História Lematti - why not? - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Colegial Gay, Gay, Gays, Meninos Gays, Namorados, Originais, Romance, Romance De Meninos, Yaoi
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Palavras 5.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem, como eu havia dito, postei. Não sei o que vocês estavam esperando para esse capítulo e muito menos para a festa. Bem, simplificando, acho que alguns ficarão decepcionados, mas é a vida, né nom? Se eu soltasse os cachorro toda hora a fic acabaria tendo só 5 capítulos. sduihaiushdaih Mas vamos lá, boa leitura a todos.

Se encontrarem erros me avisem nos comentários que eu conserto. Só dei uma lida antes de postar, então...

Capítulo 5 - House Party moda foca!


Roupa:  ok

Cabelo: ok

Carteira: ok

Celular: ok

Perfume: ok

Dinheiro(cartão conta?): ok

 

Preparativos para a festa: 100% ok

 

Estávamos no carro da Bianca a caminho da festa da Linda, a Queen Cheerleader. Como havíamos combinado na “tarde de compras”(Deuses, isso fica muito mulherzinha), Bianca estava me esperando na frente do meu prédio às 21:40. De acordo com o e-mail, a festa começaria às 22h, não que isso importasse muito. Como todo adolescente, nós sabíamos que o pessoal começaria a chegar entre às 22:20 e 22:50. É algo básico. Você nunca chega na hora. Eu sempre achei isso uma idiotice, mas, você sabe... já viu alguém importante chegando numa festa do colegial no horário?

 

Foi o que eu pensei. Claro que não. Isso não acontece no mundo real.

 

Como era caminho, combinamos de parar na casa do Simon pra fazer um esquenta. Os pais dele estavam fora em um jantar pra comemorar as bodas de Cristal, que simbolizam 15 anos de casamento, deixando a casa só para nós. Não que eles soubessem. Saber isso me fez pensar que eles conceberam-no antes de se casarem. Bem, tanto faz.

 

Quando chegamos ao prédio do Simon, Bianca apenas abaixou o vidro do motorista e assoviou para o cara da portaria. Eu estranhei, mas como o portão automático se abriu, concluí que aquilo era normal, e que ela já havia ido ali o suficiente para que dessem permissão para ela usar o estacionamento. No apartamento, acabamos encontrando Mira e Jason, que sorriram sacanas visto a nossa expressão surpresa.

 

- Vocês aqui? Pensamos que vocês iam direto e nos esperariam na frente da casa da Linda. – Bianca.

 

- Aconteceu um imprevisto... – disse Mira

 

- Nossos pais chegaram mais cedo. Eles tinham ido a Long Island resolver algumas coisas. Só deveriam ter voltado na segunda, mas parece que tudo aconteceu melhor do que eles previam e as coisas foram resolvidas mais depressa. Eles queriam que nós ficássemos em casa, mas a ligeirinha aqui – apontou pra sua irmã -  Disse que nós já tínhamos marcado de fazer uma noite da Pizza aqui no Simon, então eles nos liberaram.

 

- Ahan, mas foi por pouco! Quando eles chegaram nós estávamos colocando a garrafa de vodka dentro da mochila. Se tivéssemos demorado quatro segundo a mais teria dado merda.

 

- Uma merda bem grande – disse Bianca – Quando seus pais souberam que nós enchemos a cara no acampamento de verão eles surtaram. Imagina se...

 

- Imagina nada!! Eu me recuso a imaginar. Passar aqueles primeiros três meses após o verão de castigo foi o suficiente.

 

- Então quer dizer que vocês não podem beber? – perguntei

 

- Dãr. Não. Claro que não. Nós acabamos de fazer 17 anos. Ainda faltam alguns para fazermos isso legalmente.

 

- E uns a mais para os nossos pais pararem de pegar no nosso pé. Mas, por quê? Seu pai deixa?

 

- Ele não proíbe, mas se der merda ele não sabe de nada...

 

- Sorte a sua.


- Hm... gente? – Disse Simon. Ele tinha acabado de passar por uma porta que, se eu pudesse chutar, diria que era a do lavabo – Vocês vieram pra cá pra poder ir pra festa – disse apontando para os irmãos – e vocês – agora para mim e Bianca – Vieram pra me dar uma carona, ou melhor, pra nos dar carona. Mas, pra simplificar, vocês estão aqui pra um esquenta. Cadê as bebidas?

