História Lets Not Fall In Love - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Baeri, Bigbang, Gtop, Let's Not Fall In Love, Yaoi
Exibições 157
Palavras 13.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Era para eu ter voltado antes, but, minha net não permitiu.
A história está um pouco cansativa, mas não desistam dela.
Até mais.

Capítulo 25 - Sem você 2


 

DEZEMBRO

 

- Finalmente!!! – Dara gritou quando se sentou junto a outra garota na lanchonete, comemorava a primeira semana do mês de dezembro.

- Fale baixo, Sandara, está assustando os clientes. – Hyeyoon censurou-a, mas a menina nem ligou, estava animada demais para se importar com as reclamações de uma velha como a Hyeyoon.

- Está nervosa por quê, huh? Dongwook não te pegou de jeito nesses últimos dias? – Hyeyoon enrubesceu, não soube o que responder para revidar àquela provocação, tentou balbuciar algumas palavras, mas nada saia de sua boca, o desespero tomou conta de si, era quase palpável. – Acalme-se, unnie, só fiz uma brincadeira. Sei que vocês dois são duas mulas que não desempacam.

- Sandara...

- Desculpem a demora, eu tive que conseguir falar com uns contatos importantes antes de vir.

- Contatos? – Dara se interessou.

- Estava pesquisando algumas coisas sobre o Hong Jun, queria saber sobre coisas recentes. – Falou em tom misterioso para deixar as meninas com curiosidade.

- Como o quê? – Hyeyoon se recuperou da conversa anterior e logo quis saber mais sobre o que o garoto dizia.

- Sobre o que ele anda fazendo, pois está com muito tempo para ficar com o Jiyong, isso é curioso, já que sempre foi bem ocupado.

- O que quer dizer? – As garotas franziram as sobrancelhas e apoiaram os cotovelos em cima da mesa para se aproximarem mais do Dongwook que sentara de frente para elas. – Por favor, Dongwook, fale logo.

- Acalme-se, Dara. – Pediu. – O Hong Jun sempre estava bem acompanhado nas festas que íamos, rodeado de homens e mulheres, fiquei surpreso quando soube que ele era apaixonado pelo Jiyong, até então, ele ficava com várias mulheres, mas depois descobri que ele pegava homens, também, tudo bem. Hong Jun sempre teve uma pequena inveja do Seunghyun, pois o Seunghyun nunca precisou ser um cara que usava drogas e ser cheio de tatuagem para ser popular, sua presença era chamativa de mais para isso.

- Vai direto ao assunto, Dongwook, o que meu irmão tem a ver? – Hyeyoon perguntou já inquieta.

- Seunghyun devia estar de olho no Jiyong antes de tudo com a Dara, e-

- Como chegou nessa conclusão? – Dara não acreditou muito bem naquela ideia.

- O Hong Jun pode ter percebido isso, mas a Dara acabou interferindo e feito com que os dois se adiantassem, o que fez o Hong Jun ficar ainda mais frustrado.

- Está dizendo que o Hong Jun só ficou afim do Jiyong porquê o Seunghyun estava de olho nele? – Sorriu ladino, achava aquilo lorota demais para ouvir pela manhã.

- Sim. – Deu de ombros. – Seria como se ele quisesse ganhar essa. Ele sempre saia perdendo para o Seunghyun, quando teve a oportunidade de chegar primeiro, não conseguiu, mas o Seunghyun se afastou e ele se aproveitou para-

- Não seja estúpido, Dongwook. – Dara ofendeu-o. – Pare de justificar dessa forma, ele não pode simplesmente gostar do Jiyong? Não tente engrandecer o amor do Seunghyun, sinto muito, mas acredito que o Hong Jun seria muito mais corajoso pelo Jiyong, seria capaz de desistir do noivado idiota e ido atrás dele. – Rebateu a todas aquelas balelas que o outro disse.

- Não fale assim, Seunghyun não vive em um mar de flores, eu conversei com ele no mês retrasado, consegui falar bem pouco, mas o pouco foi o suficiente para saber que ele está péssimo.

- Ele voltará esse mês, certo? – Dara intercalou os olhos nos dois ali na mesa.

- Ele não nos responde, desde novembro que não conseguimos falar com meu irmão, isso é tão frustrante, a operação SeungYong não pode chegar ao fim. – Hyeyoon queixou-se.

-Seu irmão é um idiota. – Dara cutucou-a.

- Hong Jun estava envolvido com vendas de entorpecentes, o grupinho dele estava mexendo com coisa grande, de repente, eles sumiram, Hong Jun está vivendo como um abandonado e finge ser o melhor amigo do Jiyong, isso é estranho, muito estranho.

- Jiyong me disse que o Hong Jun está sempre sozinho, chamei ele para sairmos e conversarmos, mas ele disse que tinha que fazer companhia ao Hong Jun. – Dara não estava entendendo muita coisa.

- Sim, Dara, mas eu conheço ele, ele está aprontando alguma coisa. – Dongwook insistiu no assunto.

- Pare, Dongwook, as pessoas podem mudar, ele não pode simplesmente ter se afastado de tudo que era errado para ficar com o Jiyong?

- De qual lado você está, Sandara? – Hyeyoon rosnou, não estava gostando da defesa que a morena fazia, parecia estar contra eles.

- Do lado que não iremos menosprezar o amor de alguém quando tudo mostra que ele está se doando mais que o seu irmão, Hyeyoon. Não iremos medir o amor dos dois, por que não se perguntam como o Jiyong está se sentindo? Por que é sempre Hong Jun ou o Seunghyun? Não pararam para pensar que o Jiyong pode estar com o psicológico muito afetado por conta do Seunghyun? Ele sumiu, porra, não fala nem com vocês, imaginem se ele pensou em mandar uma mensagem dizendo que está vivo ou pedindo desculpas. Hong Jun esteve ao lado do Jiyong nos piores momentos, ele tendo bons sentimentos ou não.

- Mas se o Seunghyun voltar-

- Se? Estamos vivendo do “se” há um bom tempo, eu não quero ser pessimista, mas nosso casal SeungYong está se afastando cada vez mais. Pensamos em várias coisas para juntá-los, mas nenhum colabora, a não ser que quando o Seunghyun voltar para a Coreia, nós sequestremos ele e o Jiyong e obriguemos os dois a ficarem em um quarto pequeno com uma cama de solteiro para que sejam obrigados a ficar bem próximos, se não, o máximo que podemos fazer é tentar conseguir que se encontrem em algum lugar, mas não iremos diminuir o Hong Jun para que o Jiyong fique com o Seunghyun. Num momento como esse, acredito que se falarmos mal dele, o Jiyong irá ficar contra a gente. Hong Jun não é burro.

- Desculpe, Dara, você está certa. Não podemos demonizar o garoto lá, mas podemos nos aproximar daquele amigo do Jiyong, o maior, ele parece servir de boa ajuda para a gente.

- O Taeyang me disse que o Jiyong está bem afastado deles, não sei se ajudará muita coisa por agora.

- Você tem um bom contato com o baixinho? – Dara ficou surpresa, Taeyang tinha um temperamento muito difícil.

- Acabei me aproximando quando o Taeyang estava no hospital com o Jiyong, o baixinho se queixou para mim sobre essa aproximação estranha do Hong Jun, ele não lembra do Hong Jun nas festas que frequentávamos, Taeyang não era da barra pesada, então não conhecia muito bem eles.

- Ele está com ciúmes do Hong Jun, isso é bom. – Hyeyoon observou – Hong Jun não está sabendo jogar, ele conseguiu ter a atenção do Jiyong só para ele, mas o Jiyong vai se sobrecarregar dele, logo vai ficar enjoado.

- Não sei, Hyeyoon, eu só quero que o Seunghyun deixe de ser cabeça dura logo.

- Falando no santo... – Dongwook murmura, as garotas se viram com rapidez para ver quem tinha chegado no estabelecimento, Jiyong aparecia junto com o Hong Jun e a irmã do garoto mais velho.

- A irmã de Hong Jun é muito bonita. – Dara deixa escapar, a modelo era muito atraente, não era atoa que era muito popular, além de ser muito carismática, claro.

- Ele não nos viu, eu vou até lá. – Hyeyoon sussurrou para os dois. – Eu podia dizer que o Seunghyun está voltando, eu adoraria irritar o Hong Jun.

- Não faça isso, deixará o Jiyong aflito. – Dara pediu.

- Mas, Sandara-

- Não, o Hong Jun não precisa disso. Eu vou lá conversar com ele, vocês dois ficam aqui. Sou a menos odiada, Hong Jun odeia vocês. – Foi em direção a mesa dos que tinham acabado de chegar.

- Dara, oi. – Jiyong ficou agitado ao ver a garota ali, de repente, havia começado a fugir de todos que o fizesse lembrar do Seunghyun, não estava pronto para ficar perto da menina outra vez.

- Olá, Jiyonggie. – Acariciou levemente o ombro do mais novo e se sentou sem pedir permissão. – Olá, Teddy. – Sorriu para Hong Jun e desviou o olhar para a irmã dele. – Olá, moça bonita. – Shinhye não teve reação, a moça deixou-a envergonhada.

- Está aqui sozinha, Sandara? – Hong Jun fingiu interesse, não queria a presença dela com eles, o toque dela em Jiyong o causou uma ira descomunal, queria afastar a mão da garota no mesmo instante, mas não podia fazer isso, seria invasivo.

- Estou com amigos, mas, bem, estou com saudade de você, Jiyong, pode sentar um pouquinho com a gente? Por favor! – Abraçou os ombros do menino e pôs um bico nos lábios.

- Sandara, sinto muito, mas minha irmã tirou um tempo só para vê-lo, o Jiyong não pode ficar com você outra hora? – Tentou impedir.

- Eu até tento, mas ele está sempre ocupado com você, o que custa dez minutos? Acredito que ele passou mais tempo com sua irmã do que comigo. – Rebateu ao questionamento infeliz do Hong Jun.

- Dara... Nós nos vemos na escola e-

- Pode ir, Jiyong, não tem problema. – Shinhye quis ser simpática, ficou com medo da outra garota querer falar mais alto e chamar a atenção das pessoas ao redor, não podia esquecer que ela era uma figura pública, ser capa de jornal por um motivo estúpido não estava nos seus planos.

- Mas, Shin-

- Não tem problema, vá – Sorriu calorosamente. Hong Jun não se pronunciou, mas não escondia de ninguém que estava infeliz com a atitude da irmã, Jiyong mal o olhou, assentiu para sua irmã e seguiu para a mesa de Sandara.

- Não era para ter deixado, você viu com quem ela está? – Grunhiu, mas Shinhye não deixou-se abater pelo tom ácido do irmão mais novo.

