História Let me be your lover - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Loris Karius
Tags Comedia, Futebol!, Goleiros, Jogadores De Futebol, Liverpool, Loris Karius, Romance
Exibições 42
Palavras 3.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteeeeei...
Bom, nesse capítulo, conheceremos mais a Salmão...
A história dela é bem doida e um até acho um choque, por que ninguém ia esperar algo como isso...
Espero que gostem.
A capa é a foto de um lugar mencionado no capítulo. Sefton Park.
Boa leitura.

Capítulo 3 - A ressaca


Fanfic / Fanfiction Let me be your lover - Capítulo 3 - A ressaca

POV Loris

No dia seguinte eu estava um pouco sem planos, então peguei Hugo, coloquei no carro e decidi ir caminhar com ele no Sefton Park.

Quando chegamos a uma parte do parque vi o que não esperava, Salma acompanhada de um homem. Fiquei observando de longe, eles estavam sentados na grama, comiam, conversavam e riam. Em alguns momentos o homem usava um papel e caneta pra anotar algo,  ela de vez em quando olhava para o céu como se pensasse em uma resposta.

Não havia nenhuma troca de carinho entre eles, mas o que eu sabia sobre relacionamentos na Inglaterra é que  era tudo devagar. Salma estava muito a vontade com ele, senti inveja.

Se fosse apenas amigo dela, será que contou sobre mim? E se for namorado, Salma estaria fazendo o mesmo que eu? Era com isso que ela estaria tão ocupada hoje? Me perguntei.

Fiquei mais um pouco ali, me sentei debaixo de uma árvore, enquanto jogava a bolinha pro Hugo buscar, continuei observando os dois.

Em um momento joguei na direção deles , a bolinha chegou próximo e Hugo correu até lá, ele foi até onde Salma estava, começou a cheirar ela, como se estivesse reconhecendo o cheiro dela que havia ficado em mim antes.

Salma tocava ele e ria, então Hugo pegou a bolinha e veio até mim.

Ela olhou na direção, mas acredito que não me reconheceu de longe. Prendi Hugo na coleira novamente  e disfarcei um pouco, tive vontade de ir até lá, mas fiquei na minha.

Até que Salma e o homem se levantaram, pegaram as sacolas com o lixo e saíram andando.

Nenhum toque entre eles, eu levantei e fui atrás mantendo um pouco de distância, saíram do parque e entraram em uma caminhonete velha.

Foram embora. Fiquei curioso com aquilo, perguntar a ela seria muito invasivo, Salma me acharia um verdadeiro psicopata.

Peguei meu carro e fui pra casa, recebi uma mensagem no grupo do time, um convite de almoço na casa do Lucas, aceitei, eu tinha que me enturmar mais.

 

POV Salma

Saímos do parque e fomos à feira fazer as compras do jantar.

-Salma, eu estou te achando um pouco distante hoje... Está acontecendo alguma coisa? Complicações no novo trabalho?- Jim perguntou concentrado no trânsito.

-Esses dias o Philharmonic tem andado bem cheio....Eu não reclamo de trabalho, mas me sinto cansada... Fora que ontem eu demorei um pouco mais pra ir pra casa... Fiquei perambulando pela rua...-Eu respondi.

-Já te ofereci um trabalho na cozinha da casa de repouso, você não quis...-Ele revidou.

-Você já sabe Jim... Ficar lá muito tempo me deixa triste... Mas cozinhar pelo menos um dia na semana, fazer esse jantar especial para os moradores, já é uma situação mais empolgante pra mim... Tenho até recebido bem no Philharmonic, melhor do que o anterior... Não que eu me importe com isso... Mas acho que vai dá pra pintar o apartamento em alguns dias...-Eu disse.

Ele riu

- Ah Salma, você vive assim por que quer né?-Jim continuou.

-Sabe que estou pensando em me mudar de novo?-Eu revidei animada.

-Quer ir pra onde?-Ele falou.

-Austrália... Lugar com muito sol...-Eu disse.

-Mas você acabou de conseguir um emprego no Philharmonic... Sabe quanta gente queria seu lugar? Muita...-Jim revidou.

-Sabe quanta gente queria ser como eu e não tem coragem? Muita também... Incluindo você...-Eu falei.

Ele riu.

