História Lento - Capítulo 3


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Categorias Alfonso Herrera, Anahí, Rebelde (RBD)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni
Tags Alfonso, Anahi, Lento, Poncho, Ponny, Rbd
Visualizações 26
Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - De volta


"Tu serás mi enamorada en mi cuento en mi historia y en mi show..."



Saí do quarto de hotel do Alfonso correndo, desci, peguei um táxi e fui para o apartamento de Chris. Eu precisava conversar com alguém e eu sabia que ele saberia o que me dizer e o que eu deveria fazer. Quando Chris abriu a porta estava com um semblante sério e eu já sabia o porquê.

Entra! — Ordenou ele e assim eu fiz.

Chris por favor, antes de me julgar e dizer que eu não tenho juízo, me escute.— Pedi e ele me abraçou.

Eu não vou te julgar, mas você está muito errada. O que tinha na cabeça para ficar com o seu irmão?

— Ele não é meu irmão.

— É adotivo.

— Ai Chris! Eu não sei o que fazer. Foi algo da noite, nós estávamos bêbados e... — Eu não conseguia terminar de dizer, as lágrimas já rolavam pelo meu rosto. Nenhum argumento faria o peso do meu crime diminuir.

Calma! Olha agora que aconteceu não há nada que se possa fazer para consertar, mas você precisa manter isso como um segredo, seus pais e o Christopher não podem sonhar com isso.

— Eu sei e eu preciso ir. Tenho que ir terminar de arrumar algumas coisas do casamento. 

Tem certeza que você vai se casar Annie? 

— Tenho. Eu amo o Christopher e o que aconteceu ontem não mudou isso. — Falei já me virando pra sair.

Pense bem Annie. Não faça nada de que possa se arrepender depois.

— Eu já fiz. — Falei e assim saí de lá.

*      *      *

Antes de ir me encontrar com o Christopher eu passei na casa de Dulce onde tomei um banho, troquei de roupa e lhe contei toda a história da noite anterior. Dulce ficou chocada, prometeu que não diria nada a ninguém e disse para que eu continuasse com os planos de me casar.

Assim que cheguei a igreja Christopher já estava lá conversando com a responsável pelo cerimonial, quando me viu ele abriu um enorme sorriso como sempre e veio até mim. Christopher então me abraçou e me beijou, aquilo por dentro me matou, eu queria chorar e o implorar pelo perdão, mas como lhe explicaria que havia o traído com meu irmão adotivo que não via a mais de doze anos. Aquela seria minha penitência lidar com a dor, o ressentimento e a culpa de ter traído o homem que mais me amou, que sempre esteve ao meu lado e que me dava o mundo, e tudo por conta de alguns shots de tequila.

Eu e Christopher escolhemos os doces que queríamos na festa e confirmamos os salgados. As cores da decoração já estavam definidas: preto, branco e vermelho, então apenas escolhemos onde ficaria cada coisa. Depois de cada detalhe acertado nós fomos tomar um sorvete próximo ao apartamento de Christopher.

Está ficando tudo lindo. Mal posso esperar para te ver vestida de noiva entrando na igreja para se tornar minha mulher. — Falou Christopher sorrindo e eu assenti com a cabeça, eu simplesmente não entendia o que eu poderia ter feito para o merecer.

Christopher era o noivo que qualquer mulher pediria a Deus, ele sabia como lhe fazer sentir especial, mas enquanto ele estava ali todo dedicado eu pensava em Alfonso e o quanto o queria, mesmo que eu tentasse não conseguia parar de pensar na noite anterior. Depois do sorvete eu e Christopher fomos para o apartamento dele. Chegando lá Christopher foi tomar banho e eu o esperei no quarto, eu ainda pensava em Alfonso e já não sabia o que fazer para esquece-ló. 

Eu me sentia horrível, me sentia a pior pessoa do mundo eu havia traído meu noivo com meu irmão adotivo, aquele que eu sempre odiei, aquele que eu nunca quis que fosse meu irmão, aquele que eu nunca havia aceitado, eu me entreguei a ele em uma noite regada a álcool e coragem, no momento em que eu estava nos braços de Alfonso me sentia a mulher mais sortuda do mundo, mas era a coisa mais errada que eu poderia ter feito.

Christopher saiu do banho só de toalha e eu estava deitada na sua cama perdida em meus pensamentos que nem vi quando ele se deitou ao meu lado. Christopher se deitou atrás de mim, me abraçou e começou a beijar meu pescoço. Eu me virei e o beijei, mas algo me fez parar, já não era igual estar com ele, seu perfume me enjoava e me dava dor de cabeça, seus beijos pareciam ter perdido o gosto e nada mais me atraia. Quando parei Christopher me olhou intrigado.

O que foi Annie? — Questionou ele.

Eu não estou me sentindo bem. 

— O que você tem.