 

Nós rimos.

 

Bianca tirou a garrafa de tequila da sacola que trazia em uma das mãos e Mira foi pegar a garrafa de vodka que aparentemente havia trazido. Pouco depois dela sair da sala nós a ouvimos dizer:

 

- É melhor vocês virem aqui. Eu não tenho mãos pra tantos copos, gente...

 

Ela estava nos esperando em uma bancada de mármore que tinha na cozinha. A sua frente tinham quatro copos de plástico vermelhos, daqueles que costumam ter em filmes como American Pie, e quatro de vidro na medida certa para um shot nada mesquinho.

 

- Que bom que seus pais compraram copos a mais da última vez que viemos fazer a noite da Pizza aqui, Simon – disse Bianca tomando a frente da situação. Cortara quatro limões que pegara num cesto assim como um pote de açúcar, colocando as medidas certas e depois espremendo um pouco mais de limão em cada um dos copos.

 

- Vai ser no improviso mesmo...

 

Ela colocou gelo e virou a garrafa de vodka, contando até treze antes de passar para o próximo copo, e para o próximo, até que os quatro estivessem com todos os ingredientes. Ela colocou um prato também de plástico para tampar os copos e começou a chacoalhar.

 

- Minha prima que me ensinou a fazer. Ela disse que tomava pelo menos um desses por dia na viagem que fez para o Brasil. O nome é caipirinha. É demais.

 

Cada um de nós pegou um copo e deu um gole generoso. A bebida, mesmo que estivesse com gelo, desceu amarga e esquentou o estomago. Os goles que seguiram o primeiro foram menos amargos, e o drink realmente era muito bom.

 

- Espera – eu disse, quase deixando escapar novamente a dúvida que surgira da nossa conversa na sala – Vocês dois – continuei, me dirigindo especificamente a Jason e Mira – disseram que fizeram 17 faz pouco tempo. Os dois. Vocês são gêmeos?

 

- Não idênticos, como da pra ver – disse Bianca – Mas, sim. E tecnicamente, eu sou a mais velha.

 

- E eu o mais bonito – Disse Jason.

 

- Sonha irmãozinho... Sonha que um dia isso pode se tornar realidade, como o Dimi já disse uma vez.

 

Depois desse primeiro copo vieram mais dois, algumas idas ao banheiro, risadas sem um motivo aparente e dois shots de tequila que desceram rasgando a minha garganta. Bianca foi a única que não bebeu conosco. Pelo que pude ver, ela só havia tomado aquele primeiro copo. Isso me aliviou, visto que seria ela quem estaria dirigindo.

 

Antes de sairmos, já que de acordo com Bianca já eram quase 22:30, escondemos as bebidas embaixo da cama do Simon, pois era ali que ficava a caixa dele de pornografia e esse era um dos poucos lugares que os seus pais fingiam não existir no apartamento.

 

O caminho para a casa da Queen Cheerleader foi igualmente divertido. Nós apenas calávamos a boca e cessávamos a cantoria quando chegávamos perto de alguma blitz (carro de ronda da polícia), já que não seria legal eles pararem um carro cheio de adolescentes alcoolizados. Bem, não seria legal pra nós.

 

A casa da Miranda era em uma parte mais afastada de tudo, em Park Slope, um local onde a quantidade de prédios era menor, dando espaço para algumas casas bem grandes... Parecia aquela cena do filme Up de tão estranho. O fato é: era impossível não encontrar o local da festa. A casa tinha alguns caminhos de pedra pelo gramado que levavam à porta da frente e aos fundos da casa, além do espaço que deveria ser uma garagem que comportaria facilmente dois carros, umas vez que no momento não tinham nenhum. No gramado eram visíveis muitos copos de plástico vermelhos, azuis e laranjas fluorescentes. E ainda alguns “casais” de desconhecidos, não apenas para nós, mas até para eles mesmos. A probabilidade de que aquelas pessoas conhecessem quem estavam beijando era duvidosa.    

 

Uma das poucas coisas que eu estava estranhando quando desci do carro era que a música esta muito, muito baixa. Mas todo o resto apontava que ali estava sendo ou havia sido o local de uma festa.

