História Let me Free of the Chains - Capítulo 45


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Malec, Osintrumentosmortais, Shadowhunters, Thelovewins, Themortalinstruments
Exibições 273
Palavras 1.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


I'm back! Gentinha do meu coração espero que gostem do capitulo <#

Capítulo 45 - Stepfather


Magnus nunca imaginara que a Delegacia de Polícia de Nova York fosse tão cheia, não que não soubesse dos criminosos que rondavam a cidade, todos sabiam, mas nunca tivera que ir lá pela madrugada. Basicamente em toda sua vida, só visitara aquele lugar umas quatros vezes, contando com aquela e ainda achava muito para alguém normal. Uma foi por causa do pai de Alec e as outras duas foram graças a sua mãe e ao seu padrasto, ainda podia lembrar de como seus braços eram doloridos durante a infância e como sempre usara roupas de mangas e pernas compridas, para encobrir as manchas roxas de “castigos”. Castigos desmerecidos. Ele sempre acreditou que o motivo de apanhar pela mãe era que ele lembrava seu pai e pelo padrasto, por não ser filho dele, e mais tarde dos dois por nunca gostar de meninas, por ser alguém “errado”, com “defeito”. Na primeira vez que foi para lá, tinha fugido de casa e esperando o metrô quando um policial o avistou e como sua mãe já havia contatado a polícia para avisar sobre o seu desaparecimento, foi levado diretamente para lá e depois para casa onde levou uma surra. Na segunda vez ele mesmo fora lá, para prestar queixa contra sua mãe e o padrasto, de alguma forma ele e ela saíram ilesos, mas Magnus passou um tempo sem apanhar, porque mais tarde mandariam alguém da justiça para verificar as acusações dele, e assim, ele e sua “família” se mudaram para Ohio, onde ele morou até completar 18 e voltar para NY. Aquelas lembranças o assombravam a noite, quando sonhava com algo bom, de repente mudava e ele novamente se sentia um menino de 10 anos, na frente dos pais pagando por algo mínimo que causara tanta raiva, como quebrar um copo. O fator família nunca esteve presente na sua vida, por isso que tinha medo de um dia ter uma, não sabia como era ter isso e vendo toda aquela situação na casa de Alec percebeu que se algo como aquilo acontecesse com ele, seus pais não dariam a mínima. Ele nunca iria ver a dor nos olhos deles como viu nos de Maryse que estava na sua frente conversando com Alec, Isabelle estava quase dormindo na cadeira ao seu lado. Estavam sentados nas cadeiras marrons encostadas na parede do lado de fora da sala do Delegado, mais afastados deles estavam às mesas dos policiais e no final do corredor da sua esquerda estava uma porta que levava as celas. O delegado estava chegando ainda, Magnus tentava não morrer de tédio, não que não estivesse preocupado com os meninos, claro que estava, mas outra coisa era esperar o delegado que parecia morar no inferno. Observava o movimento dos policiais, chegando sempre com mais ladrões, chefes de gangues, bêbados briguentos e adolescentes sem noção, mas foi interrompido por Alec. Ele parecia cansado ao sentar-se do seu lado, Magnus via seus ombros tensos, as olheiras que se formavam graças a sua teimosia em não dormir, os cabelos levemente bagunçados e além de tudo isso a esperança de achar seus irmãos antes mesmo do amanhecer. Ele esticou a mão e pegou a de Alec, estava gelada, mas seus dedos carinhosamente se entrelaçaram aos de Magnus e se permitiu ali no meio de todo mundo, deitar a cabeça no ombro dele e ficar o mais próximo do namorado possível. Com um suspiro ele sussurrou:

-Acha que eles devem estar na fazenda que os Lee disseram?

-Acho, não mentiriam. -Nem todos os Lee deveriam ser ruins como Jason, pensou Magnus lembrando de como ele desenhara Alec no quadro. Se importara em fazer todos os mínimos detalhes, achou a cor idêntica dos olhos dele e procurou fazer todas as linhas iguais. Era uma bela obra, a não ser pela ideia suicida deixada nela. Aquilo mostrava que por baixo daquele monstro que ele se mostrava ser, havia um coração humano, mas nesse havia uma obsessão louca e isso o arruinava. -Também acho que quando os acharmos, ele vai tentar fazer uma troca. -Alec se ergueu para olha-lo, apesar de tudo entendia oque ele quis dizer, só não havia pensado nisso ainda. -Jason tem uma alma dramática, não me surpreenderia se… se ele quisesse fazer sua própria versão de Romeu e Julieta se é que me entende.

