História Lets find a home for Adam - Capítulo 28


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Magia, Mistério, Romance
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Palavras 1.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 28 - Ressaca


Quando eu acordei, minha boca estava completamente seca. Sentia meus braços e pernas pesarem como pedras, e parecia que eu tinha batido com a cabeça numa parede repetidas vezes.

“Caralho, o que aconteceu ontem?”

Eu lembrava da festa. Lembrava das pessoas me encarando, de Melissa se esfregando em mim, daquela bebida toda… E depois disso, era tudo vago.

Não sei se foi a ansiedade ou o resto do álcool no meu organismo, mas eu me levantei da cama desajeitadamente e corri até o banheiro, onde eu praticamente me joguei no chão, tentando me apoiar na borda da privada. Foi nessa situação um tanto constrangedora que Connor me encontrou.

Ele não disse uma palavra, apenas ajudou a me limpar. Cambaleei de volta pra cama, com a ajuda dele.

- Como você se sente? - O loiro perguntou, com um ar preocupado.

- Como se um caminhão tivesse passado por cima da minha cabeça. - Eu gemi, me enrolando nas cobertas.

- Posso te trazer algumas aspirinas… - Ele começou a murmurar, hesitante.

- Não, eu só preciso descansar. - Grunhi, soando um pouco mais irritado do que realmente estava. Connor se afastou. - Desculpe… - Eu disse, me virando em sua direção. - Eu só tô muito cansado.

- Tá tudo bem, sério. - Ele sorriu. - Só to preocupado… De qualquer forma, você pode descansar um pouco e mais tarde a gente pode sair, ir para o cinema talvez… Ah, e tem aquele show que eu comentei ontem e…

Connor parecia cada vez mais animado, mas a ideia de sair da cama me parecia simplesmente absurda. Só de pensar em levantar, minha cabeça começava a latejar ainda mais.

- Hey, eu… Não quero estragar suas férias, mas… - Comecei, minha voz saindo extremamente rouca. O sorriso do loiro desapareceu. - Eu não tô exatamente no clima pra sair hoje. - Ficamos em silêncio. - Você devia ir se divertir, eu não… Não me importo de ficar sozinho.

Connor me encarou com um olhar que beirava entre o triste e o preocupado. Em silêncio ele passou a mão pelos meus cabelos e sussurrou algo como “Está bem. Eu volto logo.” Depois saiu do quarto, fechando a porta suavemente.

Abracei a mim mesmo no escuro, e senti vontade de chorar. Mesmo assim, nenhuma lágrima saiu. Minha cabeça ainda estava pulsando graças à dor, e mesmo sendo um dia quente e eu estando debaixo das cobertas, meu corpo tremia. Nem ao menos tentei dormir, porque sabia que seria em vão.

Eu me sentia solitário, mesmo tendo dito para Connor que tudo estava bem. Só não queria ser um fardo para ele.

Uma fresta de luz invadiu o quarto de repente.

- Pronto, voltei. - A voz do Loiro anunciou. Eu tirei a cabeça debaixo das cobertas para conseguir vê-lo.

- Quanto tempo você ficou fora? - Perguntei, confuso. Meu senso de tempo devia estar todo estranho.

- Uns… Quarenta minutos? - Ele checou o relógio do celular. - Eu só fui no mercado, então...

- O que você foi fazer no mercado? - Indaguei, sentando na cama.

O loiro pegou uma sacola e começou a despejar o conteúdo em cima da cama.

- Bem, comprei um remédio pra você, umas porcarias, inclusive aquelas balas que você gosta… - Ele me estendeu o pacote. - Sim, eu sei que são as tuas favoritas. Também passei na padaria e comprei algo pra gente tomar café da manhã. - Eu o encarei por alguns segundos, sem palavras. - O que foi? Adam, você realmente achou que eu ia te deixar sozinho e sair pra me divertir?

- Bom, eu…

- Shiu. - O loiro pressionou o dedo indicador contra os meus lábios. - Eu vou pegar água pra você tomar o remédio. Depois a gente decide o que vai fazer.

Fiquei encarando Connor enquanto ele saía do quarto, completamente sem reação.

- Você parece meio pálido. - Ele disse, ao voltar com uma garrafa d'água.

- Eu tô com um pouco de frio, na verdade.

- E eu tenho a solução pra isso! - O loiro anunciou, abrindo o armário e tirando mais um cobertor de lá. Depois, ele se jogou em cima de mim, me enrolando completamente e me abraçando com força. - Pronto! Um rolinho de Adam.

- Você é um amor. - Eu ri, sentindo meu rosto corar.

Connor foi para baixo das cobertas comigo, apoiou minha cabeça em seu peito e começou a acariciar meus cabelos.

- Então, o que você quer fazer? - O loiro sorriu.

No fim, decidimos assistir uma série qualquer. Minha dor de cabeça passou, graças ao remédio, e logo já me sentia muito melhor. Mesmo assim, eu e Connor ficamos assistindo episódio atrás de episódio por um bom tempo.

- Não acredito que a gente assistiu toda a primeira temporada de uma vez só.. - O loiro murmurou enquanto os créditos passavam na tela. Ele se espreguiçou.

- Pois é. - Respondi, me abraçando em sua cintura. - Mas essa série é no máximo boazinha.

