História Legião de Heróis (Interativa) - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~MissFrost

Exibições 88
Palavras 4.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá senhores!
Aqui vai mais um capítulo para vocês, espero que gostem!
Sei que ele está meio monótono, mas não quis colocar muita coisa embutida em um único capítulo, entããão deixarei para mais ação nos próximos que virão!
De agora em diante alguns personagens podem ou não aparecer em determinado capítulo, pois vou dividir o andamento da missão para não ficar muito longo e para conseguir dar uma evolução a todos, então se seu personagem não aparecer no próximo, não fique triste, ele aparecerá no outro!
Qualquer dúvida ou crítica, fiquem à vontade!!!




Obs: Algumas pessoas fizeram alguns vilões, eles ainda serão acrescentados, mas ainda preciso pensar em algo concreto pra eles!

Obs 2: Como ainda faltava uma vaga, eu criei um personagem, mas sem ficha nem nada... Se alguém quiser criar algum outro, pode ficar à vontade, no entanto só poderei esperar até amanhã a noite, pois começarei a escrever o próximo capítulo no sábado de manhã na tentativa de o postar na tarde do mesmo dia ou então no domingo durante o faustão kkkk

Obrigado!!!

Capítulo 8 - Deixe o Vento do Norte soprar


Fanfic / Fanfiction Legião de Heróis (Interativa) - Capítulo 8 - Deixe o Vento do Norte soprar

Quarta 05:40 AM – Nova York, Estados Unidos da América

 

O dia amanheceu tranquilo, os pássaros ainda dormiam, o sol começava a querer se levantar, o céu estava em uma leve transição entre o negro da noite, o azul escuro e o amarelo, Genji apreciava os primeiros sinais do crepúsculo da manhã já prevendo que seu dia não seria nada tranquilo como aquele nascer do sol.

Seu treinamento começara cedo, acordara às 04:30 e partira para seu solitário ritual matutino, uma longa corrida pela mansão, treinou alguns movimentos com sua espada, alguns exercícios aeróbicos e por fim um breve período de meditação, era preciso manter seu corpo e seu espírito bem treinados, como seu antigo mestre sempre gostara de dizer “Enquanto se possa mexer, treine o corpo.
Enquanto não se possa mexer, treine a mente.” Genji sempre procurara treinar sua mente, era mais saudável tanto para ele quanto para os outros.

Terminado seu pequeno ritual, Genji dirigiu-se a seu quarto e decidiu ser melhor tomar seu café matinal sozinho, não queria ninguém o importunando a respeito de suas decisões, só precisava de sossego para decidir como lidar com a situação. Genji sentou-se no gramado de uma das áreas de lazer, ficou ali um bom tempo observando as nuvens no céu, sua mente foi longe, foi até o Japão antes de receber seu treinamento, na época em que era apenas ele e seu irmão, os Dragões do Vento, como eram chamados em sua antiga pátria na época em que ele e o irmão eram vigilantes no Japão, Genji era o Dragão do Vento Norte, pois protegia a região norte de Tokyo, viveram um bom tempo assim até a ganância e a presunção tomarem conta do coração de seu irmão e ambos caírem em discórdia. Genji jamais conseguira perdoar a traição que sofreu e nunca mais ouvira falar do irmão. Tentou afastar aqueles pensamentos de sua mente, não precisava mais de problemas, já tinha uma boa quantidade para lidar.

- E aí líder?! – Diana Jackson o cumprimentou sem nem imaginar o quanto aquilo era indesejado para o rapaz – Já está tudo certo para hoje? – Sorriu demonstrando pouca curiosidade e mais vontade de lutar.

Genji suspirou cansado e olhou para o céu – Isso é bem complicado sabia? – Deitou-se na grama e cruzou os braços por detrás da cabeça – Eu não queria liderar nada, mas tenho que fazer isso... O pior de tudo é ter de tomar essa decisão baseado em apenas um treinamento, que... convenhamos, não foi lá muito justo com todos os participantes...

- Foi justo pra mim – A jovem sorriu sem se dar conta dos sentimentos de Genji.

