História Lendo o Futuro- Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley
Tags Futuro, Harry Potter, Nova Geração, Os Marotos, Personagens Originais
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Palavras 5.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLO! OLHA QUEM ESTÁ AQUI. DUAS VEZES NA SEMANA. TÔ MUITO RÁPIDA.

RESOLVI POSTAR HOJE PORQUE ESTOU FELIZ, FUI MUITO BEM NAS MINHAS PROVAS E FIQUEI COM MUITA INSPIRAÇÃO. ESTOU MUITO FELIZ COM VOCÊS INTERAGINDO ASSIM. A HISTÓRIA ESTÁ INDO MUITO BEM E A ÚNICA COISA QUE POSSO FAZER É AGRADECER VOCÊS, POR ME FAZEREM MAIS FELIZ AINDA. NEM MESMO A CAMINHADA QUE TEREI QUE FAZER AMANHA JUNTO COM MINHA ESCOLA ME DESANIMOU.

ESTOU A MIL.

DEPOIS DE FALAR DEMAIS DEIXO VOCÊS COM ESSE FRESQUINHO CAPÍTULO. ESPERO QUE GOSTEM.

Capítulo 3 - O Vidro Que Sumiu.


LENDO O FUTURO

FANFIC: Harry Potter

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS

DATA DE CRIAÇÃO: 09\08\2017

CAPÍTULO: O VIDRO QUE SUMIU

- O Vidro que Sumiu. – Leu Amos.

- Que vidro? – vários alunos perguntaram curiosos.

- Comece a ler Sr. Diggory. – Pediu Dumbledore.

Quase dez anos haviam se passado desde o dia em que os Dursley acordaram e encontraram o sobrinho no batente da porta, mas a rua dos Alfeneiros não mudara praticamente nada. O sol nascia para os mesmos jardins cuidados e iluminava o número quatro de bronze à porta de entrada dos Dursley; e penetrava sorrateiro a sala de estar, que continuava quase igual ao que fora na noite em que o Sr. Dursley ouvira a funesta notícia sobre as corujas.

- Tomara que um de vocês já o tenha tirada de lá. – Lily falou olhando para os amigos.

- Eu não sei o que é, mas tem alguma coisa errada nessa história, tenho certeza que eu não deixaria Harry morar com esses trouxas, e nem deixaria um velho babão tirar ele de mim. – Falou Lottie olhando para Dumbledore com raiva.

Somente as fotografias sobre o console da lareira mostravam o tempo que já passara. Dez anos antes havia uma porção de fotografias de uma coisa que parecia uma grande bola de brincar na praia, usando diferentes chapéus coloridos

Harry abafou a risada, James olhou curioso para o filho.

– mas Duda Dursley não era mais bebê;

- O que? – Vários alunos perguntaram rindo.

- Não acredito que era o garoto nas fotos, Lily o que sua irmã fez com o próprio filho. – Sirius falou rindo.

Muitas pessoas pelo salão estavam rindo, era realmente hilário esses trouxas com certeza não tinham senso.

e agora as fotografias mostravam um menino grande e louro na primeira bicicleta, no carrossel de uma feira, brincando com o computador do pai, recebendo um beijo e um abraço da mãe. A sala não continha nenhuma indicação de que havia outro menino na casa.

- Com certeza Petúnia agia como se ele não estivesse presente na casa, ela nunca cuidaria bem do Harry só por ele ser o que ele é. – Lily falou triste.

- A senhora não tem culpa  se minha tia nunca conseguiu superar que nunca seria uma bruxa, não tem culpa de nada. – Harry falou para a mãe.

- Obrigado, querido. – Lily puxou Harry para um abraço, James sorriu diante a cena.

No entanto Harry Potter continuava lá, no momento adormecido, mas não por muito tempo. Sua tia Petúnia acordara e foi sua voz aguda que produziu o primeiro ruído do dia.

– Acorde! Levante-se! Agora!

- Isso não é jeito de acordar Harry, alias não é jeito de acordar nenhuma criança, sua irmã é doida. – Lottie falou com raiva.

- Quando a leitura acabar eu terei uma longa conversa com Petúnia, iremos colocar todos os pingos nos “is”. – Lily falou firme.

Harry acordou assustado. A tia bateu à porta outra vez.

– Acorde! – gritou. Harry ouviu-a caminhar em direção à cozinha e em seguida uma frigideira bater no fogão. Virou-se de costas e tentou se lembrar do sonho em que estava. Era um sonho gostoso. Havia uma motocicleta. Tinha a estranha sensação que já vira esse sonho antes.

- Você tem uma ótima memoria Harry. – Remus falou para o sobrinho postiço.

Harry apenas sorriu para o tio.

A tia voltara à porta.