— É só um mal estar e dor de cabeça. Me leva pra casa? — Pedi. Christopher apenas assentiu com a cabeça, se levantou e começou a se vestir.

Christopher era muito compreensível e respeitoso, se eu havia dito não para ele também era não. Christopher em menos de cinco minutos ficou pronto, nós descemos, pegamos o carro e fomos para a minha casa. Durante o caminho eu dormi um pouco e sonhei com Alfonso, sonhei que todos haviam descoberto sobre o nosso caso, sobre a nossa noite de amor e depois disso Alfonso ia embora me deixando sozinha. Acordei um pouco assustada, mas consegui disfarçar para Christopher. Quando estávamos chegando na porta da minha casa eu vi uma camionete preta parada na porta e então a lembrança da noite anterior veio em minha mente, aquela camionete, eu a conhecia poderia até dizer como era por dentro, a placa HLA—4312 me fez lembrar exatamente quem era o dono, Alfonso Herrera. A mesma camionete que me levou para o hotel em que Alfonso estava, que me levou para a melhor noite da minha vida. Era Alfonso, Alfonso chegou em casa, Alfonso voltou para a casa, voltou para antiga vida, voltou para desmoronar a minha vida e destruir tudo o que eu tinha construído. Eu agora não sabia o que fazer, não sabia como agir quando estivesse no mesmo ambiente que meu noivo e meu irmão amante.

Ue quem será que está aí? — Questionou Ucker.

Não faço a menor ideia. — Falei ficando cada vez mais nervosa. Aquilo não poderia estar acontecendo.

Christopher e eu descemos do carro, entramos em casa e demos de cara com a cena de meus pais juntos com Alfonso no sofá. Meus pais explodiram de felicidade por tê-lo ali, minha mãe parecia que ia explodir de tanta alegria e mal deixava Alfonso falar. Quando entramos a atenção se voltou para nós que era o que eu menos queria.

Anahí, filha! Que bom que chegaram. Olha só quem voltou. — Falou minha mãe de mãos dadas com Poncho.

Alfonso... — Eu não sabia o que dizer e nem o que fazer.

Oi irmãzinha. — Falou ele.

Não é maravilhoso filha? O Alfonso voltou. — Falava minha mãe explodindo de felicidade. — Poncho esse é o noivo da Annie, Christopher Von Uckermann. — Falou minha mãe apresentando os dois enquanto eu permanecia imóvel.

Alfonso então se levantou do sofá e se encaminhou até nós. Ele cumprimentou Christopher com um aperto de mão e depois chegou perto de mim, colocou uma mão na minha cintura e depositou um beijo em meu rosto, o que me fez ficar com as pernas bambas sentindo um arrepio correr por todo o meu corpo.

Espero que agora que vocês já estão adultos consigam se dar bem e até se tornarem amigos. — Falou meu pai.

Eu vou fazer o possível para que isso aconteça. — Falou Poncho em seguida me olhando dando uma piscadela.

Annie...? — Chamou meu pai.

Eu também vou fazer o possível para que isso aconteça. — Falei ainda imóvel no mesmo lugar.

Afinal nós temos que esquecer as diferenças e pensar no que temos em comum. Não concorda Christopher?

— Claro! Afinal vocês dois são irmãos, não podem viver brigando com cães e gatos. — Disse Christopher.

Tudo está se ajeitando. — Falou minha mãe mal sabendo que agora era que tudo iria desmoronar. — Filho, você volta pra casa hoje né? Seu quarto está do mesmo jeito de quando você saiu. — Falou minha mãe e eu torcia para que Poncho dissesse que não.

Claro! Nossa! Já fazem doze anos mãe. 

— E qual o problema? Sua memória precisa sempre estar viva. 

— Mesmo longe nós não nos esquecemos. — Completou meu pai.

E por conta do seu retorno eu fiz um jantar especial. Christopher, você pode me ajudar na cozinha?

— Claro! — Concordou Christopher indo atrás de minha mãe até a cozinha e meu pai foi com eles.

Então na sala ficamos eu e Alfonso, parados um de frente pro outro sem dizer nada, apenas trocando olhares até que eu caí em mim e resolvi falar.

O que está fazendo aqui?

— Está também é minha casa.

— Não! Não é! Essa não é a sua casa! Você nos abandonou por doze anos sem dar notícias e agora você volta querendo que tudo seja igual? — Questionei já com os olhos cheios d'água. Eu conseguia sentir amor e ódio por ele ao mesmo tempo, dentro de mim passava um turbilhão de sentimentos nos quais eu não conseguia separar e ordenar.

Nada mais será igual Annie. Depois de ontem tudo mudou. Não percebe? — Falou ele se aproximando de mim.

Por que está fazendo isso? Você quer me destruir? Por que voltar pra casa?

— Eu jamais iria querer sua destruição. Nunca te desejarei o mal. — Falou Poncho.

