História Let me know - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Romance, Suga
Exibições 65
Palavras 6.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu me empolguei bastante escrevendo esse capítulo então ele está enorme!
P.S.: As partes em negrito e sublinhado são eles falando em português. ;)

Capítulo 10 - Capítulo 10


Na saída do café, muitas pessoas ainda permaneciam na porta, seus celulares e câmeras prontos para registrar cada movimento nosso, Yoongi havia me emprestado um boné, eu sabia que eles já tinham meu rosto registrado, e que não havia muito sentido em tentar me esconder agora, mas usar o boné me ajudou de algum modo a encarar aquelas pessoas. Yoongi e eu concordamos em conversar mais outro dia, foram muitas emoções para um dia só, muita coisa estava acontecendo na minha vida e eu pedi para irmos com calma.

Ele segura a minha mão perto da saída do café, ainda escondidos por uma parede de todas aquelas pessoas curiosas, mas não do olhar das pessoas de dentro e muitas entraram para comprar um café só para nos olhar, eu agradecia que elas tinham educação o suficiente para não tirar fotos ou gravar aqui dentro. Eu comecei a pensar em todos os motivos para não voltar com ele e todos os motivos pelo qual eu queria voltar com ele, eu estava perdida nesses pensamentos, nenhum de nós falava nada, eu sabia que seria penoso para ele esperar uma resposta.

-Sim… - eu digo depois de um longo tempo em silêncio. Ele me olha confuso. – A minha resposta… - estou começando a perder a confiança. – sobre voltarmos… é sim.

Ele me puxa contra ele e me abraça e de forma desajeitada por causa de boné me beija. O beijo é algo totalmente diferente do que já experimentei com ele, é voraz, cheio de saudade e desejo, mas também contém uma certa doçura, nossas línguas se envolvem e sinto todo o meu corpo esquentar, sinto um formigamento na ponta dos dedos, meu coração disparar e a respiração falhar. Quando nos separamos ele também está respirando com dificuldade, seu rosto ainda perto do meu e ele está sorrindo enorme.

-Quero ir com você! – lamenta. –Sinto falta do seu corpo e do jeito que você chama meu nome quando… - meio sem saber o que fazer eu o beijo de novo, estou envergonhada por ele falar essas coisas em público, suas mãos apertam forte minha cintura, e tenho certeza que se não tivéssemos em um local público as coisas iriam longe. – Você está me torturando. – ele lamenta mais uma vez e coloca sua testa no meu ombro, não posso evitar o riso que escapa de mim. Sinto seus lábios no meu pescoço. – Senti falta de ouvir isso. – ele suspira.

-Eu também gostaria que você viesse comigo… - suas mãos me apertam mais uma vez na cintura. – Mas eu não moro mais sozinha.

-Eu sei! – ele suspira e me abraça mais uma vez. – Seu táxi chegou.

Ele segura minha e eu a aperto temendo os próximos passos, as coisas poderiam ficar muito feias para nós dois depois de hoje, mas decidi confiar no Yoongi, decidi ficar com ele e teria de enfrentar coisas muito piores e assustadoras se realmente queria isso. Respirei fundo, ajeitei o boné para esconder melhor meu rosto e deixei que ele liderasse o caminho até o taxi.

Quando cheguei em casa as minhas fotos não estavam mais espalhadas pelo chão da sala, estavam apilhadas em um canto na sala, por exceção de uma que estava pendurada na sala, as asas de Ícaro, um par de asas defeituosas já no seu caminho para a destruição, no seu caminho para a queda.

Gustavo estava com seus amigos na sala, ele tentava manter um rosto inocente, mas mesmo que minha atenção tivesse ido primeiro para a foto, eu pude perceber que ele tentou esconder alguma coisa quando entrei. Seus amigos tinham olho nervosos para a minha direção, fingi que não vi nada e perguntei se já tinham jantado, negaram e perguntei se gostariam de alguma pizza já que estava próximo da hora do jantar, eles se animaram e pareciam aliviados por eu não ter percebido nada aparentemente. Disse para Gustavo fazer o pedido e fui para o meu quarto guardar a minha bolsa e deixar as crianças mais à vontade, olhei para a minha agenda para amanhã e comecei a preparar tudo o que precisava, a pizza não demorou muito a chegar atendi a porta e paguei, chamei os meninos para a cozinha e eles vieram animados comer, os três se sentaram no sofá e assistiam a TV.

Depois deles terem relaxado o suficiente e quase terem terminado a pizza inteira, peguei o controle da TV e a desliguei, me sentei na mesinha de centro, de frente para os três, fiz a minha melhor cara de séria e logo seus rostos culpados apareceram.

-Quem vai ser o primeiro a confessar? – perguntei, os amigos do Gustavo olharam para ele.

