História Life - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Abo, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Omegaverse
Exibições 311
Palavras 1.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


• Primeiramente, MUITO OBRIGADA PELOS 64 FAVORITOS.
• Segundamente, AGRADEÇO POR NÃO ME ABANDONAREM SÓ PORQUE EU DEMORO PARA POSTAR.
• Terceiramente, NÃO TEM TERCEIRAMENTE MAS EU QUERIA FAZER LISTINHA PORQUE FICA DRAMÁTICO.

Gente, eu demorei para postar -e pulei ontem- porque eu passei um tempo bolando o que eu colocaria nesse capítulo. Acho que eu escrevi e exclui tudo umas 4 vezes, e, mesmo assim, esse capitulo não me agradou muito..
Mas eu não posso ficar tanto tempo sem postar, levar chineladas e deixar essa história empacar como as outras, não é?
Obrigado por estarem acompanhando!
Boa leitura.

Capítulo 4 - Four


Do KyungSoo 
[10:07]

Eu já havia colocado JongIn em sua sala. A entrevista com os sócios da empresa, para ver meu primeiro projeto, havia sido cancelada. Eu estava escorado na porta de meu chefe, escutando o mesmo arranhar a madeira como se fosse um pequeno cachorro, querendo sair. 

Na verdade, querendo que eu entrasse. 

- Kyunggie.. Por favor.. - Escutei o mesmo sussurrar, arranhando a porta uma única vez quando o fez. Eu me perguntava como estariam seus dedos depois de tanto fazer aquilo. Possivelmente, em carne viva. 

- Eu não posso. - Ergui levemente meu rosto, suspirando e fechando meus olhos. Ele havia avisado que, se eu fosse para casa, perderia minha melhor chance de conseguir um bom emprego. Ele sabia jogar. 

- Isso quer dizer que você quer.. - Ele riu, fazendo com que a raiva presa em minha garganta aumentasse ainda mais. O silêncio reinou no corredor, até eu escutar o mesmo estalar a língua. - .. e quer dizer que tem medo de perder o trabalho, não é mesmo? 

Prendi minha respiração, cerrando meus punhos. Que merda ele acha que está fazendo?, pensei, Porra, JongIn!

Ele riu mais uma vez, e eu escutei o mesmo tentar gire a maçaneta, mesmo após tantas vezes em que falhou. Escutei um rosnado e sorri. 

- Vamos, Soo.. - Meu nome havia saído como se fosse um gemido rouco, o que me fez fechar os olhos. Eu não podia desistir agora! Não importa-me se ele está a fazer de minha sanidade pó, mas eu tenho de aguentar. Pelo menos até a hora de eu ir embora. - Se você não me aliviar ao menos uma vez, eu irei dificultar seu emprego.

Aquela frase fez meu sangue gelar. 
Eu realmente não me importava se ele passasse a me ignorar, me tratasse mal ou coisas assim, mas eu sabia do que ele estava falando. Ele tonaria minha vida um inferno. 

- Você não pode me ameaçar. É errado. - Encolhi-me levemente, torcendo para que ele entendesse o meu lado. - E.. Seria estupro, JongIn. 

- Não, não seria. - Sua voz parecia mais calma, talvez até estivesse puxando um lado carinhoso. Achei isso até ele forçar a maçaneta com brutalidade mais uma vez. - Por favor, KyungSoo! Está doendo muito.. E eu não posso me masturbar por uma semana! 

- JongIn, você tem que chamar sua ômega. - Aumentei meu tom de voz, já estando farto com tudo aquilo.

- Eu não tenho ômega. - Ele respondeu um tempo depois, e assim o silêncio, mais uma vez, se fez presente naquele corredor. 

- Tem sim. Muitos falam que você sempre está com uma mulher, e que trocam beijos. Em público. - Eu não continuei falando pois sabia que havia tocado em um assunto delicado. Minha garganta ficou seca e eu escolhi não falar mais nada, apenas encarando a parede decorada por um pequeno quadro, do tamanho de meu palmo.

Alguns minutos se passaram. Tudo continuava em pleno silêncio. Eu não sabia o que fazer, então me levantei, antes passando a chave por debaixo da porta. Não podia prender ele ali para sempre. 

No momento, não pensei nas loucuras que um alfa no cio poderia fazer, pois ele era Kim JongIn, e nunca se descontrolava. 

Agora eu me encontrava no café da empresa, comendo um pequeno croissant de chocolate, enquanto encarava a mesa. Não podia sair daquele lugar até meu turno acabar. 

- Vocês viram? Ele parecia um louco.. - Uma mulher, que estava em um grupo com outras duas, falou, passando os dedos pelos fios desarrumados. Não cheguei a virar meu rosto na direção do trio, mas me deixei escutar.

- Eu vi! Ele simplesmente puxou aquela estagiária.. A tal ômega que entrou esses dias.. Krystal, não é? - A outra perguntou, se inclinando levemente para a frente, me fazendo abaixar o olhar. 

