História Lendas Urbanas Japonêsas!!! - Capítulo 24


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Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Tags Horror, Japao, Lenda Urbanas, Terror
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Palavras 1.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Annyeong meus amores hj eu vim falar sobre, ensinar, descobrir algumas coisas sobre os ninjas..a final quem nunca viu tartarugas ninjas? Kkkkkkkk.

Capítulo 24 - 20 Curiosidades Sobre Os Ninjas


A história dos ninjas sempre foi envolta de muito mistério, o que faz muitas pessoas pensarem que se tratavam de verdadeiros guerreiros, tais como os samurais. Na verdade, a reputação de ninja não era tão boa, pois eram considerados espiões e assassinos.

Ninja (忍者) significa literalmente “Aquele que está escondido”. Eles eram os mestres do disfarce e conseguiam se camuflar facilmente nos ambientes. Também eram chamados de Shinobi (忍び) e além de agentes de espionagem, eram treinados na arte japonesa do ninjutsu, seguindo o seu próprio código de conduta, conhecido como Ninpo.

Embora tivessem a fama de ladrões e assassinos, os Ninjas tinham a espionagem como sua maior especialidade. Segundo os historiadores, os ninjas da era feudal eram camponeses, especialmente das regiões de Iga e Koga, que adotaram o ninjutsu como forma de lutar contra a opressão dos samurais.

O auge dos ninjas foi entre os séculos 12 e 16, quando havia muitas guerras locais e os ninjas passaram a ser muito valorizados e contratados como assassinos e agentes secretos por senhores feudais, especialmente no período Sengoku (1467-1568), quando o Japão estava envolto em uma guerra civil.

Sabe-se também que os Ninjas de Iga ajudaram Tokugawa Ieyasu (1542-1616) a escapar de Osaka com segurança durante um ataque. Como agradecimento ao líder ninja, Hattri Hanzo, Ieyasu nomeou o portão Hanzimon em sua homenagem, além de dar-lhe uma residência no Palácio Imperial, em Edo.

Durante a paz relativa do período Edo ninja encontraram-se fora de trabalho. Para sobreviver eles começaram a produzir manuscritos explicando suas habilidades, armas e ferramentas. Por causa de sua natureza misteriosa, os ninjas tornaram-se figuras proeminentes no folclore e nas lendas.

Nas histórias contadas, os ninjas atingiam status de guerreiros mágicos ou super-heróis. E essas histórias acabaram se expandindo para o resto do mundo. Algumas habilidades lendárias incluem invisibilidade, andar sobre a água, poderes sobrenaturais e controle sobre os elementos naturais.

Poucos ninjas podiam se gabar de ganhar a vida apenas sendo “ninja”. A grande maioria exercia paralelamente alguma atividade ou profissão tais como ferreiro, camponês, artesão, comerciante, etc. Viviam em vilarejos como cidadãos comuns e ao mesmo tempo mantinham uma vida dupla e secreta.

Havia pelo menos 49 clãs (famílias ninja) na era feudal. As habilidades ninjas eram passados de pai para filho, mas também havia muitos jovens que entravam nos clãs como aprendizes. Hoje em dia, há remanescentes de apenas dois clãs em Iga e Koga, cidades consideradas o berço dos ninjas no Japão.

Os ninjas em seu clã, eram classificados hierarquicamente: O Osa era o líder ou chefe do grupo. Abaixo dele, estavam os Jounin (altos ninja), os Chunin (ninja médio) e os Genin (baixos ninja). Ao receber uma missão do daimyo, o Osa daria a obrigação de recrutar os demais ao Jounin.

A maioria dos grupos ninja, entre pequenos e grandes, eram bem estruturados. Grupos muito grandes que funcionavam quase como um exército de ninjas, poderiam ter um líder acima do Osa, que era chamado de Shou.

Os ninjas seguiam o Ninpo (leis dos ninja). Havia muitas regras e uma delas era de manter sua vida e as missões em sigilo a todo custo. Eles se comunicavam com códigos secretos e usavam apelidos em vez de seus nomes reais. Trair ou matar um companheiro ninja era tido como um crime muito grave.