– Você já se levantou? – perguntou.

– Quase – respondeu Harry.

– Bem, ande depressa, quero que você tome conta do bacon. E não se atreva a deixá-lo queimar. Quero tudo perfeito no aniversário de Duda.

- Você cozinhava. – Perguntaram Lily, James, Sirius, Lottie, Dorea e Molly juntos.

Harry sabia que se falasse a verdade todos ali iam ficar com muita raiva da sua tia, mas se mentisse a verdade ia ser dita de qualquer maneira então era melhor eles saberem por ele mesmo.

- Sim, eu cozinhava desde os 4 anos de idade. – Harry falou baixinho, mais suficiente alto para eles ouvirem.

Sirius e James trincaram os dentes de raiva, Lottie, Lily, Dorea e Molly não acreditavam no que tinham ouvido. Como assim ele cozinhava desde os 4 anos, ele ainda era uma pequena criança. Lily tinha certeza que a irmã tinha descontando toda sua raiva em Harry, todo ódio, rancor que ela sentia pela mesma, despejada em uma simples criança inocente que não tinha nada a ver com isso.

Harry gemeu.

– Que foi que você disse? – perguntou a tia com rispidez.

– Nada, nada...

O aniversário de Duda – como podia ter esquecido? Harry levantou-se devagar e começou a procurar as meias. Encontrou-as debaixo da cama e depois de retirar uma aranha de um pé, calçou-as.

- Por que tem uma aranha na sua meia? – Charlus perguntou para o neto.

Harry apenas indicou o livro com a cabeça.

Harry estava acostumado com aranhas, porque o armário sob a escada vivia cheio delas e era ali que ele dormia.

- O QUE?- Gritaram James, Lily, Sirius, Lottie, Charlus, Dorea, Remus e o resto do grupo.

- Lily eu vou matar a sua irmã assim que eu sair daqui, como ela ousa colocar meu filho para dormir em uma armário. É UM ARMÁRIO, NEM MESMO O ELFO DOMÉSTICO LÁ DE MINHA CASA DORME EM UM ARMÁRIO, EU NÃO CONSIGO ACREDITAR. -  James falou furioso, passava as mãos pelos cabelos nervoso, queria matar Petúnia.

- Só por isso quando mudarmos isso, você terá um quarto na minha casa, será decorado do jeito que você quiser. – Sirius falou para o afilhado.

- E não se esqueça que tem que ter um na casa dos avós também. – Charlus falou sorrindo para o neto.

- Terá um na mina casa também. – Falaram Remus, Dorcas, Marlene e Alice.

Harry sorriu para todos eles, era tão bom estar ali ao lado de sua família, ao lado de pessoas que o amavam verdadeiramente. 

Já vestido saiu para o corredor que levava à cozinha. A mesa quase desaparecera tantos eram os presentes de aniversário de Duda. Pelo que via, Duda ganhara o novo computador que queria, para não falar na segunda televisão e na bicicleta de corrida. Para o quê, exatamente, Duda queria uma bicicleta de corrida era um mistério para Harry, porque Duda era muito gordo e detestava fazer exercícios – a não ser, é claro, que envolvessem bater em alguém. O saco de pancadas preferido de Duda era Harry,

- Encoste em um fio de cabelo do meu filho, que eu lhe transformarei em um porco. – James falou com raiva.

- Não se preocupe pai. – Harry falou para o mesmo.

mas nem sempre Duda conseguia pegá-lo.

Harry não parecia, mas era muito rápido.

Talvez fosse porque vivia num armário escuro, mas Harry sempre fora pequeno e muito magro para a idade. Parecia ainda menor e mais magro do que realmente era porque só lhe davam para vestir as roupas velhas de Duda

Esse foi o stopim para Lottie, a mesma que se levantou rapidamente e apontou a varinha para Dumbledore, em alguns segundos o diretor se encontrava vestindo vestes rasgadas e sujas , e também muito largas.

- Isso é para você ver como é vestir uma roupa suja e velha, e vou te avisando, em todas as partes que eu ver que Harry foi maltratado ou humilhado eu vou fazer a mesma coisa com você ou muito pior, guarde as minhas palavras, você não vai querer que eu te tire do meu caminho de uma vez por todas não é Dumbledore? – Lottie falou fria e seus olhos antes azuis ficaram mais escuros.

Todos no Salão Principal olhavam para a garota em choque, nunca pensariam que a mesma fosse capaz de fazer isso com o diretor, na mesa da Sonserina Wlaburga e Órion olhavam para a namorada do filho mais velho admirados, mesmo não falando e voz alta, Walburga sabia que o filho tinha escolhido a namorada perfeita, uma digna futura senhora Black. Severo olhava para a garota com um meio sorriso, podia não gostar de Lottie mais tinha que admitir que ela tinha coragem. Bella e Narcisa olhavam para a mesma com raiva, sempre o centro das atenções.

