História Libélla - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 1
Palavras 739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo I



O mundo não é bem inocente, mas eu era. Quando eu tinha apenas oito anos, eu cometi meu primeiro pecado, que tirou minha inocência e imaginação fértil de criança. 

Meus pais brigavam, mas eu não entendia. Corria para meu quarto e cobria a cabeça com o travesseiro esperando os gritos e barulhos de coisas quebrando pararem. 

Mas acho que minha historia começa não pelas brigas de meus pais, mas sim, por uma briga minha. Eu não suportava que falassem mal de alguém que gosto. Comprar briga com a menina mais bonita da escola era um sacrilégio especificamente ruim. 

Mas eu fiz isso por raiva, e esse foi o meu pecado. Haviam escolas que ofereciam sim aula para as crianças a tarde, mas eu não fazia parte dessas crianças. Eu era parte da pequena minoria que acordava as 06:30 da manhã. Isso fazia eu ter a raiva de não poder dormir tarde e ter de acordar cedo.

 Esse era meu pecado, a raiva, íra. Tudo começou em uma manhã de quita feira, quando a menina chamada Beatrith furou a fila da cantina da escola. Eu sei que não é desesperador, mas eu não fiz nada.

 Eu era a menina que ela mandava e eu obedecia. O pensamento de que precisava me livrar dela como peso nas costas era inevitável. Mas era impossível me livrar de um fantasma. Eu apenas a empurrei como se fosse um acidente. Em instantes ela me encarava de um jeito mortal. Mas ignorou-me. Isso provava que me ferraria mais tarde.

 Eu brincava e me divertia com coisas insignificantes para outros olhos que não fossem os infantis. Estava jogando pedrinhas na amarelinha mal desenhada com giz, quando ela chegou. Pediu nosso dinheiro e brinquedos. Eu como uma menina de família pobre não carregava dinheiro. Então o que ela fez? Me bateu. 

Ameaçou bater-me novamente se não lhe pagasse 10 cruzeiros. Como uma família de classe baixa, isso é muito. Empurrou-me contra o chão e chutou-me. Logo após pude ouvir sua voz fina extremamente irritante:

 -Irei esperar-te em frente ao lago do polar. Terás que me levar o dinheiro, ou irás apanhar novamente;

 -Mas não tenho nenhum cruzeiro. Minha mãe recebe apenas 20 cruzeiros. Como te pagarei 10? Nem temos para pagar as próprias contas;

 -Nada me interessas. Teu pai mudaste de emprego para o trabalho de meu pai. Ele receberas muito dinheiro. Agora não me digas mais um pio- O que eu faria? Roubaria de meus pais?

 Havia um cofre em cima da estante. Sorte que todos em minha casa trabalhavam o dia inteiro. Terias a maior liberdade de pegar o dinheiro sem minha família perceber.

 Peguei apenas 2 cruzeiros do cofre. Não tinha muito, com certeza iriam dar falta. Então eu terias mais que culpa de faltar comida em casa. 

Fui ate o lago e sentei-me na frente do mesmo. Via meu reflexo e sorria com as libélulas que ali bebiam água. Eu fazia isto todos os dias. Como um inseto pode ser tão insignificante para a sociedade sendo tão magnífico? Ela tem os movimentos mais delicados e ao mesmo tempo os mais bruscos. Ela é perfeita.

 Fui acordada de meus sonhos com a mão de Beatrith atingindo em minha nuca: 

-Trouxestes meu dinheiro?; 

-Trouxe apenas dois cruzeiros. Não temos muito dinheiro. É o que posso te pagar;

 -Tu não tens vergonha na cara de me trazer tão pequena quantia de dinheiro? Eu te pedi dez cruzeiros e tu me trouxe dois. Você me pagarás meu dinheiro. Ou irá pagar em outro troco - ela termina a oração que deixava meus pelos arrepiados me empurrando contra o lago que me encarava de certo modo dominante- amanhã traga meu dinheiro aqui neste mesmo lugar. Esperarei com antecedência. 

O que eu faria agora? Uma menina que mal sabia cuidar de si roubaria novamente de casa? Eu irei orar. Rezarei para que sejas verdade o fato de meu pai ganhar dinheiro. Não poderei pagar a menina que tinha poder sobre mim. 

Eu pensava nela como o aliado do diabo. Ela já tinha a consciência de uma adolescente de 15 anos. Mas sua mente era como uma hera. Não era extenso, era pequena, curta.

 O fato de ela brincar com aquela criatura me assusta. Me assusta a ponto de não conseguir engolir meu jantar que se baseava em um pão e um café mal aquecido. E lá estava eu, na mesma situação que Beatrith. Eu estava sendo aliada do Diabo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...