História Let me in on all your secrets - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza, Kaya Scodelario, Skins, The 100
Personagens Anthony "Tony" Stonem, Bellamy Blake, Elizabeth "Effy" Stonem, Frederick "Freddie" Mclair, Jasper Jordan, Lincoln, Naomi Campbell, Octavia Blake
Tags 50 Tons De Cinza, Lincoln, Skins, The 100
Exibições 94
Palavras 6.919
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Me perdoem pelo abandono, estou numa correria sinistra por conta de vestibular, enem e escola, mas prometo que assim que o enem passar voltarei a postar regularmente. Me perdoem tbm pelos erros de ortografia, escrevi esse capítulo de uma vez só e não deu para corrigir. E o motivo de somente músicas de 2005 serem citadas nesse cap é que passei o dia ouvindo uma playlist de nostalgia.
Ahh e esse capítulo é totalmente dedicado a simonecamil e a luadrewoliver por não desistirem de mim
Beijos e boa leitura...

Capítulo 22 - I'm Not Trying To Hide It


Fanfic / Fanfiction Let me in on all your secrets - Capítulo 22 - I'm Not Trying To Hide It

POV KAYA

            Ontem o dia foi perfeito, o Lincoln estava perfeito, seu bom humor contribuiu bastante para que tudo ocorresse bem. Hoje, o dia tem tudo para ser perfeito também, a família do Linc é ótima, confesso que o convite para jantar com eles no feriado do Dia do Trabalho me surpreendeu um pouco. As vezes eu fico comparando algumas coisas do meu namoro com o Lincoln com meu namoro com o Freddie, eu demorei bastante tempo para ser introduzida nas comemorações da família do Freddie e até mesmo para me entrosar com eles, mas a família Lerner me recebeu  forma tão amistosa da primeira que vez que me conquistaram de vez. E toda vez que eu falo para o Lincoln que eu gostei muito de sua família, vejo um sorriso iluminar seu rosto...

Chega de pensar nele, preciso tomar coragem para levantar da cama, mas está bem difícil, está tão quentinho aqui. Peguei meu celular na cômoda ao lado da cama sem fazer movimentos bruscos, pois a Effy ainda está dormindo ao meu lado e vi que tinha algumas mensagens dele.

Linc: “Bom dia, amor!

            Dormiu bem?”

Kaya: “Bom dia...

            Dormi bem sim, mas a Effy reclamou de eu ter abraçado ela para consegui pegar no sono”

            Respondi ele, que imediatamente ficou online, visualizou minha mensagem e começou a digitar para me responder.

 Linc: “Você ainda tem a Effy

            Eu tive que dormir agarrado ao seu travesseiro.”

Kaya: “Que triste hahah

            Pelo menos o travesseiro é fofo”

Linc: “Não é tão fofo quanto você”

Kaya: “Só mais uma noite separados e depois serei todinha sua”

Linc: “Você já é todinha minha, só te emprestei para os seus pais esses dias”

Kaya: “Possessivo demais, baby.”

Linc: “Com você sempre.

       Já pensou alguém tenta te roubar de mim.”

Kaya: “Nuncaaaaaa”

Linc: “Ainda bem que já sabe

        Kaya,terei que te deixar por algumas horas, marquei um reunião com o John agora e se eu ficar trocando mensagens com você ele irá ficar mais puto do que já está”

Kaya: “Achei que vc fosse o chefe e mandasse aí, não o John hahaha”

Linc: “Não me provoque, Kaya”

Kaya: “É mais forte que eu...

          Que horas vc virá me buscar?”

Linc: “13h, pode ser?”

Kaya: “Melhor às 14h, não sei se o almoço irá demorar aqui”

Linc: “Ok

       Até mais tarde, meu bem”

Kaya: “Beijos e mande lembranças ao John por mim”

Linc: “Nem conte com isso

        Beijos”

            Com a conversa terminada, dei uma olhada nas minhas redes sociais e após alguns minutos ali larguei o celular no criado-mudo e levantei tentando fazer pouco barulho para não acordar a Effy. Peguei uma roupa simples de ficar em casa e segui para o banheiro a fim de fazer minha higiene matinal. Hoje terei mais um dia agitado, agora durante a manhã e até o almoço vou ficar aproveitando um pouco mais minha família, à tarde tem a família do Lincoln e à noite comemoração casa da Michelle, espero ter energia para levantar da cama amanhã.

(XXX)

            Como eu previ minha manhã foi bem tranquila, minha mãe fez panquecas para gente e depois ficamos assistindo uns talk shows idiotas enquanto relembrávamos alguns eventos da nossa infância e adolescência. Para aumentar o clima de nostalgia minha mãe resolveu fazer Mac and Cheese (Macarrão com queijo) para o almoço, quando criança nós éramos apaixonados por esse prato, agora se eu como esse prato cinco vezes ao ano é muito. E o Tony arrumou ingressos de uns três musicais da Broadway para os nossos pais não passarem à tarde à toa enquanto nós saímos com nossos amigos e namorados. No fim deu tudo certo e todos saíram felizes, inclusive minha mãe.

            Lincoln estacionou o carro na luxuosa garagem dos pais, puxou minha mão que estava na sua coxa e deu um beijo.

- Vamos? – Perguntou distraindo-me dos meus pensamentos.

- Claro – Respondi sorrindo, ele saiu do carro e deu volta para abrir a porta para mim. Lincoln está bem casual hoje, está vestindo uma camiseta de manga 3/4 e uma calça jeans clara. – Obrigada.