- Sim, mas... e para os outros? Quem disse que a missão que receberemos será lidar com robôs? Aquilo só serviu pra me mostrar quais são as habilidades de cada um, isso porque alguns nem puderam utilizar as suas devidamente... Acho que todo mundo vai me detestar como líder e tenho certeza que, sem querer, vou cometer muita injustiça com alguns...

- A qual é?! Genji olha pra nós! Olha pra isso aqui! Esse lugar foi criado na intensão de treinar jovens pra sair chutando o rabo de um monte de bandido que tão tocando o terror no mundo, isso é injustiça! O que você vai fazer se chama estratégia, está preocupado se vão te odiar? – Diana pareceu um pouco indignada, mas era apenas seu jeito de falar – FODAM-SE ELES! Cara você é o líder! Não tem que se importar com o que vão pensar.

Genji a olhou nos olhos pela primeira vez, Diana era uma bela jovem com olhos azuis escuros como o mar em dias de tempestade, o que conferia a garota uma certa expressão de determinação. Diana tinha a pele branca e cabelos tingidos de preto que iam até seus ombros, possuía uma estatura mediana e aparentemente, apenas aparentemente frágil.

As palavras de Diana despertaram um certo fervor em Genji, ela estava certa, o mundo em que viviam já era por si só uma injustiça, uma desgraça, ninguém pediu e ninguém quer pra viver em um mundo como aquele, então deveriam se preocupar mais em muda-lo do que em uma simples tarefa.

- Obrigado... Diana, não é?! – Genji disse olhando no fundo dos olhos da garota.

- Isso aí líder! – Diana fechou o punho e o levou a frente expressando um sinal de força. – Você é que manda nesse galinheiro! E qualquer merda que vai acontecer o responsável vai ser você, se esse povo não entender isso, então no mínimo eles não deveriam nem estar aqui!

- Bom... Pelo menos já sei que não errei com você! – Genji sorriu confiante – Espero que fique contente com a minha escolha!

- Oh... Não diga mais nada – Diana se levantou – Adoro surpresas. – Sorriu, mas não foi um sorriso doce ou gentil e nem mesmo amistoso, foi um sorriso que transbordava coragem e desafio.

- Até mais. – Genji se despediu quando a jovem já estava de saída – Não conte isso a ninguém.

- Relaxa. Também não conta pra ninguém o que eu disse, não costumo fazer dessas coisas com desconhecidos – Piscou um olho para o rapaz.

- Ok, mas depois disso eu acho que nós não devemos ser mais “desconhecidos” – Genji disse com uma mistura de humor e malícia.

- Ah tá... Isso então vai ter que ficar pra depois. – Diana deixou o rapaz e se dirigiu ao auditório.

Quarta, 14:40 PM – Nova York, Estados Unidos da América

Passaram-se algumas horas e Genji já entregara seu plano de tarefa para os dois mentores do grupo Beta, Daisy e Mack. Em poucos minutos teria de se reunir com os dois e o resto de seu grupo, lá seria discutido quais membros receberiam as devidas missões e seu plano de estratégia, era a hora que Genji mais temia.

ºººInício da música°°°

Antes de entrar na sala onde estavam todos reunidos, Genji respirou fundo, encararia todos com seriedade e não deixaria transparecer suas inseguranças, fora treinado antes de ir para lá, passara a noite em claro formulando a melhor estratégia com o pouco que possuía. Ao adentrar no local, deixou para trás qualquer sentimento que pudesse o abater, sua postura ereta e passos firmes demonstravam sua autoconfiança. Encarou a todos e então os cumprimentou.

- Boa tarde a todos. – Disse com firmeza.

- Boa tarde! – Responderam em uníssono.

- Então, senhor Shimada... – Mack tomou frente. – Gostaria de dizer alguma coisa antes de começarmos?

- Sim, se isso for possível. – Genji respondeu calmamente.

- Pode ficar à vontade – Daisy Jhonson respondeu – Se alguém quiser fazer algum comentário também... Antes do Sr Shimada expor sua decisão...

