História Lies - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Glee
Tags Faberry, Quinn Fabray, Rachel Berry
Visualizações 110
Palavras 1.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Me chamo Jade, mas pode me chamar de Jay, essa é minha primeira história Faberry, na real é a primeira no universo Glee. Espero que gostem...
Boa leitura.

Capítulo 1 - Shelby


As duas garotas deram as mãos, respiraram fundo, coração de ambas estava partido. Partido, feito um copo que lentamente cai de suas mãos e estraçalha no chão sem voltas. A lágrima que cai sobre a face da morena incomoda profundamente a loira. Não entendia bem o porquê, mas sentia como se fosse obrigação dela proteger a judia, seus dedos apertaram mais forte a mão da mesma enquanto a outra deslizava pela face banhada em lágrimas.

— Você precisa de um pouco de água, vem! — a puxou.

Mesmo com negação a judia deixou a imagem infeliz da sua frente, que era o corpo estendido da sua mãe com cortes em todo rosto. Seu corpo foi esbarrando em tudo e todos que encontrou pela frente a loira a puxava, chorava, porém em nenhum momento suas mãos cobriram o rosto ou limparam as lágrimas que rolavam.

Quando se deu conta de si estava sentada no refeitório, e a única coisa que via era os belíssimos olhos da loira que estava avermelhado e banhado de lágrimas, a pele perfeita de Fabray que estava levemente vermelha e os fios rebeldes, bagunçados como pouco viu. Sentiu sua mão ser acobertada pela mão da menina-mulher que estava na sua frente, seus olhos pousaram na mão quase perfeita.

Deixou sua cabeça cair sobre a mesa, deixou com que visse o quão fraca era Rachel Berry, deixou ser de ser a belíssima e excelentíssima atriz da Broadway que apresentava Funny Girl e voltou a ser a garota insegura do colégio que era odiada por todos e mal compreendida, mas a verdade era que ela não era tão mal compreendida Quinn Fabray estava ali e a entendia muito bem.

Quinn olhou despercebida para a porta e viu Noah atravessar com a pequena Beth no colo, a inocente criança brincava com um chocalho que encheu o olhos da loira, era um chocalho que a mesma tinha dado a sua filha no aniversário da pequena, quando Noah se aproximou Beth abriu os braços e se jogou no colo da sua mãe biológica.

— Titia Lucy! — Beth foi recebida com um sorriso.

— Ela é tão linda. — foi a primeira palavra que Quinn ouviu sair da boca de Rachel, naquele dia tão trágico. — Parece com você Quinn. Eu não tenho como cuidar dela…

Seus olhos encheram-se d’água e então desaba, Noah põe seus dedos no cabelo da judia, enquanto Quinn abre por diversas vezes a boca tentando falar algo animador, ou que a fizesse parar de chorar na mesma hora, mas nada lhe vem à cabeça então se vê obrigada a ficar calada.

— Rachel? — Noah consegue abri a boca. Ela o olha tentando limpar a face molhada. — Vai pra casa. A Quinn vai com você e a Beth também, o horário de visita termina daqui a uma hora. Eu passo a noite aqui, qualquer coisa eu ligo.

— Não… — foi interrompida por um dedo que encostou nos seus lábios.

— Não foi um pedido Rachel, é uma ordem. — Quinn andou na sua frente e a única coisa que conseguiu foi acompanhar.

O clima não era o dos melhores, o céu estava acinzentado e a qualquer momento choveria, os olhos de Quinn ficavam mais bonitos em noites como essa, pensou Rachel e logo depois se culpou — Noites como essa? Na qual sua mãe tá quase morrendo em uma cama de hospital?

Entrou no carro, era um pouco melhor que um carro popular, ouviu conversas de Kurt e Santana que tudo que Quinn tinha até agora foi com seu próprio suor, havia se tornado secretária particular enquanto não terminava a faculdade.

Quinn entrou no carro e deu de cara com a judia totalmente largada, nunca a tinha visto tão mal trajada. A pequena Beth foi colocada em uma cadeirinha própria no banco dos fundos.

— Você e ela? — não pode conter as lágrimas, mas tratou logo de se recompor. — Quanto tempo?

— Que eu cuido da Beth? Depois da morte do Finn eu percebi o quão a vida era curta e como a qualquer minuto poderia ser o último, decidi acertar meu passado, decidimos juntas que eu poderia ver a Beth uma vez no mês, no início eu achei um absurdo, o Puck podia vê-la a qualquer hora e a qualquer segundo na qual quisesse. Mas depois entendi, ela não confiava em mim. — Deu a partida, enquanto Rachel limpava as lágrimas e se arrumava, parecia interessada na história. — Hãn, combinamos também que a Beth me iria chamar-me de tia até ela atingir uma idade, — olhou para trás e viu a menina cochilar, então sussurrou. — que ela entendesse o que fiz com ela e porque fiz. — retirou uma mecha loira e rebelde que caia sobre a face delicada.

