História Letters - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Mileven, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 203
Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quem nunca se apaixonou? Quem nunca se escondeu da pessoa amada? Quem nunca se sentiu diferente? Quem nunca sentiu as famosas borboletas no estômago?
Eu até entendo a Millie, e diferente do que pensam, ela é forte por aguentar essa barra toda por três longos anos, o problema é: Quem nunca teve medo de contar o que sente?

Quero agradecer a todos os leitores que comentaram, me incentivaram muito e eu me senti super acolhida por vocês, muito obrigada mesmo!
Não revisei mas vou revisar, então perdoem as minhas repetições e erros gramaticais.

Capítulo 2 - Medo


Fanfic / Fanfiction Letters - Capítulo 2 - Medo

Caro leitor, Por favor, antes de começar essa narrativa, leia as notas acima! Fiz uma pequena reflexão sobre a personalidade da Millie nesse capítulo, espero que vocês se coincidam e entendam o que ela sentiu.

beijos, boa leitura, continuação.

Millie, 16 anos, POV ON

 

As vezes de perto, somos ignorantes e deixamos de enxergar o que está bem a nossa frente, talvez por culpa de um motivo irrelevante, talvez por ter tudo na palma da mão, talvez por um sentimento manipulador tomar conta de nós, humanos, e  esses três “talvez” simplesmente blindam nossa visão, eles são uma das razões- além da minha falta de coragem, atualmente chamada pela sociedade de “covardia” – pelos quais eu me afastava de Finn, pelos quais eu me mantinha longe.
Desde pequena sempre gostei de observar, sondar ao redor sem participar, acabei criando essa diferença de mundos entre nós dois e negligenciei  sua aproximação, agora parece irreversível, minha culpa, de um modo que uma força fizesse eu me afastar dele mas outra força ainda maior constantemente me fizesse voltar para ele, com uma barreira nos separando, claro.

Entretanto, mesmo longe, mesmo não estando lá, aspirava grandiosamente ver os seus inúmeros lados, ações, como era de todos os jeitos ou lidava fora daquele patamar de superficialidade, de status na qual todo ensino médio é, onde fazemos de tudo para sermos populares- mas uma coisa se fez bem clara, Finn é verdadeiro, sem precisar passar a mão na cabeça de alguém ou ser quem não é, exclusivamente para agradar os outros, natural, o termo adequado perfeitamente, pois não se deixou induzir nessa fase dura, onde muitos perdem a personalidade, a essência. - ,  sozinho nos bastidores, o que fazia quando esses sentimentos- tristeza, mágoa, solidão- o apossavam, pensava, ver o quão profundo ele era, pois eu podia perceber com toda a certeza contida no âmago que ele era profundo, que tinha algo na qual nunca demonstrara para ninguém, escondia, ficando solto pelos ares e por fim extrair cada pedacinho de si, sem perder nada, sem estar cega, sem estar vendada, mesmo que por conta disso tivesse de sacrificar o fato de ser incapaz de me aproximar ou ter uma relação consigo, ser íntima dele e assim eu percebi...já estava por um todo cega de amor, e é fútil se estás perto ou longe, a paixão vai te atingir e te dominar, não importa onde você esteja.

Isso doía,  além do meu esforço ter o produto inválido, meu maior desejo era conhecê-lo, sei que é bobo, contraditório e um pouco idiota mas eu fracassei em evitar. A falta de alguém, a falta de Finn, que nunca foi exatamente presente na minha vida, faz o meu peito se apertar e a tristeza definitivamente se alastrar, saudade do que eu nunca senti é a minha definição, por inteiro.

 

 

Esses pensamentos sempre rondavam minha mente ,porém, no momento em que aqueles olhos convidativos pousaram nos meus, no exato segundo em que aquela insanidade me atingiu, tudo parou.
Foi como se os nossos mundos se encaixassem, a barreira evaporasse, parecia que um corpo totalmente transparente ficou no lugar do meu e ao invés dele ver através, os órgãos, ele podia ver as frases que eu gostaria de lhe falar flutuando no meu corpo, tudo que eu nutria pelo mesmo. O brilho dele iluminou completamente a vastidão do meu mundo, da minha poeira cósmica e todos os pós emaranhados que eram os meus sentimentos pareciam aparentes.

