História Liberdade - Mais uma história de amor - Capítulo 45


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler, Taylor Momsen, Zayn Malik
Personagens Personagens Originais
Tags Justin Bieber Zayn
Exibições 91
Palavras 4.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem a demora, mas período de prova é uo.

Capítulo 45 - Capítulo 45


Os dias se passaram rápido, eu já estava no quarto mês de gestação. Meu bebê é forte e saudável, Logan estava sempre por perto, gentil e prestativo, mas às vezes me incomodo um pouco com as suas insistências. Não estava pronta para ter outro relacionamento, nem com ele nem com ninguém.

Passava horas me admirando no espelho, meu corpo ganhou novas formas, as formas mais belas que uma mulher pode ter, eu ainda me escondo em roupas largas, apesar de fazer um pouco de tempo que Justin não me procura. Ainda assim eu sinto que posso cruzar com ele a qualquer momento, e o pânico de ser descoberta me assombra constantemente, tenho medo do seu julgamento.

Era meu dia de folga, aproveitei para lavar as roupas e deixar o pequeno apartamento limpo, estranhei quando a campainha tocou. Ninguém além de Carly e Logan me visita. Logan estava no Canadá a negócios e Carly tinha um compromisso naq faculdade, tentei ajeitar minha postura e meu vestido, olhei-me no espelho e constatei que minha barriga não fazia tanta evidência. Atendi a porta e entrei em choque quando eu vi aquela figura parada de braços cruzados e com uma expressão sombria no rosto.

- O que faz aqui? - Ele me avaliou dos pés à cabeça.

- Não vai me convidar para entrar? - Balancei a cabeça negando. Ela passou por mim e entrou mesmo sem permissão, corri e peguei meu celular que estava na bancada da cozinha.

- Sai daqui ou eu vou chamar a polícia. - Avisei, mas ele se sentou como se fosse de casa e cruzou as pernas.

 - Acalme-se, eu não vim machucar você. - Meu corpo ainda assim, estava em alerta. - Eu vim falar sobre o filho que você está esperando. - Tive que me segurar para não cair.

- O que você quer? Não vou permitir que você machuque meu filho. - Ele levantou e veio na minha direção.

- Eu não vou machucar essa criança, quem pensa que eu sou? - Arregalei os olhos. - Eu sempre quis ser pai. - Meu coração quase saiu pela boca, minha pressão caiu e se não fosse por seus braços fortes eu teria despencado no chão. - Alice, fala comigo. - Sua voz estava longe, mas eu ainda via um borrão do seu rosto. Zayn me carregou e me deitou no sofá deixando minha cabeça suspensa por uma almofada. - Você está bem? - Fui recuperando os sentidos.

- Sim. - Sentei no sofá, mesmo não estando tão bem. - O que você quer Zayn? Porque veio até aqui?

- Fiquei sabendo que você vai ter um filho, e antes que minta eu sei muito bem que tá de quatro meses. - Ele pensou. - E nos dois tivemos um momento bem íntimo. - Sorriu malicioso, eu me senti enojada. - E eu vim até aqui exigir meus direitos sobre essa criança. - Meu mundo parou.

- Você não tem direito nenhum sobre esse bebê. - Ele me olhou ameaçadoramente.

- Não me desafie Alice, você sabe do que eu sou capaz. - Me calei e tentei me conter. - Você saiu da casa do Justin, no início pensei que era por ter sido traída, mas quando eu soube da sua gravidez, tudo fez sentido. - baixou a cabeça. - Você deixou ele porque sabe que esse filho que tá esperando é meu. - As lágrimas começaram a molhar meu rosto.

- Eu não tenho certeza. - Confessei chorando.

- Eu sou um homem viril Alice, e nós tivemos um momento muito agradável juntos. - Olhei para sua cara com nojo.

- Não me lembre desse episódio lamentável, você acabou com a minha vida. - Ele gargalhou alto. 

- Não, eu dei a você um novo motivo para viver. - Apontou para a minha barriga, não pude negar, meu filho é a minha maior motivação. - Eu não vou abrir mão dessa criança se é isso que espera. - Notei sua determinação.