-Ele te contou não é? – ele perguntou de forma emburrado. – Eu sabia que ele ia contar! Eu disse pra ele ia te contar, mas ele ficou me dizendo que eu tinha de contar logo pra você e não parava de dizer isso e… - acho que ele percebeu a minha cara confusa, pois logo se calou e pareceu se arrepender do que tinha dito, cruzei meus braços e o encarei de forma mais séria ainda.

-Você está falando do Yoongi? E o que você tem para me contar? – ele permaneceu calado e os três baixaram a cabeça. – Eu vi vocês escondendo alguma coisa quando eu cheguei e eu juro que se qualquer um de vocês estiverem bebendo ou fumando eu vou…

-Não é nada disso nuna! – Kwan, o mais velho dos três logo respondeu. – Conta logo pra ela! – ele disse cutucando Gustavo com o cotovelo.

-Está bem Hyung! – ele respondeu a contrariado. – Eu fiz teste para ser trainee. – Não era aquilo que eu esperava. Bom, não sei exatamente o que eu esperava, mas não era aquilo.

-Okay… - eu digo de forma lenta tentando organizar meus pensamentos. – E você passou?

-Só em uma empresa. – ele admite com as bochechas vermelhas.

-Em quantas empresas você fez teste? – pergunto espantada, ele dá de ombros. – Tá… você passou nessa empresa… - de trás de uma almofada ele tirou um papel e me entregou.

-Recebi a carta hoje. – ele diz baixinho. Eu me atento a ler a carta, eu já conhecia essa empresa, já trabalhei com eles, além de ser uma empresa relativamente famosa, então sabia que não iam o enganar, tinha muitos golpistas que enganavam jovens com sonhos de serem trainees, então uma das minhas preocupações se foram, mas ainda restavam muitas outras.

-Você tem certeza sobre isso? Quero dizer… eu não sabia que você cantava… ou dançava.

-Eu fiz teste pra uma banda nuna. – ele me respondeu de forma óbvia e me olhou como se eu fosse uma tonta. Bom, agora as coisas faziam mais sentido.

-Achei que tinha parado de tocar bateria. – ele nega com a cabeça. – É nisso que você vem gastando todo o dinheiro que te dou? – ele parece surpreso. – Eu notei que tem feito comida e levado para a escola, então em alguma outra coisa você estava usando o dinheiro que eu te dava para comprar comida.

-Tem um cara que me deixa tocar bateria na loja dele se eu pagar pelo tempo.

-Você tem certeza sobre isso? – pergunto outra vez. – Você sabe que não há garantia de sucesso nem que você entre de fato na banda, não é? Não é fácil ser trainee, eles treinam durante horas e é mundo cruel Gustavo, você vai ficar dentro de uma sala praticando enquanto as outras crianças saem para se divertir, as pessoas não vão pegar leve com você só porque é jovem.

-Eu sei.

-E mesmo assim… é isso o que você quer? – ele assente e posso ver o brilho em seus olhos, ele realmente quer isso. – Okay. – eu digo me levantando e ligando a TV de volta. – A nuna vai te apoiar. – digo sorrindo, posso ver um sorriso antes dele fechar a cara e revirar os olhos.

-Lá vai você tentando parecer legal de novo. Já disse pra não fazer isso.

-Eu sou legal! – digo mostrando minha língua. – E por favor tire essa foto da parede. É perturbador.

-Foi você quem tirou! – me acusou.

-Eu gostei. – Chung-Ho, o mais novo comenta olhando a foto. – Foi a que eu mais gostei. A nuna deveria fazer a exposição as fotos são ótimas.

-Estou ouvindo muito isso ultimamente. – comento com um suspiro enquanto verifico meu celular, tem uma mensagem do Yoongi, no mesmo momento a campainha começa a tocar de forma insistente. – Caramba onde é o incêndio? – comento pra mim mesma indo até a porta.

Eu faço a coisa mais estúpida. A maior burrice que já cometi na minha vida inteira, eu abro a porta sem olhar ou se quer perguntar quem é. No momento em que eu abro a porta, meu sangue inteiro parece ter virado gelo nas minhas veias, eu paralisei por completo enquanto minha mente entrava em pânico. Como diabos ele chegou até aqui? Como ele descobriu onde era a minha casa? Seus demoraram alguns segundo para focar em mim e me reconhecer, eu tentei fechar a porta mas ele a segurou, ele ainda era forte, parecia que quando ele estava bêbado era mais forte ainda, e ele estava bêbado, eu podia sentir o cheiro da bebida daqui, aquele cheiro que me causava ânsia e fazia todo o meu corpo tremer.

-Sua puta! Achou que eu não ia descobrir onde você escondeu o meu filho? – ele avançou e me empurrou, bati minhas costas contra a parede, doeu mas me recuperei rápido, o medo estava falando mais alto naquele momento. Agarrei seus cabelos e puxei com todas as minhas forças, tentando com tudo o que tinha de mim o fazer recuar e sair da minha casa, eu o queria o mais longe possível do Gustavo.

-Quem é nuna? – escutei o Gustavo gritar da sala.

-Filho!

