História Lembranças de Amor - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Clark Kent (Superman), Diana Prince (Mulher Maravilha), Rainha Hipólita, Timothy "Tim" Drake
Tags Amor, Bruce, Diana, Romance, Wonderbat
Visualizações 167
Palavras 3.928
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ei amados, cheguei!❤

O capítulo de hoje ficou bem maior do que eu gostaria, e nem assim consegui dar a dinâmica que queria. :/
Espero que me perdoem por isso.
Nos falamos mais nas notas finais!

Tenham uma ótima leitura!

Kisses❣

Capítulo 5 - Teste


Fanfic / Fanfiction Lembranças de Amor - Capítulo 5 - Teste

 

Força, destreza, reflexos rápidos, cura acelerada, resistência física e inteligência.  Essas foram algumas das principais características ressaltadas por Batman no relatório que fizera da morena desmemoriada. Cada traço percebido por ele tinha uma argumentação, uma exemplificação e uma análise minuciosa de sua conclusão.

Ele havia sugerido uma idade média de 24 anos para a mulher, descreveu cada característica física, desde peso e altura, até a proporção de suas formas curvilíneas. O porte atlético, o olhar que ele notou curioso e desafiador. O ímpeto latente para o combate e a personalidade marcante.

Ele não podia negar, a mulher tinha porte de princesa, no andar, no falar, na postura. Uma princesa guerreira, ele definiu, deixando em aberto que esta informação não tinha dados suficientes para comprovar, irrefutavelmente, sua veracidade, uma vez que ela dissera que se lembrava do termo alteza e o restante da análise fora por suas observações.

A armadura que ela trajava quando ele a encontrou, assim como a espada e o escudo, estavam sendo estudados com critério por Tim e ele, para precisar sua procedência quanto a origem. Ambos tinham quase cem por cento de certeza que os acessórios eram de origem grega, e estavam deveras intrigados que os mesmos tivessem similaridades com artefatos históricos citados apenas em mitos.

O sotaque da mulher também remetia a alguém que vivera na Grécia antiga, entretanto, isso era muito pouco para definir se ela seria, de fato, uma terráquea. Talvez ela tivesse uma história parecida com a do Superman ou talvez fosse uma espia de outro planeta, que se escondera na República Helênica para treinar e, posteriormente, migrara para a América, a fim de levantar informações para um ataque interplanetário.

Sim, essas eram as hipóteses mais sutis das paranoias do Batman.

Outra característica, recém-acrescentada nos relatórios, foi a descoberta que a morena também era poliglota. Alfred havia sido o responsável pela constatação, ao fazer um comentário sobre um livro germânico perto da morena e a mesma recitar um verso da obra, numa pronúncia perfeita. Aproveitando o diálogo, o mordomo constatou que a morena tinha o mesmo domínio para, pelo menos, mais cinco idiomas que ele conhecia e se dispôs a testá-la. Se isso era resultado de uma educação aristocrática ou de alguma habilidade meta-humana, era algo que o grande detetive ainda não sabia precisar. Mas havia se informado com Leslie que era normal a amnésia não afetar certos tipos de conhecimentos adquiridos no decorrer da vida.

Por fim, um item que o Cavaleiro das Trevas estava inclinado a acrescentar em suas informações era manipulação e controle de feromônios. Para Bruce, a única explicação para o fato da mulher exercer um incontrolável poder de atração sobre si, deveria estar ligado ao fato dela ter a habilidade em comum com Hera Venenosa. Era perturbador e irracional como ele tinha que admitir que uma tensão elétrica os envolviam nas poucas vezes que ficavam próximos. Algo nela o atraía de uma maneira jamais experimentada. Aliás, nem Ivy era tão eficiente nisso com as suas vítimas, ele pensou. Se fosse um homem crente, dado aos traços de cultura grega da morena, Bruce diria que ela era a personificação de Afrodite.

Entretanto, Batman era alguém cético e pragmático. Era mais fácil acreditar que estava lidando com algum tipo de magia, do que experimentando sentimentos sendo despertados dentro de si, de forma avassaladora. Era menos assustador pensar no fato de que tinha uma meta com multi-habilidades debaixo do seu teto, do que uma mulher que lhe despertara interesse genuíno além do ‘profissional’.

