História Let the fire enter you - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Peter Pan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Vovó (Granny)
Tags Comedia, Mistério, Once Upon A Time, Ouat, Personagem Original, Romance, Swanqueen, Yuri
Exibições 25
Palavras 3.875
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Magia, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heeeey!
Voltei!!!

Estou tão feliz com os comentários! *---*
Fico feliz que RedSam esteja conquistando corações.

Então... mais um pouquinho delas.

Capítulo 38 - Apenas amor


Dois meses depois e muita coisa mudou. A começar pelo fim do verão e início do outono, onde ventos frios nas tardes anunciavam o inverno que se aproximava, e com ele, a certeza de que um ano se passará desde que acordei da maldição. Uau... Tanta coisa aconteceu e de repente eu me encontrava ali, ao lado de minha felicidade, prometendo nunca mais me soltar.

Confesso que trabalhar com Ruby no Granny’s não estava nos meus planos, mas quando pensei que seria mais uma chance de ficar perto dela, eu aceitei a proposta na hora. E com o início das aulas de Jackie, Snow quem ficou encarregada de ficar de olho nela, e dessa vez resolvi testar deixá-la sem a pulseira, mas ainda com o bracelete, afinal, ela estava se comportando.

Contudo, era gratificante me sentir útil outra vez, colocar o corpo e a mente em andamento mesmo que para servir os outros. Não era o trabalho dos meus sonhos, e  confesso que comecei a pensar duas vezes antes de quebrar a cara de algum engraçadinho com suas piadas idiotas, mas ainda assim estava contente.

Hoje é sexta e o movimento na lanchonete deveria ser maior, era o que eu pensava, era o que estava acostumada a esperar, afinal, era a noite prévia da folga de todos, e a partir do meio da tarde, o local começava a lotar, as pessoas vindo em busca dos amigos e familiares. Mas quando cheguei para trabalhar, praguejando-me por ter acordado atrasada, não havia ninguém lá: nem funcionários, nem clientes. Algo estava estranho. Aquele lugar nunca estava fechado, e ainda assim, como não fiquei sabendo que hoje não abriria? Algo estava errado.

Andei pelo local, um tanto confusa, ouvindo apenas o som dos meus passos, até que parei em frente ao balcão, um papel ali me chamando a atenção. Era pequeno e colorido, um post-it, uma letra que reconheci imediatamente.

Hoje a noite temos um encontro. Vá ao ap. de Snow para receber as próximas instruções. Ruby

Era o que dizia o bilhete, e eu tive que reler para ter certeza de que entendi certo. Depois fiz questão de procurar por toda a lanchonete em busca da loba, mas não havia nenhum sinal de sua presença. O que essa criatura estava tramando?

“Você está dispensada por hoje garota.”

Virei-me de volta ao balcão e encontrei Granny, que me olhava com uma expressão indecifrável por detrás dos óculos.

“Mas-”

“Ordens de Ruby.” Ela interrompeu-me.

“A senhora sabe o que ela está tramando?”

“Deus sabe o que se passa na cabeça da minha neta.”

Eu sorri concordando, e ela prosseguiu.

“Bem, eu acho melhor você se apressar. Acho que tem outros passos a seguir.”

Assenti e agradeci, já virando-me para sair pela porta, quando a voz dela me interrompeu.

“Cuide dela, Sam. Minha neta tem a cabeça nas nuvens, mas realmente gosta de você.”

“Pode deixar vovó. Ela está em boas mãos.”

Eu sabia que não era a melhor coisa a se dizer a praticamente mãe de minha namorada, mas não pude evitar. Ela também não reclamou. Então segui a pé para a casa de Snow, tentando adivinhar o que a loba planejava. Nesses dois meses não falamos em encontro ou algo do tipo, mas o motivo era óbvio: não tínhamos as maiores conversas a noite. Então talvez ela planejasse algo especial hoje, o que não diminuía minha curiosidade.

Quando cheguei a casa de Snow e toquei a campainha, fora David quem me recebeu, um sorrisinho cúmplice de quem sabia de algo.

“Que surpresa você aqui.” Ele brincou irônico, e eu lhe dei um soco sem força no braço.

“Onde está o bilhete?” Logo pergunto.

“Na sala.”

