História Lendas da Revolução II - O Clã da Loba - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


Não havia nada além de escuridão, não havia sequer um ponto de luz, de algo para ajudar ela a enxergar. Não havia cheiro, não estava frio e nem quente. Tudo era um mistério,  ela não fazia ideia do porquê de estar ali. Ouviu um som. Respiração. Leve, um pouco acelerada. E então veio a voz:

— Me acorde — a voz disse, baixinho, rouca, falha, implorando por algo que ela não sabia como dar  — Me acorde antes que eu te machuque.

Parecia desesperada. Assustada. E ela não sabia o motivo. Eu nem mesmo sei quem é você, ela pensou, sua cabeça agora estava começando a doer. E aquela voz pareceu familiar de alguma maneira, ela não saberia explicar. Ao mesmo tempo, parecia alguém que ela conhecia e alguém que ela nunca viu na vida. Era tão confuso.

— É um pesadelo, por favor, me acorde.

— Eu vou tentar — Ela conseguiu dizer, estava começando a sentir frio naquela escuridão sem fim.

— Por favor. Antes que seja tarde demais.

— E quando será tarde demais?

— Quando você sangrar.

— Você vai me sangrar?

— Sim, se você não me acordar. Se você não me tirar daqui — ela conseguiu se mover, pouco consciente do próprio corpo, mas pela pressão nas mãos e nos joelhos, assumiu que estava de quatro e então começou a engatinhar lentamente em direção à voz. Tentando se aproximar, chegar perto de quem estava falando com ela e talvez pudesse reconhece pelo cheiro ou pelo 

— E onde é 'aqui'?

— A minha mente. Eu acho. Eu não sei — ela continuou engatinhando — Talvez seja a sua. Eu não gosto desse lugar.

— E quem é você?

— Eu não me lembro.

— Okay... isso não ajuda muito — ela conseguiu engatinhar mais rápido, tinha a sensação de sentir um leve calor que provavelmente vinha da dona da voz  — Continue falando.

— Por que?

— Porque estou tentando chegar à você.

— Para me acordar?

— Sim, não é isso que você quer que eu faça?

— É o que eu preciso que você faça.

— Certo — então ela tentou levantar, talvez andar fosse mais fácil, mas percebeu que havia um limite quando bateu a cabeça, ótimo, vou ter que engatinhar — Você não sabe quem você é.

— Não.

— Então como sabe que vai me machucar?

— Instinto.

— Você nem me viu ainda.

— Eu conheço a sua voz. Eu só não sei quem você é.

— Eu nem sei se isso é real.

— E como você pode saber se algo é real? Tudo pode ser muito bem uma grande ilusão.

— Não confunda a minha cabeça agora, eu já estou confusa o suficiente, voz misteriosa.

Então ela viu um 'flash' de luminosidade azulada à sua direita e virou a cabeça, viu o par de olhos brilhando da escuridão e então ouviu o rosnado da fera. Pela altura onde os olhos estavam, definitivamente era um animal bem grande. Não o lobo dos outros sonhos. Ela nem podia imaginar como a besta podia estar de pé na altura limitada, ergueu a mão e percebeu que não havia mais nada acima. Como se tivesse saído de onde estava antes.

— Corra! — a voz gritou e pareceu se aproximar — Agora!

Ela levantou, virou de costas para o par de olhos altos demais e saiu correndo. Os passos largos, rápidos, apressados. Atrás dela, ela ouviu o som do baque de alguém caindo violentamente no chão e então ouviu a voz gemer de dor. Então pelo menos a voz tinha um corpo.

Continuou correndo até suas pernas estarem tão exaustas que ela caiu de joelhos.

Me acorde se repetia outra e outra vez na sua mente me acorde antes que eu te machuque.



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