— Ele já está aqui. – Dick interrompeu Bruce em suas reflexões, que já havia fechado o arquivo que atualizava, ao ouvir a aproximação do primeiro Robin. ― A sala de treinamento já está preparada. Devo chama-la ou você quer fazer isso pessoalmente? – Batman não precisou encarar Asa Noturna para saber que ele ostentava um sorriso zombeteiro ao questioná-lo.

― Anuncie-se antes de entrar. – Batman o dispensou, soltando um rosnado quando Dick não reprimiu uma risada ante suas palavras.

Enquanto ouvia os passos do rapaz ecoarem pela batcaverna, rumo aos dormitórios, foi inevitável que a mente de Bruce não lhe transportasse para a lembrança de dois dias atrás, quando em um ato instintivo de defesa, reagira precipitadamente a uma abordagem de sua hóspede. Ficando perto demais, se arriscando demais. Apenas não tendo perdido o controle porque Grayson chegara na hora exata (ou errada, como uma parte reprimida de Bruce tentava opinar).

Se recusando a continuar pensando no ocorrido, no quase saboreio dos lábios carnudos e macios da bela morena, na sensação de terem lhe passado mel na boca e retirado antes que pudesse degusta-lo, Batman girou a cadeira para olhar seu visitante, que acabara de adentrar o refúgio do vigilante, já o saudando sorridente.

 

♦♦♦♦♦

 

Batgirl foi quem abriu a porta do quarto quando Dick anunciou sua chegada com uma sutil batida. A ruiva fora incumbida por Bruce de ‘educar’ ou reeducar a morena desmemoriada quanto a certos tipos de comportamentos no ambiente em que estava.

Inicialmente, Bárbara não se mostrara muito disposta a colaborar com a ordem do Morcego, sua desconfiança em relação à ‘Mulher- Maravilha’- título que ela detestou ter sido sugerido por Dick – e uma certa antipatia pela forma como ela caiu nas graças de todos os homens da casa, eram nutridas pela ruiva, que preferia se manter neutra, para enxergar algo de errado na meta-humana. Algo que ela acreditava que poderia passar despercebido pelos demais, já que estavam tão a vontade com a presença dela.

Entretanto, quando Dick compartilhou com ela a cena que flagrara no quarto, entre Bruce e a hóspede, Bárbara teve um motivo em especial para ensinar ‘bons modos’ à morena. Ela não queria imaginar Dick flagrando a morena à vontade pelas dependências da caverna ou mesmo que a suposta ingenuidade dela encantasse Asa Noturna, como ela já deduzira, corretamente, ter encantado o Batman, embora ele não demonstrasse e nunca fosse admitir.

Não foi nada fácil para a ruiva explicar certas regras para a morena, que as via como certa repressão machista, embora ela sequer soubesse o significado do termo quando Bárbara o mencionou. Mas, no fim das contas, Bárbara não achou tão ruim assim se aproximar dela. Ela tinha que admitir que a desmemoriada era irritantemente encantadora, incontestavelmente transparente e sua estranheza quanto as recomendações que Babs lhe fizera, era de uma ingenuidade quase inacreditável.

Bárbara sabia que não seriam amigas, mesmo depois que todo o passado da mulher viesse a tona e ela fosse dona de uma conduta irrepreensível. Entretanto, teria que se render à simpatia que a mulher conseguia conquistar naturalmente.

― Ele chegou. – Dick informou à Bárbara e logo encarou a morena, sentada na borda da cama. ― Batman pediu para chama-la.

Até conversar com Bárbara, a princesa não estava se sentindo envergonhada do que acontecera há dois dias atrás. Na verdade, ela estava confusa com o que sentiu quando o homem com armadura de morcego reagiu ao seu ímpeto e a imobilizara contra a cama.

Não havia nenhum vestígio de sensação parecida em sua mente. Um calor que irradiara por todo seu corpo. Uma onda elétrica que fluía continuamente por sua circulação e uma perigosa atração que lhe fazia querer que o homem ficasse mais perto.

Sua garganta havia secado de sede quando ele roçou os lábios ásperos contra os seus. Ela não sabia o que fazer, mas algo dentro de si lhe dizia que ele lhe mostraria.

Ela queria que ele tivesse lhe mostrado, mas foram interrompidos antes que algo a mais acontecesse.

 

Flashback on

‘Homem arrogante! O que ele pensa que está fazendo, eu não quero lutar.’ Tento me concentrar, enquanto o guerreiro de armadura negra me imobiliza.