- Pare de prendê-lo, ele vai cansar de você, acha certo afastá-lo dos amigos? – A garota censurava-o pela milésima vez.

- Eu não estou prendendo-o, só não quero que ele tenha contato com os amigos do Seunghyun, não é bom.

- Não quer que ele fique perto dos amigos do Seunghyun, mas também afasta ele dos outros amigos?

- Não tenho culpa se ganho um combo como presente. – Deu de ombros.

- Isso não é saudável, sabe disso. – Shinhye tentou ser doce ao afirmar o que sempre esteve em sua mente. – Quer aproveitar o vacilo do Choi, aproveite, mas se continuar assim, o Choi vai continuar na sua frente, mesmo tendo feito burrada.

- Pare de falar do Seunghyun, ele não está mais aqui, no entanto, todos continuam falando daquele estúpido. Ele não vai voltar, vai casar com a louca da Hyesun e não voltará, espero que ela engravide de gêmeos e eles vivam felizes para sempre no Japão.

- Não seja bobo, eu ouvi pelos corredores do meu último ensaio fotográfico que a Hyesun está enlouquecendo lá no Japão.

- Gravidez mexe com o psicológico de qualquer um.

- Teddy, prometa que se o Seunghyun voltar, deixará o caminho livre entre ele e o Jiyong!

- Ele não merece o Jiyong. – Teimou em negação. – O Jiyong não deve ficar com ele, já sofreu e está sofrendo bastante, não é melhor cortar todos os sentimentos que ele sente agora do que deixá-lo na esperança de algo impossível?

- Só quero que pare de se fazer de coitadinho para tê-lo ao seu lado. Por favor, não minta.

- Você disse que eu devia me afastar das antigas amizades, que eles não eram boas pessoas. Eu fiz o que pediu, o que mais você quer, Shinhye?

- Que seja mais verdadeiro consigo mesmo.

- Eu quero o Jiyong para mim.

- Mas será que ele quer ser seu?

- Com o tempo ele perceberá que sim. – Disse confiante.

 

- Estávamos com saudades de você, Kwon. – Dongwook enlaçou os ombros do garoto lateralmente. – Achei que não podia mais sair das asas do Teddy. – Jiyong não respondeu, apenas deixou-se aproveitar das carícias que Dongwook fazia em seu ombro.

- Olá, Jiyong. – Hyeyoon acenou para ele, mas não se importou muito com a presença daquela garota, ela lembrava muito o Seunghyun e isso era irritante.

- Estão bem? – Desviou os olhos dos da garota e encarou a Sandara.

- Sim, e você? – Dara empurrou um copo de suco de laranja para ele. – Está tão magrinho.

- Impressão sua, estou bem. – Confirmou sem muita emoção.

- Jiyong... seu olhar está tão estranho, tomou alguma coisa? – Aproximou, preocupada.

- Estou bem, Dara. – Tirou a mão da garota que insistia em tocar o seu rosto. – Queria conversar comigo, não queria? Pode falar.

- Estávamos querendo saber as novidades.

- Novidades? – Arqueou a sobrancelha ao tom da garota. Hyeyoon não se deixou afetar pelo olhar, continuou da mesma forma. – A única novidade que tenho é que mudei a cor do meu cabelo para rosa, mas isso é bem notório, imagino.

- Essa sua aproximação com o Teddy faz com que nos afastemos, Jiyong. – Dongwook resmungou.

- Não penso assim, aliás, não tenho nada a ver com a discussão entre vocês dois, se não se aproxima de mim, por causa dele, é porque não quer se aproximar de verdade, Dongwook, mas não quero que pense muito nisso, não somos amigos, nunca fomos, por favor, não force a barra, o Hong Jun não tem culpa de nada. – As meninas se entreolharam, não acharam que ele iria ser tão grosso apenas com o comentário do Dongwook.

- Achei que estivéssemos mais próximos depois de tudo, mas vejo que não sou importante para você. – Dongwook tentou usar sentimentalismo barato para comover o garoto e funcionou, Jiyong não teve como responder, pensou no outro o consolando meses atrás e sentiu-se culpado, era Dongwook em sua frente, não o Seunghyun, ele não tinha culpa do que tinha ocorrido.

- Espero que possamos nos encontrar na universidade, Dongwook, começar de forma diferente, tentar nos aproximar de outro jeito, sem ter um intermediador entre nós, lá, poderemos tentar ser amigos. – Encaravam-se como se não houvesse outras pessoas na mesa. Jiyong sentiu vontade de chorar, quis abraçar o Dongwook em pedido de desculpas, mas não podia deixar se abater naquele momento, não iria deixar cair mais lágrimas envolvendo o Seunghyun. Esse inútil estava fazendo todos sofrerem com seu sumiço, Dongwook era o que mais havia corrido atrás do amigo, mas não conseguira nada produtivo, Jiyong se colocou no lugar dele, ficaria louco se Taeyang ou o Daesung sumisse do nada e o abandonasse. De repente, o encontro dias atrás com o amigo mais velho veio à cabeça, Taeyang havia pedido por atenção e ele o renegou, estava fazendo o mesmo que o Seunghyun, abandonara todos que o amavam de forma estúpida e ignorante. Estava agindo como uma criança, tinha que fazer alguma coisa, ou perderia seus amigos por seu tamanho egoísmo em enfiar-se em uma bolha achando que seu sofrimento fosse maior que o sofrimento dos outros. – Eu... – Balbuciou, mas falhou em continuar, as meninas estavam com os olhos presos em si, o que deixava-o ainda mais nervoso. – Eu... sinto muito, Dongwook. – Prendeu o lábio inferior com os dentes. – Me ajuda? – O mais velho ficou surpreso com aquele pedido, não sabia o que dizer, tão pouco o que aquilo queria dizer.

- Sim, mas com o quê? – Devolveu a pergunta com muita curiosidade e expectativa.

- Me dê uma carona, por favor. – Implorou e ergueu seu corpo do estofado em que estava sentado.

- Claro. – Aceitou sem mais perguntas – Meninas, nos vemos mais tarde. – Foi em passos largos atrás de Jiyong que correu para fora da lanchonete. – Onde quer ir?

- Para a casa do Taeyang, por favor!

 

 

(...)

 

 

- Eu desisto, desisto de conversar com você, Seunghyun! – Hyesun gritou e os empregados saíram da casa, sabiam que iria começar mais uma briga.

- Fico feliz, pois, se não percebeu, só você que fala nessas nossas conversas. – Largou a garrafa de vinho de lado. – Como consegue, Hyesun? Tão sem atrações, não consigo ter nenhum pensamento impuro com você, tão sem graça. Já teve algum namorado? Ele devia ser muito frustrado, você não é excitante.

- Cala a boca, seu bêbado, estúpido e ignorante. – Berrou jogando um jarro de porcelana no chão. – Me menosprezar irá te deixar mais feliz? Eu estou cansada de ver você colocando minha moral no chão.

- Eu não falaria com você, mas insiste em chegar sempre gritando comigo, qual o seu problema, garota?

- Meu problema é viver sendo alvo de piadinhas na escola, pois meu noivo vive se engraçando para o lado de outras garotas.

- Mas que diabos, eu não aguento mais você falando disso, é sempre a mesma coisa, não cansa?

- É sempre a mesma coisa, mas você não se posiciona, não confirma, mas, também, não nega.

- O que espera que eu diga? – Cruzou os braços já bem perto da morena.

- Que irá parar com tudo isso. – Começou a chorar em frente ao homem, este que não se comoveu, continuou impaciente.

- Eu não vou parar algo que nem comecei, eu mal vou para as aulas, nem sei do que tanto você andou falando nas últimas semanas, pare com essa neurose de eu estar te traindo, primeiro que não temos nada, segundo que na merda em que estou, não conseguiria transar com alguém. – Confessou, a menor parou de chorar e pousou seus olhos nele, fitava-o, relutante, por cima dos cílios, ele não mudava de expressão, continuava frígido.

- Você está mentindo, eu te conheço, não pense que mentir me deixará menos nervosa, você só serve para irritar os outros, quando não está nos preocupando, está deixando seu avô doente, ele está muito mal, desde aquela falta de ar que o atacou após brigar com você. Pense um pouco, Seunghyun, só está fodendo tudo.

- Eu não estou pedindo sua opinião para nada, não estou mentindo, acredite se quiser. – Disse, impaciente. – Onde está o Simon? – Estava procurando o homem desde que chegara, mas teve o desprazer de encontrá-la primeiro.

- O que tanto conversa com o Simon? – Retrucou não muito feliz. – Ele trabalha, não o faça perder o emprego, tem três dias que você não aparece na empresa, pare de beber e vá trabalhar. – Ordenou.

- Pare de se intrometer na minha vida, vadia. – Empurrou a mulher para passar.

- Eu odeio você, Seunghyun. Vamos casar e viver um verdadeiro inferno.

- Quem quer casar é você, se prepare para uma amostra grátis do inferno. – Deixou-a resmungando sozinha.

- Mas que diabos, está ficando cada vez pior. – Bagunçou os cabelos sem querer quebrar mais nada daquela casa.

 

 

(...)

 

 

- Jiyong, está acontecendo alguma coisa? – Dongwook não entendia o desespero do menor, mas, assim que parou o carro, o outro correu para fora e começou a dar batidas frenéticas na porta da casa do amigo mais velho.

- Ele não me atende. – Afirmou assim que o Dongwook chegou ao seu alcance. – Ele não está me atendendo.

- Fique calmo, o Taeyang deve estar vindo, aguarde.

- Ele está demorando muito. – Fungou, no entanto, recompôs-se assim que o trinco da porta tilintou. – Sol – Abraçou o amigo quando ele se fez presente. Taeyang não entendeu muito bem o que estava acontecendo, tanto que nem conseguiu devolver o abraço de imediato, seu rosto sonolento indicava que estava dormindo, encontrava-se sem camisa, o corpo estava quente por conta das cobertas; Jiyong encaixou seu rosto na curva do pescoço do menor e aspirou o cheiro dele, apertou ainda mais o abraço e deixou um selar na pele do amigo. Taeyang encarou o Dongwook um pouco atônito, não sabia o que dizer, esperava que o outro desse alguma resposta, mas ele estava ainda mais confuso. – Sinto muito, Tae. Sinto muito, mesmo. Eu estava sendo tão egoísta ao deixá-lo de lado, você é meu melhor amigo, eu não posso te ignorar.

- Está tudo bem, Ji. – Afastou o mais novo. – Você precisava de um tempo para pensar melhor e saber que não deve estar tão apegado ao Teddy da maneira que está. – Jiyong franziu o cenho com aquele comentário.