Sirius vendo o estado da namorada se levantou e a puxou para um abraço, começou a falar baixinho:

- Se acalma meu amor, nós vamos mudar isso, olha para mim – a namorada levantou o rosto e olhou para o mesmo, Sirius continuou. – Confia em mim. Mudaremos isso, Harry viverá feliz com Lily e James e tenho certeza que nós seremos felizes também. – Deu um beijo na testa da namorada e a fez se sentar novamente.

Quando ia se sentar seu olhar se cruzou com o da sua mãe na mesa da Sonserina, não soube definir o olhar que sua mãe lhe deu.

e Duda era quatro vezes maior do que ele. Harry tinha um rosto magro, joelhos ossudos, cabelos negros e olhos muito verdes. Usava óculos redondos, remendados com fita adesiva, por causa das muitas vezes que Duda o socara no nariz.

Os Marotos rosnaram para o livro, algumas pessoas olharam raivosas para o livro.

A única coisa que Harry gostava em sua aparência era uma cicatriz fininha na testa que tinha a forma de um raio. Existia desde que se entendia por gente e a primeira pergunta que se lembrava de ter feito à tia Petúnia era como a arranjara.

– No desastre de carro em que seus pais morreram – respondera ela. – E não faça perguntas.

- Lily e James nunca morreriam em um acidente de carro. – Lottie e Sirius falaram com raiva.

- Essa foi a única forma dela explicar a nossa morte sem mencionar o mundo mágico, mentiras e mais mentiras. – Lily estava decepcionada com a irmã, ela foi muito baixa, mentir sobre a morte da própria irmã.

 - Nenhum bruxo decente morreria em um acidente de carro, isso só causaria alguns arranhões em nós. – Dorcas falou.

Não faça perguntas – esta era a primeira regra para levar uma vida tranquila com os Dursley.

Tio Válter entrou na cozinha quando Harry estava virando o bacon.

– Penteie o cabelo! – mandou, à guisa de bom-dia.

- Isso não funciona, eu deixei de o pentear já faz um bom tempo. – James falou bagunçando os cabelo, e Lily acompanhou todo o movimento com os olhos.

- Isso é verdade, olhe para o meu cabelo. – Charlus falou.

- O cabelo dos Potter são rebeldes assim como os donos. – Dorea falou e viu o filho e o marido corarem.

Alguns alunos deram risadas da reação dos dois Potter.

Mais ou menos uma vez por semana, tio Válter espiava por cima do jornal e gritava que Harry precisava cortar os cabelos. Harry deve ter feito mais cortes que o resto dos meninos de sua classe somados, mas não fazia diferença, seus cabelos simplesmente cresciam daquele jeito – para todo lado.

Harry estava fritando os ovos na altura em que Duda chegou à cozinha com a mãe. Duda se parecia muito com o tio Válter. Tinha um rosto grande e rosado, pescoço curto, olhos azuis pequenos e aguados e cabelos louros muito espessos e assentados na cabeça enorme e densa. Tia Petúnia dizia com frequência que Duda parecia um anjinho – Harry dizia com frequência que Duda parecia um porco de peruca.

 Ninguém no Salão Principal conseguiu a risada até mesmo os professores deram pequenos risos, vários alunos imaginam a cena e riam mais ainda. Depois de um bom tempo quando todos conseguiram se controlar foi que Amos voltou a ler.

Harry pôs os pratos de ovos com bacon na mesa, o que foi difícil porque não havia muito espaço. Entrementes, Duda contava os presentes. Ficou desapontado.

– Trinta e seis – disse, erguendo os olhos para o pai e a mãe. – Dois a menos do que no ano passado.

- E quando mais passa esse menino se torna insuportável. – Molly falou negando com a cabeça.

– Querido, você não contou o presente de tia Guida, está aqui debaixo deste grandão do papai e da mamãe, está vendo?

– Está bem, então são trinta e sete – respondeu Duda ficando vermelho. Harry, percebendo que Duda estava preparando um enorme acesso de raiva, começou a engolir seu bacon o mais depressa possível, caso o primo virasse a mesa.

Tia Petúnia obviamente também sentiu o perigo, porque na mesma hora disse:

– E vamos comprar mais dois presentes para você quando sairmos hoje. Que tal, fofinho? Mais dois presentes. Está bem assim?

Duda pensou um instante. Pareceu um esforço enorme. Finalmente respondeu hesitante:

– Então vou ficar com trinta... trinta...

- O porquinho ainda é burro. – Sirius falou irônico.

- É Sirius, uma triste realidade. – James falou balançando a cabeça.

