História Lie - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Girls' Generation, Kim Woo Bin, Lee Dong Wook, Seo Kang-joon
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Lee Dong Wook, Rap Monster, Seo Kang-joon, Suga, Taeyeon, V
Tags Dongwook, Goblin, Jimin, Jungkook, Kangjoon, Lee Dongwook, Seo Kangjoon
Visualizações 5
Palavras 3.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Harem, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello Hello! Quanto tempo né? Esse capitulo é longo como forma de desculpas, o próximo capitulo vau sair bem em breve, falta só corrigir umas coisas e pronto! Espero que gostem...porque agora é onde o nosso triângulo amoroso começa. Beijos e boa leitura.

Capítulo 3 - O começo


Não importa se eu gosto ou não. O que interessa é que presto atenção, e tento descobrir por que ela foi enviada para mim.

— garotas de vidro.

15.04.2011

Eu sempre amei viagens e coisas que me tiravam da minha zona de conforto, gostava  sair da cama e pensar que  que o dia iria ser interessante e que alguma pessoa iria surpreender com o seu jeito de ser, no entanto, ultimamente as coisas tem me feito querer ficar na cama.

Nada está bem e eu odeio isso. Meus tios não enviaram o dinheiro e eu tive que arrumar um emprego de meio período, mas um só não foi o suficiente. Eu tenho tentado poupar o dinheiro ao máximo, o único emprego que tenho não está conseguindo aguentar. Meu corpo ultimamente não tem andado bem também, mal durmo e não tenho muito tempo pra comer. Sinto falta de quando ia para os shows de Hyuk, não há mais tempo pra sair e me divertir, cada segundo gasto não trabalhando era menos dinheiro no final do mês. Eu não posso correr esse risco.

Minhas notas também caíram um pouco, está sendo difícil aprender alguma coisa, ainda mais quando o meu corpo só sabe pedir uma horinha de sono a mais. E ainda tem DongWook. Pelo que sei e peguei no ar em uma das conversas de Da Hye e Woo Bin, ele estava tendo uma época difícil na faculdade, as provas tinham chegado. Ele sempre estava na biblioteca engolindo os livros,  a uma semana atrás cheguei a ir para a biblioteca para apenas ver o seu rosto que prometia me dar ânimo. Ele estava lá com os cabelos bagunçados, as roupas folgadas e um óculos apoiado no meio do nariz, ele claramente era míope. Mas eu estava com tanto sono que não me importei de me aproximar, puxar uma cadeira a sua frente e adormecer com a cabeça na mesa.

Foi o único dia que eu dormi mais de três horas. E agora eu estou aqui de braços cruzados olhando pra esse maldito panfleto.

- Eu realmente não acredito que eles queiram fazer isso! – reclamei.

Era um passeio de quatro dias para uma praia, iríamos fazer uma sessão de fotos, aprender uma coreografia, e no final fazer um vídeo para promover a escola. Um verdadeiro paraíso. A questão a ser discutida era os meus empregos, se eu ficasse quatro dias sem ir seria menos dinheiro. Mas o passeio também valia nota, me ajudaria bastante a regularizar o meu boletim.

Me jogo na cadeira e escondo o rosto nas mãos. Eu tinha que ter nascido rico! A vida de pobre não combinava comigo.

- Eu realmente não entendo você – Hyuk falou – Estamos indo para a praia e você está assim. Vai ser “o verdadeiro paraíso dos jovens”

Ele recita o subtítulo do folheto e eu quero dar em sua face maravilhosa, mas como sempre a preguiça de me mover estava presente no meu corpo. Apoio a bochecha na palma da mão e observo Da Hye pelo canto do olho, estava conversando com algumas meninas da outra sala. Ver ela se divertir e conversar com outras pessoas estava sendo meu entretenimento no momento, os seus sorrisos e gargalhadas eram ótimas de se apreciar.

- Meu único “paraíso” no momento é o site de empregos. – falo sem o olhar. Da Hye era realmente uma pessoa preciosa, eu sempre soube, mas ela estava apenas melhorando ultimamente. Uma pena que Hyuk seja um idiota e que não note isso. O observo, ou será que já não tinha notado?  - provavelmente eu não vou nisso. Se divirtam sem mim e me tragam comida.

Hyuk suspira e eu consigo ouvir de longe que Da Hye está se despedindo das amigas e provavelmente em poucos minutos vai se aproximar.

- Ok. – ele responde simplesmente. O corpo sem postura estava apoiado na carteira e as mãos cheias de anéis estavam dentro do moletom velho e rasgado.

