História Lets find a home for Adam - Capítulo 27


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Magia, Mistério, Romance
Exibições 18
Palavras 2.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desenho feito por @ eu mesmo, o autor XD

Capítulo 27 - Pontos de Vista (Parte 2)


Fanfic / Fanfiction Lets find a home for Adam - Capítulo 27 - Pontos de Vista (Parte 2)

- Seu nome por favor, senhor. - O homem na portaria pediu com um tom de voz que me pareceu extremamente entediado.

- Ahn… Connor White. - Respondi. - Viemos para a festa dos…

- Uhum… Sim, eles estão esperando. - Ele disse sem ao menos desviar os olhos da pequena televisão que ficava quase perdida no meio da papelada. Um jogo de futebol qualquer passava na tela cheia de estática.

- Obrigado. - Eu disse, fechando a janela da caminhonete que eu dirigia, convenientemente “roubada” da minha mãe, e arrancando em direção a casa dos gêmeos. Ao meu lado, Adam soltou um longo suspiro. - Como você tá se sentindo?

- Eu só quero que acabe logo… - Ele me respondeu, esfregando os olhos nas mãos.

- E nós nem entramos ainda… - Murmurei, estacionando a caminhonete num espaço destinado a visitantes. Foi difícil achar uma vaga, e a música já podia ser ouvida ao longe, junto com um barulho indefinido de várias vozes soando ao mesmo tempo. Adam também percebeu, e se encolheu ao sair do carro. Eu coloquei a mão em seu ombro. - Não se preocupe, a gente vai terminar tudo isso bem rápido.

- De qualquer forma, eu fico feliz em ajudar. - O moreno sorriu, e eu não pude deixar de sorrir de volta. - Vamos logo antes que eu fuja de uma vez.

- Como você faria isso? Você não sabe dirigir. - Eu ri enquanto caminhávamos até a casa.

- Eu ia tentar a sorte…

- E destruir mais um carro da minha família? Nossa, obrigado mesmo, era tudo o que eu precisava. - Parei, e nos encaramos em silêncio por alguns segundos antes de começarmos a rir. - O universo deve ter alguma coisa contra mim, sério.

Ficamos em silêncio depois disso, um silêncio preenchido pelo toque das nossas mãos, uma coisa leve e praticamente escondida. As vezes nos aproximávamos, encostando nossos ombros. Acho que nós dois estaríamos indo mais longe, se pudéssemos.

Paramos na entrada da casa, a batida alta da música chegando nitidamente aos nossos ouvidos agora. Adam se afastou um pouco de mim, e eu estava prestes a tocar a campainha quando Melissa simplesmente abriu a porta. Atrás dela, era possível ver a casa lotada de pessoas bebendo naqueles copos de plástico vermelhos, dançando e conversando sob a meia luz proporcionada por abajures de lâmpadas coloridas e luzes de LED.

- Vocês realmente vieram… - Ela soltou um sorriso de canto, enquanto encarava Adam, mexendo nos cabelos numa tentativa falha de sensualizar. Enquanto isso, o moreno parecia concentrado demais em olhar para o chão para prestar atenção em qualquer outra coisa.

“Se fosse eu fazendo isso, ele olhava na hora” pensei. E depois me senti uma criança de doze anos por pensar nisso.

Ernest surgiu atrás de Melissa, com um sorriso que eu só posso descrever como nojento. A garota se afastou para dar espaço ao irmão, e se escorou levemente em Adam. Ele simplesmente deu um passo pra trás e continuou encarando o chão.

- Finalmente vocês chegaram! - Ernest encarou Melissa. - Por que você tá segurando eles na porta? Vamos entrar.