Quero reagir, me soltar, mas sua manobra defensiva é precisa. Não consigo me mover. Mesmo sabendo que sou mais forte.

Tento ver algo pelas lentes do capuz. Decerto ele me olha com um ar de vitória e superioridade, e isso me irrita profundamente. Mas, se não posso me livrar de seu golpe, ao menos não demonstrarei fragilidade pelo olhar. Tampouco rendição. Seja lá quem eu sou, tenho certeza que não sou alguém que se entrega facilmente.

Faço menção de explicar que não quero ataca-lo, mas quando consigo abrir a boca, só o vejo se aproximar, lentamente.

O que ele pretendia, agora?

Não tenho muito tempo de raciocinar. De repente, percebo que meu corpo queima, há um formigamento por toda a minha circulação sanguínea. É assustador e envolvente.

Sinto seus lábios pressionarem os meus. Um contraste interessante e atraente. Não sei o que fazer, mas sinto algo como sede, desejando que ele prossiga com seu ato e me sacie.

Sua boca se fecha sobre a minha, sua língua busca uma passagem para o meu interior. Eu quero ceder. Mas antes que eu possa fazê-lo, uma voz nos interrompe e faz com que o Cavaleiro Negro se afaste abruptamente.

― Batman, eu... – A voz se interrompeu, nos olhando, boquiaberto.

Permaneci deitada, com a toalha cobrindo meu corpo, enquanto o rapaz alternava o olhar entre o homem e eu, esboçando um meio sorriso.

― Eu não queria atrapalhar nada. Me desculpem. – Ele ergueu as mãos em frente ao corpo, meio sem jeito. Caminhando de costas para a saída.

Batman foi mais rápido e saiu antes dele, ordenando que o seguisse.

Se desculpando para mim, Asa Noturna deixou o quarto, e eu fiquei sem entender o motivo daquilo tudo.

Até agora!

Flashback off

 

― Que tipo de teste é esse? – A morena se levanta, encarando Nightwing com um pouco de timidez. Tanto pela conversa tida com a ruiva, como por notar o olhar dele percorrendo seu corpo em trajes de ginástica providenciados por Alfred e Bárbara, que fizeram compras para ela.

Bárbara deu uma cotovelada nada sutil em Dick e percebeu que errara um pouco no tamanho das roupas para a morena. Os shorts, que deveriam estar largos, estavam destacando demais os glúteos perfeitos, além de terem ficado demasiadamente curtos.

― Nós achamos que você tem mais habilidades que super força. Então, providenciamos um teste para descobrir mais sobre você. – A morena arqueou uma sobrancelha em desconfiança. ― Pode parecer estranho, mas quanto mais soubermos sobre você, mais rápido podemos descobrir de onde você vem e até mesmo contribuir para que você recupere a memória.

― E melhor poderemos saber como nos defender caso você esteja do outro lado. – Bárbara completou, sendo repreendida por um olhar de Dick. ― Não há porque omitir essa parte. – A ruiva deu de ombros.

A morena entristeceu-se por confirmar que eles ainda suspeitavam dela, mas não os julgou por isso. Ela não tinha lembranças suficientes para dar garantias de si mesma. Eles estavam certos em se protegerem.

― Tudo bem. O teste é justo e providencial. Eu confio em vocês. – Ela sorriu e se colocou à disposição para fazer o que era preciso.

Sem perca de tempo, todos deixaram o quarto e seguiram para área principal da Batcaverna.

 

♦♦♦♦♦

 

― Batman, você não pode estar falando sério, está? – O homem de uniforme azul e capa vermelha cruzou os braços sobre o ‘S’ estampado em seu peito, ainda incrédulo. ― Por que você não pode simplesmente pedir favores normais a um amigo? Eu adoraria ajudar no jardim ou a carregar alguns móveis da casa, se você os quiser trocar de lugar. Mas você quer que eu lute com uma desconhecida, que apareceu em Gotham e você abrigou aqui? – Superman meneou cabeça, pensando se o amigo enlouquecera de fato.

― Não é uma luta, é um treino. – Batman explicou pela segunda vez. ― Eu mesmo poderia fazer isso. Mas não sou invulnerável. Se minha intuição estiver correta, ela deve se equiparar a você em força.

― Batman com medo? – Superman o provocou, recebendo um rosnado.

