História Lembranças de um Maroto. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Remo Lupin, Sirius Black, Tiago Potter
Exibições 19
Palavras 1.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Expresso de Hogwarts.


  Depois de muita correria, Tiago, Lupin e eu finalmente estavamos instalados no Expresso de Hogwarts, acenando para os pais de Tiago da janela.

  — Eu amo os seus pais, Tiago, mas a saudade que eu estava disso aqui era maior que qualquer coisa.

  — E quem não, Sirius? Hogwarts é o melhor lugar do mundo. — respondeu ele.

  — Mas, vocês não notaram uma coisa?

  — O quê? — perguntamos Tiago e eu, juntos.

  — Pedro ainda não veio se juntar à nós.

  E era verdade, geralmente já nos encontravamos com Pedro logo na estação dos trouxas e nesse dia ele ainda não havia se juntado à nós. Pedro sempre andava conosco, mas não posso dizer que ele era nosso melhor amigo, apenas, amigo. Sempre estava atrás de nós e descobria nossos segredos e então tinhamos que incluí-lo em tudo, até mesmo quando nos tornamos Animagos, o máximo que Pedro conseguiu foi se tornar um insignificante rato, o que nos surpreendeu, achavamos que ele não seria capaz de conseguir nem isso.

  — Pedro deve ter arrumado alguma namorada durante as férias.

  — Você acredita mesmo nisso, Tiago? — perguntei.

  — Não. — E nós rimos.

  — Vamos dar uma olhada nos vagões pra ver se achamos ele por ai. — disse Lupin.

  E então fomos procura-lo.

  Por todos as cabines tinha gente feliz e se divertindo, acho que nunca vi o Expresso de Hogwarts tão cheio, que ótimo, teríamos dezenas de alunos novos para assustar com histórias do castelo.

  Ao passar pela décima delas e não encontrar Pedro, eu ouvi:

  — Ah... mais um ano em Hogwarts, mais um ano tendo que aguentar os sangues ruins. Precisamos de um diretor que seja capaz de bani-los da nossa escola.

  — Ora, Ora Lúcio Malfoy. Destilando seu veneno como sempre, não? — eu disse, abrindo a porta da cabine em que ele estava.

  — Ah, que bom ve-lo, Sirius, como anda a sua prima biruta, Bellatrix, não?

  — Anda melhor que a sua família, com certeza! O Ministério têm os assustado com visitinhas inesperadas, não?

  Lúcio ficou em silêncio, apenas olhando seus amigos, como quem tramava algo.

  — Pelo menos um de nós dois têm família, não é, meu caro? Se qualquer dia desses você precisar de um pão velho, tenho certeza que não negaremos isso à você no portão de nossa casa. — e todos que estavam ali, riram.

  Me preparava para chutar a cara de Lúcio, quando Pedro surgiu andando apressado com as pernas tortas e os dois queixos que ele tinha.

  — Amigos, meus amigos. Que saudade eu estava de vocês.

  Fechei a porta da cabine de Lúcio e abracei Pedro, ele parecia bem mais gordo agora que antes.

  — Onde você estava, Pedro?

  Tiago e Lupin apareceram e fizeram a mesma pergunta.

  — Estava... ah... estava por ai, procurando vocês. — achei ter notado um tom estranho em sua voz.

  — Bom, estávamos fazendo o mesmo. Venha se sentar conosco, Pedro. — disse Lupin.

···

  Como sempre a viagem foi longa, mais graças aos céus a moça do carrinho de doces não se demorou muito aquele dia.

  — Olá, queridos, vão querer algo hoje?

  Fiz até menção de procurar algo no bolso, mas então lembrei que eu era o mais novo miserável, Zé ninguém do mundo bruxo e trouxa.

  — Pra mim, nada.

  Lupin fez um aceno com a cabeça, indicando que também não queria nada, eu sabia que ele não tinha dinheiro algum, o vi devolver o saquinho de galeões para a sua mãe, também pensei ter visto uma lágrima no canto de seu olho quando ela se voltou a sra. Potter e a abraçou.

  — Bom, pra mim é tudo que a sra. tiver ai. — disse Tiago.

  Depois ele jogou tudo sobre os bancos e dividiu entre nos quatro, Tiago era generoso. Bom, com nós que eramos seus amigos, é claro.

  ···

  — Alunos do primeiro ano, sentem-se àquela mesas. Os outros se sentem nas mesas referentes às suas casa. — disse a professora Minerva.

  — Encontro vocês mais tarde. — disse Lupin,
enquanto correria para ajudar as crianças à se acomodarem, ele era monitor da Grifinória.

  Me sentei junto a Tiago e Pedro, pousando o cachecol ao meu lado, no banco, guardando o lugar de Lupin. Dei uma olhada por ali, mas o que eu procurava não encontrei.

  — Ta procurando, Katherine, Sirius? — perguntou Pedro, com o tom extremamente curioso de sempre.

  — Ah, para de bobagem.

  — Olha ela la, Sirius.

  Olhei de imediato, tentando fazer um olhar sexy caso ela estivesse me olhando. Mas não tinha nada, olhei para aqueles dois e estavam rindo da minha cara.

  — Vocês são dois babacas desocupados mesmo, não?

  — Relaxa, almofadinhas, você vai ve-la logo.

···

  Estávamos arrumando nossas camas para dormir, tinha sido um dia cansativo e na manhã seguinte a primeira aula era de Poções.

  — Vocês acham que o Horácio Slughorn vai continuar com o grupinho dos populares da escola esse ano? — perguntou Tiago.

  — E se ele continuar, vocês vão ir?

  — Orá, Pedro, não fique assim, sabe que nós não temos escolha, somos péssimos em Poções, menos Lupin, é claro.

  Pedro então, voltou o olhar suplicante para Lupin.

  — Você não vai, não é meu amigo? Afinal, você nem precisa.

  — Sinto muito, Pedro, mas ele já me colocou na parede logo que deixei os alunos do primeiro ano nas mesas, ele quer que eu vá e não aceita desculpa.

  Pedro se jogou na cama e cobriu a cabeça com o travesseiro, logo desligamos as luzes para dormir. Como eu já disse, Pedro não era um cara inteligente, atraente e nem nada, não era o tipo de pessoa que Horácio queria nas suas reuniões particulares e Pedro não se agradava de não estar junto de nós, uma ou duas vezes ele havia participado quando o professor nos deixava levar alguém, ficava encantado com as histórias de Horácio e tentava puxar seu saco para ser convidado mais vezes.

  Mas, agora tinhamos que dormir e sonhar. Nos meus sonhos eu tinha uma mãe e um pai legal, nos meus sonhos eu tinha um irmão de verdade, resumindo, nos meus sonhos eu era um Potter e não um Black.



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