História Lendo: O ladrão de raios com uma mudança - Capítulo 22


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Apollo, Hades, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Thalia Grace
Tags Nico, Percy, Thalia
Exibições 93
Palavras 3.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Incesto, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Ônibus Destruído


Ainda evitando o contato visual com Kronos, a leitura continuou

Quíron contraiu os lábios.

O rei titã começou a encarar o centauro, parece que Kronos queria dizer alguma coisa, mas resolveu não dizer nada por enquanto.

— Nem mesmo eu sou bastante velho para me lembrar disso, criança, mas sei que era um tempo de trevas e selvageria para os mortais. Cronos, o Senhor dos Titãs, chamou seu reinado de Era de Ouro porque os homens viviam em inocência e livres de todo o conhecimento. Mas isso era mera propaganda. O rei Titã não se importava nada com sua espécie a não ser para servir de aperitivo, ou como fonte de entretenimento.

— Eu não iria dizer nada, mas tudo o que você disse além de você não poder provar, é completamente falso — Kronos disse, sério —, tudo o que você disse nessa explicação é o que certos seres imortais querem que todos pensem, mas não é a verdade, não toda ela na verdade. — o rei titã completou.

 Foi só no início do reinado do Senhor Zeus, quando Prometeu, o bom Titã, trouxe o fogo para a humanidade, que sua espécie começou a evoluir, e mesmo então Prometeu foi estigmatizado como pensador radical. Zeus o castigou severamente, como você deve se lembrar. É claro, por fim os deuses se interessaram pelos seres humanos, e nasceu a civilização ocidental. — Mas agora os deuses não podem morrer, certo? Quero dizer, enquanto a civilização ocidental estiver viva, eles estarão vivos. Assim... mesmo se eu fracassar, nada pode acontecer de tão ruim a ponto de estragar tudo, certo?

— Você deveria confiar mais em si mesma, querida... — Reia disse suavemente, Sally apareceu de repente e concordou com a ex-rainha titã.

Quíron me deu um sorriso melancólico. - Ninguém sabe quanto tempo a Era do Ocidente irá durar, Percy. Os deuses são imortais, sim. Mas os Titãs também eram imortais. Eles ainda existem, trancados em suas várias prisões, forçados a suportar dores e castigos infinitos, com o poder reduzido, mas ainda muito vivos. Que as Parcas não permitam que os deuses sofram tal maldição, ou que retornemos às trevas e aos caos do passado.

Como se fosse uma criança, Kronos começou a resmungar e pelo que pareceu ele ficou imitando as palavras que Quíron falou no livro.

As outras almas vivas no Salão só ficaram lá olhando o mais poderoso dos titãs agir estranhamente e encarar o rei até que ele percebeu e se recompôs.

Tudo o que podemos fazer, criança, é seguir nosso destino. — Nosso destino... presumindo que saibamos qual é. — Relaxe – disse-me Quíron. - Mantenha as idéias no lugar. E lembre-se, você pode estar a ponto de evitar a maior guerra da história humana. - Relaxe - disse eu. - Estou muito relaxada.

— Sarcasmo numa hora dessas? Essa tal de Percy é realmente minha personagem favorita, hahahahahahahahahahahahaha... — disse Travis enquanto Connor e Ethan concordavam com ele.

— Isso é a vida real seus idiotas! — Thalia disse e resmungou sobre como os meninos são burros.

Quando cheguei ao pé da colina, olhei para trás. Sob o pinheiro que outrora era Thalia, filha de Zeus, Quíron estava em plena forma de homem-cavalo, segurando no alto seu arco em saudação. Uma típica despedida do acampamento de verão pelo seu típico centauro.

— Sempre! — os gregos gritaram e riram, Quíron sorriu para eles.

Argos nos levou para fora da zona rural em direção ao oeste de Long Island. Era esquisito estar novamente em uma autoestrada, com Annabeth e Grover sentados ao meu lado como se fôssemos caronas normais. Depois de duas semanas na Colina Meio-Sangue, o mundo real parecia uma fantasia. Surpreendi-me olhando para cada McDonald’s, cada criança no banco traseiro do carro dos pais, cada cartaz e cada shopping center. — Até agora, tudo bem - disse a Annabeth. - Quinze quilômetros e nem um único monstro.

