História Let's play pretend - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Taengsic Orange Smut Yuri Taeyeon Jessica
Exibições 136
Palavras 6.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Fluffy, Harem, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Depois de muito tempo fez-se o barulho dos anjos tocando uma musica babado por conta da atualização. Vamos iniciar com uma bomba: eu realmente sinto muita vontade de deixar o animespirit por inumentos motivos, mas antes preciso saber outro site de fanfic que vocês usam com frequência para migrar para lá. Sugestões? Outra coisa: desculpem-me pelo erro de português é a vida academica e a falta de tempo porque eu estava desesperada pra postar algo essa semana porque eu sei que vou demorar a escrever já que vai começar a temporada nova de black mirror. Então boa leitura, lá embaixo eu quero fazer um acordo com vocês.

Capítulo 5 - Quando fingimos. (Final)


Ainda com as pálpebras fechadas, Jessica abriu suavemente elas, sentindo gentilmente a luz preenchendo o seu campo de visão. Ela os fechou novamente e tateou suas mãos sobre a cama, procurando o corpo que tanto ama. Ela não estava sentindo nada mais que edredons e almofadas. Seria Taeyeon capaz de abandoná-la depois da noite de ontem? Deixá-la a mercê de uma solidão irrefutável em seus lençóis.

Não, ela não podia deixa-la assim, não depois de terem prometido a eternidade uma pra outra, não depois de terem se submetido ao espiritismo na esperança de permanecerem juntas até a plenitude de tudo. Taeyeon era seu álibi real, sua priori do amor, seu único e verdadeiro amor, marcado por sintomas irreversíveis.

Seu amor era irrevogável, tanto que um muxoxo se fez presente quando não sentiu seus corpos juntos. Ela afundou a cabeça no travesseiro e grunhiu, mas logo uma risadinha lhe trouxe de volta aos sentidos e percepções que a deixavam tão feliz. Contorceu-se sobre o edredom e olhou para lado, abrindo vagarosamente os olhos e avistando Taeyeon.

Taeyeon estava olhando para ela com um sorrisinho benevolente, sentada em uma cadeira próxima cama, vestida com um roupão branco.

– O que está fazendo ai? – questiona Jessica, obviamente irritada por ela a ter deixado sozinha na cama. – Nossa conversa de ontem não foi tão produtiva assim para você me deixar aqui, sozinha?

Taeyeon se aproximou de Jessica e beijou demoradamente a sua testa, deixando seus pulmões se revigorarem pelo cheiro matinal dela.

– Não consegui dormi. – explicou, voltando para a cadeira. – Então eu me permiti te olhar enquanto você dormia.

– Por quê? Eu te fiz algum mal? – ela estava um pouco chateada, tanto que sua voz diminuiu bruscamente e preocupou Taeyeon. – Eu não deveria... eu tenho que ir! – ela disse rapidamente, tentando erguer-se e cobrindo seu corpo nu com edredom.

– Isso te faria ficar? – ela buscou o porta joia em cima da penteadeira. – Eu comprei assim que acordei. – ela abriu o porta joia e dentro dele havia dois anéis. – Trate-os como quiser, uma aliança ou um par de anéis de namoro, mas particularmente, preferia que você aceitasse como anel de noivado.

Era óbvio que a noticia a atingiu como um soco. Ela não pode esconder o seu contentamento. Ela pôs as mãos nos cabelos desgrenhados e cogitou. Taeyeon ria da expressão confusa de Jessica, de como ela ainda tinha vergonha de estar nua em sua frente, da forma como ela segurava o edredom com força na frente do seu corpo.

Taeyeon tinha medo de como a liberdade lhe fazia sentir. Ela nunca havia feito algo por conta própria, sempre existia alguém para lhe dizer o que fazer e como fazer, como se enquadrar. Ela era como um livro que deveria caber em uma estante, nem que fosse a força.

– Há muito tempo eu sonhei com algo como esse momento. – assumiu, começando um dialogo vigoroso. Ela tinha medo. – É isso que você realmente quer? – Taeyeon apenas acenou positivamente com a cabeça. – Se algo der errado, não vou poder mais superar você, nem tentar...

– Já somos algo errado. – rebateu Taeyeon, rindo e a interrompendo. – Eu prefiro sofrer preconceito todos os dias pelo resto dos meus dias a ficar sem o seu amor outra vez.

– Por favor, não me deixe novamente. – implorou Jessica.

Jessica estava profundamente tocada, ela amava Taeyeon. Em um ato súbito, repentino, a puxou pelo roupão e a fez cair sobre a cama, deixando as alianças caírem no chão. Jessica beijava profundamente seu amor, beijou até todos os sons se dissiparem, beijou até Taeyeon sentir o seu amor.

Taeyeon se afastou rindo de Jessica, mas Jessica queixou-se quando Taeyeon tentou fugir.

– Você vai acabar me estrangulando assim. – disse rindo.

– Eu te amo. – diz Jessica, apertando-a com mais força.

– Será que eu sairei viva daqui? – questionou para ninguém especificamente.

Jessica beijou o queixo de Taeyeon com delicadeza.

– A partir de hoje nunca mais usarei a palavra eu e sim nós. – comentou ela.

– Nós? – pergunta, umedecendo os lábios. – Diz novamente. – ela acariciou o rosto de Jessica.

– Nós... – disse baixinho e Taeyeon a beijou. – Nós. – repetiu e recebeu um beijo profundo.

Houve um giro, Jessica estava por cima agora, segurando ela com força. Taeyeon tentava se afastar, mas se rendeu quando Jessica a beijou mais uma vez.

– Será que vai ser assim todas as manhãs? – perguntou Jessica. – Será que terei que te prender todos os dias?

 – Não, algumas vezes eu que terei que te prender na cama. – respondeu, abraçando-a fortemente. – Eu te amo Jung Sooyeon. Perdoa-me por ser uma covarde.

