História Liberdade para Voar - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Naruto, Romance, Sakura, Sasuke
Visualizações 16
Palavras 6.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, boa leitura ^^
Aviso: tem hentai nesse cap

Capítulo 9 - Interferência


Naquela noite, foram dormir abraçados novamente, e Sakura sentia-se pronta para o dia seguinte.

 

**

 

 

Tudo estava correndo bem com o bebê, segundo Miyazaki-sensei havia dito. O coração estava batendo saudável e o bebê parecia estar se desenvolvendo bem. Sasuke ficou uma meia hora olhando para a imagem de ultrassom com uma expressão estranha, talvez tentando identificar uma forma humana ali, ou simplesmente aceitando a ficha cair de que o protótipo de pessoa ali era o filho dele.

 

Sakura percebeu que havia engordado um pouco, e ficou levemente surpresa quando notou que a barriga já havia começado a aparecer. Ela estava de quatro meses agora, então isso era de se esperar. Os enjoos já haviam passado também, e a maioria dos sintomas ruins. Seus seios continuavam inchados, no entanto, e ela ainda se sentia cansada. Mikoto e Fugaku foram visitá-los no mesmo dia da consulta durante a noite, e Mikoto ficou horas falando sobre bebês e fofuras e o que Sakura poderia esperar nos próximos meses. Fugaku perguntou como Sakura estava lidando com a notícia sobre ela e Sasuke ter se espalhado tanto, e Sakura disse que estava bem com aquilo.

 

Era um incômodo, na verdade, toda vez que ela saía às ruas e todas as pessoas olhavam para ela, reconhecendo-a da foto do jornal, algumas até ousando perguntar se ela era mesmo e se a notícia era verdadeira. O rosto assassino que Sakura fazia em todas as vezes dizia às pessoas que era melhor se afastarem, mas ela não tinha mais sossego. Seus colegas de trabalho e amigos não paravam de provocá-la, alguns pedindo para conhecer Sasuke, outros pedindo para ela contar seu “segredo de conquista” e outros só querendo saber as fofocas. Os amigos de Sasuke também estavam enchendo o saco. Karin havia ido até a casa dele do nada, exigindo uma explicação, e quando viu Sakura ali, tentou confrontá-la e a chamou de “golpista do baú”, mas Sakura apenas empunhou uma faca e disse a Karin para ir embora da forma mais maligna que conseguiu, e Karin gritou e se foi. Mas os outros amigos de Sasuke também estavam igualmente chatos, querendo mais informações e querendo conhecê-la. Sasuke havia tentado convencê-la a se encontrar com eles, dizendo que eles eram pessoas boas e bons amigos. Sakura disse que iria pensar, mas até agora não havia dado uma resposta.

 

A mídia também estava em cima. Eles já haviam descoberto o nome dela, e às vezes um repórter ou outro esperava ela entrar ou sair do trabalho para lhe fazer perguntas nada discretas. Sakura achou que eles estavam tão assíduos assim porque ela era uma pessoa misteriosa. Tendo vivido toda a sua vida escondida na base de Tsunade como uma Wing, ela só tinha uma certidão de nascimento para provar seu nome e idade, mais nada. Não haviam encontrado nenhum registro dela, nem onde havia crescido, as escolas onde supostamente havia estudado, qualificações, ou qualquer indício de que ela tenha sequer existido antes de aparecer naquele jornal. As únicas pessoas que sabiam a verdade sobre ela eram Tsunade, as mulheres e meninas que já haviam sido Wings como ela, e os clientes de Tsunade. Ela sabia que nenhum dos clientes que a conhecia tinha qualquer interesse em revelar o que sabiam sobre ela, afinal, admitir sobre o verdadeiro passado dela seria admitir que faziam parte de uma organização criminosa. E Sakura tinha certeza que a maioria dos clientes não se importava com a identidade das Wings.

 

Bem, contanto que seu passado permanecesse escondido, não havia motivos para se preocupar. Ela estava perfeitamente feliz sendo apenas mais uma na sociedade.

 

Naqueles dias, também recebeu ligações delas. Suas melhores amigas e irmãs de alma. Elas se falavam às vezes por telefonemas, e Sakura sabia que a notícia sobre ela e Sasuke havia se espalhado pelos quatro cantos do mundo a essa altura, então não era surpresa ela estar recebendo aquelas ligações. Mesmo assim, acabou ficando emocionada quando reconheceu a voz de Ino.

 

– Ei, testuda! Não sabia que ia se casar! – com a loira sempre animada, Sakura quase caiu da cadeira quando atendeu.

 

– Não vou casar! Foi um mal entendido!

 

– Ah, mas vocês estavam tão lindos de mãos dadas na capa do jornal! Até fiquei emocionada!

 

– Ino, pare com isso! – Sasuke, que estava no cômodo com ela, ficou surpreso e confuso com a ligação da loira. Ele não a via desde que a ajudara a fugir de Tsunade.

 

– Ah, estou brincando, testuda, irritada como sempre, não? Mas fico feliz de ver que vocês estão seguros em relação a isso. Quando for fazer o chá de bebê, me chame! E as outras também! – Sakura nunca tinha pensado em fazer um chá de bebê.

 

– Tá, que seja. E você e Gaara, como estão?

 

Era reconfortante falar com Ino de tempos em tempos, e sentir que aquele aspecto tão importante de sua vida ainda existia.

