História Lethe - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Jay Park, K.A.R.D
Tags Bwoo, J Seph, Jay Park, Jiwoo, Kard, Matthew Kim, Somin
Visualizações 368
Palavras 1.691
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoy! Aqui estou de volta! Finalmente criei vergonha nessa cara e terminei o capítulo. Espero que gostem!
Obrigada a quem comenta, lê e favorita! Continuem assim, por favor! Ajude a história a crescer indicando para os parça, os contatinhos, essa caraiada toda.
Um bjão!

Capítulo 19 - Eu Espero Que Você Se Lembre


Jiwoo acordou no mesmo horário de sempre. O braço pesado do noivo envolvia sua cintura, a respiração pesada dele batia contra a nuca da loira enquanto o peito nu estava colado às suas costas. Com cuidado, a garota afastou o rapaz de si para conseguir levantar-se da cama.  

Dirigiu-se para o banheiro, onde jogou um pouco de água sobre o seu rosto, escovou os dentes e penteou os cabelos loiros. Prendeu os fios num coque alto e sem se importar por estar usando apenas uma camisa de pijama de Jay foi para a cozinha preparar o café da manhã. 

Sentia-se curiosamente estranha. Um sentimento de estar incompleta batia junto com seu coração, lembrando-a a todo instante de que não se sentia plenamente feliz. Uma peça parecia estar fora do lugar, impedindo a loira de aproveitar a vida completamente. 

Tratou de afastar aqueles pensamentos, apenas o suficiente para que terminasse de preparar as panquecas para Jay e ela. Assim que o fez, dirigiu-se para a pia de inox e lavou a louça que sujou. 

Estava encarando o anel dourado em seu dedo anelar da mão direita quando dois braços puxaram sua cintura e uma boca quente encontrou a pele sensível do seu pescoço. 

— Bom dia meu amor — cumprimentou Jay de maneira manhosa, a voz alterada pelo sono. Vestia apenas uma calça azul marinho de moletom, deixando o torso tatuado e definido à mostra sem nenhum pudor. 

Park Jaebum fazia Jiwoo se sentir amada. Era um noivo carinhoso e preocupado, mas isso não foi o suficiente para despertar o amor cego e sublime no coração da loira. Não se sentia completa ao lado dele, como se algo naquele relacionamento estivesse errado.

Jiwoo preferia jogar a culpa daqueles sentimentos conflituosos encima da sua falta de memória. Ela só se lembrava de estar no enterro da avó e logo em seguida Taehyung estava com ela em um quarto de hospital. Logo em seguida um rapaz moreno apareceu no quarto, afoito, beijou os lábios dela e a chamou de “meu amor”. Era seu namorado.

E ela não se lembrava de nada, nem de como o conheceu e muito menos do sentimento que cultivava por ele.  

— Bom dia querido — Jiwoo colocou suas mãos sobre as mãos de Jay em sua barriga. 

— Fez panquecas? — perguntou ele, curioso. 

— Sim. Leve o mel para a mesa, por favor — pediu a garota entregando o vidro do líquido viscoso para o noivo. Jay depositou um beijo na bochecha dela e se dirigiu para o balcão  de granito que dividia a cozinha e a enorme sala de TV. 

Jiwoo tentou a todo custo esconder a expressão de culpa quando, ao ser ternamente abraçada por Jay, pensou no estranho do dia anterior que a abraçou de forma tão carinhosa. No abraço de Matthew Kim ela sentiu um calor inexplicável e nunca antes sentido. 

E, ah! Como era belo! Tinha os olhos estreitos, era alto, de lábios pequenos e chamativos, além de ter um corpo aparentemente definido. Jiwoo suspirou alto. Que merda!

Sentou-se ao lado de Jay e serviu-se com algumas panquecas doces. Ficaram em silêncio durante alguns minutos até que Jaebum disse:

— Eu vou ter que viajar hoje, Jiwoo.

— Para onde? — a garota questionou. Jay viajava quase toda semana, e estar sozinha naquele apartamento gigante não era mais novidade. Solitário, não diferente. 

— Resolver alguns negócios do meu pai com uma empresa em Houston — Jay respondeu de maneira desinteressada, dando de ombros. Ele era CEO da empresa de tecnologia do pai, e isso o fazia viajar sempre para poupar o senhor de muito esforço. — Ficarei duas semanas lá.

— Duas semanas?! — a garota se assustou. Não gostava de ficar sozinha por tanto tempo. 

— Calma, meu bem — pediu Jay abraçando a noiva de maneira desajeitada. — Conversaremos via Skype todos os dias, tudo bem? — Jiwoo concordou com a cabeça de maneira afirmativa. 

Era hora de se preparar para dar aula. 

A loira chegou encima da hora no colégio, quase voando para a primeira sala que visitaria no dia. A turma do primeiro ano estava uma balbúrdia, com adolescentes para lá e para cá. Colocou ordem naquela bagunça e começou sua aula, sobre o feudalismo. 

 

Foram duros minutos, com alunos desatentos e arruaceiros atrapalhando sua explicação e fazendo-a perder completamente o fio da meada. Não resolvia repreendê-los, por isso a mulher quase levantou os braços para o céu quando o sinal indicando o final daquele tempo tocou.

Mais algumas aulas tediosas se passaram até que chegou a hora do almoço. Por mais que Jiwoo adorasse sua profissão, às vezes era muito cansativo aguentar todos aqueles adolescentes, e alguns instantes de paz não fazia mal. 

Ainda estava na sala de aula, naquele momento vazia, juntando seus materiais com calma. Enfiou o último livro dentro da bolsa preta e dirigiu-se para fora da sala, pensando no lugar que almoçaria naquele dia. Resolveu ir à um café ali perto, pois o preço era bom e a comida também. 

