum tempo depois de enviar o “garoto bicho” até o restante da equipe na boate, Izzie conseguiu traçar um plano para derrubar os dois rapazes que a atacava. Um deles tinha a habilidade de voar, porém era como se seu corpo fosse um projétil e ele disparava-se fortemente a um determinado ponto, foi só esperar ele utilizar sua habilidade e então passou a controlar sua rota com telecinese, fazendo-o perseguir seu amigo. Algum tempo depois a colisão entre os dois os deixaram inconscientes, sem muita delicadeza, a loira revirou-os de ponta-cabeça até encontrar o que inibia sua telepatia, no interior dos ouvidos dos rapazes haviam pequenos pontos que impediam a captação de suas ondas mentais.

- “Otários” – Pensou com desdém e começou a fuçar na mente dos agressores, primeiro leu tudo o que sabiam sobre o local, depois se divertiu – “Quando acordarem, os dois vão achar que tiveram um sexo bizarro e ficarão durante dois dias sem conseguir ver a própria genitália e então ficarão se perguntando se perderam o próprio pênis no traseiro do outro.” – Sorriu deleitando-se da situação.

Dirigia-se para um dos galpões próximos ao píer quando Duke e Kristýna chegaram até o local, acompanhados do pequeno garoto, ambos estavam com seus devidos trajes de batalha. Os dois aspirantes à heróis demonstravam-se preocupados, enquanto a criança ainda parecia confusa, aproximaram-se da telepata rapidamente, Kristýna curiosa com a situação, Duke o mesmo, porém ainda mostrava-se preocupado com a batalha que ocorrera.

- O quê aconteceu? Pensamos que estava em perigo! – O rapaz disse alarmado.

- Eu também pensei... – Izzie respondeu calmamente.

- Como você conseguiu se livrar deles sozinha? – Duke insistiu.

- Ora Duke... – Buscou demonstrar-se desinteressada nas perguntas do rapaz para evitar falar sobre sua telepatia – Assim como você está fazendo agora, eles me subestimaram... – Respondeu sarcástica.

Kristýna se manteve calada, mas seus olhos a observavam minunciosamente, havia algo de errado ali, sabia disso e Duke também, no entanto, a objetividade do rapaz estava comprometida devido ao “coleguismo” imposto pelo CT.

- Nossa... muita sorte isso... Encontrar esse mutante, ele saber o caminho da boate, saber quem somos... Isso... – As informações não se encaixavam na cabeça do rapaz, era muita sorte ou muita coincidência, a situação ainda estava mal explicada.

A insistência do rapaz fez Izzie entrar em sua mente, Duke era uma boa pessoa, tinha uma história bonita, era um alienígena, teve várias aventuras pela Terra antes de se juntar ao CT, alguns romances, algumas desavenças... –“Chega de enrolação...” – Manipulou o inconsciente de Duke para que deixasse de perguntas, entendesse a situação e a achar normal.

- Sim. Muita sorte. – Izzie respondeu seca.

- Que bom que no fim deu tudo certo então. – Duke sorriu.

- Ainda não é o fim... – Kristýna enfim se manifestou – Antes de chegarmos... Você estava indo para onde? – A russa perguntou de uma forma tão inocente e descontraída que Izzie nem se deu o trabalho de vasculhar a mente da ruiva, afinal, ela não se envolvia mesmo, nem deve ter reparado.

- Aquele é o galpão onde eles fazem de clubinho secreto. – A loira apontou para uma grande construção. – Você... – Olhou para o pequeno menino – É melhor ir embora... Volte para a casa e não conte a ninguém...

- Volte para a casa, conte a seus pais e mande-os ligar para a polícia... Mande-os contatar o número especial da Legião de Heróis e passa o endereço daqui. – Duke interveio.

- Nós não precisamos de ajuda. – Izzie disse indignada.

- Nós contatamos o CT, mas eles estavam ocupados – Kristýna disse – Parece que o pessoal que foi atrás do Halloween está com problemas maiores. E nós precisamos de ajuda sim, somos quatro contra sabe-se lá quantos, isso porque o Dimitrio ainda nem apareceu.

Izzie revirou os olhos e seguiu em direção ao galpão sem responder, Duke e Kristýna a seguiram sem trocar palavras. Perto do galpão, Izzie aceitou esperar do lado de fora enquanto Kristýna e Duke entravam para avaliar o local, a russa era uma excelente espiã e Duke um ótimo investigador, chegaram à conclusão que dupla seria mais eficiente juntos, mesmo a russa resmungando, os dois dirigiram-se para o interior do local.

Dimitrio chegou após alguns minutos, ainda estava com a garota que Izzie fez se interessar por ele na boate, era uma bela moça e, pelo visto, realmente o rapaz conseguiu a conquistar.

- Hummm... Olha o casal... – Izzie brincou ao ver os dois se aproximarem.

- Agora você vai embora – Dimitrio disse à ficante e virou-se sem notar que a moça esperou um beijo de despedida. – Cadê os outros dois? Ainda não chegaram?

- Toma. – Izzie jogou uma maleta para o rapaz – Os dois estão investigando lá dentro... – A loira controlou a tal ficante para ir para o carro e os esperar lá, a garota insistia por algum tipo de abraço de Dimitrio e já estava enchendo o saco.

- Temos que ser rápidos e eles tem que ser cautelosos, tem um mutante lá que está programado para se autodestruir frente a qualquer ameaça. – O rapaz disse sério, abriu sua maleta e então olhou para Izzie – Importa-se?!

- Aaaaah... pensei que ia me deixar ver mais... – A loira brincou com o fato do rapaz já estar sem camisa e então virou-se de costas enquanto ele se trocava – Devia ter trago algo também... Todos vocês estão com seus trajes e eu estou com roupinha de balada. – Disse com um tom de lamentação.

- Você parecia mais tensa antes... Enfim... Se ao menos tivesse a lingerie do dia do Berseker...

- ...

- Eles responderam alguma coisa? – Dimitrio se virou após vestir seu traje e enfim esboçou uma reação, dar de cara com a loira de lingerie, novamente, o surpreendeu, não de uma forma ruim, mas não era bem aquilo que esperava. – O... que... e... e... eu estava brincando, em relação a isso. Desculpe se não sou muito bom com piadas.

- Na verdade você tem é razão... Me julgue, mas eu uso lingerie sempre e o espartilho em, todas as baladas, isso faz eu me sentir poderosa. Toda mulher deveria vestir o que a faz se sentir assim. – Disse olhando para suas vestes.

- Tudo bem então... – Dimitrio disse se recompondo.

- Pode julgar, Dimi... Não me importo...

- Não... não vou te julgar, Izabel... Eu quero ser um herói e visto uma roupa semelhante ao de Victor Crane, o Espantalho, isso faz EU me sentir...

