História Life Changes... - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Abo, Changkyun, Hyungwon, Hyungwonho, Jooheon, Joohyuk, Jookyun, Kiho, Kihyun, Minhyuk, Monsta X, Monstax, Showhyuk, Showki, Shownu, Wonho
Exibições 218
Palavras 5.896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Holaaaaaaaaa, aqui estoy de novo, com a segunda parte! Desculpem a demora, mas tive que fazer alterations.
E após elas, saiu isso aí.
Espero que gostem!

Desculpem qualquer erro.
Sem mais delongas
Boa leitura~

Capítulo 10 - Nunca.


 

Hyungwon já estava a ponto de digitar sua resposta.

–Falando com o Shin Hoseok? — Kihyun surgiu ao seu lado, mordiscando um alcaçuz.

–Achei que sim. — coçou a cabeça.

Se não era o Shin, então quem era? Opa, mas que tal raciocinar. Ele também poderia estar mentindo. Hoseok poderia estar mentindo dizendo que não era ele. Contanto, qual seria o motivo para mentir?

–Como assim? — Kihyun perguntou, cortando-lhe os pensamentos.

E então Chae olhou para cima notando a sombra formada mais atrás. Shin estava em pé de frente para os dois. Kihyun olhou de soslaio e sorriu quando percebeu quem era. O cheiro do alfa também era inconfundível.

–Opa, foi mal. — O ruivo saiu da cadeira dando uma piscadela para Chae.

–Não há problema, se deseja ficar aí, fique. — Hoseok deu de ombros.

Os dois ômegas se entreolharam por um segundo. Ambos com as caras mais confusas do mundo.

–Não queremos desobedecer à professora, certo? — Kihyun disse, antes que Hyungwon dissesse alguma besteira com sua boca que começou a se abrir. –Vou voltar para o meu lugar.

E então Shin Hoseok sentou. A pose curvada. Os braços sobre a mesa. Atenção á frente. Expressão séria. Parecia estar congelado. Essa era a primeira vez que Hoseok não lhe redirecionava nenhuma gracinha. Talvez ele tenha caído na real e viu que não valia a pena ficar provocando a si. Chae estava extremamente tentado a falar alguma coisa. Algo como um deboche por ele finalmente ter desistido. Mas decidiu ficar na sua.

–A reprodução pode ser um tema pegajoso... — A professora disse. E aí Chae notou que ela já estava ali.

–Disse bem, adoro pegar. — Um aluno disse no fundo. Algumas pessoas riram em coro.

–Exige tratamento maduro. — continuou a professora, apontando o dedo para o aluno em sinal de advertência. –E, como todas as ciências, a melhor abordagem para o aprendizado é a investigação. Até o final da aula, pratiquem essa técnica, desvendando tudo o que conseguirem sobre o seu parceiro. Quarta-feira que vem, tragam suas descobertas por escrito, e podem acreditar: vou checar a autenticidade das informações. Estamos falando de biologia, não de aula de redação, por isso nem pensem em inventar respostas. Quero ver interação e trabalho de equipe de verdade.

Havia um “ou então” implícito ao final da frase.

Hyungwon soltou umas tosses, arrasado.

–Achei que já íamos partir para a parte do sexo. — resmungou o ruivo.

–Você é muito avançado senhor Kihyun. — A técnica disse sentando a mesa.

–Sempre.

Alguns alunos riram. Mas Chae Hyungwon não estava para rir.

Justamente no dia em que Hoseok aparentemente havia deixado-o em paz, a técnica inventava um trabalho — no qual julgou extremamente idiota e infantil — em “equipe”. O ômega estava planejando fazer seja qual fosse à atividade, quietamente em seu lugar. Sem trocar uma única palavra com Shin. Mas seus planos foram massacrados pela professora.

De qualquer modo, teria que deixar sua raiva de lado e se concentrar no que ela havia mandado fazer.

–Parece que temos que perguntar coisas um para o outro. — Chae disse casualmente, olhando de relance para Hoseok.

Mas o loiro nem sequer retribuiu o olhar. Apenas pegou o caderno e o abriu.

O moreno fez o mesmo.

