História Let It Bleed - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 140
Palavras 2.034
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY EY EY EY!
Olha só quem voltou haha
Nos vemos nas notas finais!
Boa leitura o/

Capítulo 3 - Let's just forget


Pinewood, 06:35 AM.

Alexandra Price.

 

Eu vacilava enquanto andava. Pinewood não era uma cidade grande, não chegava nem perto. Nosso maior prédio era a prefeitura, que na verdade parecia um galpão arrumado para transparecer algum respeito, havia apenas uma escola do ensino médio e todos sabiam sobre a vida alheia. Você não se surpreenderia se saísse de casa e encontrasse alguém discutindo sobre a marca do seu papel higiênico.

Por conta desses fatos, eu não conseguia caminhar sem imaginar que as poucas pessoas que encontrava pelo caminho sabiam o que havia acontecido.

Eles me encaravam com curiosidade enquanto eu permanecia cabisbaixa, tentando ignorar os olhares queimando sobre mim. Pesquei meu celular e me pus a analisar o visor, vendo que eram quase 6h40, o que me fez praguejar baixo. Era sábado, por que diabos haviam tantas pessoas acordadas? Quis gritar, implorar para que eles não me olhassem, dizer que não era nada daquilo do que eles imaginavam. Quando arrisquei uma olhada ao redor, encontrei seus olhares inquisitivos, como se pudessem enxergar no fundo do meu ser o que havia acontecido.

Culpada.

Culpada.

Culpada.

Todos eles diziam a mesma coisa.

Acelerei o passo, me sentindo desarmada e exposta. Eles sabiam, e não demoraria até que fizessem comigo o mesmo o que fiz com Trevor. As cenas da floresta passavam como flashes pela minha cabeça, e quando me dei conta, eu corria pela rua, desesperada pra chegar em casa.

E então ele surgiu na minha frente, o rosto desfigurado e chamuscado por conta do fogo.

Tapei a boca com as mãos, mas quando pisquei novamente, Trevor já não estava mais lá. Olhei ao redor, notando que estava na rua da minha casa e que não havia nenhuma alma sequer ali. Minhas mãos se ergueram até os meus cabelos e penteei-os com os dedos, tentando me acalmar antes de seguir para dentro. Eu não podia começar a ver coisas, não podia comprometer tudo daquela maneira!

— Desculpe… — sussurrei, contornando a garagem na direção do quintal.

Mas não era o suficiente, e nem nunca seria.

Um arrepio correu o meu corpo enquanto eu me forçava a caminhar até a porta dos fundos. Desviei dos brinquedos de Miles jogados e me lembrei vagamente da noite anterior, quando estávamos na pizzaria e eu sequer sonhava com o rumo que minha vida tomaria horas depois. Jamais passaria pela minha cabeça que, ao mesmo tempo em que eu saía feliz com a minha família, Shawn e Trevor estariam enchendo a cara em algum lugar e acabariam numa briga na floresta. Me senti culpada por não ter ido ao jogo, por não ter festejado pela vitória e por não ter impedido a tragédia. Era minha culpa, e sempre seria.

Abri a porta devagar, ouvindo-a ranger baixinho enquanto eu colocava meu corpo para dentro. Meus ombros doíam como se houvessem toneladas de um peso enorme sobre eles, e a exaustão ameaçava fazer meu corpo parar a qualquer instante. Queria dormir e não ter mais que acordar, mas sabia que minha mente seria inundada pela imagem de Trevor novamente se o fizesse.

— Parece que mais alguém pulou da cama mais cedo hoje.

Um calafrio correu minha espinha e precisei me virar devagar pra reunir coragem o suficiente para encarar minha mãe. Ela se mantinha sentada no balcão, uma caneca de café fumegante por entre suas mãos. Um sorriso se alastrou por seu rosto assim que nossos olhares se encontraram, mas não consegui me livrar da minha inexpressão.

— Alexandra? Está tudo bem?

Respirei fundo, dando uma rápida olhada para baixo numa tentativa de verificar minhas roupas. As antigas deviam estar queimadas naquele momento, mas era como se eu ainda conseguisse sentir o sangue de Trevor escorrendo pelo meu corpo. Senti medo de tornar a erguer a cabeça, com um calafrio correndo minha espinha assim que o rosto do garoto cruzou minha mente. E se eu tornasse a vê-lo? Meus dentes rangiam, mas logo meus pensamentos foram interrompidos quando minha mãe agarrou meu rosto.