- Sim, isso torna a situação toda ainda mais absurda. - Nós rimos. - Você se sente melhor agora?

- Sim… - Respondi. - Eu só tô meio confuso, tipo, sobre ontem… Ah… Sei lá.

- Olha, não aconteceu nada demais. - Connor respondeu. - Quer dizer, você ficou exibindo seus poderes pra Melissa, mas ela achou que era tudo algum tipo de truque de mágica. Você ficou me chamando de…

- … Raio de sol. - Completei, corando. - Nossa, que vergonha.

- É, você estava realmente alterado, Super Adam. - O loiro sorriu. - Tentou pegar na minha bunda várias vezes.

- Ai meu Deus. Me desculpa. - Me escondi debaixo das cobertas, rindo. - Nós não…?

- Não, não fizemos nada. Você realmente queria, mas… Eu tive medo que você pudesse se arrepender de alguma coisa, de qualquer forma. - Connor me abraçou com força.

Silêncio.

- Okay, mas você precisa me explicar uma coisa. - Eu disse, de repente. O loiro acenou afirmativamente com a cabeça, me incitando a continuar. - Qual é a sua história com a Melissa?

- Hum… Ciúmes? - Ele me soltou um sorriso malicioso, e eu devolvi jogando um travesseiro na sua cara. - Nós nunca tivemos nada, na verdade… Quer dizer, eu nunca tive nada. Quando a gente era menor, ela era bastante insegura, as pessoas zoavam ela na escola por causa da aparência. Mesmo assim, eu era amigo do irmão dela, e nós nos aproximamos. Ela era muito diferente, em muitos sentidos…

- Então…?

- Então, um dia ela me convidou para ser o par dela num daqueles bailes de escola. Eu disse que iria com ela, mas como amigo. Eu sei lá, eu simplesmente não via a Mel de outra maneira, entende? - O loiro me encarou, procurando uma espécie de confirmação no meu olhar. Apenas assenti com a cabeça. - Mesmo assim, ela ficou arrasada. Depois disso, vieram as férias e eu não a vi por um tempo. Eu tentei ligar, mas fui completamente ignorado.

- Connor, o arrasador de corações… - Eu ri.

- Nossa, realmente. - O loiro respondeu num tom sarcástico. - Conquistei você sem esforço nenhum.

Eu joguei mais um travesseiro na cara dele.

- Idiota… - Murmurei. - Enfim, o que aconteceu depois? Se você não se importar de contar, claro.

- Nós voltamos de férias, e Melissa estava tipo… Diferente. Tinha mudado as roupas, o cabelo, sei lá. Ela me chamou pra um encontro, e eu… - Connor fez uma pausa dramática. - Bom, eu disse que meus sentimentos não tinham mudado. Aí foi tudo por água abaixo… Ernest começou a me ignorar, e Mel não podia nem olhar na minha cara sem começar a chorar… Ou me xingar. Geralmente os dois.

- Nossa, eu… Sinto muito. - Respondi, passando a mão de leve por suas costas.

- Não, tudo bem. - Connor sorriu. - Meu irmão saiu do armário quase simultaneamente a essa história toda, o que na verdade faz tudo parecer mais confuso. E graças a essa confusão, eu fui mandado para o nosso querido colégio, longe dessa cidade maldita que só tem gente interesseira e hipócrita.

- Então, o fato de você ter nascido aqui te faz um interesseiro e hipócrita? - Perguntei, provocativo. O loiro me empurrou de leve com o ombro e riu.

- Talvez, mas eu sou melhor que a média.

Ele passou novamente a mão pelos meus ombros e beijou a minha testa.

- Sabe… Rever Melissa e Ernest só me fez ficar ainda mais feliz de ter te conhecido.

Eu não sabia o que responder, por isso apenas me aproximei ainda mais. “Obrigado por ter ficado comigo hoje, significa muito pra mim.” Queria ter dito tudo isso, mas as palavras ficaram entaladas na minha garganta.

O interfone tocou de repente.

- Mais amigos de infância? - Perguntei rindo, enquanto Connor se levantava para ir atender.

- Se a gente der sorte, dessa vez é o mecânico. - Ele riu enquanto desaparecia porta afora.

Resolvi trocar de roupa e descer também. Connor estava no lado de fora da casa, do lado de um guincho, conversando com o motorista. Comecei a me aproximar. O mecânico era extremamente jovem, parecia ter a nossa idade.

- Então, eu posso levar o carro para a minha cidade, sabe? Consertar ele na oficina vai ser mais fácil, até porque eu sou só o ajudante e… - Quando me viu, o rapaz parou de falar e simplesmente começou a encarar, boquiaberto. Senti meu coração parar por alguns segundos.

- Vocês… O que tá acontecendo? - Connor acenou para nós, o que pareceu livrar o outro garoto do transe em que se encontrava.

- Eu não… - Ele murmurou. - Você… - Disse, olhando para mim.

- Elliot? - Foi a única palavra que eu consegui pronunciar.  


Notas Finais


EU DISSE QUE IA TER CAPÍTULO HOJE MUAHAHAHA
(Eu to muito feliz porque eu sou o rei da procrastinação, então né).
Espero que estejam gostando da história, e até o próximo capítulo *^*


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