- Pode me chamar de Genji mesmo. – Foi o mais amistoso que conseguiu. – Bom... – Respirou fundo e então encarou a todos – Eu não sou um líder. De longe não tenho nada a ver com o Capitão América ou o Superman, dois caras que pra mim transbordam as características de um líder. Eu sou só um cara comum que veio até aqui para garantir que sou apto a enfrentar todas as desgraças que vem acontecendo e acabei caindo nesse negócio de liderança... – Olhou para Diana e a garota balançou a cabeça levemente, como em um sinal de positivo – Antes de se sentirem injustiçados ou algo assim com a minha decisão, quero que se lembrem do mundo onde vivemos. Lembrem-se que isso aqui é um treinamento e não importa onde você está agora, o que vem pela frente é o que deve se ansiar. Hoje você pode estar numa missão que julgue inútil, mas eu quero que se lembre que pra tudo tem um motivo, se você está aqui, existe um motivo então agarrem-se a ele e enfrentem qualquer adversidade que julgue desnecessária aqui. – Foi como ter tirado um peso das costas, Genji suspirou e olhou para os dois mentores – Era só isso.

Maggie e Diana puxaram a salva de palmas, apesar de alguns estarem completamente descontes com a probabilidade de fazerem as missões secundárias, também o aplaudiram.

- Wow... Isso foi bem Capitão América se quer saber... – Daisy deu um sorriso e colocou a mão no ombro de Genji em sinal de apoio.

- Eu concordo. – Mack o olhou com firmeza, dando segurança ao rapaz – Tenho certeza que você vai lidar bem com essa galera, Genji.

- Obrigado. – Genji respondeu um tanto aliviado.

- Alguém tem algo a dizer? – Mack perguntou e ninguém se manifestou – Então, Genji... Pode começar.

- Eu pude vê-los em campo apenas uma vez, reprisei a fita diversas vezes e tentei bolar a melhor estratégia para aproveitar o melhor de todos vocês. Então vamos lá – Sorriu sem graça – Dividi as missões secundárias da seguinte forma: Missões de investigação em campo, missões de investigação bibliográfica e missões de apoio às missões de campo, a missão principal foi dividida em três partes, são elas: espionagem, resgate e combate. – Genji olhou para sua equipe e continuou – Como não é permitido a nenhum membro menor de 18 anos saírem para missão de campo, Annastacia Arkham, Pierry Taylor e Ludimylla Cosme, que são os mais novos, ficarão encarregados das missões de investigação bibliográfica. – Pierry deixou escapar um gemido de desgosto enquanto Annastacia entendeu completamente sua situação, Ludimylla, por sua vez, ficou triste, mas tentou não demonstrar. - Nas missões de investigação em campo, Izzie, Noah e Peter serão os responsáveis – A moça torceu o nariz, enquanto os dois irmãos apenas se olharam com um sorriso resignado. - e nas missões de apoio às missões de campo, serão Alex, Teseu e Dino. – Alex não gostou nenhum pouco, queria ao menos ter a oportunidade de buscar algo fora dali, os outros dois aceitaram a missão educadamente -  A missão de campo vai ser dividida da seguinte forma: Paul, Bernard e Diana serão encarregados do resgate, Kristýna, Maggie e eu faremos a espionagem e os outros ficarão por conta do combate. – Todos que receberam a missão principal demonstraram uma boa expressão. Genji olhou para Ashena se lembrando da atuação da Yautja no dia anterior e então convenceu-se de que aquilo era o mais certo a ser feito.

- Baseado em quê você fez essa divisão? – Daisy indagou.

- Os menores de idade não podem ir a campo, então os deixei responsáveis pelas pesquisas pedidas, Alex, Izzie, Dino e outros não tiveram a oportunidade de mostrarem suas habilidades naquela simulação, então não os coloquei em campo como uma medida de proteção, e o Alex ainda tem 17 anos – Completou – Teseu apesar de demonstrar grande controle da sua habilidade, ainda tem 17 anos também, então o coloquei em missão secundária. Por pura coincidência, ou não, os quatro que se apresentaram no primeiro dia estão no grupo, então me senti confortável de os designar para a missão principal. Ashena e Kenzo foram dois que demonstraram excelente perícia em campo, então também os confiei à missão principal.