-FICA AÍ GUSTAVO! – gritei no momento em que vi aquele desgraçado tentando avançar para dentro da casa, ele se agitou ainda mais e me empurrou contra a parede de volta, dessa vez me prensando com as suas costas também, a dor foi tamanha que acabei o soltando.

Quando me orientei de volta ele já estava quase na sala, tinha parado na frente do Gustavo que o encarava chocado e pálido, avancei rápido, passei por ele ficando na frente do meu irmão, o protegendo.

-Saia daqui!

-Não quero falar com você puta! Quero falar com meu filho!

-Saia daqui ou eu vou chamar a polícia!

Foi a coisa errada a se dizer, vi que ele se enfureceu e avançou para cima de mim, eu consegui acertar um soco nele, mas isso não o parou, nem de longe foi o suficiente para o parar ou o atrasar, eu levei um tapa tão violento que fui para no chão, bati a cabeça, senti um choque de dor percorrer meu corpo e todo o lado esquerdo do meu rosto pulsava, mas não tive muito tempo para sentir essas coisas, logo estava em cima de mim, suas mãos na minha garganta apertando cada vez mais forte.

Seus olhos tinham puro ódio, seu hálito era fétido e saliva voava até meu rosto enquanto ele gritava insultos para mim, desesperada tentei de todo modo o afastar, mas nada do que eu fazia surtia efeito, eu arranhava desesperada seus braços e mãos. O pânico corria solto dentro de mim, ele ia me matar. Eu podia ver em seus olhos que ele estava pronto para me matar, ele realmente me odiava e ia me matar, minha visão começou a escurecer nas bordas, mas consegui ver quando algo se quebrou na sua cabeça, ele cambaleou para o lado e aliviou a pressão na minha garganta, busquei desesperada por ar, tentei me arrastar para longe, mas ele voltou sua atenção para mim e agarrou meu braço me puxando de volta, o chutei, mas não parecia surtir efeito.

Vi Gustavo se jogar contra ele, tentei me levantar e ir até ele, até mesmo chamar o seu nome, mas meu corpo não me obedecia mais, virei meu rosto e vi Gustavo em cima dele dando soco atrás de soco, reunindo todas as minhas forças tentei ir até ele o fazer parar, não fui muito longe, mas não foi preciso que eu interviesse, Kwan e Chung-Ho chegaram até ele e o fizeram parar. O desgraçado devia estar desmaiado porque não se mexeu, escutei um dos meninos chamar a polícia, minha garganta doía terrivelmente, assim como todo o meu corpo.

Com dificuldade e sentindo dor cada vez que me mexia, engatinhei e fui até o Gustavo que estava sentado no chão, não muito longe de mim e daquele desgraçado, eu podia ver que ele tremia terrivelmente, suas mãos estavam sujas de sangue, minha visão focou melhor, e vi que ele chorava, quando toquei seus pulsos ele ergueu seu rosto e parecia ainda mais angustiado.

-Você está machucado em algum lugar? – minha voz saiu estranho e doeu como o inferno falar, mas me forcei a continuar falando, ele negou com a cabeça. – Abra e feche sua mão… - ele fez o que pedi. – Dói? – mais uma vez ele negou, mas pra mim aquilo não era suficiente, peguei seu rosto e virei dos dois lados verificando possíveis machucados, mas aparentemente ele estava bem. Eu o abracei e mesmo sentindo dor fiquei feliz que ele me abraçou de volta.

Quando ele se acalmou o suficiente e parou de chorar eu fui verificar o bastardo cretino no chão da minha sala, os meninos vieram comigo e vi que ele ainda respirava, suspirei aliviada. Minha vida seria muito mais tranquilo se ele morresse, mas não queria que Gustavo tivesse isso na consciência dele.

A polícia não demorou muito a aparecer, lhes contei o que tinha acontecido mesmo sentindo muita dor, eles me disseram que um vizinho já tinha o denunciado porque ele estava bêbado e fazendo um escândalo em outro andar, eles estavam a caminho quando receberam o segundo chamado.

A partir daí as coisas foram confusas e cansativas, os policiais perguntaram se eu estava bem para os acompanhar até a delegacia e dar meu depoimento, os meninos também precisaram dar seus depoimentos e seus pais foram chamados, percebi o desespero deles quando entraram na delegacia, o alivio quando viram que seus filhos estavam bem e a raiva quando estavam procurando o motivo e culpado por seus filhos estarem na delegacia, eu pedi desculpas por aquela situação e esperava olhares de raiva, mas tudo o que vi foi choque e pena, eu devia estar tão ruim quanto estava me sentindo.

Depois disso fui para o hospital, onde fui atendida na emergia, eu estava com uma concussão leve, não poderia falar por alguns dias, eu não precisa me preocupar que meus olhos voltariam a sua cor normal, meu rosto desincharia, porém iria ficar roxo junto do meu pescoço, com mais algumas escoriações nas costas e costelas, eu também tinha duas costelas machucadas, nem se quer lembrava de as ter machucado, e que felizmente não foram quebradas, o que seria um grande problema, segunda o médico que durante todo o tratamento foi muito gentil comigo e volta e meia dava tapinhas nas costas do meu irmão.

