História Let it rain. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Bts, Mudez, Rain, Sugamin, Yaoi, Yoonmin
Exibições 52
Palavras 1.715
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi! Essa é uma OS Yoonmin. (avá)
Ficou bem pequena, mas sinto que se eu prosseguisse com ela iria perder a magia, então pensei que era melhor deixar assim mesmo.
Apesar de estar pequeno, eu espero que gostem <3 Não vou enrolar mais, então boa leitura!

AAaHh uma notinha rápida!
Eu sei que na capa o Yoongi tá com o cabelo claro, mas aqui ele tem o cabelo negro, sim?
tá, agora sim, boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Um forte trovão permitiu o início de uma chuva violenta.

Gotas grossas batiam com força no telhado e nas janelas embaciadas. O som da chuva era forte e sóbrio; humilde e ingénuo. O reflexo das gotas finas que escorregavam pelas janelas batia violentamente no chão cada vez que um raio marcava presença no céu escuro.

Park Jimin não se lembrava da última vez que presenciara um temporal tão agressivo. Olhava atentamente pelas ruas da cidade a partir da sala vazia do último andar do apartamento. As ruas cujas luzes brilhantes dos estabelecimentos piscavam e ameaçavam desligar encontravam-se inundadas pela água que caía do céu. O reflexo dos relâmpagos era visível na mesma, provocando um susto no rapaz cada vez que se mostravam.

Poucos carros passavam e a cidade parecia deserta. Ninguém se atrevera a sair de casa nesse temporal, com certeza. E Park Jimin não era doido o suficiente para sair de casa e apanhar, provavelmente, uma hipotermia.

Suspirou e focou a sua visão somente para as gotas que escorregavam pelos vidros. Fazia corridas imaginárias com as mesmas, torcendo para que uma delas chegasse ao fim da janela mais depressa. Umas vezes perdia, ficando extremamente chateado mas aceitando a derrota. Outras vezes ganhava a corrida e xingava mentalmente a gota perdedora, com um sorriso ingénuo e inconsciente nos lábios.

A sala vazia cujo chão era pisado pelo loiro era funda e escura, assim como o mundo lá fora. O céu estava escuro, o ambiente estava triste e sereno. As ruas, calmas. A chuva parecia agoniada, batendo com força em tudo o que era sítio, querendo chamar a atenção.

O céu estava chorando.

O leve e sóbrio som do piano pode ser ouvido onde Jimin se encontrava no momento, na sala ao lado. O loiro imediatamente soltou um riso anasalado, mostrando o seu sorriso para a janela. As suas mãos pequenas e brancas enfiaram-se nos bolsos do casaco que envergava e ali se deixaram ficar.

Uma voz rouca e baixa começara a acompanhar o som abafado que cada tecla do piano concedia, completando cada nota. Park Jimin fechou os olhos lentamente e suspirou, enchendo o peito de ar e soltando lentamente. Ouvia a voz e o piano presentes na sala ao lado, deleitando-se com tremenda harmonia. O seu corpo tornara-se mole e, se não fosse pelo som robusto do trovão que rasgara o céu com um relâmpago, Park Jimin teria, provavelmente, caído no chão por não sentir as suas pernas.

Ah, eram estes os efeitos que voz de Min Yoongi tinha no garoto. A chuva, o piano, a voz de Yoongi e o ambiente escuro: parecia que tudo se completava. Parecia que todos esses elementos nasceram para ficar juntos, o destino unia-os. Era simplesmente perfeito. Nada deixava Park Jimin mais satisfeito que estes momentos, onde sentia o prazer de sentir uma mistura de sentimentos dentro de si.

A tristeza da chuva, a angústia presente na voz de Yoongi, as desesperadas notas do piano que passeavam pelo ar e a calma das ruas… Ah, era tudo tão perfeito junto.

Após abrir os olhos e fechar o sorriso, o loiro lentamente virou costas para os vidros e caminhou no mesmo ritmo ate á porta da sala funda e escura. Ainda acariciou a maçaneta da porta antes de a abrir, como se se mentalizando para encarar o seu amado, provavelmente chorando enquanto cantava.