- O que espera que aconteça agora? - Perguntei sem saber direito se eu queria ouvir a resposta. Ele levantou e andou de um lado para o outro, me encarou e me olhou dos pés à cabeça. 

- Vou casar com você. - Levei um susto, e não sei se foi nervosismo ou choque pulei do sofá.

- De jeito nenhum. - Gritei minha resposta. Ele estava sério.

- Eu quero um filho legítimo, e você não é de se jogar fora. - Eu sorri de nervoso. Sínico. - Vou fazer de você minha esposa e fique satisfeita com isso. -Olhei para ele divertida. Esse cara é muito convencido. - Você deixou de ser alvo.

- Pois eu me recuso, não vou casar com você, não quero ter qualquer tipo de ligação com você. - Ele cruzou os braços. - Eu desprezo você. - Sorriu.

- Vou fingir que eu não ouvi esse insulto. - Não acreditei no seu cinismo. - De qualquer maneira vou dar um tempo para que pense na proposta. - Ele se aproximou. - Esse é o caminho fácil Alice, não me faça obrigar você a ir pelo caminho mais difícil. 

- Você tá louco. - Nessa altura do campeonato eu já tinha perdido o medo, eu fui desafiada e não pretendia me calar diante disso.

- Eu volto outra hora. - Caminhou até a porta e eu o segui, mas antes de sair. - Nem tente fugir de mim, você sabe que eu sempre te acho. - Me arrepiei, bati a porta assim que ele passou por ela.

Não pode ser, isso é um pesadelo, uma piada, um engano. Eu não vou me casar com esse homem, nunca, jamais. Não consegui me concentrar em mais nada, mandei uma mensagem para Carly e pedi que viesse ao meu encontro assim que possível e não demorou mais que algumas horas para ela aparecer, contei a ela o ocorrido, Carly ficou pasma, tão surpresa quanto eu.

- Eu não sei se isso é uma coisa ruim Alice. - Olhei para ela espantada. 

- Como pode dizer isso? Esse cara me violentou, me machucou de todas as formas possíveis. - Tentei justificar, Carly encostou a cabeça nas mãos pensativa.

- Eu sei que ele foi cruel, não tou querendo justificar, mas o fato de você deixar de ser alvo das suas maldades me deixa aliviada, enquanto espera um filho desse homem não correrá perigo. - Sentei e não acreditei no que ela disse.

- Esse filho não é dele. - Carly me olhou com ternura. - Eu não quero que seja dele. - Confessei por fim.

- Eu não sou hipócrita Alice, esses dias que tem estado sozinha nesse lugar tem me deixado preocupada, você foi sequestrada, foi violentada e quase morta a mando do Zayn, sabe quantas noites eu durmo com o celular ligado debaixo do travesseiro? Eu me preocupo com a sua segurança e agora não está mais sozinha. - Ela apontou para minha barriga. - Tem que pensar no seu bebê, não tou dizendo que tem que casar com esse cara, Deus a livre disso, mas eu não posso negar que me alivia o fato dele estar interessada em você, isso quer dizer que por hora você está salva. - Tentei entender o que ela disse, apesar de me incomodar muito a ideia de ter esse ser desprezível por perto.

- Eu entendo seu ponto de vista, mas não quero e não vou casar com esse homem, não quero nenhum tipo de contato com ele e isso não vai mudar só porque vou ter um filho. - Respirei fundo. - Eu amo o Justin Carly, é com ele que eu quero casar e ter filhos, uma vida feliz. - Ela me olhou com dó.

- Eu sei Alice, eu sei. - Aquela noite eu tive pesadelos terríveis, mas o pior foi acordar e me encontrar sozinha no pequeno apartamento. Chorei, chorei porque pela primeira vez na vida eu senti pena de mim mesma, porque como antigamente eu contava com a minha própria sorte, chorei porque eu fui feliz, porque eu amei intensamente, mas chorei ainda mais pela vida que eu estou gerando, o que vai ser dessa criança?