- Relaxa, Dimi... não vai ficar gay se você disser poderoso, não que ser “gay” é um problema também... Adoro todos eles. – A loira disse mexendo no cabelo.

- Não... “No controle”. – O rapaz disse meio introspectivo, fazia muito tempo que não se abria com algum desconhecido.

- Mmmm... – A julgar pelo olhar vago do rapaz, Izzie evitou entrar em sua mente – Pode me chamar de Izzie se quiser... – Disse despretensiosa.

- Pode me chamar de Dino, ou Dimi, se preferir. – Dimitrio respondeu ainda autoexaminando suas atitudes.

- Desculpa interromper o momento de pré-sexo dos dois – Kristýna apareceu no local – Mas eu e o <alienígena> descobrimos por onde podemos começar.

- Hey... – Duke a olhou incomodado pela forma como “alienígena” foi dito – Bem que dizem que não tem nada pior que a frieza dos russos...

Aquilo apenas aproximou os dois, Kristýna não era do tipo que gosta de confetes e muito menos daquelas melosas que se ofendem facilmente, Duke, por sua vez, tinha o dom da piada em si, levava, na medida do possível, tudo na brincadeira e por isso não se ofendia facilmente, até achou engraçado o sotaque que a russa disse “alienígena”.

Entraram por uma pequena janela nos fundos do galpão, Duke e Kristýna disseram que entraram por outro local, pelos tubos de ventilação. O galpão era enorme, dentro dele havia inúmeras celas, celas mesmo, grades de metal, pareciam mais gaiolas devido ao tamanho limitado de algumas, o odor de fezes e urina adentrou as narinas dos jovens heróis, um local era separado por uma lona cortada em tiras, nele o chão era feito de bandas de metal, apenas depois que Duke os explicou que Dimitrio e Izzie perceberam, aquilo era um ralo, era ali que os malditos davam banho nos prisioneiros, Dimitrio percebeu uma enorme lavadora de pressão, provavelmente eles a encostavam na parede e jogavam agua contra eles. As condições ali eram desumanas. Uma lágrima escorreu dos olhos de Duke na primeira vez que entrou, Dimitrio e Kristýna eram mais objetivos, não deixavam suas emoções aflorarem durante as missões, Izzie sempre reprimia as suas, nunca deixava que a vissem fragilizada, mas aquilo era diferente, não sentia compaixão e repúdio como Duke, sentia raiva, ódio, desprezava o responsável por aquilo, eram todos mutantes que estavam ali, eram seu povo, sua raça, o gene X estava presente em todos eles igualmente, era um atentado a ela também, não só a eles.

- Nós temos de soltá-los. – Izzie disse séria, segurando para não chorar.

- São muitos. – Dimitrio observou – Vamos resgatar o garoto, depois ficaremos de espreita até alguém mandar algum tipo de reforço.

- Dimitrio tem razão. – Kristýna concordou.

- Além do mais... – Duke completou – Não temos nem como tirar todos daqui.

- Isso sem contar que são muitos guardas. – Dimitrio disse mais uma vez – Não posso usar meu gás do medo, porque eu afetaria os presos e isso iria atrapalhar na fuga, sem contar que tem um cara que pode explodir o local inteiro caso sofra alguma ameaça, isso envolve sentir medo e...

- Nós temos que tirar todos daqui. – Izzie disse rangendo os dentes, seus olhos ficaram vermelhos e encheram-se d’água. – Vocês não entendem... Eles vão fugir... vão...

- Nós ficaremos de vigília. – Kristýna retrucou.

- Não vai adiantar! Não vai! Nós temos que tirar todos daqui! Por favor! – Izzie olhou para Kristýna e então para Duke – Duke... Por favor! A gente não pode deixar todos eles aqui... Não podemos simplesmente escolher um em detrimento dos outros... Dimitrio – O olhou suplicante – Por favor! Nós temos que salvar todos...

- Eu... eu... eu concordo. – Duke olhou para Kristýna e Dimitrio, lembrando-se de sua infância, por quê sua nave não foi destruída? Por que o destino escolheu ele em detrimento de tantos outros que foram mandados em fuga de seu planeta?

- Nós não... – Dimitrio olhou os dois, Duke tornou-se menos objetivo, Izzie nunca o fora, Kristýna ainda mantinha-se firme ao plano de esperar reforços, era o mais racional. O que deveria fazer?

- São todos mutantes... Vocês não entendem porque não é com vocês. Isso só está acontecendo porque eles tem uma coisa que os distingue, uma coisa que os torna diferente, no resto poderiam passar por despercebido, mas não... Eles estão aqui, passando por toda essa merda porque alguém decidiu que somos aberrações. Quer saber?! Vão pro inferno... Se vocês querem sentar e esperar os hipócritas do CT mandar alguém vir ajudar, podem ir. Eu vou fazer o que tem que ser feito. – Izzie deu de costas.

- Opa... Peraí lorão! Eu tô contigo. – Duke apressou-se em segui-la.

- Isso é pessoal pra ela. – Dimitrio disse a Kristýna.

- E você se importa? – A russa o perguntou.

- Importar ou não, não convém. O importante é a proporção que isso pode se tornar e eu acho que nós dois somos os únicos que estamos utilizando a razão aqui.

- Duke me pareceu bem objetivo, por um tempo. – Kristýna observou o rapaz.

- Sim, mas algo o fez mudar de ideia. – Dimitrio abaixou os olhos e ponderou, entendeu o lado de Izzie, mas ainda assim era um risco muito grande. Seus olhos encontraram-se com os verdes profundos da russa e ambos sabiam o que deveria ser feito.

- Vou traçar um plano de extração. – Dimitrio disse com a certeza que a colega de equipe sabia do que seria responsável.

- Eu vou encontrar o tal cara que pode destruir tudo isso daqui, se precisar usar seu gás, use. Quanto mais desses “guardas” a gente imobilizar, melhor. – Kristýna disse firme e após aqueles famosos segundos onde duas pessoas se encaram buscando confiança, um no olhar do outro, partiram.

Mais afastados, Duke e Izzie não se preocupavam em traçar plano nenhum, pelo menos não a garota.

- Então... – Duke esfregou as duas mãos – Qual é o plano?

- O plano? – Izzie respondeu séria e determinada – É soltar todas essas pessoas. – As trincas foram destruídas com o uso da telecinese da garota.

- Izzie, você vai chamar a atenção dos caras... a gente precisa tomar cuidado, são muitos. – Duke “gritou” em voz baixa.

- Nós temos que liberar todos, Duke! A gente lida com o resto depois!

- É! Olha só como eles estão vivendo, garota! Se a gente liberar eles sem pensar em algo, eles matam qualquer um que tente fugir! – Duke a pegou forte pelo braço disse sério, concordava que todos deveriam ser liberados, mas não que isso deveria ser feito de qualquer forma. Ao ver que se descontrolara, soltou Izzie e tentou se acalmar – Eu sei que você tá puta da vida com isso... Mas vai ser pior se nos precipitarmos.

