História Lendo o Futuro- Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley
Tags Futuro, Harry Potter, Nova Geração, Os Marotos, Personagens Originais
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Palavras 7.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLO! OLHA QUEM CHEGOU MAIS CEDO AQUI. BOM COMO EU TERMINEI O CAPÍTULO ANTES DECIDI POSTAR AQUI PARA VOCÊS. EU ESPERO QUE GOSTEM.

QUERO AGRADECER VOCÊS GENTE. SÓ TEMOS UM CAPÍTULO E JÁ TEMOS 15 FAVORITOS E 7 COMENTÁRIOS NEM PRECISO DIZER QUE VOCÊS ME DEIXARAM MUITO FELIZES. QUERIA TAMBÉM AGRADECER AS LEITORAS QUE DEIXARAM SUAS IDEIAS NOS COMENTÁRIOS E SUAS OPINIÕES SOBRE A HISTÓRIA. ISSO SIGNIFICA MUITO PARA MIM. OBRIGADO MESMO. AMO VOCÊS.

Capítulo 2 - O Menino Que Sobreviveu.


LENDO O FUTURO

- O Menino que Sobreviveu. – leu a professora Minerva.

- Sobreviveu a que? – James perguntou confuso.

- Não gostei desse começo, nem um pouco, algo me diz que esse capítulo terá algo muito ruim. – Lottie falou para Sirius.

Minerva começou a leitura.

O Sr. e a Sra. Dursley, da rua dos Alfeneiros, no 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem.

Lily olhou desconfiada para livro, ela conhecia um Dursley, mas não podia ser.

O Sr. Dursley era diretor de uma firma chamada Grunnings, que fazia perfurações. Era um homem alto e corpulento quase sem pescoço, embora tivesse enormes bigodes. A Sra. Dursley era magra e loura e tinha um pescoço quase duas vezes mais comprido que o normal, o que era muito útil porque ela passava grande parte do tempo espichando-o por cima da cerca do jardim para espiar os vizinhos. Os Dursley tinham um filhinho chamado Dudley, o Duda, e em sua opinião não havia garoto melhor em nenhum lugar do mundo.

- Essa eu duvido. – James falou.

Os Dursley tinham tudo que queriam, mas tinham também um segredo, e seu maior receio era que alguém o descobrisse. Achavam que não iriam aguentar se alguém descobrisse a existência dos Potter.

- O que temos a haver com essa família, não conheço nenhuma família com sobrenome Dursley. – Charlus Potter falou.

- Dever ser alguma coisa relacionada a James. – Lottie falou.

A Sra. Potter era irmã da Sra. Dursley, mas não se viam havia muitos anos; na realidade a Sra. Dursley fingia que não tinha irmã, porque esta e o marido imprestável eram o que havia de menos parecido possível com os Dursley.

- Não, não, não. – Lily começou  a repetir diversas vezes.

- O que foi ruiva? – Sirius perguntou confuso.

Mas Lene, Lottie, Dorcas e Severo entenderam, a Sra. Potter era Lily, as meninas tinham sorrisos nos rostos, mas Severo parecia que tinha chupado muitos limões azedos, ele não conseguia acreditar que Lily se casaria com o idiota do Potter, não era justo ele a amava, podiam estar brigados mais ele ainda a amava.

- Eu sou a Sra. Potter... – Lily falou baixinho, mas o suficiente para todos ouvirem já que o Salão Principal estava banhado de silencio. 

James soltou um sorriso espontâneo, ele se casaria com a garota que amava e ainda teriam um filho, os Charlus e Dorea Potter olhavam felizes para o filho, sabiam que ele era apaixonado por Lily, pois todo ano o mesmo chegava em casa dizendo o quanto a ruiva era linda,  os amigos também estavam felizes por James, eles sabiam que Lily não o odiava, os dois mereciam ser felizes juntos, eram perfeitos um para o outro.

Os Dursley sabiam que os Potter tinham um filhinho, também, mas nunca o tinham visto. O garoto era mais uma razão para manter os Potter a distância; eles não queriam que Duda se misturasse com uma criança daquelas.

- Eu é que não quero que meu filho se misture com alguém como vocês. – James falou com raiva. 

Lily abaixou a cabeça, sabia que Petúnia a odiava, mas pensava que isso iria mudar, mas pelo visto isso não mudaria.

Quando o Sr. e a Sra. Dursley acordaram na terça-feira monótona e cinzenta em que a nossa história começa, não havia nada no céu nublado lá fora sugerindo as coisas estranhas e misteriosas que não tardariam a acontecer por todo o país. O Sr. Dursley cantarolava ao escolher a gravata mais sem graça do mundo para ir trabalhar e a Sra. Dursley fofocava alegremente enquanto lutava para encaixar um Duda aos berros na cadeirinha alta.

- Esse menino parece adorável. – Lottie falou irônica.

- Nem quero ver. – Sirius disse negando com a cabeça.

Nenhum deles reparou em uma coruja parda que passou, batendo as asas, pela janela.

Às oito e meia, o Sr. Dursley apanhou a pasta, deu um beijinho no rosto da Sra. Dursley e tentou dar um beijo de despedida em Duda mas não conseguiu, porque na hora Duda estava tendo um acesso de raiva e atirava o cereal nas paredes.

– Pestinha – disse rindo contrafeito o Sr. Dursley ao sair de casa. Entrou no carro e deu marcha à ré para sair do estacionamento do número quatro.

- Como ele pode achar isso engraçado. – Doorcas perguntou.

- Bom minha irmã e o marido dela devem achar bonito. – Lily falou.

Foi na esquina da rua que ele notou o primeiro indício de que algo estranho ocorria – um gato lia um mapa. Por um instante o Sr. Dursley não percebeu o que vira – em seguida virou rapidamente a cabeça para dar uma segunda olhada. Havia um gato de listras amarelas sentado na esquina da rua dos Alfeneiros, mas não havia nenhum mapa à vista. Em que estaria pensando naquela hora? Devia ter sido um efeito da luz. Ele piscou e arregalou os olhos para o gato.