Quando a porta de madeira finalmente se abriu e o som do piano ficou mais claro aos seus ouvidos, um sentimento gostoso percorreu o corpo do mais novo. Era como se aquele momento o estivesse a rejuvenescer.

A primeira coisa que viu foi Min Yoongi virado de costas para ele, sentado num pequeno banco, mergulhando os dedos nas grandes e brancas teclas do formoso piano. O eco que a ausência de móveis na sala proporcionava era como um apoio para a voz trémula do mais velho, que parecia encolher o seu corpo pequeno e frágil à medida que a música procedia. Aquela era a parte mais difícil; a parte onde quase gritava e colocava para fora todos os sentimentos de raiva, angústia e tristeza profunda que sentia.

Era só e somente nestes momentos que Yoongi podia extravasar o que sentia. Era somente nestes momentos que ele podia ficar sozinho, sentar-se e chorar. Chorar, tocar, cantar.

Park Jimin costumava evitar perturbá-lo nestes momentos e limitava-se a ficar na sala ao lado, escutando o sofrimento de Yoongi que era tão bonito.

Sim, bonito. Jimin achava que todo o desconsolo que o mais velho colocava para fora nestes momentos era bonito. Arte.

Óbvio que nunca lhe contara tal coisa; sentia-se uma má pessoa por achar que o sofrimento e alguém é uma coisa elegante. Contudo, e pensando bem, era apenas nestes momentos que Yoongi criava melodias simplesmente… bonitas.

Desta vez, Jimin permitiu-se ser mais curioso e entrar no frágil mundo de Yoongi. Entrou na sala e gravou cada momento com os seus pequenos olhos.

Arte pura e ingénua.


Após severos segundos observando o seu amado, Jimin aproximou-se do pequeno corpo sentado no banquinho. Depois da última nota, que demorou a ser tocada, a sala mergulhou num profundo silêncio. Somente era possível ouvir a chuva e o silencioso choro de Yoongi.

Park Jimin levantou lentamente a mão, encaminhando a mesma para o ombro de Yoongi. Porém, hesitou imediatamente, quase com medo de quebrar o tão frágil corpo. Por fim, desistiu, e simplesmente relaxou o braço, deixando o mesmo cair do lado o seu corpo. Não sabia o que fazer, então simplesmente ali se deixou ficar, observando as costas do namorado.

- É ridículo, não é?

A voz rouca do mais velho perfurou o silêncio como uma bala, num tom forte de ironia. Uma gargalhada rompeu o seu choro, tornando-se difícil para Jimin decifrar se ele estava zoando ou chorando de verdade.

Mas ele sabia que era a segunda opção.

- Ridículo como eu só consigo ser sincero comigo mesmo nestes momentos. – Continuou, virando o seu corpo na direção do mais novo, ainda sentado no banco. Jimin baixou o seu olhar para o rosto pálido de traços leves do de cabelos negros. Os seus olhos, que envergavam linhas bem desenhadas, encontravam-se vermelhos e húmidos. Os seus lábios estavam secos e pareciam perder a cor lentamente. O seu olhar era de tanta tristeza que provocava náuseas ao mais novo. – O que você achou?

Jimin tentou sorrir, sem sucesso.

Deixaram-se ficar naquele estado por alguns segundos, ouvindo o céu a chorar e a gritar, agoniado. Estava ainda mais escuro do que há uns minutos atrás e um ambiente pesado fez daquela a sua casa.

Yoongi sorriu, sentindo-se bobo. Fazia uma pergunta e esperava que Jimin respondesse; não podia ser mais desrespeitoso perante a deficiência do namorado.

Levantou-se do banco e ficou ali, encarando o loiro. Mesmo que Jimin fosse mudo, Yoongi sabia que a melhor maneira de saber as respostas do namorado era no olhar. O de cabelos negros sabia que os olhos falavam mais que a própria boca, pois são o caminho direto para a alma.

