História Letters in my Closet (Vkook - Taekook) - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Cartas, Drama, Kookv, Namjin, Romance, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 169
Palavras 3.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey Pandinhas! Surtinho em 3, 2, 1...
AAAAAAAAAAAAAAAAAHH!!!!! 100 FAVORITOS EM 8 CAPÍTULOS!!!!! É sério, eu realmente achava que, em meio a tantas fanfics Vkook que acompanho e são simplesmente maravilhosas, ninguém se interessaria na minha. Mas...eu tenho recebido tanto carinho de vocês, que não posso explicar com palavras o quando isso me motiva a continuar. Obrigada por serem tão incríveis! ❤❤❤
Agora, sem mais delongas, boa leitura! ❤

Capítulo 9 - Necessidade


    As teorias que já haviam se formado em minha mente eram das mais variadas, mas eu não conseguia achar alguma justificativa plausível para o comentário de Aurora, e isso apenas aumentava a curiosidade que eu vinha sentindo. Assim que a mais velha abandonou o cômodo, Jimin imitou seu ato sem nem ao menos dar-me tempo para questioná-lo.

    Infelizmente, o tempo que eu tinha para segui-lo em petição de esclarecimento era ínfimo, e sei que, mesmo que o fizesse, meus pedidos seriam ignorados em um forçado desinteresse. Tendo assim conhecimento de que nada resultaria, optei por tratar do assunto em outro momento.

Precisei me despedir dos garotos e de Aurora e caminhei apressado até que chegasse em minha casa, mas a preocupação em regressar cedo não deveria ter sido levado em conta, pois meus pais não se encontravam na residência. O deduzi imediatamente, sem nem precisar procurá-los pelos cômodos, apenas por falta do característico cheiro de café recém feito e do barulho das louças colocadas no escorredor após serem lavadas.

No entanto, eu não dei nem mesmo dois passos antes de concluir que não estava sozinho, visto que na TV da sala passava um filme de ação e meus pais são atenciosos demais para esquecê-la ligada.

Dei de ombros, imaginando ser Junghyun, e subi as escadas para largar minhas coisas no quarto. Embora a distância entre a minha casa e a de Yoongi fosse mínima, caminhar com tanta “urgência” fez com que eu me sentisse cansado. Joguei meu corpo sobre a cama, já com o celular em mãos, e conectei-o ao carregador.

Esperei alguns segundos até que o mesmo ligasse novamente – já que eu havia acabado com a bateria ouvindo música nos fones de ouvido durante a noite toda – e torci para que me deparasse com uma nova mensagem de Taehyung. Por mais que eu já houvesse me desculpado, ainda me sentia culpado por o ter deixado na mão, e esperava que pudesse me desculpar pessoalmente.

Sorri contido ao encarar a tela do celular, observando o nome do acastanhado surgir em aviso de que havia recebido uma mensagem. Abri o Kakao Talk diretamente na conversa com o mesmo, ignorando as outras que surgiram em seguida.

 

Taehyung:

Hey, Jungkook. Ainda poderá estudar hoje?

 

Eu sabia que não havia sido a intenção, pois Taehyung desde o início se mostrou alguém reservado demais para mandar indiretas ou demonstrar rancor, mas a mensagem apenas fez com que eu sentisse – mais uma vez – um aperto agoniante no peito. O garoto aparentava estar receoso por causa do ocorrido no dia anterior, e isso me fazia sentir ainda pior.

 

Me:

Sim, sim.

 

Talvez eu tenha soado meio afobado demais, mas, no momento, isso era irrelevante..

 

Me:

Que horas fica melhor para você?

 

Taehyung:

Pode ser por volta das 14:00?

 

Me:

Claro.

Te vejo às 14:00 ^^

 

Mensagem visualizada, mas não respondida. Não me importei. Não era como se eu tivesse mais algo a falar, ou ainda não houvesse compreendido que o acastanhado não prolongava diálogos.

Era o jeito dele...misterioso, discreto. Poderia dizer até mesmo introvertido, mas o pouco que conversamos na sexta-feira, em meio ao ar livre, me fez confirmar que ele, realmente, não era uma pessoa tímida. Taehyung consegue ser descontraído com facilidade, apenas se abstém.

