História Letters to You || Sebastian Stan - Capítulo 22


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Categorias Sebastian Stan
Personagens Personagens Originais, Sebastian Stan
Tags Bucky Barnes, Cartas, Drama, Romance, Sebastian Stan, Segunda Guerra Mundial
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Palavras 1.845
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Yes


Com o pequeno Nicholas aconchegado em seu pijaminha e enrolado em seu pequeno cobertor azul, Hope e Sebastian voltaram para casa. Depois de conversar com os médicos, uma enfermeira ajudaria Hope a cuidar do pequeno com seus remédios e inalações. Nicholas teria um começo de vida muito difícil, mas como sempre, Hope tinha esperança de que ele passaria por tudo isso como um guerreiro. Ela sabia das condições extremas que teria de enfrentar com o pequeno, mas ela era uma mulher forte e que não sabia desistir.

James e Samantha queriam muito ficar com eles e ajudar nesse primeiro dia do bebe, mas estavam tão cansados quanto Sebastian e Hope. Foram para suas casas e a primeira coisa que fizeram foi dormir.  Steven, porém, acompanhou-os até em casa e terminou de montar o bercinho. No final das contas, James estava certo sobre a posição do prego.

Hope ajeitou Nicholas com todo o cuidado e calma do mundo, ela não queria sair de perto dele nem por um instante. Ele dormia como um anjo, seus finos fios de cabelo cor de ouro faziam dele um verdadeiro anjinho. Seus finos e pequenos dedos não queriam soltar o dedo indicador de Hope, foi um enorme sacrifício ter que deixa-lo soltar. Ela deitou-se na cama ao lado do berço, e balançando-o levemente, ela começou a cantar uma pequena cantiga de ninar que sua mãe costumava cantar para ela. Depois de alguns minutos, ela também havia adormecido.

Sebastian entrou no quarto e quando se deparou com a linda cena a sua frente, parou para admirar. O dia havia sido muito longo, pesado e difícil para ele, mas ele mal podia imaginar como estava sendo para ela. Hope não demonstrava por fora, mas por dentro ele sabia que ela estava devastada, exausta e com medo, muito medo.

Ele pegou o cobertor de dentro dos armários e suavemente cobriu Hope, e despejou um beijo em sua testa. Ao olhar dentro do pequeno berço, Sebastian sentiu uma leve vontade de chorar, de tão belo e puro que era o seu filho. O seu filho. Seu, de Hope e mais ninguém. Quem um dia diria que Sebastian Stan se tornaria pai aos vinte e dois anos? Quem diria que o menino irresponsável com suas responsabilidades no colégio, se tornaria um pai de família sério e extremamente o oposto do que um dia foi. Sua mãe ficaria orgulhosa. Seu pai faria questão de fumar um charuto.

As vezes Sebastian se pegava pensando em como seus pais reagiriam a ele e a vida que ele tem agora se estivessem vivos. Ele adorava pensar que sua mãe as vezes lhe daria alguma bronca. “Você precisa pensar duas vezes antes de fazer alguma coisa!” ela diria. “Você precisa ser mais educado, meu filho.” . Já seu pai, Sebastian gostava de imagina-lo comemorando suas vitorias com ele. Sempre que Sebastian abria uma cerveja, imaginava seu pai ao seu lado bebendo junto, ou com algum charuto na boca dizendo “esse é meu garoto!” como sempre fazia quando Sebastian fazia alguma coisa boa. Uma coisa era certa: eles adorariam Hope e adorariam Nicholas.

***
Um mês havia se passado desde o nascimento de Nicholas. O pequeno não havia crescido muito, mas havia engordado, o que era um ótimo sinal. Ele tinha sérios problemas para respirar enquanto dormia, e por isso fazia visitas constantes com o médico. Hope não saia de perto dele nem por um segundo, e assim também fazia Sebastian. Muitas noites Sebastian teve de passar em claro por conta das constantes faltas de ar que Nicholas tinha. Felizmente, o bebe demonstrava uma melhora a cada dia.