Vários olhares foram lançados em direção a professora Minerva, que apenas continuou impassível.

- Vocês acham que pode ser a professora? – Remus perguntou ao amigos.

- Não sei, mas se for mesmo a professora o que ela estaria fazendo lá? – James respondeu.

Lottie depois de ouvir o amigo ficou pensativa e a mesma sensação de antes voltou.

O gato o encarou. Enquanto virava a esquina e subia a rua, espiou o gato pelo espelho retrovisor. Ele agora estava lendo a placa que dizia rua dos Alfeneiros – não, estava olhando a placa: gatos não podiam ler mapas nem placas. O Sr. Dursley sacudiu a cabeça e tirou o gato do pensamento. Durante o caminho para a cidade ele não pensou em mais nada exceto no grande pedido de brocas que tinha esperanças de receber naquele dia.

- Se ele for um animago ele pode ler sim. – Sirius falou.

- Como o senhor sabe disso Sr. Black? – A professora Minerva perguntou com uma sobrancelha arqueada.

- Presto atenção em suas aulas professora. – Respondeu o maroto com um sorriso inocente.

Mas ao sair da cidade, as brocas foram varridas de sua cabeça por outra coisa. Ao parar no costumeiro engarrafamento matinal, não pôde deixar de notar que havia uma quantidade de gente estranhamente vestida andando pelas ruas. Gente com capas largas. O Sr. Dursley não tolerava gente que andava com roupas ridículas – os trapos que se viam nos jovens! Imaginou que aquilo fosse uma nova moda idiota. Tamborilou os dedos no volante e seu olhar recaiu em um grupinho de excêntricos parados bem perto dele. Cochichavam excitados. O Sr. Dursley se irritou ao ver que alguns deles nem eram jovens; ora, aquele homem devia ser mais velho do que ele, e usava uma capa verde-esmeralda!

Alguns alunos reviraram os olhos, esse trouxa era uma pessoa bastante idiota.

Que petulância! Mas então ocorreu ao Sr. Dursley que se tratava provavelmente de alguma promoção boba – essas pessoas estavam obviamente arrecadando alguma coisa... é, devia ser isto! O tráfego avançou e alguns minutos depois o Sr. Dursley chegou ao estacionamento da Grunnings, o pensamento de volta às brocas.

- Alguma coisa muito importante deve ter acontecido, não estaríamos tão descuidados assim por pouca coisa. – Remus falou pensativo.

- Só descobriremos se continuarmos a leitura, mas eu sinto que não gostarei de descobrir. – Lottie falou a última parte baixinho.

O Sr. Dursley sempre sentava de costas para a janela em seu escritório no nono andar. Se não o fizesse, talvez tivesse achado mais difícil se concentrar em brocas aquela manhã. Ele não viu as corujas que voavam velozes em plena luz do dia, embora as pessoas na rua as vissem; elas apontavam e se espantavam enquanto coruja atrás de coruja passava no alto. A maioria jamais vira uma coruja mesmo à noite. O Sr. Dursley, porém, teve uma manhã perfeitamente normal sem corujas. Gritou com cinco pessoas diferentes. Deu vários telefonemas importantes e gritou mais um pouco.

- A manhã dele deve ter sido ótima, ele gritou e gritou. – Sirius falou irônico.

- Achamos um emprego bom para você Lily. – Lene falou fazendo graça da cara da amiga.

Lily cruzou os braços e fez bico, sabia que gritava um pouco, mas isso só acontecia quando James a irritava a pedindo para sair com ele.

- Não falem assim dela, ela não grita tanto. – O moreno de óculos falou defendendo a mesma.

- Cara, você é a pessoas que mais escuta os gritos da ruiva  e ainda fala que ela não grita muito. – Sirius falou rindo deixando James vermelho.

- Obrigado James. – Agradeceu a ruiva.

Estava de excelente humor até a hora do almoço, quando pensou em esticar as pernas e atravessar a rua para comprar um pãozinho doce na padaria defronte.

- Duvido que tenha sido só um pãozinho. – Dorcas olhou para o livro.

- Você não é a única. – Vários alunos falaram juntos.

Esquecera completamente as pessoas de capas até passar por um grupo delas próximo à padaria. Olhou-as com raiva ao passar. Não sabia o porquê, mas elas o deixavam nervoso. Essas cochichavam agitadas, também, mas ele não viu nenhuma latinha de coleta. Foi ao passar por elas, na volta, levando uma grande rosca açucarada em um saco, que entreouviu algumas palavras do que diziam.

– ... Os Potter, é verdade, foi o que ouvi...

– ... é, o filho deles, Harry...

- O que tem minha família? O que tem... – James começou a falar mais foi interrompido por uma luz, a mesma a luz que iluminou o salão mais cedo, todos fecharam os olhos rapidamente, depois da luz se extingui. Parado em frente a mesa dos professores se encontrava um garoto que aparentava ter 17 anos no mínimo, tinha cabelos negros, olhos verdes e usava óculos de aro redondo, muitas pessoas viram que ele era a cópia perfeita de James.

O garoto olhava para todos os lados confuso até que seu olhar parou em Dumbledore e o garoto abriu a boca em espanto, o que ele estava fazendo ali? Em que tempo ele estava? O que tinha acontecido.

- Quem é você? – Dumbledore perguntou.

- Como? Como isso é possível... – O garoto não terminou de falar estava ainda muito surpreso.

- Pergunto de novo. Quem é você? – Dumbledore perguntou calmamente.

- Sou Harry Potter e tenho 17 anos. – Harry achou melhor falar a verdade de nada ia adiantar ele mentir, do nada ele escutou um grito vindo da mesa da Grifinória se virou e viu uma ruiva correndo em sua direção, a ruiva o abraçou fortemente, confuso Harry a abraçou também.