Cortei meus pensamentos antes que prorrogasse o tempo destinado para tais e segui ao banheiro do meu quarto, determinado a tomar um banho demorado e relaxante. Me concentraria ao máximo nos estudos, Estava me dedicando, mas isso não significava que deixava de me sentir mais cansado e sobrecarregado a cada novo aprendizado.

E pode parecer a maior baboseira do mundo, mas, mesmo com os estudos que faria em pleno domingo sobre a única matéria na qual não vou bem, eu me sentia disposto e ansioso para a segunda-feira. Eu acordei sentindo que algo estava faltando, e o meu raciocínio me levou a crer que se tratava das cativantes cartas que passara a receber.

Já estava tão envolvido assim?

Elas, em sua maioria, tratavam de assuntos tão deprimentes, mas ao mesmo tempo em que me sentia mal pelo remetente desconhecido, eu me sentia fascinado pelas sensações que o mesmo conseguia transmitir com simples palavras.

Essa é a razão pela qual sempre fui muito próximo da música, a levando para tudo o que faço na vida. O ritmo, a melodia, as palavras repletas de sentimento. Todo esse conjunto me atraía como um gigante ímã, magneticamente, e era essa a sensação que aquelas simples cartas estavam me proporcionando. Não havia melodia, não havia uma voz doce as cantando, mas havia algo muito mais intenso. A real emoção em cada centímetro do papel.

Suspirei em ansiedade.

Quão bom seria conhecer o autor de algo que tanto me encanta?

Outro suspiro escapou por meus lábios, mas nem eu mesmo entendi o motivo para tal reflexo e o sentimento de frustração que se expandia em meu interior.

Era pouco provável que acontecesse.

Cansado de tantos pensamentos negativos, retirei-me do cômodo com uma toalha na cintura e a outra sobre meus ombros, a usando para secar meus cabelos molhados com uma das mãos.

Eu cantarolava “Half Moon” enquanto procurava minhas roupas no armário e, quando encontrei o que procurava, as vesti rapidamente. Usei simplesmente uma calça jeans e uma camiseta branca lisa com um moletom preto por cima, arrumando os cabelos com os dedos.

Desci as escadas com pouca animação, indo direto para a cozinha e confirmando minha teoria anterior ao ver a figura, um pouco mais alta do que eu, de meu irmão em frente à geladeira.

- Bom dia para você também, Jungkook. - o mesmo falou em tom alto, após eu pegar uma maçã na cesta de frutas em cima da mesa e me retirar do local, caminhando em direção à sala de estar. Dei de ombros enquanto me sentava no sofá e trocava de canal, procurando por um filme mais interessante.

- Onde está todo mundo? - questionei quando o mais velho se sentou ao meu lado, segurando um potinho de pudim de chocolate.

- Appa teve que fazer uma viagem para Daegu, e a Omma decidiu ir junto para visitar nossa tia. - explicou desinteressado, observando o filme que eu havia encontrado casualmente ao passar os canais. Eu já havia o visto, no mínimo, umas três vezes, mas não encontrei nada melhor em meio a tanto filme chato. - Ah eu estava querendo assistir esse filme, mas nunca surgiu tempo. - comentou aleatoriamente.

- É um bom filme. - assenti, não dando tanta importância.

- O que acha de irmos a uma Gamestation hoje? - sorriu animado. Nós costumávamos ir com frequência a Gamestations, e eram sempre os melhores dias do mês, mas aos poucos eu passei a não notar mais quando Junghyun e eu esquecíamos de sair juntos. Eu deixei de me importar, e ele nunca demonstrou se ofender com isso.

- Não dá. - permaneci com o olhar ainda vidrado na televisão. Nenhuma entonação ao proferir minha resposta.

- Tudo bem. - o mesmo deu de ombros, indiferente a isso. - O que fará hoje?

- Taehyung vai vir me ajudar com os estudos. - suspirei, querendo que o assunto se encerrasse logo.

- Ele é seu amigo? - franziu o cenho.

Hesitei por alguns instantes. Não, ele não era, mas eu não gostava de pensar assim.

- Não. É colega do Jimin.

    O mais velho apenas murmurou um “Hmm” e deu com o assunto por encerrado, se concentrando no filme, o qual parecia estar o agradando muito.