Quem o fizesse poderia ser punido com a morte, assim como sua família. Outra regra era não deixar a facção sem autorização. Os fujões eram chamados de Nukenin e alguém recebia a missão de trazê-lo de volta, vivo ou morto.

O treinamento para ser um ninja não era nada fácil. Muitos eram treinados desde criança e consistia em treinamento físico e mental. Através do Ninjutsu, que muitos resumem como um conjunto de técnicas de sobrevivência, os ninjas aprendiam habilidades de guerra, espionagem e ataques de guerrilha.

Aprendiam a confeccionar armas e a manusear substâncias químicas, além de estudos de geografia, meteorologia e psicologia. Aprendiam técnicas de fuga e sobrevivência e passavam por treinamentos que testavam seus limites, onde tinham que suportar o calor e o frio, a dor, a sede e a fome.

Os ninjas usavam armas como shuriken, tesubishi, tekagi, kusarigama, arco e flecha, tekko kagi, tesubishi, torinoko (bomba de fumaça). Eles também eram habilidosos espadachins. Eles usaram suas armas não apenas para matar, mas também para escalar paredes de pedra, como o “ashiko” (garras usadas nas botas), mas que também era usado para dar chutes mortais.

O Shuriken (estrelas de arremesso), um dos arsenais mais famosos nos ninjas, não tinha o propósito de matar, embora funcionasse como uma arma letal. O objetivo principal era somente persuadir ou no máximo ferir o inimigo.

Eram mestres na arte da espionagem, usando vários dispositivos como tubos especiais que lhes permitiam ouvir conversas nos quartos, varas de bambu adjacentes usados para escalar paredes, gazuas sofisticados (chaves falsas ou ferramentas para arrombar fechaduras), entre outros acessórios.

Não se sabe muito bem sobre as origens do ninjutsu, mas alguns historiadores acreditam que a prática desta arte marcial é uma mistura de diferentes auto-defesas e filosofias culturais orientais, que nasceu da necessidade de capacitar os agentes para todas as situações num campo de batalha.

Os ninjas hoje em dia são retratados no cinema como guerreiros com habilidades excepcionais. Mas antigamente, eles eram considerados a escória da sociedade, por realizarem o trabalho sujo que ninguém queria fazer.

Eram contratados especialmente por senhores feudais para espionar, sabotar ou até assassinar seus rivais e inimigos. Não é a toa que no Japão, eles eram popularmente chamados de “shinobi” que significa “roubar”.

Suas missões eram secretas por isso há muito poucos documentos oficiais detalhando suas atividades, mas o que se sabe é que suas ferramentas e métodos eram passados de pai para filho e por isso as técnicas sobreviveram por várias gerações, embora estejam praticamente em extinção nos dias atuais.

Os dois fazem parte da história do Japão feudal, porém os samurais eram nobres que seguiram o código de honra Bushido enquanto que os ninjas faziam parte de uma classe econômica mais baixa. Os samurais normalmente eram leais ao imperador enquanto que os ninjas poderiam ser contratados por qualquer pessoa que precisasse e que pagasse por seus serviços.

Eles tinham grandes habilidades, tais como desarmar o inimigo rapidamente, mas na verdade os ninjas faziam de tudo para fugir de um confronto real. Eles derrotavam os inimigos usando a inteligência e a persuasão e ao invés de usar força bruta, costumavam pegar os rivais de surpresa. A luta era usada como último recurso. O lema era: fuja se possível, caso contrário, mate.

Como suas missões envolviam espionagem, os Ninjas tinham que se camuflar no ambiente de forma a não chamar a atenção e por isso nem sempre usavam roupas pretas. Na maioria das vezes se vestiam como pessoas comuns.

Nas ocasiões em que usavam o Shiinobishozoku, traje típico dos ninjas, a cor normalmente não era preta. Utilizavam outras cores para se infiltrarem melhor no ambiente, tais como verde escuro, marrom escuro, azul escuro, etc.

Os ninjas sabiam se disfarçar muito bem, desde Monges budistas a vendedores ambulantes. Era a melhor forma de se infiltrar no meio da multidão sem serem notados e sem levantar suspeitas quanto às suas reais intenções.