— Percy não seja bobinha, minha princesa do mar, dizer isso te traz má sorte e vao fazer a filha de Atena ficar brava. — o deus do sol comentou, piscando para a morena, mas Luke viu e a abraçou enquanto Nico balançou a cabeça e deu um sorriso sincero dele para a garota de olhos verdes da cor do mar.

Enquanto isso, um certo pai estava irritado que tinham tantos meninos querendo tira a inocência de uma menina dela na frente dele.

Ela me lançou um olhar irritado. - Falar desse jeito traz má sorte, cabeça de alga.

— Eu disse! — confirmou o deus loiro.

— Ninguém te contradisse seu besta! — Ártemis disse irritada.

- Ajude-me a lembrar: por que você me odeia tanto? - Eu não odeio você. - Posso estar enganada. Ela dobrou o boné de invisibilidade. - Olhe... é só que não deveríamos nos dar bem, ok? Nossos pais são rivais. - Por quê? Ela suspirou. - Quantas razões você quer? Uma vez minha mãe pegou Poseidon com a namorada dele no templo de Atena, o que é super desrespeitoso.

— Ela só estava com ciúmes hahahaha... ai! — Hades comentou e riu até Héstia dar um tapinha nele, todo mundo ainda estava achando o deus do submundo agir tão casualmente, mas acharam divertido de qualquer jeito.

Outra vez, Atena e Poseidon competiram para ser o deus patrono da cidade de Atenas. Seu pai criou uma estúpida fonte de água salgada como presente. Minha mãe criou a oliveira. As pessoas viram que o presente dela era melhor, portanto deram à cidade o nome dela.

— Isso é só porque eu não quis brigar de verdade por aquela cidade. — Poseidon disse.

— Ah, vamos lá, sejamos realistas, Lord Poseidon — Atena disse zombeteiramente —, o que você poderia ter feito que seria melhor que o meu presente?

Poseidon limpou a garganta e disse:

— Qualquer coisa que eu quisesse, você não chega aos meus pés em termos de qualquer coisa além de sabedoria, Lady Atena, mas mesmo eu não sou o idiota que você pensa que eu sou..

Lá no fundo da sala se pode ouvir três vozinhas dizendo.

— Boa tio P.

— Elas realmente devem gostar de azeitonas.

— Foi o que eu disse também... — Hermes disse rindo — Ninguém me levou a sério.

Luke não pode deixar de revirar os olhos.

— Ah, deixa pra lá. - Agora, se ela tivesse inventado a pizza... isso eu poderia entender.

— Concordo! — Leo, Ethan, Thalia, Connor e Travis disseram, enquanto isso Nico resmungava sobre a gordura das pizzas americanas.

 —  Eu disse: deixa pra lá. —  No assento dianteiro, Argos sorriu. Ele não disse nada, mas olho azul na sua nuca piscou para mim.

A morena de olhos verdes ficou vermelha porque os gregos começaram a assobiar e alguns imortais deram olhares maliciosos para ela.

O trânsito ficou lento no Queens. Quando chegamos a Manhattan já era pôr-do-sol e começava a chover. Argos nos largou na Estação Greyhound no Upper East Side, não longe do apartamento de minha mãe e Gabe. Em uma caixa de correio, preso com fita adesiva, havia um folheto encharcado com meu retrato: VOCÊ VIU ESTA MENINA? Eu o arranquei antes que Annabeth e Grover pudessem vê-lo.

— Nós vimos mesmo assim! — afirmou Grover.

— Você tá acabando com a festa dela... — disse Silena.

— Desculpe! — Grover disse baixinho, mas na verdade, ele não parecia arrependido.