— Eu sei que hoje é um dia importante, querida, mas não há motivo para pânico, ok?

Minha mente demorou até se lembrar do jantar beneficente naquela noite. O bolo em minha garganta crescia de forma descomunal, e precisei de todas as minhas forças para contê-lo ali. Como eu poderia encarar toda Pinewood após o que acontecera? Com que cara olharia para os Scott? Para o prefeito?

— Você já está praticamente na competição pela faixa desse ano, e se Savannah continuar no mesmo caminho… — o nariz da minha mãe se franziu enquanto ela analisava as mechas do meu cabelo. — Você será a Miss Pinewood, sem sombra de dúvida.

A vontade de gritar ressurgiu, mas tudo o que fiz foi sorrir o máximo que pude e assentir com a cabeça. Me sentia exausta, quebrada e horrível, mas me obriguei a fingir que nada aconteceu enquanto minha mãe me encarava, sorrindo abertamente sem imaginar o que a filha fizera horas atrás. O meu estômago revirou só de lembrar, e ela me deu um beijo nos cabelos antes de se afastar.

— Preciso ir para o hospital, mas volto a tempo de me arrumar. — mamãe colocou sua xícara na lava louças e me lançou um beijo antes de sair rumo a sala. — Não se esqueça de que você tem hora marcada no salão da Sue desde novembro, então, não vá perder! Todas as meninas de Pinewood estão procurando por brechas hoje!

Abri um sorriso falso, mesmo que ela já não pudesse vê-lo. Cinco minutos depois, ouvi seu carro deixar a garagem e me permiti respirar fundo, baixando o olhar para as curtas roupas de Aaliyah. Preciso de alguns minutos para me convencer de que as manchas de sangue que via na camiseta cinza eram frutos da minha imaginação, e assim que a confusão em meu estômago passou, me encaminhei para o andar superior.

Caminhei nas pontas dos pés para não acordar Miles, e então me esgueirei para o quarto dos meus pais. O cômodo estava assustadoramente deserto, com a cama de casal bem arrumada e nenhum mínimo objeto fora do lugar. Minha mãe tinha uma estranha mania de limpeza, o que implicava em surtar todas as vezes que ela encontrava uma poeirinha sequer em algum canto da casa. Nas poucas brigas que aconteciam na família, a maioria era causada por conta desse perfeccionismo todo.

Parei no banheiro, evitando o reflexo da garota acabada no espelho. Abri o armário com a cabeça baixa, e me demorei na hora de avaliar o conteúdo. Haviam escovas, cremes dentais, de barbear, e então inúmeras pílulas em frascos alaranjados. Me sinto exausta, mas sabendo que as imagens de Trevor não deixarão minha mente tão cedo, então apenas apanho um dos frascos e corro o olhar rapidamente sobre ele. As palavras “sono”, “perigoso” e “tarja preta” se sobressaem, e pego duas pílulas e as engulo com a água da torneira.

Retornei ao meu quarto apenas a tempo de arrancar as roupas de Aaliyah e desabar na cama de calcinha e sutiã, ao mesmo tempo em que meu celular vibrou.

 

 

— Alexandra, eu vou buscar um copo de água e jogar na sua cara!

A primeira coisa que noto ao recobrar os sentidos é que minha cabeça dói. Não é uma dor simples, como as que costumava sentir de vez em quando. É uma dor lancinante, que parece formar uma linha que vai desde a minha testa até a minha nuca.

Tento me esconder debaixo dos cobertores, mesmo que meus olhos ainda estivessem fechados.

— Ah, faça-me o favor! Nem mesmo o Miles demorou tanto pra levantar!

E então as cobertas são puxadas. Me encolho em posição fetal, sentindo a dor cortar minha cabeça de fora a fora enquanto eu tento falhamente pegar no sono em meio aquela gritaria.

Mas a imagem de Trevor arrebentado ressurge na minha cabeça e arregalo os meus olhos no mesmo instante.

A fraca luz do sol adentra no meu quarto, inundando-o com uma claridade que só torna a dor pior. Com pesar, me viro na direção da voz e encontro Amber Carson com as mãos na cintura, os olhos claros fixos em mim.

— Quem deixou você subir? — minha voz sai rouca, e ela crispa os lábios.

— Josephine já está com o Miles lá embaixo. — Amber se senta na minha cama e faz um bico. — Andou bebendo e nem me chamou, sua traíra!