-Salma, e seus pais? Não está na hora  de ir lá não? Já tem um ano que você mora aqui e dez meses que nos conhecemos e você não voltou mais lá pra visitá-los... Sabe que você está fazendo quase a mesma coisa que as famílias do pessoal que mora na casa de repouso? A diferença é que seus pais vivem bem  e muito bem  e são mais novos... Mas é quase a mesma coisa... E até acho que você é voluntária no abrigo pra tirar um pouco desse peso chamado distância que você carrega e por pura birra... Salma, deixa os negócios do seu pai de lado e tenha o prazer de estar em família...-Ele disse.

Ele estava um pouco certo, mas eu não queria ir pra Durban.

-Você sabe qual é a situação não é? Não volto pra ficar em Durban até meu pai sair dessa sujeira que ele faz em Serra Leoa... Em alguns lugares ele afirma ter autorização pra fazer a exploração dos diamantes... Só que é muita exploração Jim, quando eu tinha catorze anos e me dei conta de como eu tinha tudo às minhas mãos... Senti um nojo do meu pai... A exploração é horrível... E quando os dois me ofereceram a oportunidade de estudar fora, eu saí de lá, ainda chateada com o dinheiro que pagaria essa viagem... Mas era o meu escape...  Vindo pra Europa, faria alguns amigos e aprenderia a me virar sozinha, e quando consegui o emprego eu quebrei o cartão que eles me deram pra eu gastar como quisesse... Voltei algumas vezes pra afirmar que eu não precisava desse dinheiro sujo de sangue... Minha mãe quase morreu, mas teve que aceitar... E meu pai está decepcionado comigo... E eu mais ainda com ele...-Eu contei a história novamente.

-Você é louca... Se eu falar ninguém acredita que é uma herdeira dos diamantes...-Ele falou e riu.

-Talvez eu nem seja herdeira... Não mais...  Algumas pessoas falam que eu fugi de lá... Que deveria ter lutado pela melhoria das condições dos trabalhadores... Até parece que não tentei... Não fui respeitada... Saí de lá sim e acho que essa viagem foi até uma forma do meu pai me tirar daquele meio, e me sinto covarde com a minha falta de insistência... Resumindo, prefiro viver assim... De emprego em emprego... De lugar em lugar...-Eu disse.

-Fazendo seu pai pensar... Fiz um império e minha filha prefere viver como os meus trabalhadores vivem... Salma, você dorme em um colchão jogado no chão...-Jim revidou.

-Ah mas ele é até novinho... Comprei depois que aluguei o apartamento... Fica perto daquele aquecedor esquisito,  É confortável...-Eu falei e ri.

-E já há um ano em Liverpool, não arrumou nenhum namorado... é muito esquisito, se eu não fosse casado, já teria tentado algo com você...-Ele disse.

-Não sou lá uma grande fã de relacionamentos... Começo a namorar e se me der a louca de me mudar novamente... Os homens vão começar a me pedir indenização por motivo de ilusão e você sabe que quando bate a vontade de ir, eu vou...-Eu revidei e ri.

-Sei lá... Acho que você merece ter uma família... Conhecer um homem legal que te entenda... E depois te peça em casamento por que está mais que apaixonado por você... Que faça filhos lindos em você...-Jim falou.

-Talvez não...  Acho que não existe esse homem que vai me fazer ficar um pouco dependente dele no quesito amor... –Eu disse.

A imagem de Loris me encarando pra eu não esquecer o rosto dele me veio à cabeça. Mas aquilo só pode ter sido por que eu tinha ficado com ele na noite anterior, tinha sido bom, porém aquilo não tinha tanta significância.

-Você é jovem... Talvez ele ainda não tenha conseguido te achar já que você não para em um lugar certo...-Ele falou.

-É... Por enquanto vou seguindo aqueles conselhos amorosos das senhoras da casa...-Eu revidei e ri.

-Sim... Seu sucesso está garantido...-Jim disse se divertindo.

-Como se eu quisesse sucesso nessa área...- Eu falei.

-Aposto que você faz sucesso com os homens por aí, só não deixa eles terem o mesmo com você... Com essa história do canivete...-Ele revidou.

-Um dia desses, um cara pediu pra ver o canivete...-Eu disse lembrando de Loris.