- De nada, Sra.Stonem – Ele agarrou minha mão e fomos andando até a entrada casa, com a minha mão livre ajeitei minha saia – Você irá sentir frio com esta pequena saia, o verão já acabou, Kaya.

- Eu tenho você para me esquentar – Respondi com um sorriso de lado.

- Eu quero muito transar com você agora – Ele disse abrindo a porta da casa – Na primeira oportunidade vou te levar para o meu antigo quarto – Disse no meu ouvido – Mãe? Pai? Chegamos!

- Estamos na cozinha – Abby gritou. Lincoln nos direcionou até lá, onde encontramos sua mãe e sua irmã, assim que nos viu, Abby veio em nossa direção – Meu filho, que saudades.

- Oi mãe – Lincoln respondeu abraçando a mulher, que logo se soltou dele e veio até mim.

- Kaya, está linda, minha querida – Também me abraçou.

- Obrigada, adorei seu cabelo, ficou lindo – Falei reparando que ela escureceu as mechas.

- Tive que fazer isso, eu estava cheia de fios brancos – Respondeu sorrindo.

- Nem eram tantos assim, mãe. Ela está exagerando – Raven disse quando veio me cumprimentar.

- Realmente, não eram muitos, mas estavam me incomodando – Abby disse.

- Está mais bonita ainda, mãe – Lincoln disse.

- Você nem tinha notado, seu falso – Ela disse brincando e ele riu em resposta.

- Onde estão os homens dessa casa? – Lincoln perguntou.

- Foram assistir ao jogo de basquete dos meninos aqui do condomínio, já devem estar voltando.

- O Joshua está em algum time da escola? – Linc continuou com a conversa.

- Ainda não, mas assim que as aulas voltarem ele vai tentar uma vaga no baseball, ele está treinando quase todos os dias. Venham, sentem-se aqui, tenho que terminar a cobertura da cheesecake – Ela apontou para a pequena mesa da cozinha e voltou para o balcão para finalizar o bolo.

- Espero que ele consiga entrar – Falei.

- Acho que vai sim, papai disse que ele é um bom rebatedor – Raven.

- Ele é um bom menino, vai conseguir sim – Lincoln.

- Ele se adaptou bem, ao estilo de vida de vocês? – Questionei.

- Sim, no início dava para ver que ele se deslumbrava com tudo, porém com o tempo ele foi se acostumando. O que ele levou mais tempo para se acostumar foi com o nosso jeito de demonstrar carinho, sabe abraços a todo momento – Ela disse pensativa – Ele ficou muito tempo sem um vínculo afetuoso.

- Isso é verdade – Raven afirmou

- Entendo, desculpa a curiosidade, mas o que houve com a família biológica dele?

- Tudo bem, Kaya, não precisa ter vergonha de perguntar – Sorriu carinhosamente para mim – A mãe morreu quando ele tinha dois anos durante o parto do irmão dele, que também morreu. O pai foi atropelado cinco anos depois e ele ficou sob a guarda de uma tia que o maltratava, até que o conselho tutelar retirou a guarda dela e o colocou para adoção e ele já estava a quase dois anos no orfanato quando me apaixonei por ele no instante que o vi e o trousse para casa.

- Nossa que lindo – Respondi – Meu padrasto também diz que se apaixonou por mim e meus irmãos e que naquele instante soube que faria tudo por nós.

- É assim mesmo, uma coisa quase surreal – Abby

- E ele já te chama de mãe? – Perguntei.

- Ainda não, mas eu não estou com pressa, quando se sentir confortável, ele vai dizer.

- Ela fala tanto sobre essa paixão, que se eu pudesse iria agora em algum orfanato procurar o meu filho do coração – Raven.

- Eu também tenho vontade de adotar – Comentei.

- É mesmo? – Lincoln perguntou – Você nunca me disse isso.

- Você nunca me perguntou nada sobre isso – Respondi para ele e pude ouvir sua mãe e irmã rindo da minha resposta.

- Realmente – Ele assentiu e voltou a ficar em silêncio.

- Já que vocês tocaram neste assunto, só quero deixar claro que não estou com pressa para ser avó.

- E nem eu para ser pai – Lincoln disse fazendo careta e dessa vez eu ri.

- Mas já está na hora de começar a pensar nisso, já passou dos trinta, Linc – Raven alfinetou.

- Graças a Deus, os homens são férteis quase até o fim da vida.

- Isso aí, mas a Kaya não, então melhor se apressar irmão – Raven.

- Filha, pare de ser inconveniente – Abby a repreendeu – Isso é assunto deles.

- Desculpa, Kaya – Ela disse.

- Tudo bem – Falei sorrindo, porém este assunto me deixou com uma pulga atrás da orelha, será que o Lincoln quer ter filhos? Quando ele fala dos seus planos para o futuro nunca fala sobre filhos. Fiquei pensando nisso enquanto eles falavam sobre outra coisa e eu fingia prestar atenção na conversa. Só atentei para o assunto quando notei uma agitação maior ao redor, Kane, Jasper e Joshua chegaram

- Lincoln! – Joshua o chamou assim que entrou na cozinha e se jogou para um abraço.

- E aí, garotão! Como foi o jogo? – Lincoln respondeu e o menino começou a contar sobre o jogo que assistiu.

            Kane veio até mim e me cumprimentou com um beijo no rosto e Jasper também veio falar comigo e me deu um rápido abraço.

- Ei, não vai falar comigo? – Falei fingindo estar brava com o Joshua.