 

- A musica está baixa aqui fora por causa dos vizinhos – respondeu Bianca – A casa é isolada. Nós não estamos no lugar errado, se é isso que está pensando.

- ÃAaaan? – meus sentidos não estavam lá muito bons. Eu estava melhor comparado ao estado que atingira na casa de Simon, mas não estava assim tão bem. Pelo menos eu já não estava rindo atoa.

 

- A casa é isolada. As lideres e os jogadores lavaram carros e coisas desse tipo no ano passado pra arrecadarem o dinheiro. Os veteranos ajudaram, os calouros também. Eu só quero saber o que eles vão fazer quando a Linda se formar...

 

- Eu não. No momento eu só quero entrar lá e abalar g-e-r-a-l – disse Jason, fazendo uma dança vergonhosa.

 

- Se você dançar assim lá dentro – disse Mira – Eu vou fazer questão de jogar alguma coisa em você.

 

- Se eu fosse você fingiria que ele não é meu irmão– Disse Bianca, começando a andar. Nós a acompanhamos.

 

- Que irmão? Eu não tenho irmão nenhum em festas. Sou filha única.

 

- Que maldade Miih!! – Jason

 

- Você sempre causa, Jason! Se você der PT hoje... Deuses, eu acabo com você!

 

- Eu nunca dou PT...

 

- Claro, no dia que nunca significar todas as vezes menos uma, isso será verdade.

 

Andamos pela lateral da casa, e passando pelas janelas pude ver que dentro da casa estava cheio de gente dançando. Todos pareciam meio surdos e desatentos com as formas que caminhavam fora da casa. O isolante que tinha nessa casa não era o melhor, mas era bom...

 

- E aí, Marcus. – Cumprimentou Jason – A festa ta bombando, cara?

 

O menino parado ao lado da porta dos fundos tinha o mesmo porte físico que Jason, embora fosse uns bons dez centímetros mais alto.

 

- Vejam por si mesmos – ele disse – E aproveitem. Vou entrar daqui a pouco. Às 23:00 começa o turno do Jake na porta. Eu tô louco pra curtir, cara!

 

- Sei comé Brow!!!! – respondeu, e pareceu uma mistura estranha dos bairros menos favorecidos de NY com o jeito que os surfistas tinham na Austrália.

 

Rimos muito sem cerimônia.
 

- Você já ta mamado caara!!! – disse o garoto na porta tentando controlar o riso. obviamente não éramos os únicos que já tinham bebido – Locão!! Entra aí, quebra tudo!!

 

Dentro da casa eu compreendi o sentido de “isolante”. Se de fora da casa parecia que o som que vazava era equivalente ao de uma televisão um pouco alta demais, dentro parecia que a terceira guerra mundial estava rolando. Tinham caixas de som nas extremidades da sala e acopladas perto do teto do corredor que levava a algum lugar. No canto oposto ao som estavam duas mesas, que nada mais eram do que duas placas de madeiras imensas, maciças, polidas e resinadas, grudadas uma na outra e cobertas por todo tipo de bebida destilada que qualquer um conseguisse pensar, além de dois galões imensos com duas mangueiras que os veteranos estavam usando para distribuir cerveja.

 

- Certo, quais são as regras? – Gritou Bianca para sobrepor a música.

 

- Sem regras!!!! – Gritou Jason. Mira lhe deu um tapa na cabeça.

 

- Não sumir – disse

 

- Não morrer – Disse Simon

 

- Não dar PT! – ela completou, olhando pra Jason com uma expressão acusadora.

 

- E curtir pra CARALHO!!! – adicionei. Parece que a bebida ainda estava fazendo efeito, e a tendência era piorar.

 

- PRA CARALHOOOO!! – Gritaram Jason e Simon, chamando a atenção de algumas pessoas que estavam em volta de nós.

 

- Let`s go moda foca! – ele jogou os braços pra cima, curvou um pouco as coisas e deu uma reboladinha.

 

Algumas pessoas que estavam olhando riram. Mira cobriu os olhos com uma das mãos, disse “Ele fez!”e depois “desisto desse ser” e se virou, indo em direção à mesa de bebidas, onde pegou um copo de cerveja. Ela se virou pra nós e deu uma piscadela antes de virar em um corredor e desaparecer.