Caminhamos lentamente pela sala da casa. Eu vi vários conhecidos, muitos deles encarando para depois ir cochichar com a pessoa que estava do seu lado. Maldita cidade pequena cheia de ricos metidos a besta. Mesmo assim, eu não era a grande atração, e sim Adam. Praticamente todos os olhares da sala tinham se voltado para o moreno, que simplesmente despontava acima da multidão. Eu conseguia perceber ele tentando se encolher. A vontade de levá-lo para longe dali começou a crescer, junto com a vontade de abraçá-lo. Tive que me segurar. Se eu fizesse qualquer movimento mal calculado, as coisas podiam ficar bem piores.

Melissa guiou nós dois até um sofá e sentou entre mim e Adam, que estava com a aparência cada vez mais pálida.

- Então… Seu nome é Adam né? - A garota disse com uma voz manhosa. - Você é de onde? Como conheceu Connor? É solteiro?

O moreno começou a batucar no próprio joelho e continuou encarando o chão. Parecia extremamente concentrado em formular uma resposta.

- Melissa, se você está tentando dar em cima dele, tá fazendo um ótimo trabalho… Tipo, ser invasiva com as pessoas deve funcionar bastante. - Eu disse, ríspido. A garota me encarou boquiaberta.

- Nossa Connor, você sempre foi cínico assim? - Ela soltou um riso irônico. - Eu só consigo me perguntar como foi que eu já gostei de…

- Vocês realmente vão ficar aí sentados? Vamos, se divirtam, é uma festa! - Ernest apareceu, interrompendo a irmã. Ele estendeu um copo para Melissa e um para Adam.

- É, na verdade eu… Não… Bebo… - O moreno murmurou enquanto pegava relutantemente o copo.

- Não se preocupe, é só uma bebida fraca… Recreativa. - Melissa sorriu, se jogando ainda mais para cima de Adam.

- Vem comigo Connor, vamos pegar mais umas bebidas pra nós. - Ernest lançou mais um daqueles seus sorrisos amarelos.

Encarei Adam por alguns segundos. Estava relutante em deixá-lo sozinho, mas também sabia que se Ernest queria alguma coisa, ele ia me dizer agora, e esse inferno todo acabaria mais rápido. O moreno assentiu com a cabeça levemente e me lançou um sorriso frouxo, minúsculo.

- Claro. Vamos lá. - Respondi seco, enquanto me levantava.

Eu e Ernest caminhamos em silêncio até a cozinha. Lá, a música estava mais abafada. Estávamos sozinhos.

- Ainda não entendi o que você ganha com a gente aqui, Ernie. - Eu disse, com raiva.

- Eu não posso querer ter meu querido amigo de infância na minha festa? - Ele sorriu outra vez.

- Ah, por favor, eu conheço você. - Esbravejei. - Eu conheço as suas “festinhas”. Lembra daquela vez que vocês simplesmente embebedaram um garoto e penduraram ele numa árvore? Você é doente!

- Essa doeu. - Ele se aproximou do balcão e começou a servir para si mesmo um copo de bebida. - Sinceramente, eu não sei, Connor. As coisas andam tão chatas por aqui. É claro, depois de toda a confusão que rolou antes de você se transferir para aquele internato, qualquer coisa em comparação é uma chatice…

- Parece que você e Melissa nunca vão se esquecer disso... - Murmurei.

- Eu até posso esquecer, mas a Mel? Como você pode esperar que ela esqueça? Ela fez tanto por você, e você simplesmente jogou ela fora. - Ernest sentou-se no balcão, bebericando de leve. - Ela tem estado com cara atrás de cara… E ela realmente gostou do seu amigo… Pena que Mel não é tão perceptiva quanto eu.

“Entra no jogo dele Connor… É só o que você pode fazer.” Pensei, enquanto encarava Ernest com a sobrancelha arqueada, uma expressão de dúvida.

- Primeiro, eu não joguei ela fora. Eu nunca tive nada com ela. E segundo… O que você percebeu que a Melissa deixou escapar?

- Adam é uma grande bicha. - Aquilo foi tão repentino que eu dei um passo pra trás. - Ah, não faz essa cara, você sabe. Aliás, se fosse só olhando pra ele eu jamais teria descoberto. Mas já que vocês dois estão tendo esse caso…

- É sério, de onde você tirou toda essa história? - Soltei um riso irônico, cruzando os braços.

