História Lens Summer - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Hayes Grier
Personagens Hayes Grier, Personagens Originais
Tags Drama, Hayes Grier, Photograph, Romance
Exibições 40
Palavras 812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi oi! Olha só quem resolveu aparecer depois de meses. Me desculpem pela demora, eu tive um super bloqueio criativo e não conseguia escrever nada dessa fanfic. Eu queria que esse capitulo fosse especial, pois é o ultimo. Escrevi com todo o meu coração e espero que gostem. Boa leitura e nos vemos nas notas finais.

Obs: Não revisei o capitulo, então me avisem, qualquer coisa.

Capítulo 6 - Running was my only choice


Os dias pareciam se arrastar, a tensão era palpável. Eu e o Hayes acabamos nos afastando, na verdade, eu me afastei. Ele estava sempre me chamando pra sair, mas eu sempre inventava uma desculpa, algo relacionado a minha vó, assim como no começo. O começo de tudo, a raiva, a confusão, o desejo e por fim a negação. Esses são os sintomas de quem está prestes a cair, a entrar em um caminho aparentemente sem volta, a se apaixonar. Aconteceu comigo da maneira mais linda e ao mesmo tempo mais dramaticamente clichê.

Nunca pude descrever oque tivemos. Estava claro que nos gostávamos mais do que como amigos, mas não chegávamos a ser namorados, pelo menos, nunca nos rotulamos como tal. Rótulos, outra coisa que sempre odiei. Por que sempre temos que dar nomes aos bois? Seria tudo tão menos complicado, se simplesmente vivêssemos. Sem restrições, culpa, ou qualquer coisa do tipo. Talvez por isso nunca deu certo, estávamos tão preocupado com o nosso relacionamento em potencial, que acabamos tornando tudo muito maior do que realmente era. Se não tivéssemos a necessidade de dar nome a tudo oque temos, seria muito mais fácil deixar para trás. Isso acontece quando adotamos um animal, nós nos afeiçoamos a eles, e no momento em que damos um nome, já há sentimento e automaticamente já os consideramos nosso. O mesmo acontece com os relacionamentos, começamos a gostar da pessoa e temos a necessidade de dar a elas um rótulo, algo que as torne mais nossas. E foi no dia em que ele me pediu e eu quase larguei tudo, que percebi que tinha entrado num beco sem saída.

—Se tivéssemos nos conhecido em outro momento seria tudo tão mais fácil.—falei com a voz fraca aproveitando o cafuné que o Hayes me fazia.

—Talvez sim, talvez não.  Poderíamos ter nos conhecido na fila de um supermercado, dois solteirões precisando de um pouco de amor ou poderíamos estar casados, com uma família completa. Não da pra saber.

—É, não dá.—sussurrei.

Depois de um tempo de um silencio ensurdecedor, ouvi a voz cansada do Hayes.

—Você mexe comigo de uma maneira que  nenhuma outra garota conseguiu e isso é isso é tão cafona, mas é como eu me sinto e eu odeio isso. Quer dizer, não odeio a você ou a mim, mas odeio a situação, o momento em que isso aconteceu.

—Eu também gosto muito de você, mais do que pensei que gostaria... E esse é o problema.—Lembrei da minha infância e das madrugadas em que eu via minha mãe chorar.— Quando gostamos muito de alguém, nos tornamos cegas, mas ao mesmo tempo, nunca enxergamos tão bem.  Nos jogamos de cabeça naquilo, arriscamos tudo e no fim a parte mais envolvida, sempre sai perdendo.

—Você sabe que não precisa ser assim. Eu estou tão nessa quanto você e pretendo ficar assim para sempre.

—Para sempre é muito tempo.

—Então enquanto durar.

—Como você pode ter certeza?

—Eu não tenho, só que estou disposto a arriscar. E você? Está nessa comigo?

Milhares de coisas passavam pela minha cabeça naquele momento. Meu coração batia acelerado dizendo que sim, sim eu aceitava largar tudo e ficar aqui, nos braços do moreno. Mas minha parte racional gritava comigo em um quase sussurro, que não, isso estava errado. Eu tinha uma vida em Londres. Minha mãe, meu emprego na biblioteca e minha bolsa para estudar em Oxford. Lembro-me das noites que eu passei trancafiada no quarto, estudando para conseguir essa vaga. Não podia deixar tudo para trás, mas era do Hayes que estávamos falando. O garoto de olhos azuis intensos que em meses me fez sentir como eu não havia me sentindo em anos. Eu estava entrando em pânico, exatamente como acontecia quando eu tinha que apresentar um trabalho na escola. E então fiz a coisa que me pareceu mais racional no momento, eu fugi. Sai correndo sem olhar para trás enquanto o Grier gritava por mim. Ele não viria atrás de mim, pelo menos, não agora. Me conhecia suficientemente bem pra saber que eu precisava de um tempo.

(...)

Eu estava deitada no colo da minha vó enquanto soluçava. Depois que meu surto passou, eu cai em mim. Percebi a burrada que tinha feito. Ele se abriu pra mim, se mostrou tão maduro e eu fugi. Mas agora, já era tarde demais. Não tinha mais volta, fiz minha escolha no momento em que sai correndo. Eu era muito orgulhosa pra voltar atrás.

—Vó, a senhora poderia me ajudar a arrumar a mala? Eu vou pra casa.

Dona Karen me olhou com pena, mas logo me ofereceu um sorriso gentil, pegando em minha mão e me levando escada acima.

"Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado. —Albert Camus"


Notas Finais


Finalmente o ultimo capitulo, ou quase, não estou acreditando! Vou sentir falta disso daqui, mas ainda pode ter o epilogo e isso só depende de vcs. Então, quero que comentem oque acharam, todos, os leitores presentes e ate os fantasmas, será de grande importância pra mim. Quanto mais gente eu ver, mais eu vou me inspirar para esse epilogo.


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