O jogo de luzes estava demais. Roxo, rosa, azul, verde. Eram lasers de diversas cores marcando a fumaça que duas máquinas liberavam. Não demorou para que nos separássemos, mas eu não liguei muito. Eu já tinha perdido a conta de quantas meninas deram em cima de mim e de quantas mãos tentaram apertar a minha bunda e o meu.. hã. Tinha experimentado bebidas das quais nunca tinha ouvido falar. Tomei um copo de catuaba e outro de energético puro pra tirar o gosto da boca.

 

Tive certeza que estava completamente fora de mim quando me deixei ser puxado para a pista de dança, onde fiquei entre duas garotas rebolando, sarrando e explorando o corpo delas com as minhas mãos. Fiquei ainda mais surpreso por estar curtindo aquilo. Encontrei o olhar de Bianca que estava dançando com Mira, que me olhou em seguida, e outra menina que eu nunca havia visto em toda a minha vida. Ela tapou a boca que formava um “ o ” perfeito com as mãos, os olhos imensos de surpresa, e depois as três estavam rindo. Eu ri também, e as garotas me acompanharam mesmo sem saber do que se tratava.

 

O real problema se deu quando uma delas se virou para me beijar. Eu sabia que se virasse o rosto ela ficaria sentida e não entenderia. “Você desceu pro play porque quis. Agora agüenta, Dimitri” – pensei

 

Segurei a cintura dela enquanto nossos lábios se encontraram. Ela estava faminta, sua língua escorregou para dentro da minha boca um segundo depois, massageando e envolvendo a minha assim que eu resolvi retribuir. Minha mão subia por suas costas nuas, já que sua blusa permitia apenas que se desse um laço na nuca e outro no meio das costas, deixando o resto completamente exposto. Quando minha mão desceu pra sua bunda e eu apertei de leve, e depois mais forte trazendo-a pra mim ela soltou um gemido com a boca ainda colada a minha. Eu me afastei sorrindo, ainda com os olhos fechados. Eu podia não gostar dessa forma de garotas, mas estava feliz que ela tinha ficado satisfeita. Logo foi a vez da outra, que não queria ficar pra trás, e em seguida as duas. Foi o primeiro beijo triplo que eu dei na minha vida.

 

- Mas que porra foi aquela, Dimitri – Perguntou-me Mira, rindo. Ela estava muito mais alegre que o comum por causa da bebida.

 

- Diversão.

 

- Mas você...


- Mesmo assim – cortei ela – elas se divertiram, então tudo bem...

 

- Se você diz... – e continuou – Eu juro que se você não tivesse nos dito que não curte eu continuaria achando que você era hétero. Que pegada foi aquela!! Eu fiquei com calor só de ver...

 

- Você pode sentir também... – Eu brinquei, me aproximando com apenas um passo e envolvendo sua cintura da mesma forma que fiz com as meninas mais cedo. Senti sua respiração faltar enquanto ela me encarava assustada, e depois ria, junto comigo e Bianca que estava ao nosso lado.


Porém, meu riso cessou assim que senti um par de mãos, não femininas, pois eram fortes e bem maiores, deslizarem pela minha cintura a partir das minhas costas. Uma delas adentrou a minha camisa e deslizou pela minha barriga enquanto a outra subia, explorando até chegar ao meu peito. A essa altura eu já sentia os braços me envolvendo. Quando fui puxado para trás senti minhas costas atingirem um peito forte. Eu estava totalmente a mercê da pessoa. Senti sua respiração quente na minha nuca e depois um pouco mais ao lado, no meu pescoço. Senti seus lábios tocarem minha orelha e estremeci

 

- Se quer um dos gêmeos, está investindo na pessoa errada...

 

Jason.

 

Mesmo sabendo disso eu continuei paralisado.

- Não precisa me responder agora – continuou – Mas não demore muito, ok?

 

Se achei sua respiração quente não sei se posso descrever o que senti quando sua língua encostou no arco da minha orelha, e um segundo depois ela havia ido. Só então percebi que estava prendendo a respiração e soltei o ar, aspirando novamente uma quantidade considerável. O suficiente pra encher ao máximo meus pulmões e então soltei devagar.

 

Bianca e Mira estavam me olhando, ambas de boca aberta.

 

- Isso foi tão...- disse Mira

 

- Incrivelmente sexy – completou Bianca. – Se um dia vocês transarem você tem que me prometer que vai me deixar assistir.