- Isso mesmo! - A terceira fez uma careta de nojo. - Ela nem é tão bonita.. Não sei porque JongIn não me escolheu! 

- Verdade! Você é bem mais bonita que ela. 

- Rolam boatos que ele a marcou.. Será que é verdade?

Neguei-me a continuar escutando. É, eu estava me sentindo um tanto mal por saber que ele havia ficado com qualquer uma, mesmo que não houvessem motivos para esse sentimento. 

Andei para a recepção do andar em que eu estava, me sentando em uma das cadeiras. 

Me encolhi levemente, abraçando minhas pernas e escondendo meu rosto. Uma posição vergonhosa, mas digna pelo modo em que eu me sentia. 

Escutei passos e ergui minha cabeça, vendo uma garota passar por mim, se ajeitando. O cheiro de sexo estava presente e eu engoli em seco. 

Ela também tinha o cheiro de JongIn. 

( ••• ) 

Eu havia feito uma amiga. 

O nome dela era Kim, e ela estava me fazendo companhia desde que eu havia começado a chorar pelo meu chefe. 

Trabalhava como recepcionista naquele andar. 

- Você sabe que ela foi apenas caso de uma noite! E foi porque você rejeitou ele, Soo. - Eu estava deitado no colo dela, enquanto a mesma mexia em meus fios lentamente. Fechei meus olhos e assinto. 

- Mas ele.. Poderia ter vindo atrás de mim, não dela. Eu abri a porta pra ele e andei devagar. Dava tempo. - Sussurrei, na defensiva. - E estão falando que ele a marcou, Kim..

- Tá bom, Kyunggie.. Apenas vamos esquecer. Ele não precisa ser seu alfa. Tem muitos outros bons por aí.. Você vai encontrar algum. - Ela se inclinou e selou minha testa, mas isso não estava me ajudando. 

( ••• ) 
[19:39]

Eu estava deitado em minha cama, encolhido entre meus lençóis enquanto chorava baixinho. Havia passado a tarde ali, encolhido, me mantendo sobre a cama. 

YiXing estava tomando banho para ir trabalhar, e eu continuava ali, sozinho, apenas querendo um abraço forte e um carinho gostoso. Daria tudo para não ter passado por aquilo, mas não tinha como voltar no tempo e não aceitar a proposta de JongIn, e, mesmo se eu pudesse, aceitaria da mesma forma. 

Uma leve magoa não me faria desistir de meu emprego dos sonhos. Eu iria ganhar dinheiro e me mudar para outro lugar, levando  YiXing comigo. 

Recompensaria meu melhor amigo por todas as coisas que ele fez por mim, de forma que ele, finalmente, pudesse desistir daquela vida e parar de vender o próprio corpo em troca de mixaria. Me magoava profundamente saber que homens de todas as idades se aproveitavam dele, e isso também me dava nojo. 

Até mesmo nos finais de semana, quando ele não estava trabalhando, recebia ligações e era forçado a ir até os homens, onde quer que eles estejam, apenas para aumentar a renda. 

- Kyunggie.. Eu.. Tenho que ir.. - Ele sussurrou da porta, abraçando o próprio corpo enquanto me olhava. Me virei para ele e sorri fraco. Meu amigo estava maravilhoso. Roupas coladas o suficiente para deixar suas curvas bem delineadas, enquanto a maquiagem leve o deixava mais atraente que ao natural. Levantei-me e andei até o mesmo, o abraçando forte. 

- Que horas você volta? - Olhei em seus olhos, formando um pequeno bico com meus lábios. Ele suspirou e selou minha testa. 

- Quando Kris me deixar ir embora.. Ou quando a boate fechar. Possivelmente as três da manhã eu já esteja a caminho de casa.. Se eu não ter que ir para a casa de algum cliente. - Ele falava calmo, repetindo o mesmo discurso que eu havia escutado tantas vezes a ponto de decorar. 

Ele enfim me soltou, abanando com a mão e saindo da casa. Me sentei na beirada de minha cama e suspirei, fechando meus olhos e chutando o carpete, o que apenas resultou em uma leve dor em meus dedos do pé direito. 

Caí para trás e me afundei nos lençóis da cama, voltando a chorar logo em seguida. 

Mesmo que sem muitos motivos, eu estava triste demais. 

Triste por saber que se aproveitavam e machucavam meu melhor amigo, e triste por saber que meu chefe não teve vontade alguma de ir atrás de mim. 

A noite seria longa, perdida no silêncio. Apenas lágrimas que imploravam por ajuda.

 


Notas Finais


Não me matem.
Esse capitulo foi necessário, e vocês logo vai entender um pouquinho mais o motivo.
Espero que estejam gostando!
Comentem a opinião de vocês, é muito importante para mim saber o que vocês estão achando.
Novamente, MUITO OBRIGADA POR TODOS ESSE FAVORITOS.
AMO VOCÊS.
Tchauzinho~~


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