Quando se separou da ruiva Harry teve a maior surpresa de toda a sua vida ao perceber que aquela menina em sua frente não era qualquer pessoa era sua mãe, na versão adolescente, mais ainda sim, sua mãe. Olhou para trás na mesa da Grifinória e viu seu pai sentando ao lado de seus avós, o seu pai se levantou e andou até onde eles estavam , Harry se separou da mãe e abraçou o pai, ele não sabia como estava ali, não sabia como tinha ido parar no tempo dos seus pais, mas era muito bom conhecer a versão jovens de seus pais, Harry viu mais pessoas vindo o abraçar seus padrinhos, e pela primeira vez Harry recebeu um a abraço de seus avós .

- Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – Perguntou para os pais.

Começaram a lhe explicar tudo desde o começo, de como receberam os livros e tudo mais.

- Então leremos sobre como foi minha vida. – Harry perguntou um pouco envergonhado.

Lily acenou com a cabeça, Harry se sentou junto a mesa da Grifinória ao lado de seus pais e avós. Minerva depois de ver que todos estavam em seus lugares voltou a leitura.

O Sr. Dursley parou de repente. O medo invadiu-o. Virou a cabeça para olhar as pessoas que cochichavam como se quisesse dizer alguma coisa, mas pensou melhor. Atravessou a rua depressa, correu para o escritório, disse rispidamente à secretária que não o incomodasse, agarrou o telefone e quase terminara de discar o número de casa quando mudou de ideia. Pôs o fone no gancho e alisou os bigodes, pensando... não, estava agindo como um idiota. Potter não era um nome tão fora do comum assim. Tinha certeza de que havia muita gente chamada Potter com um filho chamado Harry.

- Não, não existe mais ninguém chamado Potter nem no mundo trouxa nem no mundo bruxo. – Charlus falou.

- E como assim ele nem mesmo sabe o nome do sobrinho. – Alice falou com raiva.

As outras pessoas no salão estavam abismadas, que tipo de pessoa não sabia o nome do próprio sobrinho, isso com certeza era um absurdo.

Pensando bem, nem sequer tinha certeza de que o sobrinho tivesse o nome de Harry. Jamais vira o menino. Talvez fosse Ernesto. Ou Eduardo. Não tinha sentido preocupar a Sra. Dursley, ela sempre ficava tão perturbada à simples menção da irmã. Não a culpava – se ele tivesse uma irmã como aquela... mas, mesmo assim, aquelas pessoas de capas...

- Lily me desculpe dizer isso, mas sua irmã e seu cunhado são horríveis. – Dorcas falou para a amiga.

- Petúnia desde que entrei para Hogwarts me odeia, já tivemos várias brigas, mas pensei que algum dia ela me perdoaria e voltaríamos a ser o que um dia nós fomos. – Lily falou triste, James que viu que a mesma não estava bem a abraçou, e para seu espanto total a ruiva não gritou com o mesmo ou se afastou, ela se aconchegou ainda mais.

Mas James não foi o único a notar isso, na mesa da Sonserina uma garoto com cabelos oleosos olhava a cena com raiva, tudo era o Potter, era bonito, rico e jogador de quadribol, Severo não ia deixar que sua ex- melhor amiga cassasse com o Potter, isso deveria ser uma das coisas que deveriam ser mudadas.

Achou bem mais difícil se concentrar nas brocas aquela tarde e, quando deixou o edifício às cinco horas, continuava tão preocupado que deu um encontrão em alguém parado ali à porta.

– Desculpe – murmurou, quando o velhinho cambaleou e quase caiu. Levou alguns segundos até o Sr. Dursley perceber que o homem estava usando uma capa roxa. Não parecia nada aborrecido por ter sido quase jogado ao chão. Ao contrário, seu rosto se abriu em um largo sorriso e ele disse numa voz esganiçada que fez os passantes olharem:

– Não precisa pedir desculpas, caro senhor, porque nada poderia me aborrecer hoje! Alegre-se, porque Você-Sabe-Quem finalmente foi-se embora! Até trouxas como o senhor deviam estar comemorando um dia tão feliz!

O silêncio que se fez a seguir foi profundo, ninguém conseguia falar nada, todos estavam atômicos com a notícia, a Sonserina estava paralisada os alunos que eram Comensais da Morte estavam sem reação, como assim seu mestre o maior bruxo foi derrotado, ele era forte. Quem será que o tinha derrotado?

Nas outras casas tinham pessoas que soltavam sorrisos felizes, pois finalmente aquilo ia acabar, mas outros alunos estavam pensativos e Charlotte era uma dessas alunas, se Voldemort foi derrotado porque eles tinham que mudar o futuro, só se ele não se foi permanentemente.

- Ele não foi derrotado para sempre. – Charlotte falou alto. Todos olharam para ela.

- Como assim Srat. Rosie? – Minerva perguntou a aluna.

- Se ele tivesse sido derrotado para sempre, não teríamos que ler todos os livros e nem que mudar o futuro, acho que ele só foi derrotado por um tempo, mas algum dia ele se erguerá, essa deve ser a outra Guerra. – Todos olhavam para a aluna assustados como ela conseguiu pensar tão rápido.

Harry olhava para a madrinha com um sorriso, sempre achou a madrinha uma pessoas muito inteligente e sabia de quem Sol tinha puxado a inteligência, não que seu padrinho não fosse inteligente pois ele era, mas Sol tinha puxado o lado dele para marotagens .

E o velho abraçou o Sr. Dursley pela cintura e se afastou.

O Sr. Dursley ficou pregado no chão. Fora abraçado por um completo estranho. E também achava que fora chamado de trouxa, o que quer que isso quisesse dizer. Estava abalado. Correu para o carro e partiu para casa, esperando que estivesse imaginando coisas, o que nunca esperara que fizesse, porque não aprovava a imaginação.

