História Let me know - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Jalil Kubdel, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mylène Haprèle, Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki, Tom Dupain
Tags Chat Noir, Ladybug, Ladychat, Miraculous Ladybug
Exibições 118
Palavras 1.568
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem a demora, sei que disse que não ia demorar mais de cinco dias, mas foi uma semana conturbada. Perdi um ente querido e de repente me vi sem a inspiração que estava sentindo, mas agora estou melhor e acho até que escrever me fez bem. Fez eu me sentir mais leve :)

Capítulo 4 - Para casa


Marinnette desejou que não estivesse presa ao monitor cardíaco. A droga da máquina dos bips chamou a atenção do gato, que sorriu presunçoso.
       — Está feliz com minha presença, senhorita? — Disse, indicando com a cabeça o monitor.
       A garota revirou os olhos, mas sorriu. Era apenas um simples sorriso, mas era sincero. Ela estava feliz por ver Chat Noir novamente, depois de tanto tempo.
       — Eu só me assustei, não esperava receber a visita do meu salvador. — Sorriu mais abertamente, tentando ignorar a dor que ainda permanecia ali, mesmo depois dos analgésicos.
       — Queria ver se estavam sendo cuidadosos. — Respondeu ele, agora com o semblante sério.
       A garota reparou na forma como Chat a olhava. Ele estava com os lábios comprimidos numa linha fina, os olhos grande e verdes pareciam não ficar quietos em apenas uma coisa. Em apenas um detalhe dela. Havia curiosidade e preocupação. Olhava para cada traço do rosto e da pele exposta que tinham hematomas e escoriações. Parecia olhar até para a alma dela, procurando possíveis danos.
       — Que foi? — Perguntou Marinette, sentindo o rosto aquecer diante do olhar atento do gato.
       — Oi? — Ele piscou, tirando os olhos de seus braços, onde os machucados eram mais evidentes.
       — Estava me encarando. — Ela riu quando viu as bochechas do gato adquirirem um tom avermelhado. — Estranho.
       — Não estava, não. — Falou andando pelo quarto. Ele estremeu e encolheu os braços, depois se recompôs e a olhou novamente. — Não está muito frio aqui?
       — Só um pouco, mas não incomoda. — Marinette tentou se erguer um pouco mais, mas sentiu uma pontada de dor nas costelas. Fechou os olhos com força e evitou um gemido. — Que droga.
       Sentiu Chat se aproximar da cama. Marinette abriu os olhos e o encontrou a poucos centímetros dela. O rosto quase tão perto que os bips se intensificaram. O que Chat Noir estava fazendo?
       — Calma, eu só vou te ajudar. — Chat Noir falou. Um sorriso malicioso brotou em seus lábios quando percebeu a cor rosada no rosto da garota. — Eu não ia te beijar, senhorita.
       — A-ah, sim. C-certo.
       Sem tirar o sorriso do rosto, Chat apoiou as mãos em suas costas e a ajudou a se erguer mais um pouco sobre o travesseiro.
       — Obrigada, Chat Noir.
       — De nada, my lady. — Respondeu Chat Noir, anuindo levemente com a cabeça, com seu sorriso típico de charme, desenhando sua expressão tranquila e convencida de sempre.
       Mais uma vez, Marinette não quis estar com os batimentos monitorados. My lady?
       — Algum problema? — Perguntou ele, olhando para o monitor.
       — Não, nenhum. — Marinette tentou manter a voz normal, o máximo que a rouquidão permitia.
       Um som discreto se fez ouvir no silêncio dos dois. O Miraculous de Chat Noir iria desativar em duas cargas.
       — Preciso ir. Vai que Ladybug precisa de mim, não é? Preciso de energias. — Sem mais despedidas, além do sorriso espontâneo, Chat Noir se pôs sobre a janela e sumiu de vista, para a luz da manhã.
       Marinette ficou olhando para a janela por onde o gato escapou, pensando no que tinha acabado de acontecer. Chat Noir não conhecia Marinette muito bem, então por que havia se importando de ir até onde ela estava para saber se cuidavam bem dela ou não? E havia também o modo que ele tinha a tratado, quase como se conhecesse seu segredo.
       — Ai, isso não foi legal! — Reclamou Tikki saindo do esconderijo.
       Marinette riu. As anteninhas da kwami estavam amassadas de um jeito engraçado.
       — Desculpa, Tikki. — Desculpou-se, tentando erguer o braço para ajeitar as antenas da amiga, mas desistiu.
       — Não se esforçe, Marinette. — A kwami pairou perto do rosto da garota. — Que papo estranho do Chat Noir.
       — É, talvez. — Respondeu.
       — Foi legal ele vir aqui. Você devia ter agradecido.
       — É, acabei esquecendo. — Marinette olhou para a janela novamente e suspirou. — É só que, quando estou com a máscara, é tão mais fácil falar com as pessoas, seja quem for. Como Ladybug, conversar com o Chat Noir ou com o diretor da escola e até mesmo com o Adrien é natural, eu não fico gaguejando e me encolhendo o tempo todo quando falo algo bobo, Tikki.