– Trinta e nove, anjinho – disse tia Petúnia.

– Ah. – Duda largou-se na cadeira e agarrou o pacote mais próximo. – Então, está bem.

Tio Válter deu uma risadinha.

– O baixinho quer tudo a que tem direito, igualzinho ao pai. É isso aí, garoto! – E arrepiou os cabelos de Duda com os dedos.

- Idiotas. – Lottie falou.

Naquele instante o telefone tocou e tia Petúnia foi atendê-lo, enquanto Harry e tio Válter assistiam a Duda desembrulhar a bicicleta de corrida, a câmara de filmar, um aeromodelo com controle remoto, dezesseis jogos de computador e um gravador de vídeos. Estava rasgando a embalagem de um relógio de ouro quando tia Petúnia voltou do telefone parecendo ao mesmo tempo zangada e preocupada.

– Más notícias, Válter. A Sra. Figg fraturou a perna. Não pode ficar com ele. – E indicou Harry com a cabeça.

Duda boquiabriu-se de horror, mas o coração de Harry deu um salto. Todo ano, no aniversário de Duda, os pais dele o levavam para passar o dia com um amiguinho em parques de aventuras, lanchonetes ou no cinema. Todo ano deixavam Harry com a Sra. Figg, uma velha maluca que morava ali perto. Harry detestava o lugar. A casa inteira cheirava a repolho e a Sra. Figg lhe mostrava fotografias de todos os gatos que já tivera.

- Não deixarei isso acontecer Harry, você não conhecerá esses animais horríveis, ninguém merece. – Sirius falou estremecendo.

Muitos alunos olharam para ele confusos, os Marotos e Harry riram de Sirius.

– E agora? – perguntou tia Petúnia, olhando furiosa para Harry como se ele tivesse planejado tudo. Harry sabia que devia sentir pena da Sra. Figg que quebrara a perna, mas não era fácil quando lembrava que ia passar um ano sem ter que olhar para o Tobias, o Néris, Seu Patinhas e o Pompom outra vez.

- Deus que me livre, Harry você não vai conhecer esses malditos bichos. – Sirius falou.

– Poderíamos ligar para a Guida – sugeriu tio Válter.

– Não diga bobagem, Válter, ela detesta o menino.

Com frequência, os Dursley falavam de Harry assim, como se ele não estivesse presente – ou melhor, como se ele fosse alguma coisa muito desprezível que não conseguisse entendê-los, como uma lesma.

- Tenho certeza que você pensa muito mais rápido que esses dois. – Lottie falou com raiva.

– E aquela sua amiga, como é mesmo o nome dela, Ivone?

– Está passando férias em Majorca – respondeu Petúnia, com rispidez.

– Vocês podiam me deixar aqui – arriscou Harry esperançoso (ele poderia assistir ao que quisesse na televisão para variar e, quem sabe, até dar uma voltinha no computador de Duda).

Tia Petúnia parecia que tinha engolido um limão.

Lily suspirou, não podia culpar Harry ele ainda era só uma criança queria ser feliz como qualquer outra, ela tinha que mudar isso, não poia deixar que seu filho passasse por isso, estavam dando uma chance para ela e todos ali mudarem isso,  e ela faria isso, veria seu filho crescer, ensinaria as primeiras mágicas, o veria dizendo suas primeiras palavras, ela estaria lá junto com James.

James olhou para Lily que o olhava, nesse momento ele soube que faria de tudo para mudar esse futuro do filho, Harry cresceria com os pais presentes.

– E quando voltarmos, encontrar a casa destruída? – rosnou.

– Não vou explodir a casa – prometeu Harry, mas os tios não estavam mais escutando.

– Talvez pudéssemos levá-lo ao zoológico – disse tia Petúnia lentamente – e deixá-lo no carro...

- Meu filho não é um animal para ficar trancando em um carro. – James falou com raiva.

- Acalma-se James, isso não vai acontecer mudaremos isso. – Lily pegou a mão do Maroto e apertou a mesma.

– O carro é novo. Não vou deixá-lo sentado no carro sozinho...

Duda começou a chorar alto. Na realidade não estava chorando, fazia anos que não chorava de verdade, mas sabia que se fizesse cara de choro e gritasse a mãe lhe daria o que quisesse.

– Dudinha, querido, não chore, mamãe não vai deixar ele estragar o seu dia! – exclamou, abraçando-o.

– Não... quero... que... ele... vá! – Duda berrou entre grandes soluços fingidos. – Ele sempre estraga tudo! – E lançou um riso maldoso por entre os braços da mãe.

- Se esse garoto fosse meu filho, eu lhe daria uns belos tapas para ele aprender a virar gente, garoto mimado. – Lene falou com raiva.