E os olhos de Jimin brilhavam. Sorriam inocentemente.

Finalmente tomou uma atitude e envolveu o moreno nos seus braços, sorrindo contra o seu ombro. Inspirou profundamente o seu perfume e partilhou energias com o corpo magro de Yoongi.

- Eu te amo tanto. – Yoongi sussurrou, quase num tom inaudível, perto da orelha de Jimin.

O mais novo, ao ouvir tais palavras, espremeu ainda mais o corpo do amado contra o seu, fechando os olhinhos com força e pensando em como tinha sorte em ter alguém como ele do seu lado.

Queria pedir desculpas por todas as vezes que ouviu os seus desabafos e não pode comentar/ ajudá-lo com os seus problemas devido à sua deficiência; queria pedir desculpas por todas as vezes que Yoongi queria rir com ele mas não pôde por ser mais um monólogo que outra coisa. Queria ser perdoado por todas as vezes que não tinha um papel e uma caneta em mãos para poder dizer a Yoongi como foi o seu dia na faculdade. Queria pedir perdão por não ser o namorado perfeito e não poder curar a depressão que se apoderava aos poucos do seu amado.

Sentia-se inútil por não poder fazer muita coisa. Porém, continuava a sentir-se a pessoa mais amada de sempre. Porque apesar de tudo, Min Yoongi nunca o deixou. E recusava-se a deixá-lo. Era uma relação monótona, mas tão verdadeira que chegava a doer.

Oh, era tão verdadeira.

Jimin afastou o corpo do mais velho do seu e sorriu. Aquele, talvez, fora o sorriso mais brilhante e bonito que já mostrou em toda a sua vida.

Yoongi, sem hesitar, colou os seus lábios aos do namorado, deixando que ambos sorrissem entre o ósculo. Os lábios secos do moreno arranhavam os de Jimin que, ao mesmo tempo, se encontravam frios. Era um beijo um tanto desconfortável, não em tão boas condições como se esperava. Mas era verdadeiro.

As mãos trémulas do loiro subiam pelas costas de Yoongi, acariciando-as com os seus pequenos dedos. Mesmo de olhos fechados, conseguia sentir as lágrimas do mais velho a escorrer pelas suas faces brancas. A respiração de ambos descontrolava-se à medida que o beijo avançava e as mãos frias do mais velho passeavam descontroladamente entre os cabelos da nuca de Jimin.

Os trovões pareciam ter acalmado, mas relâmpagos ainda vagueavam pelo céu, iluminando a sala por milésimos de segundo. A chuva tornara-se baixa e discreta, como se sussurrando ao ouvido da cidade a sua amargura.


Após afastar os seus lábios dos do namorado, Jimin suspirou contra a pele de Yoongi e, abrindo os olhos, encontrou o seu olhar perdido e brilhante. Acariciavam-se ou ao outro com o calor do amor que os envolvia.

Ambos tinham a perfeita noção da mudez de Jimin. Ambos sabiam também, mais que perfeitamente, da depressão de Yoongi que, tal e qual um monstro, se apoderava do seu corpo; alimentava-se das memórias e dos sentimentos bons do garoto, substituindo-os por sentimentos ruins. Os dois já se tinham mentalizado há muito tempo que aquela não era a relação mais perfeita de todas: um precisava de consolo e o outro não conseguia consolar.

Mas era somente quando chovia que ambos podiam parar para apreciar os defeitos da sua relação e perceber a sorte que tinham em ter um ao outro.


Notas Finais


Eu disse que ficou pequeno~
Espero que tenham gostado, de verdade! Escrevi tudo isto numa madrugada, estava embriagada pelo sono, espero que tenha ficado realmente bom. Ou pelo menos satisfatório.

Inspirei-me nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=pc-GM9Q2CG4
Yoongi + eco + chuva = perfeição.
vale a pena ouvir <3 Principalmente se estiverem na bad. jhgjsmhz

Agradeço a atenção, obrigada por terem lido!
Beijão!


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