Ele me deu espaço com um risinho e eu entrei rapidamente, procurando com os olhos por todo o cômodo até me surpreender com o que encontrei na mesinha de centro: um buquê de rosas roxas. Corri em sua direção, e com todo o cuidado o peguei nas mãos, absorvendo o cheiro tão doce e inebriante. Dentro, um bilhete.

Rosas roxas que simbolizam minha admiração por você.

Vá ao parque para descobrir o próximo –e penúltimo – passo.

“Nem preciso perguntar se gostou.” David surgiu ao meu lado, e eu o vi sorrindo feito bobo.

“Eu amei!” Sorri empolgada, meu coração dando cambalhotas de ansiedade. “Você tem que me dizer o que ela está tramando! Ela me evitou o dia todo ontem.”

Era verdade. Ela não foi trabalhar, dando alguma desculpa sobre Snow precisar dela para algo, e a noite simplesmente não disse nada, apenas mandou uma mensagem desejando boa noite. E isso me lembrava que foi por isso que acordei atrasada hoje, uma vez que fui dormir tarde me perguntando se fiz algo errado ou se ela estava com algum tipo de problema. Agora eu entendia o motivo: ela estava tramando algo.

“Tudo o que posso dizer, é que não pode voltar voltar a pensão e consequentemente ao Granny’s.”

“Não? Mas por que?!” Pergunto ainda mais curiosa.

“Porque não!” Ele riu quando o fitei nervosa. “Ela me fez prometer que não diria nada.”

“Argh! Aquela palhaça me paga!”

“Ela está preparando uma surpresa. Agora vá ao parque, e depois volte aqui, que é onde ficará o resto do dia.”

Suspirei e concordei. Ele me deu as chaves do ap. e eu deixei o buquê na mesinha, antes de me teleportar para o parque.

Não havia ninguém naquela manhã, era cedo e todos deveriam estar na sua rotina. Fiquei vagando longos minutos até encontrar uma caixa nada convencional para um parque. Era roxa com desenhos abstratos num contorno amarelo ouro. Só podia ser aquilo. Aproximei-me dela e encontrei um outro post-it grudado na tampa. Resolvi lê-lo antes de abrir a caixa.

Que tal um visual digno de uma mulher tão incrível e poderosa?

Sorri com suas palavras, já imaginando o que ela colocou ali dentro.

“Ruby, eu te odeio...” Sussurro antes de abrir.

O ar ficou preso em meus pulmões quando encontrei um lindo vestido dentro da caixa. Peguei-o nas mãos, visualizando seus detalhes. Ele era de um lindo azul turquesa com um decote ousado. Atrás era todo aberto e ao todo ele devia alcançar o chão, uma abertura na diagonal que provavelmente dava mais visão a uma perna.

Estava impressionada com a escolha da loba, e mais ainda por ver que também tinha um par de saltos no fundo. Um bilhete noutro papel colorido estava grudado em cima, e eu logo o peguei, guardando o vestido de volta.

Espero ter acertado o número, alguém não tem roupas no guarda-roupa não é?

Mas quero que saiba que estou tramando algo especial para nós, então seja paciente e não trapaceie com seus poderes. Prometo te compensar.

Encontre-me na frente do Granny’s às 21 hr.

“Espero realmente que compense minha curiosidade, lobinho.”

Guardei tudo e tampei a caixa, respirando fundo para conter a ansiedade. Teleportei-me de volta ao ap. dos Charmings, sabendo que não haveria ninguém lá. Snow está na escola e David na delegacia, já que resolveu que continuaria trabalhando lá.

Deixei a caixa ao lado do buquê, na mesinha de centro, e joguei-me no sofá, fechando os olhos e tentando relaxar. O que Red estava tramando?

Senti meu celular vibrar no bolso e o peguei, sorrindo ao ver que era uma mensagem de Ruby.

Hey, ruiva, escuta essa música.

Apertei o play na música, que logo começou numa melodia animada, e eu sorri com a letra no refrão.

 

It's only love, give it away (it's only love)

You'll probably get it back again (it's only love)

It's simple, it's a silly thing

Throw it away like a boomerang

I wish we all could lighten up

It's only love, not a timebomb

 

É uma indireta loba?, indaguei na mensagem de volta.