Os ninjas eram treinados para qualquer tipo de emergência e para sobreviver em circunstâncias hostis. Fabricavam de improviso seus próprios itens de sobrevivência e tinham grande noção de localização, além de habilidades tais como dormir em cima de árvores, contar o tempo e saber as horas.

Pouca gente sabe, mas havia muitas mulheres treinadas na arte do ninjutsu. Eram chamadas de “kunoichi”, e de acordo com o livro “O Ninja e sua arte de luta secreto”, elas se disfarçavam geralmente como bailarinas ou artistas e poderiam até seduzir seus alvos para obter informações.

Os Ninjas eram silenciosos na maioria das vezes, mas havendo necessidade, era comum levarem um punhado de grilos em seus bolsos para que o som desses insetos abafassem qualquer ruído indesejado de seus passos.

Os ninjas eram homens comuns e como tal não se tornavam invisíveis ou desapareciam no ar. Eles usavam diversos truques tais como alçapões em pisos e portas secretas em paredes ou ainda bombas de fumaça e fogos de artifícios. Assim confundiam o inimigo e conseguiam fugir sem deixar pistas.

Ninjas também não voavam, mas graças a técnicas de respiração que aumentavam o consumo de oxigênio, se deslocavam silenciosamente e rapidamente dando essa impressão. Outras técnicas de fuga eram dopar os rivais com substâncias alucinógenas e deixar pegadas falsas para despistá-los.

Andar sobre as águas é uma das grandes lendas que envolvem os ninjas. Mas não se trata de nenhum poder sobrenatural. Na verdade, para se deslizar em pé sobre a água, os ninjas usavam um remo de bambu e o mizugumo (aranha d’água), que eram sapatos especiais feitos de placas de madeira circulares.

As tradições e técnicas dos ninjas originais foram passadas de geração em geração e muitas foram esquecidas ao longo dos séculos. Mas Jinichi Kawakami, de Iga, afirma ser último e verdadeiro ninja do Japão. Iniciou aos 6 anos de idade e hoje aos 63 anos de idade, Kawakami é um remanescente do clã Ban, uma linhagem de ninjas com mais de 500 anos de existência.

Aos 19 anos, ele herdou o título de mestre, juntamente com pergaminhos secretos e ferramentas especiais. Há 10 anos repassa seus conhecimentos a outras pessoas, mas decidiu não nomear um sucessor pois acredita que as técnicas ninjas não se adequam às necessidades do século 21.

O Ninja aparece em muitas formas de mídia japonesas e ocidentais tais como no cinema, anime, mangá e jogos de videogames. Na maioria das vezes, são retratados de forma fictícia, ou seja, não mostrando a realidade dos ninjas. Existem alguns bons exemplos que você deve conhecer.

O Naruto por exemplo é um dos animes mais populares no Japão e no mundo e a série foi baseada em uma estória sobre personagens ninja. Há também muitos contos populares no Japão, tais como Kōga Ninpōchō e Jiraiya Gōketsu Monogatari, que acabou sendo adaptado em um jogo kabuki.

E quem também não se lembra da trilogia “Tartarugas Ninja”? Surgiram nos quadrinhos durante os anos 80 e tornaran-se um fenômeno da cultura pop. Pouco depois, migraram para os desenhos animados e a partir dos anos 90 chegaram às telas do cinema com os filmes “As Tartarugas Ninja”, “As Tartarugas Ninja II – O Segredo do Ooze” e “As Tartarugas Ninja III”.

Quem curte jogar Mortal Kombat, com certeza sabe que uma de suas marcas registradas são seus inúmeros ninjas. De todas as cores diferentes, com variados poderes e interesses secretos que os move a vencer o torneio, eles são admirados por muitos jogadores viciados na violência e sangue da série.

E você? O que pensa a respeito dos ninjas? Considera-os heróis ou vilões?
Espero que tenham gostado de conhecer sobre alguns mitos e verdades sobre os ninjas. Não esqueça de compartilhar sua opinião. Ela é muito importante.



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