História Lie - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Hoseok, Personagens Originais, Yoonmin
Exibições 34
Palavras 1.905
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, primeiramente eu não sou a pessoa mais simpática do mundo, então me perdoem pela minha recepção péssima, eu nunca sei como fazer isso. Segundamente, é uma One, então não vai ter continuação (jura autora, descobriu sozinha? Juro, e sim descobrir sozinha). Terceiramente, eu fiz isso para uma amiga minha, não deu para fugir de uma promessa de dedinho, então espero que você goste. Quartamente, eu estava escrevendo uma fic então se alguém estava realmente interessada nela, eu exclui e sinto muito, não estava muito motivada e tive uma crise existencial, sinto muito aos poucos leitores. Se alguém estiver lendo isso desculpa a nota grande, peço desculpas também pelos erros e as palavras repetidas e boa leitura.

Capítulo 1 - Secret of girl


Fanfic / Fanfiction Lie - Capítulo 1 - Secret of girl


Pov. Larissa

Senti algo cutucando minhas costelas, simplesmente me virei para o outro lado e ignorei. Se tem algo que meu pai me ensinou é: Haja o que houver, nunca, em hipótese alguma, desperdice sono. Creio eu que a pessoa que me cutucava não pensava o mesmo.

- Lay? - perguntou a voz que logo reconheci como a do meu querido oppa.

-  Morreu. - resmunguei.

- Vamos Lari, não é tão difícil levantar de uma cama para uma pessoa que quer entrar para o exército. - resmunguei um palavrão em resposta.

- Min Lay, levante-se agora! 

- Ah, mas que merda.

- Princesas não falam palavrão. - Falou ele com tom de advertência. O olhei debochada.

- E como sabe disso, Seokjin oppa? - Perguntei, ele me olhou desconfiado, sem saber onde eu queria chegar. - Ah, é verdade, como o conselheiro Kim já falou, você é uma princesa. - Ele me olhou avermelhado.

- Vá para o seu banho agora antes que eu conte ao rei Jimin o que você está fazendo. 

Entrei no banheiro, rindo. Logo me despi e entrei na banheira que já estava preparada pelas empregadas. Olhei para a bancada de mármore branco que tinha um belo vestido azul em cima, suspirei cansada.

Sabia bem para o que era aquilo tudo. Os guerreiros chegariam hoje de mais uma guerra vencida e um reino conquistado. Afinal, era só isso para qual serviam, guerrear pelo seus interesses, a única coisa que sabiam fazer. Não que mulheres fossem muito diferentes, só serviam para serem objetos. Bonitas, caladas e aparentemente burras, não pensavam, não sentiam. Não demonstravam nada do que desagradasse, afinal éramos presentes para eles.

Isso me frustrava, me entristecia. Porquê eu sentia, eu pensava, eu queria demonstrar, eu sou tão humana quanto eles.

Suspirei frustrada, minha pele já enrrugava debaixo dá água. Terminei minha higiene e chamei meu oppa para que ajudasse a me vestir. Ele fazia piadas de minhas carretas cada vez que apertava o maldito espartilho, que logo foi esquecido por mim quando ele começou a zoar os guerreiros que se enchiam de glória por coisas odiaveis.

Seokjin era definitivamente o ser que eu mais amava nesse mundo. Ele estava incluso na minoria masculina que sabia pelo o quê as mulheres passavam. Dês de pequeno Seokjin, foi treinado para ser perfeito, para poder ensinar a rainha a ser perfeita. Castrado dês de criança, nunca teve a oportunidade de ter desejos ou sentimentos por ninguém. E mesmo assim ele cresceu cheio de amor e bondade. E me criou com esses ensinamentos. Eu o amava e admirava mais do que qualquer coisa. E esperava que um dia ele fosse feliz. 

..


- Eu não aguento mais. - reclamei puxando aquele maldito espartilho enquanto Jin lutava contra minhas mãos para mante-los no lugar.

- Mas ainda nem chegamos. - protestou.

- Mas já não gostei. - resmunguei desistindo de tentar lutar contra aquele coisa maligna e contra Seokjin, que ironicamente era angelical.

- Você resmunga mais do que seu appa. - exclamou enquanto ajeitava meu cabelo que eu lutava em bagunçar.

- Impossível, ninguém resmunga mais que Min Yoongi. - Falou meu appa, que olhava a cena com divertimento. Bufei frustrada, desistindo de lutar, passando direito por meu appa e indo para a limousine.