- Nós não temos tempo, Duke. – Izzie disse resignada.

- Vamos fazer o seguinte, eu vou chamar a atenção dos cretinos que fizeram isso, vou tentar fazer longe dessas... celas... enquanto isso você vai soltando todo mundo. Ta legal assim? Acho que é a única coisa que podemos fazer no momento. – Duke disse pensativo.

- OK Duke... Só vamos acabar com isso logo. – Izzie assentiu e já começou a abrir as travas das celas, que mais pareciam gaiolas.

Duke se afastou o máximo que pode, correu até uma parte do galpão onde havia poucos presos, mais cedo, ele e Kristýna haviam contado dez vigias ali, fora os outros vinte que encontraram na boate e chegariam a qualquer momento. Aquilo seria muito arriscado, mas era um risco que valia a pena correr. Enquanto Duke se posicionava para chamar a atenção, algo que sabia fazer bem, Kristýna utilizava suas técnicas de espiã para descobrir quem era o tal guarda com a habilidade de explosão. A russa esgueirava-se entre as sombras, ouvia conversas e avaliava riscos, após certo tempo, chegou a óbvia conclusão, o maldito estava posicionado ao centro do galpão. Dimitrio não era um excelente espião como Kristýna, não era um mutante como Izzie e muito menos um alienígena como Duke, era um humano, um humano “comum”, o que o distinguia dentre os outros? Ou que talvez o destacava dentre os outros? Sua dificuldade em sentir certas emoções o permitia uma visão mais objetiva da situação, era focado, comprometido com qualquer coisa que se dispunha a fazer e era exatamente isso que o tornava tão “perigoso”, era um perfeito estrategista e sua capacidade de observação ia além do comum, transformando-o em um excelente detetive. Não foi preciso muito tempo para Dimitrio saber exatamente como sair dali, no final das contas, eles não eram a minoria.

Dimitrio ouviu a voz de seu pai em sua cabeça: “Não fuja de seus medos, Dino, enfrente-os!”. Os sequestrados, eles não deviam fugir, não agora, eles deviam enfrentar seus sequestradores. Enquanto Dimitrio encontrava-se com Izzie e Duke para expor seu plano, Kristýna se aproximava do homem capaz de explodir todo o local, foi sorrateira, parecia-se mais com uma sombra de tão silenciosa que a russa foi, se fosse o atacar teria de ser direta, letal. Infelizmente Duke não lhe deu chance de concretizar seu plano, o homem correu até o rapaz e junto de seus outros comparsas começaram a briga.

Quando Duke topou com Dimitrio, o rapaz prometera uma “revolução”, não usou bem essas palavras, mas na cabeça do senhor Tolue, era disso que se tratava. Mais do que depressa, tratou de chamar a atenção dos vigias do local, iria garantir que Izzie libertasse todos e que Dimitrio levasse os que não podiam se defender para longe.

Tudo aconteceu muito rápido, sem nem se dar conta, Kristýna já era chamada de Lezviye, já “bailava” dentre os seguranças locais e um enorme tumulto ocorria. Dimitrio permanecia calmo, ele e Kristýna tinham isso em comum, a situação saiu do controle, mas ambos permaneceram firmes em seus objetivos, Dino, reunia os mutantes que ainda tinham força e vontade de enfrentar os sequestradores, enquanto os outros fugiam. Izzie se descontrolou na confusão, a loira que sempre fez questão de se mostrar mais experiente, mostrou-se um tanto perdida no local, era incapaz de se concentrar em seu objetivo, tentava ajudar Kristýna, quando a via sendo atacada, tentava ajudar Dimitrio quando o via perdendo o controle dos mutantes assustados e tentava ajudar Duke quando o via enfrentando algum guarda, nunca fazia algo concreto, acabava se esquecendo de certos mutantes que ainda estavam enjaulados ou acabava ficando tão sem reação quanto algum deles.

Duke não perdeu completamente o controle como sua parceira mutante, porém o rapaz, que utilizava técnicas de luta baseadas em puro instinto, levava mais golpes que recebia, seus poderes alienígenas falhavam certas vezes e o medo de atacar algum inocente o fazia hesitar em usar todo seu potencial, no entanto, foi obrigado a fazê-lo. Já o haviam avisado sobre um certo mutante capaz de explodir o local com sua habilidade, Duke não sabia como o homem faria aquilo, mas não pensou duas vezes, logo que o inimigo começou a se concentrar e emitir certo “brilho”, o nosso mais novo herói alienígena pulou sobre o homem e absorveu a maior parte da explosão.

Duke Tolue conteve grande parte do estrago que o homem faria, mas ainda assim o mutante sequestrador da própria espécie conseguiu provocar certo estrago no local, o galpão entrou em chamas, os mutantes que antes ajudavam a enfrentar seus sequestradores, agora fugiam desesperados, restando apenas os quatro “trainees” e seus oponentes.

- Detectamos um mutante dentre os quatro. – Um dos homens disse.

- Foda-se otário! – Duke respondeu estourando em energia – Eu posso não ser mutante, mas tenho força o suficiente para acabar com mil de vocês.

- Nós descobriremos quem você é, mutante. – Outro dos homens disse ignorando Duke. – E só o Redentor dirá se você será julgado como pecador ou se receberá redenção.

O teto do local explodiu. Superman, Lanterna Verde, Batman, Caçador de Marte e Mulher Maravilha entraram no local para ajudar seus “trainees”, enfim o resgate havia chegado.

Na saída do galpão Jimmy Olsen fotografou a saída dos quatro jovens heróis do CT, Kristýna ajudava uma moça que se feriu na explosão, Duke carregava um rapaz desacordado em um ombro e no outro uma criança, Dimitrio estava liderando um pequeno grupo e Izzie estava de mãos dadas com o jovem Patrick Prickett, o garoto sequestrado que deu início a tudo isso.

                                                    ***

Domingo 03: 34 AM – Nova York, Estados Unidos da América

As portas da Ala Médica do CT abriram às pressas, Alec Davis entrou correndo com uma maca onde Peter delirava devido à febre. Noah acompanhava o Doutor da Peste do outro lado da maca, enquanto Harvey, Kenzo e Paul seguiam na frente abrindo caminho. Cry Baby e Viktor estavam atrás, a jovem magricela assustou-se ao notar o quanto se preocupava com o gêmeo que não havia beijado, Viktor, por sua vez, estava tranquilo, sabia que aquele não era o destino de Peter, ainda mais, sabia que havia uma força ainda não compreendida e percebida atuando no bem estar do gêmeo tagarela, olhou para Cry Baby e esboçou um pequeno sorriso de canto de boca.