-Eu não me mataria por ele. -disse entoando o óbvio. Magnus olhou para suas mãos unidas, tinha medo de solta-las de novo. -Magnus…

-Alec, eu não estou falando disso. -o mais novo se calou e esperou que ele continuasse. -Você se mataria pelos seus irmãos? -Alec pareceu confuso, mas então a ficha caiu e ele ficou imóvel, com a mão apertando a de Magnus enquanto mil pensamentos corriam sua mente.

-Acha que… ele pediria isso? -sua voz saiu trêmula, como se do nada fosse atingido por um forte frio.

-Eu queria acreditar que não, mas não sou tão idiota para negar uma ideia que provavelmente existe. -ficaram calados por alguns minutos, um se apoiando no outro, como Magnus esperava ser para sempre, mas agora com essa ideia lhe martelando a cabeça, isso parecia ser um pouco impossível. Não deixaria que levassem quem era a pessoa mais importante na sua vida.

A porta da delegacia se abriu, mas dessa vez um vento gelado entrou e fez Alec estremecer, ele só não sabia se era mesmo por causa do frio ou a ideia ainda o estava atormentando. Um homem, provavelmente o delegado, fechou a porta atrás de si e logo Maryse foi até ele, mal o dando tempo de tirar o sobretudo marrom. Magnus encostou a cabeça sobre a de Alec que voltara para o seu ombro. Ele e ela pararam de frente para eles, e Magnus reconheceu o delegado, apesar dos cabelos grisalhos. Suas mãos tremiam, o coração batia tão rápido que parecia querer fugir, sentia-se pequeno e  pensou que fosse entrar em pânico.

-Magnus -ouviu Alec chamar, em meio ao desespero de sua mente, ele ainda não havia o visto. -Magnus, tudo bem? -voltando-se para o namorado, ele se levantou e o puxou com ele até perto da porta, ficando de costas para o corredor e deixando Alec na sua frente. -Você está tremendo. -disse Alec segurando suas mãos.

-O-O delegado, ele era o meu padrasto, Alec. -sua voz tremulou em quase todas as palavras.

-E o que isso tem demais?

-Ele ajudava minha mãe a me bater quando eu era menor, não que ela precisasse de ajuda com isso, ele só se divertia junto a ela. -disparou, sentindo o ódio na própria voz, ele tentou se acalmar e respirar fundo.

-Nunca me contou nada disso. -Alec disse alarmado e olhando para onde o delegado conversava com a sua mãe.

-Ninguém tem uma infância perfeita, Alec. -tentou esboçar o sorriso, mas tudo que conseguia era ver o rosto daquele homem nas suas lembranças.

-Alec, Magnus, venham aqui. -disse Maryse e Magnus congelou olhando quase desesperado para o namorado.

-Talvez ele nem se lembre de você. -Alec tentou encoraja-lo.

-E se lembrar?

-Ai você enfrenta ele, ele não pode te machucar agora.

-Talvez. -disse baixo, Alec segurou a mão dele e o puxou consigo até a mãe, mas a esperança que o delegado não reconhecesse Magnus ao ve-lo, sumiu assim que ele abriu um sorriso enorme para o outro.

-Sabia que era você, Bane.

-Infelizmente também sabia que era você. -disse com a voz mais firme, do que enquanto conversava com Alec.

-Então já se conhecessem? Ótimo. -disse Maryse pronta para voltar a tratar do assunto Lightwood.

-Não sei de ‘ótimo’ é a palavra certa. -Magnus disse sem desviar os olhos do delegado, agarrava a mão de Alec procurando apoio e este tentava o apoiar.

-Sem dramas, Magnus, passado é passado. -sorriu.

-Me deixe experimentar te espancar por dez anos, vamos ver se daqui a alguns anos você não vai se lembrar. -isso apagou o sorriso do delegado, na plaquinha presa ao bolso do seu uniforme, havia escrito Sr. Bane e isso fez Magnus rir, sem ver graça alguma. -Usando o nome da minha mãe? Você é um idiota mesmo.

-Alguém tinha que fazer depois que ela morreu, já que o filho se distanciou demais até para não ir no enterro da mãe ou ouvir suas últimas palavras.

-Você fala como se fosse uma vítima, você e ela. -Alec estava mais tenso ainda ao lado dele e Maryse estava quase se afastando.

-Não é culpa nossa se você não sabia se comportar e desonrou sua mãe deixando a família dela se extinguir. Me diga como pretende ter filhos se não pode estando com ele? -apontou para Alec e aquilo o enrubesceu de raiva.

-Não é dá sua conta se terei filhos ou não, com quem estou ou com quem não estou. Me perdoe por respirar da maneira diferente de como você queria.

-Você foi uma decepção para todos nós. -aquilo não atacou só a Magnus, mas Alec não conseguia ouvir mais nada, soltando a mão de do namorado, desferiu um murro no rosto do delegado que caiu para trás.


Notas Finais


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