- O Hong Jun não tem nada a ver, por que insistem em culpá-lo por tudo? – Deu um empurrão de leve no peito do amigo. – Eu não queria me afastar de vocês, mas acabou acontecendo, eu precisava de um tempo, mas continuam a dizer que devo me afastar do Hong Jun, ele me faz bem, por que não entendem isso? Por que só pensam em vocês? – Emburrou-se.

- Porque você está bebendo e fumando, coisa que nunca foi de fazer, vai em festas movimentadas, caralho, você nunca gostou de festas. – Segurou os ombros do felino e o fitou nos olhos – Eu só quero o antigo Jiyong de volta.

- Entenda que ele não existe mais. – Desvencilhou-se do toque. – A cada dia que passa, é um Jiyong diferente, estou em constante mudança, qual o problema com bebidas e cigarros? Você bebe.

- Mas eu não fumo, isso fode com seu pulmão, pare. – Mandou grossamente.

- Não. – Fez careta só de pensar em obedecer o amigo. – Eu estou bem assim, por favor, pare de querer mandar em mim, não sou mais uma criança.

- Mas está parecendo. – Taeyang segurou firme em seu pulso e o arrastou para dentro de casa. – Venha, Dongwook. – Chamou o outro que assistia toda cena um pouco mais distante, havia se afastado quando começaram a aumentar o tom de voz. – Isso está te dando um prazer momentâneo, não é como se você fumasse ou bebesse porque estava acostumado a fazer isso, porque, até onde sei, não tinha vontade, você nunca teve antes, por que agora?

- O Hong Jun não me julga, ele aceita minhas decisões, por que não faz o mesmo? – Indagou, seu melhor amigo não o apoiava em nada que queria fazer.

- Não se apoie no Teddy, ele nunca será o Seunghyun, por mais babaca que ele invente de ser, nunca vai ser como o babaca do Seunghyun. – Sentou o Jiyong em seu sofá, cruzou os braços e começou a repreendê-lo enquanto andava em círculos em frente ao amigo. – Não o use, Jiyong. Você tem que entender que mudar sua vida não vai fazer com que esqueça do Seunghyun mais rápido.

- Eu não estou mudando nada para esquecê-lo. – Gritou, os olhos desviaram para o Dongwook rapidamente, estava envergonhado de falar do Seunghyun na frente dele.

- Não caia em uma depressão, Jiyong. Seus pais estão muito preocupados, você só mantém contato com o filho da puta do Hong Jun, esse desgraçado não responde minhas mensagens quando pergunto de você, ele está fazendo a sua cabeça, aceite isso de uma vez por todas. Passar o dia inteiro ao lado de um cara que te faz beber e fumar o tempo todo não é o que eu penso de boa decisão para sua vida.

- Eu não bebo e fumo o tempo todo, hyung. – Tentou se defender. – Por favor, hyung, pare – Chorou, não sabia o motivo das lágrimas, mas essas caiam em grande quantidade, odiava estar sendo tratado dessa forma. – Eu não quero continuar assim, todos brigam comigo, todos vivem me mandando afastar do Hong Jun, parem, parem de pedir isso, ele é o único que não fala do Seunghyun. Vocês continuam a citar o nome dele, eu vivo como se não fizesse outra coisa a não ser viver para o Seunghyun, parem com tudo isso. O Hong Jun precisa de mim, ele me liga quando está sozinho, a Shinhye está tão feliz com a nossa amizade, ele está se tornando uma pessoa melhor. Eu quero ajudá-lo. Eu deixei todo o meu orgulho para trás no mês passado, em um momento de estupidez, talvez pelo álcool, sei lá, eu mandei uma mensagem de feliz aniversário para o estúpido do Seunghyun. Ele não se importou comigo, nem para finalizar oficialmente o que achei que tínhamos, mas eu não quis deixá-lo passar o aniversário sem meus parabéns, eu acredito que ele pode não ter lido minha mensagem, mas, eu li várias e várias vezes aquelas palavras de um idiota apaixonado que enviei pela madrugada. Taeyang, eu desisti, não quero mais ter esperanças, só quero que aceitem meu posicionamento e não fiquem falando o nome dele a todo momento, se continuarem, serei obrigado a me afastar de todos. Hong Jun faz parte dos meus planos para o futuro, aceitem isso.

- Jiyong, o Hong Jun é um usuário de drogas, sem esquecer que ele é contrabandista. – Dongwook se intrometeu.

- Eu sei, ele me disse, mas quando estamos juntos... ele não faz isso, ele não usa, nem pensa nelas, ele me liga chorando à noite quando não resiste e acaba usando, mas quando durmo na casa dele, ele consegue resistir, ele está se tornando alguém melhor, mais um pouco e ele deixa de usar isso.

- Você não é um médico. – Taeyang berrou nervoso com aquele assunto todo de deixar o vício de forma pacífica. – Se ele quer sair dessa, que procure se tratar.

- Vocês não entendem, nunca irão entender. – Jiyong negou em movimentos com a cabeça, ninguém nunca o entendia.

- Vai viver a mercê dele? – Não conseguia acreditar na força que o Jiyong tinha em continuar insistindo em tudo aquilo.

- Ele gosta de mim, ao contrário do outro, ele conversa de forma aberta, está sendo sincero comigo. Eu não quero usá-lo para substituir ao Seunghyun, sei que isso será impossível, eu não quero amar ninguém, nunca mais. Mas se meus beijos deixam o Hong Jun melhor, eu continuarei deixando ele me beijar. Entretanto, quero começar de novo, quero meus amigos juntos comigo, com a gente, quero que conheçam o verdadeiro Hong Jun, assim como eu conheço. – Dongwook entortou os lábios com a ideia. Taeyang não podia aprovar aquilo.

- Não queira viver uma vida infeliz, Jiyong – Dongwook tentou fazê-lo desistir e não deixar o Taeyang pensar na proposta. – Você conhece o Seungri, não conhece? – Tocou no nome do amigo mais novo de Seunghyun, não podia falar da vida privada dos outros, mas tentaria usar isso ao seu favor, era necessário. – Seungri tentou a mesma coisa com o Thunder, e sabe o que aconteceu? Ele se arrependeu, até hoje ele tenta mudar as coisas com o Thunder, mas não consegue. Sexo entre amigos muda muita coisa, se não ama uma pessoa, não dê esperanças, não a faça acreditar nisso, não se aproveita dela.

- Seungri transou com o Thunder? – Taeyang rangeu os dentes ao imaginar a cena dos dois em sua cabeça. Thunder era realmente muito irritante. Dongwook piscou para ele algumas vezes antes de assentir, não sabia o motivo da pergunta vinda dele, mas isso não era importante, não agora.

- Vocês só sabem falar de sexo, meus sentimentos nunca são importantes, sexo é sempre a prioridade em tudo, parece que não pode existir um relacionamento saudável sem ele, isso é muito frustrante para mim. – Levantou-se. – Mas já que acha tão importante isso ser esclarecido para que eu possa viver bem com o Hong Jun e vocês, eu nunca irei fazer isso com o Hong Jun, eu nunca irei fazer isso com ninguém, está satisfeito, Taeyang? – Pôs um bico nos lábios e fitou o chão. – Eu só pensaria em fazer algo do tipo com quem eu gosto, nunca acontecerá.

- Nunca é muito tempo. – Dongwook sussurrou, porém logo se arrependeu, Taeyang o fuzilou com o olhar.

- Se gosta do Teddy, faça-o procurar uma clínica para reabilitação. – Taeyang não deixou-se abalar pelos ataques emocionais do mais novo.

- Hyung-

- Não irei mudar a minha ordem, não quer voltar a ser considerado meu melhor amigo? Faça o que estou mandando.

- Não sou mais considerado seu melhor amigo? – Fez carinha de choro e aproximou do menor.

- Não, o Daesung é meu amigo de verdade, ele não me abandona nunca. – Deu de ombros sem se preocupar com a cara de cachorro que caiu da mudança em sua frente.

- Sol... – Colocou os braços em volta do pescoço do outro. – Eu te amo. – Beijou o rosto do moreno.

- Prove.

- Como? – Sem expressão, Jiyong não conseguiu entender o pedido do mais velho.

- Faça o que estou mandando. – Jiyong sabia que não era possível mudar a opinião do outro, e sabia que tinha errado em tê-lo deixado para trás, se Hong Jun queria ajuda, ele teria que se tratar de verdade.

- Vou tentar. – Murmurou, suas bochechas rubras entregava que tinha ficado envergonhado com aquele assunto.  

 

 

(...)

 

 

- Com licença, senhor. – Simon pediu assim que entrou no escritório do mais velho. – Pediu a minha presença?

- Sim, Simon. – Concordou, o empregado sentou-se na poltrona vaga e encarou o velho com uma grande seriedade – Simon, acho que deve faltar poucos anos para estar indo para a casa dos trinta anos, estou certo? – O funcionário assentiu. – Foi para o exército aos vinte e um anos, sempre me orgulhei de suas atitudes, nunca escondi isso quando falava com o teimoso do seu pai. – O homem batia o dedo indicador na mesa, parecia pensativo.

- Sim, senhor. – Concordou, o Choi não dizia mentira alguma.

- Quero ter uma conversa séria com você, dependendo de sua resposta, poderei mudar alguns planos meus.

- Como quiser, senhor. – Fingiu não ficar curioso sobre a proposta.

- Percebi que ficou próximo do Seunghyun. – Fez a observação, mas não quis olhar no rosto do funcionário, sabia que causaria surpresa e desespero nele ao tocar nesse assunto, o velho sempre causava essas reações nos outros.

- Sim, senhor. – Não tinha visto motivos para negar o fato.

- Estamos sozinhos, não precisa ser tão formal. – Pediu afrouxando a gravata que encontrava-se envolta ao pescoço.

- Por favor, senhor, pode falar do que se trata esse assunto? – Ficou impaciente com o comportamento relaxado do outro.

- Nunca me reconhecerá como seu avô, Simon? – O senhor Choi indagou ao outro que manteve-se impassível. – Como quiser, tão frígido quanto o cabeça dura do seu pai, mande lembranças para ele, por favor. – Deu-se por vencido e soltou uma enorme lufada de ar – Só quero que me conte tudo o que o Seunghyun te falou nesse pouco tempo em que estiveram próximos.

 

 

(...)

 

 

            Seungri segurava o riso, estava na biblioteca lendo um livro que achou a capa interessante, mas que agora tão pouco se preocupava em prestar atenção na história, não muito distante, Taeyang estava respondendo a uma atividade que ele logo presumiu ser de matemática, o garoto baixinho resmungava a todo momento, entortava os lábios quando não conseguia responder as questões, assim, era engraçado e fofo vê-lo naquela situação, ele não tinha visto o Seungri ali, o mais novo ficou mais confiante em fitá-lo de longe, apesar de estar trocando mensagens com o Taeyang, não tinha conseguido arranjar forças para conversarem pessoalmente, tanto que desviava dele nos corredores ou nas conversas por mensagens que ele insinuava querer uma conversa cara a cara. Depois de um bom tempo, Taeyang fechou o caderno de matemática e partiu para outra disciplina, dessa vez, Seungri não soube qual era, mas era igualmente difícil, tanto que o moreno baixinho começou a maltratar uma caneta, mordia ela em uma enorme fúria, não estava tendo muita sorte nas atividades que fazia, isso era engraçado para ver de longe.