Tentei me recompor da terrível noite que enfrentei, vesti-me com uma bata bem larga e uma calça jeans e fui para o trabalho. Enquanto caminhava, as palavras de Justin ecoavam na minha mente. Ele disse que me ama, me ama! Eu queria me jogar em seus braços e dizer o quanto eu o amo também, mas e quanto ao filho que estou esperando? O que aconteceria com essas crianças? São tantas dúvidas, tantos receios e preocupações, e no meio de tudo isso existe um coração quebrado, o meu coração que ainda não se recuperou das feridas causadas pelo fruto de uma traição de ambas as parte. Eu não me sinto preparada para perdoar Justin, será que ele se soubesse da minha gravidez me aceitaria? 

Todos os dias eu tenho que lutar com a enorme falta que Justin faz na minha vida, é uma batalha diária árdua. Tento ao máximo não ficar triste, eu sei que meu bebê sente tudo que eu sinto, mas a ausência do meu amor me machuca demais.

Perdida em pensamentos, meus olhos encontraram um par de olhos claros entrando no café, aqueles mesmos olhos que me hipnotizam que me torna vulnerável, aqueles olhos que já me olharam com desejo e amor. Cheguei a pensar que era uma alucinação, mas despertei dos meus devaneios quando percebi que Justin estava entrando no café de braços dados com a Jenny. O que ele está fazendo aqui com essa mulher? 

Juliana a outra garçonete percebeu meu nervosismo e se prontificou a atender o casal. Mas algo saiu errado, pois ela voltou para o balcão decepcionada.

- O que houve? – Perguntei ansiosa.

- Desculpa Alice eu tentei inventar uma desculpa, mas. - Ela abaixou a cabeça. - Ele exigiu ser atendido por você, caso contrario vai fazer uma reclamação oficial pro seu Benjamin. – Engoli em seco. Maldito.

- Filho da Puta! – Tudo bem, não vou me negar e baixar a cabeça. Arrumei meu avental tendo certeza que minha barriga não era notável. - Se é o que ele deseja, eu vou! – Juliana sorriu sem graça.

- Você vai ficar bem fazendo isso? - Preocupou-se. Balancei a cabeça.

- Sim não se preocupe. – Botei um sorriso sínico no rosto e fui em direção a mesa, olhei para o casal. Justin  parecia relaxado, podia notar o quanto ele estava se divertindo com a situação. – Posso anotar seu pedido? – Fingi indiferença.

- O que você deseja tomar amor? – Justin perguntou para a vadia, que sorriu de satisfação. Anotei o pedido dos dois engolindo seco essa humilhação, mas não fraquejei nenhum minuto. Sai com dignidade, mantendo o sorriso simpático no rosto, mas só Deus sabe como estava por dentro.

Não satisfeitos em me atormentarem no meu local de trabalho, me fizeram de garçonete particular, perdi as contas de quantas vezes fui chamada na mesa por motivos banais, já estava perdendo a paciência com o casal. Chegou a ser ridícula a troca de carinhos entre ambos, como se eu não soubesse o que ele estava fazendo.

- Eles não vão embora nunca. – Comentou Juliana.

- Ele quer me provocar. – Disse olhando na direção dele.

- E pelo visto tá conseguindo. – Ela murmurou. Justin acenou com a mão e desejei que ele pedisse a conta.

- Sim. – Eu já estava sem paciência alguma.

- Você pode, por favor, mostrar para minha garota a direção do banheiro? – Tá de sacanagem. Suspirei e sorri tentando me controlar.

- Me siga, por favor. – Jenny sorriu satisfeita. VADIA! Deixei-a na porta do banheiro, mas antes de entrar ela espirrou seu veneno.

- Fico feliz que você esteja seguindo sua vida normalmente. – Começou a falar, olhei em sua direção e com um sorriso debochado respondi.

- Duvido muito que esteja. – Virei as costas novamente, mas Jenny jogou sua carta final acabando com meu dia.

- Sabe Alice, no final das contas eu tenho que te agradecer. – Olhei para ela curiosa. – Eu não sei o que você fez ao Justin mas suas atitudes ajudaram muito a ele tomar a decisão de me pedir em casamento.

- O que? – Quase tive um surto. Minhas pernas ficaram bambas.

- Justin e eu vamos nos casar dentro de dois meses. – Meu coração quase salta pela boca. Ignorei o que a Jenny continuou falando, virei as costas para ela e voltei como um furacão na direção de Justin. Bati forte com os punhos na mesa chamando sua atenção, eu estava tremendo de raiva.

