História Letters - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Depressão, Sasusaku, Suícidio
Visualizações 192
Palavras 1.090
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Penúltimo capítulo, gente. Espero que gostem<3
IMPORTANTE
As cartas estarão em Negrito, Itálico e sublinhadas.
Os flashbacks estarão apenas em itálico.

Capítulo 5 - The Fifth Letter


Fanfic / Fanfiction Letters - Capítulo 5 - The Fifth Letter

Konoha, Oito de Fevereiro de 2017.

Eu hesitei. Pela primeira vez eu hesitei e pensei se realmente valia apena tirar a minha própria vida. Um dos motivos que me fizeram questionar essa escolha foi um anel; Um anel que pertencia a Sasori e que a enfermeira me entregou no dia que ele morreu.

Eu o joguei dentro de uma caixa por meses porque ver aquele anel me fazia lembrar dele, mais especificamente de vê-lo deitado naquela cama de hospital. Achei o anel alguns dias depois que fui à sua casa e resolvi usá-lo. O coloquei numa corrente prateada e passei a usá-la todos os dias. Quero que fique com você porque não suportaria a ideia de ver esse anel no fundo de uma lata de lixo.

O segundo motivo pelo qual hesitei foi por sua causa. Você me fez sentir que valia apena viver, mas o outro peso da balança só me puxava para baixo... Cada vez mais e mais. Quando me dei conta, estava afastada de tudo e todos e agora sim... Eu estava sozinha.

Mas eu não queria continuar nessa situação. Eu passava a maior parte do meu tempo aqui, isso se você estiver sentado no banco de concreto, há exatos seis metros da lápide do meu irmão. Eu conversava o dia inteiro com um túmulo.

Então comecei a pensar no que Sasori pensaria se eu me matasse. Ele com certeza me odiaria por isso. Levantei desse banco decidida a contar para o meu pai o que havia acontecido comigo.

Bem, quando cheguei em casa, ele felizmente estava só; Lia alguns papéis e os assinava vez uma, vez outra. Sentei na cadeira a sua frente e contei que havia sido violentada. A reação dele não foi muito boa. Ele me disse que eu estava inventando tudo aquilo porque queria acabar com o casamento dele. Gritou coisas terríveis, que eu fiz questão de bloquear.

Aquela foi a gota d’água. Corri para o meu quarto e peguei o livro que você me emprestou. Eu estava chorando tanto que tudo no meu quarto não passava de um borrão distorcido. Peguei uma das quatro cartas que eu já escrevi e enfiei uma delas entre as páginas do livro.

Saí de casa e distribuí as cartas e também fui à sua casa. Você, novamente estava sozinho e estanhou o fato de eu estar ali. Eu apenas fiquei na ponta dos pés e te beijei. Percebi sua surpresa, mas você não me afastou e quando finalmente precisamos nos separar, eu estava chorando. Você me perguntou se tinha alguma coisa errada; Por acaso se lembra da minha resposta?

Caso não se lembre, eu disse que não podia mais “ficar aqui”. Você ficou confuso e quando ia me perguntar algo eu te interrompi e entreguei o livro antes de sair correndo. O último lugar onde estive foi no cemitério e, por acaso, é onde estou escrevendo essa carta.

Como eu já disse antes, não estou escrevendo essas cartas por que acho que te deva alguma satisfação. Você foi uma das melhores coisas que me aconteceram, Sasuke Uchiha, e eu estou escrevendo isso porque não quero que se lembre de mim como uma garota fraca que não conseguiu enfrentar seus problemas e se matou, mas quero que se lembre de mim como eu sou... Ou era.

Eu te amo, Sasuke e espero que o sentimento seja recíproco.

 Adeus.

Sakura Haruno.

 

Sasuke terminou de ler aquilo quase sem ar. Sentia que seu coração podia sair pela boca a qualquer momento. Seu coração, enfim se partira.

Levantou cambaleante e jogou a carta e a corrente na mochila. Precisa de alguém para conversar. E quando se deu conta, estava novamente no consultório de Kakashi.

Algumas luzes ainda estavam acesas e então ele entrou. A recepcionista não estava lá e a porta da sala do psicólogo estava semiaberta. Bateu algumas vezes na madeira da porta e Kakashi olhou em sua direção.

-Sasuke. –ele disse. –Algum problema?

-Eu menti para você. –Sasuke respondeu.

Kakashi apontou para a poltrona onde ele havia sentado antes. Sasuke não hesitou e caminhou até ela. O psicólogo sentou ao seu lado.

-Eu menti porque não estava preparado para falar a verdade.

-É compreensível. Ela era sua amiga e você sente falta dela.

-Ela não era minha amiga. –Sasuke disse um pouco alterado. –Eu a amava, mas fui covarde para dizer a ela e por isso ela está morta. Eu sinto raiva... Dela por ter feito o que fez e de mim, por não ter feito nada para evitar aquilo.

-Não foi sua culpa. –Kakashi falou. –Você não podia fazer nada.

-Eu podia sim. –Sasuke respirou fundo. –Na noite em que ela se matou, ela foi à minha casa e foi quando nos beijamos pela última vez. Ela me disse que “não podia mais ficar aqui”. Não entendi no começo, mas com algum tempo depois eu resolvi ir atrás dela.

 

-Sakura. –chamou batendo na porta da casa da garota, mas não teve resposta.

Cansado de bater na porta e novamente não obter resposta, Sasuke praticamente arrombou a porta. Tudo estava escuro, exceto por uma única luz vinda de um dos quartos do corredor. Olhou para todos os lados antes de caminhar pelo corredor, em direção à porta.

 

-A luz vinha do quarto dela. –Sasuke disse encarando os próprios pés. –E quando eu entrei, foi como se meu mundo tivesse caído. Ela estava no chão e mais de três frascos de comprimidos vazios estavam ao seu lado.

 

Praticamente se jogou no chão, encostando a cabeça sobre o peito da garota. Sentiu um breve alivio quando sentiu que o coração dela ainda batia. Viu que havia um banheiro ali e pegou uma escova de dente.

Quando voltou ao quarto, sentou-se no chão e apoiou o corpo mole de Sakura em seu peito e enfiou o cabo da escova pela garganta dela. Sakura tossiu e acordou de sobressalto e vomitou.

 

-E quando ela percebeu o que estava acontecendo, ela começou a chorar. Eu me lembro de a mantive ali, abraçando-a e acariciando seus cabelos enquanto ela chorava. Em algum momento eu liguei para a emergência. Chegou um momento em que ela parou de chorar e de se mexer e quando a ambulância chegou... –ele pausou e uma lágrima escapou de seus olhos negros. –Ainda havia comprimidos em seu organismo e ela morreu. Você provavelmente não sabe como é a sensação de ver alguém que você ama morrer, literalmente nos seus braços. Você se sente inútil... Impotente... Um completo lixo. Eu a amava e se tivesse dito, ela talvez não estivesse morta.

 



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