— E sua história com Puck? — ela parecia interessada demais na vida da loira.

— Eu e Puck? — uma risada delicada sai da boca da loira quando ouve um sussurro de Beth, a qual Rachel não ouviu, pois a loira era infinitamente mais interessante. — Eu e Puck nós pegamos, ele me ama, mas não sei se sinto o mesmo…

Pararam, olhou para trás e viu a pequena Beth brigando para não dormir, mas o sono foi mais forte. Olhou para Rachel seus olhos estava pregado na sua boca observando cada palavra.

— Dormiu! Você estava com ela não foi? — sentiu a voz ficar falha.

— Ela tava toda feliz, ela tinha conseguido um trabalho na Broadway, não era a principal, mas ela estaria em Chicago1. Enquanto atravessava a rua um carro passou e jogou seu corpo a 5 metros de dis… — chorou, não aguentou.

O carro já estava em movimento, quando Rachel adormeceu. Dedos delicados passaram pelo seu cabelo, sabia que era Fabray e então se aninhou. Alguns sussurros, então decidiu abrir os olhos e ela teve uma certeza, Quinn Fabray era a mulher mais linda que havia atravessado seu caminho.

Levantou-se com certa dificuldade, o sol quase nascia, era a primeira vez que viu o sol nascer tão perto, entrou no prédio de Shelby enquanto Quinn trancava o carro, esperou a loira chegar pra entrar no elevador, seu corpo pedia um abraço então ao entrar seus braços encontraram a cintura da sua amiga. Entraram no apartamento, era um cubo.

Quinn deixou com Rachel se arrumava pra ir pra cama, mas quando entrou no quarto viu a judia jogada na cama, abraçada a diversos travesseiros, concluiu que a judia dormia. Pegou o celular no bolso 130 mensagens, uma boa parte de coisas aleatórias, como namoradinhos da faculdade, seu chefe perguntando se ela já tinha terminado a planilha do mês.

Havia um grupo da Trindade Profana no qual tinha apenas as 3 e de lá era a outra maioria, Santana mandou diversos áudios, mais dois se destacava o primeiro ela gritava estilo a Santana que era do colégio, ela ameaçava o cara que tinha atropelado Shelby e o outro ela tava tendo um ataque de choro e gritava muito forte, por diversas vezes gritava que se acontecesse algo ela não deixaria Rachel saber, Santana do seu jeito amava demais Rachel para vê-la machucada.

Kurt mandou algumas mensagens e Quinn só respondeu por educação, ela só queria falar com uma pessoa; Wil, seu corpo estava coberto de dúvidas então decidiu não ligar.

Seu chefe a ligou minutos depois, seus dedos tremeram e algo gritava que não deveria atender, mas não ouviu. Ela nunca costumava a ouvir…

—Oi bebezinho — a voz infantilizada atravessou o telefone.

— Oi Jones, estou morrendo de sono não consegui dormir ainda… — seu pés caminharam até o quarto e viu a belíssima imagem de Rachel Berry, parecia um anjo. Sorriu.

— Ah bebezinho precisamos acertar nossa vida. — continuava com voz de bebê.

— Jones eu te pedi uma semana, tudo o que eu quero é uma semana. Depois acerto minha vida com você. — colocou o celular em cima da bancada, tirou o vestido e voltou para ligação.

— Lucy Quinn Fabray, não pense que vai me enganar, já disse que você é minha, mande o Noah se catar, eu e você juntos podemos ter a Beth e teremos a família perfeita. — Quinn se sentiu imunda ao ouvir aquelas palavras, não estava com Noah só pela Beth, por mais que ela quisesse a filha de volta teria que conquistá-la antes e não a pega a força esperando que ela tivesse algum tipo de amor. — Só tem essa semana, tchau. — foi o que ouviu antes da ligação ser encerrada.

Abriu o guarda roupa de Shelby, seus dedos foram até um blusão, que ficaram o dobro em seu corpo, deitou no sofá e deixou que o sono fosse dono do seu corpo.


 

1: . Peça teatral da Broadway. A história é uma sátira à corrupção na administração da justiça criminal e ao conceito de "celebridade criminal”.


Notas Finais


Coisas que devem ser consideradas;
*Rachel não abandonou a NYADA
*A temporada de Funny Girl está em encerrada por enquanto
Me falem o que acharam, até o próximo. Beijinhos!


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