- Ok o que?  - Da Hye pergunta. Os cabelos vermelhos estavam bagunçados e havia dois pequenos cachinhos  em sua testa. – Oi, Joony.

Ela sorri e me dá um beijo na bochecha me fazendo sorrir. Hyuk vira o rosto, os olhos estreitos estavam cerrados e olhavam um ponto que provavelmente seria aleatório. O que raios estava acontecendo com esses dois?

- Kang Joon não vai para o passeio. – seu rosto volta e seus olhos fitam Da Hye para depois me olhar. – vai estar ocupado trabalhando.

Volto a abaixar a cabeça, detestava aquele tom que ele estava usando. Era difícil pra mim, ele achava o que? Que eu gostava de trabalhar? Sinto lhe informar, mas o meu único e verdadeiro amor é a minha cama. Os dedinhos de Da Hye tocam a minha bochecha, ela não ligava pra isso.

- É opção dele ir ou não. A questão preocupante é que suas notas estão baixas, a viagem lhe ajudaria.

E mais uma vez ela tinha razão. Eu realmente gostaria de ir, quem na minha idade não gosta de praia e comida  grátis?  Suspiro, detestava a indecisão.

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Eu já falei o quanto eu amo os meu emprego?

Parece que os donos do estabelecimento vão tirar férias e vão fechar o lugar por uma semana e meia e para aumentar a me deram o pagamento dos dias que não irei trabalhar. Sempre soube que a vida não é ruim ao todo.

Saltito o caminho inteiro até chegar em casa. Terei ainda três dias para observar DongWook antes da viagem, é como se minha rotina  estivesse voltando.  Mesmo que seja por alguns dias, eu me sinto realmente feliz só de estar no mesmo ambiente que ele e ver como suas sobrancelhas se arqueiam quando café está forte demais.

Sempre previsível,  mas ainda assim misterioso. O que eu poderia chamar de meu tipo ideal. Olho para o céu iluminado pelas estrelas e pela lua. As pessoas na terra são como as estrelas para mim, cada uma tem o seu brilho. Umas brilham mais do que as outras, mas não deixam de brilhar. São todas especiais e sempre estão atrás da lua. A lua seria as paixões e objetivos do ser humano, alguns estão muito perto e outras estão bem distantes. Mas isso não quer dizer que elas nunca chegarão perto da lua.

Elas só precisam persistir.

Continuo a andar dando pequenos saltos, só de pensar que eu poderei ver DongWook sem pegar no sono no processo meu coração se aquece um pouco mais e, se as bochechas pudessem  ficar rubras de felicidade, com toda certeza elas estariam no tom mais escuro do vermelho.

Olho para os vários lances de escada, Até o final do ano minhas pernas vão estar lindas de tanto subir e descer essas escadas. O que eu não faço para ficar bonito, não é mesmo?

Termino de subir as escadas e me escoro na porta ofegante. Coloco as mãos nos bolsos do casaco e tiro as chaves, abro a porta,  entro e logo a tranco. Jogo a mochila perto do armário caminho até o futon enrolado no chão.  A típica cena de um adolescente sedentário.

Rolo no chão frio de madeira, começo a fechar os olhos lentamente quando minha barriga ronca e meu cérebro me lembra das inúmeras tarefas de casa para atualizar. Afundo o rosto no futon e começo a procurar os vestígios de coragem em meu corpo. Nada encontrado, mesmo assim preciso me levantar,  aquela escola é cara demais e minhas notas estão baixas demais, preciso voltar a ser um aluno decente.

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Eu tenho que parar de mentir para mim mesmo. Pensar que eu seria um bom aluno e iria me sentar e abrir um livro, pff era claro que não iria acontecer. Foi só me sentar, abrir todos aqueles livros e pegar os cadernos que eu já estava quase dormindo. Parecia que eu estava lendo hebraico.

Acabou que para completar tudo eu acordei atrasado — como sempre — e mais uma vez tive que ir correndo para a escola. Dessa vez o clima estava um pouco mais quente, também havia mais pessoas nas ruas e eu acabei virando o rosto várias vezes para observá-las por um minuto ou dois.