- Hummm... Interessante – Mack disse – E você também dividiu a missão principal... Pode nos dizer qual foi seu raciocínio?

- Pelo que li da missão principal, ela pode ser dividida dessa forma. Nós teremos de adentrar uma cidade tomada por alguns criminosos, primeiro acho que deve ser feita uma averiguação do local, temos de saber onde estamos pisando, com o que estamos lidando e etc... Cabe a isso a espionagem, Kristýna tem fama de ser boa nessa área por isso a escolhi, Maggie é ilusionista, então acho que ela poderia se sair bem também e eu as acompanharei, pois como líder eu devo saber em primeira mão tudo o que puder. Para o resgate dos civis que eram habitantes do local, designei Paul pela sua habilidade de teletransporte, Bernardo por poder protege-los com sua barreira e Diana para oferecer cobertura aos dois. Para o combate que é inevitável, escolhi Ashena, Kenzo, Cry Baby e Isaac por mostrarem uma grande capacidade de lidar com qualquer adversidade.

- Credo! – Daisy disse espantada – Você... Você é praticamente independente! Parabéns... Não tenho nada a acrescentar.

- Acho que o Genji está mais preparado do que imagina. Mack concordou.

Foi um peso tirado de suas costas, Genji viu narizes sendo torcidos e sorrisos desabrocharem, mas sabia que estava fazendo o certo. Sabia que tomara a melhor decisão possível, agora só restava garantir que tudo saísse como o esperado.

°°°Fim da Música°°°

Quarta, 17:30 PM – Nova York, Estados Unidos da América

As missões haviam sido designadas, durante o restante da tarde os jovens “trainees” participaram de algumas outras aulas e outros de treinamentos. O jogo havia começado, agora, qualquer deslize, qualquer falta de atenção, qualquer desinteresse, significava que alguém correria algum risco. Genji convocara uma reunião com sua equipe, algumas das missões eram interligadas, outras eram independentes, de qualquer forma achava importante expor a todos do que se tratava aquilo.

Para facilitar sua explanação, reservou uma sala contendo um dos computadores ultra avançados de Tony Stark. O local não era lá dos mais confortáveis, bem no centro ficava o computador, ou pelo menos o seu teclado, era como uma mesa, no entanto toda metálica com inúmeras teclas que Genji mal sabia para que serviam. Não havia monitor, como todos os hardwares desenvolvidos por Stark, a tela era projetada logo acima do teclado e era possível a interação com o conteúdo exibido. O restante do ambiente consistia em diversos monitores onde se exibia o Mapa Mundi e diversos outros mapas, desde linhas de metrô até previsão do tempo, e etc. Ali possuía todas as ferramentas necessárias para se saber tudo sobre determinado local.

- Bom, fico contente que estão todos aqui... – Genji começou.

- Na verdade... – Teseu o interrompeu – Está faltando uma pessoa... Estamos em 19. – O jovem olhou para todos no local e então voltou a olhar para Genji.

- Ah... Foi mal... É que ele teve uns probleminhas e o pessoal do CT o liberou, mas ele vai voltar. – Genji respondeu educadamente.

- Ele não vai participar da missão? – Maggie indagou curiosa.

- Vai... – Genji tornou a responder.

- Mas eu não ouvi você falando sequer o nome dele mais cedo... Você deveria pelo menos ter dito a nós o que ele iria fazer... Sei lá... Está parecendo que você reservou algo legal pra ele não compartilha com a gente... – Alex disse provocativo, era um dos que estava insatisfeito com a missão que recebeu.

- Concordo. – Izabel, outra descontente com a missão recebida disse – Esse cara não apareceu nem nas apresentações, acho que você deveria no mínimo ter dito algo sobre isso... Tipo... “Ah o fulano está nas missões bibliográficas lá porque eu não o conheço e então vou colocar ele em algo meio inútil pra não me atrapalhar...”  – A loira disse esperando algum tipo de concordância geral, mas tudo o que recebeu foi alguns olhares reprovadores, principalmente de Pierry, Ludimylla e Annastacia, os três responsáveis pela missão citada. – Ok... Não é tão inútil assim... – Disse levantando as duas mãos pra cima como em sinal de defesa.