- Desculpa, Kaya – Ele veio até mim e me abraçou pela cintura – Você está muito bonita, na verdade, você é muito bonita.

- Obrigada, Josh.

- O garoto, pode soltando ela e parar com esse xaveco aí. Eu cheguei primeiro – Lincoln o repreendeu e o menino me soltou no mesmo instante.

- Não liga para ele – Falei e afaguei os seus cabelos bem cortados.

- Que isso, Linc, tá com medo de um garotinho de dez anos ser melhor nas cantadas que você? – Jasper perguntou encarnado nele.

- Todo cuidado é necessário com a Kaya, ela nunca percebe quando estão flertando com ela, acha que todo mundo é simpático.

- Você que é maluco e acha que o mundo inteiro flerta comigo – Acusei.

- Não, eu sou homem e conheço as táticas de flerte, é diferente – Ele se defendeu.

- O que é flertar? – Joshua perguntou fazendo todos rirem.

- É quando você gosta de uma menina e fica conversando com ela até tomar coragem e chamar ela para sair – Kane explicou ao menino.

- Ah então eu nunca fiz isso – Josh respondeu fazendo todos rirem novamente.

- Claro, você nem está na idade de namorar ainda – Raven.

- Que droga, queria poder flertar com a Alice – Ele reclamou.

- Quem é Alice? – Perguntei junto com Jasper.

- É a recepcionista do consultório da Abby – Ele disse todo bobo.

- Meu filho, a Alice tem idade para ser namorada do Jasper e não sua – Abby explicou – Você tem que flertar com alguém da sua idade.

- Porque? Eu acho ela tão bonita, quero flertar com ela – Ele questionou.

- Porque se ela flertar com você, ela será presa por pedofilia e abuso de incapaz– Raven disse.

- E o que é pedofilia? – Joshua perguntou.

- Vamos deixar esse assunto para lá – Abby – Vai lá tomar banho, Josh, que nós vamos jantar daqui a pouco.

            Abby disse e o menino levantou da cadeira e foi para o segundo andar da casa, Jasper foi logo atrás alegando também precisar de um banho.

- Raven, toma mais cuidado quando for falar algo assim, você sabe que ele é curioso e irá perguntar – Kane a repreendeu.

- Desculpa pai, saiu sem querer – Ela se desculpou.

- Nossa só da Raven falar isso, fiquei arrepiada ao imaginar algo assim acontecendo com nossos filhos – Abby disse e eu olhei para o Lincoln que estava de cabeça baixa.

 - Não se preocupe, nossos filhos estão seguros, meu bem – Kane respondeu e abraçou a esposa, coitados, nem  imaginam que isso já aconteceu com o primogênito deles. Lincoln seguia ao meu lado com a cabeça abaixada, olhando fixamente para o chão.

- Abby, você quer ajudar para por a mesa? – Perguntei chamando a atenção de todos.

- Eu adoraria, Kaya – Ela sorriu – Como dispensei a empregada tudo está por nossa conta hoje.

- Sei como é – Respondi.

- A louça está no armário da sala de jantar – Ela disse.

- Ok – Respondi me levantando – Amor, me ajuda?

- Claro – Ele respondeu e também se levantou, andando atrás de mim até a sala de jantar. Assim que atravessou a porta ele foi em direção ao armário retirando as louças em silêncio. Ele já sabia o que estava por vir.

- Você não vai falar nada? – Perguntei baixo distribuindo o jogo americano em cada lugar da mesa.

- Agora? Só se for para fazê-los sofrer, já passou, Kaya – Ele respondeu no mesmo tom.

- Eles merecem saber, Lincoln. Concordo que passou e que eles irão sofrer ao descobrir o que houve, mas isso vai te fazer bem... Sei lá, você nunca parou pensar que o fato de ninguém nunca não ter dito nada pode estar contribuindo para ele ainda faça isso hoje?

- Você que eu sou louco de deixá-lo fazer isso até hoje? Quando eu comecei a ganhar dinheiro a primeira coisa que eu fiz foi ameaçá-lo, ele não atende mais crianças nem adolescentes já tem dez anos.

- Mesmo assim, isso não é o tipo de punição que ele merece, era para aquele monstro estar preso ou até morto – Comecei a por os pratos nos lugares e ele os talheres.

- As coisas não são assim tão fáceis, você sabia que não posso nem ao menos acusá-lo mais pelo o que fez comigo, o crime já prescreveu – Ele disse com desprezo na voz.

- Puta que pariu! Como isso é possível, eles agem como se o que você sofreu também já tivesse prescrito, mas as marcas estão aí até hoje.

- Fale baixo, Kaya, por favor – Linc pediu. Aproximei-me dele e o abracei.

- Eu sei que você não gosta de falar sobre isso, mas eles são seus pais, eles te amam e merecem saber.

- Eu já tentei tantas vezes que até perdi as contas – Ele falou no meu ouvido, me abraçando forte.

- Você conseguiu contar para mim no telhado de um bar, é só ter calma.

- É só você estar ao meu lado que essas coisas acontecem, se você estiver comigo eu conto. Eu prometo, mas não hoje, não quero estragar o feriado...

- Eu vou estar ao seu lado, pode ter certeza – Afirmei olhando em seus olhos.

- Obrigado – Ele disse e colou nossos lábios. Ouvi o barulho da porta e me afastei rápido dele.

- Desculpa, não imaginei que vocês estariam se pegando aqui – Raven disse entrando com uma travessa nas mãos – A mamãe pediu para eu trazer isso aqui.