― Só se for de ficar perto demais. – Tim sussurrou baixinho, lembrando-se do comentário que ouviu entre Dick e Bárbara, esquecendo-se da super audição do visitante, que rapidamente o encarou, tentando entender o que o mais novo Robin quis dizer.

Superman não precisou pensar muito. Logo ouviu passos se aproximando e virou-se na direção dos mesmos. Ele cumprimentou Batgirl e Asa Noturna, que vinham na frente, mas seu olhar fixou-se mesmo foi sobre a morena espetacular que vinha logo atrás deles.

Ele exibiu seu sorriso largo e cordial, examinando-a com curiosidade e encantamento. Mantendo o olhar mais amigável possível, para que ela não se sentisse intimidada diante dele.

Intimidação foi a única reação que a princesa não experimentou diante do Escoteiro. Ela o mediu de cima a baixo. Encantando-se com a figura gloriosa do homem a sua frente. Mais um guerreiro, ela pensou. Ou seria um deus? Ela se questionou, avaliando o porte do mesmo, os músculos ressaltados sob o uniforme e a presença de espírito divina que vinha dele.

Ela tentou buscar alguém com quem pudesse compara-lo em sua mente, mas sua memória não colaborou. Ela fitou o rosto bonito, o sorriso encantador e os belos olhos azuis tentando lhe passar confiança, embora estivessem tão curiosos quanto os dela.

Sentindo-se acolhida, ela se aproximou, abrindo um amplo sorriso que fez Batman franzir o cenho e reconsiderar se tinha sido uma boa ideia trazer Clark até Gotham para conhecer sua hóspede.

― Olá! – Superman estendeu a mão para cumprimenta-la e ela aceitou o cumprimento prontamente. ― Batman não disse que você era tão bonita. – Superman a elogiou e ela sorriu, se divertindo quando o Homem Morcego soltou um rosnado baixo para o gracejo do kryptoniano.

― Você também é muito bonito. – Ela retribuiu o elogio. ― Aliás, é bom poder ver o rosto de mais alguém aqui. – Ela olhou rapidamente para os membros do Batclã, mas Dick foi único que se manifestou.

― Ei, não pense que escondemos os rostos porque somos feios, ok? – Ele sorriu. ― Só não podemos nos expor como o Superman. – Ele explicou.

― Superman?! – Ela deu uma rápida avaliada no herói. – É um título digno. Suponho que você também não me dirá o seu nome. – Ela intuiu, já que Tim e Alfred lhe haviam explicado sobre a importância de identidade secreta para alguns heróis poderem agir.

― Acho que posso dizer um deles. – Superman alisou o queixo, refletindo. ― Kal-el, de Krypton, ou simplesmente Kal. – Ele revelou o nome de origem kryptoniana e Batman começou a gostar cada vez menos da intimidade que via se formando em sua frente.

― Kal-el... parece nome de um deus. – A morena avaliou. ― Kal! É um bonito nome. Eu gosto como soa.

― E você? Batman disse que você perdeu a memória. Mas eles já lhe deram um nome provisório?

― Mulher- Maravilha! – Ela riu. Ainda não havia se acostumado com o título. ― Foi o que Asa Noturna sugeriu.

― Também é um título justo. – Superman ficou encantadoramente corado ao dizer tais palavras. ― Mas Batman disse que você pode ser uma princesa, precisamos pensar em um nome digno de uma.

― Eu pensei na princesa Leia, de Star Wars. Mas ela não gostou muito. Não entendeu que Star Wars é uma série de filmes. – Foi a vez de Tim falar.

― Precisamos pensar em outra alternativa então. – Kal se pôs a pensar, mas Batman interrompeu o clima de amizade e descontração.

― Precisamos é descobrir do que a nossa ‘princesa’ é capaz. Não o convidei aqui para uma social, KAL. – O tom que Bruce pronunciou o título princesa e chamou o kryptoniano pelo nome deixou a todos intrigados.

Kal-el preferiu acreditar que ele estava com o humor pior que o habitual. Os mais jovens do Batclã preferiram não pensar se aquilo era, de fato, ciúmes – ao contrário de Alfred que tinha absoluta certeza. Já a morena sem memória, acreditava que era um dom natural do Morcego em ser arrogante desnecessariamente.

Superman tentou argumentar que não tinha se decidido sobre ajuda-los desta forma, mas quando percebeu que a hóspede do Clã Morcego estava mesmo disposta a se submeter a isso, ele se deu por vencido. “Você só precisa ser cauteloso, para não machuca-la, Kal-el”. Ele disse, ingenuamente, para si mesmo, enquanto caminhavam para ala de treinamento.

