História Lembranças de um Maroto. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Exibições 26
Palavras 892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A Casa dos Potter.


  Chegar à Godric's Hollow não foi difícil, o Nôitibus Andante (como sempre) apareceu quando eu mais precisava, usei algumas moedas que me restavam para pagar a passagem e agora me encontrava totalmente duro, liso, pobre, sem nada, nadinha, se me virassem de cabeça para baixo só cairiam algumas pulgas que insistem em ficar em mim mesmo quando volto a forma humana.

  As luzes na casa dos Potter estavam acesas, graças por isso, eu realmente não queria ter que acordar a todos.

  Ao chegar à porta, fui inundado por um delicioso aroma de carne recém cozida, cheguei bem no horário do jantar e eu estava morto de fome, porém, eu ia interrompe-los, isso me deixou ainda mais sem graça.

  — Sirius, meu amigo. O que faz aqui? Tá perdido, cara? — Tiago me pegou no exato momento em que eu levantava a mão para bater na porta.

  — Como sabia que eu estava aqui, Tiago?

  — Achei ter sentido cheiro de cachorro molhado. — ele riu e me puxou pela mão ainda erguida, me forçando a entrar na casa.

  — ... mamãe esta fazendo aquele cozido que você gosta. Venha, jante conosco.

  Exitante, entrei, ou melhor, fui arrastado para dentro por Tiago, dando de cara com a sra. Euphemia e o sr. Fleamont já sentados à mesa.

  — Impressionante, ele estava mesmo aqui, como você sabia, filho? — perguntou o sr. Fleamont e Tiago e eu nos olhamos com um sorriso escondido pelas mãos.

  — Coisa de amigos, pai! Coisa de amigos.

  — Vamos, sente-se, Sirius. Vou por mais um prato para você. — disse a sra. Euphemia.

  ACCIO PRATO.

  E o prato veio até mim. Pela glória de Deus, eu iria comer, não conseguia acreditar, acho que devo até ter tremido de emoção.

  ···

  Durante todo o jantar nos divertimos, como era sempre que estávamos reunidos. Os país de Tiago já eram idosos, ele era filho único, totalmente mimado pelos pais que riam de tudo que ele falava. Mas, se aproximava o fim do jantar, e eu ainda não sabia como iria chegar ao assunto, até que a sra. Euphemia pareceu ler os meus pensamentos.

  — Seus pais sabem que esta aqui, Sirius?

  Fiquei em silêncio, baixei os olhos para o prato vazio ainda com um pedaço de pão que usei para raspar o molho.

  — ... querido? — ela continuou e agora tinha uma ruga tensa na testa levemente enrrugada dela.

  Tomei coragem e olhei para todos, foi impossível não chorar, não sabia o que dizer, só sabia que queria estar ali mais que em qualquer outro lugar no momento. Euphemia veio em minha direção e me abraçou.

  — ... acho que já sei o que esta acontecendo e esta tudo bem, querido. Sabe que aqui é sua casa, não sabe?

  Apertei seus braços que me abraçavam com ternura.

  — Vocês têm certeza que posso? Eu não tenho para onde ir. “Ela“ disse para eu nunca mais voltar lá.

  As palavras sairam falhas, ainda estava chorando, mas agora eu estava mais aliviado e um pouco feliz. Tiago e o sr. Potter vieram até Euphemia e se juntaram ao abraço.

  — Ei, Sirius, você acha mesmo que te deixariamos na rua, cara? O que pensa de nós, hein?

  Foi inevitável não rir, Tiago era o melhor amigo e tinha os melhores pais do mundo.

  ···

  — Aqui esta, Sirius, um barbeador só para você. Aliás, de onde você tira tanta barba com apenas 16 anos? — disse o sr. Potter me entregando um barbeador à porta do banheiro antes que eu entrasse para tomar banho.

  — Ah, talvez sejam os hormônios. — respondi sem graça.

  — Ah, certo. Deve ser isso mesmo. Em todo caso, é emocionante dar um barbeador à um filho pela primeira vez. Você sabe — ele se abaixou um pouco na direção do meu ouvido e baixou o tom de voz. — Tiago não têm barba alguma, e me pergunto se já têm pelos no saco.

  E saiu, como se não tivesse acabado de me chamar de filho. Filho? Como era bom ouvir aquilo.

  Agora, eu precisava ver a mim mesmo no espelho para me livrar da visão de Tiago sem pelos no saco que estava me perturbando.

  ···

  Entrei no quarto de Tiago, pela centésima vez na vida, cada vez que eu fazia isso tinham mais brinquedos por lá. Ele estava sentado na cama com um bonequinho azul, presente de Remo no Natal.

  — Você já comprou seus materiais desse ano? — não respondi, e ele entendeu.

  — ...  não se preocupe, amanhã vamos comprar os meus e compraremos os seus também, mamãe já me disse isso. Ei, cara — ele colocou a mão sobre o meu ombro. — Não se preocupe, você esta seguro aqui. Na verdade, por nós você já teria vindo morar aqui desde que nasceu. Lá não era seu lar, Sirius. Você não é como eles.

  — Poxa vida, Tiago. Nem se eu tivesse planejado teria feito um amigo mais legal que você.

  — Relaxa, sou seu amigo ou não sou? Então relaxa e se sinta em casa, finalmente em casa.

  Aquela noite eu passei o tempo todo olhando o Mapa do Maroto iluminado por minha varinha, daqui dois dias eu estaria de volta à Hogwarts, minha vontade era dormir e só acordar deitado na minha cama, no meu dormitório, na minha casa.
 



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