- Não... Gente... Não é isso... – Genji começara a se apavorar, sabia que teria conflitos, mas não a respeito daquele assunto – Eu nem sei se ele vai conseguir voltar a tempo... Parece que ele está em outro país... Não vamos focar nisso ok?! Eu não o coloquei em missão, pois não queria que nenhum de vocês contassem com a ajuda de alguém que poderia não aparecer.

- O gente... – Diana ergueu a voz – Pelo amor de Deus, né?! Vocês vão ficar julgando o cara por isso? Ele é o líder, não tem que dar satisfação pra vocês não. Aceitem o que ele faz e calem a boca.

- Não é dessa forma que funciona, você sabe disso – Paul se manifestou. – A liderança não compreende só mandar e ser obedecido, envolve confiança também. E confiança se adquire com o tempo, tá certo que o cara teve só uma noite pra pensar em tudo, mas... – Olhou para Genji – Acho que o rapaz ali e a moça podem ter razão... Isso é algo quase irrelevante, esconder isso mostra que você não é muito do tipo de compartilhar e isso é essencial para uma boa relação na equipe.

- Concordo – Genji disse mantendo a calma, apesar de tudo – Mas, como eu disse mais cedo, eu não sou um líder, nunca fui treinado pra agir em equipe. Essa é a minha primeira vez fazendo isso. Você já é veterano aqui, Paul, e eu li na sua ficha que você já participou dos X-Men, então tenho total certeza que tudo o que disse aprendeu aqui ou com o Ciclope ou sei lá quem... Então, como dito por você mesmo, ao invés de focarmos nesse assunto irrelevante, por que não focamos no que realmente importa e depois disso vocês podem falar o que quiser? – Genji soltou cada palavra cuidadosamente para além de não perder a paciência, não parecer grosseiro.

- Isso aí gente. – Maggie tomou frente para apoiar o colega que conhecera no dia anterior – Genji tem razão. Vocês estão pressionando o cara por algo extremamente sem importância alguma, enquanto a gente está aqui discutindo algo desse tipo, o mundo lá fora está pegando fogo...

- É verdade – Teseu opinou – Acho que isso é o primeiro passo pra nos encontrarmos como heróis, não é?! Descobrirmos como separar o que importa do que não importa e tomar nossas decisões a partir disso... Focarmos no que é preciso e separar o desnecessário. – Teseu olhou para Genji – Acho que teria feito a mesma coisa, se o outro membro poderia nem mesmo vir, não teria necessidade de falar nada.

- Obrigado, Teseu. – Genji agradeceu o jovem seriamente, mais por demonstração de firmeza na sua decisão do que por nervosismo – Podemos começar então?

- Espera! – Cry Baby gritou – Humpf! – Suspirou aliviada – Caralho consegui capturar um Dragonite!!!!! – Pulou de felicidade enquanto todos a olhavam surpresos.

- Mais alguma coisa? – Genji perguntou confuso com a reação da moça.

- Por favor, acaba logo com isso. – Isaac Connor’s disse cansado já de ouvir toda a ladainha que ocorrera até então.

- Rs – Genji deu um leve sorriso – Bom, gostaria de começar falando à respeito das missões as quais classifiquei como “missões de investigação bibliográfica” – Olhou para os três responsáveis pela missão e então olhou para Izzie – Não. Ela não é “meio inútil”. – A loira cruzou as pernas e o olhou desafiadora, Genji a ignorou e continuou – Essas missões consistem-se em buscar dados a respeito da missão de campo, com quem estamos lidando, como é o local para onde vamos, que tipo de armas o inimigo usa, com quem ele consegue isso, qual a história dele... coisas desse tipo.

- Então... Nós basicamente ficaremos aqui. – Annastacia perguntou timidamente – Parece que esse lugar tem muito disso, ou aqui ou uma biblioteca...