 

Recebeu ligações das outras em pouco tempo também. TenTen, sempre animada demais, Temari, respeitosa e apoiadora, e Hinata, sempre tímida, mas feliz por ela. O que não estava esperando era ouvir Naruto no fundo do telefone dizendo palavras de apoio também. Ah, aquele policial era mesmo um pouco exagerado.

 

Sasuke tentou provocá-la como sempre fazia, mas ela apenas ameaçou-o com o punho e ele se calou. A gravidez não havia feito o temperamento forte de Sakura melhorar, pelo contrário. O jantar seguiu normal, e quando estavam lavando a louça, Sasuke tentou tocar naquele assunto de novo.

 

– Então... Juugo e Suigetsu me chamaram para sair na sexta. – eram os amigos dele, apesar de Sakura só conhecê-los por nome.

 

– Tudo bem.

 

– Eles pediram para você vir junto. – ah, aí estava. Fez uma careta.

 

– Por quê? Eu não sou uma peça de exposição!

 

– Eles só querem te conhecer. – Sasuke tentou acalmá-la. – Ficaram surpresos quando souberam que eu... bem, que eu ia ser pai. Assim como Ino e as suas amigas, eles querem me ajudar.

 

– E a Karin? – sentiu Sasuke resmungar.

 

– A Karin é a Karin, e eu não estou falando dela. – Sasuke também fez careta, apertando as sobrancelhas. Sakura decidiu que poderia tentar ser mais gentil, e suspirou derrotada antes de responder.

 

– Tudo bem. – ele olhou para ela, incrédulo. – Eu aceito conhecer os seus amigos. Mas saiba que se algum deles vier com gracinhas pra cima de mim... – Sasuke apenas sorriu e a puxou para um abraço com um braço só, beijando-lhe a têmpora. Sakura sentiu-se quente com aquele gesto simples e inocente.

 

Ah sim. Já era começo de novembro. Estavam há três meses sem transar, ou talvez até mais...? Ela já havia perdido as contas. Primeiro os conflitos, depois a descoberta da gravidez, as preocupações e assuntos para resolver, as brigas com a família, a dificuldade de ajeitar tudo e fazer as coisas entrarem nos eixos... e ela não havia sentido a mínima vontade de transar nos últimos meses, mas agora...

 

Nos últimos dias, ela vinha notando que Sasuke às vezes a olhava de forma excitada, assim como fazia quando o relacionamento deles ainda era mais brigas do que outra coisa. Mas ele também a vinha beijando rápido demais nas últimas vezes, e às vezes ela sentia que Sasuke queria fazer algum movimento, mas se segurava na última hora. Será que ele... bem, sabia que estava sendo difícil para Sasuke lidar com a gravidez, visto que era a primeira vez para ambos e ele muitas vezes ficava confuso sobre o que fazer, mas... será que ele achava que era proibido ou de mau caráter tentar fazer sexo enquanto havia um bebê inocente dentro dela? Porque se fosse, isso era no mínimo divertido e muito fofo.

 

Ah sim, ela ainda estava se sentindo quente. Talvez fosse a hora de colocar as coisas em dia.

 

Quando terminaram de lavar a louça, ela disse a Sasuke que iria estender a roupa da máquina e ele disse que iria trabalhar até tarde. Depois disso, ela tomou um banho quente, navegou um pouco pela internet, tentando evitar páginas de notícias que continham sua foto. Estava se sentindo bem naquele dia. Quando se olhou no espelho nua após o banho, passou a mão no calombo da barriga e sorriu.

 

A lua já estava alta no céu, então pegou um livro para ler enquanto esperava Sasuke subir. O vento do começo do outono estava frio, então fechou a janela, deixando a cortina aberta. Quando Sasuke finalmente apareceu no quarto, ficou surpreso por ela ainda estar acordada.

 

– Não estou tão cansada hoje. – esperou Sasuke ir e voltar do banheiro, e quando ele se deitou de costas na cama, ela o abraçou, e sentiu o braço dele nas costas dela também. Com a mão no peito dele, começou a fazer movimentos circulares com o indicador, descendo pelo abdômen e subindo até o pescoço. Sasuke a olhou suspeito, mas antes que ele pudesse perguntar alguma coisa e estragar o momento, ela o beijou. Colocando-se em cima dele, aprofundou o beijo, bagunçando aqueles cabelos negros e prendendo o corpo dele entre as pernas. Sasuke pareceu inquieto.

 

– Sakura... o que você... – ela o beijou de novo, mais gentilmente dessa vez, tentando acalmá-lo.

 

– Eu quero você, Sasuke. – sussurrou olhando diretamente nos olhos dele, e sentiu a insegurança ali.

 

– Mas... você... o bebê... – ah, como ela pensava. Aquilo estava divertido, e ela riu.

 

– Com o que está preocupado, Sasuke? Acha que não é certo fazer isso quando estou grávida? Ou está com medo de machucar o bebê? – Sasuke afirmou timidamente com a cabeça, e Sakura riu levemente e o beijou de novo.

 

– Você é um idiota mesmo. Não vai machucar ninguém, não há nenhum risco envolvido e nada de errado em fazer isso. E eu te quero agora... – ela continuava acariciando aqueles cabelos rebeldes, sussurrando nos lábios dele. Estava com uma vontade imensa de tê-lo ali. Fazia tempo desde que não tinham um momento de intimidade como aquele.

