História Let Love Bleed Red ( Malec shortfic) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Alec Lightwood, Magnus Bane, Malec, Shadowhunters
Visualizações 231
Palavras 2.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


GENTE!
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DE
VOCÊS

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OBS: LEIAM AS NOTAS FINAIS PUFAVO

Capítulo 4 - Is Not That Easy


Alec estava sentado no sofá principal da sala onde ele havia levado Magnus. Catarina e Ragnor o encaravam e ele estava se sentindo desconfortável pois nenhum dos dois havia falado nada desde que os três saíram do quarto que Alec assumiu ser de Magnus. Enquanto nenhum deles falavam coisa alguma Alexander reparava nos detalhes da casa. Era simples, tinha dois andares e os objetos existentes nela pareciam velhos e valiosos como aqueles móveis que pessoas ricas vendiam em leilões e Alec nunca entendeu o porquê de ter algo feio que valesse tanto dinheiro, não que a casa de Magnus fosse feia, longe disso, era epenas exótica. O local tinha um tom marrom nas paredes e os móveis faziam a combinação simples parecer estonteante. Alec não prestou muita atenção no quarto de Magnus, mas era simples também. Ele viu fotos, um computador, a cama de casal onde Magnus foi colocado e o resto ele não notou. Estava ocupado demais estando preocupado com o homem atraente que tentou lhe matar.

Alec nunca foi um menino que fazia coisas por impulso, ele pensava em tudo que dizia, em tudo que fazia, sempre para agradar aos outros mas quando estava com Magnus sentado no banco da praça e conversando sobre livros Alec não pensava em como agiria, ele não ficava medindo cada palavra que saia da sua boca, ele não tinha medo. Ele se sentiu livre. Ele viu segundos antes de Magnus ser baleado o seu braço descer e Alec sabia que Magnus iria abaixar a arma. Ele sabia que ele não iria mata-lo e quando viu o mesmo levar um tiro ele ficou tão preocupado que nem parecia que segundos antes ele estava com uma arma apontada para sua cabeça.

Alec percebeu, apavorado, que realmente morreria por um homem que ele acabou de conhecer. Alexander se apavorou com isso e sentiu sua garganta arder. Era tudo intenso demais e ele nem sabia se Magnus sentia a mesma coisa. Alec queria que ele estivesse bem para poder ir até ele e perguntar se os sentimentos dele estavam tão intensos quanto os sentimentos seus. Magnus parecia flertar com Alec, mas ele não sabia se o flerte era algo natural de Magnus ou ele também sentia esse sentimento maluco por ele. Se Magnus sentisse o mesmo que Alexander ele realmente não entendia o porquê. Alec era simples, tímido, calmo e obediente. Alec apanhava em casa de seu pai por ser gay. Alec apanhava em casa de seu pai por não ser bom o bastante para a própria família. Se Alec não era bom o suficiente para seus familiares como ele teria sido o suficiente para Magnus? Alec estava detestando-se no momento. Ele não deveria estar pensando romanticamente em um cara que matava pessoas, ele deveria estar fugindo, correndo para longe de toda essa loucura, no entanto, a pessoa dentro daquele quarto parecia ter poder sobre Alec e mesmo dormindo o obrigava a ficar.

O celular de Alec - que ele havia pegado antes de levar Magnus ao carro - tocou e na tela apareceu o nome "Izzy". Alec pegou o aparelho e quando foi atender a chamada viu Catarina arregalando os olhos. A moça correu e arrancou o aparelho dos dedos do garoto. Catarina pegou o celular de Alec e sem pensar duas vezes o jogou no chão pisoteando o aparelho até que ele não esteja em estado suficiente para funcionar.

- Por que você fez isso?! - Ele perguntou erguendo o tom da voz. Catarina respirou fundo e encarou Ragnor. Os dois não falaram nada - Por que vocês não falam nada?

Os dois continuaram em silêncio.

- Se algum de vocês não me explicarem o que está acontecendo eu vou sair dessa casa agora mesmo!

Alec não iria deixar Magnus, mas ele precisava parecer durão para que talvez eles esclarecessem as coisas para o garoto. Alec estava tão confuso. Ele só queria respostas.

- Nós deveríamos mata-lo - Foi Ragnor quem disse. Alec o olhou apavorado. Ele já tinha enfrentado a morte hoje  e não estava com vontade de fazer isso novamente. Alec sentia-se vulnerável e essas duas pessoas na sua frente o faziam se sentir fraco e sem poder. Alec queria correr de volta até o quarto e ficar ao lado de Magnus, queria ve-lo dormir e conversar com ele, porque ouvir a voz de Magnus tinha acalmado o coração confuso de Alec. Ele só queria ter um minuto de paz com a pessoa que ele acreditava estar começando a ter sentimentos.

No momento, Alec só queria Magnus, desde o momento em que o viu Alec queria Magnus, enquanto a arma estava apontada na sua cabeça a ponto de leva-lo para a morte ele queria Magnus. Alec acreditava que jamais iria deixar de querer Magnus, e ele tinha medo desse sentimento intenso e confuso que estava sentindo.