- É, acho que ficarão bastante por aqui... – Genji sorriu para a pequena garota que o retribuiu. – As missões de “investigação em campo” são missões meio aleatórias. A SHIELD as passou com a intenção de nós os ajudarmos a solucionar qualquer crime que venha acontecendo. Dessa forma, os responsáveis por essas missões deverão seguir as instruções recebidas e fazer um trabalho de detetive mesmo, no final da semana, se a missão tiver a ver com a principal, deverá receber uma conclusão, se não essa missão meio que vai ser pessoal. Pelo menos isso é o que está nas regras... “Nunca abandonar a missão sem motivo plausível”.

- Então se me mandarem procurar um gato em cima da árvore, eu vou ter que ficar com essa missão até achar o maldito gato? – Noah, um dos gêmeos mutantes que não se pronunciara até o momento.

- Sim. – Genji foi seco – As missões de “apoio às missões de campo” serão uma monitorização do que ocorre em campo. Os responsáveis por essa missão vão ter total acesso ao que estará ocorrendo durante todo o processo da missão principal, vão ajudar na elaboração de estratégias, hipóteses e coisas do tipo, durante a missão vocês basicamente ficarão na frente do computador monitorando tudo. As divisões da missão principal são autoexplicativas, então acho que não preciso me aprofundar...

- Não. – Ashena concordou - Mas, se era só isso, por que nos chamou aqui?

- Queria explica-los, Ashena, as divisões que fiz. E também quero mostrar a missão a todos. – Genji ligou a tela – Essa é a cidade de Nornville, uma pequena cidade no sul do Arizona – A imagem de um mapa destacando a cidade de Nornville apareceu, Genji a ampliou e a imagem se tornou de satélite - ela foi tomada por uma gangue criminosa. Nós não recebemos dados nenhum a respeito dessa gangue e nem o que fazem lá, apenas sabemos que eles tomaram a cidade, os habitantes sobreviventes são mantidos como reféns e existe uma empresa de mineração por lá, acredito que essa gangue está atrás desses minérios. – Um vídeo mostrava uma grande escavadeira andando em uma zona de mineração.

- E qual o seu plano? – Dimitrio Redfield perguntou – Nós temos pouco tempo, não é?! Afinal, temos que entregar o desfecho da missão até terça que vem.

- Na verdade, até segunda. – Bernardo disse – Terça o Genji apresentará o ocorrido para todo o grupo Beta, receberemos a nota, o novo líder e as novas missões. – Bernardo franziu a testa – Nós temos praticamente quatro dias e até as 23:59 da segunda para enviar ao Mack e a Daisy o que fizemos.

- Nós daremos conta. – Genji disse tentando inspirar confiança - Já enviei a solicitação aos superiores, amanhã cedo, eu, Maggie e Kristýna sairemos para a espionagem.

- Humm... – Izzie cutucou Paul com o cotovelo e disse baixo – Parece que o Japão está afim de fazer um G3 só com a Rússia e os Estados Unidos... – Sorriu maliciosa.

- A Rússia é demais pra ele... – Paul respondeu frio e a ignorou voltando a prestar a atenção nas palavras de Genji.

- Os outros, já poderão começar suas missões fora dos horários de aula. Tentaremos juntar o máximo de dados que conseguirmos sobre o local em um dia e meio, Pierry, Annastacia e Ludimylla terão de ficar atentos a qualquer sinal que enviarmos através de Teseu, Alex ou Dino. Pedi que os três da investigação bibliográfica fossem liberados de seus afazeres amanhã para economizarmos tempo. Enquanto isso Izzie e os gêmeos estarão em suas missões individuais, qualquer pista à respeito disso comunicar rapidamente qualquer um do apoio à missão principal. Os responsáveis pelo resgate e combate, sugiro que treinem pesado até serem necessários e fiquem alerta para qualquer intercorrência na missão. Qualquer dúvida, sintam-se a vontade de conversar comigo. – Genji finalizou.