- Vai lá conversar com ele. – Uma voz soou próxima a si, saltou em susto, em meio a isso, derrubou o livro, que anteriormente estava nas mãos, no chão, o que ocasionou na atenção do baixinho vinda toda para si, ele desviou os olhos rapidamente e girou para a pessoa que atrapalhava todos os seus futuros minutos encarando a beleza do Youngbae. – Não fiz de propósito, mas já que ele te notou, vai lá.

- Eu te odeio, Bobby. – Estalou a língua no céu da boca, estava frustrado, queria continuar observando o outro sem ser notado.

- Qual é, Seungri, ficar babando pelo cara a distância não tem graça. Me disse uns dias atrás que tinha desculpado ele pelo que havia feito, qual o problema de conversarem, então?

- Eu tenho vergonha... Conversar coisas pelo celular é mais fácil.

- Coisas? O que andam conversando? – Estava curioso, então, sentou-se ao lado do Seungri e ficou à disposição.

- Coisas... coisas em geral, oras... – Fez-se de ofendido,

- Você está olhando para ele da mesma forma que o Hanbin olha para mim. – Bobby comentou. – Ainda está apaixonado por ele, Seungri?

- N-não, claro que não. Saia daqui, Bobby, eu estou lendo. – Bobby olhou para o livro que ele estava segurando, reparou que ele o mantinha de cabeça para baixo e sorriu. – Onde está o Hanbin? Vá até ele e me deixe em paz.

- Ele está ocupado.

- Vá procurar uma ocupação para você, também. – Reclamou enquanto sacudia a mão destra demonstrando que ele deveria sair dali.

- Já encontrei, estou tentando juntar um casal, Bobby na função cupido. – Sorriu antes de seguir para a mesa do Taeyang.

- Espere, Bobby! Bobby!!! – Tentou fazê-lo voltar, mas o garoto não respondia aos seus chamados. Quando viu, estava diante dele e em frente à mesa do Youngbae.

- Desculpe, sunbae. – Bobby falou baixo, Taeyang piscou algumas vezes sem entender, seus olhos prenderam-se aos do Seungri por breves segundos. – Podemos sentar aqui?

- Huh? – Ainda estava meio perdido com aquela aparição, Seungri estava o evitando, por que sentaria consigo?

- Obrigado. – Agradeceu e puxou o outro para sentar também. – Óh. – Disse logo depois que pegou o celular. – Hanbin me mandou mensagem, tenho que ir, até mais. – Acenou e partiu sem mais nem menos. Seungri ainda arrancaria a cabeça do Bobby fora.

- Hmm... Tudo bem? – Youngbae tentou iniciar uma conversa, mas não conseguia pensar em algum assunto para começar a falar.

- Sim. – Seungri assentiu rapidamente. – Ah, sim, e você? – Não tirou os olhos da capa do livro que tinha em mãos, estava envergonhado.

- Melhor agora. – Confessou.

- Eu... eu já vou. – Foi se levantar, mas Taeyang o impediu.

- Por favor, não vá.

- Youngbae...

- Fique comigo. – Seungri passou a língua entre os lábios para umedecê-los. Não conseguiu fugir mais, os olhos de Youngbae eram sua prisão. – Por favor. – O mais novo assentiu, tenso, e tornou a se acomodar ao lado daquele que amava.

 

 

(...)    

 

- Junnie... – Jiyong se aproximou do mais velho em passos lentos como um felino, sentou ao lado dele e tentou ler o que tanto o outro lia no celular, Hong Jun bloqueou a tela, deixando tudo escuro, virou-se para o menor e arqueou a sobrancelha direita. – O que foi? – Jiyong ignorou a reação dele e o abraçou lateralmente.

- Você está estranho desde aquele dia que saiu às pressas com o Dongwook, o que aconteceu naquele dia? – Tirou o enlace dos braços do outro de seu corpo para que pudesse fitar os olhos dele melhor.

- hyung, ainda está chateado com isso? – Segurou-se para não bufar em irritação, Hong Jun era muito birrento, não deixava as coisas passar.

- O que acha? – Fez mais birra, agora, cruzando os braços. – Me abandonou lá como um idiota.

- Eu... sinto muito. – Deixou um selar na bochecha do mais velho. – Sabe que sou de fases, me deu uma vontade louca de ir falar com o Sol, eu não podia esperar.

- Por que não pediu para eu o levar? Tinha que ser o Dongwook? – Não se importou com a razão original, mas com quem tinha o acompanhado. – Eu não gosto dele, não é uma pessoa legal.

- O Dongwook é legal. – Defendeu o que estava ausente. – Não é importante falar dele agora, ele não tem culpa ou influência de nada.

- Não quero falar dele, não quero saber de nenhum daquele grupo infeliz.

- Por que fala deles com tanto rancor, Hong Jun? – Jiyong estava curioso e com medo de saber, mas um sempre prevalecia, nesse caso, a curiosidade. Hong Jun desviou o olhar para a TV que estava em frente a eles. O selvagem aproveitou para ficar de joelhos e sentar no colo de Hong Jun, colocou uma perna de cada lado do corpo do mais velho, fazendo com que ele ficasse impossibilitado de olhar para algo mais adiante. O maior deslizou os braços pelas costas delicadas do mais novo até parar no quadril e dar um aperto ali, Hong Jun encarava as próprias mãos ao pressionar aquele corpo, queria tocá-lo ainda mais, mas sabia que não podia e isso era frustrante. – Hong Jun? – Jiyong tentou chamar a atenção dele, o maior tinha se perdido nos próprios pensamentos.

- Não quero falar deles, temos coisas melhores que podem ser feitas, não acha? – Questionou um pouco insinuativo, tentou beijar os lábios do felino, mas este desviou, fazendo com que ele tivesse acesso ao pescoço alvo. Hong Jun começou a beijar e sugar aquela parte do corpo que ele tanto gostava do selvagem, iria deixar sua marca naquela pele branquinha para todos saberem que ele o pertencia.

- Junnie, pare... pare com isso... – A mente pedia para afastar-se, mas o corpo não se movia, queria aquele contato íntimo. A respiração de Hong Jun na pele que antes ele maltratava fez com que Jiyong se arrepiasse inteiro.

- É quase impossível conseguir um carinho seu, deixe-me aproveitar. – Abraçou o menor, e isso fez com que os corpos se colassem ainda mais. – Eu tenho medo de perder você, todos dizem que você não é meu, é por isso que estou desesperado em te ter sempre ao meu lado, acordo na madrugada desesperado, às vezes acredito que tudo não passa de um sonho e eu nunca tive os seus lábios, saiba que não sobreviverei se me deixar, Jiyong, fique comigo, eu não posso aceitar que, depois de tudo, fique com ele...

- Não foi isso que perguntei, Hong Jun. – O felino ficou tenso, de repente, lembrou do que Dongwook tinha dito do Seungri e do Thunder. Os laços que Hong Jun criou eram grandes demais. – Não dependa de mim para ser feliz, viva bem apesar de tudo que venha a acontecer no futuro.

- Falando assim, vou acreditar que se o Seunghyun voltar, ele tem chances com você, e isso me magoa. Saber que fiz o possível para agradá-lo para no fim te perder para quem não se importa com você. No entanto, não acho que seja estúpido em tal nível, não ficará com ele, pois ele já deve estar casado com a Hye-

- Pare! – Ralhou e se soltou do mais velho, ficou de pé e aproveitou para desligar a televisão. – Por que vocês não entendem que eu não quero ninguém falando do Seunghyun? Por que teimam em citar ele? Eu achei que pudéssemos ter uma conversa normal sem citar ele como o culpado de tudo, esqueça-o, se não esquecer o Seunghyun, vai ser impossível me fazer parar de pensar nele.

- Me desculpe, Jiyong. – Hong Jun desesperou-se ao ver a reação exagerada do menor, chegou perto dele bem receoso, não queria que ele o deixasse. – Eu só estou inseguro, demoramos muito para dar um passo à frente, minha mente me trai e diz que você se guarda para o Seunghyun, estou sendo estúpido, eu sei. Mas, quando me nega, parece que é a sua consciência dizendo que só o Seunghyun pode ir além. Que merda. – Grunhiu, prendeu as mãos no cabelo, estava muito irritado. – Não acredito que ele pode ter te prendido pelo sexo, ele foi o seu primeiro? Foi tão maravilhoso assim? Ele é tão bom quanto as idiotas que dormem com ele dizem? Ele fez alguma promessa enquanto tinha o seu corpo? Eu me recuso a aceitar que ele teve o seu corpo e que eu não terei. Sou idiota, eu sei, mas a insegurança me tem. O Seunghyun sempre se sobressaiu a mim, isso nunca foi um problema, mas agora... isso está me deixando muito irritado. Você não pensa em transar comigo por causa dele?

Jiyong ficou surpreso com aquelas chuvas de perguntas estúpidas. Estava muito irritado pela frivolidade que era tratado alguns assuntos pelos amigos, ele não tinha feito sexo com o Seunghyun. Apontavam para ele como se isso fosse a única justificativa dele ter se apaixonado. As pessoas eram fúteis, o amor ia além do desejo carnal, tinha vontade de gritar isso aos quatro ventos. Ele nunca seria entendido como estava sendo pelo Seunghyun, o idiota que amava, o tratava como ninguém mais trataria, percebeu isso agora, não adiantava, não haveria alguém que o amasse como o Seunghyun, pois ele sim respeitava o seu tempo. Seunghyun o amava, agora não tinha mais dúvidas disso, por mais que os outros dissessem o contrário, Seunghyun o amava, do jeito dele, mas amava, todo errado, mas amava, fazendo as merdas dele, mas amava. Como Jiyong deixou-se duvidar?

- Eu vou embora, Hong Jun. – Avisou, baixo, estava mexido por conta dos vários pensamentos que rondavam sua mente. – Não me ligue ou mande mensagem hoje, por favor.

