História Lendo Rangers Ordem dos Arqueiros Livro I - Capítulo 6


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Categorias Ranger: Ordem dos Arqueiros
Personagens Evanlyn (Princesa Cassandra), Gilan, Halt, Horace, Personagens Originais, Rei Duncan
Exibições 34
Palavras 1.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 4


— Wisy? Wisy de quê? — Martin perguntou exasperado, examinando as folhas de papel que continham os detalhes sobre os candidatos. Ele era secretário do barão há apenas cinco anos e por isso não conhecia a história de Wisy. Percebeu então que não havia um sobrenome nos documentos da garota e ficou aborrecido por achar que tinha deixado passar esse erro.

Wisy suspirou, sempre seria assim.

— Qual é o seu sobrenome, menina? — ele perguntou com severidade.

Wisy olhou para ele hesitante, odiando aquele momento.

— Eu... não tenho... — ela começou, mas felizmente o barão intercedeu.

— Wisy é um caso especial, Martin — ele informou com calma e com um olhar que ordenava que o secretário esquecesse o assunto.

Em seguida, virou-se para Wisy com um sorriso encorajador.

— A que escola quer se candidatar, Wisy? — ele perguntou.

Wisy respirou fundo, ela sabia que jamais iria para a escola de Guerra e nenhuma das outras escolas que tinha vagas interessava a ela.

-Eu não sei senhor. – Wisy resolveu falar a verdade.

Wisy estremeceu levemente, porém Halt que observa a garota acenou com a cabeça imperceptivelmente aprovando a reação dela.

-Não tem interesse por nenhuma delas? – o barão perguntou surpreso.

-Não senhor. – Wisy respondeu.

— Quais são as suas qualidades, Wisy? — o barão perguntou. Ela pôs a cabeça para funcionar. Não era boa nas aulas e em línguas como Alysson, não conseguia formar letras bonitas e perfeitas como George nem se interessava por culinária como Jenny.

E, certamente, não tinha os músculos e a força de Horace.

— Sei escalar muito bem, senhor — disse finalmente, percebendo que o barão esperava sua resposta.

Mas logo se deu conta de que tinha cometido um erro, pois Chubb, o cozinheiro, olhou para ela zangado.

— Ela sabe escalar, sim, senhor. Eu lembro quando subiu numa calha na minha cozinha e roubou uma bandeja de bolinhos que estavam esfriando no peitoril da janela.

Wisy ficou desanimada. Aquilo tinha acontecido há séculos! Ela quis contar que era uma criança na época e que tinha sido apenas uma brincadeira infantil. Mas agora o mestre escriba também estava falando.

Wisy se encolheu, a situação só estava piorando para o lado dela.

— Na última primavera, ela subiu até o nosso gabinete no segundo andar e soltou dois coelhos durante um de nossos debates sobre questões legais. Extremamente lamentável.

— Coelhos, mestre escriba? — o barão perguntou, e Nigel assentiu vigorosamente.

— Um casal, meu senhor, se o senhor me entende — ele respondeu. — Extremamente lamentável!

O rei, Sir Rodney, Sir David, Gilan e o barão não conseguiram ficar sérios e caíram na risada ao imaginara cena, já Halt deixou um meio sorriso escapar.

Sem que Wisy visse, a muito séria lady Pauline colocou a mão na frente da boca num gesto elegante. Talvez ela estivesse disfarçando um bocejo, mas, quando retirou a mão, ainda foi possível entrever o final de um sorriso.

O barão sorriu ainda mais.

— Bem, sim — comentou o barão. — Nós todos sabemos como são os coelhos.

— E, como eu disse, era primavera — Nigel continuou, caso o barão não tivesse entendido.

Lady Pauline deixou escapar uma tosse nada feminina. O barão olhou para ela surpreso.

— Acho que compreendemos, mestre escriba — ele disse, voltando a olhar para a figura desesperada à sua frente.

-Com certeza compreendemos. – Duncan falou rindo.

Wisy manteve o queixo erguido e olhava direto para a frente. O barão sentiu pena da jovem naquele momento. Ele podia ver as lágrimas se formando nos olhos vivos e castanhos, presas somente por uma determinação de ferro. “Força de vontade”, pensou. Não lhe agradava fazer a garota passar por tudo aquilo, mas era assim que tinha que ser. Ele suspirou silenciosamente.

— Há alguém que possa usar essa garota? — ele perguntou. Um por um, em silêncio, eles sacudiram a cabeça negativamente.

Surpreendentemente, foi o arqueiro quem quebrou o desagradável silêncio da sala.

— Há uma coisa que o senhor deve saber sobre está garota, meu senhor — ele disse com uma voz grave e suave.

Aquela era a primeira vez que Wisy o ouvia falar. Ele se adiantou e entregou uma folha de papel dobrada ao barão. Arald a abriu, leu as palavras nela escritas e franziu a testa.

Arald olhou para Halt confuso, porém o arqueiro não disse nada.

— Você tem certeza disso, Halt?

— Absoluta, meu senhor.

O barão dobrou o papel com cuidado e o colocou na mesa. Ele tamborilou os dedos no tampo da mesa e disse:

— Vou ter que pensar nisso durante a noite.

Halt concordou e deu um passo para trás, parecendo desaparecer no fundo. Wisy o olhou com ansiedade, perguntando-se que informação a figura misteriosa tinha passado ao barão. Como a maioria das pessoas, Wisy tinha crescido acreditando que era melhor evitar os arqueiros. Eles faziam parte de um grupo secreto e místico, envolto em mistério e incerteza, o que, por sua vez, levava ao medo.

Gilan rolou os olhos.

Wisy não gostou da ideia de que Halt sabia algo a seu respeito, algo que era importante o bastante para chamar a atenção do barão naquele dia. A folha de papel continuava ali, torturantemente perto, no entanto impossível de ser alcançada.

A garota percebeu um movimento ao seu redor. O barão estava falando com outras pessoas na sala.

— Felicitações aos que foram escolhidos hoje. Este é um grande dia para todos, portanto vocês têm o resto dele livre. Aproveitem. As cozinhas prepararão um banquete no seu alojamento e durante o resto da tarde vocês estão livres para visitar o castelo e a vila. Amanhã cedo, apresentem-se aos seus novos mestres de ofício. E, se quiserem aceitar um conselho, sejam pontuais — ele sorriu para os quatro e então se dirigiu para Wisy com uma ponta de simpatia na voz.  — Wisy, amanhã vou dizer o que decidi a seu respeito — ele se virou para Martin e fez um gesto para que conduzisse os aprendizes para fora. — Obrigado a todos — ele disse, saindo do aposento pela porta atrás da mesa.

Os mestres de ofício deixaram a sala e Martin conduziu os protegidos até a saída. Eles conversavam entusiasmados, aliviados e satisfeitos por terem sido aceitos pelos mestres de sua escolha.

Wisy ficou para trás, hesitando diante da folha de papel ainda na mesa. Ela olhou para ela por um instante como se pudesse, de alguma forma, enxergar as palavras escritas do outro lado. Teve a mesma impressão de que alguém a observava, como antes. E então se defrontou com os olhos escuros do arqueiro, que tinha ficado atrás da cadeira de encosto alto do barão, quase invisível em baixo de seu estranho manto.

Wisy estremeceu num repentino momento de medo e saiu apressado da sala.

Halt sabia o que iria acontecer, mas ele queria ver até onde Wisy iria.

-Acabou.

-Eu leio. – Horace falou.



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