Min Jimin era simplesmente um dos seres mais lindos que você pode ver na vida. Meu appa era o rei mais belo do mundo, porém era horroso por dentro. Min Jimin tinha borderline, um transtorno que o impediu de me criar e que o isolou do mundo e de sí próprio. Quando fez sua avaliação e descobriu que era um homem igual há Seokjin, e que seria jogado na sala das outras mulheres, também descobriu seu transtorno. Sua mãe fazia questão que ele fosse tratado com mínimo de remédios possível para que ninguém desconfiasse. Assim, sofreu em silêncio enquanto Seokjin assitia sendo sua única companhia. Você deve tá pensando que meu outro appa chegou em um cavalo branco pronto para tira-lo desse sofrimento... Errado, se tem uma coisa que deve saber sobre nosso mundo é que pessoas como nós nunca somos salvas. Afinal, não somos seres vivos para sermos salvos, somos objetos, se quebramos, somos trocados por outro.

Estava entediada, e quando estou assim sempre penso demais. E a última coisa que eu quero agora é pensar sobre a desgraça que é o mundo. A festa não ajudava muito, estava um saco e eu também não estava lá muito afim de brincar de estátua sorridente com meu appa e meu oppa.

- Não reclame. Lembre-se, poderia ser pior.

Olhei horrorizada para a bruxa a qual eu chamava de oppa. Me dizer as respostas das provas da faculdade ele não queria mas joga praga para minha pobre pessoa, é a todo momento. 

Meu queixo quase foi ao chão, vendo a praga de meu oppa se realizar quando nada mais nada menos que Jung Hoseok vinha em nossa direção acompanhando de meu appa.

- Boa noite, damas. - Falou Hoseok enquanto appa selava brevemente os belos labios de appa Jimin, que sorria com os olhos marejados.

- Boa noite. - respondeu Jin educadamente.

Bufei virando o rosto para outro lado focando na conversa de meus appas.

- Porque está assim? - perguntou baixo Yoongi. Appa suspirou.

- Você demorou a noite toda. Mal me comprimentou e ainda ignora nossa filha, para piorar traz alguém que ela não gosta. - Bebeu o líquido que tinha na tarça de seu marido.

Esperava tensa a resposta de appa quando alguém me cutucou, virei xingando a pessoa nos mais diferentes dialetos que eu me recordava no momento, depois pedi desculpas ao ver que era Seokjin.

- Pelo visto não mudou muita coisa nesses anos Lay. - Hoseok falou no seu tom autoritário de sempre.

- Em primeiro lugar, para você é Larissa, é um nome ocidental muito bonito gostaria que o usasse quando se referi a mim. Em segundo lugar eu não sou seus soldados para usar esse tom comigo, aliás eu sou considerada sua superior já que estou em um cargo acima do seu, eu exijo respeito. - Terminei satisfeita e cheia de mim, sensação que acabou ao ouvir a risada escandalosa de Hoseok se mistura com a de meu appa.

- Você é a minha futura esposa, você me deve respeito afinal, é meu troféu. - Falou risonho.

Seokjin me olhava chocado, enquanto meu appa Jimin sussurava dizendo que não tinha ideia e que eu deveria manter a calma.

Meu peito afundou, era como se meu coração despencasse em direção a meu estômago, era esquisito e desesperado. Quando me dei conta já corria descontrolada pelo o jardim do palácio dos Jeon's. Eu não sabia o que fazer ou dizer. Eu só tinha 22 anos, isso acabaria com meus planos. O choro estancado na minha garganta saiu quando eu já me encontrava no chão. Sentindo o gosto amargo do sangue que deixava meu corpo junto com a minha liberdade.

- Querida, olhei para você, minha pequena, está destruída. - Seokjin me olhava pesaroso.

- Talvez assim, eles parem de me olhar, talvez assim eles me deixem em paz. - solucei.

- Não fale assim. Eles não valem sua beleza, meu unicórnio colorido. Você é linda e única, forte, você é uma guerreira. Vai conseguir passar por isso, tenho certeza. - Seokjin com seu belo sorriso. Eu nunca entendi como ele conseguia sorrir até naquela situação.

- Uma guerreira... É ISSO. Eu vou fugir para o exército. - Gritei animada. Não me importo se alguém ouvir, eu vou mostra para todos eles quão forte podemos ser.

Seokjin me olhava abismado, se dando conta do que eu queria fazer. Mas nada iria me impedir. Não era isso que o Hoseok queria? Me ter por perto? Ele teria só de um jeito que ele nunca imaginou.

