História Letters - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Depressão, Sasusaku, Suícidio
Visualizações 166
Palavras 1.082
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


IMPORTANTE
As cartas estarão em Negrito, Itálico e sublinhadas.
Os flashbacks estarão apenas em itálico.

Acredito que alguns de vocês leitores possam ficar confusos com este capítulo.
Bem, essa história se passa nos Estados Unidos e diferentemente do Brasil, o ano escolar começa entre Julho e Agosto.
Então os flashbacks e algumas coisas que a Sakura fala se passa no período entre Julho/Agosto à Janeiro, pois Sakura se suicidou em Fevereiro.

Capítulo 4 - The Fourth Letter


Fanfic / Fanfiction Letters - Capítulo 4 - The Fourth Letter

Quando chegou ao colégio, seus pés doíam, mas ele não iria parar. Não iria parar até ler a última carta. Para sua infelicidade, os portões do colégio eram fechados após a saída dos alunos e então deu a volta no prédio e avistou algumas janelas.

Passou por alguma delas até encontrar a sala de artes, que agora estava escura e vazia. A janela estava trancada; Sasuke apanhou uma pedra que estava a alguns metros dali e se afastou da janela, olhando para os lados.

Não havia ninguém por perto. Ele arremessou a pedra contra a janela, a qual quebrou na parte central. Sasuke enfiou a mão pelo buraco que havia feito no vidro e puxou a tranca que fechava a janela.

Afastou os cacos de vidro com o casaco antes de entrar. Apanhou o celular no bolso e ligou a lanterna. Avistou o quadro na parede e apressou-se em caminhar até ele. O retirou da parede com cuidado e um envelope caiu no chão, aos seus pés.

Devolveu o quadro ao seu lugar de origem e apanhou o envelope no chão, abrindo-o em seguida.

Konoha, Seis de Fevereiro de 2017.

Nos dias que se seguiram eu mal conseguia sair do meu quarto e passava horas no banho, apenas tentando tirar toda a “sujeira” do meu corpo, mas aquilo era só coisa da minha cabeça, a culpa não era minha, era dele. Eu finalmente percebi que foi um erro ter comparado esse monstro com Sasori.

Eu e meu irmão tínhamos nossas diferenças, como todos os irmãos, mas Sasori nunca seria capaz de um ato tão imundo e desprezível.

Eu estava passando o maior perrengue em casa. Sempre que chegava eu me trancava no quarto, evitava ficar sozinha em casa com ele, mas havia algo que estava me ajudando a segurar a barra.

E esse “algo”, é você, Sasuke. Você ainda se lembra do nosso primeiro beijo? Eu sim. E será um momento que eu pretendo nunca esquecer. Sua companhia me deixa simplesmente radiante; Dormia completamente ansiosa para que chegasse logo o dia seguinte.

Passaram-se semanas e depois meses e nosso “relacionamento” foi evoluindo. Algumas pessoas até perguntavam se éramos um casal, mas a verdade eu nunca soube. O que nós éramos?

Começou com um beijo na biblioteca e quando me dei conta, já nos beijávamos em lugares públicos. Sentia que podia confiar em você e estava planejando te contar o que estava acontecendo comigo. Talvez você pudesse me ajudar... Talvez...

Um dia você me chamou para ir a sua casa e eu juntei toda a coragem que eu tinha no caminho até sua casa. Quando cheguei lá você me disse que estava sozinho e que poderíamos ficar juntos; Bem, foi o que aconteceu.

Por mais que eu quisesse, eu não conseguia afastar você para contar o que havia acontecido comigo em casa. Seu beijo, teu cheiro me trazia conforto. Eu me sentia segura. E foi então que o clima começou a esquentar.

Nos deitamos na sua cama e você desceu o zíper da minha blusa e suas mãos percorreram minha cintura. Não me leve a mal, eu gostei e queria continuar. Eu queria transar com você... Mas as circunstâncias não eram as melhores.

Por um momento, quando abri os olhos, em minha frente eu não vi Sasuke Uchiha, eu vi meu maldito meio irmão e cada segundo que passei naquele quarto com ele passaram pela minha cabeça, bem lentamente.

Foi aí que eu te empurrei para o lado. Eu lembro que eu estava chorando e você perguntou se havia feito algo errado. Eu abri a boca para falar e eu juro que ia te contar, mas aí alguém bateu na porta.

Por um acaso era seu irmão. Ele pediu desculpas por atrapalhar e antes mesmo de fechar a porta, eu me levantei e fechei minha blusa. Passei por ele e saí correndo da sua casa. Eu voltei para casa por que sabia que não havia ninguém lá.

Me tranquei no meu quarto e chorei. Chorei até não conseguir mais. Chorei porque fui covarde em não contar para você ou para qualquer outra pessoa que eu havia sido estuprada. Se eu me acho covarde por não ter contado, me pergunto o que as outras pessoas acham de mim agora que estou morta.

 

Sasuke arfou e encarou novamente cada palavra escrita na carta. Seu coração estava apertado. No final da carta, havia uma data. 08/11/09.

Ele lembrava-se perfeitamente do dia que Sakura narrou na carta. Lembrava-se de como ficara confuso com a atitude de Sakura. Ele devia ter percebido. Com toda certeza deveria ter percebido que havia algo errado no comportamento dela, mas foi tão cego...

Pensou por alguns segundos sobre a data no final da carta e então se lembrou do que leu na primeira. Sasori havia morrido em 2009.

Alarmou-se quando ouviu passos no corredor. Havia se esquecido completamente que havia um segurança que ficava dentro do colégio, verificando as salas.  Correu até a janela e saiu rapidamente.

O céu estava começando a ficar escuro e com certeza Mikoto e Itachi estariam se perguntando se ele ainda estava no psicólogo. Calculou a distância até o cemitério e demoraria pelo menos vinte minutos para chegar lá.

O relógio do celular marcava seis horas da noite. Provavelmente chegaria atrasado em casa, mas não se importava com nada no momento, senão com a carta.

Mesmo com os pés doendo, obrigou-se a correr e quando chegou ao cemitério, recebeu uma ligação de Mikoto.

-Acabei de sair do psicólogo. –ele respondeu enquanto caminhava entre as fileiras, tentando ler os nomes nas lápides, mas estava escuro. –Não, não precisa mandar Itachi vir me buscar. Eu estou bem, mãe, eu juro. Eu não vou demorar.

Sasuke desligou e ligou novamente a lanterna do celular. Andou alguns metros até que, enfim achou a lápide de Sasori, que por algum acaso ficava ao lado da lápide de Sakura.

Sentiu um nó se formar em sua garganta e se aproximou da lápide de Sasori. Atrás da pedra de mármore, havia um envelope grudado ali com fita adesiva. Este, diferente dos demais, tinha uma elevação, como se houvesse outra coisa além da carta dentro.

No envelope, estava escrito: “Preparado para a última carta?”. E então ele respirou fundo questionou-se se realmente estava pronto para ler aquela carta.

Sentou-se num banco de concreto que havia ali e abriu o envelope, puxando a carta. Dentro do envelope, havia também uma corrente com um anel pendurado ali. Segurou o anel e abriu a carta, começando a lê-la.

 



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