    - Junghyun. - o chamei. O mesmo me olhou imediatamente, esperando que eu continuasse. - O que acha de simplesmente pedirmos uma pizza? Não estou com vontade de cozinhar algo.

    - Tudo bem, eu vou pedir. - assentiu, se levantando para pegar seu celular e retornando minutos depois com o mesmo já colado à orelha. - ...Isso, metade camarão e metade mussarela.

    Deixei de prestar atenção e voltei a focar no filme, mas ouvi vagamente ele pedindo duas pizzas doces também (provavelmente para que comessemos à tarde novamente). Os minutos que se seguiram foram ocupados com diálogos cotidianos, como “O que quer comer à noite?” e “Como anda a escola?”. Eu estava tão farto de suas tentativas de manter uma conversa que quase soltei um “Minha escola não tem pernas”, mas me segurei e respondi apenas que “está normal”.

    Logo as pizzas chegaram e nós comemos duas delas quase por inteiras, deixando a de chocolate com sorvete intacta. Limpamos tudo o que sujamos em completo silêncio, e me vi obrigado a subir para o meu quarto em tentativa de evitar mais momentos chatos e desconfortáveis, em que eu conseguia dar respostas curtas.

    Ainda me restava bastante tempo até que Taehyung chegasse, e decidi aproveitá-lo de maneira útil, pegando meu caderno de desenho e me concentrando em longas tentativas – falhas – de adquirir alguma boa ideia.

    Eu queria que minha primeira obra fosse apenas um desenho normal feito em minhas folhas em tamanho ampliado, adequadas para trabalhos mais detalhados. Fazia diversos esboços em uma delas, buscando acabar tendo uma boa iniciativa em que pudesse dar continuidade, mas nada me transmitia o que a professora havia pedido. Eu poderia fazer muitos desenhos que me vinham à mente, mas não queria algo tradicional ou clichê, algo em que o mistério fosse tão induzido e forçado a estar ali que se tornaria, praticamente, palpável. Eu queria algo que simplesmente fluísse. Queria que fosse perceptível que havia algo oculto naquele desenho, que desvendá-lo fosse o real mistério. Nada de pinturas ou esculturas, como ouvi muitos de meus colegas comentarem que fariam. Apenas um desenho.

    Os minutos em que fiquei inerte naqueles traços sem destino acabaram por passar muito mais rápido do que o costumeiro, e eu logo ouvi a campainha tocar. Olhei a tela do meu celular e percebi que eram – exatamente – 14:00 da tarde.

    Corri escadas abaixo, querendo ser quem atenderia a porta para que não houvesse outro comentário inconveniente como o de minha mãe, mas logo percebi que Junghyun havia se levantado para abrir a mesma. Antes que eu pudesse o impedir, o garoto girou a maçaneta e a puxou de uma vez, proporcionando-me analisar a figura de Taehyung, parado com as mãos nos bolsos da calça jeans preta. Ele também usava uma camisa vermelha de mangas longas que aparentava ser de um tecido suave, e calçava um tênis preto, levemente surrado pelo uso.

    - Você é o Taehyung? - meu irmão questionou com um sorriso simpático, recebendo um acenar de cabeça positivo em resposta. - Entre. - deu espaço para o acastanhado, que adentrou o local sem receio. - Jungkook está no quarto, eu vou chamá-lo.

    - Não precisa. - adentrei a sala de estar, fazendo com que meu irmão interrompesse sua ação de ir atrás de mim. - Olá, Taehyung. - o cumprimentei educadamente. - Acho que é melhor estudarmos lá em cima dessa vez.

    - Tudo bem. - o mesmo assentiu. Ele curvou-se levemente em sinal de respeito ao mais velho e passou a me seguir até o segundo andar. - É o seu irmão?

    - Sim. - respondi simplista, abrindo a porta do meu quarto, adentrando o cômodo junto ao acastanhado e a fechando logo em seguida. - Meus pais viajaram, então ficarei apenas com ele enquanto não voltam. - expliquei por fim.

    - Ele mora com vocês? - me olhou curioso.

    - Sim, mas é apenas porque, como já comentei, Junghyun é um pouco carente dos nossos pais. Ele tem um apartamento, então poderia facilmente se mudar, se quisesse.

    - Ele parece gentil. - comentou meio aéreo, enquanto analisava os objetos e prateleiras em meu quarto, mas ao mesmo tempo prestava muita atenção no que eu lhe respondia.