Indireta? Você não costuma ser tão inocente assim, costuma?, respondeu ela, instantes depois, fazendo-me rir.

Perto de você eu devo ser mesmo. Respondi, aconchegando-me mais no sofá, jurando ver seu sorriso de volta naquela tela.

Não é o que eu vejo a noite ;p

Estava demorando para ela me provocar, penso.

Nem uma pista do que está fazendo? Assim vou chorar :.(

Esperei em expectativa, quem sabe, de alguma forma, por alguma razão milagrosa, ela me dissesse o que estava fazendo e assim acabasse com aquela tortura.

Aw, não fique chateada. Você sabe que eu te amo <3

Ah, como eu odiava quando ela conseguia amenar as coisas dessa forma tão simples. O celular vibrou em minhas mãos novamente.

It’s only love, not a timebomb.

Sorri outra vez. Era impossível não me apaixonar por aquela criatura.

Throw it away like a boomerang.

Respondo, sorrindo mais ainda. Quando foi que deixei que ela me comandasse e me guiasse dessa forma? Ela podia fazer o que quisesse comigo, eu não me importava. Tudo que tinha em mente era estar com ela e Jackie, as duas pessoas que mais amava.

Ouvi a porta se destrancando, e eu me perguntei se David havia resolvido me fazer companhia, mas assim que a porta é aberta, tenho a pior surpresa.

“Oi.” Ela ainda tem a audácia de dizer, e eu a fitei, pausando a música que ainda tocava. “Meu pai falou que estava aqui e eu pensei que poderíamos conversar.”

Emma. O que ela achava que eu gostaria de falar com ela depois de tudo? Levantei-me, guardando o celular no bolso da calça, pronta para sair dali.

“Não estou a fim de falar com você.” Digo, fazendo menção de juntar o buquê a caixa para levá-los comigo.

“Pode não estar, mas sei que você não pode voltar a pensão.”

Fitei-a outra vez. Tinha alguém que não estava sabendo disso? Bufei, voltando a sentar, vendo-a fechar a porta e se aproximar, sentando-se na poltrona a frente.

“Pelo visto fui a última a saber, para variar.” Reclamo, cruzando os braços. “Ela quem te mandou ficar de babá?”

“Eu não acho que ela iria nos querer perto.” Comentou, espreitando os olhos em minha direção.

“Diga logo o que quer, não que eu tenha muito o que fazer, aparentemente.”

“Eu quero me desculpar por ter te atacado da última vez que nos falamos.”

“Bem, eu provoquei.” Reviro os olhos ao ter que assumir isso.

“Ainda assim não devia ter te dito aquelas coisas...” Ela inclinou-se para frente, apoiando os braços nas pernas e juntando as mãos, parecendo nervosa ao baixar o olhar.

“Insinuar que eu não deveria estar aqui? Você só disse o que pensava.”

“Não, eu disse o que era fácil.” Ela ergueu a cabeça para me fitar, os olhos me vasculhando enquanto eu tentava entender onde ela queria chegar. “Eu estava frustrada e descontei em você.”

“Normal. Regina estava te dando um gelo.”

“E ainda assim você falou com ela, depois do que fiz com você.”

“Não foi bem minha escolha. Ela apareceu e trocamos algumas palavras.”

“Sabemos que você não fica num lugar que não quer.” Ela lançou com algum humor, mas apenas assenti, concordando.

“Só fiz o que deveria ter feito. Ela também não estava nada bem.”

“E eu te agradeço por isso, por deixá-la falar.”

“Você não precisa agradecer, não fiz por você.”

“Eu sei, foi por ela.”

Outra vez ela baixou o olhar, e eu mantive o meu fixo no dela. Parecia tomar coragem de dizer algo provavelmente ensaiado, e isso me deixava ainda mais curiosa. O que a Salvadora poderia querer falar comigo?

“Eu sei que você gostava de Regina de uma forma que nunca poderei entender, e também sei que ela sentia algo por você. Sei também que o que fizemos é imperdoável, mas quero que fique claro que não planejei nada daquilo.”