- Como assim uma pessoas não gosta de imaginação? – Metade do salão perguntou surpreso.

- Não consigo imaginar uma pessoas sem imaginação, é o mesmo que imaginar uma criança sem inocência, como ele passou a infância dele, a imaginação e nossa válvula de escape da vida real para o mundo onde tudo é possível. – Dorcas falou um pouco triste.

- Tudo o que posso sentir por ele é pena, pessoas  sem imaginação são as pessoas menos felizes. – Lottie falou e recebeu acenos de muitos alunos.

Quando entrou no estacionamento do número quatro, a primeira coisa que viu – e isso não melhorou o seu estado de espírito – foi o gato listrado que notara aquela manhã. Agora ele estava sentado no muro do jardim. Tinha certeza de que era o mesmo; as marcas em volta dos olhos eram as mesmas.

– Chispa! – disse o Sr. Dursley em voz alta.

O gato não se mexeu. Apenas lançou-lhe um olhar severo. Será que isto era um comportamento normal para um gato?, pensou o Sr. Dursley. Continuava decidido a não comentar nada com a esposa.

- Acho que a professora Minerva tem um encontro. – Sirius falou rindo.

- Com quem será? – James perguntou para o amigo.

- Não sei Pontas, mas deve ser com um amor secreto. – Sirius tentou segurar a risada mas foi sem sucesso. Imaginar sua professora em um encontro era algo impossível.

A Sra. Dursley tivera um dia normal e agradável. Contou-lhe durante o jantar os problemas da senhora do lado com a filha e ainda que Duda aprendera uma palavra nova (“Nunca”). O Sr. Dursley tentou agir normalmente. Depois que Duda foi se deitar, ele chegou à sala em tempo de ouvir o último noticiário noturno.

- A família está muito feliz. – Harry falou irônico.

James e Sirius olharam para Harry surpreso, não sabiam que o menino era assim também.

“E, por último, os observadores de pássaros em toda parte registraram que as corujas do país se comportaram de forma muito estranha hoje. Embora elas normalmente cacem à noite e raramente apareçam à luz do dia, centenas desses pássaros foram vistos hoje voando em todas as direções desde o alvorecer. Os especialistas não sabem explicar por que as corujas de repente mudaram o seu padrão de sono.” O locutor se permitiu um sorriso. “Muito misterioso. E agora, com Jorge Mendes, o nosso boletim meteorológico. Vai haver mais tempestades de corujas hoje à noite, Jorge?”

- Mesmo com tudo o que aconteceu, estamos muito descuidados, até mesmo os trouxas perceberam alguma coisa. – Remus disse.

- Eles só estavam comemorando Remus, deixa eles serem felizes. – Sirius falou para o amigo.

“Bom, Eduardo”, disse o meteorologista, “não sei lhe dizer, mas não foram só as corujas que se comportaram de modo estranho hoje. Ouvintes de todo o país têm telefonado para reclamar que em vez do aguaceiro que prometi para ontem, eles têm tido chuvas de estrelas! Talvez alguém ande festejando a noite das fogueiras uma semana mais cedo este ano! Mas posso prometer para hoje uma noite chuvosa.”

O Sr. Dursley ficou paralisado na poltrona. Estrelas cadentes em todo o país? Corujas voando durante o dia? Gente misteriosa usando capas por todo lado? E um cochicho, um cochicho a respeito dos Potter...

- Eu não estou com um pressentimento muito bom. – Lottie apertou a mão de Sirius e o mesmo a puxou para um abraço.

A Sra. Dursley entrou na sala trazendo duas xícaras de chá. Não adiantava. Teria que lhe dizer alguma coisa. Pigarreou nervoso.

– Hum, hum, Petúnia, querida, você não tem tido notícias de sua irmã, ultimamente?

Conforme esperava, a Sra. Dursley pareceu chocada e aborrecida. Afinal, normalmente fingiam que ela não tinha irmã...

Lily abaixou a cabeça tentando controlar as lágrimas, doía saber que sua irmã agia assim, antes dela entrar em Hogwarts elas eram inseparáveis, mas Petúnia mudou completamente depois que Lily entrou na escola, a inveja  e o ódio cegaram a sua irmã mais velha e desde então Petúnia tratava Lily como um estranha chamando a mesma de nomes ofensivos e grosseiros. Lottie vendo a tristeza da amiga resolveu falar.

- Lily não liga para o que essa sua irmã idiota falou, você sabe que eu te considero minha irmã. – Lottie falou carinhosamente para a amiga.

- É ruiva, mesmo você tendo os seus ataques de gritos gostamos muito de você, você é uma das pessoas mais gentis e legais que conhecemos, e tenho certeza que todos nós adoraríamos ter você como irmã. – Sirius falou apoiando a namorada.

Lily olhou para todos os seus amigos, eles eram sua segunda família, amava todos eles, sorriu agradecida.

– Não – respondeu ela, seca. – Por quê?

– Uma notícia engraçada – murmurou o Sr. Dursley. – Corujas... estrelas cadentes... e vi uma porção de gente de aparência estranha na cidade hoje...

– E daí? – cortou a Sra. Dursley.

– Bem, pensei... talvez... tivesse alguma ligação com... sabe... o pessoal dela.

A Sra. Dursley bebericou o chá com os lábios contraídos. O Sr. Dursley ficou em dúvida se teria coragem de lhe contar que ouvira o nome “Potter”. Decidiu que não. Em vez disso, falou com a voz mais displicente que pôde:

– O filho deles... teria mais ou menos a idade do Duda agora, não?

– Suponho que sim – respondeu a Sra. Dursley, ainda seca.

– Como é mesmo o nome dele? Ernesto, não é?

– Harry. Um nome feio e vulgar, se quer saber minha opinião.