Adorava crianças, mas não suportava quando era crianças mimadas.

Naquele instante a campainha tocou.

– Ah, meu Deus, são eles chegando! – disse tia Petúnia nervosa, e um minuto depois, o melhor amigo de Duda, Pedro Polkiss, entrou acompanhado da mãe. Pedro era um menino magricela, com cara de rato. Em geral era quem segurava para trás os braços dos garotos enquanto Duda batia neles. Na mesma hora Duda parou de fingir que estava chorando.

- O que aconteceu, o bebê não quer chorar mais? – Sirius perguntou irônico.

- Claro que não Sirius, se o amigo dele o visse chorando ele seria motivo de piada pelo resto da vida dele. – James falou tão venenoso quanto o amigo.

Meia hora depois, Harry, que não conseguia acreditar em sua sorte, estava sentado no banco traseiro do carro dos Dursley, com Pedro e Duda, a caminho do jardim zoológico, pela primeira vez na vida. O tio e a tia não tinham conseguido pensar no que fazer com ele, mas antes de saírem, tio Válter puxara Harry para o lado.

– Estou-lhe avisando – disse, aproximando a cara grande e vermelha de Harry. – Estou-lhe avisando, moleque, a primeira gracinha que fizer, a primeira, vai ficar preso naquele armário até o Natal.

- Queria ver ele me ameaçando, aí sim eu iria mostrar para esse trouxa idiota o que é uma ameaça de verdade. – Lottie falou fria.

- Se ele encostar um dedo no meu filho o mundo terá um trouxa idiota a menos. – James falou furioso.

Muitos alunos olhavam para os amigos surpresos, eles pareciam capazes de tudo por Harry, e tirariam quem quer que fosse do caminho para proteger o mesmo.

– Não vou fazer nada – disse Harry –, juro...

Mas tio Válter não acreditou nele. Ninguém nunca acreditava.

O problema era que sempre aconteciam coisas estranhas à volta de Harry e simplesmente não adiantava dizer aos Dursley que não era sua culpa. Uma vez, tia Petúnia, cansada de ver Harry voltar do barbeiro como se não tivesse estado lá, apanhara uma tesoura de cozinha e cortara o cabelo dele tão curto que o deixara quase careca, exceto por uma franja, que ela deixou “para esconder aquela cicatriz horrorosa”. Duda morrera de rir de Harry, que passou a noite acordado imaginando o que seria a escola no dia seguinte, onde já riam dele por causa das roupas folgadas e dos óculos emendados com fita adesiva. Na manhã seguinte, porém, quando se levantou, os cabelos estavam exatamente como eram antes de tia Petúnia cortá-los. Tinham-no deixado preso uma semana no armário por causa disto, apesar de sua tentativa de explicar que não saberia explicar como é que os cabelos tinham crescido tão depressa.

- Como ela pôde fazer isso com meu filho. – James estava tão furioso.

- Lily eu vou matar a sua irmã, ela não pode fazer tudo isso com Harry, ele não tinha culpa de nada, essa invesoja. – Lottie falou.

- Eu vou ter uma conversa com ela quando todos os livros terminarem, nunca pensei que ela chegaria a esse ponto, se a situação fosse contrária eu cuidaria muito bem de Duda, trataria ele como um filho. – Lily falou triste.

- Não fica assim Lírio, você tentou continuar com a amizade, mas ela não quis, você não pode mudar isso. – James abraçou a mesma.

- Harry fazendo magia acidental. – Sirius falou.

- Ela não sabia que era magia acidental? – Perguntou um aluno da Lufa-Lufa.

- Sabia e foi por isso mesmo que ele ficou de castigo, Petúnia sabia que Harry faria magia assim como eu, essa foi a punição dele, ela me odeia e agora está descontando todo o ódio em Harry .

Os alunos ficaram chocados, quando uma criança fazia sua primeira magia era uma comemoração na família, até mesmo nas famílias trouxas.

Outra vez, tia Petúnia tentara obrigá-lo a vestir um macacão velho de Duda (marrom com pompons cor de laranja). Quanto mais tentava enfiá-lo pela cabeça dele, tanto menor o macacão ficava, até que finalmente parecia feito para um fantochinho de dedo, e com certeza não ia servir para Harry. Tia Petúnia concluiu que devia ter encolhido na lavagem e Harry, para seu grande alívio, não foi castigado.

- Pelo menos isso. – Lily falou.

Por outro lado, ele se metera numa grande encrenca quando o encontraram no telhado da cozinha da escola. A turma de Duda o estava perseguindo, como sempre, e tanto para surpresa de Harry quanto dos outros, ele apareceu sentado na chaminé. Os Dursley receberam uma carta muito zangada da diretora de Harry, contando que Harry andara escalando os prédios da escola. Mas só o que tentara fazer (conforme gritou para tio Válter através da porta trancada do armário) fora saltar para trás das grandes latas de lixo à porta da cozinha. Harry supunha que o vento devia tê-lo apanhado na hora em que saltou.