 

Eu continuava tentando controlar a respiração, mas parecia que nenhum ar que eu respirasse supriria aquela necessidade. Eu já sentira aquilo antes, e eu precisava me controlar. Minha nuca ainda estava eriçada, e meus braços, pernas, todo o resto, estavam iguais.

 

- Aposto que ele arrepiou até os seus pelos do c* - disse Bianca.

 

As duas riram enquanto eu chacoalhei a cabeça colocando as idéias no lugar. Eu já estava conseguindo estabilizar a respiração.

 

- Não só os cabelos do c* - confirmei – Se eu fosse um porco espinho vocês estariam se afastando agora.

 

- O que ele te disse? – perguntou Mira.

 

- Bobagem, claro. É o seu irmão – menti – Mas a abordagem me surpreendeu.

 

- Nós vimos. E parece que não fomos os únicos... – ela disse

 

Eu não tinha entendido até que ela apontou com a cabeça. Lá, do outro lado da sala, nos olhando, estavam Ethan e uma menina que deveria ter a minha altura. Eles viram que nós estávamos retribuindo o olhar e se aproximaram. Ethan estava com uma expressão estranha.

 

- Linda! Achei estranho que ainda não tivéssemos te visto...

 

- Eu passei grande parte do tempo no segundo andar... meu irmão bebeu demais antes de começarmos a festa... aquele menino só me da trabalho.

 

- Sei como é – Mira fez uma careta.

 

- Então você é o Dimitri – perguntou Linda. Ela tinha cabelos lisos e pretos, muito bem cortado, por sinal, parecendo uma cortina de seda. Seus olhos eram igualmente escuros, tanto que se destacavam em contraste com seu tom de pele ainda mais claro que o meu.

 

- Isso. Dimitri. Eu – Ri com a minha confusão e ela me acompanhou. Vi seus lábios formarem “fofo” e pensei que se fosse em outra situação eu poderia ter corado – Obrigado por me convidar. É a primeira festa que eu venho desde que me mudei para Nova Iorque.

 

- Estão se divertindo?

 

- Demais! Aaah se você soubesse... – começou Bianca, e parou ao levar um chute meu e outro de Mira, ao mesmo tempo. – Ai! Que foi pragas. Me deixem ser feliz!

 

- Eu acho que eu vi um pouco da diversão agora a pouco...

 

- Na verdade aquilo foi... vingança... – tentei enrolar

 

- Vingança? Pelo que?

 

Ethan nos observava sem dizer nada. Sei que é errado, mas eu mal via a hora da anfitriã sumir para que ele falasse com a gente...

 

- Ontem nós chegamos na casa dele e ele estava só de cueca, e nós sacaneamos ele durante um tempo. Ele queria me constranger tanto quanto nós fizemos com ele, mas mesmo assim... foi golpe baixo.

 

- Ah sim. Nada como pegar alguém por trás e sussurrar no ouvido da pessoa na frente de todos os seus colegas e veteranos...- Ela mordeu o lábio superior ao terminar de falar. Algo me disse que essa Linda poderia ser muito pior que o Jason, se quisesse...

 

Assim que ela falou um arrepio percorreu minha espinha e eu estremeci. Eles deixaram escapar um riso.

 

- Se depender de mim, ele vai ter o troco. Essas coisas não saem de graça...

 

- Realmente...

 

Quando falei novamente me dirigi a Ethan.

 

- Eu pensei que você não fosse vir, já que... bem...

 

- Eu tentei falar com vocês mais aparentemente vocês já estavam aqui. Ninguém atendeu o celular então eu vim sozinho. Eu discuti com a Miranda e ela me mandou embora da casa dela, então eu vim direto pra cá.

 

- Eu já disse que você precisa terminar logo com aquela... – interrompeu-se Linda – Ela é interesseira demais e só te trás problemas, Ethan!

 

Eu, Bianca e Mira trocamos um olhar.

 

- Deixa que com ela eu me viro, Lind...

 

- Deixa eu adivinhar... outra amizade de infância? – perguntei

 

- Por aí, novato.

