História Liar - Capítulo 47


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Categorias Orange Is the New Black
Tags Alex Vause, Orange Is The New Black, Piper Chapman, Vauseman
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Palavras 1.619
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 47 - At Work


O alarme do celular da Alex as despertou de um sono delicioso. Piper choramingou no pescoço da morena.
- Você já vai trabalhar?
- Sim, amor. - Alex alisou seus cabelos. - Daqui a pouco.
- Ah não. - Ela apertou a namorada em seus braços. - Eu não quero ficar aqui sozinha.
- Ué... - Alex deu risada. - Naquele dia você ficou, babe.
- Eu sei... Mas, eu quero ficar com você. Abraçadinha aqui. Eu te amo tanto. Quero ficar grudada em você pra sempre. - Piper mantinha os olhos fechados. Inspirava forte, o perfume que emanava da sua pele.
- Awn... Meu sonho, Pipes. Mas, tenho que trabalhar. Por que está tão sensível? - Alex deu risada.
- Eu não estou.
- Hum... Okay. - Alex foi se levantando.
Piper abriu os olhos, e fez um biquinho. - Não faz isso comigo, Pipes. - Alex lhe deu um selinho. A loura soltou uma risada travessa. - Ainda podemos tomar o café da manhã juntas.

Alex tomou banho rapidamente. Vestiu um jeans, uma blusa azul, e calçou uma sapatilha. Os cabelos estavam soltos, ela aplicou seu delineador. Pegou o óculos e as chaves. Piper a observava da cama.

- Você é tão linda, Al.
- Você que é. - Ela olhou pra Piper. - Vou comprar nosso café. Já volto!

Ela voltou depois de quinze minutos. As duas tomaram café despreocupadamente, trocando carinhos.

- Sua boca está suja de Nutella, Pipes. - Alex gargalhou. A loira esfregava os dedos  na boca. - Hm... Hoje nós iremos almoçar juntas novamente?
- Claro. Naquele mesmo restaurante, né?
- Sim.
- Tá bom. Estarei lá.

.....

- Eu estarei lá mais tarde. Não sei que horas ela chega. - Carol dizia na mesa do café.
- Ótimo. O que pretende dizer a ela? - Bill perguntou. Cal já havia saído da mesa.
- Direi a ela que deixe a Piper em paz. Que traga ela de volta pra casa, ou as consequências vão ser sérias.
- Carol, acha que vai ser fácil assim? A Piper fugiu com ela. Não brincaram quando disseram que se gostavam.
- Bill... É essa Alex, que está fazendo a cabeça da Piper.
- E se não for?
- Eu sei que é!
- Mas, já parou pra pensar que pode não ser? Não acha melhor conversarmos com elas? Você vai até essa moça hoje, diz a ela para que nos encontremos a noite em um restaurante. Melhor entrarmos em um consenso!
- Eu não acredito que você está dizendo isso. Não lembra do bilhete da Piper? Ela só irá voltar por contra própria, se a deixarmos namorar aquela mulher.
- Ela está apaixonada.
- Não. Minha filha não é lésbica! - Carol se exaltou.
- Repito. Ela está apaixonada. E é por uma mulher. Pensa bem... Não é tão anormal assim.
- Claro que é! Ela não era assim. Ela está sobre influência daquela... Alex.
- Certo. Então por que está tão preocupada? A Piper não é tola. Quando perceber que não é o que ela quer, ela irá se afastar.
- Não Bill! Eu não permitirei que ela fique com uma mulher.
- Olha o que fizemos com a nossa filha. Iríamos manda-la pra fora do país, contra sua vontade. E agora ela fugiu. Acha mesmo que estamos certos? Estamos perdendo a Piper. Nós a amamos. E se ela gosta daquela moça, temos que... respeitar.
- Nunca!
- Então, acho que vamos perde-la. Elas não vão desistir, Carol.
- Isso é o que vamos ver.

.....

Alex estava atendendo uma senhora muito simpática, ela procurava por vestidos. Carol entrou na loja naquele momento. Dispensou calmamente uma atendente que lhe ofereceu ajuda. Procurou a Alex com os olhos. Eram 11:37.

Ela andou por toda a loja, olhava atentamente. Até que viu a morena conversando com uma senhora, estava sorridente. Ela a fitou. Alex ainda não a tinha visto.

Assim que a senhora saiu de perto da morena Carol foi até ela. Quando ficaram frente a frente as emoções estavam a flor da pele. Alex a olhava com os olhos arregalados, estava nervosa, jamais esperou aquilo. Carol a olhava com raiva. Não gostava dela. Era uma mera vendedora. Suas vestimentas não lhe agradavam, nem o seu cabelo. Nem sua maquiagem, por mais simples que fosse. Mas ela era bonita, não negava aquilo. Porém não conseguia engolir o fato dela ter influenciado a Piper aquele ponto. Ela não era uma lésbica. Não entendia praticamente nada dessa situação. Por que as pessoas "viravam" aquilo?

- O que você está fazendo aqui? - Alex arriscou perguntar. Sem resposta, e bastante nervosa ela ajeitou os óculos no rosto. A mulher apenas a encarava.
- Como você pôde? A Piper... Ela fugiu de casa por sua culpa!
Alex respirava pesadamente.