A reunião prosseguiu com algumas perguntas que foram prontamente respondidas, Genji estudara muito bem os papéis que recebera da SHIELD, sabia como responde-los, só não sabia como e se devia agradá-los. A discussão durou mais uma hora até que todos os membros deixaram o local. Agora, os dados foram lançados, o jogo começara e em breve todos eles teriam de dar o melhor de si para cumprir a missão com maestria.

 

Quarta, 23:46 PM – Berlim, Alemanha

Téo chegara muito cedo em seu país de origem, os diretores do CT o dispensara para participar do enterro de seu pai, apesar de demonstrar força a sua família, Téo não sentira nada disso, seu estado de negação era tamanho que o levara a pior decisão. Quando chegara em Berlim ouviu uma conversa sobre um homem capaz de trazer outras pessoas a vida, era uma espécie de cigano, algo um tanto incomum na Alemanha de hoje. Assim que a noite caiu, Téo deixou o restante de sua família dormindo e partiu em busca desse tal cigano.

°°°Início da 2ª música°°°

Procurara por horas e horas até que alguém o indicou um caminho, uma casa abandonada em uma rua um tanto tenebrosa, diziam que depois que o cigano fora para aquele lugar, as luzes dos postes nunca mais acenderam.

Téo bateu na porta três vezes e entrou – Tem alguém aqui?! – Apenas o silêncio ocupava o lugar. – Hey... eu... eu preciso... eu quero falar com o senhor... Tem alguém aqui?

- Por que faz pergunta da qual já sabe a resposta? – Uma voz o respondeu como um sussurro no ouvido de Téo fazendo os pelos de seu braço arrepiarem.

- Eu... eu quero a sua ajuda... – Téo tentou disfarçar o medo.

- Todos querem. – Um homem baixo e magricela apareceu no portal a frente. A escuridão impediu que Téo o visse com melhor clareza, mas ao se aproximar, a luz do luar permitiu que visse o rosto do rapaz. Um homem pálido com olheiras roxeadas e cabelos castanho claro.

- Meu pai morreu... Me disseram que você trás os mortos à vida. – Téo foi direto ao assunto.

- Sim, eu costumo fazer isso... Mas... tudo tem um preço...

- Eu pago o que for preciso... – Téo disse impulsivo sem nem saber a besteira que se metia.

- Meu nome é Viktor Bäumler, senhor. Me diga o seu. – Disse se aproximando de Téo.

- Me chamo Téo Cartman. Quero que traga meu pai de volta a vida.

- Hummmm... Isso não é tão simples... – Disse com naturalidade. – Podemos fazer um jogo primeiro?

- Jogo? Você quer brincar? – Téo indignou-se.

- Preciso colher algumas informações, primeiro... – Viktor se justificou.

- Como quiser... Trazendo meu pai de volta...

- Claro... – Viktor retirou um punhal do bolso e se aproximou de Téo – Calma, isso faz parte do jogo. – Pegou a mão do rapaz gentilmente e então fez um pequeno corte em seu polegar arrancando uma gorda gota de sangue e um leve gemido do rapaz. Viktor então levou o dedo do moço a boca e sugou-lhe o sangue encarando-o durante todo o processo.

Téo, a princípio, se assustou com a atitude do rapaz então, depois, assustou-se com seus olhos que saíram de um maravilhoso azul piscina para um vermelho, como seu sangue e toda a sua esclera, antes branca, agora era negra como a noite. Seu coração disparou, quis tirar seu dedo, mas não conseguiu se mover. Quando Viktor o soltou, seus olhos já haviam voltado ao normal.

- Então você entrou no Centro de Treinamento de Nova York?! – Viktor disse retoricamente – Existem 19 pessoas com a qual seu futuro se relaciona, Téo... No entanto... Existem certos perigos... Existe traição, morte e talvez coisas piores que isso...

- O que seria pior que a morte? – Téo perguntou lembrando-se da partida de seu pai.

- A vida! – Viktor respondeu imediatamente – Esse CT não durará muito... O mal está à espreita, existem pessoas lá que não conseguiriam lidar com... Os problemas da vida... Me diz, Téo, o quão ruim o dia de uma pessoa boa precisa ser para que ela se torne igual ou pior que o mal que ela luta?