Argos descarregou nossas malas, certificou-se de que havíamos conseguido as passagens de ônibus e então foi embora, o olho nas costas de sua mão se abrindo para nos observar enquanto tirava o carro do estacionamento. Pensei em como estava perto do meu velho apartamento. Em um dia normal, minha mãe estaria chegando em casa da doceria mais ou menos naquela hora. Gabe Cheiroso provavelmente estava lá, jogando pôquer, sem nem sentir a falta dela. Grover pôs sua mochila nos ombros. Olhou rua abaixo, na direção em que eu estava olhando. - Quer saber por que ela se casou com ele, Percy? Olhei para ele. - Você está lendo a minha mente ou coisa assim? - Só as suas emoções. - Ele encolheu os ombros. - Acho que me esqueci de contar que os sátiros podem fazer isso. Você estava pensando na sua mãe e no seu padrasto, certo? Eu assenti, me perguntando o que mais Grover teria esquecido de contar. - Sua mãe se casou com gabe por você - Grover me contou. - Você o chama de ―Cheiroso, mas não tem ideia. O cara tem essa aura... Eca, eu posso sentir o cheiro dele daqui. Posso sentir vestígios do cheiro dele em você, e já faz uma semana que você esteve perto dele. - Obrigada - falei. - Onde fica o chuveiro mais próximo? - Você devia ser grata, Percy. Seu padrasto tem um cheiro tão repulsivamente humano que pode mascarar a presença de qualquer semideus. Assim que inalei o ar dentro do seu Camaro, eu soube: Gabe esteve encobrindo seu cheiro por anos. Se você não tivesse morado com ele durante todos os verões, provavelmente teria sido encontrado por monstros muito tempo atrás. Sua mãe ficou com ele para proteger você. Era uma senhora esperta. Devia amar muito você para aturar aquele cara... se é que isso o faz se sentir melhor.

— Eu sabia. — a mais sábia de todos disse e fez uma dancinha estranha sentada no seu trono.

Não fazia, mas me forcei para não demonstrar. Eu a varei de novo, pensei. Ela não se foi. Fiquei imaginando se Grover ainda podia ler as minhas emoções, confusas como estavam.

— É claro que sim! — disse Grover, mas, mais uma vez ele estava mentindo, ele não pode entender nada, ela estava tão confusa com suas emoções que só de sentir Grover já ficava tonto.

Estava grata por ele e Annabeth estarem comigo, mas me sentia culpada porque não fora sincera com eles. Não lhes contara a verdadeira razão de ter dito sim para aquela missão maluca. A verdade era que eu não me importava em recuperar o relâmpago de Zeus, em salvar o mundo ou mesmo em ajudar meu pai a sair da encrenca.

Sem dizer nenhuma palavra, mas um olhar que os dois deram todo mundo foi capaz de dizer que eles sabiam disso, talvez só em parte, mas mesmo assim...

Quanto mais pensava nisso, mas me ressentia de Poseidon por nunca ter me visitado, nunca ter ajudado a minha mãe, nunca se quer mandado uma droga de cheque de pensão alimentícia. Ele só me reconhecera porque tinha um serviço a ser feito.

— E... é por isso que ela te odeia agora...

Eu só me preocupava com minha mãe. Hades a levara injustamente, e Hades iria devolvê-la. Você será traída por aquele que chama de amigo, sussurrou o Oráculo em minha mente. E, no fim, irá fracassar em salvar aquilo que mais importa. Cale a boca, respondi.

— O estranho é que ninguém se lembra da voz do Oráculo além de você... Não a voz de Rachel, eu quero dizer e sim a do Oráculo... Estranho, será que quer dizer alguma coisa? — o deus ponderou. — acho que não, né?

A chuva continua caindo. Ficamos impacientes esperando o ônibus e decidimos brincar de footbag com uma das maçãs de Grover. Annabeth foi incrível. Ela era capaz de arremeter a maçã com o joelho, com o cotovelo, com o ombro, ou o que fosse. Eu mesmo não era de todo ruim. O jogo terminou quando arremessei a maçã para Grover e ela chegou perto demais da sua boca. Em uma megamordida de bode, nossa footbag desapareceu - miolo, pedúnculo e tudo. Grover enrubesceu. Ele tentou se desculpar, mas Annabeth e eu estávamos muito ocupados dando risada. Finalmente o ônibus chegou. Enquanto estávamos na fila para embarcar, Grover começou a olhar em volta, farejando o ar do jeito como farejava seu lanche favorito na cantina da escola - enchiladas. - O que foi isso? - perguntei. - Não sei - disse ele, tenso. - Talvez não seja nada. Mas podia perceber que era alguma coisa. Também comecei a olhar para trás por cima do ombro. Fiquei aliviada quando afinal embarcamos e encontramos lugar juntos na parte de trás do ônibus. Guardamos nossas mochilas. Annabeth batia nervosamente seu boné dos Yankees na coxa. Quando os últimos passageiros subiram, Annabeth apertou com força o meu joelho. ―Percy. Uma senhora acabava de embarcar no ônibus. Usava vestido de veludo amarrotado, luvas de renda e chapéu laranja, tricotado e disforme, que encobria seu rosto, e carregava uma grande bolsa de lã estampada. Quando ergueu a cabeça seus olhos pretos faiscaram, e meu coração deu um pulo. Era a sra. Dodds. Mais velha, mas enrugada, mas sem dúvida a mesma cara maligna. Eu me encolhi no assento. Atrás dela subiram mais duas senhoras: uma de chapéu verde, outra de chapéu roxo. A não ser por isso, eram parecidíssimas com a sra. Dodds - as mesmas mãos encarquilhadas, as mesmas bolsas de lã, os mesmo vestidos de veludo enrugados. Um trio de avós demoníacas. Elas se sentaram na fileira da frente, logo atrás do motorista. As duas no corredor cruzaram as pernas bem na passagem, formando um X. Aquilo era bastante normal, mas enviava uma mensagem clara: ninguém sai.