- Será que ela já parou para pensar que o nome do filho dela, é que é feio e vulgar. – Lottie falou com raiva.

- Prefiro Harry. – Harry falou.

Lily sorriu para o filho assim como James.

– Ah, é – disse o Sr. Dursley, sentindo um aperto horrível no coração. – É, concordo com você.

Não disse mais nenhuma palavra sobre o assunto a caminho do quarto onde foram se deitar. Enquanto a Sra. Dursley estava no banheiro, o Sr. Dursley foi devagarinho até a janela e espiou o jardim da casa. O gato continuava lá. Observava o começo da rua dos Alfeneiros como se esperasse alguma coisa.

- Ainda não entendo o que a professora está fazendo lá o dia todo. – Lene falou.

Estaria imaginando coisas? Será que tudo isso teria ligação com os Potter? Se tinha... se transpirasse que eram aparentados com um casal de... bem ele achava que não aguentaria.

Os Dursley se deitaram. A Sra. Dursley adormeceu logo, mas o Sr. Dursley continuou acordado, pensando no que acontecera. Seu último consolo antes de adormecer foi pensar que mesmo que os Potter estivessem envolvidos, não havia razão para se aproximarem dele e da Sra. Dursley. Os Potter sabiam muito bem o que pensavam deles e de gente de sua laia... Não via como ele e Petúnia poderiam se envolver com nada que estivesse acontecendo. O Sr. Dursley bocejou e se virou. Isso não poderia afetá-los...

Como estava enganado.

- Nada de bom acontece depois dessa fala. – Remus falou.

- O que será que aconteceu James? – Lily perguntou preocupada e sem perceber apertou a mão do garoto.

- Acalma-se Lily, tenho certeza que tudo dará certo, não acontecerá nada com nosso filho, confia em mim? - Lily acenou com a cabeça e James abraçou a mesma.

O Sr. Dursley talvez estivesse mergulhando em um sono inquieto, mas o gato no muro lá fora não mostrava sinais de sono. Continuava sentado imóvel como uma estátua, os olhos fixos na esquina mais distante da rua dos Alfeneiros. E nem sequer estremeceu quando uma porta de carro bateu na rua seguinte, nem mesmo quando duas corujas mergulharam do alto. Na verdade, era quase meia-noite quando o gato se mexeu.

Um homem apareceu esquina que o gato estivera vigiando. Apareceu tão súbita e na silenciosamente que se poderia pensar que tivesse saído do chão. O rabo do gato mexeu ligeiramente e seus olhos se estreitaram.

Ninguém jamais vislumbrara nada parecido com este homem na rua dos Alfeneiros. Era alto, magro e muito velho, a julgar pelo prateado dos seus cabelos e de sua barba, suficientemente longos para prender no cinto. Usava vestes longas, uma capa púrpura que arrastava pelo chão e botas com saltos altos e fivelas. Seus olhos azuis eram claros, luminosos e cintilantes por trás dos óculos em meia-lua e o nariz muito comprido e torto, como se o tivesse quebrado pelo menos duas vezes. O nome dele era Alvo Dumbledore.

Lottie rolou os olhos, não gostava nem um pouco do diretor, achava ele manipulador demais e não era a única.

- Deve ter acontecido algo muito grave para Dumbledore ter ido para lá também. – Alice falou preocupada.

Alvo Dumbledore não parecia ter consciência de que acabara de pisar numa rua onde tudo, desde o seu nome às suas botas era malvisto. Estava ocupado apalpando a capa, procurando alguma coisa. Mas parecia ter consciência de que estava sendo vigiado, porque ergueu a cabeça de repente para o gato, que continuava a fixá-lo da outra ponta da rua. Por algum motivo, a visão do gato pareceu diverti-lo. Deu uma risadinha e murmurou: “Eu devia ter imaginado.”

Vários alunos abafaram a risada.

Encontrou o que procurava no bolso interior da capa. Parecia um isqueiro de prata. Abriu o, ergueu-o no ar e o acendeu. O lampião de rua mais próximo apagou-se com um estalido seco. Ele o acendeu de novo – o lampião seguinte piscou e apagou, doze vezes ele acionou o“apagueiro”, até que as únicas luzes acesas na rua toda eram dois pontinhos minúsculos ao longe – os olhos do gato que o vigiava. Se alguém espiasse pela janela agora, até a Sra. Dursley, de olhos de contas, não conseguiria ver nada que estava acontecendo na calçada. Dumbledore tornou a guardar o “apagueiro” na capa e saiu caminhando pela rua em direção ao número quatro, onde se sentou no muro ao lado do gato. Não olhou para o bicho, mas, passado algum tempo, dirigiu-se a ele.

– Imaginei encontrar a senhora aqui, Profa. Minerva McGonagall.

E virou-se para sorrir para o gato, mas este desaparecera. Em vez dele, viu-se sorrindo para uma mulher de aspecto severo que usava óculos de lestes quadradas exatamente do formato das marcas que o gato tinha em volta dos olhos.

- E quando é que ela não está com o aspecto severo. – Pedro falou causando risos nos amigo.

Harry se segurou para não fazer nada, estar perto dele ainda o incomodava, mas Harry achava que ele poderia mudar, então teria que se controlar.

Ela, também, usava uma capa esmeralda. Trazia os cabelos negros presos num coque apertado. E parecia decididamente irritada.

– Como soube que era eu? – perguntou.

– Minha cara professora, nunca vi um gato se sentar tão duro.

Foi impossível segurar risada, todos no salão começaram a rir, a professora Minerva ficou um pouco corada, mas nada demais, depois de lançar um olhar zangando a Dumbledore voltou  ler.

– O senhor estaria duro se tivesse passado o dia todo sentado em um muro de pedra – respondeu a Profa. Minerva.

– O dia todo? Quando podia estar comemorando? Devo ter passado por mais de dez festas e banquetes a caminho daqui.