- Eu... eu... não sei... eu acho que... sei lá... eu só quero o meu pai de volta. – Téo esfregou os olhos confuso.

- Esse é o problema, Téo. Você faria tudo para ter o seu pai de volta.

Téo não sentiu nada além do gosto amargo do metal passando por sua garganta, tentou levar suas mãos ao pescoço afim de parar o sangramento, mas foi inútil. O vermelho vívido do sangue de Téo jorrava na pele branca e pálida de Viktor que só se moveu para impedir que o rapaz desabasse no chão, com uma mão segurou seu corpo e com a outra sua cabeça e o colocou gentilmente no chão.

- Me desculpe, Téo, mas eu preciso salvar essas pessoas – Disse enquanto a vida do rapaz se esvaía – Infelizmente você é uma ameaça que precisava ser contida... Mas olha pelo lado bom... Nesse exato momento o seu pai está acordando dentro do caixão, você disse que pagaria o que fosse preciso, não é? – Viktor beijou docemente o rosto do rapaz. – Eu vou lá desenterrar ele pra você, e quando voltar... – Apertou a mão do moribundo como se transmitisse força a ele – vamos ter que conversar com o pessoal desse CT.

 


Notas Finais


* 1ª Música: https://www.youtube.com/watch?v=yZIummTz9mM

* 2ª Música: https://www.youtube.com/watch?v=imamcajBEJs

Personagens:

*Daisy Jhonson: http://d.christiantoday.com/en/full/49451/chloe-bennet-as-daisy-johnson-aka-skye.jpg?w=760&h=380&l=50&t=40

*Mack: http://www.hdwallpapers.in/thumbs/henry_simmons_agents_of_shield-t2.jpg

* Genji Shimada: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRVB4F9S-E_neKzbK2xXLSfOQPwO1Z8KetSsvUHg0uv1jIxFC_L

* Maggie Johansson Arkham: http://images.8tracks.com/cover/i/010/136/968/Ruby-once-upon-a-time-35300348-500-625-1990.png?rect=0,62,500,500&q=98&fm=jpg&fit=max&w=320&h=320

* Anastácia Johansson Arkham: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/2b/7f/cd/2b7fcd5635a94b736aec15ff9fcf784b.jpg

* Pierry Taylor: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/49/2c/66/492c66265e1a03054178e710a620b690.png

* Isaac Connor's: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/79/ee/d2/79eed29978ae3f207dbdc8a77747d203.jpg

*Ashena: https://spiritfanfics.com/perfil/camicinel/jornal/ashena-6598769

* Alexander Brown: https://br.pinterest.com/explore/logan-lerman/

* Cry Baby Prank: http://www.polyvore.com/cgi/img-thing?.out=jpg&size=l&tid=116354129

* Kenzo vom Hellsing: https://lawliet.files.wordpress.com/2006/12/death_note_5_1.jpg

* Diana Jackson -> Não colocou photoplayer

* Izabel Montgomery: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/6c/ac/eb/6caceb21a52b42e7526c29d56ce2ef66.jpg

* Teseu Heronstern: http://67.media.tumblr.com/621a516a9494f7fabff31d0c7a49d69e/tumblr_nnxnl3YUua1rswbc3o1_1280.jpg

* Bernard Pounce: http://iv1.lisimg.com/image/9870819/540full-matthew-daddario.jpg

* Paul Kazimiersz Bernstein: http://prnt.sc/cpit2h

* Kristýna Zavátsky: http://prntscr.com/cph3y0

* Ludymilla Marcely Giovanna Cosme: http://s1093.photobucket.com/user/atmosferaglamour/media/ATMG2/new6_zps22070d90.jpg.html

* Dimitrio Redfield: https://falaleonardo.files.wordpress.com/2012/04/foto.jpg

* Peter e Noah Burkhard: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQQWnTo83kiRrBfS5nuF6f2fCxkhSkzoUrPgEley3yR9wFSJqzV5A

* Viktor Bäumler: http://cdn.collider.com/wp-content/uploads/harry-treadaway-penny-dreadful.jpg


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