 

Sasuke deixou-a beijá-lo novamente, dessa vez respondendo ao beijo e tocando-a. Sakura rapidamente tirou suas roupas e as dele, deixando-os nus, admirando aquele corpo abaixo de si. Ele continuava lindo como sempre, e quando voltaram aos beijos, sentiu as mãos dele gentilmente passarem pelo seu corpo, suas pernas, suas costas, seus braços. Ela também explorava o corpo dele, apertando aqueles braços firmes, mas macios, chupando o pescoço dele, dando leves mordidas e rindo baixinho. Conseguia ver o quanto Sasuke queria aquilo também, e concluiu que ele realmente estava se segurando nos últimos dias, com medo de desagradá-la ou de estar fazendo alguma coisa errada.

 

Ela levantou o corpo, sentando-se em cima dele, arranhando o peito e o abdômen dele conforme se erguia. Sasuke observava os seios dela, maiores e mais inchados agora. Uma mão se voltou para o criado-mudo ao lado, procurando na gaveta uma camisinha. Sakura a arrancou de sua mão e começou a masturbá-lo devagar, enquanto sentia a expressão dele mudar para uma de prazer. Sakura colocou a camisinha e se posicionou, deixando o membro dele entrar nela com cuidado, enquanto se sentava novamente com as pernas de cada lado do corpo dele. Ah, fazia mesmo algum tempo desde que aquela sensação a tinha preenchido. A sensação de tê-lo dentro de si e para si, a sensação de ter aquele momento de prazer com ele, e só com ele.

 

Sasuke colocou a mão na cintura dela e ela começou a cavalgar, movendo os quadris e tocando nos braços dele. Sasuke a olhava admirado, sorrindo com a expressão marota que ela tinha, vendo como os cabelos rosados dela oscilavam conforme ela ficava suada. Os seios dela seguiam os movimentos, e nunca havia sentido tanto desejo por ela como naquele momento. Levantou a metade superior de seu corpo para beijá-la, e escondeu o rosto entre os seios dela conforme ela continuava cavalgando e gemendo. Sentia falta daqueles sons, daquele corpo agarrado ao dele daquela forma. Beijou o pescoço dela, subindo aos lábios e descendo novamente, até que inverteu as posições com cuidado, ficando por cima dela.

 

Sakura entrelaçou as pernas na cintura dele e começou a arranhar suas costas enquanto ele estocava, perdendo a insegurança e deixando seus instintos o guiarem. Sakura gemia e murmurava “mais”, e Sasuke a obedecia, estocando cada vez mais rápido e deixando seus gemidos escaparem também. Sakura estava de volta ao céu. Sentia um prazer absurdo, e sua sensibilidade estava ao máximo; sentia cada movimento dele dentro de si, alcançando os melhores pontos e fazendo-a estremecer de prazer; puxou o corpo dele de encontro ao seu e estimulou os quadris dele enquanto sentia que logo atingira o ápice. Depois de vários minutos naquela dança erótica tão gostosa, Sasuke estocou forte e atingiu um lugar especial dentro dela, que a fez gemer alto, estremecer e atingir o orgasmo. Fincou as unhas nas costas dele quando foi inundada pela incrível sensação e sentiu ele gozar também com um último gemido abafado.

 

O corpo dele caiu em cima do dela, e suas respirações estavam aceleradas e ofegantes. Sakura voltou a afagar os cabelos negros e os braços dele, enquanto tentava se recuperar do orgasmo, mesmo depois de vários segundos.

 

Depois de algum tempo aproveitando aquela sensação, Sasuke lentamente se levantou e deitou-se com o corpo de lado virado para ela. Sakura virou a cabeça para encarar os profundos olhos dele e ver o que mais ele escondia.

 

– Viu, Sasuke-kun? Não precisava ter se preocupado. – ela apertou o nariz dele de forma brincalhona, e Sasuke fez uma expressão envergonhada de ‘desculpe ser idiota’.

 

– Sakura, você...

 

– Sim...? – Sasuke escondeu o rosto no travesseiro, o que ela achou extremamente fofo. Ele a espiou depois com um olho e riu de forma acanhada.

 

– Só você me faz sentir dessa forma. – ela não esperava que fosse considerar aquelas palavras algo emocionante de se ouvir, mas era o caso. – Você é... tão incrível e... eu sei que sou um idiota, mas eu estava mesmo preocupado e não sabia nem se você iria me aceitar enquanto... – Sasuke olhou de relance para a barriga de Sakura, que já começava a se mostrar.

 

– Ah, bem... o primeiro trimestre foi meio conturbado, mas agora eu estou tranquila e feliz que você esteja ao meu lado. – os olhos dela mostravam sinceridade, e Sasuke sabia que se essa conversa estivesse acontecendo um ano atrás, ela nunca iria admitir aquilo em voz alta. Sentia que haviam feito progresso, e a amou ainda mais. Ele estendeu a mão e ela a pegou, acariciando e apertando os dedos de forma gentil. – E você nunca foi tímido de qualquer jeito, não precisa se acanhar agora. – ela falou de forma marota, dando a ele um olhar safado, e ele só riu.

 

Em seguida, a mão dele pousou no rosto dela, traçando um caminho gentil com um toque leve e carinhoso. Desceu tocando a pele dela até os seios, passando a mão por cima de um, notando que estavam maiores, e finalmente pousou na barriga dela. Era a primeira vez que ele a tocava ali, daquela forma, com aquele significado. Sakura pousou sua mão em cima da dele.