-Ele é um baterista… - forcei minha voz já que até aquele momento eu me comunicava por sinais positivos ou negativos e apontei para meu irmão. – suas mãos são importantes. – acho que ele entendeu o que eu queria pois disse que iria verificar o estado de suas mãos e o levou para longe.

Com o Gustavo longe eu permiti senti todo o medo e dor, cada vez que fechava meus olhos, mesmo que pelo mais breve momento seu rosto aparecia na minha mente, aqueles olhos cheios de ódio, até mesmo o cheiro do seu hálito podre e saturado de álcool, a ânsia veio com força total e não pude aguentar, acabei vomitando, logo uma enfermeira apareceu, minha garganta doía terrivelmente, eu tremia por completo e me sentia suar frio.

-Me desculpe. – disse com uma voz rouca e horrível e com lágrimas escorrendo dos meus olhos.

-Não precisa se desculpar querida. Está tudo bem. – ela me disse gentilmente afagando minhas mãos e com um lenço limpando minha boca. – Lembre-se do que o médico disse, você precisa poupar a sua voz para melhorar mais rápido. – eu assenti e ela sorriu docemente e foi se afastar, mas num impulso segurei suas mãos, eu estava morrendo de medo de ficar sozinha. – Você fez bem querida, mas não precisa ser forte agora. Eu sei que está com medo… pode chorar o quanto quiser, eu vou ficar aqui do seu lado.

Foi o que fiz, não só chorei por hoje, chorei por todas as lembranças ruins que eu tinha dele, por todas as vezes em que ele chegou em casa daquele jeito e batia em minha mãe e em mim, por todos as coisas ruins que ele já me disse, por todo o medo que já passei e toda a dor.

Quando eu me acalmei a enfermeira disse iria pedir para alguém limpar o chão e que já voltava, eu assenti e me ajeitei da melhor forma que pude na cama, eu passaria essa noite no hospital em observação. Achei que não conseguiria, mas acabei pegando no sono, não que eu tivesse conseguido dormir muito ou descansar, a cada alguns minutos a enfermeira voltava e me acordava, ela pedia desculpa mas disse que precisava fazer isso, fazia alguns testes rápidos e depois saia, Gustavo dormiu em uma cadeira ao lado da cama, ele parecia muito desconfortável, mas não importava quantas vezes eu tenha “dito” para ele ir pra casa, ele se recusou.

A enfermeira tinha me arranjado uma caneta e um caderno, era a minha forme de me comunicar com o mundo. O médico me disse que as mãos do Gustavo estavam boas, eles fizeram uma compressa de gelo e ele recomendou que dançasse por alguns dias e evitasse tocar bateria e fazer muita força, só como uma forma de prevenir lesões futuras e ter uma recuperação mais rápida.

Quando amanheceu e o médico veio me examinar eu me sentia pior do que no dia anterior, ele fez alguns exames e disse que eu poderia ir pra casa, resolvi toda a burocracia do hospital, paguei a conta, peguei os remédios que o médico me receitou, e fui para casa. Praticamente desmaiei na minha cama e só acordei horas mais tarde com meu telefone tocando, era a polícia me pedindo para ir até a delegacia novamente. Com muito custo me levantei, tomei um banho e colocar a roupa novamente foi um sacrifício, parecia que eu tinha sido atropelada, tudo doía. Gustavo ainda estava dormindo, deixei um bilhete dizendo aonde ia, peguei um táxi e quando cheguei na delegacia o mesmo policial que prendeu aquele desgraçado me atendeu.

Fiquei sabendo como aquele filho de uma puta tinha chegado até aqui, eles entraram em contato com a embaixada brasileira e descobriram que quem havia providenciado a vinda dele para a Coréia foi a embaixada brasileira para uma visita assistida, a alguns meses que enfrentava um processo por ter trazido o Gustavo para a Coréia sem uma permissão por escrito e registrado em cartório e assinado pelo pai, eu tinha uma boa chance de perder a guarda do Gustavo já que a justiça brasileira via aquilo como sequestro de menor, eu estava quase pedindo asilo a Coréia do Sul como minha advogada tinha aconselhado, eu só estava esperando um espaço na minha agenda para fazer isso, eu tinha de ser notificada antes que aquele desgraçado tinha vindo para a Coréia mas por algum motivo desconhecido eu não fui notificada. Segundo o policial o cretino seria enviado de volta para o Brasil onde a justiça brasileira cuidaria do caso. Eu o agradeci por me informar e perguntei se ele ainda estava preso, ele me garantiu que ele não seria solto e que ele mesmo garantiria de o levar até o aeroporto e se certificar de que ele entraria no avião.

