História Lethe - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jay Park, K.A.R.D
Tags Bwoo, J Seph, Jay Park, Jiwoo, Kard, Matthew Kim, Somin
Visualizações 209
Palavras 1.470
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E aqui estamos com o último capítulo da fanfic.
Preciso dizer que foi ótimo ficar com vocês por esses dois meses e dez dias, pelo simples fato d'eu ter adquirido os melhores leitores do mundo. Agradecimentos são muito singelos perante tudo que vocês fizeram por mim. Graças à cada comentário, favorito e visualização que eu continuei escrevendo e escrevendo, mesmo em dias ruins e de pouca criatividade. Então que a vida trate de pagar cada um de vocês que sempre comentaram, a quem comentou uma vez ou outra, ou apenas uma vez. Até mesmo àqueles que só favoritaram ou quem sabe só leram. Todos são importantes.
Lethe foi uma história que começou de nada, e aos poucos foi ganhando enorme proporções e um reconhecimento que eu nunca imaginei que receberia.
Muito obrigada
Eu amo cada um de vocês.
Um beijo!

Capítulo 32 - De Maneira Etérea


 

Era uma cena engraçada. 

Jiwoo andava de um lado para o outro no chão da sala de estar da casa de Minhyuk. Sentados no sofá estavam Taehyung, com uma cara de cachorro abandonado e BM, segurando carne congelada na sobrancelha para conter o inchaço. De maneira desajeitada, BG seguia a loira. Parado no batente da porta estava o dono do apartamento, encarando as três pessoas e Guy. 

— Por que nenhum dos dois não me contou nada? — indagou a loira. 

— Contou o que? — Tae se fez de desentendido. 

— Que eu nunca fui namorada de Jay. Que eu sempre fui apaixonada por Matthew — ela não tinha mais vergonha de admitir aquilo.

— Assim que você acordou do coma Jay me ameaçou — admitiu Tae, parecendo envergonhado. — Por ser influente ele disse que poderia induzir o reitor a me expulsar da faculdade. Eu fiquei com medo. Tenho dois pais velhos para sustentar. Não podia me dar ao luxo de arriscar o futuro dos dois — uma lágrima solitária escorreu pela bochecha do mais velho. 

A loira acariciou o rosto do amigo e o abraçou, compreensiva. Ela sentia raiva de Jay, e como sentia, mas o melhor amigo não tinha culpa de nada. Tae afundou o nariz do pescoço da amiga e se recompôs. 

— Bem, o meu caso é mais simples — BM começou. — O que você pensaria de um desconhecido dizendo que é apaixonado por você? Eu seria chamado de louco!

— Você não é desconhecido — Jiwoo disse de maneira sensual. Mudando drasticamente de assunto ela perguntou de maneira fria: — E por que você estava beijando Chaeyoung? — um “xi” foi dito por Tae.

— Aquela garota é louca! Ela veio me agarrando e...

— E você correspondeu?

— Eu nem tive tempo pra isso! Você já chegou brigando comigo!

— Chaeyoung possui um histórico de beijar professores. Já foi expulsa de três colégios, e agora esse foi o quarto — disse Minhyuk se divertindo com a cena de ciúmes do casal. 

— É verdade? — Jiwoo questionou, mais “mansa”. 

— É sim — Minhyuk concordou. — Vamos embora Tae. Deixe o casal sozinho para que se resolverem — J.Seph se levantou e seguiu Minhyuk para a cozinha, deixando Jiwoo e BM a sós. 

Borboletas apareceram no estômago da loira assim que o rapaz aproximou-se dela. Uma das mãos tocaram o seu rosto e a outra desceu até sua cintura. Os lábios dele tocaram os seus de maneira terna e apaixonada. Aquilo bastou para o coração disparar.

— Você me perdoa por ter ido embora? Me perdoa por ter omitido tanta coisa de você? Me perdoa? — pediu ele. 

— Nós ficamos muito tempo afastados. Eu seria uma idiota se nos mantivesse separados por orgulho — os dois sorriram juntos e os lábios voltaram a se tocar. 

Aquele parecia o fim de sua história, mas, na verdade, era só o começo.

 

Matthew nunca poderia agradecer Somin o suficiente por ter aparecido justo naquele momento e mudado sua vida novamente. Mesmo com o passado turbulento, foi graças à ela que Jiwoo deixara o esquecimento para trás e estava ali, em seus braços. 

Agora o esquecimento afetaria apenas as más lembranças porque as boas estavam gravadas em seus corações. 

Jiwoo tomou um banho quente no apartamento dos meninos, já que não tinha nenhum outro lugar para ficar. No momento de pedir abrigo para Minhyuk o mesmo a olhou de maneira maliciosa e aceitou com uma condição: que ela ficasse no quarto de BM. 

Os dois engasgaram com a proposta mas, Jiwoo não voltaria tão cedo para o apartamento dos pais pois com certeza o senhor Jeon a trucidaria por “desperdiçar um bom partido”, no caso Jay. Também não poderia voltar para o antigo apartamento pois a pessoa que ela queria ignorar pelo resto da vida estava lá. 

O jeito foi aceitar ficar ali com Matthew. Não que isso fosse um sacrifício.

Vestiu um short curto e uma camisa branca gigante que cobria até metade de suas coxas. Um pouco nervosa Jiwoo entrou no quarto indicado, varrendo todo o lugar com os olhos. BM estava sem camisa, vestindo apenas uma bermuda preta com elástico na cintura. 

