História Let me know - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Min Suga, Min Yoongi, Romance, Suga, Yoongi
Exibições 92
Palavras 2.160
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo 12


-Aly! Alysson… acorda! – senti alguém me balançando. – Anda! Se veste! Eu escutei um barulho. – a voz sussurrada e urgente do Yoongi me acordou, abri meus olhos meio desorientada, então suas palavras começaram a fazer sentido, me sentei rápido, também escutei passos andando pela casa, coloquei rápido um short e me levantei, Yoongi já tinha colocado uma calça e estava na porta. – Fica aqui. – ele me disse abrindo a porta e sumindo pelo corredor escuro.

Senti um arrepio subir pela minha espinha, peguei meu celular rápido e acendi a tela iluminando um pouco o quarto, Yoongi apareceu de repente na porta do quarto e eu senti que meu coração ia pular fora da minha boca, mas felizmente não gritei.

-É o seu irmão. – ele diz e volta a se deitar na cama.

-O que? O que ele está fazendo aqui? – mas ele já estava dormindo de volta.

Encontrei o Gustavo assaltando a geladeira de forma distraída, quando ele me viu tomou um susto e deixou cair as coisas que tinha na mão.

-Ah! Você quase me matou do coração!

-O que você está fazendo aqui? – pergunto cruzando meus braços, ele abaixa a cabeça e seu rosto fica ainda mais escondido pelo boné que usava. – Você deveria estar no dormitório.

-Quis vim hoje para casa.

-O único motivo que eu deixei você ir morar lá era porque eu não queria você andando tarde pelas ruas e o dormitório era mais perto da empresa. Você deveria ter esperado até o outro dia ou pelo menos ter avisado para mim te buscar.

-Desculpa. – ele diz recolhendo as coisas que ele deixou cair.

Eu fiquei o olhando preparar o seu sanduíche e comer, quando ele terminou continuou sentado de cabeça baixa e eu continuei sentada na sua frente, esperando que ele começasse a se explicar, mas ele permanecia calado. Olhei para a hora no meu celular eram quase quatro horas da manhã.

-Você estava treinando até essa hora? – perguntei preocupada, ele assente com a cabeça. – Como você está se saindo na escola? Consegue acompanhar as matérias e treinar ao mesmo tempo? – ele mexe seus ombros de forma displicente. – Fale alguma coisa!

-Tô bem na escola.

-O que aconteceu? – perguntei direta já que ele não queria me contar.

-Nada… fiquei com vontade de vir pra casa, já disse.

-Olha pra mim. – ele permaneceu de cabeça baixa. – Eu disse para olhar pra mim! – ele levantou seu rosto, mas ainda estava meio escondido pelo boné, irritada me levantei e tirei o seu boné, esqueci todos os meus argumentos quando eu vi seu rosto machucado. – O que aconteceu? – ele não respondeu nada. – Você vai começar com isso de novo? – ainda calado. – Anda! Me responde! Vai começar a arranjar brigas por aí de novo? Vou ter que começar a me preocupar com a polícia me chamando por causa de alguma briga? Não estamos no Brasil Gustavo! Aqui as coisas são bem diferentes! Quer ir para a cadeia? É isso? – ele ainda continuava calado. – PORRA! – dou um tapa forte em cima da mesa. - QUAL A DROGA DO SEU PROBLEMA? – a irritação toma conta de mim e explodo, eu o observo dar um leve pulo em seu lugar com o susto, mas ele ainda permanece calado, sem se quer olhar em minha direção ele se levanta e começa a andar em direção a porta. – Aonde você pensa que vai? – seguro um dos seus braços.

-ME SOLTA! – ele balança o seu braço, mas permanece agarrando de forma firme seu braço. – ME SOLTA PORRA! – ele segura meu pulso tentando me afastar dele.

-Você não vai pra lugar nenhum até me explicar o que aconteceu. – com muito custo eu o arrasto até o sofá, ele cruza os braços e vira a cabeça para o lado, me ignorando. – Anda! Começa a falar. – mas ele fica calado, eu espero por longos minutos, dessa vez ele realmente estava determinado a ficar calado. – Vá para o seu quarto… - digo com uma voz firme e séria. – De manhã teremos uma conversa muito séria. – eu digo me levantando da sua frente e esperando que ele faça o mesmo e vá para o seu quarto.

-Eu não sou mais uma criança para você me mandar ir pro meu quarto de castigo!