- Tenho certeza que esse não era o melhor momento para se comemorar qualquer coisa. – Harry respondeu frio olhando para o diretor com raiva.

Todos olharam surpresos para o Potter mais jovem, Dumbledore não soube porque o garoto falou assim com ele. Harry ainda olhava para o diretor com raivam, um dia antes daquele seus pais tinham morrido e o velho babão estava comemorando como se nada tivesse acontecido, ele não se conformava.

A professora fungou aborrecida.

– Ah, sim, vi que todos estão comemorando – disse impaciente. – Era de esperar que fossem um pouco mais cautelosos, mas não, até os trouxas notaram que alguma coisa estava acontecendo. Deu no telejornal. – Ela indicou com a cabeça a sala às escuras dos Dursley. – Eu ouvi... bandos de corujas... estrelas cadentes... Ora, eles não são completamente idiotas. Não podiam deixar de notar alguma coisa. Estrelas cadentes em Kent, aposto que foi coisa do Dédalo Diggle. Ele nunca teve muito juízo.

– Você não pode culpá-los – ponderou Dumbledore educadamente. – Temos tido muito pouco o que comemorar nos últimos onze anos.

- Então isso acontecerá daqui a 5 anos. – Falou Remus.

Todos ficaram preocupados a Guerra se aproximava rapidamente.

– Sei disso – retrucou a professora mal-humorada. – Mas não é razão para perdermos a cabeça. As pessoas estão sendo completamente descuidadas, saem às ruas em plena luz do dia, sem nem ao menos vestir roupa de trouxa, e espalham boatos.

De esguelha, lançou um olhar atento a Dumbledore, como se esperasse que ele dissesse alguma coisa, mas ele continuou calado, por isso ela recomeçou:

– Ia ser uma graça se, no próprio dia em que Você-Sabe-Quem parece ter finalmente ido embora, os trouxas descobrissem a nossa existência. Suponho que ele realmente tenha ido embora, não é, Dumbledore?

– Parece que não há dúvida. Temos muito o que agradecer. Aceita um sorvete de limão?

– Um o quê?

Vários alunos soltaram risinhos.

– Um sorvete de limão. É uma espécie de doce dos trouxas de que sempre gostei muito.

– Não, obrigada – disse a Profa. Minerva com frieza, como se não achasse que o momento pedia sorvetes de limão. – Mesmo que Você-Sabe-Quem tenha ido embora. – Minha cara professora, com certeza uma pessoa sensata como a senhora pode chamá-lo pelo nome. Toda essa bobagem de Você-Sabe-Quem, há onze anos venho tentando convenceras pessoas a chamá-lo pelo nome que recebeu: Voldemort. – A professora franziu o rosto, mas Dumbledore, que estava separando dois sorvetes de limão, pareceu não reparar. – Tudo fica tão confuso quando todos não param de dizer “Você-Sabe-Quem”. Nunca vi nenhuma razão para ter medo de dizer o nome de Voldemort.

Muitas pessoas pelo Salão Principal estremeceram, os Marotos reviraram os olhos era uma das poucas pessoas que falavam o nome sem medo.

- Isso tudo é uma grande baboseira, isso é só um nome ridículo, não temos que ter medo desse nome idiota. – Lily falou com raiva.

Harry também revirou os olhos.

Sei que não vê – disse a professora parecendo meio exasperada, meio admirada. – Mas você é diferente. Todo o mundo sabe que é o único de quem Você-Sabe... ah, está bem, de quem Voldemort tem medo.

– Isto é um elogio – disse Dumbledore calmamente. – Voldemort tinha poderes que nunca tive.

– Só porque você é muito... bem... nobre para usá-los.

– É uma sorte estar escuro. Nunca mais corei assim desde que Madame Pomfrey me disse que gostava dos meus abafadores de orelhas novos.

A Profa. Minerva lançou um olhar severo a Dumbledore e disse:

– As corujas não são nada comparadas aos boatos que correm. Sabe o que todos estão dizendo? Por que ele foi embora? Que foi que finalmente o deteve?

Aparentemente a Profa. Minerva chegara ao ponto que estava ansiosa para discutir, a verdadeira razão pela qual estivera esperando o dia todo em cima de um muro frio e duro, porque nem como gato nem como mulher ela fixara antes um olhar tão penetrante em Dumbledore como agora. Era óbvio que seja o que fosse que “todos” estavam dizendo, ela não iria acreditar até que Dumbledore confirmasse ser verdade. Dumbledore, porém, estava escolhendo mais um sorvete de limão e não respondeu.

Todos se sentaram retos, queriam saber o que tinha acontecido.

Harry por outro lado, abaixou a cabeça, ela sabia o que viria seguir e não queria ver a reação de seus pais, não suportaria ter que ouvir a própria morte dos pais.

– O que estão dizendo – continuou ela – é que a noite passada Voldemort apareceu em Godric’s Hollow. Foi procurar os Potter. O boato é que Lílian e Tiago Potter estão... estão... que estão... mortos.

- O QUE? NÃO ISSO NÃO PODE TER ACONTECIDO? – Sirius olhou para Harry quando não teve reposta, mas ao ver que o afilhado olhava para a mesa ele se sentou com lágrimas nos olhos.

James olhava para o nada, não isso não podia ter acontecido com ele e com seu Lírio, ele não podia deixar seu filho sozinho, tinha que o ver crescido, ensinar o mesmo a jogar quadribol, ele olhou para sua mãe e seu pai, sua mãe estava aos prantos, ouviu um soluço ao seu lado e viu Lily chorando, sem pensar duas vezes abraçou a mesma, ele tinha que ser forte por ela e por ele.