— Ésó você que entra nessas confusões, Jackson, incrível! — comentou Clarisse rindo junto com Kate.

O ônibus partiu da estação e seguimos pelas ruas escorregadias de Manhattan. - Ela não ficou morta muito tempo - disse eu, tentando impedir minha voz de tremer. - Achei que você tivesse dito que eles podem ser afastados por toda uma vida. - Eu disse, se você tiver sorte - disse Annabeth. - Você obviamente não tem.

— Não mesmo! — isso foi um coro, tanto os romanos quanto os gregos e os imortais disseram em uníssono.

- Todas as três - choramingou Grover. - Di immortales! - Está tudo bem - disse Annabeth, obviamente se empenhando em pensar. - As Fúrias. Os três piores monstros do Mundo Inferior. Sem problemas. Sem problemas. Vamos simplesmente saltar pelas janelas. - Não abrem - gemeu Grover. - Uma saída nos fundos? - sugeriu ela. Não havia nenhuma. E, mesmo que houvesse, não teria ajudado. Àquela altura, estávamos na Nona Avenida, em direção ao Túnel Lincoln. - Elas não vão nos atacar com testemunhas em volta - disse eu. - Ou vão? - Os mortais não têm bons olhos - lembrou-me Annabeth. - Seus cérebros só podem processar o que eles vêem através da Névoa. - Eles vão ver três velhas nos matando, não vão? Ela pensou a respeito. - Difícil dizer. Mas não podemos contar com a ajuda de mortais. Talvez uma saída de emergência no teto...? Chegamos ao Túnel Lincoln, e o ônibus ficou às escuras a não ser pelas luzes do corredor. Estava assustadoramente silencioso sem o ruído da chuva. A sra. Dodds se levantou. Com uma voz inexpressiva, como se tivesse ensaiado aquilo, ela anunciou para o ônibus inteiro: - Preciso usar o toalete. - Eu também - disse a segunda irmã. - Eu também - disse a terceira irmã. Todas elas começaram a se aproximar pelo corredor. - Já sei - disse Annabeth. - Percy, pegue meu chapéu. - O quê? - É você que elas querem. Fique invisível e siga pelo corredor. Deixe que elas passem por você. Talvez você possa chegar até a frente e escapar. - Mas vocês... - Há uma pequena possibilidade de que elas não reparem em nós - disse Annabeth. - Você é filha de um dos Três Grandes. Seu cheiro deve encobrir o nosso. - Não posso abandonar vocês.

— Nunca vai! — disseram os dois sorrindo para a filha do deus do mar.