- Qual o problema, Jiyong? – Teddy segurou seu braço e o impediu de seguir para fora da casa dele. – É verdade, não é? Tudo que acabei de dizer sobre você e o Seunghyun. Eu imaginei que sua primeira vez tinha sido com ele, por mais que tentei afastar o Seunghyun, não fui rápido o bastante por causa daquela puta da Dara, você se entregou para aquele imundo, sinto muito, Jiyong, não pude te afastar daquele lixo antes que-

            Teddy não terminou de falar, o felino tinha dado um tapa certeiro no rosto do mais velho, seu corpo havia reagido automaticamente, demorou para perceber que chorava, chorava de raiva e de saudade do Seunghyun, chorava por ser idiota, chorava por ter feito muitas bobagens nos últimos meses, chorava por não ser o suficiente para amar o Hong Jun e deixá-lo daquela forma, mas também tinha raiva da forma em que ele se referia aos que ele nem conhecia de verdade. Jiyong lembrou que era assim com o Seunghyun, mas ao conhecê-lo, percebeu que ele era adorável e tão ou mais sentimental que qualquer pessoa que ele conhecia. Um adolescente ferido pela vida, mas que sempre sorria confortavelmente para os outros.

- Não me procure. – Não se importou em pegar as coisas que estava ali, partiu com o corpo quente, com a mente carregada e o coração batendo a mil.

 

 

(...)

 

 

- Quer sair comigo? – Taeyang foi direto no pedido, estavam saindo da biblioteca e faltava pouco para o Seungri voltar a ser como antes e ignorá-lo. Seungri travou ao ouvir aquela frase que tanto sonhou, mas não respondeu de imediato, viu ao longe o Thunder vir com alguns amigos, então puxou Taeyang para longe das vistas do amigo problemático, de passos largos, começaram a correr, Taeyang não entendia o porquê daquilo, mas estava gostando do contato quente da mão do mais novo na sua. Seungri parou de correr e aproveitou para respirar com as mãos apoiadas nos joelhos. – Por que estávamos correndo? – O maknae fitou-o envergonhado, Youngbae prendia o riso enquanto encarava-o, o mais velho tinha mais resistência física, pelo que parecia, já que não aparentava cansaço.

- Como por quê? – Fez-se de desentendido – Não me convidou para sair? Não podemos perder um minuto se quer, vamos logo. – Agora foi, calmamente, em direção a saída da escola.

- Eu estou de carro, Seungri. – Taeyang avisou quando o menor continuou a caminhar sem muita atenção. – Temos que ir no estacionamento.

- Aish... – Resmungou baixinho, tinha esquecido desse detalhe. – Vamos lá. – Segurou a mão dele outra vez e o levou em passos largos para o estacionamento.

- As pessoas estão olhando um pouco curiosas para nós. – Notou. O mais novo soltou a mão dele rapidamente e ficou enrubescido, não tinha notado a tamanha intimidade que estava tendo com ele. – Está tudo bem, Seungri.

- Não está, todos ainda me olham um pouco... você sabe, eles me chamam de falso por ter inventado aquelas coisas com as garotas, sendo que nem falei nada.

- Sinto muito. – Taeyang sibilou, mas Seungri não deu muita importância, preocupou-se mais em achar o carro do mais velho. – Tem algum compromisso mais tarde? – Negou – Então qual a razão de toda a pressa? – Não destravou o carro quando chegou perto do mesmo, aproveitou para interrogar o moreno.

- Razão nenhuma, eu só não quero ficar mais tempo na escola. – Mentiu com a mão na porta do carro, aguardava o outro abri-lo, mas não fazia isso.

- Não quer ser visto comigo pelos alunos? Ou melhor, não quer que o Thunder te veja comigo? – Não demonstrava muitas emoções, fazia o possível para fingir não estar chateado com o que parecia estar acontecendo.

- Isso é importante agora? – Seungri não deixou-se abater com o outro colocando-o no muro. Mas o maknae tinha razão, isso não era importante, não podia colocar o ciúmes a cima dos dois juntos, então entraram no carro e decidiu brevemente um lugar para irem. Ele tinha que conquistar o Seungri, não o afastar.

 

 

(...)

 

 

- O seu avô está te procurando, Seunghyun – Simon já sabia onde encontrar o garoto, este que bufou ao vê-lo ali, puxou a garrafa e encheu um outro copo para oferecer a ele. – Estou em horário de trabalho. – Negou o álcool.

- O que aquele velhote quer de mim? – Fez pouco caso do avô, focou-se em saborear mais um copo de vinho naquele bar em um bairro mais afastado do centro de Tóquio.

- O de sempre. – Sentou-se junto com ele. – Está tudo bem? – O mais novo estava com as roupas amassadas, não tinha perdido a classe, mas os cabelos bagunçados e os lábios inchados e úmidos entregava que ele estava bem afetado pelo álcool. – Desculpe. – Pediu quando os olhos do outro o fuzilaram. – Pergunta de rotina, sabe como é. – Ergueu os ombros em redenção. – Vamos para casa, Seunghyun. – Pediu carinhosamente.

- Não quero voltar, Simon, eu sinto que irei definhar mais rápido se ficar por lá. A minha noiva é um saco, ela só pensa que vivo traindo ela, o meu avô só fala em trabalho, eu não aguento mais.

- Está há dois dias longe de casa. – Comentou ao outro. – Aconteceu mais alguma coisa, não aconteceu? – Insistiu. Seunghyun tinha saído de casa pela madrugada e não retornado no dia seguinte, o avô conseguiu contatá-lo pelo celular, mas o garoto não aceitara voltar para casa e ser submetido à ofensas vindas daqueles que moravam consigo.

- Olhe isso antes de eu contar o que me fez sair de casa. – Empurrou o próprio celular na mesa do bar. Simon assentiu e encarou a tela do celular, continha uma mensagem bem longa.

 

 

04 de novembro

Bom dia, Seunghyun. Pode estar achando engraçado eu mandar uma mensagem, agora, depois de tanto tempo. Acredito que imaginou que eu recorreria a palavras de baixo calão ou coisa parecida para falar com você. Não sei se estou sendo muito cretino ao ter deixado as coisas como estão. Esperava que eu fizesse alguma coisa? Acho que não, deve estar feliz com minha aceitação, aprendi com o Taeyang que homens odeiam quando as ex ficam no pé. Já ocupei demais o seu tempo, devo deixá-lo viver, certo? Que ridículo, estou me comparando a uma mulher, e ainda por cima achando que sou um ex.

Eu não acreditava no amor, isso de haver uma linha vermelha que nos conecta a nossa alma gêmea (Akai Ito) era papo furado. Vivia frustrado por não conseguir ter interesse em alguém, muitas vezes sofria em casa e fora dela por não ser como os outros, não viver uma vida de adolescentes normais (dizem que adolescentes devem extrapolar os limites, sempre achei isso uma enorme idiotice, pois minha mãe era amável demais para eu não obedecê-la por apenas querer ser dono de mim).

Apesar de tanto eu negar, você se aproximou, mas que droga, você quebrou todas as paredes que protegiam meu coração, conseguiu facilmente me tocar, se alguém me dissesse isso no passado, eu riria na cara dessa pessoa. Impossível eu me apaixonar por você, eu diria. Mas olha o que aconteceu? Sim, eu me apaixonei por você; foi de uma maneira tão boba que eu me sinto um idiota até hoje. Odeio ver outros casais felizes, finjo não me importar, mas invejo-os. Sem nenhuma razão evidente, você me deixou, agora não tenho mais ninguém em meu coração, logo eu, que acreditava que viver sozinho era o melhor, sinto por estar sem você. Sou uma piada?

Eu quero voltar a ser como era antes... mas tenho tanto medo... Não quero mais amar você, pois você não quer mais me amar e isso dói mais do que deveria. O que posso fazer?

Desculpe, acabei me perdendo em pensamentos, desabafar não era a minha proposta principal, espero que não me odeie por isso, me entenda, por favor. Fiquei tão assustado ao saber do anuncio do noivado... você já sabia? Sempre um cretino. Haha, não muda, não é? Às vezes acho que se não fui capaz de colocá-lo nos eixos, talvez, não era o correto para você. Para o homem que me mostrou o que era amar, desejo o melhor. Sem ressentimentos? Acredito que daqui um tempo possamos nos encontrar e conversar normalmente como colegas de classe e rir de muitas coisas, ainda é cedo, mas não quero transformar as coisas boas que vivemos em um passado ruim. O fim pode ter sido infeliz, mas o começo e o meio foi muito agradável (para mim). Começamos tudo de forma errada, mas eu gostei de ter errado contigo.

Espero que seja feliz onde quer que esteja ou com quem esteja. Fique saudável. Agora posso aceitar que não ficaremos juntos mais, então, fique com a consciência tranquila, não se preocupe comigo. (Que engraçado, falei tantas coisas quando na verdade só ia te desejar um feliz aniversário.)

Parabéns, Seunghyun.

Você tem direito a um pedido!

Só um pedido, okay?

Faça um pedido!

Peça com todo o seu coração, pois ele irá se realizar.

Até algum dia, Kwon J.

 

- Caralho, isso... isso... caralho, foi profundo. Sei que é uma pergunta estúpida, mas... esse é o cara que você gosta? – Simon já tinha começado a falar informalmente com o Seunghyun e agiam como amigos. Devolveu o celular e esperou que o mais novo confirmasse. Seunghyun respondeu positivamente sem muita emoção. – Está triste por ele não estar puto com você? Achou que ele te odiaria? Que ele devia te odiar para te fazer ter mais forças para ficar longe? Ficou irritado por ele ter desistido?

- Achei que ele me odiaria – Confessou. – Mas não estou triste por ele não estar me odiando, apesar de sentir que ele está muito machucado. Estou emocionado por ele lembrar de uma data que até eu mesmo esqueci, ou, tão pouco meus parentes recordaram. Estou emocionado por ele ter deixado tudo de lado e me mandado uma mensagem tão bonita depois de tudo que fiz. No entanto, não é isso que me afetou naquele dia...

- Pare de mistério, Seunghyun, conte logo! – Implorou, o mais novo estava fazendo muito mistério.

- Um amigo me mandou um vídeo dele numa boate qualquer, fazia tempo que eu não falava com ele, e não dei muita importância em responder à mensagem dele dizendo que estava com saudades das nossas saídas ou para ver o vídeo, entretanto, eu fiquei em um tédio enorme no escritório e resolvi assistir, era coisa do fim do mês passado. De começo, só escutei música alta, ele com um pessoal e falando coisas animadoras para mim com outros conhecidos nossos, mas foi ai que eu o vi, Ah, Simon, ele está tão diferente... as bochechas estavam rosadas, tão rosadas quanto os fios de seus cabelos, a última vez que eu o vi, estava com os fios descoloridos – sorriu nostálgico – agora está ainda mais lindo, ele é impressionante, consegue ser mais bonito a cada dia que passa.