 

– Isso está mesmo acontecendo. – ele disse, e parecia nervoso e ao mesmo tempo curioso.

 

– Está. Sua mãe já quer começar a comprar coisas como berço, fraldas e essas coisas...

 

– Ah, claro, não seria minha mãe se ela não estivesse toda animada com isso. – eles riram juntos.

 

– Ela também já deu algumas sugestões de nomes, pensou em todas as festinhas antes e depois do nascimento... – Sasuke resmungou de forma divertida.

 

– Ela ficou triste porque Itachi não colocou o nome que ela queria no filho dele. – daquela Sakura não sabia.

 

– Que pena! Qual nome ela queria?

 

– Hiroshi ou Hiroomi, algo assim. Mas papai sugeriu Shisui, que era o tataravô dele ou algo assim, e Itachi pensou que o nome combinava com um Uchiha, seja lá o que isso significa.

 

– Hum... eu não tenho a menor ideia de que nome colocar. – Sakura olhou para o teto e começou a pensar.

 

– Nem sabemos se é menino ou menina, não precisa se preocupar com isso agora. – de certa forma, era estranho conversar com Sasuke sobre o futuro filho deles, mas ela sentia que muitas conversas como aquela viriam, e se sentia feliz por aquilo.

 

Sakura já vinha pensando em algumas coisas, e não gostava de deixar tudo para a última hora como Sasuke. Mas como ele parecia cansado, resolveu compartilhar seus devaneios em outra oportunidade. No fim, só o abraçou novamente e o beijou na testa, e caíram no sono logo em seguida.

 

**

 

No dia seguinte, saíram para jantar juntos, e ela finalmente pode conhecer os amigos dele. Achou as pessoas estranhas, no mínimo. O tal de Suigetsu ficou observando-a o tempo todo e fazendo perguntas ousadas e intrometidas, e o tal de Juugo pareceu muito quieto e um pouco suspeito. Os outros eram animados e também pareciam empolgados demais com o fato de ela e Sasuke estarem juntos. Não os considerou más pessoas, e o encontro não havia sido ruim, mas ela ficou de certa forma aliviada quando foram embora. Não é como se ela quisesse a aprovação deles nem nada... ou talvez era? Ela deve ter ficado com uma cara preocupada, porque Sasuke disse para ela não pensar tanto naquele assunto. Claro, ela apenas o chamou de idiota e tentou se fazer de desentendida, mas a criatura apenas riu dela.

 

Transaram de novo naquela noite. Sakura sentia seu desejo mais forte, e apenas queria fazê-lo seu naquele momento; talvez estivessem tentando compensar todo o tempo perdido antes, mas o motivo não importava, e sim que aquilo era bom; maravilhoso, e a deixou se sentindo nas alturas por um longo tempo. Quando a manhã chegou, transaram de novo, e Sakura não se conteve em fazer tudo o que tinha direito. Sentiu uma estranha felicidade quando Sasuke beijou sua barriga no final, antes de se levantarem e continuarem a rotina diária.

 

Sakura estava se sentindo leve. Esperançosa. Com Sasuke ao seu lado, eles iriam fazer aquilo dar certo. Estava sentindo que uma nova etapa de sua vida estava começando. Ela estava crescendo, descobrindo coisas novas, fazendo coisas novas e se arriscando. Há um ano, nunca imaginou que estaria livre para fazer o que quisesse, nem que encontraria uma pessoa que amasse de forma tão honesta e excitante, e nem que fosse ser mãe e iria passar o resto da sua vida com aquela pessoa e aquele filho. Mas agora tudo estava indo a seu favor. Ela iria ser feliz.

 

Foi trabalhar contente naquele dia. Deve ter sorrido mais do que o costume, porque até as crianças no hospital começaram a comentar aquilo. Uma paciente de cinco anos perguntou quando a cegonha iria trazer o bebê, e as outras enfermeiras a incentivavam também. Os boatos ruins começaram a desaparecer, e agora ela se sentia confortável consigo mesma, e sem vergonha ou receio de se mostrar.

 

E tudo daria certo.

 

Ou pelo menos, era o que ela pensava.

 

Estava finalizando seu turno naquela segunda-feira, transferindo uma criança com leucemia para um quarto maior e particular, e depois iria preencher a papelada dos registros dos últimos exames feitos e poderia ir para casa. Passou no vestiário quando tudo estava pronto, se trocou, despediu-se das outras enfermeiras e foi para o estacionamento. Estava prestes a entrar em seu carro, quando uma voz conhecida a chamou.

 

– Ora, mas que coincidência encontrar a noiva de Sasuke Uchiha por aqui. – era Fumiko Senju, a senhora líder da família Senju, rivais dos Uchiha nos negócios e de quem Sakura não gostava nem um pouco. Ela vinha acompanhada por seu filho mais novo, o belo homem de cabelos negros até os ombros, com o sorriso fácil e os olhos afiados, Seiji.

 

Não soube como responder. Era óbvio que aquilo não era uma coincidência. Os instintos de Sakura se aguçaram, e ela se lembrou dos ensinamentos de Tsunade. Sentiu-se em uma missão perigosa. Tentou aparentar inocência e ingenuidade.

 

– Ah, vocês são os Senju-san. É bom vê-los novamente. – fez uma pequena reverência, imitando a boa moça de família. Os dois se aproximaram lentamente.