Jessica se ergueu o suficiente para beijar o queixo de Taeyeon, depois se encostou ao peito de Taeyeon, descansando.

– Posso ficar aqui por alguns dias? – pergunta Jessica, depois de um longo silêncio.

– Fica pra sempre. – respondeu Taeyeon e Jessica se afastou um pouco para olha-la nos olhos. – Fica pra sempre.

– Enquanto seus olhos transmitirem o desejo do seu coração, estarei aqui. – ela disse, abraçando-a. – Não me deixe nunca mais Taeyeon.

– Nunca mais, nunca mais, nunca mais. – Taeyeon queria repeti isso por toda a eternidade. – Nunca mais, nunca mais, nunca mais.

– Eu senti falta das suas canções, da sua voz, da forma como você cantava para mim antes de dormimos. – assumiu Jessica, sentindo-se enrubescer. – Não tive chance de dizer o quanto amei hands on me.

Taeyeon riu e beijou o topo da cabeça da mulher. Ela estava tão confortável a abraçando. Seria clichê demais se falasse que queria permanecer assim para sempre?

– Por que tivemos que esconder tantos sentimentos, Jung Sooyeon? – ela questionou, sentindo as lágrimas caírem lentamente. – Por que somos essa geração que tem tanto medo de um coração partido? – ela questionou. – Não importa mais quantas vezes terei que me feri em seus espinhos de cactos para chegar a seu coração.

Elas ficaram em silêncio, abraçadas, algumas vezes beijavam-se e conversavam sobre os últimos acontecimentos e outras vezes riam das fotos a qual Taeyeon estava feminina demais. Jessica gostava de dizer que Taeyeon era uma mistura de várias mulheres, conseguia realmente ser feminina nas câmeras, apesar de não ser tanto assim casualmente. Taeyeon apenas ria dos comentários de Jessica.

A campainha do apartamento de Taeyeon tocou. Ela pediu para que Jessica permanecesse ali até então e caminhou em direção à porta. Olhando pelo olho mágico constatou que não era nada mais nada menos que um de seus melhores amigos.

Abriu a porta sem receio nenhum e deu espaço para um escandaloso Heechul entrar com o Ginger em mãos. Taeyeon havia pedido para que ele tomasse conta de Ginger na noite anterior, seu animalzinho ficava estressado quando estava sozinho e ela se sentia culpada.

– Seu filho está são e salvo. – comentou Heechul ao entrar na casa de Taeyeon. – Bom dia líder pigmeu.

– Bom dia Heechul. Hoje não falarei nada porque estou de bom humor. – disse em tom de conversa.

Taeyeon viu que Ginger estava agitado no braço de Heechul, então o buscou. O cachorrinho se agitou em seus braços, lambeu a sua boca e nariz. Uma demonstração clássica de saudade.

– Taengoo! – chamou Jessica, do quarto.

Ginger ergueu suas orelhas ouvindo aquela voz tão familiar. Fazia bastante tempo que não a ouvia, mas lembrava-se claramente da dona da voz.

– A Jessica está aqui? – perguntou Heechul, surpreso. – Ela está? Responda-me sem menti! – ele a segurou pelo colarinho.

– Não. – disse bruscamente, pondo o Ginger no chão e impedindo Heechul de ir até seu quarto. – Claro que não, você sabe que eu não converso com ela desde quando tomamos um café juntas.

– Taengoo, quem é? – pergunta Jessica.

Ginger correu em direção à dona da voz. Ele estava agitado, corria por entre os cômodos atrás da voz.

– Mentirosa! – guinchou Heechul. – Jessica!

Heechul caminhou em direção ao quarto de Taeyeon, mas ela tentava impedi-lo.

– Você não pode entrar nesse quarto. – ela disse, cobrindo a porta do quarto.

– E por que não? – questiona com uma de suas sobrancelhas levantadas. – Jessica!

– Taengoo, quem é? – Jessica abriu a porta de supetão.

Taeyeon se afastou um pouco, dando liberdade para que os dois tivessem contato visual. Suas bochechas estavam vermelhas, ela não conseguia manter a cabeça erguida. Pareceu uma tarefa difícil para alguém tão inibida.

Heechul não controlava a sua vontade de rir. Suas mãos estavam sobre seu estômago e seus olhos lacrimejavam. Jessica não estava entendendo mais nada. Taeyeon estava feliz por Jessica estar vestida.

– Mas o que foi? – questiona com as sobrancelhas erguidas. Havia veias pulsando em sua testa.

Ginger apareceu de repente, pulando nas pernas de Jessica e latindo. Abrindo um sorriso a garota se agachou e o levou ao seu colo com dificuldade, afinal, muita felicidade estava por todo o cachorrinho. Ginger tentou lamber o rosto de Jessica enésimas vezes e sacudiu seu corpo com rapidez. Jessica não conseguia mantê-lo em seu braço então o pôs no chão.

O cachorrinho corria pelo corredor e saltitava, latia freneticamente e voltava para os pés de Jessica.

– Alguém também ficou feliz por a mamãe estar em casa. – cantarolou Heechul.

 

Depois de um longo ensaio, Taeyeon decidira ir para o refeitório. Passara cinco horas presa na sala espelhada com seus membros treinando para o comeback do grupo. Ela girou os ombros para trás com o objetivo de tirar a tensão que percorria toda a sua anatomia, mas aquele sorriso maligno voltara a preencher a sua visão.

Fazia um tempo desde que não trocara uma palavra se quer com Jessica, com exceção a alguns programas de variedades que era obrigada a interagir com a mulher. Nunca fora tão difícil compartilhar o ar com alguém que já fora tão próxima, mas continuava a fingir que não lhe incomodava.