Obrigo o meu corpo a se mover, e então me sento na cama. Minhas juntas estalam assim que endireito minha postura, e então volto a olhar para a minha melhor amiga.

— Eu não bebi. — resmunguei, ainda sentindo o torpor do sono.

Pego o celular sobre o criado mudo, conferindo a hora no mesmo. Eram pouco mais de 14h, o que significava pouco menos de quarenta minutos para o horário marcado com Sue.

Também havia uma mensagem de Shawn no visor.

 

“Vamos apenas esquecer, ok?”

 

— Sabe o que ouvi dizer? Parece que o Trevor não voltou pra casa ontem a noite!

Um arrepio corre minha espinha, e apago a notificação antes que Amber veja. A imagem do meu plano de fundo aparece, os famosos pinheiros de Pinewood. Havia mudado após terminar com Trevor, e estremeço ao lembrar da anterior.

— Lex, você está ouvindo?

Me obrigo a erguer o olhar, e a loira me encara com curiosidade.

— Ele deve estar por ai, você sabe como Trevor é. — finjo indiferença e atiro o celular sobre a cama, me pondo de pé com dificuldade em seguida.

— Sua bunda cresceu nos ultimos meses hein? — olho para trás, vendo-a se atirar na minha cama. — Mas está precisando de um solzinho, está muito pálida!

— Cale a boca, Carson. — resmungo, ouvindo a loira rir logo após.

— Mas e ai? Agora que já não tem mais Trevor… — ela estala a língua. — Quem é o próximo cara da lista?

Mantenho o olhar fixo nas roupas dentro do closet. Separo um short e uma regata preta, seguidos do primeiro tênis que encontro.

— Não tem ninguém na lista. — digo por fim, separando as roupas íntimas.

— Ah, qual é, Price! — Amber parece entediada, e me pergunto o que ela diria se soubesse o que aconteceu. — Nem o Shawn? Você sabe que ele sempre deu mole pra você!

— Ele é meu amigo. — rebato, sentindo meu estômago revirar. — Pare de ver coisas, Carson.

— Amigo gostoso, não? — a encaro sobre o ombro e a desgraçada abre um sorrisinho malicioso. — Continuem amigos fora da cama, Lex!

Faço uma careta e sigo para o banheiro, ouvindo-a resmungar algo sobre eu não saber aproveitar as oportunidades. Finjo não ouvir e ligo a ducha, deixando que o vapor encha o banheiro enquanto tiro as poucas roupas que me restaram. Evito pensar demais, evito deixar que minhas lembranças vaguem até o início daquele dia… Se eu tivesse sorte, ele passaria rápido e no final dele, eu sequer lembraria do que havia acontecido.

Prendo os meus cabelos em um coque e então me enfio debaixo do jato d’água, e não demora nem dois minutos para que aquela resistência desabe. Meus olhos se enchem de lágrimas mas os aperto e respiro fundo, me obrigando a ser menos fraca. Eu não era tão vulnerável, não podia deixar as coisas desandarem daquele jeito!

— Apenas esqueça. — repito a mensagem em voz baixa, travando o maxilar para que o mesmo não trema.

Saio do banheiro dez minutos depois, com Amber me seguindo para fora do quarto.

Encontro Miles cercado por mais bonecos do que posso contar bem na sala de estar. Se minha mãe chegasse e o encontrasse daquela maneira, provavelmente surtaria.

Josephine está na cozinha em meio a panelas e potes, e abro um sorrisinho pra ela antes de seguir até meu irmão caçula.

— Você dormiu feito uma pedra hoje! — diz ele assim que beijo o topo da sua cabeça.

— Uma pedra albina que ronca. — Amber completa atrás de mim, e lhe lanço o dedo do meio antes de me afastar rumo a porta.

— Vou ao salão da Sue, não me espere para o almoço. — digo a mulher, que sorri e acena com a cabeça.

— Vai lá, apesar de que você não precisa disso pra ganhar da Savannah Cook. — ela me lança uma piscadela. — É a menina mais bonita de Pinewood.

Mando um beijo para ela antes de sair, com Amber rindo no meu encalço.


Notas Finais


QUEM DISSE QUE EU DESISTI DE LIB? QUEM DISSE? MUAHAHAHAHA
A treta está só começando, minhas caras...
Ainda não tenho previsão para a próxima atualização, mas ela deve sair loguinho u.u Além do mais, se preparem porque, como dito acima, a treta está só começando e.e

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=KKsPHnjtk5k
Grupo no face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
E onde me achar: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Xx


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