- Vê-lo mexer com você ainda mais, te deixou mais arrependido de tê-lo abandonado? – Simon pegou o copo que foi oferecido anteriormente e o preencheu com o vinho tinto, saboreou da bebida que devia ter alguns anos, no entanto, não tirou os olhos do mais velho.

- Foi muito difícil para mim, ter que aceitar que um homem me deixava de quatro por ele, que eu babava por um corpo que era similar ao meu, que eu tinha sonhos eróticos com um homem, mas, agora, eu já me acostumei. Acredito que o que me conquistou nele foi a essência, ele é tão bonito por dentro, Simon.

- Fala como um bobo apaixonado, eu o invejo, queria amar alguém como ama o Kwon. – Simon segredou, nunca tinha se apaixonado de verdade, os envolvimentos rápidos que teve não teve nada maior que atração.

- Ele estava com o outro, Simon... Esse foi o problema. – Disse entredentes. – O Hong Jun que eu havia dito, ele... ele estava abraçado ao Jiyong. Ele tocava o Jiyong mais intimamente, droga, Simon, o Jiyong não deixa ninguém que não tenha afinidade tocá-lo daquela forma.

- Eles podem ter virado amigos? – Fez uma pergunta retórica, não sabia o que supor, era um assunto delicado.

- Aquele estúpido sempre quis o meu namorado. – Aumentou o tom de voz, um tanto ríspido. – Eu assisti o vídeo várias vezes, eu senti, Simon. Não era toques de amigos, o olhar do Hong Jun era diferente e... ele... ele beijou o canto dos lábios do Jiyong antes de terminar aquele vídeo que eu não deveria ter visto. Sabe, eu fico feliz em saber que ele pode estar feliz, mas é frustrante saber que a sua felicidade está em ficar ao lado do Hong Jun e não ao meu.

- Posso ver o vídeo? – Seunghyun concordou, sem muito humor. Simon pegou o celular e notou que a bateria deste estava nas últimas, não quis assistir ao vídeo, apenas apagou-o do celular, não fazia questão de assisti-lo e tirar a mesma conclusão que o Seunghyun, o certo era manter até a última gota de esperança.

- O que você fez? – Puxou o aparelho quando notou que o maior não estava assistindo o vídeo que pediu para ver. – Droga, Simon, por que fez isso? – Desesperou-se quando notou que nem para a lixeira o vídeo tinha ido, foi excluído permanentemente.

- Para que assistir isso? – Rebateu não aceitando a rispidez da voz do outro.

- Era a única coisa atual que eu tinha para ver dele... Eu tinha uma foto nossa com ele com roupa de gatinho, mas é antiga, eu queria o vídeo, mas que merda, Simon. – Continuou reclamando.

- Vamos vê-lo pessoalmente, não precisa ficar se machucando em um vídeo que te deixa ainda mais triste.

- Vê-lo? – Ergueu os olhos para o mais velho. – Sério? – Duvidou daquela afirmação – Quando, Simon? Quando poderei abraçá-lo? – Choroso, continuou a beber o vinho, agora, quente em seu copo.

- Sabe em qual dia estamos?

- Por que deveria? – Resmungou.

- Porque conversei com seu avô e ele disse que iremos para a Coreia do Sul depois de amanhã.

- Como? Por que vão para a Coreia? – Animou-se de súbito. – Simon, fale com o Jiyong que-

- Não, Seunghyun. Nós todos iremos voltar, você e sua noiva irão voltar.

- Noiva... A Hyesun estará lá comigo... – Negou com a cabeça, a felicidade esvaindo de seu corpo. – Por que?

- Casamento. – Foi direto, odiava rodeios e acreditava que o menino tinha que saber de tudo para ter mais tempo para pensar. – Ele quer que você case em janeiro.

- Como assim? Mês que vem? Eu não estou preparado para me casar daqui a um mês.

- Vai estar. – Simon deu de ombros. O garoto não queria casar, mas não agia contra, era intrigante toda essa reação dele. Ficara surpreso quando ele contou sobre sua vida e até confessou sobre seu envolvimento amoroso homossexual. Falou coisas que Simon considerava muito intimas para serem faladas assim tão de repente com alguém que não tinha uma boa amizade e confiança. – Não vai desistir desse casamento?

- Eu tentei fazer com que a Hyesun desistisse, mas cada vez que a trato mal, mais ela quer permanecer ao meu lado, é uma masoquista.

- Converse decentemente com ela.

- Eu já disse que amo uma outra pessoa, que esse casamento não irá dar certo, que eu não sinto atração por ela, mas que droga, eu não consigo olhar para ninguém, ele sempre me vem à mente e me sinto um lixo por ter deixado ele.

- Pelo que me disse, ela está chateada pelo seu comportamento com a amiga dela, se agir da mesma maneira que agia antes, ela irá continuar com os planos dela, te afastar de outra pessoa que pode ser vítima.

- É uma desgraça isso, eu não quero ser um fra-

- Fraco? Por que? Por que está sendo sincero sobre seus sentimentos?

- Eu já te disse toda a verdade por não querer desistir.

- Tem vergonha do Jiyong? – Muda o caminho da conversa, o que faz o mais novo ficar na defensiva.

- Claro que não, eu assumiria nosso namoro para os meus amigos, da mesma forma que muitos sabem sobre nosso relacionamento.

- Então, por que não conta para a Hyesun? – Continuou no assunto desagradável para o Seunghyun.

- Quer beber mais um pouco? – Ofereceu, mas o Simon negou.

- Pare e vamos para casa. – Estendeu a mão para o Seunghyun.

- Se continuar sendo tão amável, irei me apaixonar por você, Simon Dominic – Brincou, porém segurou a mão que era estendida e deixou-se ser guiado até onde Simon tinha parado o carro.

- Sinto em lhe desapontar, mas minha namorada é ciumenta.

- Tem uma namorada? Ela é estrangeira como você? – Fica curioso em saber da vida pessoal do novo amigo, havia contado muitas coisas sobre si e não parado para escutar sobre ele. Simon demora para responder, no entanto, Seunghyun continuava fitando-o com certa curiosidade dentro do carro.

- Eu não sou estrangeiro. – Disse calmo, mas Seunghyun entendeu aquilo como um enorme segredo. – Só prefiro usar meu nome estrangeiro aqui, pois vivi um bom tempo fora, eu até servi ao exército no nosso país.

- Foi legal viver fora? – Continuou querendo saber sobre a vida do outro.

- Minha mãe é mestiça, coreano com norte americana, meus avós maternos vivem em Seattle, então é como uma segunda casa.

- E seus avós paternos vivem na Coreia? Onde? Eu ouvi vovô falando de seu pai uma vez, mas não prestei muita atenção, lembro que eles discutiram, seu pai faz o que na empresa? – Insistiu, apesar de Simon não parecer querer se abrir muito.

- Seu avô está em casa, tente não discutir com ele essa noite, ele discutiu sobre muitas coisas nesses dias que você sumiu, deixe-o digerindo tudo.

- Ele está sempre discutindo muitas coisas, Simon. – Entortou os lábios – Simon Dominic... – Chamou outra vez. – Qual seu nome coreano?

- Não gosto de ser chamado pelo meu nome coreano. – Não queria falar o seu nome, já imaginava que ele iria usá-lo para chacotear em um futuro não muito distante.

- Ah, qual é? Diga, diga, diga. – Insistiu, mas o Simon ignorou. – Tão chato.

- Você bêbado é muito irritante. – Simon tornou a falar, após um enorme silêncio que havia se estendido durante o caminho.

- Será que o Jiyong irá querer me ver, Simon?

- Pela mensagem que ele te mandou, acho que sim.

- Dongwook e a Hyeyoon disseram que ele não sabe que eu voltarei, que ele não iria ficar esperando por mim, pois sou um bunda mole que iria perder o amor da minha vida. – Riu, apesar de que na primeira vez que escutara isso, não tinha aceitado muito bem, agora não doía tanto, estava mais próximo de voltar ao homem que amava. – Caralho, Simon, ele está um puto muito gato. – Deixou um sorriso prender nos lábios – Eu adorei aqueles fios rosas, eu prefiro ele sem maquiagem, mas aquele lápis nos olhos ficou muito lindo. Eu estou com muita saudade.

- Vamos ter que dar uma jeito de vocês se verem e conversarem, conte tudo para ele.

- Não vou contar. – Rejeitou a ideia – Não quero que ele fique com pena de mim, sabe, um lado quer agarrá-lo e não soltar mais, mas o outro... o outro quer deixar ele com o Hong Jun, casar com a louca da Hyesun e deixar os negócios do meu avô como estão.

- Seunghyun, essa será a última vez que direi isso, então, escute com atenção, faça o que seu coração quer e esqueça o resto, viva sua vida da forma que deve ser, os outros irão tentar se adaptar as possíveis mudanças que virá.

- Simon-

- Chegamos. – Estacionou o carro e não disse mais nada, também não demonstrou vontade de continuar uma conversa saudável.    

 - Eu... – Simon saiu do carro antes que o menino terminasse, não estava com paciência para mais teimosias, não iria perder mais seu tempo em discussões frívolas com o Seunghyun.

- Descanse, amanhã, ajeite tudo na empresa e arrume suas coisas para serem levadas para a Coreia do Sul.

- Obrigado, Simon. – Agradeceu, não só pela ordem de agora, mas por tudo que estava fazendo.

 - Seunghyun! – O empregado tornou a chamá-lo, Seunghyun virou-se para ele. – Não é nada... – Desistiu de falar e deixou o mais novo ir para a casa.

            Seunghyun caminhou em passos fortes, já preparava-se para ouvir muito do parente e futura esposa. Futura, ele riu ao sibilar essa palavra, parecia ser uma coisa de outro mundo. As luzes da sala de estar estavam acesas, mas a mulher não estava aguardando-o no sofá, estranhou, mas agradeceu.

 

(...)

 

- Pode ser torta de chocolate. – Seungri deu de ombros, não se importava com o que iriam comer, só queria poder observar o Youngbae por mais tempo. O mais velho fez os pedidos e não soube o que dizer, Seungri não o olhava, apenas encarava os próprios dedos mantidos sobre as pernas.

- Sabe, Seungri, o Seunghyun... – Não continuou, esperou que o mais novo entendesse sobre o que queriam falar, Seungri pareceu ponderar antes de começar a falar, no entanto, não viu o que havia de mau em discorrer sobre o amigo mais velho.

- Ele me mandou mensagem há poucos minutos, vai voltar depois de amanhã. – Taeyang engoliu em seco, desacreditou daquilo. Seunghyun iria voltar.

- O Seunghyun vai voltar? – O mais velho quis ouvir outra vez.

- Você... não sabia?

- Que era certeza de volta, não. – Negou com alguns pensamentos em mente. – O Jiyong já sabia disso?