 Terrível agonia, terrível constrangimento, desviar o mais rápido possível deveria ser a solução, fracassei novamente, as faíscas oriundas me amarravam a aquela sensação desconhecida, de novo e de novo, repentinamente, eu não precisei mais quebrar a ponte voluntariamente, uma voz quebrou por mim,

-Finn, amor, senta aqui, ajeitei sua bolsa.- chamou docemente Iris, batendo na cadeira devagar, atraindo a atenção do Wolfhard para si, fazendo-o pegar de volta todas as sensações que me deu em partículas de tempo, partículas de tempo semelhantes a várias horas.
A turma voltou a gritar pelos pombinhos, o grupo de amigos de Finn zoava ele com frases do tipo “vem aqui amorzinho ui” principalmente Gaten, puxando os demais, atraindo risos dos quatro cantos da sala, especialmente Sr. Randy, um professor que não se importava em rir dos assuntos relacionados a Finn e parar a aula por isso, até ele mesmo bagunçava.
Finn virou uma última vez, por um milagre divino no qual eu pedi tanto, um simples sorriso de canto brotou em seus lábios enquanto as mãos permaneciam nos bolsos da calça , piscou em minha direção, dando a entender tantas coisas na minha cabeça e sentou-se no suposto lugar usual- o lugar de Finn era na cadeira da frente da Apatow, portanto ela poderia mexer com ele o quanto desse na aula, Jack fica logo atrás de Iris. Ele não é muito de ir com a cara da loira pois por ela ser ex-novata e ter chegado na escola há um ano e meio, sim, a sortuda conseguiu conquistar Finn Wolfhard em menos de um semestre, tratou de roubar o lugar de Jack na intenção de se aproximar do atual namorado, deu uma confusão danada, afinal ninguém separava a principal turma de amigos da classe, mas ela com seu poder de persuasão conseguiu dobrar Jack, que teve de se contentar.
É até melhor já que Sadie senta atrás dele e os meninos vão até ele conversar, a ruiva acaba escutando todos os assuntos sobre Finn e me fala,  algo ótimo, como aconteceu nesses nove dias.-  de costas para os de trás, incluindo a mim, virei a cara, encabulada, voltando a olhar para a janela onde poucos seguranças da escola rondavam o jardim, ninguém pareceu notar o que tivemos naqueles poucos segundos, a sala deveria estar envolvida nos comentários do professor sobre a chegada do aluno do dia , na esperança dele se arrumar logo em sua cadeira, então tudo voltaria a ser o que sempre foi,  subitamente percebi...todos foram cumprimentar o Wolfhard no entanto ele me cumprimentou do seu lugar silenciosamente, foi como sair um pouco das sombras, palpitei, me senti nua, também, me senti visível , o medo, medo do desconhecido me apavorou, e se as coisas mudassem? E se ele me puxasse das sombras? E se o rito das coisas não fosse mais o mesmo? Não me sinto pronta pra isso.

Outros professores transitaram a sala depois do término de química, a turma, menos agitada, se animava nas saídas e vindas, sendo que podiam perguntar como foi a viagem dele para Vancouver, Canadá , sua terra natal, nesse meio tempo. O sinal bateu, após quatro aulas diferenciadas, indicando a livre saída para o refeitório, eu corri na frente de todos, pegando meu caderno vermelho de declarações, num impulso, imediatamente para o banheiro, entrei em um box , sentei em um vaso de tampa fechada e fechei em seguida.
Observei as paredes de mármore, a porta de metal, na tentativa falha de me acalmar, 
-Millie! Abre essa porta! Agora!- Sadie parecia com raiva, esmurrava a porta com força frenética.
-Sadie, agora não...por favor.- choraminguei.
-Agora! Millie Bobby Brown!- droga, ela só fala meu nome completo quando está com raiva, uma raiva forte.
Rendida, fiz de acordo com o seu pedido.
Ela entrou e se sentou no chão, a cara completamente rubra e ofegante, saiu correndo atrás de mim, certamente.
 – O que foi isso? O cara te dá a maior bola do mundo se depender e você sai correndo que nem uma garotinha?- ela chuta o vaso, abaixo minha cabeça, minha covardia está explícita. – Achas que eu não notei? Aqueles tontos da sala podem não ter notado mas eu te acompanho nessa sua paixão avassaladora faz três anos, três idiotas anos já que você nunca conta o que sente!- ela tira das minhas mãos o caderno vermelho e começa a folheá-lo.
-SS deixa pra lá... vamos ignorar isso. – nem estou adivinhando o que ela vai jogar na minha cara.
-Você ignorou isso por três longos anos e EU NÃO SOU VOCÊ! Não vou deixar isso acontecer, o Ensino Médio acabar e você nunca contar o que sente, irem pra lados diferentes e a vida só de sacanagem nunca mais unir os dois de novo e conviver com a culpa, vai ser horrível, a culpa do que deveria ter feito e não fez! Olha pra mim Millie Bobby Brown, olha o que está escrito nesse bendito caderno, olha o que você escreveu!- nas páginas do meio ela acha o desejado, só faltou esfregar no meu rosto os dizeres.