Certa noite, quando Hope já estava dormindo e Steven estava em sua casa, Sebastian se pegou pensando em como seria sua vida se não fosse por Hope. Talvez ele estaria morando em alguma casa de aluguel ou de favor com alguém. Provavelmente estaria sem emprego, sem estabilidade financeira. Ele era o homem mais sortudo por ter ela em sua vida.

O cheiro de panquecas tirou Sebastian de seus devaneios, e deixando apenas a luz baixa do abajur acesa, ele fechou a porta e foi direto para a cozinha. Steven estava concentrado no que fazia, parecia um real chefe de cozinha.

“Não sabia que você cozinhava...” Sebastian disse, sentando-se na cadeira da mesa.

“Tem muita coisa sobre mim que você ainda vai descobrir, Seb... Ou devo te chamar de ‘papai’ a partir de agora?” Steven respondeu brincando.

“Idiota.” – Sebastian riu. – “Me chame de ‘papai’ e eu quebro você ao meio com uma mão só.”

“Traga seu prato aqui, você precisa comer alguma coisa...” – Steven disse, virando pela última vez as panquecas na frigideira. Sebastian levou um prato consigo e começou a comer ali mesmo em pé, ao lado de seu amigo. – “James me contou que você quer fazer uma surpresa para Hope amanhã. Precisa de ajuda?”

“Na verdade... Acho que sua ajuda vai ser muito bem-vinda.”

Steven e Sebastian ficaram, quase a noite inteira, planejando a tal surpresa. Café era a única coisa que os dois bebiam. Sebastian dormiu por algumas vezes, mas sempre era acordado por um suave choro. Ele corria até o quarto, antes que Hope acordasse, para que ela pudesse descansar em paz. A primeira experiência de Steven com um pano sujo que servia de frauda não foi lá um sucesso. Ele usou o cheiro como uma desculpa para ajudar, então Sebastian fez todo o trabalho sujo (literalmente) sozinho. Os dois amigos passaram a maior parte da noite trabalhando e cuidando do pequeno Nicholas. Quando o relógio marcava por volta de 4 horas da manhã quando eles foram finalmente dormir.

Ás exatamente 6 horas da manhã, Sebastian acordou. Tomou um banho e foi até a cozinha preparar o café da manhã que ele e Steven haviam planejado. Uma pequena torta de morango, a preferida de Hope, já estava pronta. Ele montou um lanche com frango e algumas verduras, fez suco de maçã e preparou chocolate quente com creme. Além disso, fritou ovos, bacon e uma fatia de presunto. Embrulhou um pedaço de uma barra de chocolate que Steven havia cortado em formato de coração e arrumou tudo na bandeja.

Nicholas acordou, chorando mais uma vez, e quando Sebastian foi verifica-lo, Hope já estava de pé, amamentando o pequeno.

“Bom dia, mamãe.” Sebastian disse, com um sorriso no rosto.

“Bom dia, papai.” – Hope riu. – “O que é isso que você tem nas mãos?”

“Seu café da manhã. Queria fazer algo para você.” Sebastian disse ao colocar a bandeja ao lado dela. Hope ajeitou Nicholas em seu colo para que pudesse sentar-se melhor na cama e comer.

“Onde encontrou uma loja de doces aberta a esta hora?” Ela perguntou, dando uma mordida na torta.

“Nenhum dono de uma loja de doces abriria seu estabelecimento a esta hora. Por isso que Steven me ajudou a faze-la.”

“Steven sabe cozinhar?”

“Isso foi uma surpresa até para mim. Como está?”

“Uma maravilha! Não sei se é a fome falando, mas é torta de morangos mais deliciosa que eu já provei!”

“Ele vai ficar com o ego completamente inflado quando você contar isto a ele.”

Sebastian riu e Hope copiou seu movimento. Hope deu de mamar para Nicholas e então Sebastian ficou com seu filho no colo enquanto a garota terminava de comer. Quando o pequeno dormiu, Sebastian o colocou de volta no pequeno berço e ficou esperando que Hope terminasse seu banho.