 - Não se preocupe conosco - disse Grover. - Vá! Minhas mãos tremiam. Eu me senti uma covarde, mas peguei o boné dos Yankees e pus na cabeça. Quando olhei para baixo, meu corpo não estava mais ali. Comecei a me esgueirar pelo corredor. Consegui passar dez fileiras, depois me esquivei para um assento vazio bem quando as Fúrias passaram. A sra. Dodds parou, farejando, e olhou diretamente para mim. Meu coração estava disparado. Parecia não ter visto nada. Ela e as irmãs continuaram andando. Eu estava livre. Cheguei até a frente do ônibus. Já estávamos quase saindo do Túnel Lincoln. Estava a ponto de apertar o botão de parada de emergência quando ouvi lamentos abomináveis vindos da fileira do fundo. As velhas não eram mais velhas. Os rostos ainda eram os mesmos - acho que seria impossível ficarem mais feios -,

— Depois você se pergunta por que tem tantos seres que te odeiam! — Ethan comentou rindo.

 mas os corpos haviam murchado e tinham o aspecto de um couro marrom sobre formas de bruxas, com asas de morcego e mãos e pés como garras de gárgulas. As bolsas viraram chicotes chamejantes. As Fúrias cercaram Grover e Annabeth estalando os chicotes e sibilando: - Onde está? Onde? As outras pessoas no ônibus estavam gritando, escondendo-se em seus bancos. Certo, elas viram alguma coisa. - Ela não está aqui! - gritou Annabeth. - Saiu! As Fúrias ergueram os chicotes. Annabeth sacou a faca de bronze. Grover agarrou uma lata da sua sacola de lanches e se preparou para jogá-la. O que eu fiz a seguir foi tão impulsivo e perigoso que eu merecia ser o rei do transtorno do déficit de atenção do ano. O motorista do ônibus estava distraído, tentando enxergar o que estava acontecendo pelo espelho retrovisor. Ainda invisível, agarrei o volante e dei um tranco para a esquerda. Todos gritaram ao serem jogados para a direita, e ouvi o que esperava ser o som das três Fúrias esmagadas contra as janelas. - Ei! - gritou o motorista. - Ei! Oaaa! Ele lutou para segurar o volante. O ônibus chocou-se com a lateral do túnel, o metal arrastado pela parede lançando fagulhas um quilômetro atrás de nós. Saímos de lado do túnel, de volta à tempestade, com pessoas e monstros arremessados de um canto a outro do ônibus e carros jogados de lado como se fossem pinos de boliche. De algum modo o motorista achou uma saída. Arremessamo-nos para fora da auto-estrada, passamos méis dúzia de semáforos e acabamos disparando por uma daquelas estradas rurais de New Jersey, nas quais não dá para acreditar que exista tanto nada do outro lado do rio quando se deixa Nova York. Havia bosques à nossa esquerda e o rio Hudson à direita, e o motorista parecia se desviar na direção do rio. Outra grande ideia: aperto o freio de emergência. O ônibus gemeu, traçou um circulo completo sobre o asfalto molhado e se chocou contra as árvores. As luzes de emergência se acenderam. A porta se abriu. O motorista foi o primeiro a sair, com os passageiros gritando enquanto fugiam em pânico atrás dele. Subi no assento do motorista e deixei-os passar. As Fúrias retomaram o equilíbrio. Estalaram os chicotes para Annabeth enquanto ela brandia a faca e gritava em grego antigo que recuassem. Grover atirava latas. Olhei para a porta aberta. Eu estava livre para partir, mas não podia abandonar meus amigos. Tirei o boné invisível. - Ei! As Fúrias se viraram, mostrando as presas amareladas para mim, e a saída de repente me pareceu uma excelente ideia. A sra. Dodds avançou de modo arrogante pelo corredor, como costumava fazer em classe, pronta para entregar meu F na prova de matemática. Cada vez que ela estalava o chicote, chamas vermelhas dançavam pelo couro farpado. Suas duas irmãs horrorosas pularam para cima dos assentos de ambos os lados e se arrastaram na minha direção como dois lagartos enormes e asquerosos. – Atlanta Perseu Jackson - disse a sra.Dodds com um sotaque que vinha de algum lugar mais distante do que o sul da Geórgia. - Você ofendeu os deuses. Você deve morrer. - Eu gostava mais de você como professora de matemática - falei.

Nico, Thalia, Ethan, Silena, Kate e Clarisse bateram a mão na testa, mas não disseram nada.


Notas Finais


Bem, vamos resolver logo o caso do interesse amoroso de Percy...
Pessoalmente, eu quero deixar ela ficar com o Nico, pr causa de tudo o que o Nico teve que passar, passou e tal, mas... como eu já disse não sou eu quem escolho...
Quem quiser opinar deixa aí o nome de quem quer que fique com a Percy...


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