    - E ele é. - confirmei. - Junghyun ficou com a simpatia, e eu com a beleza. - brinquei, vendo o mesmo sorrir divertido.

    - E com a humildade também, pelo visto. - disse em tom sarcástico, o que me fez rir baixo e afirmar em um menear de cabeça. O mesmo logo voltou à sua feição tranquila. - Não acho que você tenha ficado apenas com a beleza.

    Eu senti um nervosismo começar a surgir por minha parte e, com muito esforço, tentei ignorá-lo e me deixar levar pela curiosidade.

    - E com o que mais eu poderia ter ficado?

    - Não acho que eu te conheça o suficiente para responder essa pergunta. - deu de ombros, ainda lendo a lombada das minhas revistinhas em quadrinhos. - Mas com a infantilidade você ficou, com certeza,.

    - Aish! - sorri sem jeito. - São edições de colecionador, me respeita.

    - Isso meio que piorou ainda mais a situação. - riu baixo. - E, de qualquer maneira, você é o mais novo. Quem pode cobrar por respeito sou eu. - falou com um ar convencido, o que me fez querer rir de como ele mudava suas expressões faciais facilmente.

    - Isso se chama “abusar dos direitos de hyung”. - resmunguei em protesto. - O que vamos estudar hoje?

    - Descrição. - especificou, sentando ao meu lado na cama. - Você logo irá pôr em prática o seu modo expressivo por meio da escrita, mas antes eu quero que tente algo mais simples. Você terá que descrever coisas que você vê e coisas que imagina.

    - Como assim? - encarei-o com uma das sobrancelhas arqueada, confuso com o que aquilo significava.

    - Você logo vai entender. - riu contido, provavelmente pelo mesmo motivo que Jin vive me esmagando ao notar que não estou entendendo algo: eu pareço ainda mais infantil. Ou, como os hyungs costumam dizer, eu me torno “extremamente fofo”, o que não gosto muito de ouvir.

    - Okay. - assenti em rendição, conformado de que só compreenderia na prática. Peguei uma caneta e um caderno normal e abri em uma folha qualquer.

    - A primeira coisa que terá que descrever é um cenário. O seu quarto. - impôs calmamente.

    Imaginei que seria fácil, afinal eu conhecia cada um dos detalhes daquele cômodo como ninguém, mas tudo se complicou ao me ver obrigado a expor o que havia se formulado em minha mente. Entretanto, eu já havia feito isso no dia de estudos em que me vi cercado por situações que saiam da minha zona de conforto.

    - Certo. - concordei.

    Tirei a tampa da caneta e a encostei no papel, pensando em como poderia começar. A primeira frase saiu com dificuldade, mas então tudo, surpreendentemente, passou a fluir. Taehyung permanecia em um silêncio que, ao meu ver, era muito confortável, e eu consegui me concentrar melhor após pensar que ele não me negaria auxílio, se necessário. Mas eu não precisei. Nem ao menos lembrei de sua presença.

    “As paredes, em um tom consideravelmente neutro de azul claro, tem um contraste notável com os móveis de aspecto amadeirado escuro, e as prateleiras, repletas de livros e revistas de laterais coloridas, acabam por dar mais cor ao cômodo bem iluminado. Entretanto, não são os diversos aparelhos tecnológicos – como a enorme televisão, o videogame ou o notebook – que tornam o meu um típico quarto adolescente, e sim os vários pôsteres dos meus k-ídols e animes preferidos espalhados pelas quatro paredes.

    Após terminar minha descrição, Taehyung pediu que eu a lesse em voz alta, e eu assim o fiz.

    - Você gostou do resultado? - perguntou com um pequeno sorriso nos lábios.

    - Um pouco...eu não tive tanta dificuldade para escrever.

    - Certo, vamos para a próxima então. - alargou seu sorriso, aparentando estar satisfeito. - Essa vai ser uma situação diferente. Você não irá descrever algo que nós vemos, e sim uma cena que você imagina. Você vai escrever em 1ª pessoa, narrando naorma feminina. O seu objetivo é que eu consiga imaginar também ao ler suas palavras.

    - Difícil. - suspirei. - Mas vou tentar.

    E assim o fiz.