 

– Soubemos que trabalhava em um hospital, e de fato, aqui está você, querida. Apesar de eu não entender o motivo, desculpe. Seu futuro marido não trabalha o bastante por vocês dois? Além disso, você não precisa trabalhar, não é? Tendo ele para lhe sustentar e lhe dar uma vida de princesa, como todas as mulheres merecem. – Fumiko disse aquilo de forma jovial e cômica, mas Sakura segurou o rosnado.

 

– Eu gosto de trabalhar aqui, Senju-san. Precisa de algo? – foi direto ao ponto. Aquela visita não havia sido só para lhe perguntar sobre o trabalho, com certeza. Sabia que a relação entre os Senju e os Uchiha não era boa, e havia tido um mau pressentimento em relação àquela mulher desde o começo; ela escondia maldade e egoísmo, e com certeza não havia gostado de Sakura também; afinal, se não fosse por Sakura, é provável que Sasuke teria se casado com uma das filhas dela. E uma coisa estava clara: aquela mulher não tinha boas intenções.

 

– Ah, sim. Eu venho em paz, querida. Gostaria de acompanhar a mim e meu filho em um jantar?

 

– Desculpe, mas estou ocupada agora.

 

– Ora, que desfeita. Eu esperava um pouco mais da humilde e gentil moça a quem Fugaku Uchiha tanto homenageou no último jantar. Vai mesmo recusar o convite de uma senhora mais velha que você só porque seremos rivais nos negócios em breve? Eu tinha certeza de que iríamos nos dar tão bem, afinal, temos tantas coisas em comum, Sakura Haruno-san.

 

Sakura sentiu vontade de socar a mulher naquele momento. Ela conhecia aquele tom de voz, aquele jeito passivo-agressivo de intimá-la a ir com eles não importa para onde, e a forma como a mulher falou seu nome completo em voz alta. Sakura sentia cheiro de ameaça.

 

Estreitou os olhos e decidiu que iria descobrir o que estava acontecendo.

 

– Ah, me desculpe, Senju-san...

 

– Por favor, pode me chamar de Fumiko. Somos duas garotas, não há necessidade para tanta formalidade.

 

– Bem... Fumiko-san. Desculpe-me pelo meu comportamento. Na verdade, um jantar seria ótimo agora.

 

– Ótimo. Acompanhe-nos, por favor. Estamos com o motorista hoje. – Sakura guardou a chave do carro na pequena bolsa que carregava em um dos ombros e seguiu na direção onde Fumiko havia mostrado. O outro Senju, Seiji, que parecia ter a idade dela, fez uma reverência quando ela passou por ele e os seguiu. Sakura entrou no grande carro, observando tudo com seus olhos treinados, pronta para reagir a qualquer situação. Logo estavam no centro movimentado de Konoha, e a mulher voltou a falar. – Espero que goste da culinária do País da Terra, Sakura. É minha comida favorita, e tem um restaurante ótimo por aqui.

 

– Sim, eu também gosto, Fumiko-san. – tentou parecer amigável e ingênua, o tipo de garota fútil que todos acham que será fácil de manipular e enganar. Mas por dentro voltou a ser Sakura, a Wing. Se essa mulher achava que poderia tentar alguma merda com ela, estava muito enganada.

 

Seiji Senju a ajudou a descer do carro e ela aceitou sua mão. Lembrou de mandar uma mensagem para Sasuke avisando que iria jantar fora, pedindo para não se preocupar, ajeitou seu disfarce e preparou-se para a batalha.

 

Fumiko havia reservado uma mesa mais isolada para três pessoas no fundo do caro e elegante restaurante. Ela disse a Sakura para escolher qualquer coisa e disse que pagaria por tudo, afinal, Sakura era uma convidada, e convidados sempre eram tratados daquela forma. Sakura tentou parecer sem graça e aceitou. Seiji fez o pedido das bebidas, e Fumiko a aconselhou a pedir suco de laranja por causa do bebê. Quando as bebidas chegaram e o garçom se afastou com o pedido do jantar anotado, os olhos de Seiji e Fumiko começaram a encará-la como se ela fosse uma ovelhinha, e eles, os lobos.

 

– Então... Sakura-san... – Fumiko começou. – Sei que não somos amigas e você mal nos conhece, e perdoe-nos por essa intromissão em sua vida, mas eu sinto que deveria fazer isso pelo bem de nossas famílias.

 

– Ah... – não fazia sentido. Um risinho debochado alcançou seus ouvidos.

 

– Ah, perdoe minha mãe, senhorita... posso chamá-la de Sakura-san também? – acenou com a cabeça, tentando decifrar o olhar vermelho e penetrante daquele homem. – O que minha mãe quis dizer é que todos ficamos surpresos quando uma moça tão bela e singela como você foi a escolhida para fazer parte de uma família tão importante, exigente e rígida como a dos Uchiha. Deve estar sendo difícil lidar com toda a pressão, não é? A fama repentina, os comentários maldosos sobre sua origem humilde, a gravidez fora do casamento e todos os comandos que os Uchiha devem jogar em cima de você, não é?

 

Toda a beleza de Seiji Senju foi completamente arruinada quando ele abriu a boca para falar. Sakura queria responder que não era singela, que não havia sido “escolhida” e que não era da conta deles como ela estava lidando com tudo aquilo e que estava pouco se fodendo para a preocupação falsa deles. Tudo o que fez, no entanto, foi beber de seu suco e dar um sorrisinho sem graça.