Meu alívio foi enorme, apesar do medo ainda existir dentro de mim, saber que ele estava a um oceano de distância ajudava muito, quando saí da delegacia mandei uma mensagem para a minha advogada contando tudo o que tinha acontecido e informando o meu estado, ela parecia ter ficado furiosa pelas suas respostas, disse que agora não havia a menor possibilidade deles cederem a guarda do Gustavo para ele e que ela estaria indo na embaixada brasileira hoje mesmo tirar satisfações de como eles deixaram uma coisa dessas acontecer.

Eu tinha algumas ligações perdidas dos trabalhos que eu tinha agendado, mandei mensagens me desculpando e informando que tinha estado no hospital, tentei reagendar meus outros compromissos, mas alguns não podiam ser adiados, eu sabia que meu rosto estava horrível, quando voltei para casa para pegar meu equipamento e me sentei de frente para o espelho e vi como meu rosto estava comecei a chorar novamente, até tentei passar uma maquiagem para esconder o roxo que começava a se formar, mas meu rosto ainda estava muito sensível e não consegui passar nada.

Suspirando peguei meu óculos escuro, era melhor do que nada. O motorista do táxi não parava de olhar pelo retrovisor, as pessoas na rua viravam seus rostos em minha direção para me olhar, todos no trabalho pareciam chocados quando me viram e quando perceberam que eu não conseguiria falar também.

Trabalhar foi penoso, além de ter assustado pra caramba todos os modelos e ajudantes. Os pessoal da revista que trabalhava regularmente foram muito gentis, apesar de ainda me encararam, pelo menos eles tentavam disfarçar. Quando terminei todo o trabalho, parecia que minha cabeça iria explodir tamanha a dor, minhas costas e principalmente minhas costelas doíam muito mais do que antes.

Maldita hora em que esqueci os remédios em casa!

Praguejando internamente saí da empresa e quase morri com um infarto com todas as pessoas que estavam lá. Me esperando, percebi quando começaram a chamar meu nome, gritar perguntas e flashes dispararam na minha direção, agradeci muito por estar de óculos, eu ignorei todas as perguntas e felizmente consegui facilmente avançar na calçada, eu tentei muito ignorar as perguntas.

-Fiquei sabendo que ontem você e Suga do Bangtan estavam brigando em via pública. Isso é verdade? – um repórter perguntou.  

-É verdade que estão em um relacionamento amoroso? – ignorei essa pergunta. – O suga estava com você quando se machucou? – parei de andar e encarei o repórter de forma séria, tinha entendido onde ele queria chegar. Pensei em responder a ele, mas decidi ignorar e tive de usar todo o meu auto controle.

Quando finalmente entrei no táxi resolvi mandar uma mensagem para o Yoongi, ainda não tinha contado a ele o que tinha acontecido comigo e seria horrível que ele soubesse por meio de algum site de fofocas.

 

 

P.O.V ~YOONGI

 

Estava encarando o maldito celular, eu tinha prometido ser compreensível, mas de verdade, custava mandar uma mensagem? Estava preocupado porra! Puxei meu cabelos levemente pensando se deveria ou não mandar outra mensagem ou se ligava de uma vez quando recebi uma mensagem dela.

“Tinha alguns repórteres no meu trabalho... Não se assuste com as fotos, eu estou bem.”

Mas de que droga ela estava falando? Comecei a escrever uma resposta, mas fui interrompido pelo grito do Jimin que chamou a atenção de todos. Olhei para ele que tinha seus olhos arregalados, quando seus olhos me encontraram o garoto empalideceu e escondeu o celular atrás de si, senti minha testa franzir.

-O que você está escondendo? – perguntei, ele só balançou a cabeça negativamente e desviou os seus olhos. Avancei até ele e tive uma pequena luta para alcançar o celular, ele estava escondendo alguma coisa sobre mim, eu tinha certeza só pela sua reação, quando peguei o celular me afastei dele para poder ver com tranquilidade, mas ele não fez nenhum movimento para pegar o celular de volta.

-Hyung… - foi tudo o que escutei dele enquanto destravava a tela do celular.

Era uma foto dela de perfil, com óculos escuros, saindo da revista que eu sabia que ela trabalhava a maior parte do tempo, então rolei para a próxima foto e se eu não tivesse visto a foto anterior eu nunca diria que era ela. Meu coração doeu com o que eu vi e eu me enchi de fúria, então era disso que ela estava falando quando pediu pra mim não me assustar. A porra do seu rosto estava inchado e roxo.

-Porra! – deixo escapar.

-O quê? O que aconteceu? – Namjoon perguntou.

-Eu preciso sair. – digo já pegando as minhas coisas.

-YA! Vamos começar a gravar em alguns minutos! – Jin começa a falar, não ligo pra isso, eu preciso descobrir o que aconteceu.

Coloca a minha bolsa no meu ombro e começo a ligar pra ela, mas ela está rejeitando todas as minha ligações. Sinto a raiva aumentar ainda mais. Recebo outra mensagem.