 

- Então eu estou no caminho certo, Queen – Ela ergueu as sobrancelhas – Mudando de assunto, nós estamos em uma festa. Quem sabe nós conversemos mais segunda no colégio e, por hora, nos dirijamos para aquela área ali – apontei para a sala em frente as caixas de som, onde a música definitivamente era mais alta – e, seguindo a onda do ambiente, dançamos mais... – dito isso comecei a balançar no ritmo da música que estava tocando.

 

- Aah, qual é Dimi, são três horas da manhã. Nós estamos dançando desde 00h... – Bianca

 

- E vamos dançar até as cinco, que é quando temos que ir embora. Meu pai vai estar saindo de casa às 07h hoje e nos quer em casa antes disso.

 

- Mas não demora nem 40min até sua casa, dmitiri...

 

- Mas demora mais que isso se tiver trânsito, tirando que você vai precisar de um tempo antes de pegar no volante, Bianca... Você não consegue nem ficar em pé sem bambear...

 

- Isso é uma puta... – Ela tropeçou nos próprios pés e quase caiu – Verdade... Aaah, ok. Vamos às cinco, então. E agora vamos dançar... pelo menos dançando eu não caio. Sagrado Dionísio que me abençoa...


Ela pegou Mira e Linda pelos braços e foi chacoalhando até a pista, dizendo “Hey, how, balança o bumbum, vai, vai”, o que as fez rirem.

 

- Você vai embora com a gente? – perguntei

 

- Tem espaço pra mais um...?

 

- Depende, no carro ou no meu quarto? – perguntei. Ele me olhou com um sorriso de lado que me fez reformular a pergunta, visto o duplo sentido – No carro ou pra dormir na minha casa?

 

- Ambos...

 

- No carro não... Mas a gente joga o Jason no porta-malas. Ele bebeu duas vezes mais que eu, com certeza vai apagar na volta mesmo...

 

Ele riu e, Deus, aquele sorriso...

 

- Você cortou o cabelo...?

 

- Hm... Cortei, mas não tirei muita coisa...

 

- Hm... Eu gostava mais de como estava antes...

 

Foi minha vez de olhar estranho pra ele.

 

- O que? Bagunçado como estava você fica com menos cara de filhinho de papai.

 

- Idiota!! – Soquei seu braço meio que de brincadeira – agora cala a boca e vem dançar com a gente...

 

Comecei a andar para onde as garotas estavam.

 

- Ah, qual é...

 

- O que foi!?

 

- Se vai fazer isso pelo menos faça direito!

 

- Então, por favor, ó grande mestre do bolejo, me instrua pra que eu faça isso da forma correta.

 

- Com certeza!  Com licença.

 

Ele passou por mim e me olhou rindo.

 

“HEY, HOW, BALANÇA O BUMBUM, VAI VAI”

 

Ainda rindo, fomos dançar.

 

Jason não deu as caras até dar a hora de irmos embora. Eram 05:15am quando ele apareceu na lateral da casa, meio carregado pelo menino que nos deixou entrar na festa... Marcus.

 

- Eu não mereço uma coisa dessas – lamentou-se Mira – Ele morreu?

 

- Não. E pode somar, agora são duas festas que ele não deu PT. Ele só está mole. Bebeu demais e apagou no segundo andar. Nós tiramos umas fotos pra zoar ele nos treinos de basquete. Tem problema?

 

- Não. Zoem bastante pra ver se ele toma vergonha na cara... Obrigada, Marcus...

 

- Por nada, Mira. Precisando é só falar comigo.

 

- Valeu...

 

- É, parece que ser fofa tem suas vantagens... – disse Simon assim que o garoto sumiu pelo caminho que tinha vindo, longe demais para ouvir.

 

- Ah, fica quieto. Você sumiu na festa! Onde você foi se enfiar, seu fantasma?

 

- Quebra a cuca tentando descobrir, girl. Eu não falo nem sobre tortura.

 

- Miiih? – Balbuciou Jason – O que aconcedeu?

 

- Hein? – exclamou, perplexa.

 

- Aconcedeu? – Simon

 

- Ai, alguém me ajuda a jogar ele no porta malas...

 

- Ah não... – disse ele. Aparentemente ele estava acordando – É lugar de cachorro...

 

- Exatamente!!!

 

- Que maldade...