- Eu consegui o estabilizar, mas há infecção e provavelmente rompimento do baço. Ele perdeu muito sangue, não tínhamos materiais suficientes em nenhum dos Quinjets que eu pudesse usar. – Alec, o Doutor da Peste, atualizava o médico de plantão.

- Deixe comigo. Esperem lá fora. – O médico pediu aos jovens que o obedeceram, exceto por Noah e Alec.

- Eu quero ficar com meu irmão. – Noah disse firme.

- E eu quero o equipamento adequado, posso muito bem terminar de salvar esse rapaz! – Alec tomou frente com a arrogância natural dos médicos.

- Alunos não são autorizados a permanecerem na sala de cirurgia. – O médico informou já nervoso – Nenhum deles. – Olhou para Alec.

Resignados, deixaram o local. Noah permaneceu na sala de espera, estava aflito com o estado do irmão, Cry Baby, Harvey e Kenzo ficaram ao seu lado. Mais cedo, os três Quinjets que partiram em busca das relíquias se encontraram, sorte fora a de Peter que pode ter o amparo médico de Alec. Os outros membros da equipe uniram-se para fazer um rápido relatório para ajudar Paul que, como líder, insistiu em ficar e garantir que Peter estava fora de risco.

- Eu preciso... – Kenzo se levantou.

- Relaxa – Harvey segurou o pulso do rapaz com firmeza – Eu disse que foi um daqueles zumbis...

- Não! Eu...

- Kenzo... Você não pode arriscar sua vaga aqui... A gente viu que tinha algo te perturbando... Ta tranquilo. – Harvey tentou acalmar o colega.

- Valeu. – Kenzo sentou-se novamente.

- Você precisa o que? – Cry Baby perguntou com um tom de voz impaciente.

Harvey revirou os olhos. - “Quando enfim consegue deixar o Kenzo quieto, a louca vem com as “doentices” dela”. – Harvey pensou batendo a cabeça de leve na parede.

- Fala logo eu tô curiosa! – Cry Baby disse mais alto e mais impaciente.

- Cry Baby, por favor. – Noah a olhou sério e não disse mais nada. Estava a ponto de explodir, mas geralmente só faria aquilo com Peter ao seu lado, mesmo beijando a morena à sua frente há poucas horas, aquilo não era o suficiente para torna-la próxima o bastante.

- “Olha o que você fez Kenzo! Você matou o Peter” – O “Outro” começou a falar sentado ao seu lado. – “Você será expulso daqui seu imbecil HAHAHAHAAHAHA... Kenzo o herói que assassinou outro HAHAAHAHAHA” – Kenzo esfregou a cabeça nervoso – “Eu vou tomar conta logo logo... Quando eu fizer isso, primeiro eu vou comer essa morena aí, depois vou pegar aquela loirinha que tava no Quinjet com a gente, foda-se se ela é menor de idade... Depois eu vou dar um safanão nesse Harvey, porra o mais legal é ver você se fodendo e o cara fica impedindo isso?! – Kenzo já estava ficando irritado, não aguentava mais aquilo, foi culpa desse desgraçado que tudo isso estava acontecendo. – CHEGA! – Kenzo gritou sem querer e todos o olharam assustados.

- Eu hein... – Cry Baby o olhou intrigada – Depois eu é que sou a maluca.

- O que foi? – Harvey o olhou preocupado.

- ... – Noah assustou-se com o rapaz e logo o ignorou.

- Nada... Só essa situação que é bem foda... Eu vou tomar um ar. – Kenzo deixou a sala de espera e partiu rumo ao jardim do CT.

O restante da equipe estava reunida na biblioteca que, àquela hora, estava vazia. Todos estavam empenhados em fazer seus relatórios, Viktor fazia sua parte e a de Paul, já havia passado ao restante da equipe como que tudo ocorrera e todos se empenhavam em “mascarar” o acontecido.

- MEEEEU DEEEEUS! – Bernard levantou os braços alongando-se. – Isso não acaba nunca! Onde que o Speedy tá? – Perguntou olhando para os lados. – Ele e a Ludy fariam isso em um minuto.

- Rsrs – Alex sorriu e pegou a folha do colega – Hummm... Você está quase terminando, maaaaas... Tem uns errinhos ortográficos aí hahaha. – O rapaz sorriu surpreendendo a si mesmo pela própria atitude.

- Nãããããão fala isso! – Bernard pegou sua folha e olhou desesperado.

- Quanto ao Speedy. – Isaac assumiu um tom sarcástico – Deve estar correndo com o Flash por aí, os dois ficaram amiguinhos depois do que ocorreu. – Olhou para o relatório de Ashena. – Você não derrubou esse tanto de zumbi aí não! – Indignou-se.

- Sai fora! – Ashena disse tapando a própria folha em seu colo. – Lógico que foi... Você que derrubou menos e fica aí me enchendo o saco.

- Eu não derrubei menos não! Foi impate! – Isaac contestou.

- Hahaha foi mesmo... só que não. – Ashena zombou do amigo.

Ashena e Isaac permaneceram em uma amigável e debochada discussão, Alex e Bernard permaneceram em rápidas olhadelas e “correções” zombeteiras. Genji e Diana trocaram olhares durante certo tempo, então notaram que não conseguiam ao menos se concentrar.

- Preciso ir ao banheiro. – Genji levantou-se.

- Eu vou tomar uma água. – Diana levantou-se em seguida.

- Hummm... Acho que tem alguma coisa ali. – Laurel disse entusiasmada vendo o casal que mal conseguia disfarçar. – Hey... – Cutucou Zachary.  – Acho que tem um casal se formando, não é fofo?! – Disse animada.

- Vejo que a senhorita é bem romântica, estou certo? – O rapaz respondeu sério, porém não apático.

- Hehe... sim. Você é? – Laurel perguntou curiosa.

- Não me acho muito. – “Nunca encontrei alguém que valia a pena”.

- Haha um dia vai encontrar uma mulher que amolece esse coraçãozinho! – Laurel sorriu para o rapaz que omitia a face e então se levantou. – Pessoal, eu já terminei minha parte, vou descer pra ter alguma notícia do Peter, ok?!

- Ok

- Tudo bem.

- Beleza

Alguns responderam, outros não. Todos concentrados em seus afazeres.

- Daqui a pouco eu também desço... Falta terminar certas coisas... – Teseu sorriu docemente e Laurel respondeu da mesma forma e logo saiu.

- Teseu... – Ludymilla o chamou – Você é telepata não é?

- Sim, porque? – Teseu ficou curioso com a pergunta de Ludymilla.

- Porque você poderia entrar na cabeça do Peter... Sei lá, pra dar um conforto... Isso meio que é um luxo que nem todos podem ter e pode até mesmo contribuir para a melhora dele. – A adolescente disse inocentemente.