- Acho que o Dongwook disse que não era para contar, não quis tocar no nome do Seunghyun com o Jiyong, sem falar que o mais novo estava com problemas familiares.

- Deviam ter contado, o Jiyong gosta daquele infeliz. – Censurou o mais novo, apesar dele não ter culpa de nada.

- O Seunghyun age sempre no improvável, dar certeza de algo que não era certo e deixa-lo esperançoso de algo que podia não acontecer era errado.

- Eu sei, no entanto, não gosto da ideia de todos saberem e não contarem para o Jiyong.

- Youngbae, o que está acontecendo entre o Jiyong e o Hong Jun? – Seungri deixou os dentes prenderem o lábio inferior, estava com medo do Youngbae se sentir desconfortável e não querer conversar mais.

- Não posso dar muitos detalhes, mas o Jiyong está se relacionando com ele, é algo tão sem sentimento que me irrita. Se o Jiyong gostasse dele, eu não me importaria, no entanto, parece ser um serviço compulsório, como se ele fosse obrigado a ficar com o Hong Jun. E o Hong Jun... não sei, ele está mudando o Jiyong, por incrível que possa parecer, com o Seunghyun, tirando a parte de bobo apaixonado, o Jiyong aparentava estar bem, até um pouco mais sentimental conosco.

- Eu vi ele fumando na saída, fiquei muito abismada, não lembro de ter visto ele fumando antes. – Comentou como quem não queria nada. – O Dongwook não gosta do Hong Jun, entretanto, o Dongwook é popular por se dar bem com todos, isso é tão estranho, fico do lado do Wook, ele não teria raiva do Hong Jun atoa.

- Ele é amigo do Seunghyun, é comum que ele tenha um ponto de vista mais afetado por conta disso. E sobre o cigarro... Aquele dragãozinho teimoso não tinha costume de fumar ou beber; agora, tenho que me desdobrar em três para poder aquietar a mãe dele. Caralho, ele chegou bêbado em casa e xingou ela, passou mal horrores e ela teve que se esforçar para ajuda-lo sem acordar o pai dele, o senhor Kwon ainda está muito frágil em relação ao acidente, despertou com o filho completamente mudado.

- Ele deve ter batido a cabeça. – Seungri sussurrou sem perceber, mas logo notou os olhos surpresos do mais velho. – Quer dizer... O Jiyong mudar... é... ele mudar assim... ficar diferen-

- Tudo bem, não precisa ficar nervoso. Não foi bem assim, sabe, ele esperou pelo Seunghyun, droga, Seungri, ele ficou esperando a visita dele, mas ele não apareceu, imagina o quanto que o Jiyong sofreu com isso? Ele sempre achava que o Seunghyun não ia por causa do que eu fiz com você... – Abaixou a cabeça, não quis olhar nos olhos do mais novo. – Eu me senti muito pior, porque eu contribui para que eles se afastassem, e até hoje o Seunghyun não mandou uma mensagem se quer. Seu amigo é um idiota egoísta, eu não estou pedindo que ele ame o Jiyong ou que minta, mas que fosse maduro o suficiente para conversar com ele como dois adultos.

- Eu sei, mas o Seunghyun não fez por mal, Youngbae, entenda que... – Não continuou, não queria falar mais sobre o melhor amigo.

- Entender o quê? – Insistiu, não via desculpas suficientes para defender o Seunghyun.       

- Me chamou aqui para falarmos do relacionamento do Seunghyun e Jiyong? – O garoto ficou impaciente, não queria falar dos outros por tanto tempo, estava na frente daquele que gostava e o tempo com ele estava se acabando em discussões que não devia-os respeito, iriam brigar por causa dos outros.

- Não. – Respirou fundo. – É só que... meu amigo está acabado e eu não sei como ajudar, eu não quero vê-lo na pior. – Segredou timidamente, Taeyang era sentimental.

- Não vamos chegar em lugar algum se continuarmos dando opiniões sobre ele com o Seunghyun, o ideal é que tentemos ajudá-lo daqui para frente. – Seungri acariciou a mão do mais velho que estava em cima da mesa, foi um ato impensado e sem malícia, mas que tencionou o corpo do Taeyang por inteiro.

- Está certo, vamos falar de nós. – Taeyang movimentou a mão e deixou a sua por cima, entrelaçou os dedos nos dedos do outro. Seungri engoliu em seco, percebeu a torta de chocolate que havia pedido em cima da mesa, mal notaram quando os pedidos haviam sido entregues.

- Youngbae, eu-

            O toque do celular do Taeyang o salvou, o mais velho tirou a atenção de si e levou-a para o aparelho, Seungri suspirou e relaxou, aproveitou para comer. Taeyang estranhou a ligação, era muita coincidência.

- Jiyong? – Seungri parou o braço no ar enquanto segurava o garfo. Jiyong não morreria tão cedo, ligar logo quando falavam dele.

- Hyung, eu quero você comigo agora! – Chamou-o choroso, Taeyang afastou o celular do rosto e encarou o que estava em sua frente um pouco apreensivo.

- Seungri, se importa de vir em um lugar comigo? – Mesmo um pouco surpreso pelo convite repentino, Seungri aceitou, o mais velho parecia estar desesperado de repente.

 

 

(...)   

 

   

- Mudou completamente, Seunghyun, posso saber o motivo? – O avô do garoto questionou assim que entraram no avião particular. Seunghyun não se importou, ignorou a pergunta do avô e colocou fones de ouvido.

- Desculpe, senhor, mas por sua expressão, parece estar sabendo de algo, por qual motivo estamos voltando antes do tempo? – Ousou falar em alto tom.

- Não seja petulante garota, não pense que pode falar comigo usando esse tom.

- Desculpe-me. – Pediu, ficou irritada pelo homem ser tão insensível consigo. – Mas fiquei surpresa com a mudança.

- Tem certeza que quer casar com o meu neto, Hyesun?

- Como? – Piscou algumas vezes, não esperou que aquela pergunta fosse feita para si – Senhor, eu acredito que isso não deva ser discutido no momento, mas se aceitei entrar nisso, é porquê quero.

- Não parece estar muito à vontade em fazer isso. – Reparou, a garota perdeu um pouco da pose dela ao ser exposta dessa forma, não pensou em uma resposta rápida. 

- O senhor conhece o neto que tem, ele é insuportável. – Não omitiu o fato, ele era de personalidade difícil.

- Quero propor uma coisa. – O velho disse e logo virou o olhar para o neto. Seunghyun dormia enquanto usava fones de ouvido. – Mas que não conte para outra pessoa. – A menina desviou o olhar para o mais novo ali e voltou para o velho.

- Ele não ouvirá? – Duvidou do sono do outro, talvez estivesse apenas de olhos fechados.

- Mesmo se o sono estiver leve, ele não escutará por causa da música, porém, não quero correr o risco, vamos terminar esse assunto em privado. – Ela concordou, apesar de ter que ficar agoniada até a chegada da Coreia e a boa vontade do homem em começar a contar tudo que queria.

 

 

(...)   

 

 

- Isso é tão estranho. – Jiyong fez essa observação enquanto saia do meio dos cobertores grossos, trajava apenas uma boxer preta, espreguiçou-se ainda com sono, encontrava-se com os cabelos bagunçados que eram acompanhados pelo estado do rosto todo amassado, queria voltar a dormir, mas sabia que não podia, tinha dormido a tarde inteira. Encarou o mais velho, ele mexia em seu guarda roupa a procura de uma roupa que ficasse bem nele, provavelmente, uma que ele devia ter deixado ali algum tempo atrás. O mais velho estava com uma toalha enrolada na cintura, os cabelos molhados deixava com que algumas gotas de água percorressem suas costas largas e desaparecessem quando atingiam a toalha branquinha e felpuda, Jiyong não conseguia desviar os olhos do corpo do outro, encarava-o bem curioso.

- O que é estranho? – Taeyang se virou para ele com uma camisa em mãos, estava mais preocupado em achar uma calça que tinha quase a certeza que tinha deixado na casa do amigo.

- Por que não sinto alguma coisa por você? – Questionou, quase retoricamente. – Eu devia te achar sexy, não devia? – Completou.

- Todos me acham sexy, não finja que não acha isso. – Youngbae fez troça da confusão do outro. Deu-se por vencido pela procura não bem sucedida e vestiu uma calça de moletom do mais novo, acompanhando por uma camisa que era, realmente, sua. Aproximou-se da cama e sentou-se nela, ficando de frente para o de cabelos rosados, começou a analisa-lo com os olhos. – Sente atração pelo Hong Jun? – Jiyong demorou para dar algum sinal de resposta, abaixou a cabeça e brincou com os dedos, tornou a olhar para o menor que aguardava a resposta sincera. – Pode falar, não irei julgá-lo. – Assim que terminou de falar, o menor balançou a cabeça em resposta, o menor ficou surpreso, ele havia negado. – Como assim? Você não sente nada? – Os olhos dobraram de tamanho, pois ele já havia dado a entender que eles se relacionava.

- É bom, sabe. Eu gosto de beijar. – As bochechas coraram por afirmar isso. – Mas os toques são mais gostosos que os beijos na boca, como se fossemos amigos, como se fosse eu e você, e você me fizesse cafuné, sabe? – Taeyang negou, não conseguia entender o que o felino tentava entender. Jiyong engatinhou até as pernas do outro e sentou no colo dele. – Eu fico assim com ele, mas não temos uma química, eu não sinto aquilo...

- Aquilo? Está falando do pênis dele? – Jiyong socou o ombro do mais forte. – Ai, o que foi?

- Não estou falando disso, idiota. Falo de... caralho, eu não sei explicar. – Levantou-se e começou a andar por todos os lados a procura de uma explicação mais fácil. – O Seunghyun... – Xingou-se mentalmente por ter que usar o amado como exemplo – Ele me tocava e eu já me arrepiava todo, era uma coisa inexplicável, eu sentia aquilo.

- Aquilo agora é no sentido de pênis? – Tornou a perguntar. Jiyong jogou um travesseiro nele, ficou indignado com a maldade que ele via as coisas. – Aquilo que você diz é excitação? Você se excita com um simples toque do Seunghyun, mas o Hong Jun não é capaz de te excitar, os toques dele parecem toques que eu ou o Daesung fazem, são bons, mas você não quer nos agarrar por causa deles.

- Isso. – Bufou em alívio, finalmente tinha sido entendido. – Por que? – Indagou ao Taeyang.

- Eu não sei, você não está apaixonado pelo Hong Jun, não é incomum que não sinta uma magia forte quando se beijam.

- Mas você não pegava várias? – Continuou com as perguntas, Taeyang estava ficando desconfortável, não sabia o que dizer sobre os sentimentos do menino.