- Nós estávamos conversando, Raven – Linc falou calmo.

- Aham, sei – Ela respondeu irônica e largou a travessa na mesa – Vou voltar para cozinha, dá próxima vez vou bater na porta antes de entrar, relaxem

- Desnecessário – Falei antes que ela saísse.

- Ela está ligada no 220 volts hoje – Linc disse alisando a cabeça.

- Estou vendo.

            O jantar com a família Lerner foi ótimo, Raven e Jasper tiraram o dia para implicar com o Lincoln, mas ele estava levando tudo no bom humor. Se reunir com a família sempre o deixa com bom humor, vou começar a trazê-lo para cá quando ele estiver estressado. Quando anoiteceu a Effy e a Michelle começaram a me mandar mensagens querendo saber onde eu estava e se iria abandoná-las no feriado, com isso eu o Lincoln nos despedimos da sua família e pegamos a estrada de volta para Nova York, ou melhor para o Upper West Side no apartamento do Sid e da Michelle.

            Quando chegamos, todos, menos a Effy, já estavam alterados alcoolicamente e isso gerou uma recepção bem engraçada de bêbados querendo me abraçar.

- Ela é irmã, eu tenho direito de abraçar primeiro – Tony argumentou.

- Mas eu não a vejo há muito tempo, a saudade estava enorme – Jal.

- Caguei para você – Tony disse rindo e ela também caiu na gargalhada, e eu acabei ganhando um abraço triplo.

- Odeio quando vocês já estão bêbados e eu super sóbria – Reclamei. E o Lincoln cumprimentou eles, porém com um aperto de mão.

- Nós estamos bebendo há muito tempo, mas se você for rápida dá para chegar nosso nível rapidinho – Tony.

- Do jeito que a Kaya é pinguça, consegue nos acompanhar sim – Chris disse.

- Chris! – Falei e o puxei para um abraço, ele me deu um beijo no rosto e se jogou nos meus braços.

- Tudo bem, baixinha? – Ele perguntou me soltando.

- Tudo e com você? – Sentia o olhar do Linc, que está ao meu lado, pesar sobre mim – Você se lembra do Lincoln, né Chris?

- Claro que lembro, e aí cara, tudo bem? – Esticou a mão para o Linc que prontamente o cumprimentou – Vou lá pegar uma cerveja para vocês, fique a vontade Lincoln.

- Obrigado – Lincoln respondeu.

            Ele disse e se afastou da gente indo para cozinha, arrastei o Linc até a sacada, onde a Michelle e o Sid estavam fumando.

- Cheguei, meus amores – Falei chamando a atenção deles.

- Kaya! Lincoln! – Sid disse animado – Que bom que vocês vieram, achei que você fosse trocar a gente por um jantar no subúrbio.

- Quase que eu fiz isso, hein... – Falei rindo.

- Kaya Stonem, não se atreva a abandonar o bonde, ainda estou puta com a Cassie – Michelle.

- Ela não veio mesmo?

- Não, nos trocou por aquele namorado europeu ridículo – Sid.

- Eu achei que vocês gostavam dele – Linc.

- Não, ele é chato para caralho, a gente só não fala mal dele, pelo menos não na frente dela – Sid.

- Imagine o que vocês falam de mim – Linc respondeu.

- A gente gosta de você, Linc, você não tem sotaque escroto, não fica contando as suas conquistas que nem um babaca egocêntrico e ainda paga bebida para gente – Michelle.

- Nós te amamos, Lincoln – Sid exclamou e Lincoln sorriu em resposta.

- Não precisa exagerar – Falei rindo – Vem cá, cadê a Effy?

- Foi no mercado com a Naomi e o Maxxie comprar leite condensado e suco para gente fazer batida.

- Ah ta, pelo menos batida ela pode beber, se for sem álcool.

- Sim, dá para enganar. Eu até comprei cerveja sem álcool para ela, mas ela disse que é muito ruim – Michelle.

- É muito sem graça, o álcool faz muita falta – Continuamos ali por mais alguns minutos até que o Chris apareceu com as cervejas para mim e para o Lincoln – Foi fabricar a cerveja, Chris? Demorou um século...

- Foi mal – Ele disse meio sem graça – É que o Freddie me ligou e eu fiquei um tempinho falando com ele.

- Tudo bem, não precisa, se desculpar – Respondi e dei um gole na minha bebida, Lincoln estava escorado na grade da varanda e me puxou pela cintura para que eu ficasse na sua frente.

- Então... – Chris começou – É que o Freddie perguntou se ele pode passar aqui agora a noite.

- Você está perguntado para mim? – Ele assentiu – Por mim pode. Ele sempre passava os feriados com a gente mesmo.

- Ah sei lá, Kaya, uma coisa é trabalhar com o ex, outra coisa é passar o feriado com ex – Chris explicou.

- Ultimamente, para mim, o Freddie é tipo um velho amigo, somos cheios histórias juntas, mas ficou tudo no passado – Falei e Lincoln me deu um apertão na cintura.

- Nossa que merdão, estamos do seu ex, com o seu atual aqui – Sid – Foi mal, Lincoln.

- Não se importe comigo, se estiver tudo bem para ela, está tudo bem para mim – Linc.

- Ah esse meu namorado é um fofo – Fale e selei nossos lábios.

- Então vou ligar de volta para o Fredinho – Chris disse indo para sala.

- Que casal mais bem resolvido sobre o passado, nós fomos totalmente o contrário, não é mesmo, Chelle.