A senhora que estava na calçada varrendo as folhas secas tinha um sorriso bonito e acenava para todos que passavam a sua frente. A menina de vestido florido que esperava o namorado chegar. A moça atrasada para o trabalho correndo em cima dos saltos altos demais, e que provavelmente a deixaria com calos, mas ela não ligava porque aqueles saltos a deixava mais bonita. Também havia as universitárias que tinham se mudado recentemente para o bairro. Eram muito diferentes, um verdadeiro contraste de estilo. A primeira usava roupas de grife, saias rodadas de cores alegres, blusas fofas  com alguns babados, os cabelos sempre bem penteados e os saltos coloridos que ela parecia não se importar. A outra moça usava os cabelos escuros presos no alto da cabeça, moletons pesados, calças surradas e um coturno, era a sua marca. Eram tão belas, e juntas com toda aquela diferença pareciam brilhar ainda mais.

De longe ao virar a esquina eu pude ver aquele uniforme amarelo, todos os alunos saindo de seus carros caros, eram poucos os que vinham a pé. E ao passar pelo portão estavam Tae Yeon e Woo Bin conversando e soltando sorrisinhos um para o outro. Passo por eles rapidamente, suas conversas sobre ações e cachorros continuava a mesma. Mais uma vez ao chegar na sala Hyuk não estava lá, ultimamente ele andava se atrasando bastante. Meu caminho para a biblioteca é mais apressado do que os outros dias. Ao contrário das últimas semanas agora eu estou completamente desperto e meu corpo só vai voltar a funcionar normalmente quando meus olhos encontrarem o rosto de Lee Dong Wook.

Meus pés faziam barulho ao tocar o piso da biblioteca, a sra. Choi estava dormindo dessa vez, provavelmente não tinha dormido por conta da sua neta recém nascida que estava passando uns dias em sua casa. Os corredores estavam mais coloridos, estavam trocando os livros de lugares, ou seja Dong Wook não vai estar no mesmo lugar. Procuro a prateleira de livros sobre administração e assim que chego no corredor o vejo. Foi como se meu coração falhasse um pouco.

Ele estava lá, perfeitamente bem vestido, o cheiro masculino conseguia chegar até mim. Os óculos multifocais estavam apoiados no nariz de uma forma torta. Os olhos escuros estavam escondidos pelas pálpebras, a mão apoiava o rosto que parecia pesar, em poucos minutos a face cairia entre os livros. Foi inevitável não morder os lábios tentando segurar um sorriso no rosto. Passo os olhos pela a mesa cheia de livros, estava sem o copo de macchiato. Eu bem que podia me aproximar...

Era uma ideia bastante interessante e tentadora, o tipo de ideia que não era saudável para pessoas como eu, mas quando foi que eu liguei para isso mesmo? Só bastou dar o primeiro passo. Cada vez mais que eu me aproximava dele eu pensava que ele poderia acordar, mas isso não me impedia de me aproximar dele. Puxei uma cadeira ao seu lado e não hesitei em olhá-lo descaradamente.

Ele era tão cheio de defeitos olhando de perto, o rosto tinha uma cicatriz que era escondida estrategicamente por alguns fios de cabelo. A boca era um pouco mais torta de como eu geralmente via, também era menor e mais vermelha. Ele também usava rímel, e eu achando que seus cílios eram grandes.

Os minutos passaram e eu me levantei, se ficasse ali mais tempo eu acabaria descobrindo todos os seus defeitos faciais e iria enjoar dele. Eu realmente não quero que ele vire monótono, quero sempre descobrir algo dele e por hoje já foi demais.

Os dias se passaram assim, Dong Wook passou os dias dormindo na biblioteca e eu passei a observá-lo da prateleira mesmo. Tinha sido sorte ele não ter acordado daquela vez, pela primeira vez eu não queria arriscar. Não queria ficar mal aos seus olhos.

19.04.2011

O dia da viagem finalmente chegou.

Dessa vez eu pude acordar um pouco mais tarde e não precisei correr. O tempo estava um pouco cinzento, mas com o passar dos minutos o sol foi aparecendo e iluminando as ruas.  Seguro a alça da mochila e entro no campus, nunca tinha visto tantos adolescentes reunidos no mesmo ambiente, minha cabeça ficava virando a cada segundo, havia tantas pessoas interessantes ali, eu precisava desfrutar da oportunidade. Isso poderia acontecer, é claro, se o rabugento do Hyuk não tivesse me puxado.

— Que?!

— Venha ficar conosco.

Ele diz simplesmente e me arrasta como se eu fosse um bonequinho, detesto quando ele faz isso, eu sou meses mais velho do que ele, um pouco de respeito não faria mal. Da Hye estava linda como sempre — acho incrível como ela fica bonita quando está com o uniforme —, usava roupas bem casuais, calça jeans, blusa social branca e um casaco que estava propositalmente deslizando pelos seus ombros até chegar no cotovelo.