Ela buscou uma bandeja com um prato, talheres e caminhou em direção as cabines de alimentos. Ela analisou os vegetais e decidiu encher seu prato com pimentões e purês. Iria continuar, mas ao virar-se, encontrou Donghae e Jessica aos risos. Isso lhe incomodava, isso lhe machucava.

Sem pensar duas vezes, abaixou a cabeça e saiu dali, ignorando Tiffany que gesticulou para que sentasse ao seu lado. Taeyeon pegou o elevador, esperando que ele o levasse o mais rápido possível para o térreo e se possível fosse lhe absorvesse e lhe tirasse essa dor. Como Jessica poderia lhe superar tão facilmente?

Jessica era a mulher descrita por Elvis Costello ao cantar “She”. Impossível de esquecer, a garota que possuía o dom de ser a bela e a fera. Seu amor era a parte preferida de Taeyeon. Como Taeyeon poderia deixa-la tão facilmente? Ela só queria chorar e pedi perdão. Taeyeon estava recebendo as rajadas do sol naquele dia, fechando os olhos e saboreando a dor daquele calor.

Quando abriu os olhos observou dois corpos sentados sobre o concreto, olhando para o chão, enquanto absorvia o gosto da nicotina e sorriam com a fumaça que projetava. Silenciosamente pôs sua bandeja no chão e caminhou até eles.

– Já disse que não quero nenhum de vocês envolvido com cigarro. – prepotentemente, arrancou o cigarro dentre os dentes de Yuri e jogou fora.

– Droga Taeyeon, sou cardíaco! – reclamou Heechul, bravo. – Ele afastou o cigarro da boca e enrugou o nariz. – Da próxima vez que fizer isso, te obrigo a pular desse prédio.

Taeyeon arqueou as sobrancelhas por um momento e pôs as mãos dentro da jaqueta jeans. Cogitou na ideia de se abri para os dois, mas algo no seu consciente achava que não seria uma boa ideia. Heechul entenderia, mas e Yuri? Silenciosamente sentou entre os dois e olhou para o chão. Havia muitas pessoas conversando alegremente no meio fio, crianças brincando no parquinho próximo. Por que Taeyeon não poderia ser como elas?

– Eu não sei se posso fazer isso. – confessou, triste demais para continuar.

– O que houve? – questionou Heechul. Yuri apenas ficara em silêncio.

Taeyeon puxou o ar para os seus pulmões e estremeceu com o ato. Ela sentia falta de Jessica.

– Eu só queria um enorme soco na cara. – Taeyeon transformou suas mãos em punhos se socou duramente.

Yuri a impediu de voltar a golpeá-la. Ela estava chorando como louca. Taeyeon não havia percebido.

– Como você pode ter estragado tudo? – finalmente perguntou, em lágrimas.

Yuri se ergueu, contendo as lágrimas petulantes que vinham ameaçar toda sua integridade. Taeyeon havia estragado tudo. Yuri havia respeitado a decisão de Jessica, mesmo a amando, mas agora Taeyeon havia feito com que se arrependesse da sua escolha.

– Ela disse que você era melhor, que o que eu sinto e minha dedicação não seriam suficientes para afastar os sentimentos dela em relação a você. – comentou Yuri, incapaz de abrir os olhos. – O sorriso dela só me mostrava o quanto ela precisava do meu amor. Não me faça se arrepender por ter dado a felicidade que um dia eu pensei que poderia ser minha.

– Por favor, me soca a cara. – pediu Taeyeon, erguendo-se e caminhando até ela. – Não importa a dor que eu sinta.

– Vou deixar você conviver com a dor de tê-la perdido, idiota! – rebateu, girando os calcanhares e olhando para ela.

– Por favor, Yuri. – pediu mais uma vez, fechando os olhos. – Me bate!

Taeyeon sentiu algo golpeando a sua face duramente. Ela não se esforçava para conter o sangue que corria pelo seu rosto.  Heechul abruptamente tentou segurá-la, mas não foi rápido o suficiente para não deixa-la cair. Com ajuda do amigo, Taeyeon se ergueu com dificuldade, abrindo os olhos vagarosamente, desejando que a dor consumisse sua alma moribunda e apaixonada.

Jessica havia lhe socado, era Jessica que a olhava rudemente. Seu olhar era como ácido em seu corpo. Queimava até sua alma.

– Você ainda me ama? – ela olhou para Yuri e acalentou o seu rosto. – Ainda me quer?

Yuri estava muda e congelada no concreto. Ela sentiu os lábios de Jessica tocar os seus gentilmente. Tudo que pode fazer foi agarrar-se naquela sensação, mesmo que tenha sido projetada. A próxima coisa que sentiu foi Heechul empurrando Jessica bruscamente.

– O que está fazendo? – Heechul estava furioso.

– Ela quer um motivo para ter ciúmes então estou lhe presenteado com esse momento. – respondeu Jessica, chorando furiosamente.

Taeyeon nunca havia se magoado tanto. Era uma dor que não tinha nome, uma dor que não desejara nem para o seu pior inimigo. Havia pedaços do seu coração pelo chão e ela não fez questão de juntar todos os pedaços. Talvez agora pudesse odiá-la.  Jessica saiu correndo, afastando os braços de Heechul sobre o seu corpo.

Yuri olhou para Taeyeon mais uma vez.

– Essa é a parte em que você corre atrás dela. – comentou, quase como um sussurro, mas Taeyeon ficara em silêncio. – Você sabe que quando ela se afasta dessa forma, significa que ela não irá querer mais você na vida dela?

Taeyeon continuou imóvel no lugar. Heechul tocou no rosto de Taeyeon e isso foi uma alavanca para liberar toda dor que sentia.

– Taeyeon, você não quer ir atrás dela? – ele pergunta docemente, preocupado.

– Nunca mais!