-Se você está agindo feito uma criança eu vou te tratar como uma criança!

-Você não é minha mãe pra me colocar de castigo! – ele não chega a gritar, mas sua voz é alta.

-VÁ PRO SEU QUARTO! – eu grito, pisando duro ele vai até o seu quarto e bate a porta com todas as suas forças.

Eu me sento no sofá e escondo meu rosto nas minhas mãos, embora tenha muita vontade de chorar, não consigo, eu só consigo me sentir irritada e confusa. Não sei o que fazer, fiquei repassando toda a nossa conversa e me perguntando o que eu deveria ter feito diferente, se agi de modo errado, se piorei as coisas. Fiquei me perguntando o que a minha mãe faria mas não cheguei à conclusão nenhuma.

Não sei o que ela teria feito, não sei se eu deveria ter agido de outra forma, não sei se piorei as coisas, foi desse jeito que o Yoongi me encontrou na sala.

-Desculpa se te acordamos.

-Anya! Eu tenho um compromisso… estava na hora de levantar já. – eu assinto. – Não quero te deixar desse jeito. – olho para ele e vejo que ele está completamente vestido e arrumado e no seu ombro a mochila que ele trouxe.

-Estou bem. Na verdade acho que quero ficar sozinha.

-Okay… Você não devia se preocupar tanto com essa briga. É normal os meninos brigarem no dormitório.

-Yoongi… eu não quero brigar com você sobre as coisas que achamos certas e erradas. Então… por favor… não vamos falar sobre isso. – ele assente e ajeita a sua mochila no ombro, ele está irritado comigo.

-Estou indo. – ele diz e sem me esperar vai até a porta, o alcanço mas ele me ignora enquanto coloca os sapatos.

-Por que está bravo comigo?

-Não estou bravo.

-Então porque está me ignorando? – ele termina de calçar os sapatos e fica de frente para mim.

-Eu sei que não é fácil cuidar de um adolescente e eu sei que temos as nossas diferenças, mas eu quero te ajudar. E toda vez que eu tento te ajudar você me afasta, você poderia apenas escutar e considerar o que eu estou dizendo? – ele passa a mão pelos cabelos os bagunçando ainda mais. – Você pode parar de deixar sua vida ainda mais difícil e aceitar alguma ajuda?

Eu não sei o que responder a isso, perco a minha chance de qualquer resposta quando ele se vira e vai embora, fico olhando estupidamente para a porta, volto para o sofá quando me dou conta de que essa briga foi real, que ele estava realmente chateado, que brigamos por algo estúpido novamente e nem foi por algo que diz respeito a nós mesmos, não completamente.

Depois de pensar durantes horas e não chegar a conclusão nenhuma, decido fazer o café da manhã, acordo o Gustavo pra que ele não se atrase para a escola, ele come em silêncio e de cabeça baixa.

-Quando você vai contar o que aconteceu?

-Escutei você e o Suga Hyung brigando.

-Não estávamos brigando, só… conversando.

-Desculpa.

-Pelo o quê? Por brigar ou por escutar a nossa… conversa?

-Pelos dois… eu acho.

-O que aconteceu?

-Esse cara… ele estava saindo do dormitório. Ele disse algumas coisas sobre você e… eu não sei… eu me irritei… falei coisas que não devia, ele me deu um soco e eu revidei, os outros nos separaram, eu ainda estava de cabeça quente e saí para tomar um ar. Eu… fiquei com vergonha de voltar para o dormitório e encarar os outros. E se eles pensam que nem esse cara?

-O que ele disse pra você? – ele baixa seus olhos outra vez.

-Disse que eu só estou lá porque você é namorada do Suga do Bangtan… entre outras coisas que eu não quero repetir. Ele basicamente disse que eu não tenho talento… então eu joguei na cara dele todos os anos que ele passou sendo trainee e nunca conseguiu debutar.

-Ah Gustavo! Você não devia dizer essas coisas. Não devia desprezar o tempo de trainee dele, você sabe que isso não tem relação com ele ter talento ou não. Você não faz ideia de quando tempo vai ser trainee. – ele está de cabeça baixa e parece sinceramente arrependido. - Você sabe que tem talento, você passou no teste antes que toda essa história com o Yoongi virar notícia. – eu amenizo minha bronca, porque pude perceber o quanto isso estava o incomodando.

-Eu sei. – ele dá um sorriso e volta a comer com entusiasmo.