“Não posso falar… vamos conversar por mensagem.”

“Por que não pode falar? Onde você está?”

“Estou indo pra casa”

“Estou indo aí!”

“Eu estou bem”

Ignorei sua mensagem e fui em direção a porta da sala de prática, mas o Jin entrou na minha frente, me impedindo, tentei desviar dele, mas continuou entrando na minha frente e bloqueando a porta, minha raiva estava chegando a níveis alarmantes.

-Já esqueceu da promessa que você acabou de fazer? – Jin perguntou, isso me fez parar de tentar passar por ele e diminui a minha vontade de socar sua cara também. – Agora conta, o que está acontecendo?

-É isso que eu quero descobrir. – digo de forma irritada.

-Jin-Hyung… A Alysson-nuna está machucada. – Jimin fala atrás de mim. Jin parece surpreso, me aproveito disso e passo por ele.

Não vou muito longe já que o manager está só a alguns passos da porta, ele me para no meio do caminho e me pergunta o que aconteceu com a Alysson, digo que não sei, ele parece nervoso e hesitante.

-O quê? – perco a paciência, mesmo que ele seja meu manager e eu o respeite muito, aquilo estava começando a me irritar.

-Eu não quero que você se irrite com os comentários que estão circulando na internet. Decidimos cancelar a filmagem de hoje, eu vou te levar até a casa dela. Você pegou todas as suas coisas? – eu assinto, ele disse que iria avisar aos outros membros e me pediu para ir indo na frente.

Eu já esperava comentários maldosos quando decidi que tinha me cansado de esconder meu relacionamento, eu sabia que muitas fãs poderiam não gostar, eu sinceramente esperava que nenhuma fã tivesse feito aquilo com ela, eu precisa desesperadamente saber se aquilo era a minha culpa e saber como ela estava, mesmo que ela dissesse que estava bem, eu precisava a ver com meus próprios olhos e escutar a sua voz.

Eu entrei na van e quando o Bang-Hyung voltou, todos os membros estavam juntos, entraram calados na van e permaneceram calados durante boa parte do caminho. Eu não me aguentei e comecei a verificar as matérias sobre a Alysson, todos eles diziam que supostamente estávamos em um relacionamento, tinha fotos de nós dois na rua, parecia que estávamos brigando em quase todas as fotos e fotos do seu rosto inchado e roxo de hoje, na matérias muitas insinuações sobre a suposta briga e meu envolvimento com seus machucados, eles não chegavam a dizer nada especificamente, mas o modo como falavam pareciam que queriam dizer que eu havia a machucado.

Então era por isso que o Hyung estava tão nervoso quando me encontrou, era isso que ele não queria falar. Se eu achei as matérias ruins, os comentários eram piores ainda. Eu estava sendo crucificado por todos, sendo acusado de bater em uma mulher… na mulher que eu amava.

Engoli toda a minha frustração e decidi não olhar mais para os comentários. Aquilo era ridículo, a raiva estava cada vez maior dentro de mim, se eu soubesse quem havia a machucado daquela maneira eu poderia cometer alguma loucura.

Felizmente não havia nenhum repórter em frente a casa dela, e eu esperava que eles nunca descobrissem onde ela morava, eu apertava a campainha de forma insistente, eu já havia mandado uma mensagem para ela dizendo que estava em frente a sua porta, mas até agora ela não tinha respondido. Quem abriu a porta foi o irmão dela, ele tinha um arranhado na bochecha, e o analisando melhor, vi suas mãos machucados. Pensamentos assassinos tomaram conta de mim, eu tive me segurar para não bater nele, eu sabia que Gustavo era um bom garoto e eu nunca conseguiria o imaginar batendo na irmã, mas por uns segundo a racionalidade me abandonou completamente.

-Onde ela está? – ele soltou um suspiro e disse para todos entrarem, percebi que no canto da sala estava um amontado de vidro e tinha sangue no tapete branco, que diabos tinha acontecido?

-Ela se trancou no quarto. – avancei para dentro da casa e parei em frente a porta que a vi entrar na última vez, bati de forma mais delicada que consegui e chamei o seu nome, não obtive resposta.

-Alysson… abre… por favor! Eu preciso saber como você está. – apenas silêncio.

-Ela disse que não quer que você a veja desse jeito. Oh! Ela está te respondendo. – Gustavo diz apontando para o chão e percebo que é ela passando uma folha por debaixo da porta.

-Eu só acredito que você está bem se eu te ver com meus próprios olhos. – digo e espero por ela abrir a porta, nada, nem mesmo uma folha nova sendo passada por de baixo da porta. – Eu não vou embora Alysson até te ver e saber exatamente o que aconteceu. – eu me irrito.

-Vem… vamos para a sala e dar um tempo pra ela. – Gustavo diz tocando meu ombro, pensei em rejeitar, eu queria permanecer ali até que ela abrisse a porta, mas a minha curiosidade sobre o que aconteceu falou mais alto então eu o sigo.