 

– Ah, estou me acostumando aos poucos... – respondeu.

 

– Imagino que deve estar sendo difícil para uma moça desconhecida como você seguir todos os rituais exaustivos daquela família, não? Bem, podemos ser rivais, mas não significa que somos inimigos. – Fumiko estava com um sorriso gentil, mas Sakura conseguia ver o veneno escorrendo por entre os dentes. – Fugaku construiu essa imagem da bruxa megera sobre mim, mas ele não entende que eu também sou humana, assim como ele. A mídia adora sensacionalizar nossa rivalidade nos negócios, mas faz tempo que eu venho querendo mudar nossa imagem. Acredito que poderíamos crescer muito mais estando do mesmo lado do que fazendo essa guerrinha inútil, não concorda, Sakura-san?

 

– Bem... sim, de fato. – tentou se fazer de confusa. – Eu sou apenas uma garotinha ingênua e pouco entendo de negócios e empresas, mas acredito que uma boa harmonia e respeito é o essencial para a paz e o crescimento mútuo. Acredito que se os senhores se unissem, poderiam criar grandes coisas juntos. – a expressão de Fumiko-san era difícil de ser lida. Ela parecia estar tentando decifrar Sakura, conhecer sua verdadeira identidade.

 

– Pois é, Sakura-san. Você parece mesmo uma menininha muito doce, e não duvido que seu amor por Sasuke Uchiha seja verdadeiro, diferente do que as bocas maldosas dizem por aí... e claro, não deveria ter que aguentar uma guerra infinita entre nossas famílias. Há muito tempo venho planejando conversar com Fugaku sobre uma possível parceria entre nossas empresas, algo que beneficiará a ambos os lados, mas temo que os Uchiha cresceram desconfiados demais e fechados demais para enxergar benefícios nas minhas propostas, e não ataques. Mas você, Sakura-san... – e aquele olhar cinza e afiado por trás de óculos transparentes conseguiu penetrar até o fundo de sua alma. – Você poderia ser a chave para o nosso sucesso.

 

– Eu...? – aquela pergunta havia sido honesta. Sakura sabia que os Senju haviam tentado uma parceria com os Uchiha através do casamento de uma das filhas de Fumiko com Sasuke – e que a própria Sakura havia arruinado aquele plano. Fumiko deveria saber que Sakura era a culpada pelo plano dela ter falhado, e Sakura tinha certeza de que a mulher a odiava, e de que poderia tentar destruí-la. Foi para isso que resolveu segui-la até ali, para descobrir qual era o grande plano e reagir de acordo. Não iria permitir que nada atrapalhasse sua felicidade ou interferisse na sua vida de novo. Então não era possível que os Senju quisessem usá-la para trazer a paz entre as duas famílias; provavelmente estavam planejando usá-la para destruí-la junto com a família Uchiha. Mas seria tudo isso apenas porque Sasuke tinha ficado com ela e não com a filha de Fumiko? Quanto ego essa mulher tinha?

 

– Sim, querida, você. A rivalidade entre os Senju e os Uchiha vem de anos, gerações até, muito antes de você e meu Seiji terem nascido, muito antes até de eu e Fugaku termos nascido. Crescemos como inimigos, e isso só está se intensificando com o passar do tempo.

 

– Digamos que é uma briga sem sentido. – Seiji completou no lugar da mãe, com uma voz calma e sedutora, mas completamente artificial. – Nossos antepassados a começaram, e nós, que não tivemos nada a ver com isso, não somos obrigados a continuar. É verdade que existem rivais no mundo dos negócios, mas a rivalidade não precisa ser agressiva, pelo contrário. Se for construtiva, ambos os lados podem crescer.

 

– Eu tentei propor vários métodos a Fugaku Uchiha, mas você deve saber como o homem é teimoso, não é, querida? – Sakura estava perdendo a paciência com todos aqueles “querida”. – Por isso achamos que você é a pessoa perfeita para isso. – de repente, o sorriso de Fumiko tornou-se afiado. Uma das mãos dela colocou-se em cima das de Sakura, suas unhas compridas, afiadas e pintadas de vermelho se enfiando em sua pele. Sakura encarou aquela mulher nos olhos, sentindo que agora era a hora. Com uma voz fria, ela perguntou:

 

– E como eu poderia ajudar, Fumiko-san?

 

A velha Fumiko apertava sua mão, como se não quisesse deixá-la fugir. O restaurante estava lotado. Fumiko sorriu de forma maliciosa e respondeu em um sussurro perigoso:

 

– Ora, querida, você já sabe a resposta. – e deu um risinho. – Basta que você suma daqui. – Sakura arregalou os olhos, e Fumiko continuou a falar apertando sua mão. – Afinal, você é o problema. Não sei como alguém com um passado como o seu conseguiu se infiltrar na família Uchiha e ganhar o afeto deles, mas de uma coisa eu sei: não posso permitir que minha família acabe no prejuízo por causa da sua intromissão, querida.

 

Ela aguçou os ouvidos e entrou em modo de alerta. Havia muitas coisas que queria dizer à Fumiko, a maioria respostas mal educadas para aqueles insultos, mas algo na fala da mulher a preocupou.

 

– O que você sabe sobre o meu passado? – sua voz estava fria, seus pensamentos em modo de perigo. Se essa mulher achava que sabia alguma coisa sobre ela e pretendesse usar isso de alguma forma... mas Fumiko deu seu risinho debochado novamente.