- Você aparatou? – Muitas pessoas perguntaram juntas.

- Eu realmente não sei disser. – Harry falou verdadeiramente.

Muitos alunos olhavam surpresos para Harry nunca tinham ouvido falar de uma criança que com magia acidental conseguiu aparatar. Harry devia ser, muito poderoso mesmo.

Mas hoje nada ia dar errado. Valia até a pena estar em companhia de Duda e Pedro para passar o dia em outro lugar que não fosse a escola, o armário, ou a sala com cheiro de repolho da Sra. Figg.

Enquanto dirigia, tio Válter se queixava à tia Petúnia. Ele gostava de se queixar de tudo: das pessoas no trabalho, de Harry, do conselho, de Harry, o banco e Harry eram seus dois assuntos preferidos. Esta manhã eram as motocicletas.

– ... roncando pelas ruas como loucos, os arruaceiros – disse, quando uma moto emparelhou com eles.

– Tive um sonho com uma motocicleta – falou Harry, lembrando-se de repente. – Ela voava.

Tio Válter quase bateu no carro da frente. Virou-se para trás e gritou com Harry, seu rosto parecendo uma beterraba gigante e bigoduda:

– MOTOCICLETAS NÃO VOAM!

- A minha voa seu grande trouxa idiota.- Sirius falou irritado.

Duda e Pedro deram risadinhas.

– Sei que não voam – respondeu Harry. – Foi só um sonho.

Mas desejou que não tivesse dito nada. Se havia uma coisa que os Dursley detestavam mais do que as suas perguntas, era quando falava de coisas que faziam o que não deviam, não interessava se era sonho ou desenho animado – pareciam pensar que ele poderia arranjar ideias perigosas.

- James e Sirius reviraram os olhos, eles não precisavam de desenhos para ter ideias perigosas..

Era um sábado muito ensolarado e o zoo estava cheio de famílias. Os Dursley compraram grandes sorvetes de chocolate para Duda e Pedro à entrada e, então, porque a mulher sorridente na carrocinha perguntara o que Harry ia querer antes que pudessem afastá-lo depressa dali, eles lhe compraram um picolé barato de limão. Não era ruim, Harry pensou, lambendo-o enquanto observavam um gorila que coçava a cabeça e se parecia demais com Duda, exceto pelos cabelos que não eram louros.

Todos no salão riram.

- Tenho pena de sua irmã Lily, se Harry puxar o lado piadista de James ela terá sério problemas. – Lottie falou.

- Isso é verdade. – Charlus concordou.

Lily olhou de James para Harry, os mesmos eram idênticos e Lily sabia que também tinha os mesmos gostos, isso seria um grande problema para sua irmã.

Harry passou a melhor manhã que já tivera em muito tempo. Cuidou de andar um pouco afastado dos Dursley de modo que Duda e Pedro, que ali pela hora do almoço estavam começando a se chatear com os bichos, não recaíssem no seu passatempo favorito de bater no primo. Almoçaram no restaurante do zoo e quando Duda teve um acesso de raiva porque seu sorvetão não era bastante grande, tio Válter comprou-lhe outro e deixou Harry terminar o primeiro.

- Isso é tudo culpa sua. – Lily olhava mortalmente para o professor.

- Senhorita Evans, acalma-se. –Minerva falou.

- Ela está certa professora, se ele não tivesse levado Harry para morar com esses trouxas ele não passaria por isso. – Lottie falou com muita raiva.

- Deve haver uma explicação, agora manteremos a calma e terminaremos de ler esse capítulo. – A professora falou.

Lily e Lottie se sentaram mais calmas.

Depois Harry achou que devia ter adivinhado que estava bom demais para durar muito tempo.

James suspirou estava começando a entender o nome do capítulo e achava que os trouxas não levariam isso de modo bom.

Terminado o almoço, foram visitar o alojamento dos répteis. Era fresco e escuro ali, com quadrados iluminados ao longo das paredes. Por trás dos vidros, rastejavam e deslizavam em pedaços de pau e em pedras todos os tipos de cobras e lagartos. Duda e Pedro queriam ver as enormes cobras venenosas e as grossas pitones que esmagavam um homem. Duda logo encontrou a maior cobra que havia. Poderia dar duas voltas no carro de tio Válter e amassá-lo até reduzi-lo ao tamanho de uma lata de lixo – mas naquela hora ela não estava disposta a f azer nada. Na realidade, estava dormindo a sono solto.

