História Let Her Go - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Colin O'donogue, Efeito Borboleta, Lana Del Rey, Silence, Teoria Do Caos
Exibições 11
Palavras 1.657
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá little babies!
Essa One - Shot foi escrita por mim, e eu gostei dela, então resolvi postar.
Gostaria de lembrar que não se trata de nenhum Shipp, eu apenas utilizei eles como a PP ( Photo player ) de meus personagens pois são duas pessoas que gosto muito!

Personagens:

Lana Del Rey - Alice Dostoievsk
Colin O' Donogue - Lucca Harper

Ps: Os lugares citados, tanto as cidades, quanto o café realmente existem. Eu pesquisei e resolvi fazer com lugares reais, para que parecesse bem realista.

Capítulo 1 - Capítulo Único - Butterfly


É incrível como a vida pode mudar em questão de segundos. É realmente interessante como um ato, uma pessoa, ou um simples animal pode mudar a vida de alguém para sempre.

“No caso das borboletas, o bater de asas de uma delas em um determinado lugar do mundo pode gerar uma movimentação de ar que, intensificada, desencadearia a alteração do comportamento de toda a atmosfera terrestre, para sempre. Parece loucura, mas acontece todos os dias, e chamamos de acaso.”

E a vida talvez seja como a teoria do caos, onde grandes histórias iniciam de pequenos momentos, as vezes tão pequenos que chegam a ser insignificantes. E como um bater de asas de uma borboleta, altera o curso da sua vida para a eternidade.

Isso é o que eu chamo de Efeito Borboleta e Teoria do Caos.

Venha, irei lhe contar uma história. A minha história.

 

 

Anchorage, Alasca – 7:30 AM – 25 de Janeiro.

 

O despertador tocava loucamente. Os apitos agudos faziam Alice ter vontade de arrancar seus próprios ouvidos. E então, ela desistiu de lutar e levantou – se. Desligou seu despertador e observou através de sua janela, a neve que caia. Ela se dirigiu até o banheiro, tomou um longo banho e depois vestiu – se. Como de costume, saiu para tomar café no Gwennie's Old Alaska Restaurant. Ela sentou – se em uma das mesas próximas à janela, onde observava cada coisa que acontecia ao seu redor. As pessoas, os flocos de neve e as árvores que outrora tinham suas copas verdes, agora estavam sem folha alguma, apenas com seus galhos finos cobertos de neve. Quando seu Cappuccino e suas panquecas com cobertura de chocolate ficaram prontas, a garçonete se dirigiu até a mesa de Alice. Alice havia sido tirada de seus devaneios pela Garçonete sorridente que se aproximou e entregou o pedido dela.

 

Após terminar sua refeição, Alice levantou – se, foi até o caixa e pagou. Retirou – se do local, e começou a caminhar pelas frias ruas de Anchorage. Encontrou – se perdida em pensamentos, e então, a vida alterou o curso da vida de Alice, para sempre. Mas isso, é o que chamamos de acaso.

 

- Por Sauron, me desculpe! Eu não te vi aí... Me desculpe. -  Disse o rapaz que acabara de bater com a porta na cara de Alice.

 

Alice levou uma de suas mãos à cabeça, onde agora sentia uma forte dor. Porém, observou bem o rapaz à sua frente. Era o que ela chamava de deus Grego. Ele era alto, seus cabelos eram negros como a mais densa escuridão. E os olhos, azuis esverdeados. Ela ficou calada, apenas admirando a beleza daqueles olhos.

 

- Senhorita....? – Disse mais uma vez.

 

- Ah, perdoe – me. Eu estava distraída. Pode me chamar de Alice. – Respondeu – lhe ainda um pouco desnorteada.

 

- Tudo bem, Alice. Sou Lucca. – Ele respondeu mais uma vez. Dessa vez, deu um pequeno sorriso de canto.

 

- Então... Acho que vou indo. – Alice disse um pouco envergonhada.

 

- Tudo bem. E me perdoe mais uma vez por isso. – Ele sorriu para ela. E dessa vez, Alice conseguiu ver o maravilhoso sorriso de Lucca.

