História LfG: Red - Lápis Lazuli - Capítulo 1


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais uma parte da pequena história de Guiltred Shadowmancer, essa por sua vez voltada para acontecimentos de seu passado e que podem, ou não, servir de explicação para algum acontecimento futuro.

Espero que gostem,
Criminoso Vermelho.

Capítulo 1 - Uma luz que se apaga


Ele já não sabia mais que lagrimas caiam de seus olhos, se de dor, arrependimento ou culpa. Talvez os três, ou poderia ser simplesmente remorso, ou nada mais que algo a qual ele jamais entenderia ou saberia o que era. A única coisa que ele sabia é que doía. Mais ate do que os cortes e feridas do combate. Era uma dor lancinante que atravessava seu peito e ia ate o fundo de sua alma. Seu único desejo era apenas o de voltar no tempo para dar um soco em sua própria face e impedir de tê-la mandado embora naquele dia.

“-Você está morta pra mim Blue!” – gritei furioso.

“- Mas Guil me escuta! Por favor!” – ela estava em prantos. Blue, a garota dos olhos de mel. Tinha cabelos castanhos ondulados que iam pouco abaixo dos ombros, pele clara e fina que nos dias de muito frio adotavam um tom levemente azulado, por isso o dado nome “Blue”.

“- Não! Você não merece nem mais um pingo da minha atenção!” – soquei a mesa de forma brutal, fazendo com que os pratos, copos e talheres que estavam sobre ela sacudissem. Estávamos em meus aposentos, uma pequena sala que antes servia de central de controle para fabrica no qual estávamos abrigados juntamente com dezenas de outros amigos nossos. Estávamos em um jantar, só eu e ela. Convenientemente os geradores tinham dado defeito e estávamos agora à luz de velas, não que isso importasse naquela fatídica noite.

   “Eu estava de pé andando de lado para o outro, furiosamente passando as mãos no cabelo para tentar aliviar o estresse e evitar cravar uma faca no meio do crânio daquela garota. Coisa a qual eu provavelmente já teria feito se não estivesse em meu quarto, utilizando roupas que não eram as minhas costumeiras e que me impediam de guardar nelas sequer uma de minhas adagas. Ela continuava sentada com as mãos sobre a mesa e os olhos cheios de lagrimas. Ela havia de alguma forma conseguido um vestido para aquela noite, tudo bem que ele era basicamente um trapo velho cheio de remendos, mas ela ainda estava deslumbrante. Seu cabelo estava amarrado em uma trança e jogado por cima do ombro esquerdo. Infelizmente a fúria ainda me cegava.” 

- Como eu era ingênuo naquele tempo – Falei contemplando as estrelas.

- Você ainda é – disse Rose dando um risinho leve.

- A culpa ainda me persegue sabe. Eu deveria tê-la ouvido naquela noite Rose. Deveria ter escutado o que ela tinha para dizer. – Minha voz falhava, fechei meus olhos e deles irromperam lagrimas que transbordavam dor, culpa e arrependimento.

- Tá tudo bem Guil. Não foi culpa sua, eu sei disso, sei que você também sabe. – Ela colocou a mão em meu ombro, percebi sua voz fraquejar.

- Eu a expulsei do meu quarto e da guilda ao invés de terminar a discussão – continuei.

“- Saia daqui – apontei na direção da porta e virei o rosto sem conseguir encarar aqueles olhos castanhos que me faziam divagar.” Ela mordeu o lábio reprimindo as lagrimas inutilmente.

- Mas Guil, eu já... – ela falou quase em um sussurro.

- Sem mais! – gritei dessa vez olhando profundamente em seus olhos ignorando o desejo incessante de desistir de tudo, me jogar sobre ela e a beijar. Porem, por mais que quisesse, eu não podia deixar pra lá o que ela havia feito – Você tem noção de quantos morreram lá?! Quantos dos nossos amigos?! Nossos irmãos?! – a garota voltou seus olhos para as mãos e ficou observando seus dedos enquanto os mexia distraidamente, agora ela que não conseguia me encarar.

- Não existe perdão para o que você fez Blue. – cerrei meus punhos com força suficiente para sentir minhas unhas começarem a perfurar a carne. – A Jay, o Kyle, Morgan, Colt, Amber, Ruby, todos estão mortos Blue! Por sua culpa! Você os matou quando deu nossas informações ao inimigo! Se eu não tivesse percebido que era uma armadilha e conseguido chegar a tempo com os outros capitães sabe-se lá quantos mais teriam morrido! – ela jogou seu rosto nas mãos e voltou a chorar. Passei novamente a mão no cabelo sem saber o que fazer.

- Eu já pedi desculpas! Não era isso que eu queria! Não era nada disso que eu queria! Eles me prometeram que não iam matar ninguém. Eu estava com raiva de você, não pensei no que eu tava fazendo. Eu só... Queria dar uma lição em você. – Ela olhou para mim, mas logo em seguida voltou a baixar os olhos.