 

(...)

 

Os membros da equipe Morcego, incluindo Alfred, estavam posicionados num ponto privilegiado do dojô, recostados numa parede, para observar atentamente o teste. Batman conferiu se as câmeras do lugar estavam funcionando perfeitamente, para que mesmo depois de observar em tempo real o teste, ele pudesse rever as imagens e detalhar cada movimento da morena, para saber tudo sobre ela.

No centro do tatame, Superman explicou suas habilidades para sua oponente, reiterando que ele jamais a machucaria. E ela tinha certeza disso, não por sua ênfase em repetir, mas pelo olhar sincero com o qual ele a fitava.

Quando ela o viu flutuar, houve um encantamento e uma familiaridade dentro dela. Uma lembrança de sensação de liberdade, que ela preferiu não compartilhar no momento. Ela estava concentrada em ser aplicada no teste e estranhamente feliz por poder exibir sua capacidade de luta.

Ao comando do Batman, eles se afastaram. Cada um se posicionando numa extremidade do tatame. Batman recomendou que tentassem não quebrar nada e Superman achou a recomendação um exagero, acreditando que não necessitaria usar um décimo de sua força.

― Mulher Maravilha. – Superman a chamou, já se acostumando com o título. ― Eu vou deixar você começar o ataque. Lembre-se, eu sou o Homem de Aço, cuidado para não se machucar ao tentar aplicar um golpe. – Ele recomendou e ela sorriu, logo substituindo a expressão tranquila por um olhar de determinação e foco.

Superman montou uma guarda vergonhosa, mesmo reconhecendo uma posição de ataque eficiente de sua oponente. Do lado de fora, Batman meneou a cabeça prevendo o que aconteceria e os demais se mostraram curiosos e cheios de expectativa.

Com uma disciplina e um impulso admiráveis, sem saber como, a morena se lançou contra o seu oponente. Não correndo, como ele imaginava que ela faria, mas voando, numa velocidade impressionante. Ainda que a super velocidade fosse uma habilidade do Escoteiro, a surpresa pelo ataque e sua técnica de defesa displicente resultaram em um soco muito bem aplicado em sua face esquerda, que com a força imprimida o lançou de encontro a uma das paredes da sala, abrindo um enorme buraco com o choque.

― Eu disse para não quebrar nada. – Batman murmurou, embora já previsse danos. Encarou a princesa, impressionado com seu potencial e curioso como ela estava assustada consigo mesma.

Preocupada e envergonhada, a morena voou em direção onde Superman estava caído. Ajudando-o a se levantar, feliz que não tivesse lhe causado nenhum ferimento.

― Graças aos deuses, você é mesmo invulnerável. – Ela murmurou, aliviada, e não deu importância à manifestação de fé, mas Bruce e os demais registraram o detalhe. ― Me perdoe, eu não sabia que era capaz disso. Eu...  – Ela abaixou a cabeça, olhando para as mãos, os braceletes em seus pulsos. A dor aguda rasgando sua cabeça com um lampejo de memória tentando se manifestar.

― Talvez eu não seja uma boa pessoa. Talvez eu seja um perigo pra todos vocês. – Lágrimas se formaram em seus olhos, mas Superman tocou-lhe o queixo, fazendo-a encarar-lhe.

― Está tudo bem. Foi só um susto. – Ele sorriu. Um sorriso honesto e reconfortante. ― Eu subestimei você. – Ele passou a mão pela face dolorida e ela alisou o punho com o qual o socara, lembrando que ele realmente deveria ter aço debaixo da pele. ― Mas não creio que o fato de ser uma guerreira faça de você uma pessoa má. Qualquer vilão em seu lugar teria se aproveitado da vantagem para me socar mais. Não foi o que você fez.

As palavras do Kryptoniano trouxeram um alívio providencial à princesa, que assentiu com a cabeça. Ela respirou fundo, se desculpando mais uma vez e eles voltaram juntos para o tatame.

Superman achou melhor não continuarem com aquilo, dado o estado emocional de sua oponente, mas Batman propôs coordenar um treino entre eles, se a morena se sentisse bem para isso.

Estando todos de acordo, o Cavaleiro das Trevas coordenou um treino que manteve os espectadores sem piscar, tamanha a quantidade de habilidades de luta exibidas pela Mulher Maravilha.