 

-Pode deixar que eu coloco... – Afinal, eu precisava resolver uma coisinha

 

Enquanto eu abria o porta malas e colocava ele sentado, vi que eles não estavam prestando atenção na gente, uma vez que o carro se encontrava do outro lado da rua. Jason se ajeitou indo mais para o fundo e eu me inclinei pra ficar com o rosto próximo ao dele.

 

- Você é um cretino...

 

- Ah...hein? – ele parou pra pensar e eu soube que ele sabia do que eu estava falando quando aquele sorriso sacana “Jason” apareceu em seu rosto – Vai dizer que não gostou?

 

- Isso não se faz...

 

- Ah, qual é! Foi sem maldade, juro. Eu estava bêbado, Dimi.

 

- Então se desculpe agora.

 

- Não. Eu estava bêbado, mas eu gostei... você tem um corpo bom, isso me surpreendeu. Não parece ser tão gostosinho com o tipo de roupa que você usa...

 

- Pervertido...

 

- Ah, para, você adora... – ele bocejou.

 

Pensei por um momento no que deveria fazer.

 

- Sabe.. – cheguei meu rosto mais perto, tão perto que ele poderia sentir minha respiração, e sussurrei o restante das palavras. – Você não faz idéia... – Alisei sua perna, subindo, até chegar perto daquele “pacote” que parecia estar crescendo. Apertei a parte interna da sua coxa, quase na virilha e ouvi ele arfar.

 

Ele foi chegando mais perto, e eu sabia o que ele queria. Deixei que estivesse bem próximo e sua boca abrisse pra me afastar lentamente. Lambi seu lábio superior apenas para provocar. E depois voltei a me aproximar, até que meus lábios quase tocassem a sua orelha.

 

- Não é assim que você vai conseguir alguma coisa comigo, Jay. E se conseguir alguma coisa, não vai ser hoje...

 

Lambi sua orelha exatamente como ele havia feito comigo, e da mesma forma que havia acontecido comigo na ocasião, senti ele estremecer, seus pelos se eriçando. Satisfeito, me afastei de uma vez. Antes de fechar o porta malas, ouvi ele dizer, ainda com aquele sorriso irritante

 

- Você é um bom jogador, Benatti.

 

- O melhor, sempre.

 

Fechei o porta malas e me voltei para o grupo. Ninguém prestara atenção em nós... Ainda bem.

 

Tudo que lembro do caminho até em casa é... bem. Nós entramos no carro, eu entre a Bianca e o Ethan, o Simon indo na frente, já que o deixaríamos na sua casa, e depois estávamos no estacionamento do meu prédio. Eu apaguei miseravelmente. Acordei com a cabeça no peito do Ethan, que por sua vez estava com a cabeça no meu ombro. Ele não se importou com isso, ou, caso tenha se importado, escondeu muito bem. Quando enfim girei a chave de casa abrindo a porta, fui preenchido por um alívio imenso.

 

Aquele cheiro me lembrava chuveiro, cama, cobertas. Meu pai estava terminando seu café já que ele tinha uma reunião bem cedo na empresa.

 

- A festa foi boa? – perguntou assim que entramos em seu campo de visão.

 

- Foi demais, pai.

 

- Bom dia, senhor...Benatti? – meus amigos o cumprimentaram

 

- Benatti é o sobrenome da minha mãe – expliquei – acho que pegaria melhor Mr. Gregory – ri

 

- Senhor Benatti serve, ou Gregory... ou apenas James. Eu não ligo muito pra isso.

 

- Ahaan. Nós podemos usar o quarto da Bianca, pai?

 

- As roupas de cama foram trocadas. Suas amigas podem usar o quarto da sua irmã. Já os garotos... bem, sua cama é grande mas acho que faltará espaço...

 

- Tem um colchão inflável... a gente se vira. Obrigado pai...

 

- Bem, eu já estou de saída, então... comam alguma coisa antes de se deitarem, ajuda com a dor de cabeça que vocês terão mais tarde – ele riu – e, pelo amor dos Deuses, tomem um banho antes de irem dormir. O cheiro de álcool está tão forte que vocês esbebedam alguém só por estarem no mesmo cômodo que a pessoa.

 

- Pode deixar. Bom dia pai.

 

- Não incendeiem a casa na minha ausência.

 

- Pode deixar senhor Gregory.

 

- Caramba, seu pai é o máximo, Dimi. - Bianca

 

- Ahan... vocês vão querer comer alguma coisa?