- Você vai casar com ela? – Explodi toda minha raiva.

- Sim. – Respondeu serio.

- Você disse que me amava. – Lembrei-o com a voz embargada. - Mais uma vez você mentiu pra mim. Tentou me iludir.

- Não é verdade, as coisas não são assim. – Tentou justificar.

- E o que vai dizer? - Minhas mãos tremiam, eu me senti tonta e tive que respirar fundo várias vezes para não desabar.

- Vou usar um único motivo para me Justificar, aquele de você ter me dispensado quando eu disse que te amava. –  Sua voz  estava cheia de amargura. – Eu só quero dizer que... – Não o deixei terminar.

- Nada. Nada – Perdi a cabeça e botei para fora minha fúria olhando em seus olhos. – Você não vai dizer nada por que eu não quero ouvir. – Quase gritei. Passei as mãos em meu cabelo já chorando. - Você vai casar com ela. Essa é a única coisa que importa. Você vai casar com ela apesar de todo amor que você diz sentir por mim. Tudo bem. – Limpei minhas lagrimas. – Tudo bem, porque eu não vou chorar e não vou implorar para que não se case.... – Justin ficou frio de repente. – Eu só não entendo o que você pretende com isso? – Ele me encarou, sustentei seu olhar.

- Isso o que? – Perguntou como se eu não soubesse que ele faz para chamar a minha atenção.

- Não se faça de idiota, você veio ao meu trabalho para esfregar essa vadia na minha cara? Eu nunca pensei que você fosse tão baixo assim. – O que eu disse pareceu deixa-lo sem paciência.

- Esse é um lugar para ser frequentado e eu vim aqui para ser servido, e você está aqui para
 me servir, então se contente com isso porque é o seu trabalho. – Sua palavras foram frias como gelo.

- Tá acontecendo alguma coisa aqui? – Jenny perguntou se aproximando.

- Estou colocando Alice no lugar dela. – Olhei para ele atônita. Não aguentei o desaforo, joguei o café inteiro que estava em cima da mesa na cara de Justin. Jenny ficou em choque enquanto Justin me fuzilava com o olhar.

- Você ficou maluca Alice? – Perguntou Justin limpando o café de seu rosto. Nesse momento todos do café já assistiam ao nosso show.

- Nunca mais se atreva a aparecer no meu trabalho com essa vadia. – Avisei sem me importar com a plateia.

- Você ta de sacanagem? – Foi então que o senhor Benjamin se aproximou.

- Eu? Você vem até o meu trabalho acompanhado dessa piranha que fez questão de esfregar na minha cara que vai casar com você só para tirar a minha paz, você me provoca o tempo todo e eu é que tou de sacanagem, vá se fu... – Todos botaram a mão na boca e eu pensei melhor antes de pronunciar o palavrão.

- O que ta acontecendo aqui Alice? – Perguntou seu Benjamin se aproximando.

- O que ta acontecendo é que seus funcionários são mal treinados, principalmente essa moça ai. – disse Jenny apontando em minha direção.

- Seja lá o que lá o que for, esse não é o momento e nem o lugar certo para discutir, por favor. – Seu Benjamin sempre educado. – Alice me espere em meu escritório, no seu atual estado eu não acho que seja apropriado você ficar nervosa, isso pode fazer mal... – Fiquei pálida, e o interrompi antes que ele falasse.

- Seu Benjamin, não. – Alertei-o fazendo se tocar de que eu não queria que ele pronunciasse minha gravidez. Justin de repente assumiu uma postura preocupado.

- Ta acontecendo alguma coisa com você Alice? – Perguntou mudando o tom de voz para angustiado.

- Não! – Respondi monossilábica. – Com licença. – Me retirei antes que começássemos outra discussão e ele acabasse sabendo da minha gravidez. Caminhei até o escritório do seu Benjamin, eu não estava bem, minha pressão estava baixa e me sentia muito tonta praticamente me arrastava nas paredes.

Comecei a chorar, eu me sentia humilhada, traída, porque ele tinha que aparecer aqui e justo com uma mulher? Porque eu tenho que o amar tanto? Seu Benjamin entrou no escritório e viu minha situação lastimável, ele me abraçou e tentou me acalmar.