Alec acordou novamente quando ouviu a voz de Catarina responder Ragnor.

- Não vamos mata-lo! - Alec revirou os olhos. Estavam falando dele como se ele não estivesse ali, mas ele não ousou abrir a boca até ter certeza de que poderia. - Magnus parece... gostar dele.

O coração de Alec acelerou e ele sorriu. Ambos, Catarina e Ragnor, notaram esse interesse súbito de Alec na conversa deles e ambos notaram como Alec ficou feliz ao ouvir aquilo.

- Mas Cat... Magnus não gosta.... de pessoas - Ragnor apontou para Alec - e ele é apenas um garoto comum.

Alec o olhou desafiador e Ragnor o ignorou. Alec não sabia ser desafiador.

- Um garoto que Magnus pareceu gostar. Não vamos tirar nenhuma conclusão antes da hora. - Alec pensou que Cat parecia ser a sensata do grupo.

- Tudo bem. Então se não vamos mata-lo.. o que faremos com ele? - Ragnor apontou para Alec.

Alec resolveu falar pela primeira vez.

- Vocês poderiam me dizer que merda está acontecendo! - Era a primeira vez que Alec falava um palavrão em muito tempo. Alec sempre cuidava o máximo possível para nunca deixar nada do que não deveria dizer sair por sua boca. 

Os dois encararam Alec. Ele estava sujo de sangue e sua face estava vermelha pois ele havia chorado e agora seus olhos azuis estavam inchados. Alec parecia devastado e Catarina teve dó dele.

- Vá tomar um banho primeiro. - Ela sorriu para o menino que no fim era apenas mais um adolescente confuso que caiu na vida de um assassino e seus amigos doidos. - Tem um banheiro no quarto do Magnus, vá lá e tome banho. Vou deixar roupas limpas do Mag para você vestir. Acho que ele não vai se importar se você pegar algo emprestado.

Alec pensou em como ficaria nas roupas de Magnus. Magnus era muito maior que ele. Alec foi até o quarto e não conseguiu ir direto ao banheiro pois lá estava Magnus. Ele dormia com os curativos na barriga e quando Alec chegou perto viu que o mesmo parecia estar com frio. Alec puxou o cobertor dos pés da cama e tapou o corpo de Magnus com calma. Antes de ir ao banheiro Alec passou os dedos pelos cabelos de Magnus e sorriu.

Alec não iria supera-lo tão cedo. Era a unica certeza que ele tinha no momento.

Alec tomou seu banho pensando em Magnus. Tudo que ele fez desde que conheceu Magnus era pensar nele e Alec estava se sentindo estúpido. Foi apenas um dia. Como poderia estar tão viciado em alguém em tão pouco tempo?

Ao sair do banho havia roupas limpas para ele vestir. Uma calça que ficou meio solta em Alec e um moletom que quase pareceu um vestido em Alec. Ele se sentiu patético com aquelas roupas. Eram enormes. Alec saiu do banheiro e olhou rápido para Magnus - que ainda dormia calmamente - e foi em direção a cozinha.

Ragnor e Catarina estavam ambos sentados na mesa tomando café e quando ele chegou os dois o olharam, mas não falaram nada, Alec ainda estava com muito frio. Catarina se levantou com seu café e foi até Alec que por instinto se afastou assustado. Cat sorriu.

- Tome - disse ela lhe entregando seu café - Se aqueça.

- Obrigado - Alec falou sentando na mesa. Catarina foi preparar outro café para si mesma enquanto Alec tomou grandes goles do que havia ganhado dela. O café aqueceu seu corpo e o deu mais energia, Alec amava café. - Será que podemos conversar agora?

Catarina concordou.

- Meu nome é Catarina e este é Ragnor. - Alec os observou - E você é Alexander.

Alec balançou a cabeça afirmando. Alec decidiu ser direto.

- Por que Magnus tentou me matar?

Catarina e Ragnor se olharam apavorados.

- Então é você... - Ragnor falou sorrindo e Alec achou estranho ver algo além de uma carranca no rosto do rapaz. - Você é ele.

Alec apenas estava mais confuso.

- Ele quem?

Catarina suspirou. Ela suspirou pensativa e caminhou até a mesa sentando-se. Os cabelos platinados da garota caindo em ondas por seus ombros.

- Eu não vou enrolar porque não sou desse tipo - Ela disse olhando para Alec. - Preste atenção e não me interrompa. Tudo bem?

Alec era curioso e sempre fazia perguntas, isso seria um desafio para ele mas ele concordou de qualquer maneira.

- Tudo bem. - Ele respondeu.