 

Alice se despediu e tornou a caminhar em direção à sua casa.

 

 

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Anchorage, Alasca – 8:50 AM – 25 de Maio

 


Os meses passaram rapidamente, e muita coisa acontecera. Naquele dia, ela e Lucca iriam completar três meses de namoro. Digamos que o destino continuara a criar situações para que os dois se encontrassem. E eles se encontraram. Cada vez que se viam, encontravam um pedaço de si no outro.

 

Mas, nem toda felicidade dura para sempre.

 

Alice iria até Kodiak visitar seus pais. A cidade não ficava tão longe a ponto de precisar ir de avião. Ela preferiu ir de carro. Alice queria que aquele dia fosse o mais perfeito possível. Por isso, bem cedo, ela se levantou, tomou um banho e trocou de roupa. Desceu e encontrou a mesa do café pronta, Lucca foi ao encontro dela e lhe deu um beijo na testa. Eles se sentaram e tomaram seu café.

 

- My lady, diga – me todas as coisas que você gostaria de fazer. – Disse ele alegremente.

 

- Bom, eu estou em seu vestido de verão favorito. Vamos jogar vídeo – games. – Alice respondeu. Sua resposta veio seguida de um belo sorriso. De ambos.

 

- Ótimo. Então é isso, jogaremos vídeo – games antes que vá até a casa de seus pais. – Lucca sorriu.

 

Eles sentaram no tapete da sala e jogaram várias partidas de vídeo game. Alice acabou vencendo todas, o que deixou Lucca um pouco chateado.

 

- Você é má, Senhorita Dostoievsk. – Disse ele.

 

- Eu ouvi dizer que você gosta de garotas más, honey. Isso é verdade? – Alice disse na tentativa de provoca – lo. O que por sinal, funcionou.

 

- Com toda a certeza.  – Ele sorriu, e depois a beijou.

 

Foi um beijo cheio de desejo, luxúria e paixão. Ele deslizou seus dedos pela pele clara da garota, indo até as alças de seu vestido. Era verdade, ela estava no vestido de verão favorito dele. E então ela disse que ele era o melhor, e ele observou ela se despir. E então, aconteceu. Mas eles não fizeram apenas sexo. Foi amor. Amor de verdade.

Alice se despediu de Lucca, e quando estava prestes a entrar, viu uma pequena borboleta azul pousar em seu dedo. E então, ela voou. Voou para bem longe. Alice adentrou seu carro e deu partida. Depois de acenar para Lucca, ela colocou o “pé na estrada”.

 

Já fazia algum tempo que Alice dirigia e tudo corria bem. Ela comia uma pequena barrinha de cereais, porém a mesma caiu. Ela sabia que não devia, mas como a estrada estava vazia, se abaixou para pegar. Quando levantou, a única coisa que viu foi um carro vindo em sua direção. E então, tudo se apagou.

 

‘ --------------- ‘

 

Lucca estava impaciente por não receber notícias de Alice. Sua impaciência pareceu se tornar preocupação. Algo dentro dele o alertava de que havia algo errado, e então, ele ouviu. Ele ouviu o que uma pequena voz em sua cabeça dizia, e se dirigiu até a entrada da casa. Uma borboleta azul, a mesma que outrora havia pousado em Alice, pousou no ombro de Lucca. E então, ela voou novamente. Seria a borboleta um sinal?

 Depois de longas 10 horas, o telefone tocou. Na tela havia o nome Alice Dostoievsk, sua amada. Ele sorriu. Porém, o sorriso sumiu quando um homem quebrou o silêncio.

 

- Alô? Tem alguém aí? – Uma voz grossa ecoou do outro lado da linha do telefone.

 

- Sim. Quem é? – Lucca respondeu inquieto.

 

- Meu nome é John. Você é algo da Senhorita Dostoievsk? – O homem perguntou – lhe calmamente.

 

- Sim. Sou o namorado dela. Aconteceu algo? – Lucca lhe respondeu. – Ela está bem? – Um silêncio se fez.