- Eu juntei as pistas… Você nunca traz ninguém pra cá, eu já achei estranho. Mas o jeito que vocês se olham é… Nojento. - Ernest fez uma pausa para tomar mais um gole de bebida. Meu Deus, como eu queria socar aquela cara. - Ainda tem o fato de que ele está usando as suas roupas e tem um chupão gigante e recente no pescoço, então, a não ser que ele tenha transado com um fantasma, Connor, meu amigo…

- Não sou seu amigo. - Eu praticamente cuspi as palavras. - E você é… Bizarro! Cara, você é obcecado por mim ou algo assim?

- Então você não nega, hein? - Ele riu sarcasticamente, desviando da minha pergunta. - Eu não devia me surpreender, dizem que esse tipo de coisa corre na família né? Depois daquela sua “irmã” sapatão…

- Se você falar assim do meu irmão de novo, eu juro que eu vou…

- Vai o que? Me bater? Descer ao meu nível? O que você poderia fazer contra mim? - Ernest riu outra vez, me encarando maliciosamente. Ele achava que tudo aquilo era um jogo, e que ele estava ganhando.

Me afastando dele, comecei a rir, rir de cansaço. Aquela situação toda era tão ridícula, tão impossível, e eu estava de saco cheio do joguinho de Ernest.

- É sério isso? Ernie, qual o seu problema? Você acha que vive numa série colegial adolescente ou algo assim? Isso aqui não é “Mean Girls” cara! - Eu ri quando seus olhos se arregalaram. - Você é uma criança mimada. A vida não é simplesmente chantagear os outros e sair impune. E olha, eu sinceramente nunca vou entender por que você faz essas coisas com as pessoas, okay? Só cresce, por favor.

Ernest e eu nos encaramos por alguns segundos, e ele suspirou antes de começar a falar.

- Foi por causa da Melissa. - Nesse momento, ele começou a soar como o Ernest que eu conhecia quando éramos mais novos. - Cara, ela ficou tão arrasada… Eu só queria, sei lá, me vingar de você? Eu já nem sei mais. - Esfregou as mãos no rosto e bebeu mais um gole. - O resto das… Brincadeiras? Essas festas? Todas essas merdas que eu faço? Talvez você esteja certo…

Tive que encarar Ernest por mais alguns segundos.

- Um copo da tal bebida recreativa e você já tá abrindo seu coração assim? Nossa.

- Bebida recreativa? - Ele riu, e agora era perceptível que ele estava alterado. - Isso é vodka.

Um sentimento estranho tomou conta de mim, e comecei a ficar preocupado com Adam.

- Pois é… Então, eu vou embora agora. - Disse, me afastando. Ernest tentou fazer com que eu ficasse mais, mas eu o ignorei.

Quando encontrei Adam, ele ainda estava sentado no sofá, com o braço em volta dos ombros de Melissa, que tinha passado a mão pela sua cintura. Ele estava usando seus poderes para fazer um copo de bebida flutuar na palma da sua mão.

- Você é realmente talentoso com esse negócio de mágica! - Melissa riu, se agarrando ainda mais no moreno.

- É, digamos que é um dom… - Ele respondeu com a fala arrastada. Estava visivelmente bêbado, mas a garota não parecia ligar.

- Adam, você tá bem? - Perguntei, interrompendo a conversa dos dois.

- Oi, raio de sol! - Ele sorriu quando me viu.

- É, raio de sol… Hora de irmos embora. - Respondi, tocando em seu ombro. Melissa protestou.

- A gente está se divertindo aqui, Connor! Você é tão estraga prazeres.

- Melissa, você deixou ele completamente embriagado. Adam precisa ir pra casa.

- Eu não tô bêbado. - Ele protestou enquanto eu o erguia do sofá. Estava cambaleando tanto que eu tive que passar seu braço pelos meus ombros e meio que carregá-lo.