- Nossa, nós sabíamos brigar sobre ex a dele – Michelle falou rindo.

- Bons tempos – Sid.

- Ah eu não sinto falta nenhuma dela e espero que você também não – Michelle falou em tom de ameaça, causando risos meus e do Lincoln.

- Claro que não, meu amor – Sid respondeu – Eu vou pegar mais cerveja, vocês querem?

- Não, obrigado – Linc e falamos ao mesmo tempo.

- Eu vou lá com você – Michelle falou e o casal saiu me deixando sozinha com o Lincoln.

- Nada de dançar com o Freddie hoje, pode ser? – Lincoln disse baixo no meu ouvido.

- Achei que estava tudo bem para você – Respondi me afastando um pouco e me virando para que pudesse ficar de frente para ele.

- Está tudo bem, só não quero dancinha – Ele falou.

- Acho que posso me controlar, mas só hoje.

- Não me provoque, Kaya – Falou e me beijou de forma suave, sua mão livre foi para o meu cabelo, deu uma puxada e intensificou o beijou. Gemi baixo em seus lábios e ele desceu o beijo para o meu pescoço – Adoro quando você geme baixinho durante o beijo, o efeito é quase instantâneo sobre mim.

- Não podemos transar aqui, baby – Respondi.

- Eu sei – Falou e continuou no meu pescoço.

- Caralho, deixei vocês a sós por dois minutos e já estão se comendo – Sid disse rindo e eu me separei do Lincoln num pulo.

- Não acredito que vocês iam transar na minha sacada – Michelle que estava ao seu lado.

- Nós não íamos – Falei.

- Se vocês não atrapalhassem, nós iríamos, com certeza – Lincoln falou sério.

- O que?! – Virei revoltada para ele e bati no peito dele – Filho da puta! Não acreditem nesse mentiroso.

- Aham, me parece que ele é o único sincero aqui – Michelle.

- Vou sair daqui, já que vocês estão fazendo um complô contra mim – Falei e fui para sala ouvindo as risadas deles.

            Sentei no sofá junto com o Chris, o Tony e a Jal e ficamos ali sobre o que eles fizeram antes que eu chegasse e outras bobagens. Algum tempo depois Effy, Naomi e Maxxie voltaram da rua, contando que demoraram para achar um mercado aberto num feriado nacional, o Freddie chegou logo em seguida e as coisas começaram a ficar mais agitadas.

            A Effy foi com o Tony para a cozinha fazer as batidas e o resto ficou na sala conversando em grupo. A Jal colocou uma música eletrônica para tocar baixo e propôs que todos virássemos juntos uma dose de tequila.

- Antes da gente virar, alguém quer dizer alguma coisa? – Chris.

- Eu queria agradecer a vocês por terem me permitido passar este tempo com vocês – Lincoln.

- Eu também – Naomi.

- E eu queria agradecer vocês por não me expulsarem do grupo – Freddie.

- Eu estava esperando por discursos sobre trabalho, já que o feriado é sobre o dia do trabalho, mas vou aceitar esses discursos também – Chris disse fazendo graça e todos viraram a bebida, com exceção da Effy.

- Então vamos curtir porra! – Maxxie falou aumentando o som e começando a dançar com o Tony. Estendi a mão para o Linc.

- Posso dançar com você? – Perguntei ironicamente.

- Só comigo – Falou pondo a mão na minha cintura para me acompanhar.

- Eu vou fumar, alguém topa? – Chris perguntou tirando um baseado do bolso.

- Nós não estamos velhos demais para isso? – Jal.

- Ai Jal, você só sabe reclamar das coisas e dizer não para tudo, você tem que curtir um pouco.

- E você só sabe dizer foda-se para tudo, Chris – Jal respondeu com raiva.

- Sim, meu bem, assim eu consigo aproveitar todas as oportunidades que me são dadas ao invés de ficar sentado vendo o tempo passar como você – Ele deu as costas para ela e acendeu o cigarro de maconha – Então, quem vai querer?

- Eu! – Tony disse eufórico para ser o próximo a tragar. Michelle aumentou ainda mais o som e diminuiu as luzes do apartamento, formando um clima mais íntimo.

            Terminei a minha cerveja, larguei a garrafa na cozinha, peguei outra e voltei para sala, indo dançar mais com o Lincoln, fechei meus olhos e segui o ritmo do meu namorado.

- Vai fumar, Kaya? – Sid perguntou alto fazendo me abrir os olhos.

- Não, Sid. Estou bem só com a cerveja.

- E você, Lincoln? – Sid questionou.

- Também irei ficar só na cerveja, Sid.

- Achei o casal mais certinho do bonde – Sid disse chamando a atenção de todos – Linaya foi o único casa que não fumou!   

- Um brinde a Linaya! – Maxxie gritou e todos levantaram suas bebidas.

- Então quando você me disse que era a mais tranquila dos seus irmãos e do seu grupo de amigos não estava brincando – Lincoln falou no meu ouvido.

- Eu avisei – Respondi.

- Você nunca fumou? – Perguntou ele.

- Já, uma ou duas vezes na faculdade, mas não curti muito. Meu negócio é o álcool mesmo. E você?

- Experimentei no ensino médio, mas também não curti muito a experiência.

- No ensino médio? Nossa achei que você era daqueles caras esquisitos que não falavam com ninguém da turma.

- E eu era um desses caras esquisitos, até que fiz amizade com um professor de matemática e por incrível que pareça ele me fez ser um cara mais sociável.