-E você mostrou?-Jim perguntou.

-Claro, pra ele ver que eu não estava brincando...-Eu respondi e ri.

-Saiu correndo?-Ele revidou.

-Não, mas eu disse que tinha muita coisa pra fazer e saí de onde estávamos...-Eu falei.

-Você saiu correndo...-Jim disse e riu.

-Não, eu tinha muita coisa pra fazer mesmo... Fora que ele atrapalhou meu café da manhã... Resumindo... Não era um  inglês... Não falou com licença, ou bom dia... E não pediu  por favor me dê atenção...-Eu revidei.

Jim riu.

-E você se importa muito com o jeito dos ingleses... Você faz a mesma coisa ignora toda a cerimônia de ser um inglês...-Ele falou.

-Imagina numa cozinha de restaurante lotado... E eles ficam falando isso toda hora... Com licença, por favor e obrigada... Me deixa um pouco perturbada... Quer uma coisa e eu não estou usando?Pega logo e não fique esperando a minha resposta... Eu paro o que estou fazendo e tenho que olhar,  e ser gentil no consentimento? Vocês ingleses são caso de estudo...-Eu disse.

-Mesmo assim está há um ano aqui... No fundo gosta disso...-Jim revidou.

Chegamos finalmente à feira, descemos da caminhonete. Pegamos os carrinhos que sempre usávamos nas compras e entramos.

Minha primeira parada sempre  era o vendedor de morangos, o senhor Peter já me conhecia e quando me via começava a cantar Strawberry Fields forever e eu acompanhava ele enquanto eu escolhia os morangos.

“Let me take you down, cause I’m going to Strawberry fields, nothing is real and nothing to get hung about… Strawberry fields forever…”

Jim ria. A música sobre o orfanato onde John Lennon brincava, sempre me vinha a cabeça quando eu via morangos.

-Bom dia, Salma… Vai fazer algo especial com os morangos hoje?-Ele falou depois da nossa cantoria.

-Bom dia, Sr. Peter... O de sempre... Comê-los...-Eu disse.

Ele riu.

-Isso é bom também... Devia fazer uma geleia qualquer dia...-Ele revidou.

-Ainda prefiro comer, seus morangos são os melhores...-Eu falei.

-Qualquer dia posso te levar à plantação...-Ele disse.

-Vou aguardar o convite... Obrigada, Sr. Peter...—Eu revidei e paguei os morangos.

Saí da banca dele comendo.

-É sempre isso... Ele nem devia mais cobrar pelos morangos...-Jim falou e riu.

-Ele não cobra totalmente... É sempre abaixo do preço...-Eu disse.

-Pelo sorriso que ele dá quando te vê...-Ele revidou.

-Quase todo dia eu venho aqui...-Eu falei.

Continuamos fazendo as compras, Jim se tornou meu amigo desde que nos conhecemos na casa de repouso quando me ofereci pra fazer jantes especiais vez ou outra, ele trabalha na cozinha e adorou a ideia quando a administradora me apresentou à ele. Eu não sou uma grande chefe, nem estou perto disso, mas quando saí da África pra estudar fora, escolhi logo a França, além de aprender o idioma, fiz alguns cursos de culinária já pensando no meu plano de “Liberdade”.

Os cursos me deram oportunidades , e apesar de não fazer um jantar tão chique na casa de repouso, era um jantar diferente, com entrada, prato principal e sobremesa. Tudo pensado com Jim dentro do nosso conhecimento e das possíveis restrições da casa. Era especial por que fazíamos os moradores se sentir em um restaurante, com mais de uma opção de escolha, enfermeiros fazendo papel de garçom, mesas arrumadas, decoração e música ambiente.

Me sentia bem fazendo aquilo, e até a família do Jim aparecia pra ajudar e comer.

Compramos tudo e fomos para a casa de repouso, guardamos as compras  e eu ainda tinha um tempo livre até a tarde pra começar a preparar tudo, Jim me convidou para o almoço lá, mas recusei e saí. Voltaria depois.

Fui para o meu apartamento, liguei para a minha mãe, aquela conversa toda que tive com Jim me deixou um pouco com saudade, quando desliguei, peguei meus cigarros e fui para o terraço..

Tinham umas cadeiras lá, já era costume dos moradores subir e ficar ali.