— Vocês estragaram a minha diversão. — falo emburrado, cruzo os braços e me apoio em um carro próximo. — aigoo!

— Desculpe, oppa. — a voz de Da Hye enche os meus ouvidos, detesto quando ela me chama de oppa, me sinto — por algum motivo inexplicável — envergonhado e feliz. — não fizemos por mal.

A olho de soslaio, ela estava fazendo a carinha típica de cachorro abandonado, a mesma cara que eu fazia para os meus pais quando queria alguma coisa, até mesmo a voz era parecida. Reviro os olhos e acabo sorrindo.

— Você é muito falsa sabia? — ela sorri e me abraça por um momento. Viro um pouco o rosto para observar Hyuk , ele girava a aliança — um presente da namorada, para propositalmente o prender em um relacionamento — ao redor do dedo várias vezes. Abro a boca para falar, mas sou interrompido. No centro de todos nós estava alguns professores, todos vestidos casualmente.

— Bem, já são sete e meia e em breve o ônibus estará saindo, mas antes disso temos alguns avisos. — Da Hye se afasta e todos prestamos atenção no professor. Era o nosso professor de matemática e, professor de economia internacional da faculdade. Ele estava realmente ficando velho, rápido demais. A alguns meses quando entrei na escola os seus cabelos não estavam tão grisalhos e não haviam tantas linhas em seu rosto. — como sabem e, devem ter lido no folheto ficaremos em um chalé, mas uma coisa que não foi avisada é que ficaremos também com outra escola, talvez alguns de vocês tenham que dividir o quarto com alguém dessa escola.

Um coro de “ah não” e de “ eu quero voltar para casa” e “isso é um absurdo” é ouvido, como sempre a mesma comoção. Uma professora assume o lugar.

— Não adianta  reclamar. Estamos quase no fim, então escutem com atenção. É importante. — ela tem os cabelos castanhos puxados em uma trança raiz apertada, um vestido azul marinho que não combina nem um pouco, seu rosto é familiar...Gosh! ela é a mesma mulher que Dong Wook estava se encontrando a dias atrás. Por algum motivo eu tremo e me desligo. — ano passado alguns alunos passaram mal, então quem não puder ir no ônibus, por favor, procure o grupo de universitários que estará do lado do ônibus. Agora, sigam em fila reta, arrumem suas coisas e, em cinco minutos vão para o ônibus.

— Acho melhor irmos, se formos daqui a cinco minutos o ônibus vai estar cheio. — Hyuk fala e nós apenas o seguimos.

゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚゚Por conta de uma falta de atenção eu esqueci dos meus enjoos. Apoio minha cabeça no ombro de Hyuk e sinto tudo girar.

— O que você tem? — ele pergunta, seu rosto está inclinado em minha direção.

Levo um minuto para perceber que ele está falando comigo, os enjoos estão subindo cada vez mais, o que me leva a conclusão: eu quero a minha mãe. Quando era pequeno tinha muitos enjoos e sempre acabava vomitando no carro,  meu pai queria me entupir de remédios e, a minha mãe apenas me dava um tapinha nas costas, me fazia deitar a cabeça no colo dela e então eu dormia em segundos. Toco o rosto de Hyuk.

— Você não é a minha mãe. — ele revira os olhos e empurra de volta para o meu lugar. Brusco demais.   

O café da manhã — torrada velha, café e balinhas — estão voltando e eu não posso segurar. Olho para Hyuk com as bochechas infladas de uma coisa gosmenta — o meu café da manhã —  seus olhos congelam, mas isso não me impede de vomitar no seu tênis.

゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚

— Eu vou matar você! — é a primeira coisa que Hyuk fala assim que se acorda do choque, eu já estou do lado de fora do ônibus e continuo colocando tudo para fora.

— Cala a boca! — Da Hye grita em meu lugar e acaricia os meus cabelos. — vai ficar tudo bem, joony.

— cara, o meu sapato — ele resmunga e eu limpo a boca com um lencinho que Hye tinha me dado. Alguns professores se aproximam e eu me levanto — estava agachado — a dobra dos meus joelhos não está nada bem.

— Senhor Min, deveria ter dito que não podia andar em ônibus. — a senhora perfeição — a mesma que estava com Dong Wook — reclama, detesto quando me chamam pelo meu sobrenome, ela já tem mais um ponto negativo.

Remexo o pé e olho por cima do ombro os restos da minha refeição, volto a fitá-la — Eu esqueci.

Ela abre os lábios vermelhos e começa a reclamar, meu corpo está cansado e a única coisa que eu quero agora é dormir, dormir muito e depois me empanturrar de comida.