- Te oferecendo maconha? – Perguntei rindo.

- Não, ele despertou me interesse por números, me ensinou a jogar pôquer e me levou a uns shows de rock, onde me ofereceram maconha. Ele foi meu único amigo do ensino médio

- Ahh sim. Você ainda fala com ele?

- Sim, nós trocamos emails e às vezes bebemos juntos.

- Porque nunca ouvi você falar dele antes? – Perguntei, ela nunca fala!

- Não tive oportunidade, nunca tocamos em algum assunto que me remetesse a ele.

- Claro! – Respondi e fiquei de costas para ele e comecei a rebolar, estava tocando uma música velha, aquela Buttons do The Pussycat Dolls. Levantei minhas mãos e nisso ele teve abertura para agarrar minha cintura.

- Não precisa me provocar, e nem usar o discurso “eu nunca conto nada para você”, me desculpa.

- Tá tudo bem, Lincoln.

- Se é o que você diz – Ele respondeu e me puxou mais para si e beijou meu pescoço. Dançamos mais algumas músicas e eu já conseguia sentir a ereção do Lincoln, bem dura por sinal, na minha bunda. Eu já estava mais me esfregando nele do que dançando.

- Vou pegar mais cerveja para mim, você quer? – Falei para ele.

- Sim, estou precisando de uma bebida gelada – Me virei e o peguei sorrindo no final da frase, sorri também e selei nossos lábios – Agora sim está tudo bem.

- Cala a boca – Falei rindo e fui em direção a cozinha.

- Odeio casal hétero, acho muito sem graça, mas você e o Lincoln estão mudando minha opinião sobre isso – Naomi disse quando me viu na cozinha.

- Naomi! – Effy disse chamando a atenção dela.

- Que foi? Tô falando a verdade ué – Naomi respondeu e deu uma risada em resposta. Peguei as cervejas e voltei para a sala, Lincoln estava sentado no sofá menor com o Maxxie.

- Senta aqui – Ele disse apontando para o colo quando eu entreguei a bebida para ele.

- Vou para outro sofá – Falei e me sentei ao lado da Jal.

- Eu só queria ter um boy gostoso como o Lincoln, ele tem um irmão, não é? Ele é gato assim também? – Ela disparou assim que me sentei.

- Tem sim, o Jasper, ele é bonito, mas o Lincoln é mais.

- Ah você tinha que pegar logo o mais gato, porra Kaya – Falou rindo – Mas é sério, estou carente...

- Tem dois caras solteiros aqui, é só escolher, Chris ou o Freddie – Ela me olhou com cara de nojo.

- Melhor ficar sozinha, não tenho tesão nenhum no Freddie e o Chris é um idiota.

- Então vamos esquecer o Freddie já que sem tesão não tem como rolar, mas ainda tem o Chris, ele pode até ser idiota só que do jeito que as mulheres que ele pega correm atrás dele, ele deve fuder muito bem.

- Também estava pensando nisso – Ela confessou sorrindo – Só que ele me estressa de verdade.

- É porque ele não te obedece, isso te estressa, na verdade isso soa mais como uma afronta para você.

- Nossa, você virou cartomante ou psicóloga?

- Acho que faço análise há tanto tempo que estou ficando boa nisso – Falei e nós duas rimos juntas. A música que tocava acabou e Britney começou cantar I’m slave 4 u.

- Ahhhhhh – Michelle gritou – Vem dançar Kaya – Ela me puxou do sofá e começou a dançar comigo.

- Não creio, viado é Britney! – Escutei a Effy falar e logo ela e o Tony vieram dançar com a gente. Ela se aproximou de mim e rebolou para mim, Michelle se afastou e me deixou dançando com minha irmã.

“I'm a slave for you      “Eu sou uma escrava para você
I cannot hold it            Não posso segurar isso  
I cannot control it”      Não posso controlar isso”

 

            Britney cantava e eu e Effy dançávamos em sincronia, eu me abaixei um pouco rebolando para ela e quando subi de volta ela passou as mãos pela minha cintura e em seguida me imitou rebolando da maneire que eu tinha acabado de fazer. Quando ela se abaixou pude ver os olhos do Lincoln grudados na gente, seguindo cada movimento nosso, com muita luxúria. Effy ficou na minha altura de novo e cortou meu contato com o Lincoln. Dei meia volta ao redor da Effy, ficando de costas para o Lincoln e com minha irmã a minha frente. Acho que ela percebeu a minha intenção de provocar meu namorado e seguiu meu ritmo, nós dançamos da mesma maneira como eu estava dançando com o Lincoln alguns minutos atrás.

            Conseguia sentir o olhar do Lincoln queimar as minha costas, meus amigos estavam entretidos com a música e com as bebida e nem notaram o clima entre nós. Assim que a música chegou ao refrão novamente e eu me foquei em movimentar minha bunda para cima e para baixo de forma mais lenta e sensual, senti uma mão pesada no meu braço. Era ele, finalmente, só que ele não quis dançar, na verdade, ele estava me arrastando de forma rápido para o corredor, ele abriu a segunda porta e me empurrou para dentro do quarto de hóspedes. Fechou a porta, na verdade trancou e me prensou nela.

- Você só pode estar brincando achando que eu iria ficar ali parado – Falou e atacou meus lábios. Ele me beijou selvagemente, ele estava sedento por isso e eu também, não posso negar. Sua língua quente e ágil deixou minha boca e foi para o meu pescoço, suas mãos também rápidas foram para o fecho da minha saia.