Me sentei e peguei um cigarro, acendi e lembrei que Loris havia comprado pra mim, ele parecia ser legal, mas depois de ter conseguido o que queria de mim, talvez não nos víssemos mais, não que eu estivesse preocupada com aquilo, eu realmente acho que não sou o tipo dele, nem ele o meu.

Mesmo que eu falasse dos ingleses e o modo deles serem, eu gostava daqueles largados como eu, e era fácil de encontrar nos Pubs.

Eu ri do meu pensamento e lembrei que teria uma rave ilegal no norte de Liverpool em tributo ao Quadrant Park . Depois do jantar, o metrô me faria chegar lá.

Terminei de fumar o cigarro e desci, tomei banho, me troquei e fui para a casa de repouso.

A tarde foi tranquila na cozinha de lá, preparamos primeiro a sobremesa, fizemos cheesecake e uma torta de chocolate, para entrada salada e tomates recheados, para os pratos principais, frango ao molho de laranja e pernil de cordeiro assado com batatas.

O jantar foi animado, saiu tudo nos conformes, quando acabou, ajudei um pouco a limpar a cozinha e fui embora, ainda tinha a rave. Fui para a estação e ainda tive que esperar quase cinquenta minutos. Mas o tempo não faria tanta diferença, raves demoram pra acabar se a polícia não descobrir antes do meio dia do dia seguinte.

Finalmente o transporte chegou, entrei e nele tinham pessoas caracterizadas  pra rave, eu no início tinha um pouco de receio de ir as raves sozinha, mas depois da terceira, apenas comecei a ir  sempre que desse, até nas mais distantes.

Cheguei e fui caminhando até o local, era um casarão abandonado e a festa no porão, na entrada algumas moças pintavam o rosto dos participantes  com tinta fluorescente, fui pintada também, a música alta, luzes psicodélicas, pessoas fantasiadas e a imagem do smiley amarelo em  algumas paredes.

Eu entrava e esquecia o mundo lá fora, comprei uma bebida onde estavam vendendo e caí na dança.

E claro, vez ou outra aparecia alguém  e eu beijava, mas não eram simples beijos, eram beijos de ecstasy, eu tomava a pílula através do beijo, mas só me permitia uma vez na festa, se viesse outra vez eu empurrava e tirava da minha boca, pra não arrumar briga, devolvia na mão da pessoa. Isso era bem esquisito, mas funcionava.

Com um pílula eu me transformava e tinha força pra dançar até o final, e foi assim, bebi, dancei até não aguentar mais, saí de lá um pouco antes do meio dia, eu estava bem louca e do lado de fora eu não sabia como voltar pra casa, estava vulnerável, não deveria usar a droga, ainda mais andando sozinha, eu tive medo, mas tinha que dar um jeito de chegar em casa, não dava pra dormir ao redor da casa como algumas pessoas faziam.

Fui devagar até a estação, comprei um café pra conseguir ficar um pouco esperta e dessa vez não tive que esperar tanto pra voltar, cheguei um tempo depois ao centro  e enfim o meu apartamento, mas ainda havia a pior parte, a escada, eu morando no terceiro andar, pedi pra morrer depois do primeiro lance.

-Eu deveria parar de fumar também... Meus pulmões estão uma merda...-Eu falei baixo.

Parei e comecei a rir. Ainda efeitos do ecstasy misturado com a bebida. Quando cheguei ao meu apartamento,  apenas me joguei no colchão, apaguei um tempo depois.

POV Loris

Fui ao restaurante para o jantar. O garçom veio me atender.

-O que a Salma está fazendo hoje?-Eu perguntei.

-Desculpe senhor, mas a Salma não está aqui hoje...-Ele respondeu.

-Lewis não é? Ela foi demitida?-Eu revidei.

-Não, apenas não veio hoje... Ela ligou e disse que não estava bem... Deve está doente... O tempo de Liverpool é um pouco cruel com ela... Apesar de que já está acostumada... A gente tem que acreditar que é isso mesmo... Por que ela é meio doida... Acho que falei demais...-Ele falou.

-Doente?-Eu disse surpreso.

-O senhor vai pedir agora? –Ele revidou.

-Calma...-Eu falei.