- Haha não Ludy... De certa forma é um desrespeito invadir a privacidade dele quando ele está tão inofensivo... Se ele tivesse dado permissão antes, quem sabe? – Teseu sorriu ao ver a doçura da jovem.

- Pensei que seria uma boa...

- Vou falar com o Noah... Se ele julgar necessário... – Teseu disse para confortar a jovem.

- Eu também terminei. – White Blood disse se levantando. – Caso não necessitem de mais nada, irei me retirar. – O rapaz deixou o grupo e seguiu em direção ao laboratório de informática que antes o grupo Beta 2 se reunia. Era o local mais seguro para fazer suas atualizações, naquele horário, era vazio tanto quanto a biblioteca. Assim que entrou, ligou um dos computadores e baixou suas informações para um pen drive o qual garantiu que não seria detectado pelos computadores da S.H.I.E.L.D. e ao terminar seguiu tranquilamente para seus aposentos.

Genji e Diana estavam em um dos corredores do CT, já haviam desviado de seu caminho e beijavam-se com doçura e desejo. Os lábios da moça tocavam os do rapaz com tamanha maciez e delicadeza que deixava o rapaz com mais desejo, trazendo-a cada vez mais para junto de si. Genji envolvia Diana em seu corpo, uma de suas mãos trazia a garota para si e a outra adentrava os cabelos da jovem, Diana por sua vez repousava uma das mãos no ombro do rapaz e a outra estava em seu pescoço. Aquele momento parecia ter demorado anos a acontecer, Diana sentia o calor de Genji de uma forma que nunca sentira de nenhum outro homem, Genji sentia o desejo de Diana e isso só fazia o seu aumentar. Nada mais passava pela cabeça dos jovens amantes se não continuar ali, beijando-se eternamente.

De volta a biblioteca, Maggie já estava exausta, Ludymilla vendo a situação da moça, pegou a tarefa dela para si e recebeu um enorme abraço e inúmeros agradecimentos. A senhorita Arkham seguiu em direção ao seu quarto, já havia visto Annastácia e a pequena irmã ainda a esperava acordada.

- E aí já terminou? – Annastacia perguntou animada.

- Não... A Ludymilla vai terminar pra mim. – Maggie disse cansada.

- E como você sabe se ela não vai te passar pra trás? – Annastacia perguntou desconfiada como sempre.

- Não sei... Só sei que estou exausta. – Maggie reclamou.

- E se ela fizer isso? Se ela disser que vai fazer e não faz e aí... – Annastacia começou sua onda de inseguranças até ser cortada por Maggie.

- Não sei Annastácia! Não me enche! – Maggie respondeu impaciente e logo levou a mão até a boca, estava voltando a perder o controle, não poderia fazer isso, não outra vez. – Desculpa, Anne... – Abaixou sua voz e então abraçou a irmã. – Eu realmente estou cansada.

- Claro... Eu entendo. – Annastacia sorriu falsamente e fingiu não reparar na irmã.

Já era quatro da manhã quando Maria Hill finalmente adormeceu, após o sexo, as bebidas, uma pizza que demorou a chegar e depois mais sexo e mais pizza, a mulher finalmente dormiu. Assim que a diretora do CT adormeceu, Heather invadiu o computador pessoal da mulher, todos os arquivos da S.H.I.E.L.D. agora eram de sua posse, todos os protocolos de cada estudante do Centro de Treinamento, agora eram seu também, tudo o que Hill tinha conhecimento era seu.

Heather olhou Maria Hill adormecida, sentiu pena por a enganar, mas se não o fizesse seria morta, depois, se conseguisse, poderia até salvar sua querida Hill, mas para isso teria de permanecer viva. Heather abriu seu próprio notebook e sentou-se aos pés de sua amante, teria de ficar de olho caso ela acordasse. Começou a ler os arquivos atentamente, cada aluno, cada peculiaridade, cada história investigada sem o conhecimento dos próprios. Muitos mocinhos? Sim, muitos. Muitas farsas? Sim, muitas. Heather sorriu e sentiu-se um pouco menos “sozinha” dentro daquele CT.

- E agora... vamos começar o jogo... – A malícia e maldade era visível em seu rosto.

- O que está fazendo. – Hill acordou de repente. – Sabia que não podia confiar em você. – Maria se levantou, se Heather estava com um computador no colo, provavelmente era porque estava a traindo novamente.

- Maria... Que isso? – Heather a perguntou, cínica.

- Que isso? – Maria disse sarcástica – O que você está fazendo com esse notebook? O que você está vendo aí?

- Eu achei que você havia voltado a confiar em mim. – Heather disse um tanto magoada, de verdade.

- Isso não, Heather. Nós transamos. Só isso! – Maria pegou o notebook bruscamente e então surpreendeu-se. Heather via antigas fotos das duas, da época em que formavam um casal feliz e sem desconfianças.

- Acho melhor eu ir embora. – Heather se levantou e vestiu suas roupas.

- Heather... Me... Eu achei que você...

- Não importa, Hill. – Heather terminou de se vestir e então pegou sua bolsa. – Com licença?! – Referiu-se ao notebook que ainda estava na mão de Maria Hill que a devolveu envergonhada. – Até mais. – Heather virou-se e partiu, estava triunfante por dentro.

                                                   ***

Domingo 10:20 AM – Nova York, Estados Unidos da América

A Unidade de Tratamento Intensivo do CT era ampla e muito bem equipada o som do “Beep” do monitor cardíaco era a única coisa que se escutava. Peter estava internado ali, seu corpo estava se recuperando da infecção, apenas era permitido duas pessoas para visita-lo, Noah não abrira mão de sua visita, então apenas era permitido uma pessoa a entrar enquanto o gêmeo amparava seu irmão desacordado.

A equipe Beta 2 já havia se reunido, Paul e Kristýna enfim se reencontraram de algo que pareceu durar dias. Ambos partilharam de um caloroso e intenso beijo para enfim colocar a conversa em dia. Dimitrio já havia anotado todas suas observações em seu caderno pessoal, Duke foi direto aos seus amigos de seu antigo grupo partilhar de todas suas emoções vividas, enquanto Izzie apenas tomou um banho de banheira e logo foi procurar onde seria seu novo quarto, após a destruição provocada por Berseker.

Estavam todos reunidos, exceto por Peter e Noah, Genji e Paul tomaram frente a discussão, foram os dois primeiros líderes e aquilo os fez tomar a liberdade de reunir a todos.

- Enfim todos reunidos... – Genji disse tentando buscar uma forma amistosa de começar a discussão – Todos nós dormimos pouco, mas tenho certeza que isso é apenas mais um osso do ofício...

- Eu e Genji conversamos – Paul tentou ir direto ao assunto – E bem... Chegamos à conclusão que nós somos uma equipe bem... Desunida.