- Hoje é sem preliminares, amor – Ele disse com a voz rouca de tesão e tirou minha saia.  Não consegui segurar e gemi alto quando ouvi - Shiu! Quero você quietinha como punição por me atiçar tanto - Subiu as mãos para a minha cintura, apertou forte e segurou a barra da minha blusa levantando ela, ajudei ele e assim fiquei só de calcinha, sutiã e sapatilha.

            Ele me jogou na cama de solteiro que tinha ali e começou a tirar suas roupas, aproveitei para me livrar dos meus sapatos. Em alguns segundos, Lincoln já estava nu na minha frente, ele me comia com os olhos, mas não saiu do lugar.

- Anda logo!

- Não ser tão fácil assim, pede direito! – Ele falou com o sorriso safado mais lindo do mundo.

- Amor? – Chamei

- Oi – Ele respondeu

- Me fode, por favor – Pedi – Olha como eu estou por você – Falei e abri as pernas tirando a minha calcinha completamente molhada.

- Ai caralho, você me deixa louco – Ele disse se inclinado na minha direção, mordeu minha virilha e logo em seguida deu um chupão.

- Ahhh – Gemi.

- Quieta, Kaya, ou não irei fazer você gozar – Ele falou de vagar próximo ao meu clitóris, consegui sentir o ar deixando sua boca...Ahh

- Desculpa, vou me controlar, só me chupa logo – Pedi e ouvi uma risada gostosa dele antes de sentir sua língua me invadindo.

- Hummm – Gemi baixo e agarrei o lençol com força. passou a língua de cima a baixo e se concentrou no meu grelo, chupava, mordiscava os grandes lábios, lambia de novo de cima pra baixo e de baixo pra cima. Senti ele me penetrando com dois dedos num ritmo lento enquanto chupava forte, depois começos a alternar os ritmos. Mais rápido, lento, rápido de novo... Não ia demorar muito para que eu atingisse o clímax, ele sentiu que eu estava chegando e tampou minha boca com a mão livre. E ele chegou imbatível, me despedacei em seus dedos e lábios, o orgasmo me atingiu forte.

- Isso meu bem, é disso que eu gosto – Ele disse, tirou seus dedos de mim, mas continuou me chupando.

- Quero sentir meu gosto – Falei ainda com a respiração entrecortada. Ele veio até mim, beijou minha testa e selou nossos lábios.

- Abre a boca – Mandou e eu obedeci, ele colocou os dois dedos que estava me penetrando na minha boca, chupei eles bem gostoso. Conseguia sentir o gosto alcalino da minha vagina neles, e só de lembrar da sensação de tê-los dentro de mim me excitei de novo. Lincoln tirou os dedos da minha boca e me beijou fortemente mais uma vez, ele se ajeitou dentro de mim e me penetrou com seu pau.

- Uhhh – Gememos juntos, ele atacou meu pescoço com sua boca e sua mão foi para o meu mamilo antes dele começar e estocar. Sempre forte, com bom ritmo, entra e sai.

- Você é tão quente e apertada – Sussurrou no meu ouvido e acelerou o ritmo – Porra! – Falou e gozou forte dentro de mim. Consegui sentir seu gozo dentro de mim, mesmo assim ele não parou, só diminuiu o ritmo. Controlou a respiração e vou a meter como um louco, agora sim, força total.

            O único som dentro do quarto era nossos corpos em choque, os gemidos abafados pelo beijo e a cama de solteiro chacoalhando, ainda conseguia ouvir a música na sala ao fundo, mas não conseguia identificar a letra e nem estava interessada nisso. Lincoln seguiu com esse ritmo frenético e eu logo gozei novamente e dessa vez foi mais forte, mais intenso.

- Ahhh Lincoln - Quando ele me viu chegar ao meu ápice chegou ao dele também. Adoro quando gozamos juntos, amo essa sincronia...

            Acordei e abri os olhos e estava deitada sobre o meu namorado, sentia seu peito quente subir e descer quando respirava e nossas pernas entrelaçadas.

- O que houve? - Perguntei levantado o rosto do peito dele.

- Você gozou e apagou – Respondeu com um sorriso presunçoso no rosto.

- Tem muito tempo?

- Uns dez minutos – Falou calmo. Ficamos ali mais tempo e depois voltamos para a sala, pois fiquei com fome, como sempre.

- Voltaram né, seus safadinhos – Effy zombou da sala quando nos viu entrando na cozinha.

- Cala a boca, Effy – Falei irritada – O que tem para comer aqui, Sid?

- Aquela famigerada larica pós sexo, não é mesmo – Ele disse sorrindo.

- Idiota – Respondi e o Lincoln continuava em silêncio, somente rindo.

- Tem torta de frango no forno e bolo na geladeira – Ele disse e saiu da cozinha.

- Vai querer alguma coisa? – Perguntei ao Lincoln

- Torta de frango – Ele disse com um sorriso bobo.

- Vai ficar com essa cara de idiota? – Perguntei ligando o forno para esquentar a tal torta.

- Você fica tão linda após o sexo, amo esse rostinho corado e esse cabelo bagunçado.

- E eu amo você – Me aproximei dele e o beijei docemente.

- Já vão transar de novo? Porra, vocês estão no pique hein – Maxxie gritou da sala, me separei do Linc rindo.

- Quem está precisando transar é você, não tem nada para fazer e fica aí cuidando da minha vida – Respondi.

- Outch, essa doeu, Maxxie – Freddie falou – Era melhor ter ficado quieto, menino.