-Escuta... Nós aqui praticamos a política da privacidade em relação aos clientes, você é goleiro do Liverpool, por que a insistência numa pessoa como a Salma? Ela não disse nada até agora, bem capaz de não saber que você é você, por que ela não liga pro universo... E até vai ser descontado do salário dela o fato dela ter sentado e jantado com você aquele outro dia...-Lewis disse.

-A Salma é minha amiga e que bom que ela não se importa com o fato de eu ser goleiro do Liverpool... Acho melhor assim... Ao contrário do senhor que está querendo dizer de quem eu deveria ser amigo ou não...-Eu revidei.

- Vai fazer o pedido agora?-Ele perguntou.

-Não... Espera... Você sabe onde ela mora?-Eu respondi.

-Pensei que fossem amigos, Sr. Karius...-Lewis revidou.

-Nós somos, mas ela não me deixa ir a casa dela... Se você me falar onde ela mora, eu faço o pedido pra viagem e posso levar algo pra ela comer... Por que sou amigo dela, se ela está doente, precisa de cuidados...-Eu falei.

-Também, vivendo como ela vive... Faça o pedido agora, e eu vou ali, olho o endereço dela nos registros, anoto e trago para o senhor...-Ele disse.

-O que você sugere pra ela?-Eu perguntei.

-Sopa...-Ele respondeu.

-Então, sopa pra mim e pra ela...-Eu revidei e sorri.

-Até daqui a pouco... Com licença...-Lewis falou e saiu.

Esperei um tempo, até que ele voltou, me entregou o endereço e uma sacola com o meu pedido, paguei a conta e saí.

Já no carro, coloquei o endereço no celular e segui as instruções para chegar ao lugar. A entrada do prédio era uma porta pequena numa parede de tijolos vermelhos, na campanhinha tinha os números dos apartamentos, apertei o de Salma.

Sem resposta, apertei mais uma vez.

-Quem é?-Ela perguntou com a voz um pouco diferente.

-Oi... Salma... É o Loris...-Eu respondi.

-Hã? O que você tá fazendo aqui? Não... Como descobriu onde moro?-Ela revidou e parecia um pouco irritada.

-Longa história... Soube que está doente... Trouxe sopa... Pode abrir pra mim?-Eu falei.

-Doente... Espera, vou jogar a chave apesar de que não gostei da ideia de você vir aqui... Cuidado com a cabeça...-Salma disse e desligou.

Olhei pra cima e segundos depois vi ela na janela, Salma jogou a chave, peguei ela no chão, abri a porta, entrei e subi até o terceiro andar. O prédio era bem velho, sem muita iluminação.

Cheguei e a porta estava aberta. Ela não estava na sala.

-Já estou aqui...-Eu disse ao entrar.

Na sala tinha uma TV e um colchão no chão, em cima travesseiros, o apartamento era velho, mas estava limpo, um balcão dividia sala e cozinha, coloquei a sacola sobre ele e tirei o casaco, pendurei perto do dela em um cabide bem ao lado da porta.

-Quem eu tenho que matar por ter falado onde moro?-Ela perguntou ao aparecer novamente.

Usava uma camisa xadrez de flanela e calçava meias.

-Ninguém... Apenas fiquei preocupado com o fato de está doente...-Eu respondi.

Ela foi logo para o balcão. Tirou as embalagens e abriu.

-Foi ao restaurante... Lá você descobriu onde moro...-Salma revidou e me olhou.

-O que você tem?-Eu disse.

-Ressaca...-Ela falou e pegou colheres pra nós dois em uma gaveta.

A cozinha era pequena, limpa e organizada. Antes de me entregar a colher, ela lavou, então me entregou.

-Por isso estava tão ocupada ontem?-Eu revidei.

-Em parte sim...-Ela falou passando por mim.

Foi para o colchão e sentou.

-Sozinha?-Eu perguntei tentando saber algo do homem que vi com ela.

-Em parte sim... Vai ficar em pé aí? Meu colchão é limpo, troquei a roupa de cama hoje...-Salma respondeu.

Fui para onde ela estava e sentei. A janela tomava quase a parede toda e a vista era interessante.

-Como em parte sim?-Eu revidei curioso.

-Alguns momentos estive acompanhada... Outros não... E você?-Ela falou.