 

Jessica olhou para Taeyeon e sorriu para ela. Taeyeon estava cozinhando algo para Jessica e Heechul. Ela havia preparado um café da manhã para os dois. Jessica esquecera o quanto Taeyeon era prendada. Nada havia mudado, seu olhar apaixonado era o mesmo e isso se intensificava quando Taeyeon sentia os olhares de Jessica e sorria, mesmo não olhando em seus olhos.

Taeyeon se aproximou da garota que estava senta em seu balcão e a beijou gentilmente nos lábios e voltou a picar seus pimentões. Enquanto Heechul revirava os olhos, ele pensou no quanto estava feliz por toda aquela ‘melação’ de suas amigas terem voltado. Regozijava-se por esse sentimento tão genuíno. Agora poderiam voltar a ser como eram antes.

– Eu estava morrendo internamente sem isso. – assumiu Heechul. – Eu estava sentindo falta desse amor adolescente de vocês.

Jessica riu baixinho, pondo as mãos na boca. Heechul sempre reclamara do quanto ambas eram tão exageradas e grudentas, mas agora se mostrava tão a favor de tudo e todas as demonstrações de afeto em público por ele seriam permitidas sim.

– Se você a largar novamente Jessica... – ele segurou o facão de Taeyeon e apontou para Jessica. – Eu juro que mato você e se você bancar a ciumenta novamente, anã... – Taeyeon olhou para ele rindo. – Ginger vai ficar sem mãe.

– Vamos ficar juntos para sempre. – rebateu Jessica e logo mostrou orgulhosamente sua aliança para Heechul. – Não é lindo?

O queixo de Heechul caiu. Ele se inclinou para olhar o enorme diamante no dedo de Jessica.

– Isso é bom, não é? – ele estava embasbacado demais para poder falar. – O que isso significa? – e logo olha para Taeyeon que parecia concentrada ao olhar para o fogão.

– Isso mesmo que você está pensando. – ela respondeu o instigando.

– Noivado? Não pode ser! – exclamou, surpreso e animado. – Sentimentos mistos me levam a correr pelos cômodos.

Ele correu ao redor do balcão e Ginger o perseguiu. Jessica e Taeyeon estavam aos risos. Ele estava confuso e feliz por suas amigas. Ele queria chorar de felicidade e guardar aquele momento para sempre em seu coração. Por que seu coração não era capaz de guardar coisas além do que seu cérebro pode recordar?

– Heechul, eu a amo mais do que tudo nesse mundo e tive sorte de encontrar uma pessoa que simetricamente se encaixasse nos desejos do meu coração. – Taeyeon a segurou pela mão, ela estava sorrindo feito louca. – Chegou o momento de falar a verdade.

Ele ergueu uma de suas sobrancelhas. Pensativo ele suspirou pela enésima vez. Havia um significado ali, um significado que nem mesmo conseguiria explicar, um momento que talvez enquanto percorresse esse mundo da fama, não conseguiria fazer.

– Eu me sinto feliz por você, – ele assumiu, recuando um pouco. – mas a situação me entristece. – abaixou a cabeça e suspirou mais uma vez. – As pessoas, os comentários, a empresa, o emprego de vocês duas.

– Você acha que nosso emprego é realmente um problema? – questionou Jessica. – Eu tenho minha empresa, Heechul e se algo acontecer com o emprego dela, com certeza terá um lugar na Blanc & Eclare.

– Perderei alguns fãs, talvez meu contrato e receberei um monte de ódio. – deu de ombros como se não se importasse. – Nada que não tenha lidado antes, você sabe.

Ele apenas decidiu entender, mesmo não entendendo, mas de qualquer forma nada diminuía a sua felicidade, mas invejava a coragem das duas – mesmo não sendo gay, se fosse e um gay famoso, não conseguiria admiti nem pra si mesmo. Só conseguia senti admiração no meio do caos, no meio desse mundo que iria contrastar as cores das duas, que bateria de frente com o que sentiam.

Sentia-se tão infantil, tão garoto quando seus olhos sem sua permissão começaram a despejar lágrimas. Com as mangas da camisa enxugou as lágrimas.

– Vem cá, deixa eu te dar um pouco de carinho. – Jessica o puxou para um abraço e Taeyeon riu.

 

Taeyeon tomou mais um gole do seu drink ao ver a garota loira entrando na festa acompanhada. O sorriso era parecido com mesmo que ela sempre lhe dava depois de uma promessa de amor imutável. Ela não queria mais pensar nisso, já fazia alguns meses, era o momento de ser forte. Não iria encher a cara, não lhe daria esse gostinho, mas poderia fingir ser a pessoa mais feliz do mundo.

And when I see you then I know it will be next to me
And when I need you then I know you will be there with me
I'll never leave you...

Ela se permitiu cantar olhando para Seohyun que mostrava seu talento e facilidade com musicas em inglês. Sentiu uma pontada de inveja, mas logo sorriu quando a garota fechou os olhos e se deixou levar pela batida e o gelo seco tocando em sua pele.

Just need to get closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now,
closer, closer,
Lean on me now,
Lean on me now

Não queria mais esconder a sua saudade, não quando ela apertou seu peito bruscamente sem dó algum. Olhando para a garota ao seu lado ela pensou que poderia tentar mais uma vez, talvez amar mais forte, com mais coragem e ser mais madura. Quem sabe? Só talvez. Ela só queria um talvez para reascender a sua chama e sua esperança de um novo amor.

– Obrigada por ter me trazido. – disse IU, próxima a Taeyeon, dando um apertinho encorajador em sua mão. – Elas são divertidas.

Taeyeon sabia que ela estava falando particularmente sobre Sooyoung que fizera sempre um comentário ao final de cada música que cantavam.

– Você pode vim no próximo se quiser. – ela respondeu, sorrindo. – Com certeza todas iram querer você aqui.