Duda parou, o nariz comprimido contra o vidro, observando as espirais marrons e reluzentes.

– Faz ela se mexer – choramingou para o pai. Tio Válter bateu no vidro, mas a cobra não se mexeu.

– Faz outra vez – mandou Duda. Tio Válter bateu no vidro com os nós dos dedos, mas a cobra continuou dormindo.

– Que chato – queixou-se Duda. E saiu arrastando os pés.

- Nem os animais escapam desse garoto. – Molly falou.

- Minha irmã mimou muito esse menino. – Lily falou.

Harry veio se postar na frente do tanque e estudou a cobra com atenção. Não se admiraria se a própria cobra morresse de tédio – não tinha companhia a não ser aquela gente idiota que batucava no vidro, tentando incomodá-la o dia inteiro. Era pior do que ter um armário por quarto, onde a única visita era a tia Petúnia esmurrando a porta para acordá-lo, mas ao menos ele podia visitar o resto da casa.

A cobra inesperadamente abriu os olhos, que pareciam contas. Devagarinho, muito devagarinho, levantou a cabeça até seus olhos chegarem ao nível dos de Harry.

E piscou.

- Esse não é um comportamento normal para uma cobra, cobras não piscam. – Charlus disse surpreso.

Muitos alunos olhavam para o Harry que se mantinha em silêncio.

Harry arregalou os olhos. E olhou depressa a toda volta para ver se havia alguém olhando. Não havia. E retribuiu o olhar da cobra, piscando também.

A cobra acenou com a cabeça na direção de tio Válter e de Duda, depois levantou os olhos para o teto. Lançou um olhar a Harry que dizia com todas as letras:

– Isso é o que me acontece o tempo todo.

James olhou surpreso para o filho, não podia ser o que ele estava pensando , não mesmo.

– Eu sei – murmurou Harry pelo vidro, embora não tivesse muita certeza se a cobra poderia ouvi-lo –, deve ser bem chato.

A cobra concordou com um aceno de cabeça enfático.

- Você é ofidioglota? Sabe falar as línguas da cobras. – Uma aluna da Sonserina perguntou.

- Sim. – Harry respondeu simplesmente.

Vários alunos o olharam chocados, Lily ao ver os olhares que o filho recebia o puxou para um abraço não importava qual língua ele falasse nada mudaria o amor que ela sentia pelo mesmo.

– Mas de onde é que você veio? – perguntou Harry.

A cobra apontou com o rabo uma placa próxima ao vidro. Harry espiou.

Boa Constrictor, Brasil.

– Era bom lá?

A jiboia apontou novamente a placa com o rabo e Harry leu: Este espécime nasceu em cativeiro.

– Ah, entendo, então você nunca esteve no Brasil?

A cobra sacudiu a cabeça, mas um grito ensurdecedor atrás de Harry fez os dois pularem:

– DUDA! SR. DURSLEY! VENHAM VER ESSA COBRA! VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR NO QUE ESTÁ FAZENDO!

Duda veio bamboleando até onde o amigo estava o mais depressa que pôde.

- Isso não vai dar em alguma coisa boa. – Lene falou baixinho.

Lily abraçou seu filho ainda mais apertado.

– Cai fora – falou dando um soco nas costelas de Harry. Apanhado de surpresa, Harry caiu com força no chão de concreto. O que se passou em seguida aconteceu tão depressa que ninguém viu como foi: num segundo, Pedro e Duda estavam encostados no vidro, no segundo seguinte, estavam saltando para trás soltando uivos de terror.

- Uma ótima magia acidental. – Todos falaram juntos.

Harry sorriu para seus pais e sua família.

Harry sentou-se e parou de respirar: o vidro da frente do tanque da jiboia tinha sumido. A grande cobra se desenrolou depressa e escorregou pelo chão – as pessoas no alojamento dos répteis gritaram e começaram a correr para as saídas.

Quando a cobra passou rápido por ele, Harry poderia jurar que uma voz baixa e sibilante tinha dito: “Brasil, aqui vou eu... Obrigada, amigo.”

O zelador do alojamento dos répteis ficou em estado de choque.

James suspirou sem filho sofreria as consequências depois de fazer isso.

– Mas o vidro – ele não parava de repetir –, para onde foi o vidro?

O diretor do zoo em pessoa preparou uma xícara de chá forte para tia Petúnia enquanto se desculpava mil vezes. Pedro e Duda só conseguiam balbuciar. Pelo que Harry vira, a cobra não fizera nada a não ser fingir abocanhar os calcanhares deles quando passou, mas quando chegaram finalmente ao carro do tio Válter, Duda estava contando que a cobra quase lhe arrancara a perna a dentadas, enquanto Pedro jurava que a cobra tentara apertá-lo até matar. Mas o pior de tudo, pelo menos para Harry, foi Pedro ter se acalmado o suficiente para perguntar:

– Harry estava conversando com ela, não estava, Harry?