“Sejamos sinceras, então, Emma.” Digo lentamente, mantendo o mesmo tom que ela. “Você estava cada vez mais focada em conquistar Regina, e não fazia questão de esconder isso. Eu fiz o mesmo, sabendo que você gostava dela. Mas a diferença, é que ela não estava com ninguém quando decidi que a queria mais perto de mim. Você não respeitou meu relacionamento com ela, nem ela a mim. Você acha justo a forma como as coisas terminaram?”

“Eu acho que foi um erro a forma como as coisas aconteceram. Mas volto a afirmar que eu não planejei fazer Regina te trair, e fazer você ver isso.”

“Você foi impulsiva, bem vinda ao clube.” Suspiro, dando de ombros. Aquele assunto já não me incomodava tanto como antes. “Olha, nós duas sabemos que nunca gostamos uma da outra, isso não é segredo para ninguém.”

“Eu só te culpei por ter conseguido chegar tão perto de Regina tão rápido enquanto comigo ela só ergueu muralhas. Não notei que fazia contigo o mesmo que ela fazia comigo, quando cheguei aqui.”

“Foi amor a primeira vista.” Brinquei. “Fala sério, você é a criatura mais irritante que conheci em toda a minha vida!”

“E você então?” Retrucou num sorriso. “Nunca conheci alguém empenhado em me provocar como você.”

“Quem manda brincar com o fogo?”

Ela riu e eu relaxei mais no sofá, escorregando e quase deitando as costas no assento. Bati a mão no sofá e ela atendeu meu pedido, sentando-se do meu lado, também aconchegada folgadamente.

“E como ela está? Nunca mais a vi no Granny’s.” Perguntei, fitando qualquer coisa a frente.

“Ah, ela prefere comer em casa.” Uma pausa. “Ela prepara pratos excelentes.”

“Sim, são incríveis. Nunca comi nada igual.” Sorri relembrando as refeições que ela fazia quando eu ainda morava lá.

“E você está gostando de trabalhar no Granny’s?”

“Ah, você sabe, não é o melhor trabalho do mundo e é muito estressante, mas é bom ocupar a cabeça com algo, e me sentir útil.” Fiz uma pausa, fechando os olhos por alguns instantes. “Ruby torna as coisas mais fáceis. Pela primeira vez me sinto querida em um lugar.”

“Eu sei como é. Demorei muito tempo para me sentir parte de tudo isso.”

“E o que te fez continuar aqui?”

“Uma vez cai num portal aberto por Zelena, a meia-irmã de Regina, e acabei voltando no tempo em que meus pais ainda estavam para se conhecer. Foi quando tive que consertar um erro e fazê-los se apaixonarem, ou eu nunca teria nascido, e consequentemente não teria tido Henry.” Ela quem fez uma outra pausa, eu apenas fiquei ali de olhos fechados, imaginando-a na Floresta Encantada. Deveria ter sido engraçado, uma vez que ela nunca esteve lá. “Foi só então que pude enxergá-los como meus pais, e entender tudo que passaram para me proteger, e o que passavam quando eu me afastava deles.”

“Ao menos consertou seus erros. É difícil chegar de paraquedas no meio de tudo isso não é?”

“Sim, ainda mais quando esperam tanto de você...”

“Não somos tão diferentes, afinal.”

Abri os olhos, atraindo seu olhar, notando que ela pareceu raciocinar. Realmente não éramos diferentes em demasia, como pensava. Ela também chegou aqui com seus problemas, sem conhecer ninguém, e só permaneceu por causa de Henry, o que não era tão diferente do meu caso. Primeiro que não podia sair dali por causa da maldição de Pan, e segundo por causa de Jackie, porque além dela gostar daqui, eu ainda tinha que descobrir quem ameaçava fazer mal a nós duas.

“Bem, acho que agora podemos tentar superar o que aconteceu e seguir em frente.” Ela disse após algum tempo, e eu tive que assentir.

“Já não tenho porque querer arrancar sua cabeça e queimar em praça pública, então sim, podemos seguir em frente.” Ela sorriu e eu prossegui. “Além de que posso tentar entender como você é irmã de Neal e é desse jeito.” Provoquei, e ela revirou os olhos.

“Você também não é a mais agradável das pessoas, não sei como ele te aguenta.”

“Ah, ele conviveu mais tempo com você, deve ser por isso. Criou resistência.”