– Com certeza virei. – e deu um sorriso lindo.

Taeyeon sorriu de volta – era como um agradecimento por ter lhe acompanhado. O sorriso de IU era tranquilizador e combinava perfeitamente com o seu rosto bem esculpido e alvo. Ela balançou a cabeça e sorriu olhando para o palco. Por um momento esqueceu de quem havia lhe atormentado. Era uma garota crescida, sabia lidar bem com as dores, mesmo durante o fingimento.

Ela só pode rir quando Sooyoung incentivou Hyoyeon a encarar um dueto com Seohyun. Fora um desastre, mas era o esperado. A voz de Seohyun acabara se sobressaindo sobre a voz de Hyoyeon e deixara a voz da garota perdida no tom. Taeyeon até cantara alto, com único objetivo de ajudar Hyoyeon a alcançar a nota, mas não foi o suficiente. Quando a música acabou, Hyoyeon correu para o lado de Taeyeon.

– Como foi? – pergunta, tomando um gole da bebida da mulher.

– Foi como esperado. – ela respondeu, dando de ombros.

– Você foi ótima! – intrometeu-se IU, apertando um dos braços livres de Hyoyeon.

Hyoyeon a olhou com um olhar desconfiado e disse:

– Obrigada. – e saiu de perto, para dar espaço para uma Yoona um pouco bêbada sentar.

A primeira coisa que fez logo depois que sentou foi pôr a bebida sobre a mesa redonda do bar, logo voltou a sua atenção a Taeyeon que fingia está entretida com o canudo da sua bebida. Yoona sabia que Taeyeon tentava a todo custo evita-la quando estavam fora do palco, mas claro, era de se esperar por ser a melhor amiga da sua ex-namorada.

– Tudo bem se a Jessica se juntar a nós? – pergunta Yoona, tentando puxar assunto com Taeyeon.

Taeyeon olhou para ela em um segundo e lhe respondeu com um aceno positivo de cabeça. O que mais poderia fazer? Não era como se fosse à dona do bar ou algo do tipo. Iria ignorá-la, como estava fazendo desde então – ignorando sua parte racional que insistia em profissionalismo, pelo menos quando estivessem em um palco.

A garota olhou para Jessica do outro lado da mesa. A garota parecia mais animada hoje a noite, não havia mais olheiras ao redor de seus olhos e não havia um olhar debilitado. Mostrou-se bem sem Taeyeon e isso doeu, mais ainda quando o namorado da garota segurou seu rosto pelo queixo e a beijou suavemente, fazendo-a sorrir e enrubescer.

– Posso falar com você? – perguntou Yoona, tocando no braço de Taeyeon. – Lá fora, por favor.

– Se for sobre ela, por favor. – Taeyeon se desfez da sua expressão alegre e tentou se afastar de Yoona, mas a garota a agarrou pelo braço.

– Você precisa me ouvir! – disse, quase como um grito, a arrastando para fora do bar.

Quando as duas morenas se encontraram fora do bar o silêncio as preencheu como uma flecha que atravessava um peito vazio. Taeyeon cruzou os braços como quem esconde seu coração frágil e abaixou a cabeça. Yoona procurou as palavras certas para dizer a um coração quebrado, mas odiava essa sensação. Queria que Taeyeon tomasse o primeiro passo.

Ela queria dizer que amava Taeyeon, que amava Jessica, que amava as duas juntas, mas queria dizer que odiava a protuberância de chateação que surgira na pontinha dos corações das duas. Essa protuberância era gelada como o oceano e congelava tudo ao redor. Pode sentir o frio transpassar sua pele, tanto que puxou as mangas das jaquetas até as mãos.

– Odeio isso. – declarou, claramente segurando as lágrimas.

– Eu realmente sinto muito por essa situação chegar a esse nível. – explicou Taeyeon, cerrando os punhos. Ela olhou ao redor. – Jamais pensei que ela seria capaz de algo como isso. Taecyeon não te merece Yoona, é só um idiota engravatado.

– Eu não sinto nada por ele. – ela riu amargamente da sua declaração. – Jessica jamais faria isso com qualquer amiga dela.

Abaixando a cabeça, Taeyeon pensou no quanto fora idiota nesses últimos meses, culpando Jessica sem ao menos parar para ouvir os envolvidos com a situação. Precisava reverter isso.

– O que espera que eu faça, Yoona? – pergunta por fim, encurralando-a com o olhar. – Não posso fazer nada, não posso lhe dar a família que ela sonha, não posso lhe dar um amor seguro, só posso observá-la de longe.

Yoona riu amargamente.

– Como você pode amar retratos de alguém que está personificado em sua frente, Taeyeon? – por essa Taeyeon não esperava, o banque lhe fez parar por minutos. – Por que ama a fotografia dela, mas não o que ela é? Por que a ignora?  Não está claro o suficiente que ela quer concertar tudo isso?

 

Ainda cheia de lembranças, Taeyeon se encheu de orgulho e chateação para lidar com os anos que lhe prendiam a Jessica. Chateada e cheia de amor, continuava comprando seus alimentos preferidos, fazendo alguma brincadeira parecida com as que Sooyoung fazia apenas para lhe arrancar sorrisos. Era um ano especial, 2014 havia chegado e lhe trazido várias lembranças boas de suas membros, de sua família e do seu Ginger.

Manteve sua promessa de não chorar quando suas meninas partiram de seus átrios. Como uma boa garota, engoliu suas lágrimas e suspirou pesadamente como se fosse o último ar. Amar Jessica havia lhe trazido um sintoma: nostalgia.  Nunca deixara de conversar com a senhora Jung, apesar de nunca ter assumido seu relacionamento desconcertante com a filha da mulher.