- Esse moleque devia ter ficado com a boca fechada, com certeza ele fez de propósito. – Sirius falou com raiva.

- Eu tenho total certeza, ele queria que Harry se desse mal. – Lottie falou fria.

Quando terminasse a leitura faria questão de ir atrás de Petúnia e o porco de seu marido, iria ensinar umas lições a eles, e ai sim eles teriam motivos para odiar o mundo mágico, ninguém mexia com sua família.

Tio Válter esperou até Pedro estar longe da casa para brigar com Harry. Estava tão zangado que mal podia falar. Conseguiu apenas dizer:

– Vá... armário... Harry... sem comida – antes de desmontar em uma cadeira e tia Petúnia ter que correr para lhe servir uma boa dose de conhaque.

Os alunos estavam inconformados com a atitude do trouxa, ele não podia fazer isso, foi totalmente sem querer.

- Eu vou matar esses idiotas quando eu por minhas mãos neles. – Lottie se levantou com raiva e foi segurada por Sirius.

Sirius também estava possesso de raiva, mas sabia que tinha que controlar sua namorada porque se não a mesma faria uma besteitra.

- Meu neto, como podem fazer isso com meu neto. – Dorea falou triste, não queria que seu neto sofresse tudo isso, faria de tudo para mudar esse horrível futuro.

Muito mais tarde, deitado no seu armário, Harry desejou ter um relógio. Não sabia que horas eram e não tinha certeza se os Dursley já estariam dormindo. Até que estivessem, ele não poderia se arriscar a ir escondido até a cozinha buscar alguma coisa para comer.

Vivia com os Dursley havia quase dez anos, dez infelizes anos, desde que se lembrava, desde que era bebê e seus pais tinham morrido naquele acidente de carro. Não conseguia se lembrar de ter estado no carro quando os pais morreram.

Lottie e Sirius se encolheram culpados, se pergutavam porque não tinham tirado Harry daquela casa, eram os padrinhos do mesmo, tinha direito sobre a guarda dele, outro que se sentiu incomodado foi Remus, se lembrava de tudo que James já tinha feito por ele, ele devia ter ajudado Harry, ele era seu sobrinho de coração, os outros estavam se sentindo da mesma forma, onde eles estavam quando Harry estava sofrendo.

- Não foi culpa de vocês. De nenhum de vocês. – Harry falou olhando para todos eles. – O único culpado foi Voldemort, ele foi quem assassinou vocês, vocês lutaram bravamente, se estou aqui hoje é por causa de vocês. – Harry falou tentando diminuir a culpa que eles estavam sentindo.

Às vezes, quando forçava a memória durante longas horas em seu armário, lembrava-se de uma estranha visão: um lampejo ofuscante de luz verde e uma queimadura na testa. Isto, supunha ele, era o acidente embora não conseguisse lembrar de onde vinha toda aquela luz verde. Não conseguia lembrar nada dos pais. A tia e o tio nunca falavam neles e naturalmente tinham-no proibido de fazer perguntas. E não havia fotografias deles na casa.

- Petúnia nunca deixaria fotos minhas espalhadas pela casa, ela me odiava muito para fazer isso. – Lily falou.

Quando era mais novo, Harry sonhara muitas vezes com um parente desconhecido que vinha levá-lo embora, mas isto nunca acontecera; os Dursley eram sua única família. Ainda assim, ele achava (ou talvez fosse só uma esperança) que estranhos na rua o conheciam. E eram estranhos muito estranhos. Um homenzinho de cartola roxa se curvara para ele uma vez quando estava fazendo compras com tia Petúnia e Duda.

- Bruxos? – James perguntou.

Harry apenas concordou com a cabeça.

Depois de perguntar a Harry, furiosa, se ele conhecia o homem, tia Petúnia tinha empurrado os meninos depressa para fora da loja sem comprar nada. Uma velha amaluca da toda vestida de verde uma vez acenara alegremente para ele no ônibus. Um careca com um longo casaco púrpura chegara a apertar sua mão na rua um dia desses e em seguida se afastara sem dizer nada. A coisa mais estranha nessas pessoas era a maneira com que pareciam desaparecer no instante em que Harry tentava vê-los melhor.

Na escola Harry não tinha ninguém. Todos sabiam que a turma de Duda odiava aquele estranho Harry Potter com suas roupas velhas e folgadas e os óculos remendados, e ninguém gostava de contrariar a turma do Duda.

- Acabou. – Amos falou. 

- Eu leio o próximo. – Remus disse.

 


Notas Finais


ESPERO QUE GOSTEM...


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