       — Ah, Marinette, não fica pensando nisso. Você e Ladybug são a mesma pessoa, só precisa colocar na cabeça que não precisa ser tímida assim quando está sem máscara e. Seus amigos gostam de você, te entedem e ouvem. — Marinette apenas assentiu. — E agora pode ser que seja diferente quando você voltar, mas não pensa nisso agora, tá bem?
       Mas Marinette já estava pensando. Como as pessoas reagiriam com sua volta? Ela esperava que tudo continuasse igual.
                            ***
       A mesa de jantar não estava vazia como costumava estar. Adrien preferia que estivesse. Jantar sozinho era melhor que jantar com o pai à mesa. O pai e mais seis convidados. Um deles era Chloe.
      — Marinette foi encontrada, você sabia? — Chloe disse, se inclinando para perto de Adrien. — Chat Noir a encontrou.
      — Sim, está em todos os jornais. — Respondeu, olhando desanimado para o prato.
       — É, dizem que ela está estranha, sabe? — Sussurrou a loira, olhando para os adultos à mesa. — Dizem que não é mais com era antes por causa do trauma que passou em cativeiro.
       Adrien ergueu a cabeça para Chloe com um olhar irritado. Sabia bem que Marinette era a mesma de antes. Que ela estava arrasada, estava, mas era ainda a mesma garota que conheceu na escola.
       — É mentira! — Falou um pouco mais alto do que deveria, mas não gostou da forma maliciosa que Chloe havia falado da garota.
       — O que é mentira, Adrien? — A voz cortante do pai quase o fez se encolher. 
       Adrien olhou para o pai. Diante de seus convidados, sua frieza parecia vezes pior. Mesmo que a sós ele não mudasse, quando havia mais alguém por perto, Gabriel Agreste tratava o filho quase com desprezo.
       — Desculpem. Não é nada importante. — Respondeu, baixando os olhos para a comida quase intocada.
       Sentiu o olhar do pai, mas não ousou erguer a cabeça para ele novamente. As conversas voltaram aos poucos, um clima pesado e estranho pairando no ar.
       — Por que ficou tão irritado? — Perguntou Chloe, tocando o braço de Adrien que estava sobre a mesa. — Eu apenas ouvi isso, Adrien, não estou inventando.
       — Eu não gosto que digam coisas sobre alguém que nem conhecem. — Adrien respondeu tentando não revirar os olhos. Não estava mentindo, mas ocultou a parte que falar da garota havia mexido com ele. Mais do que ele mesmo queria.
       Chloe se recostou na cadeira e  cruzou os braços sobre o peito. O olhar que Adrien recebeu pareceu curioso, mas ele também percebeu outra coisa que não identificou.  Não se importou.
       — E você conhece, Adrien? Sabe como Marinette é de verdade e como ela pensa?  — Perguntou Chloe fazendo o garoto pensar na pergunta.
       Não. Adrien não a conhecia. Quase não haviam se falado, muito menos sabia o que se passava na cabeça da garota do chiclete. Agora que sabia do segredo de Marinette, Adrien se sentia mais confuso ainda. Gostava de Ladybug, e achava que a conhecia, mas não sentia nada além de amizade pela garota em si. Achava que não, pelo menos.
       — Não, eu não a conheço, Chloe. — Respondeu com sinceridade. 
       — Foi o que pensei. — Disse Chloe revirando os olhos.
       Um alarme soou pela sala de jantar, pegando todos de surpesa. Cabeças se viraram para Gabriel Agreste, que parecia tão perdido quanto os outros. Quando viu que estava sendo observado por todos na sala, se recompôs, levantando-se no mesmo momento que a porta se escancarou.
       — Senhor Agreste, estamos sendo atacados! — Anunciou o afoito segurança.
       Gabriel Agreste puxou o aparelho celular do bolso. Digitou algo que ativou a segurança. Adrien observou as placas de matal descerem nas janelas, deixando o lugar claustrofóbico. O segurança entrou e fechou a porta atrás de si e permaneceu em guarda, pronto para qualquer coisa.
       — Fiquem todos calmos. — Pediu quando começou um alvoroço. Os convidados estavam de pé procurando uma saída. — Aqui estaremos seguros.
       Adrien não sabia se estavam mesmo. Esperava que sim.
       — Adrien, me diz que é uma espécie de treinamento de segurança que vocês tem na hora do jantar! — Chloe perguntou aflita, pulando para junto de Adrien e colando seu corpo ao do garoto, que pareceu desconfortável com a proximidade.
       — Queria que fosse, Chloe. — Respondeu olhando ao redor, verificando se todos os convidados estavam à vista.
       Sentiu seu celular vibrar no bolso da calça. Afastou Chloe com delicadeza e pegou o aparelho. Desbloqueou a tela e viu uma a mensagem de um número não identificado. Sua cabeça disparou quando abriu a imagem anexa.
       Uma foto de Chat Noir entrando sorrateiro na mansão Agreste trazia uma descrição.
       "Para onde os gatos vão quando estão famintos?"


Notas Finais


Que acharam? Bem, qualquer erro me avisem, eu estou postando de madrugada e acho que o sono pode ter me deixando escapar algum erro (mas espero que não). Até o próximo, pessoal, beijos ;)


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