- Tente se acalmar, isso pode fazer mal para o bebê. – Chorei tanto em seu abraço que pude notar sua camisa molhada, seu Benjamin me sentou em uma cadeira e me serviu um copo com água. - Então o que aconteceu?

- Aquele idiota é o pai do meu filho. - Ele ficou surpreso. A verdade é que eu não sei exatamente se ele é o pai, mas eu não preciso expor minha vida privada para o meu chefe. – Me desculpa, por favor, eu sei que eu perdi a cabeça, mas é que ele estava me provocando o tempo todo.

- Calma. Tá tudo bem. - Eu respirei aliviada, só era o que faltava eu perder meu emprego por causa do idiota do Justin. – Alice perdoe o atrevimento, mas aquele rapaz sabe que você espera um filho dele? – Eu já podia esperar essa pergunta.

- Não. Ele não sabe. – Respondi cabisbaixa. Foi então que senti uma vertigem e minha vista ficou escura, eu só ouvi um zumbido em meu ouvido e fui ficando mole perdendo os sentidos.

Acordei em um quarto de hospital, o que me deixou desesperada. O que tinha acontecido comigo e o meu filho? Observei Carly se aproximar de mim, ela sorriu sem graça.

- O que aconteceu Carly, e o meu filho? Tá tudo bem com o meu filho não é? – Perguntei eufórica.

- Hey calma, ta tudo bem com o bebê, você desmaiou e o seu chefe te trouxe para o hospital, assim que fiquei sabendo vim correndo para cá. - Explicou-se.

- Ele vai casar Carly. O Justin vai casar com ela. – Antes que pudesse terminar de contar o que aconteceu Percebi que Chaz estava presente no quarto. Olhei desesperada para Carly que retribuiu sem graça.

- Desculpe! – Pediu ela. Chaz se aproximou de mim com seu olhar reprovador.

- Chaz? Por favor, Não... – Eu pedi desesperada mas antes de terminar a frase ele me interrompeu.

- Não é o momento Alice, descanse um pouco você quase perdeu seu filho. Em outro momento conversamos. – Avisou antes de se afastar e sair do quarto.

- Desculpa Alice, quando eu recebi a ligação do seu chefe avisando que tinha trago você para cá, Chaz estava comigo, ele notou minha preocupação e fez questão de me acompanhar, quando o doutor chegou na sala de espera anunciando que você e o bebê estavam bem ele acabou descobrindo que você está grávida, e consequentemente ligou os fatos e fez a pergunta que não queria calar. Se o pai do seu filho era o Justin, eu tive que responder a verdade, ele perguntou há quanto tempo estamos escondendo isso, e eu disse toda a verdade, o que pode resultar o fim do meu romance. Ele está me odiando. – Ela riu pelo nariz. – Chaz nunca vai me perdoar por não ter dito nada a ele. É como se eu estivesse traindo-o por esconder um fato que envolve a vida e os sentimentos do melhor amigo dele.

- Eu sinto muito por Chaz, mas Justin não tem sentimentos. Eu só espero que ele não diga nada sem antes me ouvir.

Fiquei no hospital por mais algumas horas, o médico me recomendou repouso total, e nada de estresse. Se ele soubesse que minha vida é um completo desequilíbrio emocional não pediria isso. Chaz nos trouxe para o meu apartamento, ele não arredou o pé um minuto do hospital ficou o tempo todo na sala de espera, mas se manteve calado toda a viagem.

Chegando em casa tomei um banho e botei uma roupa leve, deitei na cama e joguei as cobertas por cima de minhas pernas. Ouvi duas batidinhas na porta e sinalizei com um entre . Meu coração disparou quando eu vi Chaz passar por ela com a cara fechada, respirei fundo e me preparei mentalmente para a conversa difícil que teria com o melhor amigo do provável pai do meu filho. Ele puxou uma cadeira e sentou em minha frente, me olhando profundamente disse.