- Dando informações ao inimigo?! – gritei indignado – Poderia ter falado com alguém de algum dos setores! Qualquer um deles iria adorar dar uma lição em mim! Não é mesmo ‘Lancelot’? – indaguei a ela. Meu circulo de 12 capitães eram conhecido como os Cavaleiros da Távola Redonda entre os mais jovens. Nenhum assumia o papel de qualquer um dos cavaleiros, mas às vezes era possível ver historias dos cavaleiros se encaixar de alguma forma a de meus capitães. Depois do que acontecera, Blue acabou por se encaixar no papel do traidor de Arthur, exceto o fato de que Lancelot traíra Arthur com sua esposa, mas traição não deixa de ser traição, só o que muda são as circunstancias e também não daria da Blue me trair com minha esposa porque eu não era casado naquela época assim como não sou agora e...”

- Guil – falou rose. Olhei para ela, sua cara não estava com um ar muito satisfeito.

- Diga – Dei meu velho sorriso irônico.

- Ha ha, esta fugindo do foco de novo engraçadinho.

- É você me pegou – sorri e voltei a olhar para as estrelas.

“Ela se encolheu em sua cadeira ainda observando suas mãos.”

“- Saia daqui – disse fechando meus olhos com força e novamente cerrando meus punhos. Ela se levantou lentamente. Olhei para ela e a encarei. Ela me observava com a expressão vazia e olhos lacrimejantes.

- Geo...- a interrompi com um gesto de mão.

- você não tem mais o direito de pronunciar meu nome. Se puder seria de grande favor se o esquecesse. Confiei em você ao ponto de lhe contar tudo sobre mim e é assim que você retribui.

- Conversamos melhor amanhã. Você precisa descansar não é mesmo? – e sorriu fracamente.

- Não Blue. Não iremos conversar amanhã – ela não pareceu tão surpresa – A guilda não precisa de um traidor entre eles. Não precisa de alguém que por uma briga boba entregue informações ao inimigo arriscando matar a todos. Você esta banida Blue - falei - Pegue suas coisas e vá embora - dessa vez pareceu se surpreender.

   A garota abriu a boca para falar algo, mas a fechou novamente e começou a se dirigir para a porta. Coloquei meus braços para traz e fiquei o mais ereto possível e busquei não olha-la nos olhos.  Blue também procurou se endireitar e enxugou as ultimas remanescentes das cascatas de caíram de seus olhos. Virou-se e se colocou na ponta dos pés para inclinar-se em minha direção para um ultimo beijo. Fechei meus olhos e virei o rosto recebendo o beijo em minha bochecha. Senti seus lábios gélidos e a respiração ofegante, também pude sentir o leve travar de seus músculos ocasionados pelo choque de minha ação. Mas ela nada disse, simplesmente sorriu e novamente se endireitou. A vi reprimir as lágrimas em seus olhos e se voltar para a porta.

- Adeus Guiltred Shadowmancer  – disse ela ao abrir.

- Adeus Lápis, Lápis Lazuli. – a chamei pelo nome que seria seu a partir de agora. Os banidos recebiam um novo nome e este combinava com seu atual estado, no caso dela, uma pedra rígida, fria e sem vida, azulada pelo frio da noite. E a porta se fechou.

- Sinto muito. – sussurrei encarando o chão de pedra. Virei-me e me dirigi em direção à janela mais próxima. Observei Blue correndo em direção a suas coisas e as arrumando apressada, muito provavelmente chorando de novo. Devia tê-la dito que poderia sair pela manhã, mas duvido que seu orgulho a deixasse partir enquanto todos a observavam e a questionavam sobre o motivo de seu banimento.”

- Minha ignorância e minha imprudência quase custaram minha vida e a de muitos outros. – falei olhando dessa vez, para a grama a nossos pés.

- Por quê? – indagou Rose me olhando enquanto abraçava os joelhos.

- Bom. Você deve saber que sempre temos um informante infiltrado entre os Soldier’s.

- Sim eu sei.

- No caso, nessa época a informante era Blue. Na noite que ela foi embora ela acabou descobrindo que os Soldier’s iriam nos atacar na manha seguinte. – meus olhos ficaram marejados – Ela tentou voltar e nos avisar, mas eles já sabiam de tudo e a capturaram antes que conseguisse. Foi um massacre Rose. Quase não conseguimos sobreviver, por sorte as nossas comunicações são muito boas e conseguimos ver a aproximação deles e nos preparar, mas ainda assim muitos morreram. Inclusive ela. – fiquei mexendo na grama com a ponta de minha faca favorita sem conseguir olhar para Rose.

- O que aconteceu? – perguntou ela

- Eles atacaram. Invadiram a Fabrica principal. Mandamos alertas para os outros distritos pedindo reforços, mas quando chegou o banho de sangue já estava formado. O líder dos Soldier’s, Rook – cuspi no chão ao pronunciar seu nome - Nem se deu ao luxo de aparecer. Enquanto isso eu lutava ao lado de meus companheiros. Mas de repente no meio da batalha aconteceu uma coisa que eu nunca vou esquecer. – dessa vez eu a olhei. Rose estava muito próxima a mim, me observando curiosa. Seus olhos heterocrômicos brilhavam. Afastei-me um pouco, levemente surpreendido pela proximidade da garota.

- Continua – falou ela quase sussurrando.

- Err... O.k. – me arrumei novamente e observei as estrelas como se tudo estivesse passando lá em um grande telão.

 


Notas Finais


Por enquanto é isso pessoal! Espero que tenham gostado.
Criticas são aceitas, opiniões são bem vidas, comentários são apreciados.

Obrigado pela leitura,
Atenciosamente,
Criminoso Vermelho.


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