Sempre quando a senhora Jung a questionava sobre a relação das duas, Taeyeon insistia em menti, sempre finalizando a conversa com um: estamos todas bem e seguindo firmemente com coragem que não tínhamos na época de debut. Era a mesma frase, tanto que a senhora Jung repetia da forma mais silenciosa que podia quando Taeyeon  falava.

– Reconheço a negligencia de Sooyeon e a falta de cuidado dela, Taeyeon. – comentou a senhora Jung do outro lado da linha. – O fato de ela estar sendo fotografada com ídolos masculinos não me agrada também.

– Realmente sinto muito senhorita Jung, mas como progenitora, pensei que não haveria melhor pessoa para conversar com ela sobre isso. – respondeu Taeyeon, concentrada no norzinho da jaqueta que acabou levando a boca. – Não quero ser mal interpretada, tão pouco inconveniente.

– Tudo bem Taeyeon, como líder é o seu papel. – rebateu a senhora Jung, logo acrescentou: – mas de antemão garanto que isso não lhe trará nenhum maleficio, ela não possui mais nenhum relacionamento.

Taeyeon coçou a cabeça confusa. Realmente não sentia mais tanto quanto gostaria de sentir.

– A minha preocupação não é essa é com a imagem integra de todas elas. – rebateu Taeyeon, retraindo o rosto. – De qualquer forma muito obrigada senhorita Jung e eu realmente sinto a sua falta. Obrigada por amar SNSD.

A senhora Jung riu estranhamente, um riso como o de Jessica. Taeyeon não podia deixar de associar os risos perfeitos, os encaixes, as notas.

– Eu também sinto sua falta, querida. – declarou à senhora Jung. – Traga todas as suas garotas para um almoço, certo?

– Prometido. – ela disse sorridente e desligou o celular.

Jessica entrou na cozinha como um furacão devastador. Ela retirou a maçã de Taeyeon e deu uma mordida.

– Não coma isso, está estragado. – ela fez uma careta nervosa.

– Não é como se eu caísse morta por todos os cômodos da casa. – ela rebateu, jogando a maçã no ar e tomando-lhe de volta.

Jessica, ficou minutos pensativa na colocação da frase de Taeyeon. Parece que faz tanto sentido quando um psicanalista psicólogo. Olhando para nada mais que o teto, ela pensou silenciosamente na frase.

– Se você estiver morta, cairia apenas em um cômodo, não? – ela ergueu uma de suas sobrancelhas.

A expressão de Taeyeon se desfez em um enrugar desconhecido da própria pergunta. A próxima coisa que viu lhe chocara gravemente. Sooyoung beijara Yoona como se não houvesse ninguém mais ali. Ao se desfazer do beijo, Yoona olhou atônita para Taeyeon e Jessica.

– Eu... acho... – gaguejou Sooyoung, olhando para os lados. – Meu quarto parece um bom lugar.

Sooyoug desapareceu abruptamente. Elas se concentraram na questão anterior, menos Yoona que continuara sua trajetória retilínea até a geladeira. Ela retirou um sanduiche natural e desapareceu, dando um sorrisinho sonso. Jessica não se conteve em gargalhada, pensando na ironia do destino. Yoona havia lhe contado que estava namorando um garoto incrível e dedicado, não imaginaria que era Sooyoung.

Taeyeon não conteve seu riso e a acompanhou na risada. Quando a risada estava se contendo aos poucos, elas se olharam por um longo período depois de anos.

– O que? – Jessica questionou, vislumbrando aquele “q” interrogativo no olhar de Taeyeon.

– Nada. – ela riu de volta. – Finalmente. – ela mordeu a maçã em seguida.

– Não coma isso, por favor. – alertou Jessica e isso fez Taeyeon sorri. Ela ainda se importava com ela.

O sorriso dela era tão amplo quanto o seu sucesso.

 

 

– Não quero nunca mais voltar a falar com você novamente! – gritou exasperada.

Taeyeon tentou tocá-la pelo braço. Tentou o concerto do seu amor, mas todo o trabalho estava indo por água abaixo quando a garota decidiu ignorá-la completamente. Taeyeon esperava que isso não fosse algo que a sua empresa lhe prestara a participar. O que mais poderia fazer? A única coisa que sabia fazer era cantar e nada mais.

Não havia completude no silêncio. Não poderia se engajar nessa tentativa falida de calmaria de Jessica, seu corpo não cederia. Desesperou-se e tentou puxá-la mais uma vez, mas era como se seu toque fosse como lava e seu corpo uma corrente elétrica de impossível permanência. Taeyeon não segurou o choro dessa vez.

– O que houve? – questiona entre os soluços.

– Graças a sua empresa Taeyeon, definitivamente não sou mais uma membro do grupo! – ela riu, enxugando as lágrimas. – Deve ser ótimo pra você, não é? Pra elas? Tanto que na sala de reunião aquele silêncio foi o suficiente para entender tudo o que estava acontecendo.

– Eles não podem fazer isso Jessica! – exclamou ela, por um segundo pressionando os olhos com as pontas dos dedos. – Não seriam tão asnos ao ponto de tentar perder tantas ações.

Jessica ficou em silêncio segurando o choro. Ela grunhiu alto ao ponto de explodi duramente e acabar expondo tudo que poderia expor nesse período como uma das membras de SNSD.

– Não tive a chance de votar a respeito disso Jessica, por favor. – tocando-a pelo braço, Taeyeon a puxou para ela. – Tudo que sempre quis foi proteger SNSD.

Levantando o olhar Jessica se sentiu indefesa, totalmente presa a um sentimento que negou ao longo desses anos. Era como se tivesse tomado uma proporção tão gigantesca que não podia controlar o que sentia. Era o seu interno, sua energia, o que lhe motivava a imaginar. Sua imaginação sempre levava a veredas que guiassem a Taeyeon.

Odiava o fato de sentir muito e expressar pouco. Taeyeon era o seu sintoma.