Lottie não estava bem, ela sabia que alguma coisa tinha acontecido, mas não estava preparada para saber sobre a morte de seus melhores amigos, ela abraçou Sirius e começou a chorar. Sirius ao perceber que a namorada estava chorando começou a passar a mão pelo seu cabelo tentando acalmar a mesma.

Os outros amigos estavam chocados, eles não deixariam isso acontecer, mudariam isso, lutariam por isso.

Dumbledore fez que sim com a cabeça. A Profa. Minerva perdeu o fôlego.

– Lílian e Tiago... Não posso acreditar... Não quero acreditar... Ah, Alvo.

Dumbledore estendeu a mão e deu-lhe um tapinha no ombro.

– Eu sei... eu sei... – disse deprimido.

A voz da Profa. Minerva tremeu ao prosseguir:

– E não é só isso. Estão dizendo que ele tentou matar o filho dos Potter, Harry. Mas... não conseguiu. Não conseguiu matar o garotinho. Ninguém sabe o porquê nem como, mas estão dizendo que na hora que não pôde matar Harry Potter, por alguma razão, o poder de Voldemort desapareceu, e é por isso que ele foi embora .

Dumbledore concordou com a cabeça, sério.

Todos olharam surpresos e chocados para Harry, Lily ao ver os olhares sobre o filho o puxou para um abraço, Harry se aconchegou no abraço da mãe.

– É... é verdade? – gaguejou a professora. – Depois de tudo o que ele fez... todas as pessoas que matou... não conseguiu matar um garotinho? É simplesmente espantoso... de tudo que poderia detê-lo... mas, por Deus, como foi que Harry sobreviveu?

– Só podemos imaginar – disse Dumbledore. – Talvez nunca cheguemos a saber.

A Profa. Minerva pegou um lenço de renda e secou com delicadeza os olhos por baixo das lentes dos óculos. Dumbledore deu uma grande fungada ao mesmo tempo que tirava o relógio de ouro do bolso e o examinava. Era um relógio muito estranho. Tinha doze ponteiros mas nenhum número; em vez deles, pequenos planetas giravam à volta. Mas devia fazer sentido para Dumbledore, porque ele o repôs no bolso e disse:

– Hagrid está atrasado. A propósito, foi ele que lhe disse que eu estaria aqui, suponho.

– Foi. E suponho que você não vá me dizer por que está aqui e não em outro lugar.

– Vim trazer Harry para o tio e a tia. Eles são a única família que lhe resta.

- Olha eu já aguentei demais. Você não tem o direito de levar Harry para lugar nenhum, eu sou a madrinha de Harry e na falta de Lily e James eu sou a responsável legal por Harry, então não ouse passar por cima das minhas ordens, pois na próxima vez eu mesma te mato. – Lottie falou fria, olhando para o diretor.

Lily olhava para a amiga com um sorriso, sabia que podia contar com Lottie para todos os  momentos ela sim era sua amiga de verdade. Harry tinha um enorme sorriso, no futuro já tinha visto a madrinha ameaçar várias pessoas por ele e Sol, mas está ali ao lado dela na sua versão mais jovens era melhor. Sirius olhava para Lottie com respeito sabia que tinha feito a escolha certa.

Lottie se sentou na cadeira ainda lançando um olhar frio para o diretor.

– Você não quer dizer, você não pode estar se referindo às pessoas que moram aqui?! – exclamou a Profa. Minerva, pulando de pé e apontando para o número quatro. – Dumbledore, você não pode. Estive observando a família o dia todo. Você não poderia encontrar duas pessoas menos parecidas conosco. E têm um filho, vi-o dando chutes na mãe até a rua, berrando porque queria balas. Harry Potter vir morar aqui!

– É o melhor lugar para ele – disse Dumbledore com firmeza. – Os tios poderão lhe explicar tudo quando ele for mais velho, escrevi-lhes uma carta.

– Uma carta? – repetiu a professora com a voz fraca, sentando-se novamente no muro. – Francamente, Dumbledore, você acha que pode explicar tudo isso em uma carta? Essas

pessoas jamais vão entendê-lo! Ele vai ser famoso, uma lenda. Eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no futuro como o dia de Harry Potter. Vão escrever livros sobre Harry. Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele!

 - Como se uma carta fosse explicar muita coisa. – Sirius falou frio, muitos alunos se surpreenderam nunca tinham visto o garoto assim.

Walburga e Órion olhavam para o filho com um misto de surpresa e choque, nunca tinha visto o filho agir assim.

– Exatamente – disse Dumbledore, olhando muito sério por cima dos óculos de meia-lua. – Isto seria o bastante para virar a cabeça de qualquer menino. Famoso antes mesmo de saber andar e falar! Famoso por alguma coisa que ele nem vai se lembrar! Você não vê que ele estará muito melhor se crescer longe de tudo isso até que tenha capacidade de compreender?

A professora abriu a boca, mudou de ideia, engoliu em seco e então disse:

– É, é, você está certo, é claro. Mas como é que o garoto vai chegar aqui, Dumbledore? – Ela olhou para a capa dele de repente como se lhe ocorresse que talvez escondesse Harry ali.

Lottie e Lily olharam para o livro raivosas se o diretor tivesse feito isso ele iria ser azarado em poucos minutos.

– Hagrid vai trazê-lo.

– Você acha que é sensato confiar a Hagrid uma tarefa importante como esta?

– Eu confiaria a Hagrid minha vida – respondeu Dumbledore.

– Não estou dizendo que ele não tenha o coração no lugar – concedeu a professora de má vontade –, mas você não pode fingir que ele é cuidadoso. Que tem uma tendência a... que foi isso?

Hagrid corou quando todos os alunos olharam para ele.

Um ronco discreto quebrara o silêncio da rua. Foi aumentando cada vez mais enquanto eles olhavam para cima e para baixo da rua à procura de um sinal de farol de carro; o ronco se transformou num trovão quando os dois olharam para o céu – e uma enorme motocicleta caiu do ar e parou na rua diante deles.