 

- Estou morto demais pra comer... – Jason

 

- Eu estou caindo de sono... – Mira

 

- Eu estou com fome, então.. – Bianca se serviu de um croissant

 

- Eu não estou com fome, mas realmente ajuda – Ethan pegou uma maça.

 

- Eu sei... Mas eu estou a ponto de me arrastar pelo chão até o banheiro e depois para a minha cama... – peguei uma banana, livrei-a da casca e comi em duas mordidas. Vi Bianca e Mari segurando o riso pela minha escolha, mas ignorei. Estava cansado pra rir também. Peguei um croissant e constatei que seria o suficiente.

 

- Hm... Eu vou tomar banho – disse entre as mordidas. Me servi de um copo de suco de manga com morango e laranja  e tomei de uma vez. Eu estava com fome e não sabia – e espero não ter que ajudar ninguém – olhei pra Jason que sorriu pra mim – Por que senão é bem capaz que eu durma debaixo do chuveiro...

 

- Duas – Bianca

 

- Três – Mari

 

- Eu sou o único vivo aqui? – perguntou Ethan

 

- Você foi o que menos bebeu, o que menos dançou e o último a chegar na festa. Não tem nem como competir... – disse Mari, em seguida bocejando – Estou morta.

 

- Se quiser ir tomar banho primeiro Mari, o quarto da Bianca é logo depois do meu. Vocês fuçaram lá na sexta...é seguindo pelo corredor, terceira porta a esquerda...

 

- Terceira? – Perguntou Jason – Quantos quartos tem aqui, Dimitri?

 

- Três, um pra cada pessoa. E um lavabo, que seria a única porta a direita no corredor. O quarto do meu pai é do outro lado da casa – apontei a direção - e o escritório dele fica na porta de frente para o quarto dele. Sala, cozinha, área de serviço... – bocejei

 

- Gi-gan-te... pera, e a terceira porta no lado esquerdo?

 

 

- Por enquanto está vazio. É um cômodo do tamanho do meu quarto, mas meu pai não sabe o que fazer com ele. Ele nunca tem visitas, então... Mas, sim tem muito espaço pra você morrer, e eu, e as meninas, e pro senhor vivo aí enterrar a gente – brinquei - ... Bem, eu vou tomar banho. Quando terminarem de comer é só seguirem pelo corredor, segunda porta a esquerda. Tem toalhas no armário do lado do banheiro, xampu, condicionador e sabonete dentro do Box, e eu acho que tem umas escovas de dentes daquelas que a gente ganha no dentista no armário também... - ri

 

- Eu também já vou, gente. Estou completamente destruída. – disse a Mari, e se levantou comigo – E é melhor aproveitar o dia na cama do palácio. – ela riu

 

- Besta – Eu continuei rindo e bocejei de novo, e todos eles me acompanharam –

 

- Para com isso, Dimi, está deixando a gente com mais sono também... – reclamou Bianca, em seguida fazendo “Nham nham”. Isso foi, no mínimo, estranho

 

- Eu não tenho culpa... bem, bom dia, noite, descanço... seja lá o que for, gente.

 

Tomei o melhor banho da minha vida, gritando assustado assim que saí do Box, já que o Jason e o Ethan estavam esperando pra tomar banho só de cueca. Enchi o colchão de ar e cobri com um acolchoado, peguei um travesseiro no armário e, só de cueca, me deitei na minha cama. Ethan foi o primeiro a sair do banheiro, também só de cueca, já que ambos pegaram duas cuecas novas da minha gaveta. Foi muita sorte que ambos usássemos o mesmo tamanho...

 

Ele se deitou do meu lado na cama, mas eu estava tão cansado que não tive nem energia pra surtar internamente enquanto me deliciava com aquilo. Jason não demorou a sair. O cabelo ainda meio úmido e aquele corpo que eu vira noutro dia. Eu deveria ser o garoto gay mais sortudo e azarado do mundo no momento, uma vez que tinha dois caras maravilhosos seminus a distância de um braço, mas não tinha energia para apreciar isso. E com esse pensamento deixei que minha mente vagasse até que não conseguisse pensar em mais nada.


Notas Finais


Favoritem, comentem, compartilhem com os friends. A vida é assim. #Semsentido. Bjos na bunda, tchau.


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