Hyungwon ficou sentado, completamente imóvel. Esperando Hoseok lhe fazer alguma pergunta. O passo seguinte deveria ser dele que já estava o deixando desconfortável com todo esse silêncio. Olhou para o relógio na parede e bateu o lápis no ritmo do ponteiro dos segundos. Fincou o cotovelo na mesa apoiando o queixo no punho. E então soltou um suspiro.

“Que beleza, assim serei reprovado nessa matéria maldita.” — pensou.

Os olhos de Chae Hyungwon estavam fixos á frente, mas escutou o suave deslizar da caneta de seu parceiro ao lado. Ele estava escrevendo, e Chae queria saber o quê. Deu uma olhada à esquerda e viu que o texto já continha diversas linhas, e continuava a crescer.

–O que está escrevendo?

Viu o alfa sorrir levemente enquanto continuava a rabiscar, em um movimento suave e descuidado. Curvou-se, aproximando-se dele o máximo que sua ousadia permitia, tentando ler o que mais escrevera, mas o alfa dobrou a folha ao meio e escondeu o conteúdo no bolso.

–O que você escreveu Hoseok? — exigiu saber.

Hoseok alcançou a folha de papel de Hyungwon ainda em branco e a puxou para perto. Soltou um riso de gozação. Amassou-a até formar uma bola. E antes que o ômega pudesse reclamar, o alfa lançou na lixeira que ficava ao lado da mesa da técnica. Cesta.

Chae Hyungwon ficou olhando a lixeira por um momento, tentando decidir se estrangulava Hoseok ou simplesmente o espancava com alguma coisa até a morte. Todavia, nada fez. Afinal, ele estava em um ambiente público. Afinal, ele era uma pessoa comportada e que continha ética. Apesar de Shin Hoseok, de vez em sempre, ultrapassar as suas estremaduras.

Ignorou seus planos assassinos e abriu o caderno em uma folha nova.

–O que faz em seu tempo livre Shin Hoseok?

O alfa então o encarou.

Chae prendeu a respiração por um segundo.

–Gosto de observar certo ômega.

O moreno bufou.

–Estou partindo do princípio de que este trabalho vale nota, então colabore comigo, por favor.

Shin recostou-se na cadeira, cruzando os braços atrás da cabeça.

–Que tipo de colaboração?

–Começou?

–Não comecei nada.

Suspirou.

Hoseok pôde praticamente ver fumaça saindo de seus ouvidos. Reprimiu a risada.

–Que tipo de música você gosta?

–Chae, você dorme nu?

O queixo de Hyungwon quase caiu, mas ele o manteve no lugar.

–Você está longe de ser a pessoa a quem eu contaria isso.

Hoseok apenas sorriu em resposta e virou o rosto para à frente.

–Porque não faz perguntas simples como: qual o tipo de comida que eu gosto? — Questionou.

–Bem, você tem a minha permissão para me convidar para sair e aí eu descubro.

Os olhos dos dois se encontraram e Hyungwon podia sentir que o alfa estava rindo. Ele então desviou seu rosto para a folha, e a tinta da caneta se fez presente no papel em branco. Ele então rabiscou: "Tem sérios problemas de comportamento. Se acha a primeira e a última bolacha do pacote. Acha que todos morrem de amor por ele. Certeza que deve se achar O irresistível. Uma pessoa sem escrúpulos. Vai morrer de tanto ser convencido. De preferência logo. Excelente forma física."

Chae riscou imediatamente a última observação até ficar ilegível.

–Excelente forma física, você acha realmente? — Hoseok perguntou agora ao seu lado, lendo o que ele havia escrito.

Chae dobrou a folha assim que percebeu e guardou no bolso, como o alfa fizera mais cedo. Tentando desconsiderar também as sensações que Hoseok provocava nele por estar tão perto.

–Isso foi um equívoco. — Chae respondeu por fim.

–Então você não acha que eu tenho um bom físico?

–Eu acho que você é um babaca.

–Ainda sim, acha que eu tenho uma boa forma física.

–Eu escrevi errado, tá legal? — disse irritadiço.

O alfa apenas riu baixinho e voltou atenção para á frente novamente.

E mais uma vez, Hoseok estava lhe provocando. Porém, de uma forma diferente, e muito pior que antes. Chae se perguntava como ainda se segurava tanto para não acertá-lo com um soco. 