- Eu passei horas pensando em um motivo concreto para você ter escondido isso por tanto tempo, mas eu não encontrei. Pensei que talvez fosse por conta da gravidez da Jenny, mas você a odeia tanto que não acredito que sacrificaria dar um pai ao seu filho por causa dela, pensei também no fato de você estar magoada com Justin, mas a Alice que eu conheço é doce e sabe perdoar, jamais se deixaria levar por um sentimento tão banal. Você não é egoísta Alice, pelo menos eu acreditava que não. Então aqui estou eu pronto para te escutar.

- Chaz eu não sei por onde começar, mas quero que saiba que isso não está sendo fácil para mim de nenhuma maneira, você tem razão, eu odeio a Jenny, jamais deixaria meu filho sem pai por ela ou por estar magoada por causa de uma traição, Eu não me orgulho disso que estou fazendo, mas eu precisava ir embora. – Eu suspirei.

- Você tem ideia do quanto Justin vai ficar desnorteado quando souber que você escondeu essa gravidez dele? - Encarei Chaz, pensei até que ponto Carly contou a ele sobre meu bebê.

- Eu não quero que o Justin saiba da minha gravidez. - Fui direta. Chaz pareceu surpreso com o tom frio do meu pedido.

- Você acha que eu vou esconder uma coisa dessas do meu melhor amigo? Isso é desumano, Alice. - Nunca o tinha visto tão indignado.

- Desumano é ele dizer que me ama e dias depois aparecer no meu trabalho e esfregar na minha cara que vai casar com outra. – Alterei meu tom de voz. Instintivamente peguei em minha barriga.

- Alice o Justin te ama, e se ele tomou essa decisão foi porque cansou de correr atrás de você feito bobo. - Há não, você não Chaz. - Você tem ideia do quão feliz ele vai ficar quando souber que vai ser pai de um filho seu? – Ele dizia com convicção. – Você não tem ideia do quanto Justin está sofrendo com essa separação, ele é duro sim eu reconheço, às vezes pisa na bola e faz coisas idiotas mas você Alice é a mulher da vida dele, ele mataria e morreria por você. - Ele respirou fundo. – O que aconteceu com aquela garota marrenta cheias de princípios morais que conheci?

- Eu não sei se esse filho é do Justin. - Falei. Chaz me olhou surpreso. - Quando eu fui sequestrada. - Respirei fundo, mas o nó só crescia dentro do peito. - O Zayn, ele me. - Não conseguia, olhei para o Chaz e me senti imunda, era como se eu tivesse contando ao próprio Justin. Chaz ficou alguns minutos me encarando em silêncio.

- Você tem ideia do quanto isso é grave?  - Balancei a cabeça concordando. -  Você não pode esconder isso dele. - Não me contive e solucei. - Uma hora ele vai descobrir, você precisa contar Alice. - baixei a cabeça. Chaz estava muito nervoso. - Ele tem o direito de saber, se há nem que seja uma mísera chance de ele ser o pai, ele precisa saber. - Minhas mãos estavam tremendo muito, o choro que eu tentei segurar durante a conversa escapou e Chaz me abraçou. - Eu sinto muito, sinto muito. - Senti paz por alguns minutos.

- Eu não sei o que fazer, eu tou muito confusa. – Ele tentou me acalmar.

- Conte a verdade para ele, faça isso antes que seja tarde demais, antes que ele siga adiante com essa loucura de casamento. Ele não tem ideia do que está acontecendo com você. - Olhei para o namorado da minha melhor amiga. - Ele pensa que você não o ama mais. - Como ele pode pensar isso? - Eu entendo que seja difícil, mas você precisa ser honesta com ele, eu não quero ser obrigado a tomar essa atitude por você. – Ameaçou me deixando tensa. Eu sei que eu sai de casa e que eu botei um ponto final na relação, mas só em imaginar que eu corria o risco de ser odiada por Justin eu me sentia covarde. - Eu preciso ir agora. Pense no que conversamos. – Ele disse indo em direção à porta assenti.

- Chaz? - Chamei cautelosa.

- Sim. - Ele me olhou curioso.

- Não fique chateado com a Carly, ela só foi minha amiga. - Pedi. Chaz fechou a cara.

- Isso eu não posso prometer, Carly não podiam compactuar com a sua loucura, ela tinha que ter me contado, confiado em mim. – Ele estava tão decepcionado, me senti culpada por prejudicar o relacionamento da minha melhor amiga com os meus segredos.



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