– Como se todo esse tempo gasto não fosse real, como se nem no meu sonho fosse um esforço para inconsciente e consciente para que eu permanecesse aqui. – ela cerrou os punhos. – Sempre me esforcei, nunca coloquei a minha empresa acima de SNSD.

– Eles não podem fazer isso com você. – disse por fim.

Em silêncio Jessica se afastou. Não era justo ter que escolher entre sua empresa e ser um membro de SNSD. Desde que iniciara os projetos para a sua empresa deixara a SM a par de tudo o que acontecia e a mesma ciente de tudo concordara com Jessica a principio, mas as coisas mudaram.

Jessica queria ficar longe de tudo que envolvia SNSD e principalmente longe de Taeyeon. A mulher não era má pessoa, mas como líder deveria ter uma postura mais rígida a respeito da decisão impensada da SM. Taeyeon nunca tivera voz naquela empresa e entre seus membros, tanto que ela sempre precisou de Jessica para tornar as suas decisões irrevogáveis.

Ela se afastara de Jessica e a deixou sozinha mais uma vez. Triste e amargurada com suas amigas a qual se empenhara nesses 15 anos. Jessica não podia lutar por aquilo, sabia que era um esforço em vão lutar por quem não lutou por ela. Resolveu se afastar.

O afastamento de Jessica foi o suficiente para machucar Taeyeon. A mesma se encontrou aos prantos depois que leu o texto de Jessica no weibo, depois que viu uma foto de Jessica acompanhada de um cara que não havia tomado conhecimento sobre. A verdade era que estava mais sensível desde o anuncio do namoro de Yoona e Sooyoung.

Ambas estavam em um relacionamento fajuto apenas para que conseguissem ficar juntas. A Coréia não aceitaria um relacionamento homossexual, principalmente de garotas que a conquistaram e se tornaram a girlband da nação.  Algo viria a seguir para abafar a saída de Jessica – como sempre fizeram. Não queria ser usada mais uma vez para abafar um escândalo e não queria que seus membros fossem alvo do mesmo.

Em uma manhã de segunda Taeyeon recebeu uma ligação de um dos seus empresários com a proposta de um álbum solo. Ponderou inicialmente, mas aceitara, faria tudo para proteger seus membros abafando esse caso.

 

Jessica a abraçou como se fosse à última vez, como se criassem um espaço capaz de separa-las bruscamente. Ela sentiu os braços de Taeyeon ao redor da sua cintura e se sentiu em casa. Seus braços acolhedores lhe traziam seguranças. Sentindo o cheiro doce de Taeyeon, ela se permitiu se sentir livre, ainda mais quando Taeyeon a girou, mantendo-a suspenso em seu corpo.

Enquanto sentia o seu cheiro, Taeyeon pensou no quanto precisava daquilo. Jessica sempre fora seu álibi, a sua válvula de escape. Seu cheiro era extremamente reconfortante. Sentia-se feliz por ter preparado aquela surpresa para ela, mesmo a mesma sendo tão simples – sua garota amava simplicidade e nem mesmo se dera conta disto.

– O que faz aqui? – pergunta Jessica, sorrindo.

– Vim ver uma linda garota. – respondeu com um sorriso charmoso e em seguida beijou o rosto de Jessica. – Pensei em você, então tomei a liberdade de vim te ver.

– Mas em uma moto, Taeyeon? – ela ergueu uma de suas sobrancelhas.

Taeyeon se afastou um pouco, o suficiente para ter uma boa visão de Jessica. Encostada em sua Scooter, tudo que conseguia pensar era em como a sua garota era bela.

– Bem, na verdade é uma Scooter, – rebateu, dando de ombros. – talvez uma carruagem ou mesmo um foguete, o fato é que eu queria te ver.

– Por que depois de todos esses anos eu ainda insisto em me apaixonar por você, Kim Taeyeon? – pergunta, puxando-a pelo colarinho. – Não sei se posso sentir o mesmo com outro alguém.

– Eu te amo, Sooyeon. – disse baixinho, pronta para beijá-la.

Depois do beijo trocado, Taeyeon ofereceu um capacete para ela e antes de a garota tocá-lo, beijou-a fortemente, se prendendo em seu pescoço tão acolhedor, sentindo o seu cheiro. Taeyeon havia lhe esperado na porta do prédio da Coridel Entertainment, com o objetivo de levá-la para jantar. Jessica tomou essa ideia como forma de se libertar e assumir seus desejos. Estava feliz e radiante, como o sol que aquece a terra todas as manhãs. Beijando-a mais uma vez, Jessica sentiu os olhares ao redor e ignorou.

Com um sorriso estampado no rosto, pôs o capacete na cabeça e esperou para que Taeyeon montasse na scooter para que finalmente fizesse o mesmo.

– Aonde iremos? – ela pergunta, encostando o queixo no ombro da garota.

– Há qualquer lugar que pertença apenas a mim e você. – respondeu Taeyeon, respirando profundamente e preenchendo seus pulmões com o odor da liberdade.

– Vasculhar o universo. – ela comentou com um sorriso.

– O universo.  – repetiu Taeyeon, ligando sua moto e embarcando em uma jornada com Jessica. – Eu te amo como se fosse à última vez.

Jessica sorriu abraçando a cintura da mulher fortemente, se mantendo salva, enquanto Taeyeon dirigia pelas ruas de Seoul. Ela viu o sorriso de Taeyeon e sorriu, sentindo o vento tocando-lhes os cabelos e o bagunçando com determinação. 

Seu espirito era tão livro quanto às ondas do mar. Sentia-se como o mar, sob influencia da lua. Ela era o mar e Taeyeon a sua lua que guiava esse seus comportamentos. Durante a viagem Jessica tirou algumas fotos das duas, mas claro, quando os sinais fechavam.