 

– Ora, querida, não é tão surpreendente assim que saibamos, não é? Somos uma família rica e poderosa, temos contatos em todo o mundo e uma confiável rede de inteligência. Levou algum tempo, mas no fim nossos detetives descobriram que você fazia parte de uma organização criminosa investigada e interditada pela Central de Inteligência das Cinco Grandes Nações. Vocês eram serventes de uma mulher velha e biruta, e estiveram envolvidas em vários tipos de crimes... mas no fim, foram consideradas vítimas e permitidas a viver em meio à sociedade, mesmo depois de todas as coisas ruins que fizeram... estou errada?

 

Sakura estava calada. Fumiko a olhava com triunfo, como se tivesse descoberto sua fraqueza, e Seiji a encarava com seriedade e curiosidade. Sakura já estava entendendo qual era o jogo deles, mas não conseguiu responder. Não por medo, mas por puro choque de ter sua vida descoberta. O que mais aquela mulher sabia?

 

– E não é só isso... – Fumiko continuou, e apesar de sentir o suor frio escorrendo pela testa, Sakura a deixou continuar. Ela tinha que extrair o máximo de informações possível para poder revidar, e não poderia causar escândalo em um local cheio de gente. – Lembro-me muito bem de quando os Uchiha foram roubados em milhões por uma mulher misteriosa, e me pergunto se essa mulher não era você no fim das contas... e foi assim que conseguiu colocar suas garras neles? O fato de você estar andando livremente na sociedade hoje tem a ver com seu romance com Sasuke Uchiha? E você espera mesmo que eu irei permitir que você fique com meu prêmio e minhas ambições? Você, uma prostitutazinha qualquer, que deveria estar atrás das grades? E ainda acha que tem o direito de viver feliz ao lado dos Uchiha?

 

Sakura não estava com medo. Ela não podia mudar seu passado, não podia dizer que Fumiko estava errada, e não podia fazer a mulher perder a memória. Mas ela ainda poderia lutar e vencer, ela poderia mudar o futuro. Arrependeu-se de não ter trazido uma de suas kunais junto, mas seu olhar já era suficiente para revelar toda a sua raiva e intenção assassina. A família Uchiha sabia sobre o passado dela, e Sasuke a aceitara por completo daquela forma. Não havia nada que Fumiko pudesse fazer contra ela. Então, conforme o suor secava em sua testa, Sakura rapidamente agarrou a mão da mulher em cima da sua, apertando. Agora, era Sakura quem a prendia ali, e foi prazeroso ver o olhar de surpresa e espanto em Fumiko e Seiji. O homem se contorceu na mesa, preocupado com aquela atitude inesperada, mas ninguém ousou falar por um momento.

 

Sakura, apertando a mão da mulher, sorriu também, de forma lenta e tão afiada quanto Fumiko, e disse em um sussurro.

 

– Que pena para vocês, Fumiko-san. Não sei quais eram seus planos envolvendo a família Uchiha, mas vou lhe avisar sobre uma coisa: Sasuke não é seu prêmio e ele escolheu ficar comigo, e não com sua filha. Sim, eu sei sobre o seu plano de juntar as duas famílias, provavelmente para beneficiar a si mesma, certo? Ah, mas que pena, porque parece que perderam para essa mesma prostitutazinha aqui. E vou lhe dar um aviso, Fumiko-san: se você ou qualquer Senju quiser tentar alguma coisa contra Sasuke ou os Uchiha, terão que passar por mim antes, e se sabe sobre meu passado, também deve saber do que sou capaz de fazer com inimigos.

 

Sentiu sua voz fria e calculada chegar aos ouvidos dos Senju, mas mãe e filho permaneceram inabalados, mesmo com o choque inicial.

 

– Sakura-san, desculpe a grosseria de minha mãe, mas... poderíamos conversar com calma sobre esse assunto... – Seiji parou imediatamente de falar quando Sakura desviou o olhar a ele. Ele deu um suspiro surpreso e continuou. – Ora, vejo que estamos lidando com alguém perigoso aqui. Não me entenda mal, eu gosto de pessoas interessantes como você, Sakura-san, mas...

 

– Seiji. – Fumiko chamou a atenção de seu filho, e ele se calou, apesar de agora haver um sorrisinho no rosto dele, como se ele estivesse achando tudo aquilo muito engraçado. Fumiko continuou quando Sakura voltou a encará-la. – Não duvido de que seja muito capaz em suas habilidades de criminosa, Sakura-san. Mas você ainda é apenas uma, e nós, os Senju, somos um clã orgulhoso e com muitas pessoas dispostas a lutar por nós. Tem certeza de que poderia dar conta de todos?

 

– De olhos fechados. – seus sussurros ficavam cada vez mais ameaçadores.

 

– Entendo. Bem, posso te oferecer uma última chance: se não quiser que o mundo todo saiba sua verdadeira identidade e seus crimes, se não quiser prejudicar toda a família Uchiha ao denegrir a imagem deles quando seu passado for tornado público, se não quiser que arranquemos esse bebê do seu ventre, se não quiser que eu e minha família destruamos seu amado noivinho, se não quiser trazer miséria e infelicidade aos Uchiha, suma daqui, Sakura-san. Você tem uma semana para se decidir...

 

Sakura cortou a mulher enquanto ela ainda falava, mas sua voz um sussurro ameaçador.