-O que aconteceu? – pergunto quando finalmente me sento na pequena sala, não havia espaço para todos, mas os outros não se importaram em se sentar no chão. Gustavo solta um suspiro e seu rosto empalidece visivelmente, e percebo suas mãos machucadas tremerem levemente.

-Ontem… - ele passa a mão pelo rosto. – Ontem a noite… não muito depois que ela chegou em casa… meu pai… ele… - o rosto do garoto se contorce em dor, seu corpo se tenciona como se ele estivesse pronto para sair correndo ou partir para uma briga. – ele apareceu aqui em casa… eu… eu… - ele desviou seus olhos dos meus, encarando suas mãos que se fecharam em punhos. – eu fiquei com medo. – sua voz soa baixa. – Aquele… aquele homem… ele apareceu bêbado… eu… eu estava distraído conversando com meus amigos… não me dei conta do que estava acontecendo e… e quando ele apareceu na minha frente eu… eu só… fiquei paralisando de medo… - sua voz estava embargada, ele era tão mais alto do que eu, se comportava de um jeito tão adulto na maioria do tempo que eu me esquecia que ele era uma criança, e naquele instante quando ele ergueu seus olhos chorosos para mim e seu corpo inteiro se encolheu de medo eu vi somente uma criança assustada na minha frente. – ele atacou a nunca… e eu estava morrendo de medo. Kwan acertou ele na cabeça com um prato mas… - ele já não chorava mais de forma silenciosa. – Ele tentou voltar pra cima da nuna e… ele ia matar ela… eu tenho certeza que ele ia matar ela… então eu… eu só… quando dei por mim… ele já estava desmaiado e eu continuava batendo nele… eu não queria parar… eu senti tanto ódio… eu… - ele não conseguia mais falar de tanto que chorava, meu peito se encheu de dor e raiva, me levantei e fui até ele, eu entendia seus sentimentos.

-Está tudo bem. Você fez bem. Você protegeu você e sua irmã. Está tudo bem. – eu digo alisando a sua cabeça, seus braços envolvem a minha cintura e ele chora cada vez mais alto.

Escuto os meninos soltarem perguntas, quando olhei para trás vi Alysson parada olhando para nós, seus olhos estavam extremamente vermelhos e inchados e seu rosto estava ainda pior do que nas fotos e mais uma voz foi preenchido por dor e raiva.

Me doía profundamente por a ver desse jeito, por ela e o irmão terem de passar por isso, mas também me enchia de raiva por aquele homem ter ousado fazer uma coisa dessas, de ter machucado de forma tão cruel e tão profundamente aquela família, provavelmente se o visse eu seria capaz de o matar.

Gustavo m soltou e parecia ter finalmente se acalmado, ele disse que iria para o seu quarto e saiu de cabeça baixa sem olhar para ninguém, Alysson se sentou no mesmo lugar que o irmão, peguei seu rosto de forma delicada e analisei todo o dano causado, enquanto ela olhava para mim que ainda estava em pé, algo me chamou a atenção em seu pescoço, abaixei a gola de sua camisa.

-Filho de uma puta! – eu digo quando vejo seu pescoço roxo e com marcas de mãos, o desgraçado filho da puta realmente tentou a matar. Agora mais do que nunca eu tinha certeza que se eu o encontrasse, eu não hesitaria em o matar.

“Estou bem. O médico disse que não vou poder falar por alguns dias mas que nada foi danificado seriamente” ela escreveu no caderno que tinha em mãos. “O que vocês estão fazendo aqui? Não deveriam estar praticando?” ela mostrou o caderno para todos.

-Você acha que a gente tinha cabeça para prática quando soubemos o que aconteceu com você? – Namjoon.

-Você já comeu? – Jin perguntou, ela acenou negativamente. – Vou fazer alguma coisa que você possa comer. – e sumiu em direção a cozinha. Hope levantou sem dizer e continuou limpando os cacos de vidro do chão.

-Por que você foi trabalhar desse jeito? – pergunto me sentando ao seu lado no sofá.

“Não consegui desmarcar esses trabalhos.” Se eu pensava que era viciado em trabalho, consegui encontrar alguém igualmente viciado ou se não até mais do que eu.

-Vai ficar em casa nos próximos dias e descansar? – ela assente de forma positiva e pega minhas mãos as segurando forte.

Eu sabia que ela estava com medo e frágil, eu podia ver em seus olhos, então passei um dos meus braços por seus ombros e a puxei para mais perto e enquanto alisava seus cabelos senti seu corpo tremendo e eu sabia que ela estava chorando, aquilo estava partindo meu coração.

Depois disso os meninos tentaram animar o clima, Gustavo saiu do quarto e se enturmou com a maknae line, eu sabia que eles vinham conversando bastante ultimamente, foi assim que eu tive notícias dela nos meses que ficamos separados e não fiquei louco de curiosidade e preocupação, no começo ele relutava muito em dizer qualquer coisa sobre a irmão, principalmente porque ele sabia que eu que pedia para os mais novos perguntar, mas depois ele meio que fazia um relatório completo sobre ela junto com alguns xingamentos direcionados a mim.