A loira se arrependeu imediatamente de não ter colocado uma camisola ou um pijama mais bonito. No mesmo instante o rapaz se virou, capturando uma cena da moça encabulada encostada ao batente da porta. 

Sorrindo de orelha a orelha o rapaz a puxou pela cintura e fechou a porta atrás dos dois. Encostou as costas dela na madeira e se aproximou grudando seus corpos. 

— Estou tão feliz por ter você aqui — sussurrou BM perto do ouvido de Jiwoo, provocando arrepios por todo o corpo dela. As mãos seguraram sua cintura e a boca desceu pela extensão de seu pescoço, beijando e sugando a pele sensível. 
Algo inflamou dentro do peito de Jiwoo. Suas mãos imediatamente seguraram a nuca do rapaz e tombou a cabeça para o lado direito, expondo todo o lado esquerdo do seu pescoço para que Matthew o beijasse como quisesse. 

— Eu estou feliz por ter me lembrado de tudo — suspirou a loira, extasiada pelos lábios do rapaz em sua pele sensível. — Preciso pedir desculpas por ter sido tão ignorante com você ontem. Eu nem esperei o que você tinha a me dizer — desculpou-se Jiwoo. Matthew separou seus lábios da curva do pescoço e encarou os olhos da garota. Ela quase soltou um muxoxo de descontentamento quando ele parou de beijá-la. 

— Vamos esquecer das coisas ruins do nosso passado. Mantenhamos só nossas boas memórias e a partir daí podemos começar nossa nova história — a voz grave dele tornava tudo mais marcante. Aquelas palavras tocaram o coração da loira. 

Vendo os olhos de Jiwoo brilhando de emoção Matthew cobriu sua boca com a dele. Tudo começou carinhosamente, um beijo casto e calmo, mas, à medida que os lábios se moviam, as mãos tornaram-se mais ousadas e os dois cada vez mais necessitados. 
BM levou Jiwoo para a cama e deitou com seu corpo entre as pernas dela. Suas mãos curiosas acariciavam as coxas dela, os dedos agraciados pela carne macia. A loira arranhava levemente o peito e a barriga definidos do homem, sentindo-se úmida pelo simples fato de tê-lo ali entre suas pernas. 

O beijo continuava ardente. Na verdade, ele só ficava mais quente. 

Os dois estavam sedentos pelo outro. Mesmo que se beijassem e se tocassem com luxúria a saudade dentro dos dois só fazia crescer.

Aquilo não estava sanando todo o desejo entre os dois, na verdade ele só aumentava. 

Atrevido, Matthew puxou a barra da camiseta de Jiwoo para cima, deixando-a seminua. Ao ver os seios dela saltarem para fora, ele sorriu. 

— Hm... Você está sem sutiã... — comentou o rapaz bastante satisfeito. Jiwoo corou, imaginando que ele acharia que ela havia premeditado toda aquela situação. 

— É desconfortável dormir quando se está usando um — a moça defendeu-se. BM soltou uma risada maliciosa.

— Nós não vamos dormir agora, meu bem — e outro beijo foi iniciado. 

Os dois acabaram despidos, se tocando, se excitando. 

Ainda era vergonhoso para Jiwoo ficar nua para Matthew com seu corpo mirrado, enquanto ele tinha um corpo invejável que poderia fazer qualquer mulher pecar. Porém BM não parecia se importar com aquilo, na verdade, ele amava cada pedaço do corpo da loira. E não era só o corpo, ele amava cada característica que a compunha. 

Ele a amava

Amava como nunca amou ninguém. Cada perfeição e imperfeição. Cada detalhe. Cada hábito. Cada traço. Ele amava tudo nela. 

Naquele momento os dois estavam se amando. Não era apenas sexo, era uma troca efetiva de amor, carinho, e não algo puramente carnal que visava apenas o clímax dos dois. 

Jiwoo tampou a boca quando um gemido quis escapulir por entre os lábios. Matthew era muito bom no que fazia e, por isso, o baixo ventre da garota ameaçava explodir de tanto prazer. O vai-e-vem da cama acompanhava os movimentos do mais velho enquanto os únicos ruídos a serem ouvidos naquela noite eram os gemidos e suspiros do casal. 

Aquela noite possuía algo muito mais forte que apenas tesão. Aquela noite serviu para ligar duas pessoas, não de maneira física e sim etérea, de maneira que nunca mais se separassem. 


 

Lethe do grego Lete significa “esquecimento”. Na mitologia grega o Rio Lete era o rio do esquecimento que percorria os Campos Elíseos, ou o Paraíso, e suas águas eram ingeridas apenas pelas almas que desejavam reencarnar e esquecer todo seu passado. 

Eu, Vitória,  sou uma amante de mitologia grega e como não conseguia decidir um nome legal para a fanfic decidi colocar esse que, na minha cabeça, possui algo em comum com o enredo.

Deixe-me explicar meu raciocínio: para superar seu amor por BM, Jiwoo precisava esquecê-lo e isso acontece de uma maneira um pouco mais brutal: o “Lethe” dela vem através de um acidente e assim nossa ex-loira começa uma vida nova ignorante da anterior. Mas o amor dela e de BM foram capazes de superar, felizmente.
 



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