Eu tinha planejado isso a muito tempo mas o oppa me fez mudar de ideia dizendo que nossa hora um dia iria chegar. Que se eu casasse e que assumisse o trono eu poderia mudar as leis e criar um novo mundo para as mulheres. Mas isso não iria parar, mas como Seokjin oppa disse eu mudaria isso.

Não foi difícil me disfarçar de homem, muito menos enganar eles. Foi difícil me despedir de Jimin appa e Seokjin oppa, mas eu traria uma nova realidade à eles. Eu acreditava nisso.

Nunca pensei que o exército fosse tão difícil. Que o mundo fosse tão mal e que os homens fossem tão brutos. Tentei manter minha antiga eu naquele lugar, mas parecia impossível.

Hoseok era mal, eles eram todos assim. Eles batiam, matavam, torturavam e estupravam sem piedade. Era um pesadelo que achei que nunca iria acorda.

Até que conheci Taehyung. Ele era o rapaz mais bonito que já conheci, seu sorriso quadrado era encantador. Ele veio fugido de um reino, por estar apaixonado pelo príncipe que estava prometida há uma princesa. Seu pai, pensou que o mandando ao exército, esqueceriam do que ele teria feito e que o príncipe também se esqueceria dele e assim ele poderia voltar há ter uma vida normal.

Também lhe conte sobre minha história. Ele concordou com boa parte do que eu disse, mas me fez uma pergunta que me intrigou. 

- Se eles os tratam tão mal, porque quer ser igual há eles?

- Não quero ser igual há eles quero ter os mesmos direitos que eles, se eu fizer a mesma coisas que eles fazem vão ver que somos iguais e merecermos os mesmos direitos. 

- Não, vocês são diferentes deles e isso não os fazem nem melhores nem piores do que vocês. As fazem diferentes e necessárias. Talvez se você mostra para o general como são necessárias, ele lhe trate com mais respeito não como Taewoon mas como mulher.

Eu pensei, realmente refletir sobre o que ele falou  e resolvi tentar. 

Tentaria fazer Hoseok ver como nós mulheres não somos objetos, vou fazer ele ouvir nossa voz.

Não foi exatamente como planejei, não foi exatamente o que eu queria.

 Ele descobriu quem eu era, meu verdadeiro eu, não simplesmente que eu era uma garota mas quem eu escondia lá no fundo.

Se ele me enxergou com outros olhos? Ah, sim. Definitivamente sim, ele não me tratava como ele tratava Taewoon, de igual para igual.

Eu o contei, de meus medos, meus sonhos de igualdade, minhas lembranças de quando ele era meu guarda costa e me protegia. O contei de quando me apaixonei por ele. Contei para ele de minhas ilusões que o príncipe me salvaria, que foram bem raras, mas as poucas que tive foram com ele.

Eu mostrei para ele todas as minhas rachaduras e ele cobriu todas elas com a mais cara seda. Até porque eu tinha que tá perfeita, porque objetos com defeitos deveriam ser trocados. Então ele escondia todas as minhas feridas, porque ele não queria me trocar.

Isso era o amor, não? Querer ter só aquela pessoa... Mas ele não me via como um objeto? Eu não sei.

Eu caí de amor por Hoseok. Eu caí de um penhasco que ele disse que estaria lá para me segura. Eu caí nas minhas ilusões, caí nas mentiras dele, caí no escuro e me perdi. Perdi meu eu, minhas ideologias, minha personalidade, eu me perdi, mas eu não perdi ele. As vezes me questiono se eu ao menos o achei, se cheguei há te-lo sequer uma vez. 

Mas quando eu colodi com o chão, quando a realidade me atingiu, e eu não senti o conforto de seus braços, foi  aí que eu tive a resposta. No chão frio daquele buraco escuro, eu tive a certeza de todas as minhas dúvidas. Foi naquela escuridão que eu finalmente vi Hoseok como ele verdadeiramente é. 






Notas Finais


Bom, eu tive essa ideia assistindo Mulan. Depois eu escutei o 1 verse do Hoseok onde ele diz não usar máscaras. E tudo isso foi me dando esse ideia, espero que não fique confuso. Minha idéia era deixar vocês imaginarem como realmente foi a história. Qualquer dúvida, crítica construtiva ou elogio pode comentar. Se você chegou até aqui eu agradeço. E espero que a minha best tenha gostado.


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