- Eu disse que não iria desistir dela. E... Eu não forcei a Piper a fugir. Ela só não queria ter que ir pra Londres. - Olhou ao redor. - Não podemos ter essa conversa aqui!
Ela saiu andando para fora da loja. Carol a seguiu calada.

- Por que você não desapareceu? Nós... Os pais da Piper. Não permitimos que namore-a. Ela só tem 16 anos. Por que você não entende isso? Nós só queremos o melhor pra ela. E realmente não acredito que você seja o melhor.
Alex engoliu seco.

- Olha... A única coisa que eu sei, é que nos amamos. E eu jamais irei desistir da Piper. Nós duas queremos ficar juntas. E nós vamos ficar juntas!
- Onde ela está? - Carol estava se alterando.
- Ela está bem. Está comigo, na minha  casa.
- Você vai ter que deixa-la. Ela tem que voltar pra casa. Ela tem que voltar a estudar. Veja bem o que está fazendo com a vida dela.
- Eu jamais irei deixa-la. Pelo menos não até ela pedir isso. E mesmo assim... Eu não sei se conseguiria, pelo menos, não sem um ótimo motivo pra isso. - Alex se deixou sorrir. - E eu sei que ela está se prejudicando com tudo isso. Mas, a culpa não é minha. Vocês iam obriga-la a mudar de país somente para afasta-la de mim. Não pensaram nela ao decidir isso! Acha coerente?

- Olha aqui... Você irá se arrepender disso. Está me ouvindo?
- Me arrepender do que? De amar a sua filha mais do que a mim mesma? Eu faria tudo por ela. Eu daria a minha vida pela Piper. Talvez pareça exagero. Realmente. Faz muito pouco tempo que a conheço. - Alex olhou por chão. - Porém é o que eu sinto. Eu jamais quis prejudica-la.
- Mas é exatamente o que está fazendo!
- Eu não me arrependo de nada! Muito menos da fuga. Faria tudo de novo se fosse preciso. Você diz que eu não sou o melhor pra ela. E sim! Eu não posso dar a vida que ela está acostumada a ter. - Encarou a mulher boquiaberta na sua frente. - Mas, eu sei que posso faze-la feliz. Porque eu a amo!

Elas se encararam por mais um minuto.

- Argh. - Carol se afastou furiosa não esperou o sinal fechar e avançou pela rua. Um carro vinha em alta velocidade, Alex percebeu e correu até a Carol. A empurrou um pouco. O carro felizmente conseguiu desviar delas e frear rapidamente, causando um barulho que assustou a todos na rua. Algumas pessoas saíram do shopping para ver.

- Meu Deus! - Carol levou a mão até o peito.

- Desculpe-me. Você... avançou a rua do nada! - Três garotas saíram do carro. Uma delas se aproximou da Alex e da Carol. - Tudo bem?
- Sim. A... Culpa foi minha. - Carol disse pra garota.
- Okay. - As meninas voltaram a entrar no carro.

Carol e Alex se encararam e voltaram pra calçada. A patroa da morena veio até ela.

- Alex? Tudo bem?
- Sim. Está tudo bem. - Ela encarou a Carol. Fixaram o olhar.

- Obrigada. - Carol ainda olhava pra ela. Alex não soube o que responder, apenas acenou com a cabeça, e viu a mulher se afastar acenando para um táxi.

- O que aconteceu? - A patroa dela perguntou confusa.
- Ela atravessou sem olhar.
- Mas, quem era ela? Vi quando saíram da loja.
- An... Ela... É complicado! Resumindo, eu namoro a filha dela, e ela não gosta nem um pouco. Me desculpa, Vanessa. Eu não fazia idéia de que ela sabia onde eu trabalhava.
- Okay. Apenas vamos voltar ao trabalho. - A mulher sorriu, e elas voltaram pra loja.

- Hey Alex...
- Oi. - Alex sorriu pra colega de trabalho.
- Aquela mulher veio aqui ontem. - Sorriu. - Viu sua foto na plaquinha de funcionária do mês.
- Porra... Sério? - Elas sussurravam. A garota apenas fez que sim com a cabeça. - Valeu Hanna.
Ela sorriu.

- Então... Quem era? - Sorriu sem graça.
- Acho que posso dizer que é minha sogra. - Soltou uma risada fraca. - Mesmo ela odiando isso.
- Namora a filha dela?
- Sim. Eles iam separa-la de mim. Então, ela fugiu. Está comigo em casa.
- Wow... - Hanna arregalou os olhos. - Espero que dê tudo certo. Era aquela menina que te esperava sempre, alí na frente?
- É ela sim. - Alex sorriu.
- Ela é bonita. - Sorriu. -  Mas, não escondo meu desapontamento. - Foi se afastando. - Não perdi as esperanças daquela noite se repetir. - Falava baixinho.

- Ei vocês duas... - Vanessa as chamou. - Vamos parar com a conversinha, aí? - Tentou parecer brava. Mas, deu risada logo depois.
- Desculpa. - Hanna voltou pro balcão, piscando pra Alex.


Notas Finais


Não posso matar a Carol gente... :v
Sorry.


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