- Claro que não… - Respondi.

Melissa pegou o outro braço de Adam e começou a me ajudar, em silêncio. Levá-lo para fora foi difícil, mas nós conseguimos colocar o moreno no carro sem grandes problemas.

- Você chega a ser mais inacreditável que o Ernest… - Eu murmurei logo depois de fechar a porta do banco do carona.

- É, isso tudo… Não foi legal. - Ela respondeu, sentando na mureta de um canteiro de flores. - É que o Adam parecia tão desinteressado… Acho que foi graças a você que eu tenho esses problemas com rejeição.

- Até quando você vai ficar nessa história? - Suspirei, me escorando no capô do carro. - Melissa, você era minha melhor amiga. Eu não queria nada mais que isso, só…

- Eu entendo que você se sentisse assim quando eu era aquela nerd zoada, mas depois… Eu mudei por você! - Ela escondeu o rosto nas mãos.

- Mel… Você realmente acha que eu ligava pra sua aparência? Você sabe que eu sempre te achei linda. Eu não queria ver você sofrendo, mas…

- Quer saber? Não quero ouvir você tendo pena de mim. - Ela se levantou bruscamente. - Eu já estava me sentindo mal por não ter dado uns beijos no seu amigo…

- É porque eu sou muito gay. - Adam anunciou de repente, botando a cabeça pra fora da janela. - Não é mesmo, raio de sol?

Melissa desviou seu olhar para mim, boquiaberta.

- Okay, definitivamente hora de ir embora. - Murmurei, um pouco constrangido, enquanto entrava no carro. - Ah, e Mel… Você não é assim. Você não é como o seu irmão. Fica de olho nele, porque ele pode acabar se dando muito mal com essas festas.

Ela simplesmente me encarou com um olhar contemplativo, enquanto eu dirigia para casa o mais rápido possível.

Eu nem sabia mais dizer se Adam estava acordado ou dormindo. Com esforço, eu o levei pra dentro de casa. Quando estávamos entrando, ele vomitou nos arbustos que rodeavam a porta.

- Merda, desculpa… - Ele murmurou.

- Tudo bem… Você devia ter feito isso nas begônias da minha mãe. - Eu sorri de canto, enquanto tentava levá-lo para o segundo andar.

Praticamente tive que arrastá-lo até o banheiro. Liguei o chuveiro e tirei as roupas dele calmamente. Acho que ele tentou me beijar três vezes no processo, mas eu recusei todas elas. Adam não estava nas melhores condições pra esse tipo de coisa, e eu não queria que ele fizesse algo que fosse se arrepender depois. Deixei o moreno sentado no chuveiro por alguns minutos. Ele simplesmente ficou lá, de cabeça baixa.

Acho que levou mais de meia hora até que Adam estivesse limpo, vestido e debaixo das cobertas.

- Okay, eu vou pro meu quarto. - Avisei. - Se precisar de algo, me chama.

- Fica um pouco por favor. - Ele disse, agarrando meu pulso.

Me deitei do lado dele, e passei a mão por seus cabelos.

- Eu sei que eu prometi que não ia te deixar sozinho naquela festa… Me desculpe por essa merda toda...

Mas a única resposta que eu tive foi sua respiração ritmada. Ele finalmente tinha caído no sono.


Notas Finais


OI TUDO BOM
Seguinte, eu sei que eu disse que ia voltar pro ritmo normal já faz um mês, mas daí eu entrei em semana de provas. De qualquer forma, agora que elas acabaram, eu tenho tempo livre pra escrever.
"Ah, ele tá dizendo isso, mas o próximo capítulo só vai sair daqui a um mês..."
NÃO
Ele vai sair amanhã! \o/ É praticamente um double update \o/
De qualquer forma, espero que tenham gostado do capítulo gigante, e do desenho que eu fiz, e sei lá, da história... É, é isso aí.


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