Ela riu e eu também. Quem diria que um momento desses aconteceria? Não, eu nunca acreditaria se me dissessem, e sinceramente? Também não estava acreditando agora. Emma Swan, rindo comigo? Depois de tudo que aconteceu? Não, isso era muito sobrenatural. Mas lá estávamos nós, conversando descontraídas, sem ninguém atacar ninguém. Bem... Eu não podia reclamar.

Emma me entreteve o resto da manhã até Snow, Jackie, Henry e Neal chegarem, e todos almoçarmos juntos. Depois ela voltou a delegacia, e eu fiquei entretida no dever de casa de Neal, ajudando-o, enquanto Jackie e Henry se ajudavam, dando algum descanso a Snow, que parecia exausta, mas também feliz.

A noite Emma voltou junto a David, e esse era o sinal de que eu tinha que me preparar para o encontro. Tomei um banho demorado, lavando os cabelos e em seguida os secando. Passei uma leve maquiagem, coloquei os costumeiros anéis no polegar e indicador de ambas mãos. Vesti uma calcinha preta de renda, o vestido que ganhei e por último os saltos.

Olhei-me no espelho no quarto de Snow, e sorri, concluindo que aquele vestido realmente valorizava cada parte do meu corpo, tanto pelo decote e a marcação na cintura, quanto a abertura na perna esquerda. Eu nem me reconhecia.

“Rwau, mãe, você está linda.” Jackie surgiu ao meu lado, e eu ri de sua imitação de rosnado. “Quer dizer, ainda mais.”

“Obrigada, engraçadinha.”

“Realmente, está linda Sam.” Snow concordou, e eu virei-me para olhá-la, que mantinha um sorriso alegre nos lábios. “Ruby vai ficar babando.”

“Acho que ela vai babar de todo jeito.” Emma comentou, juntando-se ao lado de sua mãe com um sorriso malicioso.

“Se eu não fosse casado...” David começou da cozinha, mas bastou Snow olhá-lo para que ele se calasse, fazendo-me rir.

“Obrigada pessoal, mas acho que agora deu minha hora.” Digo ao olhar o relógio no celular. Faltavam poucos minutos para às 21. Depois encarei Jackie. “Você vai se comportar, não é?”

“Mãe, eu não sou mais uma criança.”

“É esse o problema.” Sorri vendo sua confusão, e então baguncei seus cabelos, ouvindo seus protestos. “Qualquer coisa me ligue, estarei em algum lugar com o celular.”

“Tudo bem, eu aviso qualquer coisa.” Snow certificou-me. “Agora vai lá, aposto que está ansiosa para descobrir qual a surpresa.”

“Você não faz ideia. Então, boa noite para vocês todos.” E outra vez encaro Jackie. “E você se comporte.” Repito, vendo-a revirar os olhos. “Se cuida, ouviu?”

Beijei o topo de sua cabeça e sussurrei um ‘eu te amo’ em sua orelha, mesmo com seu protesto sobre estar passando vergonha na frente de todo mundo. Abracei-a apertado e a olhei uma última vez antes de ir, captando seu sorriso e seu aceno. Era a primeira vez que a deixava dormir fora, mesmo que várias noites eu tenha dormido no quarto de Ruby, e ela no nosso, ainda assim era no mesmo corredor, debaixo do mesmo teto. Sentia um aperto no peito em deixá-la ali agora, mesmo que sobre a proteção de todos os Charmings.

Com um longo suspiro sai do ap. deles e desci as escadas apressada, louca para encontrar aquela loba depois de dois dias inteiros sem ao menos abraçá-la. Assim que coloquei os pés na rua, dei literalmente de cara com Regina, que recuou alguns passos para evitar o colapso. Fiquei olhando-a por longos instantes, sem saber o que dizer, até que ela desceu o olhar pelos meus trajes, e sorriu afiada.

“Para estar vestida assim, vou supor que perdeu alguma aposta.”

“Muito engraçado.” Sorri também. “Desculpa se não estou tão elegante como vossa majestade costumar estar.” Faço uma reverência perfeita, e paro no meio do gesto, uma ideia ocorrendo-me. “Ou devo me ajoelhar?”

“Por mais tentador que seja ver essa cena, hoje é lua cheia, e eu não quero arranjar problemas com o lobo mau.”

Eu ri mais uma vez.