A temperatura estava agradável, amena. Naquela manhã Jiwoo vestia uma camisa branca, por cima um blazer cinza chumbo, uma calça jeans justa de tom azulado e saltos pretos. Os cabelos loiros estavam hidratos e emolduravam seu rosto, esse suavemente maquiado, com uma base leve, rímel, delineador e brilho labial alaranjado. 

Não estava feia. 

Andou duas quadras até chegar ao Spring Coffee And Bar, um café durante o dia que se metamorfoseava em bar durante a noite. Era um lugar espaçoso, claro e arejado, mas àquela hora do dia estava completamente lotado. A loira varreu todo o ambiente com os olhos até achar uma mesa vazia. Bem, quase vazia. Havia apenas uma pessoa lá.

— Com licença — pediu de maneira educada. — Posso me sentar? — perguntou para o rapaz de físico atlético. Quando ele se virou para encará-lo, a mulher teve que conter uma exclamação de surpresa. 

O cara do abraço.

Bem, na verdade ele se chamava Matthew Kim, ao que parece. Sua expressão era triste, o rosto másculo parecia exaurido quando analisou a garota que lhe roubava de seus devaneios. 

— Claro — concordou, parecendo cansado. Jiwoo não conseguiu dizer nada, tamanho seu desconcerto perante o homem, situação acarretada pela fuga ridícula da loira no dia anterior. O que mais temia era o magnetismo que sentia.

Jiwoo tinha a impressão que seu corpo buscava ficar perto de Matthew, por mais que soubesse o quanto aquilo era errado.

Era quase surreal.

O rapaz não tentou puxar assunto com ela durante os primeiros minutos. Estava ocupado demais encarando a aliança no dedo anelar direito da garota, enquanto um aperto ameaçava esmagar seu coração. A merda da aliança era dourada! Aquilo era um anel de noivado. 

— Está tudo bem? — Jiwoo perguntou estranhando a expressão raivosa que tomou o rosto do colega de trabalho repentinamente. Matthew piscou algumas vezes e engoliu o ciúme com dificuldade, esforçando-se para parecer neutro.

— Vai ficar — devolveu o rapaz sem parecer grosso. A verdade é que nada estava bem e, pelo visto, não iria ficar tão cedo. 

Vê-la ali, mais linda do que dois anos atrás, exalando preocupação só fazia aumentar a paixão e desejo dentro de Matthew, e doía toda vez que se lembrava da falta de memória dela. Doía demais tentar manter-se longe quando sua mente só pedia para abraçá-la e nunca mais soltá-la. Pior do que isso era vê-la com aquele anel dourado na mão direita e saber que a outra aliança, provavelmente, estava na mão direita de Park Jaebum.

“Se ela se apaixonou por você uma vez, nada vai impedir que isso aconteça novamente”.

As palavras de Minhyuk voltaram com força à sua mente, acalentando um pouco o coração pesaroso e perturbado. Matthew abriu um pequeno sorriso, lembrando-se que ainda havia tempo para conquistar espaço com a loira. Enquanto ela não estivesse devidamente casada, BM iria tentar com todas as suas forças ganhar mais uma chance.

O problema era que não poderia contar a história dos dois para Jiwoo. Corria o risco de Jay ficar sabendo e acabar afastando a loira dele ainda mais. 

— Quer um café? — Matthew perguntou. Já havia comido um sanduíche natural e suco, mas nada que precisasse falar para Jiwoo. 

— Pode ser um sanduíche de frango, mostarda e mel e uma Coca Diet — BM chamou um atendente, pediu o que a garota queria e para si pediu um smoothie de banana. Nenhum dos dois teve coragem de citar o abraço do dia anterior, eles preferiram fingir que nada havia acontecido entre os dois. 

— Obrigado — Matthew agradeceu assim que o garçom lhes entregou os pedidos. 

— Você não é daqui, é? — Jiwoo indagou tentando puxar assunto. Apesar do rapaz saber falar muito bem o coreano, a pele dourada pelo sol indicava que ele não esteve no país asiático nos últimos tempo.

— Sou sim — concordou BM sem conseguir sorrir. — Mas nesses últimos anos eu estive morando com meus pais no Brasil — Jiwoo resistiu à tentação que agarrar o rosto do rapaz e perguntar se tudo estava bem. Não sabia o motivo de sentir essas coisas. 

— Seus pais ainda vivem lá? — a mulher não conseguia conter sua curiosidade.

— Meu pai morreu há algum tempo. Minha mãe vive lá com meu padrasto — confessou Matthew, sentindo-se triste ao lembrar do pai falecido. O “velho” fazia muita falta. 

— Eu sinto muito. Me desculpe por ser tão curiosa. Às vezes eu não me controlo e... — as palavras saíam dos lábios de Jiwoo com uma velocidade impressionante. As bochechas da garota estavam queimando de vergonha.

— Pode perguntar o que quiser — o homem cedeu. Era estranho agir de forma tão fria e impessoal com a mulher que amava tanto. Estranho e desconfortável. 

— Só mais uma coisa... Por que você veio morar aqui novamente?

— Eu vim reencontrar a mulher que eu amo. Porém ela me esqueceu completamente — Matthew narrou olhando fundo nos olhos de Jiwoo, esperando que ela desconfiasse que era aquela mulher. Ele a amava! Muito. 

Jiwoo piscou algumas vezes perante aquele olhar intenso do colega de trabalho. Havia algo nele que a deixava sem ar e sem palavras, e a loira se pegou pensando em como uma mulher se esquecia de um homem como aquele. 

— Bem, espero que essa mulher se lembre de você — Jiwoo falou, sincera.

— Eu também espero, loira — espero que você lembre, BM completou mentalmente. 



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