Eu... Eu não te quero aqui. Você não pode ficar. 

— Eu sei que pra você tudo aconteceu apenas por conta da bebida, mas pra mim... — Agora lágrimas escorriam pelo rosto de Poncho. — Pra mim teve um significado muito importante. Pra mim foi uma noite mágica e sublime. Eu jamais esquecerei Annie. — Falou ele deixando que as lágrimas dançassem por seu rosto e as minhas também caíam. Poncho então se aproximou mais e limpou uma lágrima solitária no meu rosto. — Você sempre estará onde eu for. Tudo o que eu fizer, farei pensando em você. Serás pra sempre minha paixão até nas histórias e contos da minha cabeça. — Falou Poncho com o rosto bem próximo ao meu.

Eu te amo... — Falei quase que em um sussurro.

Eu também! — Falou Poncho se aproximando mais e em seguida deu um beijo no canto da minha boca entre as lágrimas que caíam de nossos olhos.

Depois disso nós ficamos por mais alguns segundos naquela aproximação sentindo o perfume um do outro enquanto lágrimas escorriam. De repente Alfonso se afastou, limpou o rosto e foi caminhando até a porta, eu pensei em dizer algo ou perguntar, mas não tive coragem suficiente para isso. Limpei meu rosto e um tempo depois minha mãe apareceu na sala.

Cadê o Alfonso?

— Ele saiu.

— Pra onde.

— Acho que foi até o hotel buscar as coisas dele.

— Ata. Então sobe minha filha, tome um banho e se arrume para o jantar, afinal seu futuro marido está aí e você tem que se arrumar pra ele. 

— Ok! — Falei e subi as escadas.

Mal sabia minha mãe que eu queria me arrumar não era para o meu futuro marido e sim para o meu irmãozinho. Entrei no meu quarto, tomei um banho demorado e relaxante, me vesti e passei uma maquiagem leve. Quando desci as escadas todos já estavam lá e Alfonso estava lindo vestido com uma calça jeans e uma blusa social. Durante o jantar surgiram vários assuntos e eu me mantive calada até minha mãe fazer uma sugestão um tanto quanto perigosa.

Querida, por que você não leva Alfonso amanhã para dar uma volta na cidade pra ver como estão as coisas?

— É, eu... Eu tenho que ver se não tem alguma coisa do casamento pra resolver. 

— Amanhã não temos nada meu amor! Leva seu irmão pra dar uma volta. — Falou Christopher pensando que ajudava.

Então pronto! Amanhã vocês dois vão sair, finalmente realizando coisas de irmãos. — Falou minha mãe. Eu e Alfonso nos mantivemos calados.

O jantar continuou e os olhares de Alfonso me queimavam, e eu sempre que podia também o olhava. Assim que o jantar acabou nós fomos para a sala e uma conversa começou. Eu não sei o que conversavam, eu não estava prestando atenção. Alfonso, Christopher e meus pais conversavam como se sempre tivessem sido amigos, eu falava o mínimo possível e somente quando me perguntavam. Eu estava atentamente olhando Alfonso conversando, cada movimento era observado com riqueza de detalhes, havia algo nele que me deixava apaixonada. Depois de algum tempo Christopher foi embora, me despedi, subi para o meu quarto e me deitei. Tentei dormir, mas simplesmente não consegui. 

Eram duas horas da manhã quando resolvi levantar para tomar um remédio pra dormir. Me levantei, desci as escadas e fui até a cozinha. Quando cheguei na cozinha dei de cara com Alfonso bebendo água direito no bico da garrafa, ele estava apenas de cueca samba-canção e um pouco de água escorria da sua boca descendo pelo pescoço até chegar ao seu abdômen definido que começava a ficar todo molhado, aquilo era extremamente excitante.

Bebendo água no bico? Que feio! — Falei e ele ignorou continuando bebendo água. 

Estava querendo me encontrar? — Questionou ele após parar de beber água e em seguida eu soltei uma risada.

Não! Eu vim tomar um remédio pra dormir. — Falei caminhando até o armário passando por Alfonso ficando de costas pra ele.

Não tá conseguindo dormir? — Questionou ele e eu senti seu olhar em minhas pernas. Eu estava de baby doll curtinho, um shortinho e uma camiseta.

Não! Por isso vou tomar remédio.

— Acho que não é preciso. — Falou Alfonso se aproximando colando seu corpo no meu, comigo ainda de costas. Senti a respiração dele no meu ouvido e aquilo era excitante. Então me virei para ele e percebi o quão próximos estávamos.

E por quê? — Questionei e ele se manteve em silêncio.

Alfonso e eu ficamos nos olhando por alguns segundos bem próximos. A mesma sensação da primeira vez voltou, a conexão, a química e o calor. 

Depois de alguns olhares, Alfonso enfiou a mão no meu cabelo, me puxou e me beijou.



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