 

– Pode guardar suas ameaças de merda para alguém que se importe com elas. Meu aviso está dado, e eu não terei piedade. Se tentar prejudicar minha família de alguma forma, eu irei revidar, e não mostrarei piedade. – Fumiko ficou com a boca levemente aberta depois do ameaça, mas logo reganhou sua compostura.

 

– Vejo que escolheu o caminho mais difícil então. Se é uma guerra que você quer, garotinha, é uma guerra que você terá. – Sakura soltou um riso de deboche, mostrando seus caninos.

 

– Vocês irão perder.

 

– Veremos. Nunca cante vitória antes do tempo, mocinha. Logo, você poderá estar em um lugar distante, sozinha e derrotada, e os Uchiha poderão estar dançando na palma da minha mão.

 

Fumiko fez questão de se levantar, mas Sakura não deixou, e continuou apertando aquela mão ossuda. Seiji fez menção de interferir, mas antes que ele pudesse, Sakura foi mais rápida.

 

– Eu destruirei qualquer um que tente prejudicar minha família, Fumiko-san. Estejam avisados. – e soltou a mão da mulher bruscamente, fazendo Fumiko dar dois passos para trás com a surpresa. Alguns clientes do restaurante os encararam, mas Fumiko logo se recompôs e disse ‘adeus’ em voz alta, de forma educada, mas falsa, para não causar a impressão errada perante os outros clientes ali presentes.

 

Seiji Senju, no entanto, antes de ir embora, olhou para ela de forma curiosa e interessada, dando-lhe um risinho misterioso e fazendo-lhe uma pequena reverência, murmurando para que apenas ela pudesse ouvir:

 

– Nos veremos em breve, Sakura-san. – e seguiu sua mãe para fora do restaurante.

 

Quando foi pagar a conta, Sakura descobriu que os Senju já haviam pagado, mas não considerou aquilo um gesto de gentileza. Seus instintos, mais uma vez, estavam certos. Fumiko Senju e sua laia de fato queriam vê-la longe dos Uchiha, para que eles mesmos pudessem por suas garras neles. Talvez o verdadeiro objetivo de Fumiko ao querer fazer Sasuke se casar com sua filha era aumentar o prestígio dos Senju no mundo dos negócios, talvez conseguir aos poucos enganar e manipular os Uchiha até que todo o poder pertencesse aos Senju, não mais a Fugaku e seus descendentes.

 

Quão desesperada por poder aquela mulher estava? Os Senju não eram empresários de tanto sucesso como os Uchiha, mas eles ainda competiam de forma acirrada e quase igualada no mercado. Então por que Fumiko queria apelar para essa estratégia tão drástica? Será que ela tinha ainda outros objetivos mais complexos? Ou será que no fundo, as Empresas Senju não eram tudo aquilo e o plano dela fosse uma tentativa desesperada de recuperar riqueza e poder?

 

Sakura não sabia e não se interessava por aquilo. Tudo o que importava era que sua paz e a paz da sua família estavam sendo ameaçadas, e ela não iria permitir aquilo. Estava muito ciente de que Fumiko poderia revelar sobre seu passado para quem quisesse ouvir. Ela já era notícia na mídia, e todos ficariam contentes em receber qualquer informação sobre ela, fabricada ou não. Se soubessem que ela já havia sido uma Wing, se soubessem sobre seu passado sombrio, os Uchiha estariam destruídos, pois ninguém iria querer se associar a uma família que abrigava criminosos em seu lar.

 

Além disso, Fumiko havia ameaçado “arrancar o bebê de seu ventre”, “destruir seu noivinho” e arrastar toda a família Uchiha ao fundo do poço. Não. Sakura estava sozinha e não duvidava que os Senju tivessem contatos com pessoas que poderiam fazer aquilo. Mas ela não era a covarde de antes. Ela iria lutar pelos seus direitos, ela iria lutar pela sua vida com Sasuke, pelos seus sentimentos e por sua nova família. E ela iria vencer, ela tinha certeza daquilo.

 

A adrenalina começou a percorrer seu corpo. Aquela sensação de perigo, de excitação, que ela só sentia quando ia cumprir missões para Tsunade. Mas agora havia uma importante diferença: a missão que ela cumpriria a partir de agora era a missão dela própria, e não de outra pessoa. Ela lutaria por si mesma, por sua liberdade de continuar voando, por seus sentimentos, seus ideais, e mais importante, sua nova família.

 

E aquilo lhe deu forças para andar de cabeça erguida, com um olhar feroz, punhos fechados e pronta para a batalha. Se os Senju quisessem guerra, eles teriam uma. Se os Senju quisessem prejudicar as pessoas que ela amava, ela iria destruí-los. Sem piedade.

 

Depois de chamar um táxi para levá-la até onde seu carro estava e entrar dentro dele, e depois de checar se estava sendo observada por alguém, tirou seu celular do bolso e começou seu contra-ataque. Fumiko Senju pensava que ela estava sozinha, mas ela já havia aprendido que nada, nenhum fardo nesse mundo fora feito para uma pessoa carregar sozinha. Então, sem medo e sem hesitação, ela discou o número de uma de suas melhores amigas e irmã de alma: Hinata.

 

A guerra já havia começado e, pelo seu próprio bem, de Sasuke e de sua família, ela iria vencer.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do cap. Comentários são bem-vindos. O próximo será postado daqui duas semanas. Até lá :D


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