- Eu e você somos diferentes, cada um resolve suas coisas de seu modo, antes você não queria ninguém, mas quis o Seunghyun. Isso é mental, também. Você não quer abrir seu coração para o Hong Jun.

- Eu não queria abrir meu coração para o Seunghyun. – Rebateu.

- O Seunghyun conseguiu romper as paredes do seu coração, coisa que o Hong Jun não conseguiu e não conseguirá. – Argumentou de volta. – Mas vocês estão ligados, agora. Fiquei surpreso quando me ligou aquele dia, eu devia ter ido resolver as coisas com o Hong Jun, ele não te ligou depois da discussão?

- Não. – O mais velho percebeu a feição triste do mais magro e sentiu-se mal por não poder ajuda-lo a esquecer o Hong Jun. – Ele levou a fundo a ideia de que eu não queria que ele me procurasse, eu quase liguei para ele, mas me contive, você disse que era para esperar ele pensar bem no que havia acontecido.

- Ele estava te fazendo mal, Jiyong. – Percorreu o rosto pelo corpo quase desnudo, não sendo completamente por conta da boxer que vestia. – Claro, tirando a parte das duas tatuagens, eu gostei delas. – Riram, Taeyang era um idiota, mas um idiota amável. – Suas coxas são maravilhosas, eu não me importaria de me aproveitar do seu corpo. – Brincou, mas o Jiyong entendeu como algo sério e encarou-o assustado. – É brincadeira, Ji.

- Não brinque com essas coisas. – Sentou-se, novamente, ao lado do mais velho. – Eu nem pude conversar com ele sobre a internação na clínica, será que ele está bem? Eu estou com medo dele fazer alguma besteira. Ele pode ter tido alguma recaída. Droga, Taeyang, será que ele não está precisando de mim?

- Ele conseguiu sobreviver bem sem você durante anos, não se esquente com os problemas dos outros.

- Sabe... Eu fiquei muito pasmo quando chegou aqui com o Seungri, eu não sabia que estavam saindo, como foi? – Cutucou o ombro do menor, ele parecia não querer falar muito daquilo, porém, Jiyong já havia esperado muito tempo para questioná-lo sobre os dois, não aguentava mais.

- Foi trágico, você sabe, né. Eu sou seu amigo, ele é amigo do Seunghyun, no fim, acabamos discutindo sobre vocês dois.

- Vocês não fizeram isso. – Jiyong não acreditou que eles perderam o tempo do encontro falando da vida dos outros.

- Ele acha que o Seunghyun tem justificativa para as merdas. Parecia querer colocá-lo como vítima, ele pode ter seus problemas, mas droga, eu acredito que você é o mocinho da história.

- Você não existe, Taeyang. – Abraçou-o lateralmente. – Mas não faça mais isso, vocês tem que se acertarem.

- Não sei, Jiyong, eu não sei dar mais um paço a frente, eu nunca me imaginei com um cara, mas agora isso parece tão próximo de acontecer. É tão novo para mim.

- Eu nunca me imaginei com o Seunghyun, nunca imaginei que faria amizade com os amigos dele e com o Seungri, principalmente.

- Isso tudo é culpa sua, se eu não tivesse... se você não tivesse, nossa, Jiyong, nós demos uma enorme volta na nossa história. No entanto, eu queria saber de uma coisa.

- O que? – Inocentemente, olhou nos olhos do mais velho.

- Você e o Seunghyun só ficaram nos beijos, mesmo? – Ele assentiu rapidamente. Taeyang ainda suspeitava disso. – Ficaram juntos por um tempo interessante, até dormiram juntos, mas só ficaram nos beijos? Isso é inacreditável, lembrando que o Seunghyun é popular com... você sabe.

- Não, eu não sei. – Contrariou, o Seunghyun era um pervertido, mas um pervertido que sabia dos limites.

- Você não gosta quando toco no assunto, bem, acho que aconteceu mais alguma coisa.

- Pode deixar de achar. – Tentou finalizar a conversa.

- Já ficou pelado na frente dele? Ele já ficou pelado na sua frente? Tomaram banho juntos? Tu já pegou lá? Já brincou com aquilo? – Deu ênfase no aquilo, agora o Jiyong tinha que saber o que o aquilo queria significar. Estava muito curioso, Jiyong não era daqueles que se abria para contar suas intimidades.

- Não, para todas as perguntas. – Revirou os olhos. – A gente não fez nada mais ousado, o máximo que fizemos foi... – Enrubesceu em pensar que iria contar aquilo para aqueles olhos grandes e curiosos que o fitava sem preocupar-se em piscar, pois não queria perder um só detalhe da conversa. – Ele colocou a mão dentro da minha camisa uma vez.

- E...? Ele desceu a mão?

- Não, ele subiu. – Tentou mostrar o ato em si próprio, mas viu que não sairia bem explicado, então levou a mão para o abdômen do amigo, por dentro da camisa e subiu a mão até alcançar o peitoral dele. – Ele tocou aqui. – Fez círculos com o dedo indicador em torno do mamilo do amigo.

- Só? – Taeyang ficou pensativo. – Ele também não tem experiência com homens, acredito eu. – Tornou a fitar o mais novo. – E o que mais?

- Pare de perguntas, foi coisas desse tipo, não lembro.

- Aish, nada mais?

- Eu já sentei no colo dele. – Confessou timidamente.  

- Isso você também faz com o Hong Jun. – Resmungou. – Tão broxantes, da onde saiu esse amor todo se nem umas roçadas legais vocês deram direito? – Ousou perguntar.

- Você é muito idiota, Taeyang. Me fale sobre suas roçadas legais que deu com o Seungri. – Desafiou-o, irritou-se pelo tom de descaso que ele havia usado para falar sobre seu namoro com o Seunghyun.

- Não fique com raiva, é só que... espera. – Encarou-o, maliciosamente, e estreitou os olhos. – Você já... – Fez alguns movimentos com a mão, queria fazer uma ação similar a original.

- Ai, você é muito curioso. – Empurrou o amigo para fora de sua cama. – Saia daqui. – Estava envergonhado demais para deixar aquela conversar seguir em frente.

- Qual é, Ji. Você já se masturbou pensando nele ou não? – Foi mais direto, já estava na porta do quarto do mais novo, ele estava expulsando-o, realmente. – Eu já estou indo embora, mas estou mais curioso agora que te deixei tão desesperado.

- Droga, vá embora, amanhã a gente conversa.

- Não, por favor, o que tem demais? Somos dois homens, maiores de idade e bem crescidinhos. – Jiyong desviou os olhos para o chão, odiava o quanto o amigo podia ser pentelho. – Você já se masturbou alguma vez, certo? Isso não é incomum.

- Eu não quero falar disso.

- Se me falar a verdade, te conto uma coisa sobre o Seunghyun que o Seungri deixou escapar, é uma coisa bem interessante, você vai gostar.

- Eu não quero saber do Seunghyun, deixe ele fora do assunto.

- É importante, tem que saber, uma coisa que não quiseram te contar.

- É o motivo dele ter ido embora e dado dane-se para mim?

- Não, ele não tem motivos para isso. É outra coisa, mas é grande, também. – Tentou fazê-lo ficar ansioso para saber, mas Jiyong ainda ponderava sobre querer saber ou não.

- Me conte, o que ficou sabendo sobre o Seunghyun?

- Me responda primeiro! – Exigiu.

- Já! – Exclamou nervoso. – Já, eu já fiz isso, legal? – Bufou como um touro raivoso. – Agora me diz a droga sobre o Seunghyun.

- Espera, já se masturbou pensando no Seunghyun?

- Outra pergunta?

- Você está me deixando confuso, Jiyong, se continuar assim, não te contarei e irei embora.

- Você é muito baixo, não sei como posso ser seu amigo, seu cretino. – Estalou a língua no céu da boca em desagrado. – Já me masturbei pensando no cara, okay? Agora não fale mais nisso!

- Wow, quem diria. – As sobrancelhas estavam erguidas, os braços cruzados e as costas escoradas na parede do corredor em que estava o quarto do Jiyong. – Jiyong safadinho. – Riu do outro, mas o Jiyong não deixou-se cair em graça, ficou com o cenho fechado, aparência frígida e petulante. – Certo, agora vou embora, adeus. – Saiu sem se importar com contar o que havia prometido.

- Espere, eu não te contei nada de graça, volte aqui. Taeyang! Taeyang, volte aqui. – Parou no começo da escada.

- Não desça seminu, tem visita na cozinha. – Piscou e saiu da casa dele.

- Desgraçado. – Jiyong correu para o quarto e pegou a primeira bermuda que viu pela frente. Era uma bermuda jeans, nem se preocupou em vestir uma camisa, o amigo cretino tinha que contar o que sabia. Para irritá-lo ainda mais, a campainha começou a tocar várias e várias vezes seguidas, Taeyang era muito idiota, fazia de tudo para irritá-lo. – Eu já vou, Taeyang, seu cretino. – Gritou. – Eu não acredito que ele saiu assim, aigoo! – Ignorou a mãe na cozinha com algumas pessoas e seguiu até a porta, ele tinha a necessidade de bater no amigo mais velho, depois que o Taeyang retornou a falar com o Seungri, ele anda muito engraçadinho.

- Filho, quem é? – A mãe gritou da cozinha, não havia ido atender por ter visto o Taeyang passar pelo corredor, mas achou estranho ninguém ter voltado. Jiyong tinha ficado tão irritado por ter revelado algo importante e ser abandonado logo depois que não quis parar para responder a mãe.

- Taeyang, seu filho de uma-

Parou de falar assim que deixou o olhar atingir os olhos misteriosos daquele em sua frente, não conseguiu raciocinar, imaginou várias coisas que podiam ser ditas, mas nada aparecia em sua mente. O coração falhara uma batida, no entanto, como em defesa, deu um passo para trás, quis entrar novamente em casa, piscou demoradamente querendo que encontrasse o Taeyang quando abrisse os olhos, mas isso não aconteceu.

- Precisamos conversar. – Ele disse, Jiyong não sabia o tamanho da saudade que tinha começado a sentir daquela voz desde o momento que ele abriu a boca ali. Mordeu o lábio inferior, queria dizer tantas coisas, mas não conseguiu. Inconsequentemente, assentiu, mas não se mexeu, não conseguia falar ou fazer alguma coisa.

- Jiyong, quem está na porta? – Ouviu uma voz vinda de dentro da casa, arrepiou-se em pânico.

- É o... – Olhou para dentro de casa e tornou a olhar para o que estava aguardando-o pacientemente por ele. – ...Hong Jun, papai. – Respondeu em tom audível para o patriarca, dando um longo suspiro em alívio por ter conseguido falar.     


Notas Finais


Esse final...
Era realmente o Hong Jun?
Esse drama que o Jiyong fez deixou as coisas muito estranhas.
~~chu :*


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