- E era para Kaya estar de bom humor e não dando foras no meu namorado, sua escrotinha – Tony disse rindo.

            Não respondi meu irmão e voltei minha atenção para a torta que já estava quente e era uma delícia, depois descubro que a fez para dar os parabéns. Lincoln e eu nos juntamos ao grupo na sala de novo e viramos a madrugada ali conversando e bebendo. Em alguma parte da noite quando olhei para a sacada vi o Chris e a Jal conversando ao pé do ouvido, sempre torci por esses dois juntos, espero que role alguma coisa.

- Que horas são? – Perguntei o Lincoln, ele pegou o celular no bolso e me mostrou as horas, 05:40h.

- O Sol já vai nascer, quero te levar a um lugar, posso? – Ele falou baixo no meu ouvido.

- Ai amor, só quero minha caminha, tô bem cansada e meu chefe ainda marcou uma entrevista para mim hoje á tarde – Falei alto para o Freddie ouvir.

- A culpa não é minha, Kaya – Ele disse se defendendo.

- Pelo menos não serei a única pessoa com cara de derrotada lá – Comentei.

- Ah mas se eu fosse você passava uns reboque no rosto, esqueceu que eles querem uma foto da equipe.

- Seu escrotinho, eu sei que você me acha linda, você só fala isso para me irritar – Falei e ganhei uma careta dele.

- Então, você topa ir comigo nesse lugar ou prefere ir para casa?

- Vou com você.

- Ótimo, você vai adorar, mas nós temos que sair daqui agora, senão vamos chegar tarde e perder o show.

- Show? Que show, amor?

- É surpresa, não posso contar. Vamos embora? – Ele se levantou e me puxou com ele.

- Vocês já vão? – Sid perguntou.

- Sim, a Kaya já está cansada e eu também – Linc tomou a frente e respondeu.

- Poxa, dorme aí gente – Michelle pediu.

- Não dá amiga, quero minha cama e curtir meu boy mais um pouco.

- Sua vagabunda dadeira – Ela disse sorrindo, já estava bêbada – Vem cá me dá um abracinho. Fui me despedir dela, e depois dos outros.

- Não esquece, Kaya, o voo dos nossos pais é às 11h – Tony me avisou pela segunda vez.

- Pode relaxar Tony, vou deixar ela em casa, assim não tem como ela perder a hora.

- Obrigado Lincoln – Tony disse e nós saímos do apartamento, descemos as escadas e entramos no carro do Lincoln na garagem.

- Você está bem para dirigir? – Perguntei assim que entrei no carro.

- Sim, já parei de ber há algum tempo – Ele respondeu e deu partida, ligou o rádio em uma estação de notícias.

- Vai demorar muito para chegar?

- Não, uns vinte minutos ou menos – Falou e acelerou. Depois de um tempo olhando a janela percebi que não conhecia mais o caminho então decidi descansar um pouco e fechei os olhos – Kaya, dormiu? – Lincoln me chamou e abri os olhos

- Não, só estava descansando.

- Chegamos, baby – Ele disse e eu olhei para a janela curiosa, estávamos na praia – Estamos em Coney Island.

- E o que estamos fazendo aqui, baby? – Perguntei divertida.

- Vamos assistir ao nascer do Sol, já está quase na hora. A vista do desck é linda, você vai gostar.

            Saímos do carro e andamos pela areia até chegarmos ao deck, sentei na ponta, com as pernas balançando com a brisa marítima e o Lincoln se aconchegou atrás de mim me abraçando. Assim ficamos ali até o Sol nascer completamente e foi lindo, a natureza perfeita se misturando com a cidade. E eu me senti tão amada nos braços dele, sentindo um carinho bobo na mão feito pelo dedão dele, foi perfeito. Até deixei uma ou duas lágrimas rolarem, era felicidade pura.

- Eu te amo, obrigada por permanecer ao meu lado nesses três meses, eles foram os melhores da minha vida – Ele disse baixinho.

- Eu também te amo, muito mesmo – Respondi.

- Vamos embora, você precisa dormir um pouco – Concordei com ele e me levantei, ele me abraço de lado e beijou minha testa, e começamos a voltar para o carro – Esse é o meu lugar favorito da cidade.

- Agora acho que também é o meu, depois do Central Park na primavera, é claro – Ele deu uma risada – Vamos dar só mais uma olhada? – Pedi e ele se virou para olhar o mar de novo, dei alguns passos para trás, me afastando dele, peguei meu celular e tirei uma foto dele olhando o mar.

- Isso virou uma mania mesmo?

- O que? – Me fiz de desentendida.

- Ficar tirando fotos minhas.

- O que eu posso fazer se tenho um namorado muito gato – Falei sorrindo e sorriu de volta.

- Então seu namorado gato vai se vingar de você por isso – Ele disse e me agarrou pelas pernas e me jogou nos ombros me carregando como um saco de batata.

- Ai, Lincoln, me solta – Falei me debatendo e rindo ao mesmo tempo.

- Não, isso é sua punição por tirar fotos minhas sem minha permissão – E assim ele me carregou até o carro...


Notas Finais


Que quiser ver, esse link é da roupinha da Kaya de hj
http://www.wonderlandmagazine.com/wp-content/uploads/2013/07/MK_Wonderland_04.jpg

Achei tbm uma foto fofa do Tony com o Maxxie, para quem tiver interesse
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/8a/62/b9/8a62b9c609c4ce9102cb8affe678f917.jpg


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