História Lendas Urbanas Japonêsas!!! - Capítulo 25


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Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Tags Horror, Japao, Lenda Urbanas, Terror
Exibições 10
Palavras 832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 25 - Namahage


Namahage, o bicho papão das crianças japonesas
Na cultura do nosso país é natural as crianças terem medo do “bicho papão” ou do “homem do saco”. Já na Península de Oga, norte da província de Akita, as crianças morrem de medo dos “Namahages”, figuras folclóricas que consistem em pessoas vestidas com máscaras de demônios ou ogros, conhecidos no Japão como Oni.

Próximo ao Ano Novo, existe um festival inusitado bastante popular por lá chamado Namahage Festival, na qual homens vestidos com máscaras e trajes de Oni, uma espécie de yokai (monstro japonês), batem na porta das casas de famílias especialmente com a intenção de ralhar com as crianças malcriadas e preguiçosas.

E não é pra menos que as crianças se assustam com essas figuras folclóricas, afinal, a aparência dos Namahages são realmente assustadoras e nem um pouco agradáveis para as crianças. As máscaras são grandes e geralmente da cor vermelha ou azul, possuem longos cabelos e quase sempre usam uma roupa feita de palha.

Durante o festival, que ocorre no dia 31 de dezembro, véspera de Ano Novo, os Namahages são vistos sempre nas ruas em duplas ou trios, carregando um balde de madeira chamado Teoke e também uma faca de cozinha feita de madeira chamadaDeba. Embora temidos pelas crianças, eles são recebidos muito bem pelas famílias, que os tem como aliados para punir as crianças que não cooperam nos afazeres domésticos. Como recompensa, eles recebem mochi e saque.

Eles perguntam aos pais se os filhos tem tido um comportamento exemplar e ameaça puni-los caso a resposta seja negativa, gritando e intimidando com frases ameaçadoras do tipo “”nakugo wa inēgā?” (Tem criança chorona aí?) ou ainda: “waruigo wa inēka” (Tem criança desobedecendo seus pais?).

Para agradecer pela hospitalidade, os Namahages abençoam a família com muita sorte e boa saúde e assim partem para visitar as outras casas vizinhas. Também é costume, os Namahages se reunirem no Santuário Shinzan para tocar taiko (tambor japonês), dançar e marchar ao redor de uma fogueira e das crianças da aldeia.

Apesar da aparência assustadora, o Namahage não é considerado do “mal”. Na verdade ele é deferido como um “Kami” (deus) conhecido como Toshigami, que se acredita visitar as pessoas durante aVéspera do Ano Novo e que ajudam a espantar doenças e maus espíritos. Portanto ele é um ogro super do bem!!! 

O nome Namahage é uma combinação da palavra “Namomi” (bolha de queimadura, no dialeto local) e Hagu (descascar)”. Parece não fazer muito sentido, mas na verdade faz referência “às pessoas que ficam tempo demais aquecendo os pés na lareira” (na região norte do Japão faz muito frio), enquanto deveriam estar trabalhando.

Trocando em miúdos, significa pessoas preguiçosas que ficam de braços cruzados ao invés de cooperar nos afazeres. Por ser um costume antigo, que remonta mais de 2 mil anos atrás, o Namahage se veste com roupas típicas de um camponês tradicional e provavelmente se refere às pessoas que não trabalhavam na lavoura.

Existem muitas lendas sobre a origem do Namahage. A mais famosa delas é sobre o Imperador chinês Wu de Han (87 aC) que trouxe ao Japão cinco ogros demoníacos para a Península de Oga e foram levados para o alto de dois picos: Honzan e Shinzan. Estes ogros roubavam mulheres e alimentos das aldeias em Oga.

Os moradores decidiram enganar esses ogros, prometendo dar a eles todas as mulheres e jovens desde que os demônios construíssem uma escada de pedra com mil degraus em uma única noite. Porém tinha uma condição: Caso não cumprissem a meta, os onis teriam que deixar Oga e nunca mais voltar.

Os ogros aceitaram, mas quando tinham alcançado 999 degraus, um morador teve a ideia de imitar um galo cantando para enganar os ogros de que o dia já estava amanhecendo. Eles ficaram tão consternados, que acabaram fugindo e nunca mais foram vistos novamente nas aldeias da região de Oga.

mais foram vistos novamente nas aldeias da região de Oga.


Com o passar dos anos, a história do Namahage passou a ser contada às crianças como o “Ogro que desce das montanhas nevadas para buscar as crianças e jovens preguiçosos, no maior estilo “Bicho Papão” ou “Homem do Saco”.

E assim o Festival Namahage passou a ser destinado especialmente para os jovens e crianças como um incentivo para que não fiquem preguiçosas e nem malcriadas, aprendendo sobre os valores mais importantes na sociedade japonesa, como o trabalho, respeito à família, cooperação com o próximo, entre outras coisas.

Antigamente, o Festival Namahage ocorria de acordo com o calendário lunar chinês, ou seja, na primeira lua cheia do ano. Atualmente ele é popular no “Omisoka” (Véspera de Ano Novo), mas existe eventos similares na região no mês de fevereiro como o Sedo Namahage Matsuri, Yamahage e Nagomehagi.

Em outras áreas do Japão há também festivais parecidos como o Festival Suneka, região de Tohoku. Embora o “oni” também esteja presente noSetsubun, trata-se de eventos diferentes, já que o Setsubun Matsuri é popular em todo o Japão e o Namahage Matsuri está presente na província de Akita e algumas outras regiões.





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