“Eu quero sua atenção mas eu não sei como lidar com ela
Seu corpo não é nada enquanto eu não tenho o seu coração
Não tire os seus olhos de mim. (de mim). “

-Cara, sabe, as vezes eu juro que não sei o que dá em ti, juro mesmo, teve a atenção dele hoje? Aproveita amiga MAS NÃO vira a cara e depois sai correndo.
Você deve ser a única menina no mundo que diz que o coração dele importa mais pra você que a beleza dele, depois da mãe dele obviamente, nem a Iris deve ser assim, do que você tem tanto medo Millie? Da rejeição? Dele não gostar de quem você é? Ele não te rejeitou hoje e só você não foi falar com ele na sala, mesmo o menino tendo todas as razões existentes no universo pra nem olhar na sua cara, igual a todos os outros que te ignoram, pelo contrário! Finn é especial,-ela sussurrou o nome dele bem baixinho em leitura labial, voltando- você é especial! Deixa ele te conhecer, deixa ele descobrir o teu mundo garota! A gente nem sabe se vai ser um não ou um sim, então por favor, pelo amor do Demogorgon, que a gente nem sabe se ele tem...uma vez na vida esquece essas tuas teorias conspirativas da vida, para de pensar demais e vai, se entrega, tu já és entregue a Ele de corpo e alma, agora demonstra isso, demonstra que os teus sentimentos por ele são valiosos, eu sei que são!- Sink quase arranca os cabelos dando sermão, me olha com o olhar de cobrança e súplica, esfrega a cara antes branca dela, estressada.
No banheiro nunca falamos o nome de Finn, alguém poderia escutar, sempre nos referimos ao Wolfhard como “Ele”.

-Sadie, sabes que eu não tenho coragem, eu tenho medo...medo da rejeição, medo de fazer ou falar besteira, medo dele nunca sentir por mim o que eu sinto por ele...-

-Se ele nunca souber, nunca vai sentir e se ele já sentir? E se ele te achar interessante e não se deu conta disso? Você o merece muito mais que a droga da Loira! Então...espera, espera.. deixa eu pensar... o lance todo é o medo né?- balancei a cabeça em um sim, Sadie agora se animou, ficou com cara de quem ia aprontar, agarrei fortemente os meus joelhos tomados por uma calça surrada cinza e ela começou a tagarelar de novo.- Sabe Mills, não precisa dizer o que sente diretamente, no entanto você escreve bem sobre os seus sentimentos, então e se a gente fizesse uma carta anônima? Assim a relação dos dois começaria aos poucos.- a ideia mais maluca que já ouvi até hoje. 

-O quê? Estás louca? E se ele descobrir?- confrontei, ficando vermelha e descrente.
-É pra isso que serve uma carta anônima Millie! Ele não vai nem sonhar quem foi, outra, meu melhor amigo é o Jack,  de homem né, sei que não fala com ele, mas ele faria qualquer coisa pra tirar a loira da vida dele menina! Acorda! Ele ajudaria a gente nessa! O que está esperando? fala logo um sim!- sua animação contagiava qualquer um, o medo do desconhecido começou a me inundar de novo... 

Continua? 

 


Notas Finais


E aí o que acharam? Odiaram? Gostaram? Fiz bem no desenvolvimento do pensamento da personagem? Gostaram do jeito que ela se sentiu? Pois eu me sinto assim muitas vezes.
Críticas construtivas me incentivando a melhorar, comentários e opiniões são muito bem vindos, eu amo e quero debater a personalidade dela com vocês, calmem que não é tudo que ela sente kkkk


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