- Magnus é um assassino de aluguel - Alec respirou fundo. Isso era a coisa mais óbvia que aparecia em sua mente quando ele pensava no porquê de Magnus tentar lhe matar, mas mesmo assim foi um choque ouvir aquilo em voz alta. Magnus, o homem que Alec estava gostando era um assassino e Alec estava na sua lista. - E alguém que eu e Ragnor não sabemos quem é pois apenas Magnus sabe o contratou para lhe matar. Magnus precisa de dinheiro e... ele... okay, não tenho como defender ele. Magnus é um cara ruim Alec. Ele gosta de matar e sente prazer fazendo, por isso ele escolheu ser quem é. Magnus teve uma infância que o traumatizou e ele descarta seus surtos em assassinatos e ele é ótimo no que faz. Magnus nunca demora para terminar o trabalho que lhe é mandado. Ele recebe o nome com informações, passa quatro ou cinco dias apenas observando a vítima e depois de saber todos os seus passos ela as mata.

Então Magnus esteve observando Alec por quase uma semana? Alec cresceu no meio de hipocrisia e pessoas matando uma as outras. Seu pai lhe ensinou que para as pessoas estarem no poder elas precisam matar, essa foi a primeira lição de muitas que Alec não conseguiu aprender de Robert. Alec não estava surpreso por ter conhecido um assassino, ele via vários todos os dias nas reuniões de seu pai, Alec estava surpreso por estar gostando de um assassino. Catarina voltou a falar tirando Alec de seus devaneios.

- Você foi uma das últimas missões dele. A pessoa que quer lhe matar o pagou muito bem Alec, muio bem mesmo. Isso foi a um mês atras.

Alec parou pensativo, não sabia se deveria perguntar mas perguntou da mesma forma.

- Mas você disse que ele leva apenas uma semana para concluir as missões, por que ele demorou tanto para... você sabe...?

Cat sorriu e Alec não entendeu. Ele achou que a moça iria abrir a boca e falar algo para ele mas ao invés dela falar foi Ragnor quem se intrometeu.

- Porque ele não conseguiu matar você. Não nos pergunte o porquê. Ele saiu todo dia de casa e ficou observando você mas nunca sequer tentou lhe machucar. Se ele fez algo contra você hoje possivelmente foi porque estava se sentindo ameaçado. Nós víamos o quanto ele estava relutante em tentar algo contra você.

Alec prendeu a respiração. Ele estava sendo vigiado por um mês porque alguém queria se livrar dele. Alec não entendia o motivo, ele não se metia na vida de ninguém. Ele não fazia mal para ninguém como que alguma pessoa poderia...

- Falando de mim pelas costas? - Uma voz grossa e rouca ecoou pela sala, Alec sabia quem era. Alec sentiu os seus músculos ficarem tensos e suas pernas tremerem. Alec automaticamente juntou suas duas mãos e começou a mexer com seus próprios dedos em sinal de nervosismo. - Isso é feio até para você Catarina, pensei que estivesse do meu lado.

Alec sentiu o tom de sarcasmo em Magnus mas ao mesmo tempo sentiu o nervosismo dele, Catarina e Ragnor pareciam notar também. Alec estava de costas para ele e não sabia se conseguiria virar-se e olha-lo diretamente nos olhos. Alec estava confuso e não sabia o que sentia, se ele olhasse para Magnus iria se perder mais ainda.

Catarina levantou e foi até Magnus. Alec continuou de costas.

- Você deveria estar dormindo Magnus. Você quase morreu, de novo... tem noção do que fez? - Magnus sorriu mas o seu sorriso não chegava até os olhos.

- Eu gosto de aventuras... - Ele respondeu simplesmente sem tirar os olhos do garoto que estava de costas para ele. Magnus apenas queria saber como ele estava. Magnus se importava, não sabia o porquê mas ele sentia isso.

- Magnus! Quase morrer não é uma aventura seu idiota! - Alec ouviu os barulhos de tapas fracos e assumiu que Catarina estava dando tapinhas em Magnus. Alec sorriu, não conseguiu se conter e Ragnor notou.

- Ai Catarina! Eu ainda estou machucado! Você deveria cuidar de mim e não me agredir! - Ele disse olhando para ela mas em seguida novamente direcionando seu olhar para o garoto de costas para ele. Magnus era quase o dobro da idade de Alec - embora nunca fosse admitir isso, pois ele não aparentava - e mesmo assim se sentia como um garoto de colegial perto do menino. Alec certamente estava com medo dele ou bravo com ele e Magnus não sabia como agir.

Alec ficou nervoso ao ver Ragnor sair da mesa, falar algo com Magnus e em seguida ir para seu quarto. Catarina havia saído logo depois. Alec sentiu o cheiro de Magnus mesmo estando longe e todo seu corpo pedia mais contato com ele. Alec notou tarde demais que não havia mais ninguém no cômodo além de Magnus.

Os dois estavam sozinhos.


Notas Finais


GENTE, sei que já disse isso MAS vou repetir

FAÇAM PEDIDOS DO QUE VOCÊS QUEREM LER NA FANFIC E EU PROMETO QUE VOU ADICIONAR

BJS DE GLITTER

ATÉ O PRÓXIMO


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