Se a motocicleta era enorme, não era nada comparada ao homem que a montava de lado. Ele era quase duas vezes mais alto do que um homem normal e pelo menos cinco vezes mais largo. Parecia simplesmente grande demais para existir e tão selvagem – emaranhados de barba e cabelos negros longos e grossos escondiam a maior parte do seu rosto, as mãos tinham o tamanho de uma lata de lixo e os pés calçados com botas de couro pareciam filhotes de golfinhos. Em seus braços imensos e musculosos ele segurava um embrulho de cobertores.

Harry corou Lily e Lottie sorriram carinhosamente para ele.

– Hagrid! – exclamou Dumbledore, parecendo aliviado. – Finalmente. E onde foi que arranjou a moto?

– Pedi emprestada, Prof. Dumbledore – respondeu o gigante, desmontando cuidadosamente da moto ao falar. – O jovem Sirius me emprestou. Trouxe ele, professor.

- Eu consegui. – Sirius levantou e começou a fazer uma dancinha estranha causando risos em todos.

– Não teve nenhum problema?

– Não, senhor. A casa ficou quase destruída, mas consegui tirá-lo inteiro antes que os trouxas invadissem o lugar. Ele dormiu quando estávamos sobrevoando Bristol.

Dumbledore e a Profa. Minerva curvaram-se para o embrulho de cobertores. Dentro, apenas visível, havia um menino, que dormia a sono solto. Sob uma mecha de cabelos muito negros caída sobre a testa eles viram um corte curioso, tinha a forma de um raio.

– Foi aí que...? – sussurrou a professora.

– Foi – confirmou Dumbledore. – Ficará com a cicatriz para sempre.

– Será que você não poderia dar um jeito, Dumbledore?

– Mesmo que pudesse, eu não o faria. As cicatrizes podem vir a ser úteis. Tenho uma acima do joelho esquerdo que é um mapa perfeito do metrô de Londres. Bem, me dê ele aqui, Hagrid, é melhor acabarmos logo com isso.

Dumbledore recebeu Harry nos braços e virou-se para a casa dos Dursley.

– Será que eu podia... podia me despedir dele, professor? – perguntou Hagrid.

Ele curvou a enorme cabeça descabelada para Harry e lhe deu o que deve ter sido um beijo muito áspero e peludo. Depois, sem aviso, Hagrid soltou um uivo como o de um cachorro ferido.

- Obrigado Hagrid por se preocupar com ele. – lily agradeceu.

– Psiu! – sibilou a Profa. Minerva. – Você vai acordar os trouxas!

– Des-des-desculpe – soluçou Hagrid, puxando um enorme lenço sujo e escondendo a cara nele. – Mas nã-nã-não consigo suportar, Lílian e Tiago mortos, e o coitadinho do Harry ter de viver com os trouxas...

– É, é, é muito triste, mas controle-se, Hagrid, ou vão nos descobrir – sussurrou a professora, dando uma palmadinha desajeitada no braço de Hagrid enquanto Dumbledore saltava a mureta de pedra e se dirigia à porta da frente. Depositou Harry devagarinho no batente, tirou uma carta da capa, meteu-a entre os cobertores do menino e, em seguida, voltou para a companhia dos dois. Durante um minuto inteiro os três ficaram parados olhando para o embrulhinho; os ombros de Hagrid sacudiram, os olhos da Profa. Minerva piscaram loucamente e a luz cintilante que sempre brilhava nos olhos de Dumbledore parecia ter-se extinguindo.

– Bem – disse Dumbledore finalmente –, acabou-se. Não temos mais nada a fazer aqui. Já podemos nos reunir aos outros para comemorar.

- Não tinha nada para comemorar meus pais estavam mortos. – Harry falou.

– É – disse Hagrid com a voz muito abafada. – Vou devolver a moto de Sirius. Boa-noite, Profa. Minerva, Professor Dumbledore...

Enxugando os olhos na manga da jaqueta, Hagrid montou na moto e acionou o motor com um pontapé; com um rugido ela levantou voo e desapareceu na noite.

– Nos veremos em breve, espero, Profa. Minerva – falou Dumbledore, com um aceno da cabeça. A Profa. Minerva assoou o nariz em resposta.

Dumbledore se virou e desceu a rua. Na esquina parou e puxou o “apagueiro”. Deu um

clique e doze esferas de luz voltaram aos lampiões de modo que a rua dos Alfeneiros de repente iluminou-se com uma claridade laranja e ele divisou o gato listrado se esquivando pela outra ponta da rua. Mal dava para enxergar o embrulhinho de cobertores no batente do número quatro.

– Boa sorte, Harry – murmurou ele. Girou nos calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu.

Lily não sabia se chorava ou se gritava tudo na cara do diretor, apertou mais Harry em seus braços e lhe deu um beijo na testa, isso não iria acontecer nem que para isso ela tivesse que deixar um documento assinado.

Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da rua dos Alfeneiros, silenciosas e quietas sob o negror do céu, o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar. Sua mãozinha agarrou a carta ao lado, mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, sem saber que iria acordar dentro de poucas horas com o grito da Sra. Dursley ao abrir a porta da frente para pôr as garrafas de leite do lado de fora, nem que passaria as próximas semanas levando cutucadas e beliscões do primo Duda... ele não podia saber que, neste mesmo instante, havia pessoas se reunindo em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas:

– A Harry Potter: o menino que sobreviveu!

- Acabou. – A professora Minerva disse. – Quem lerá?

 

- Eu leio. – Amos disse.


Notas Finais


NÃO SEI QUANDO POSTAREI O PRÓXIMO CAPÍTULO ASSIM QUE ESTIVER PRONTO EU VENHO AQUI E POSTO. ME DESEJEM SORTE AMANHÃ TENHO PROVA E ESTUDEI COMO UM CONDENADA.

BEIJOS....


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