- É... – Genji ficou um tanto sem graça – Nós atribuímos essa desunião ao grande número de pessoas no grupo... Somos 26 no total... E cada vez que nos dividirmos em pequenos grupos vamos nos segregar mais...

- Nós pensamos em tentar fazer tudo mais em conjunto... – Paul olhou para Genji e então para o grupo – Vai depender de como serão as regras que o CT vai impor amanhã... Mas chegamos à conclusão que a razão de ser um grupo grande é que tenhamos contato com mais experiências, nós mal nos conhecemos e isso atrapalha na hora de atuar em campo.

- É... – Genji assentiu – Eu mesmo, me equivoquei quando disse que os novatos no grupo deveriam ficar aqui nessa missão, se não fosse Zachary e White Blood, talvez não teríamos a mínima chance. Me desculpe se fui arrogante, não foi minha intenção.

- Está desculpado. – Zachary respondeu Genji.

- Não se preocupe. – White Blood disse calmamente.

- Obrigado. – Genji agradeceu polidamente – Nós queríamos propor uma nova estratégia, algo que unisse todo o grupo...

- Ao invés de nos dividirmos, atuarmos em conjunto, partilharmos nossas experiências em campo e fora dele também... – Paul completou – Queremos algo que englobe toda a equipe.

- Acho que seria uma boa. – Bernard apoiou os colegas.

- Eu também concordo. – Teseu disse.

- Parece ser bem legal. – Maggie disse.

- Eu não. – Izzie disse normalmente – Sinceramente... Acho que isso só vai dificultar... Eu adorei sair em missão com a Kristýna, Dimitrio e Duke... Agora não sei se trabalhando com todo mundo vai dar certo da mesma forma... Além do mais... Já está errado vocês proporem algo em grupo, se o Peter e o outro lá não estão aqui pra opinar.

- É... – Harvey também se levantou – Tenho que concordar com a moça aqui... Embora concorde que a gente precisa se conhecer melhor, acho meio errado fazer isso sem a presença do Peter e... – Olhou para Izzie – do Noah.

- Com certeza eles iriam concordar. – Genji disse – Pensamos que eles não se importariam, afinal o Peter é um cara bem comunicativo...

- Eu acho uma boa ideia... – Duke concordou – Mas sério... Vocês pisaram na bola nesse ponto... Sacanagem não pensarem nisso.

- Acho melhor avaliarmos as novas regras do CT – Zachary disse – Mas mesmo assim, acho que temos que olhar individualmente cada um, às vezes uma pessoa pode se sair melhor trabalhando sozinha, mas com total certeza o compartilhamento de experiências é algo que só contribui... Então, acho melhor esperarmos pelas novas regras e então nos reunirmos novamente para cada um expor o que acha melhor.

- Até por que... – Alex se manifestou – Vocês começaram mal tanto deixando os outros de fora como também determinando a forma como as missões seriam realizadas, sozinhos.

-  Caralho... Nunca dá pra chegar em algo aqui... – Paul inquietou-se. – Mesmo quando tentamos fazer o melhor pra todos, vocês arrumam críticas.

- As críticas existem, Paul querido, lide com isso. – Izzie assumiu seu tom sarcástico.

- Acho que o Zachary já chegou à uma conclusão para isso. – Ashena levantou já afim de colocar fim a uma discussão – Que tal a gente esperar até amanhã e curtir o dia de hoje?

A Yautja conseguiu dar fim a discussão, alguns reclamaram, outros ignoraram e ainda teve gente que nem se deu o trabalho de prestar a atenção. Logo cada um tomou seu rumo, tinham um dia de folga antes das novas mudanças e deviam aproveitá-lo.

                                                            ***

Domingo 23: 14 AM – Lugar desconhecido, Estados Unidos da América

 A cidade estava devastada, não havia vegetação que crescesse ali, mesmo com as constantes chuvas, mesmo sem nenhuma atuação humana impedindo o crescimento da vida. Isso é o que ocorre em solo amaldiçoado. A cidade de Dike era uma cidade amaldiçoada, era o local onde todos os males do mundo eram encerrados, era lá que as desgraças ficavam trancafiadas, onde o mal era escondido. Era lá que Halloween estava, em um local onde apenas ele e outros poucos demônios sabiam como chegar, onde qualquer criatura do submundo era impedido de entrar, porém seu corpo temporariamente humano lhe conferia essa proeza.

- HAHAHAHAAHA – Halloween desceu do carro e se deparou com a entrada da Cidade de Dike. – Olha só. – Virou-se para o passageiro, um homem que sequestrara e matara para lhe fazer “companhia” durante a viagem. – Aqui que fica a maldita Cidade de Dike, cê não tem ideia do quanto é difícil pros demônios convencerem um infeliz de vir aqui. – Colocou a mão no ouvido – Hã? Eu não escutei. – Chegou mais perto do corpo do homem. – AAAAAAh.... Entendi... Sim sim... Por que não fizeram o que eu fiz antes? Ora ora meu caro Watson... Simplesmente não é fácil. Ou você está achando que o que eu fiz é coisa simples? Eu tive que criar um ritual, caralho! Eu tive que criar um ritual para ser ressuscitado em um corpo humano, ficar apenas com meu conhecimento de necromancia para depois eu fazer outro ritual para voltar pro meu corpinho natural... – O corpo humano de Halloween revirou os olhos – OK ok eu não fiz só pra isso... Foi porque o desgraçado daquele Dr. Estranho deu um jeito de prender meu corpo original no inferno... Esses malditos Vingadores... Agora sim eles vão ter o que merecem... HAHAHAAHAHAHAHAHAH

O demônio deixou o cadáver no automóvel e seguiu falando sozinho. Em determinado ponto, agachou-se e proferiu certas palavras, uma estrutura de metal que corria por toda a cidade se partiu e só assim o maldito pode entrar. Foi tão fácil para ele e quase impossível para um demônio em estado comum. Andou por meia hora, ainda amaldiçoando os Vingadores, ora ou outra até mesmo cuspia certas ofensas a Mephisto e Trigon. Enfim chegou a tumba em que estava seu destino.

- HAHAHAHA agora... Agora sim aqueles desgraçados terão o que merecem... – Halloween aproximou-se da tumba, agachou-se e com um punhal, arrancou um filete de sangue da palma de sua mão e o encostou na tumba, proferiu certas palavras em latim e então a enorme rocha que servia como túmulo da maldição partiu-se, dela uma densa fumaça preta que assumia tons vermelhos e roxos subiu e começou a se espalhar pelo céu como se fosse uma enorme e voraz onda.