“A Rainha está com medo de um lobo como eu?”

E então Red surge ao nosso lado, o que me surpreendeu por não notá-la se aproximar antes. Ela estava tão linda que deixei meu queixo cair, e ela pareceu notar quando deu-me uma piscadela. Como podia me impressionar ainda mais pela beleza daquela mulher?

Ela trajava um jeans escuro, dando um aspecto formal, uma camisa justa branca coberta por uma outra de mangas compridas, de cor preta, saltos e um belo chapéu preto do topo da cabeça, deixando seus olhos mais vibrantes ainda. Um batom vermelho tingia seus lábios, e nunca antes estiveram tão atrativos.

“Só não quero sujar minhas mãos.” Regina respondeu depois do que me pareceram horas, e Ruby lançou-lhe um olhar desafiador.

“Veio se certificar que eu não fugiria?” Perguntei, vendo-a abrir um belo sorriso enquanto seus olhos pareceram trocar de cor, um alaranjado ou um castanho mais claro, era difícil definir quando me sentia tão hipnotizada neles.

“Só achei melhor acompanhá-la. Você sabe, sexta a noite, lua cheia, nunca se sabe os perigos que rondam Storybrooke.”

“Lobisomens, talvez?” Sugeri, e as duas riram.

“Eu vou entrar, Emma está me esperando.” Regina disse, e mesmo assim não consegui desviar o olhar do de Ruby. “Boa noite para vocês.”

“Boa noite.” Respondemos juntas.

Enfim ficamos a sós, e a loba fez questão de me mirar de cima a baixo com aquele olhar felino, abrindo um sorriso satisfeito quando voltou aos meus olhos.

“Você está linda.” Ela disse num tom baixo, aproximando-se lentamente no pouco espaço que tínhamos.

“Você está ainda mais incrível.” Digo num sorriso, recebendo suas mãos em minha cintura enquanto a enlaçava pelo pescoço. “Como se fosse possível.”

“Hoje todos os holofotes para você, querida.”

Capturei seus lábios assim que terminou de falar, deliciando-me neles como se tivesse passado uma eternidade. Sua língua juntou-se a minha numa dança suave, um beijo lento e envolvente, dando-me a sensação de estar voando.

“Eu poderia te xingar por borrar meu batom mas...” Ela começou assim que afastou os lábios dos meus, e logo os selou uma vez. “Estava morrendo de saudades de te beijar.”

“Você não é a única.” Assumo, vendo-a sorrir com a boca toda borrada. “Esteve tramando algo enquanto eu estava preocupada em ter feito alguma idiotice contigo!”

“Não que eu possa dizer que você não costuma fazer isso mas... Dessa vez sou eu a culpada.” Ela riu ainda perto, trazendo uma mão em meu rosto e passando os dedos em torno dos meus lábios, parecendo querer limpar o batom que provavelmente me pintou também. “Mas como prometi, irei te compensar.”

“Só de saber que não fiz nenhuma besteira, já é um grande avanço.”

Passei dois dedos em frente aos seus lábios e a limpei, uma nuvem vermelha cobrindo aquela parte até se dissipar e revelar seus lábios de um vermelho natural.

“Agora venha, está na hora de desvendar o mistério.”

Ela afastou-se e me estendeu a mão, que logo a segurei. Adorava andar de mãos dadas com ela, era uma sensação incrível de segurança, como se estivéssemos num mundo só nosso. Com ela me guiando, eu poderia cruzar o céu e o inferno, e nada me atingiria. Nunca senti algo assim por ninguém, algo intenso e ao mesmo tempo suave, quente e também refrescante... Na verdade, era como se aquele sentimento fosse um camaleão, e se adaptasse em cada ambiente que se encontrasse, sobrevivendo e lutando. Dessa forma brotava em mim o mesmo sentimento de que deveria fazer de tudo para que isso nunca acabasse, que nunca se rompesse, porque era impossível imaginar minha vida com outra pessoa que não seja Red. Não... Era impossível. Eu a queria na minha vida, para sempre.


Notas Finais


Um encontro!!! Que tal?
Red sendo fofa <3

Momento Reg+Sam+Red, que tal?

Ela se acertando com a Emma!!!

Logo volto com a continuação do encontro :D

Falem-me tudo!!


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