Superman fora ‘vencido’ inúmeras vezes, tanto em combate aéreo como no chão, o que fez Batman critica-lo por sua falta de disciplina e repreendê-lo por não lapidar suas múltiplas habilidades.

Já em relação a princesa, Batman ficara encantado. Ela parecia bailar ao lutar. Ainda que ele considerasse muitas de suas técnicas arcaicas, ele não poderia discutir sua eficácia ao aplica-las. Ele notou que os mais jovens da equipe ficaram preocupados ao verem a extensão das habilidades dela, assim como ele, mas além do poder combativo, ele viu algo a mais que o tranquilizou. Honra e lealdade ao lutar. Ela não era nem de longe uma guerreira sanguinária ou uma combatente descontrolada. Era uma oponente nobre como poucos.

Batman mal via a hora de testa-la com uma espada em mãos. Ele queria ver mais. Mas, definitivamente, na próxima avaliação, ele queria ser o oponente. Ele adoraria vencê-la numa luta. Adoraria ensinar-lhe coisas novas. O que ele não admitia é que seus pensamentos não estavam apenas focados em combate em si.

Na décima vez que Superman fora rendido, Batman se deu por satisfeito e encerrou o teste. Kal agradeceu pelo encerramento de sua ajuda, enquanto sua oponente parecia uma criança frustrada pelo fim da brincadeira.

― Eu diria que você passou no teste e eu não. – Ele brincou, estendendo a mão para cumprimenta-la. ― Novamente devo admitir que o título de Mulher Maravilha faz amplo sentido para você. – Ela agradeceu, ajeitando uma mecha de cabelo que caía sobre seus olhos.

― Superman também é um título justo para você. – Ela admitiu. ― Derrotá-lo não foi tão fácil como possa ter parecido. Eu espero que você não tenha se contido pelo fato de estar lutando com uma mulher. – Ela o confrontou, sentindo-se ofendida se sua suposição pudesse ser verdade.

― Se ele tivesse se contido, provavelmente estaria com uma boa lesão agora. – Foi Batman quem respondeu, surpreendendo a todos com um tom de divertimento em suas palavras.

― Ele está certo, princesa... – Superman pensou um pouco, decidindo sugerir um nome para a morena também. ― Diana! Minha sugestão será Diana. Lady Di foi uma mulher encantadora, acho que o nome combina com você. – Ele sorriu, mas logo seu semblante assumiu um ar preocupado quando notou os olhos da morena expressando choque e incredulidade.

― O que você disse?! – Ela perguntou, vacilante, o deixando em dúvida se estava falando com ele ou consigo mesma.

― Diana, princesa Diana. – Superman repetiu, notando o olhar dela perder-se em si mesma.

Diana! Diana! Volte aqui.

Uma voz a chamava, enquanto ela, ainda criança, corria por um lugar lindo, parecido com uma ilha.

“Olá, princesa!” “Como vai, Diana?”

Algumas mulheres lhe saudavam, enquanto ela corria feliz, se sentindo livre e divertida.

Ela corria, se escondia, saltava vários obstáculos, sem medo. Até que, na tentativa de saltar um muro, de algo parecido com um palácio, uma mão a agarrou no ar.

Uma mulher loira, linda, a encara com certa repreensão. Sibilando seu nome: Diana!

“Como foi seu dia, mamãe?” Ela pergunta, inocentemente.

As vozes do presente e do passado se misturaram em sua mente. O rosto da mulher loira (sua mãe?) povoa sua mente.

O olhar do Kryptoniano perguntando se ela está se sentindo bem lhe invade.

A voz estrondosa do Homem Morcego tenta trazê-la de volta a si.

A dor pungente em sua cabeça volta. E, em um instante, está tudo girando.

Sem conseguir se conter, ela desfalece sendo amparada por Batman e encarada por todos ao redor, confusos e apreensivos, sem saber o que aconteceu.


Notas Finais


Gente, quem me acompanha a mais tempo sabe que eu sou a rainha da trollagem. (Não me julguem, #please)
Eu sei que muitos criaram expectativas devido a cena do último capítulo, mas era cedo demais para algo mais íntimo entre os protagonistas.
Entretanto, vocês sabem que eu os compenso com cenas melhores, em momentos propícios, então, não fiquem decepcionados. O melhor está por vir! ;)

Beijos!


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