Quando Taeyeon estacionou ao meio fio. Segurou a mão de Jessica e correu com seus dedos entrelaçados até o fim do píer. Taeyeon olhou para a praia vazia e suspirou. Estava mais do que satisfatório para ela. Sentindo Jessica lhe abraçar por trás, sentiu seus músculos enfraquecerem – ela era a sua kriptonita.

– Eu não mudaria nada em você. – comenta Jessica, escondendo o rosto nos cabelos de Taeyeon.

– Hmm, eu mudaria uma coisinha. – disse rindo um pouco e sentiu que Jessica se afastou e então puxou os braços dela novamente para o seu corpo. – Gostaria que sua inspiração estivesse aqui, próxima a mim. Eu sinto sua falta todo o santo dia, mesmo sabendo que quando você viaja, sempre aparece uma nova inspiração nas suas composições e afins, mas você não pode me culpar de sempre se preocupar com você. – Taeyeon retirou um papel do bolço e entregou para Jessica.

Jessica abriu o papel com cuidado, sentindo medo de rasgar.

Eu amo o jeito em que VOCÊ arruma seu cabelo, o jeito em que suas mãos passam por entre os fios. Amo a cor que tem o seu cabelo, amo o cheiro doce e inesquecível que ele tem.
Eu amo o jeito em que VOCÊ olha, eu amo o formato de teus olhos, a cor da mais linda e delicada existente. Os olhos negros te tornam a mulher mais linda do mundo.
Eu amo o jeito que VOCÊ anda, o jeito que você pisa, o jeito em que você gesticula com a mão. O jeito em que seu corpo se move, o jeito com o qual você fica parada, é quase uma dança.
Eu amo o jeito em que VOCÊ conversa, tua voz é doce e gentil. Ela é grudada em meus ouvidos, uma sintonia que eu nunca esquecerei. Eu amo o formato de tua boca.
Eu amo você de todos os jeitos, cada fio de cabelo, cada gesto, cada ato e cada centímetro de você. Eu amo, eu te amo...

Jessica a abraçou com força e beijou o pescoço de Taeyeon com delicadeza. Queria aproveitar o máximo possível porque a paz das duas acabaria em breve, sim, em breve devido a tanta exposição que estavam sofrendo, mas isso não era tão importante assim – pelo menos não naquele momento.

– Jessica, Taeyeon, por favor. – disse alguém, ofegantemente.

Taeyeon e Jessica se viraram para encontrar uma fã com um sorriso bonito no rosto.

– Olá. – Taeyeon foi a primeira a falar, se afastando de Jessica.

– Uma foto, por favor. – pediu, curvando-se educadamente.

– Claro. – disse Jessica sorrindo.

Taeyeon se aproximou do ouvido de Jessica e disse sussurrando:

– Eu espero que esteja preparada para os boatos de amanhã.

– Sim, eu estou. – e a beijou rapidamente, deixando a fã petrificada em seu lugar. Perplexa demais para poder falar. – Boa sorte, Kim Taeyeon.

– Boa sorte Jung Sooyeon, mulher mais linda do mundo. – dei um risinho. – Você surpreendeu a sua fã, parabéns. – ela estava rindo e apontando para a garota.

Jessica cuidadosamente tirou o celular da mão da fã e sorriu.

– Não é de se admirar que a mulher mais linda do mundo namore a outra mulher mais linda do mundo. – deu sorrisinho, pondo uma de suas mãos na boca. – Eu te amo.


Notas Finais


Então eu acho que seria bem justo se vocês decidissem o próximo tema da oneshot, então eu fiz uma votação uma simples e besta sinopse pra que vocês decidissem nos comentários.

Bad girls: Taeyeon se interessa por Jessica e a conhece em um colégio de freiras. Jessica é bem insinuativa sobre o que quer fazer com Taeyeon e isso a deixa obsessiva pela garota, mas claro é tudo para iludir a líder pigmeu. Apesar da Jessica não corresponde-la de inicio depois por conta de alguns acontecimentos cai na vida de crime com Taeyeon e Sooyoung.
Irmã gêmeas: Taeyeon sempre amou Jessica e por conta da dificuldade das duas em permanecerem juntas por conta do laços sanguíneos, fogem para EUA e vivem um romance escondido. Taeyeon faz uma cirurgia nos olhos e boca para se diferenciar um pouco de Jessica e assim acabam casando, mas a situação acaba se tornando drástica porque a forma que a Taeyeon encontra de lidar com a dor de perder os pais e ser irresponsável é traindo Jessica. E agora, o que ela terá que fazer para reconquistar a confiança de Jessica?

Jessica com narcolepsia: pra quem não sabe narcolepsia é uma doença que faz com que a pessoa apague durante a falta de movimentação. Esse tipo de pessoa precisa ficar sempre em movimento, caso contrário acaba dormindo (alguns possuem expressões fofas durante e isso faz com que a Taeyeon acabe se apaixonando pela Jessica). Jessica sonha com uma garota linda que a trata super bem e insistira em dizer que lhe amava milhões de vezes em seu sonho. Ao acordar acredita que já tenha visto essa garota alguma vez em sua vida, afinal, não é possível você se apaixonar por uma garota em seus sonhos sem nunca tê-la visto e acaba que descobre que essa garota dos sonhos é uma garçonete que fica próxima a faculdade de Krystal. Agora Tiffany e Krystal terão que ajudar Jessica a fazer com que Taeyeon se apaixone por ela antes de Taeyeon voltar a morar na sua cidade natal.

Edit1: me expressei mal quando falei sobre narcolepsia sendo fofa, não é isso. É uma doença horrivel, mas é convívio com uma amiga quem tem. As expressões dela durante uma crise sao fofas.

Edit2: Também quero mostrar o quanto pessoas com essa doença podem ter uma vida tão normal quanto a nossa.

VOTEM!!!


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