A Cidade de Dike era uma cidade amaldiçoada, nela um antigo Mago Supremo da Terra encerrou todo o mal. Naquela tumba jazia toda a maldade do universo, guerra, desgraça, ódio, terror, medo... Ali estava expurgado tudo o que mais causava mal ao mundo, alguns dizem ser espíritos, outros dizem ser maldição e há ainda aqueles que dizem ser os próprios demônios. No fim, a pessoa afetada pela tal “nuvem” tem todo o seu mal potencializado, preconceito, intolerância, impiedade, crueldade. Aquilo era capaz de regredir a humanidade a séculos, a mentalidade do século XXI poderia voltar a ser algo do século XII, do século V... Seja qual for a predisposição da pessoa. Halloween libertou o mal, libertou a condenação dos humanos à eternidade no inferno.

- HAHAHAHAHAHAHAHAHA você queria almas, Mephis?! Você terá almas! HAHAHAHAHAHAAHA AGORA ATÉ A PESSOA MAIS BONDOZA PODE TER SUA ALMA CORROMPIDA, VIVA O SÉCULO DO MAL, VIVA O SÉCULO DA DESGRAÇA, VIVA A GUERRA, A DESTRUIÇÃO, A INFELICIDADE, A DISCÓRDIA! VIVA O FIM DA HUMANIDADE!!!! HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA.

                                                      ***

Domingo 23:45 AM – Nova York, Estados Unidos da América

- Ainda não houve nenhuma mudança, a infecção, pelo menos, não se espalhou, mas o quadro de Peter ainda nos preocupa pelo tanto de sangue que perdeu, já providenciamos a transfusão sanguínea, mas as próximas 48h são um tanto preocupantes. – O médico do CT alertou Noah.

- Eu posso doar mais... Sério... Eu estou bem. – Noah disse insistente, o rapaz estava pálido, já havia doado sangue para o irmão mais cedo e não fizera o repouso recomendado corretamente.

- Não. O senhor não pode. – O médico disse.

- Exatamente. – Alec concordou – Você não pode. Porém, eu consegui uma autorização do Diretor Interino me concedendo total liberdade para as devidas avaliações médicas do paciente, dado que eu fui o responsável por trazê-lo com vida, além de ter colocado em minha ficha de interesses e experiências minhas habilidades na área médica. Se me der licença, gostaria de ver os exames feitos e os planos terapêuticos para o senhor Burkhard. – Alec ignorou o médico do CT e seguiu adiante até a sala de exames.

- Rapaz! Espera aí! – O médico o seguiu.

Noah suspirou cansado, Peter ainda estava internado, recebeu a visita de alguns amigos do CT, mas não reagira. Seu estado era complicado, estava com infecção, fora o sangramento que lhe deixou anêmico e caso houvesse alguma intercorrência com a sutura, poderia sofrer uma hemorragia e até morrer em decorrência disso. Noah viu-se sem condições de ajudar o irmão, chegou à conclusão que Peter sempre fora melhor em ajudar, com certeza ele saberia o que fazer naquela situação. Entrou no quarto onde seu Peter repousava e deparou-se com a jovem que seu irmão viera cobiçando nos últimos tempos, foi como se ela soubesse que era ele quem estava ali, na verdade não era difícil supor.

- Ele parece um tanto inquieto... – Izzie disse a Noah ainda com os olhos fixos em Peter. – Era de se esperar que até mesmo assim ele não pararia quieto.

- Me assusta ele não estar excitado agora... – Noah disse lembrando-se das atitudes do irmão desde que eram mais jovens.

- Haha... Pelo pouco que vi dele, era bem safadinho mesmo... – Izzie sorriu analisando o semblante de Peter.

- Pelo pouco que vi de você... – O cansaço e estresse fez Noah deixar sua sinceridade falar sem se importar com possíveis consequências. – Não a esperava por aqui... No dia que te encontramos em Boston até achei que tinha sentido alguma empatia por ele, mas depois vi que você só precisava se sentir segura de alguma forma. Pelo que me parece você é do tipo de pessoa que faz mal a quem se preocupa ou se aproxima de você... Sinceramente, me surpreende que venha ver o Peter.

- Você está certo, em tudo que disse. – Izzie olhou Noah nos olhos pela primeira vez – Foi por isso que me afastei dele...

- Você não queria fazer mal a ele... – Noah constatou baixo e a moça não respondeu.

- Você já procurou o cara que cura? – Izzie perguntou após alguns minutos de silencio entre os dois.

- Ele está em missão. Conversei com o Teseu, ele é telepata, se o Peter não acordar até amanhã, nós vamos entrar na mente dele... Sei lá, talvez isso o anime.

- Droga... – Izzie abaixou-se até seu rosto ficar próximo ao de Peter e então a curiosidade lhe veio à tona. – “O que será que se passa na cabeça dele agora?” – Pensou.

Sem hesitar, a loira adentrou a mente de Peter, despreocupada com a privacidade do rapaz, Izzie foi fundo, descobriu coisas que estavam incoerentes até mesmo para o jovem, descobriu segredos que apenas Noah sabia e outro que nem mesmo o irmão tinha conhecimento. Como se andasse em um imenso corredor com inúmeras portas abertas, Izzie adentrou a fundo a mente do jovem rapaz, não havia mais segredo entre os dois, pelo menos, não por parte de Peter. Por fim, quando já estava prestes a desistir de procurar alguma atividade atual do rapaz, encontrou uma porta que lhe chamou a atenção, ela era inconstante, as vezes aparecia, depois desaparecia, mudava sua aparência de vez em quando, às vezes apenas a cor, era a única diferente das outras.

Izzie adentrou a porta inconstante e pode ver Peter conversando com uma imagem distorcida. Não foi capaz de identificar quem era ou o que era que conversava com Peter, apenas via a expressão de surpresa do rapaz e o cenário que mudava constantemente, passaram por um cemitério com diversas lápides, viu a imagem de uma colega de equipe chorando e balbuciando certas palavras, viu duas equipes, antes amigas, se enfrentando e também viu a silhueta de uma pessoa dentro de uma enorme ave flamejante. Aquilo atormentou sua mente. O que seria aquilo? O que Peter viu? Alguns nomes nas lápides que vira eram conhecidos, eram de pessoas que ainda estavam vivas. Peter podia prever o futuro? Com quem conversava? Não daria a chance de algum outro telepata interpretar aquilo, muito menos Teseu, a quem não ia muito com a cara... Principalmente não daria a chance de ninguém ter acesso aquilo, após uma leve dor de cabeça, tratou de bloquear aquelas memórias do rapaz, guardou-as em uma pequena caixa preta e escondeu em uma das outras portas. Quando fosse a hora que julgasse certa, Peter se lembraria, mas não seria logo quando acordasse.

- Noah... – Izzie disse com a mão na testa – Sinto uma leve enxaqueca. Vou embora...

- Tudo bem. – Noah disse um tanto indiferente.

- Vou procurar o rapaz lá, o que cura. – Izzie disse tentando demonstrar confiança.

- Pensei que você o conhecia bem... – Noah disse irônico.