-Fui ao parque e depois almocei com uns amigos...-Eu disse.

-Muito bom, Loris...-Salma revidou e sorriu.

-Mas o que você fez mesmo?-Eu falei.

-Também fui ao parque, depois a feira, então à uma casa de repouso, depois fui para o norte da cidade onde arrumei minha ressaca, mas não vamos falar disso...-Ela disse.

-Os melhores bares então estão ao norte da cidade?-Eu perguntei sorrindo.

-Não...-Ela respondeu e não disse mais nada sobre.

Ficamos em silêncio por um tempo tomando a sopa.

-Gostei de ter ficado com você antes de ontem... Foi muito estranho não poder te ligar depois disso, por que não tinha o seu telefone...-Eu falei.

Ela me olhou. E chupou o polegar limpando sopa dele. Pensei em besteira e senti meu corpo esquentar.

-Eu disse que estaria ocupada... Mas você já me achou não é? E está aqui jantando comigo mais uma vez...-Salma disse.

-O que foi fazer numa casa de repouso?-Eu continuei.

Salma explicou e eu descobri quem o era o homem, fiquei aliviado com aquilo.

-Obrigada por ter trazido a sopa...-Ela falou quando terminou.

-Foi só uma gentileza... Estou tentando ser um pouco mais inglês...-Eu revidei.

Ela riu e pegou a embalagem da minha mão, levantou, foi até a cozinha e então voltou.

-Pode tirar os sapatos se quiser...-Salma disse sentando novamente no colchão.

Tirei e fiquei um pouco mais à vontade, ela ligou a TV, abriu a janela pra fumar  enquanto assistíamos um filme, depois ficou deitada em silêncio até que ela adormeceu, eu deveria ir embora, mas queria estar ali. Ela descoberta se mexia sem se importar que mostrasse demais, a camisa subiu eu via a calcinha preta dela, e as tatuagens na altura do quadril. Ela virou de costas pra mim, vi mais e comecei a ficar excitado, querendo que ela logo sentisse a mesma coisa  por mim.

Decidi ficar de vez, tirei minha calça e fiquei só de blusa e cueca. Se ela reclamasse de acordar o meu lado, já teria acontecido mesmo, e Salma não havia me mandado ir embora. Adormeci um tempo depois.

POV Salma

Acordei incomodada com a claridade da janela, não era o sol, mas sim aquele céu branco de nuvens. Fechei a cortina e quando  virei para o lado esquerdo tomei um susto, Loris ainda estava ali. Ele dormia descoberto, estava de blusa branca assim como a cueca, que marcava o que ele tinha ali, levei minha mão até a boca e mordi com força. Tive vontade de ir pra cima dele, já fazia um tempo que eu não sabia o que era sexo, justamente por isso, não estava pronta pra situação, levantei com cuidado pra não acordar ele. Fui para o banheiro, pra tentar dar um jeito em mim, fiz o que pude, fumei um cigarro, escovei os dentes, soltei o cabelo, lavei o rosto, voltei para a sala e deitei novamente de costas, tentando ficar o mais próxima possível do corpo dele. E que corpo eu tinha ao meu lado.

Só ficamos aquela noite, mas pouco me importava, pra mim e pra ele no momento parecia valer qualquer coisa, dois sozinhos na cidade. Transar com ele poderia não significar nada além disso como já havia acontecido outras vezes, apenas prazer. E por eu ser tão fria com ele, a transa poderia ter um bom resultado, ele descontaria tudo em mim, a ideia me deixou com tesão.

Comecei a me mexer, pra que ele acordasse logo e me visse daquele jeito. Não demorou pra que Loris me abraçasse. Envolvendo seu braço na minha cintura, me colou de vez ao corpo dele.

-Bom dia...-Ele sussurrou no meu ouvido.

Me arrepiei.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


E aí minha gente? Ainda é um pouco confuso de entender o que se passa na mente desses dois...
Ela ainda é idfc... E ele tá fazendo coisa errada e até acho que aproveitando o fato dela ser desligada...
E Salmão é um pouco barra pesada...
O negócio é quando a bomba explodir de vez no colo dela...
Como Salmão vai reagir?
Quando Loris vai tomar vergonha na cara?
Isso é tudo pessoal...
Obrigada por acompanhar e até o próximo...
Beijos


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