 

- Ela está no Alaska Regional Hospital. O corpo foi encontrado em meio aos destroços de um carro. Ela passou por várias cirurgias. – Respondeu – lhe. – Porém... – Pausa.

 

- Porém o que? – Lucca dizia desesperado.

 

- Ela está em coma. Pode vir vê – la se quiser. – John disse, e depois, desligou.

 

Lucca saiu dali como um raio. Pegou sua moto e foi até o Hospital em que Alice estava. E então ele a viu. Viu Alice deitada, ligada a vários aparelhos. Ela parecia apenas dormir, mas aquilo era doloroso demais para ele. Ele entrou no quarto em que ela se encontrava, sentou – se na poltrona ao lado dela e chorou. Chorou durante muito tempo, até pegar no sono.

 

 

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Anchorage, Alasca – 8:30 AM – 27 de Fevereiro.

 

Passaram – se nove meses desde o acidente, e Alice ainda estava em coma. Todos os dias, Lucca a visitava, tocava e cantava para ela. E levava suas flores favoritas: As rosas vermelhas como o próprio sangue. Lucca decidiu tocar uma música que Alice adorava. E então, ele pegou seu violão e começou. 

 

 

Há uma casa construída de pedras
Com chão de madeira, paredes e peitoril de janelas
Mesas e cadeiras cobertas todas de poeira
Esse é um lugar em que não me sinto sozinho
Esse é um lugar onde me sinto em casa

 

Porque, construí uma casa
Para você
Para mim

 

Até desaparecer
De você
De mim

 

E agora, é tempo de partir e deixar a poeira

 

Lá fora no jardim onde plantamos as sementes
Há uma árvore tão velha como eu
Ramos foram costurados pela cor do verde
A terra havia se levantado e passou-o de joelhos

 

Pelas ranhuras da pele, subi ao topo
Subi a árvore para ver o mundo
Quando as rajadas chegaram para me mandarem abaixo

 

Segurei tão forte quanto você segurou a mim
Segurei tão forte quanto você segurou a mim

 

Porque, construí uma casa
Para você
Para mim

 

Até desaparecer
De você
De mim

E agora, é tempo de partir e deixar a poeira.

 

- Eu te amo, Alice Dostoievsk. – Disse Lucca. Ele se virou para guardar seu violão, e então, ouviu.

- Eu também te amo, Lucca. – A voz da garota saiu falha. Ela havia acordado. Depois de meses, a amada de Lucca estava ali. Bem, e acordada.

 

Lucca espantou – se. Se levantou e a beijou. Ele acariciou a mão pálida da garota. E então, Alice fechou os olhos. Lucca pensou que era melhor que ela descansasse antes de retornar para casa, então apenas permaneceu em pé ao lado dela, acariciando seus cabelos castanhos.

 

E foi quando ele viu. Viu a pele pálida de sua amada se tornar mais branca ainda. Viu seus lábios rosados tornarem – se pálidos. E seus olhos, haviam se fechado para sempre.

E então, Alice se foi. 

 

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Notas da Autora: 

Sim, a fic é um pouco triste. Mas eu fiz ela assim, pois queria que vocês imaginassem o quê poderia ter mudado se a Alice não tivesse conhecido Lucca. Será que ela teria morrido? Será que foi apenas Acaso? Talvez, se ela não tivesse conhecido ele, poderia ter evitado o acidente? Não posso dizer. Isso fica a critério de vocês, meus caros. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
A fiz também foi um pouco inspirada em Life is Strange e Until Dawn, que são dois jogos que eu adoro, e que falam sobre Efeito borboleta. Tanto que a borboleta azul é uma inspiração da Borboleta que a Max encontra no banheiro, no jogo Life Is Strange.
A parte do acidente, do coma e do hospital foi inspirada em Se eu Ficar.
Algumas falas são partes da música Video Games, da Lana.

Música que Lucca canta:
To Build a Home - The Cinematic Orchestra.

Recomendo vocês escutarem a música, pois ela é muito linda <3
Beijos, e até o próximo.


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