No momento eu não sabia ao certo o que iria escrever, mas foi instantâneo que novas imagens se projetassem para mim e eu encontrasse as palavras certas para as descrever, como se meu vocabulário fosse ilimitado. Era como se a caneta ganhasse vida própria.

    “O meu percurso é um percurso marcado. Todos os dias, eu saio de casa e me dirijo à escola, vivendo meus dias monótonos e sozinhos. Aquele era para ser apenas mais um momento insignificante do meu cotidiano, no qual eu vinha absorta pelos meus pensamentos desanimadores. Porém, contradizendo meus pensamentos do quão sem graça eram meus dias, eis que surge uma figura anormal, a qual olhou-me fixamente.

    Sua forma era humana, mas isso não me absteve de sentir meu corpo inteiro estremecer sob o olhar penetrante do ser encapuzado.

    Quando finalmente consegui despertar do meu estado de torpor, continuei caminhando a passos aparentemente calmos. Passei receosa pela criatura e, já fora do alcance do seu olhar, esgueirei-me pela rua. Pude ver o exato momento em que o ser retirou o tecido que lhe encobria os cabelos, ficando instantaneamente fascinada por suas madeixas em vermelho vivo, que se igualavam às suas íris cor-de-sangue.

    Esperava que ele fosse embora, seguisse com seu caminho. Entretanto, o mesmo se limitou a cruzar seu olhar novamente com o meu – como se soubesse que eu ainda lhe observava – e sorrir de maneira que mostrasse seu caninos de coloração perolada. Caminhou a passos determinados em minha direção, mas eu, estranhamente, não senti medo. Poderia me considerar insana, se não estivesse em um maldito transe.

    Depois disso, eu apenas me afundei na escuridão, tendo como última sensação uma dor lancinante em meu pescoço.

 

    - Dê-me aqui. - Taehyung pediu com a voz calma. O entreguei o caderno e esperei que terminasse de ler, vendo um sorriso brotar ao final do breve...conto? Pode-se chamar assim, temporariamente.

    - Ficou ótimo, Jungkookie!  - falou animado. - Eu realmente fiquei surpreso com o modo como parecia envolvido ao escrever.

    Eu tentei ao máximo conter o sorriso para que não parecesse eufórico demais, mas foi impossível ao perceber que ele havia, finalmente, me tratado com menos formalidade.

Jungkookie.

Os meus amigos costumam me chamar muito frequentemente desta forma...mas não pareceu o mesmo. Não me trouxe as mesmas sensações de proximidade e carinho, e sim um indescritível incômodo na boca do estômago, me deixando inquieto, nervoso.

Ainda assim, meu sorriso não diminuiu.

    - Obrigada, Hyung! - respondi de imediato. Eu não percebi o pronome de tratamento até que ele de fato escapasse por meus lábios, e ver Taehyung esboçar um semblante surpreso logo antes de disfarçá-lo me deixou ainda mais constrangido. Parecia que eu iria me esconder embaixo da cama a qualquer momento.

    - Estou orgulhoso, ‘saeng. - sorriu sincero.

     Céus! Quão mais incômoda essa sensação pode se tornar?

    A proximidade entre nós não era grande o suficiente para que nossos joelhos – flexionados por ambos estarmos sentado com as pernas em estilo “índio” – se encostassem, mas era o suficiente para que o meu impulso em tocá-lo quase tomasse conta de mim. Eu me sentia como naquele sonho, em que a curiosidade em saber como era o toque do mais velho atiçava meu desejo de juntar nossos corpos.

    Mas eu não o fiz.

    E então eu percebi, analisando o belo rosto do acastanhado,
algo que ainda não havia notado em si. Havia uma pequena, sutil e adorável pintinha na ponta do seu nariz.

    Minha necessidade foi substituída, e eu não precisava mais tocá-lo.

    Eu precisava congelar cada um dos seus traços bem detalhados em um do meus desenhos.


Notas Finais


Já me adianto pedindo desculpas por todo e qualquer erro que encontrem. Estou meio apressada pois tenho entrega de boletim (me desejem sorte XD), mas estarei dando uma olhada mais tarde.
Se tiver qualquer crítica, espero que se sinta a vontade para compartilhá-la comigo, pois fará muita diferença.
Espero que tenham gostado! Até o próximo capítulo, Pandinhas! Bjss ^-^


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