- Vou o procurar... – Izzie reafirmou e virou-se para Peter – Se você acordar logo, prometo que deixo você me pagar um jantar.  – Apertou a mão do rapaz e saiu.

Na cobertura do CT Viktor e Paul conversavam sobre Halloween. Paul irritou-se com os companheiros mais cedo, mas tinha total certeza que estava se tornando uma nova pessoa, com novas visões e aberto a novos conhecimentos, se eles não eram capazes disso, isso não era problema seu. Viktor o mostrou que ainda precisava aprender muita coisa sobre suas habilidades, talvez muitos ali perdiam grandes oportunidades por manterem-se cegos em relação aos outros, como ele outrora fora.

- E como acha que poderemos o derrotar? – Paul perguntou direto.

- Usando as relíquias, algumas delas irão o prender no inferno, dessa vez com tamanha força que nenhum ritual vai ser capaz de o trazer de volta. – Viktor respondeu.

- Mesmo assim acho que não é o suficiente. – Paul admitiu.

- Não. – Viktor confirmou. – As relíquias que são armas são capazes de ferir o demônio de uma forma que ele não irá se recuperar facilmente, iremos o enfraquecer desse jeito. Depois iremos o prender no inferno com as relíquias de prisão. Feito isso, eu você iremos até o Nono Círculo do Inferno, você irá usar sua espada da alma e irá o matar lá mesmo. Irá aprisionar o demônio dentro da sua espada, dessa forma ele só irá sair se você permitir.

- E você tem um plano B? Caso esse não dê certo?

- Sim, mas esse é... – Viktor ficou mais sério de repente. – Vem alguma coisa aí.

Ambos se concentraram e puderam sentir a enorme energia maligna que se aproximava. Paul teleportou-se mais adiante e viu a enorme onda de energia negativa que assolava não só a cidade, mas todo o planeta.

- Uma enorme onda de energia vai nos atingir. – Informou a Viktor assim que teleportou-se novamente a onde estavam.

- Tem como pará-la? – O necromante o perguntou.

- Não! Tem como nos proteger. – Paul afirmou. – Eu vou o colocar no sul do CT e ficarei no norte. Vamos ter que conjurar uma magia de proteção e ficar até a onda passar.

- É a única coisa que podemos fazer?

- Tem outra ideia? – Paul retrucou a pergunta.

- Precisamos ser rápidos.

Um círculo de fogo surgiu e Paul deixou Viktor ao sul do Centro de Treinamento, logo se dirigiu ao norte e ambos conjuraram a mesma magia de proteção. Grande parte dos alunos, de agentes e de alguns heróis foram até a entrada da mansão para ver o evento que ocorria. Uma enorme onda de energia avançava sobre a Mansão, era como uma enorme nuvem preta com tons roxos e vermelhos de onde saíam certos relâmpagos, quando chegaram a certo ponto da área do CT ergueram-se como se envolvessem uma redoma. Estavam protegidos, Paul e Viktor obtiveram sucesso no início, porém era muito poder para eles suportarem sozinhos, não havia nenhum outro mago no CT no momento, quando a enorme nuvem já estava quase saindo, ambos não suportaram. Uma pequena quantidade da onda de energia atingiu a Legião dos Heróis, Paul e Viktor caíram inconscientes, enquanto os outros tentavam se proteger. Quando a onda passou, não se notou nenhuma mudança, nenhum infortúnio aparente, agora resta-se saber o que aconteceu com o restante do mundo.


Notas Finais


*** Personagens:

* Genji Shimada: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRVB4F9S-E_neKzbK2xXLSfOQPwO1Z8KetSsvUHg0uv1jIxFC_L

* Maggie Johansson Arkham: http://images.8tracks.com/cover/i/010/136/968/Ruby-once-upon-a-time-35300348-500-625-1990.png?rect=0,62,500,500&q=98&fm=jpg&fit=max&w=320&h=320

* Anastácia Johansson Arkham: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/2b/7f/cd/2b7fcd5635a94b736aec15ff9fcf784b.jpg

* Pierry Taylor: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/49/2c/66/492c66265e1a03054178e710a620b690.png

* Isaac Connor's: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/79/ee/d2/79eed29978ae3f207dbdc8a77747d203.jpg

* Ashena: https://spiritfanfics.com/perfil/camicinel/jornal/ashena-6598769

* Alexander Brown: https://br.pinterest.com/explore/logan-lerman/

* Cry Baby Prank: http://www.polyvore.com/cgi/img-thing?.out=jpg&size=l&tid=116354129

* Kenzo vom Hellsing: https://lawliet.files.wordpress.com/2006/12/death_note_5_1.jpg

* Diana Jackson: http://pin.it/Mt_TrGe

* Izabel Montgomery: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/6c/ac/eb/6caceb21a52b42e7526c29d56ce2ef66.jpg

* Teseu Heronstern: http://67.media.tumblr.com/621a516a9494f7fabff31d0c7a49d69e/tumblr_nnxnl3YUua1rswbc3o1_1280.jpg

* Bernard Pounce: http://iv1.lisimg.com/image/9870819/540full-matthew-daddario.jpg

* Paul Kazimiersz Bernstein: http://prnt.sc/cpit2h

* Kristýna Zavátsky: http://prntscr.com/cph3y0

* Ludymilla Marcely Giovanna Cosme: http://s1093.photobucket.com/user/atmosferaglamour/media/ATMG2/new6_zps22070d90.jpg.html

* Dimitrio Redfield: https://falaleonardo.files.wordpress.com/2012/04/foto.jpg

* Peter e Noah Burkhard: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQQWnTo83kiRrBfS5nuF6f2fCxkhSkzoUrPgEley3yR9wFSJqzV5A

* Viktor Bäumler: http://cdn.collider.com/wp-content/uploads/harry-treadaway-penny-dreadful.jpg

* Harvey Pierce: http://images.legiaodosherois.com.br/w_750,h_1200/wp-content/uploads/2015/03/Dylan.jpg

* Heather Fairchild: http://vignette2.wikia.nocookie.net/pediaofinterest/images/4/49/ShawS4.jpg/revision/latest/thumbnail-down/width/340/height/510?cb=20140913134129

* Laurel Clarke: http://www.joblo.com/moviehotties/images/news-gallery/thumb/Emilia-Clarke-Io-Donna-2015_4.jpg

* Duke Tolue: https://www.picsofcelebrities.com/celebrity/david-henrie/pictures/large/images-of-david-henrie.jpg

* Zachary Devan: https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQmNVfbPts2YCriAgxHuocUwZIl7_qNH38fRNxJLf3vYcjuZxgpaQ

* White Blood: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRHePSZ-x-JNNc3dSJuY2QWAQ-9rfCmhaOeeFV7hGyEzRhD-AUgow

* Alec Davis: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTTBaZBn4P07uLXsN5n3V3yRW2PChiiyN5tVRi7MzU0n0bqfkO6


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