Quando ela saiu do banho, ainda enrolada na toalha, Sebastian pediu que ela vestisse seu vestido florido, que ele tanto amava. Sem entender seu pedido, ela obedeceu. Enquanto ela se vestia, Sebastian foi até a sala e começou a se preparar para sua real surpresa.

“Hope?” Ele a chamou

“Sim?”

“Você pode pegar para mim, por favor, as cartas que eu lhe mandava?” Ele pediu. Hope não entendia o que estava acontecendo, e passou a ficar ainda mais confusa quando, em cima das cartas, encontrou uma caixinha de madeira.

“Seb?” – Ela perguntou, dirigindo-se até a sala. – “O que é ist...” Hope ficou instantaneamente sem palavras ao ver seu namorado vestido com um terno no meio da sala. Sebastian segurava um pequeno envelope na mão, e o entregou a Hope, antes que ela lhe perguntasse mais alguma coisa.

“Abra e leia.” Ele pediu, entregando o envelope a ela enquanto pegava de suas mãos a caixinha.

Hope pegou o envelope e o abriu, sem saber o que a esperava, começou a ler:

“Querida Hope,

Há algum tempo eu não escrevo nada para você. Um simples ato: pegar uma caneta e um papel e movimentar sua mão para que ela forme letras e consecutivamente palavras. Mas foi assim que nos conhecemos, não foi? Foi exatamente assim, através de um papel com palavras escritas a caneta, que me apaixonei por você. Foi exatamente assim que minha vida mudou para melhor.

Eu conheci você, conheci o verdadeiro significado de esperança, pude novamente acreditar no amor. Eu não seria a pessoa que sou hoje, se não fosse por você. Hope, você é meu anjo da guarda, meu lucky charm, minha vida.  Você se tornou minha prioridade, minha maior preocupação é com sua saúde, com seu bem-estar e com o seu amor.

Hope, certo dia há alguns meses, você me perguntou o que nós éramos. Eu lhe respondi que nós poderíamos ser o que você quisesse. Eu disse que queria te fazer a mulher mais feliz do mundo, queria acordar ao seu lado todos os dias e lhe dizer o quanto eu te amo e o quanto eu tenho sorte em ter você. Jurei a você que independente do que acontecesse, eu continuaria te amando.

E aqui estou. Com um lindo filho, a criança mais linda deste mundo, ao qual eu amo com todas as minhas forças. Aqui estou ao seu lado, amando-te cada dia mais, desejando-te cada dia mais. Depois de todos os altos e baixos que passamos, depois de todas as decisões que tomamos, depois de todo este tempo, continuo ao teu lado, continuo te amando.

Há alguns meses você me fez uma pergunta. Está na hora de eu fazer uma pergunta a você.

Hope Anne Dawson, você aceita se casar comigo?

Com amor,

Sebastian”

Os olhos de Hope foram inundados com lágrimas, suas mãos tremiam e ela não sabia o que dizer. A sua frente, Sebastian estava ajoelhado com a caixinha de madeira aberta em suas mãos. Dentro dela, um enorme anel dourado com uma pequena pedra de diamantes no topo brilhava. Igualmente emocionado, ele perguntou mais uma vez.

“Você quer casar comigo?”

Hope, ainda chorando e sem controle de seus movimentos motores, ela disse:

SIM! Com todas as letras, sim! Sim, sim, sim!”

Sebastian se levantou e colocou o anel no dedo de Hope, que logo depois se atirou nos braços de seu noivo. Cobriu todo o rosto de Sebastian com beijos. Sebastian a segurava pela cintura e apertava contra si, fazendo com que não houvesse nenhum espaço entre os dois. Naquele momento, selava-se a maior promessa de amor que alguém poderia fazer a outra pessoa. A partir daquele momento, o termo ‘família’ passou a fazer sentido. 



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