— Você vai ter que ir com os universitários, vamos demorar um pouco mais porque temos que limpar o ônibus, assim que chegar descanse. — um segundo professor fala e eu apenas concordo.

Sinto mãos nas minhas costas, mas estava com tanta preguiça que nem me forcei a olhar.

— Ele está sob os nossos cuidados agora. — uma voz grave fala, é familiar.

— Obrigado, Dong Wook. — o professor responde e de imediato eu levanto a cabeça.

Tá de brincadeira!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚

Minha cabeça vai entrar em curto circuito em poucos minutos, é sério. Os professores se afastam depois de agradecerem e eu continuo olhando para Dong Wook como um bobo. Seus olhos se encontram com os meus.

— Vamos.

Sua mão fria continua nas minhas costas e me arrasta até o carro, ele abre a porta para que eu entre e dá a volta no mesmo.

— Eu pensaria em todo mundo menos em você, pirralho. — a voz de Woo Bin enche o carro e eu reviro os olhos colocando o sinto, Tae Yeon também está no carro, é ela que dirige. Dong Wook entra no carro e coloca o sinto, olha para os retrovisores e depois para mim.

Eu não sei explicar como me sinto, meu coração apenas martela e minha mente diz que eu vou acordar em breve.

Tae Yeon me olha pelo retrovisor, os lábios manchados pelo batom sangue — Durma um pouco, Kang Joon. Acordamos você quando chegarmos.

Concordo com a cabeça e como se fosse por bruxaria meus olhos começam a pesar e minha cabeça tomba para um lado.

゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚

Em algum momento eu me sinto balançando demais, também sinto braços fortes me puxarem para baixo e uma superfície macia abaixo de mim, eu acabo sorrindo.

Algum tempo depois eu abro meus olhos, esfrego os meu os meus olhos. Olho em volta, ainda deitado, Tae Yeon ainda dirige, Woo Bin escuta musica nos fones de ouvido, consigo ouvir a batida screamo daqui, mas pera...deitado?! viro o rosto para cima e encontro Dong Wook, eu estava no colo dele?! Gosh! Como eu pude dormir em um momento como esse?

— Pare de se mexer.

— Mas, eu estou...- gaguejei e ele coloca a mão na minha cabeça me pressionando contra sua coxa.

— Minha perna já está dormente, e não há constrangimento nisso, apenas durma novamente, Kang Joon.

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— Acorde. — sua voz é doce, abro meus olhos e dou de cara com Dong Wook, ele está perto demais. provocativo demais. — chegamos.

Concordo e olho para os lados a procura dos outros dois que estavam no carro, não havia ninguém. Dong Wook recua — ele estava fora do carro e inclinado para dentro —, escorrego pelo banco e meus tênis tocam o solo.

Olho para o ônibus, eu preciso pegar a minha mochila — eu vou para o ônibus...a minha mochila

— Hyuk está com ela, ele entrou faz cinco minutos.

Não tem mais o que falar, pra mim já é demais. Eu troquei palavras com ele!já posso soltar fogos.

Entramos no chalé lotado, já haviam algumas pessoas — provavelmente da outra escola. Dong Wook some sem que eu perceba e eu não me importo, já era mais do que o suficiente para mim. E como feijões brotam da terra, Da Hye e Hyuk brotam do meu lado. Pego minha mochila antes que Hyuk comece a reclamar e escutamos o nosso professor.

  ゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚・✻・゚゚・✻・゚

Consigo pegar as minhas chaves depois de meia hora de fila, infelizmente não fiquei com Hyuk — não tinha como ficar no mesmo quarto que Da Hye já que ela é menina — o quarto dele é bem longe do meu. Subo as escadas, entro no quarto e vejo uma bolsa em cima do sofá de canto, conseguia ouvir o barulho do chuveiro. Dou de ombros e começo a me organizar, depois de cinco minutos me sento na ponta da cama, é nesse momento que a porta abre e um menino entra.

Ele era um pouco mais baixo do que eu, os cabelos eram muito escuros assim como os olhos, usava uma blusa verde de manga e uma calça caqui, uma sandália completava o look. Assim que ele me nota apressa os passos e sorri, ele parecia um pouco tímido.

— Sou o seu colega de quarto — ele sorri, é fofo. A porta do banheiro se abre e meus olhos se arregalaram ao ver Dong Wook sair do banheiro apenas de toalha, o menino continua a falar — meu nome é Park Jimin.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Obrigada por lerem.


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