Foi bom ver o sorriso no rosto da Alysson outra vez, Jin fez uma sopa para ela poder comer, devia ser um incomodo muito grande não poder comer nada direito. Depois o manager apareceu, perguntou como ela estava e disse que teríamos de ir, falei que iria ficar e podia ver que ele queria discordar disso, mas os outros começaram a encher tanto ele, que por fim cedeu. Alysson tinha ido para o seu quarto se deitar, disse que o remédio para a dor que o médico receitou a deixava sonolenta, Gustavo ficou conversando um pouco comigo e nós dois decidimos limpar a cozinha. Enquanto limpávamos ele me contou que seu pai tinha sido preso e deportado de volta para o Brasil, isso me acalmou, saber que ele filho da puta estava muito longe para conseguir os machucar de novo.

Tentava aliviar o clima pesado, perguntei sobre os testes que ele tinha feito para ser trainee, eu sabia disso por conta dos mais novos que volta e meia comentavam sobre isso e pelo incentivo que eles davam para o menino, ele me contou que tinha passado no teste para ser trainee, lhe dei muitos conselhos sobre o ambiente e lhe disse como era difícil. Ele é uma boa criança, escutou bem meus conselhos agradeceu, depois de um tempo ele disse que iria se deitar, me deixando sozinho na sala.

Verifiquei se a porta estava trancada, se a cozinha estava limpa, olhei para o tapete que agora só tinha uma mancha de molhado, Hope realmente fez um bom trabalho em limpar o sangue. Olhei para o sofá com um travesseiro e cobertor, aquilo tinha sido uma insistência minha. Eu não queria deixar o “homem da casa” desconfortável comigo dormindo junto da irmã dele, não era respeitoso e eu queria fazer as coisas certo, queria deixar claro que eu estava sendo sério com ela, queria que o Gustavo parasse de me olhar desconfiado e até com certa raiva, eu sabia que tinha magoado a Alysson, sabia que ainda tinha de me redimir com ela, me redimir com os dois, porque eu sabia que para ficar junto da Alysson, o seu irmão sempre estaria junto, ele era a sua única família e a sua prioridade.

Aquilo me deixava com medo, de ser deixado por causa do irmão, eu não duvidava nem por um segundo que se ele dissesse que não gostava de mim, ela não hesitaria em me deixar apenas para fazer o irmão feliz. Era por isso que estava sendo tão cuidadoso nesse momento, mas olhando para o sofá e para o corredor que levava ao quarto dela…

Ah! A tentação era tão grande.

Tão grande a ponto de que não consegui resistir, a passos leves eu fui até o seu quarto, abri sua porta lentamente, só uma espiada, eu disse a mim mesmo, só para me certificar como ela está, mas quando dei por mim já tinha fechado a porta atrás de mim e estava ao seu lado na cama, a olhando dormir.

Caralho! Isso era assustador como um inferno!

Tentei me mover, se ela acordasse e me visse parado daquele jeito olhando para ela iria morrer de medo e pensar que sou algum tipo de pervertido, mas… ela estava tão bonita dormindo daquele jeito, mesmo com seu rosto e pescoço machucado, ela era bonita, de forma delicada afastei seus cabelos do rosto, seus olhos se abriram, sua mão segurou a minha e me puxou em sua direção.

Não consegui me conter, beijei seus lábios, tive que segurar muito para não aprofundar o beijo, me afastei dela temendo a machucar. Eu estava sentado ao seu lado na cama, alisando seus cabelos, até ela me puxar novamente para deitar ao seu lado.

-Só até você dormir e então eu volto para a sala. – ela deu um pequeno sorriso de lado e me abraçou, colocando o lado bom de seu rosto em meu peito.

Só até ela dormir, eu disse a mim mesmo umas mil vezes, mas por via das dúvidas coloquei o alarme do celular para tocar bem cedo, eu não queria ser pego pelo seu irmão no quarto dela, não quando eu disse que iria dormir na sala.

Um homem tinha de manter a sua palavra.


Notas Finais


Inicialmente nada disso era para acontecer com a Alysson, mas achei que esse foi o melhor modo de lidar com o pai do Gustavo, já que o mesmo estava estrando com uma ação pela guarda do Gustavo, alegando que a Alysson tinha o levado para a Coréia sem o consentimento dele. Mas na verdade, tudo o que ele buscava era dinheiro, já que ouvindo algumas noticias sobre a Alysson no Brasil, achou que ela estava ficando rica.
Eu acho que era isso...
Por favor me digam o que estão achando da história, estou realmente pensando que ela está chagando ao fim. Me digam se gostariam que eu escrevesse mais alguma coisa daí para frente, se não, acho que esse será o último capítulo.


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