-Eu ainda estou brava por sair andando pela madrugada sozinho.

-Aly…

Eu nem o escuto, vou para o meu quarto tomar um banho e me arrumar para o levar até a escola. Apesar de nos falarmos frequentemente por telefone, já fazia um pouco mais de um mês que não nos víamos e depois de resolvermos a nossa briga Gustavo estava empolgado e passou o tempo todo falando sobre a escola, os meninos no dormitório, a sala de ensaio, a bateria que ele usava para ensaiar e mais uma infinidade de coisas, perguntei se ele estava precisando de alguma coisa e ele admitiu que praticamente todas as suas roupas estavam sujas, que ele suava muito nos ensaios e quase não tinha tempo de levar as roupas, puxei sua orelha e disse que iria comprar mais algumas camisetas e que mais tarde passaria para pegar as roupas para lavar, ele pareceu bastante animado em não ter que lavar as próprias roupas.

Totalmente uma criança.

Me despeço dele e vou trabalhar, hoje dia estava tranquilo, apesar de meus trabalhos terem diminuído, os preços para cada trabalho aumentaram, então eu estava tendo uma boa vida e pensando muito seriamente sobre abrir um estúdio, mas eu queria fazer tantas coisas de uma vez só, eu queria estudar mais, queria abrir meu estúdio e fazer uma exposição, comprar uma casa e sair do aluguel.

E também estava morrendo de medo de fazer qualquer coisa, com medo das coisas darem errado e acabar ferrando não só com a minha vida, como a do Gustavo também. Se minha mãe estivesse viva, se o Gustavo não dependesse de mim, eu não pensaria duas vezes em arriscar a começar um próprio negócio, comprar uma casa, voltar a estudar… eu simplesmente faria sem medo de quebrar a cara, mas agora tudo o que eu conseguia pensar era em estabilidade financeira, em ser um porto seguro para o meu irmão, se as coisas com a sua banda não dessem certo, eu queria que ele tivesse um lar seguro, que ele não precisasse se preocupar em ganhar dinheiro sendo tão jovem.

Depois do trabalho fui até uma loja e comprei muitas camisas baratas para que ele usasse para trinar e fui em direção a sua empresa, ele me mandou uma mensagem que ainda estava lá, a recepcionista me indicou o caminho até a sala e o encontrei tocando bateria, sua camisa estava completamente molhada de suor, já era tarde da noite e ele ainda estava ali tocando bateria, quando ele me viu parou de tocar e deu um sorriso cansado, mostrei a sacola nas minhas mãos, ele pegou uma camisa e foi se trocar para irmos até o dormitório.

O cheiro do lugar não era agradável, tenho que confessar, cheirava a uma casa em que só viviam homens, e era exatamente como eu esperava, uma completa bagunça.

-Você tem certeza que é o mais novo morando aqui? – pergunto olhando em volta e só estávamos na entrada, tirei meus sapatos e segui ele para dentro do apartamento.

-Não é tão ruim assim! – ele se defende. – Só não temos muito tempo de arrumar a casa.

-YA! Onde você estava? – um garoto apareceu brigando com o Gustavo.

-Desculpa Hyung. Eu fui pra casa ontem… essa é a minha nuna. – o garoto parece ter notado a minha presença pela primeira vez, mais três garotos apareceram na sala.

-Olá! – ele foi rápido em me cumprimentar e os outros fizeram o mesmo, eles pareciam envergonhados com a minha presença e começaram a limpar a sala.

Foi engraçado e desconfortável, saí o mais rápido possível de lá, o clima era muito estranho. Gustavo conseguiu encher a sua mala de roupa suja. Aquele menino precisava de uns bons puxões de orelha, mas eu não conseguia fazer isso direito. Eu tinha um fraco muito quando se tratava do meu irmão, principalmente quando eu tinha de brigar com ele.

Acho que Yoongi estava certo, eu precisava de ajuda, eu não conseguia o criar como deveria, eu não estou o educando ou sendo uma pessoa responsável por ele, eu estava sendo permissiva com coisas que talvez não devesse ser e sendo muito dura com coisas que não precisava, eu estava sendo uma irmã, uma amiga. E não era disso que ele precisava no momento.


Notas Finais


Esse cap foi bem parado, mas o próximo, (que já estou escrevendo, estou realmente me sentindo inspirada hoje e com tempo, o que é mais raro ainda! kkk) será um pouco mais agitado! ^^


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