–Olha, eu não gosto de sentar ao seu lado. — O ômega falou, mas o alfa não esboçou nenhuma reação. –Não gosto de ser seu parceiro. Não gosto desse seu sorriso condescendente e irônico. — O queixo de Chae estremeceu, algo que só costuma acontecer quando o mesmo mente. Ele ficou pensando se estava mentindo naquele momento. Se estava, queria se matar. –Não gosto de você. —Disse da forma mais convincente que conseguiu.

–Estou feliz que a professora tenha nos colocado juntos.

–Tenho fé de que ainda irei mudar isso. — contra-atacou.

O alarme de seu celular estava tocando e assim que Chae clicou para desligar, Shin Hoseok levantou-se recolhendo as coisas e caminhou em direção á porta.

–Hey! — O moreno chamou. Hoseok não se virou. –Yah, yah! — o loiro já estava saindo. — Hoseok-ah, você não me disse nada sobre você seu idiota!

O alfa deu meia-volta e andou na direção de Hyungwon. Pegou a mão do mesmo e escreveu nela antes que o ômega sequer pensasse em puxá-la.

Chae Hyungwon olhou para os números escritos em tinta vermelha na palma da mão. Cerrou os punhos. Hyungwon queria dizer á Hoseok que não havia a menor chance de o telefone dele tocar naquele dia. Queria dizer que era a culpa dele de não levar as coisas a sério. Queria muitas coisas, mas Hyungwon apenas ficou ali sem fazer nada, como se estivesse esquecido de como abrir a boca.

–Vou estar muito ocupado hoje. — Chae disse finalmente.

–Eu também. — Hoseok respondeu, sorrindo, antes de partir.

O ômega ficou imóvel, tentando digerir o que havia acontecido. Será que Hoseok estava se comportando daquele jeito de propósito? Para que o ômega tirasse uma nota ruim? Será que ele achava que um sorriso sedutor seria o suficiente para redimi-lo? Sim. Chae pensou. Hoseok achava isso. Porque ainda estava surpreso mesmo? 

–Não vou ligar pra você! — Hyungwon gritou para ele. –Nunca! Ouviu?!

Chae pôde perceber que ele estava rindo. Depois colocou as mãos nos bolsos. O andar confiante do alfa lhe dava nos nervos.

–E aí, o que você conseguiu saber sobre o seu “parceiro”? — Dessa vez era Kihyun. Ele fez o sinal de aspas com a mão. Hyungwon ignorou o gesto. –Algo excitante? Algo que possa usar contra ele depois?

–Nada... de produtivo.

Kihyun fez sua famosa cara de desaprovação.

–É, notou-se. Já que eu praticamente pude ver raios lasers saindo de seus olhos quando o encarava. O amor de vocês é lindo.

Hyungwon fingiu não ter ouvido a última frase.

–Kihyun, eu não aguento mais. Vou falar com a Seong para que possamos mudar de lugar.

–Boa sorte. Mas antes que se esqueça, Seong está na lista dos professores que te odeiam. — Kihyun piscou para ele, com um meio de sorriso antes de sair.

Era aquela famosa frase: “como um amigo como ele, quem precisa de inimigo?” Essa frase deveria adicionar Kihyun nela.

Entre um segundo e outro, seu celular tocou. Duas novas mensagens surgiram á tela. Sem relutar, as abriu.

Estranho: “O que fazer entre um orgasmo e outro, quando se abre um intervalo sem teu corpo? Onde estou, quando não estou no teu gozo incluído? Sou todo exílio? Que imperfeita forma de ser é essa quando de ti sou apartado? Que neutra forma toco-me quando não toco tuas coxas, pênis e não recolho o sopro da vida de tua boca? O que fazer entre um poema e outro olhando a cama, a folha fria?”

Estranho: Boa tarde.

O ômega permitiu dar uma gargalhada ao terminar de ler. Então o estranho, ou melhor, admirador, era um poeta. Clicou no nome, e mudou para admirador poeta. Sorriu, porque em sua cabeça, o dono das mensagens era Shin Hoseok, tapeando suas bochechas depois. Como ele se atreveria a sorrir por causa do imbecil do Hoseok?

Balançou a cabeça de um lado para o outro, e guardou o celular no bolso. Não ia brincar com seu admirador agora. Afinal, ele tinha uma tarefa importante a se fazer.

Hyungwon deu uma longa suspirada e ergueu o peito para encarar a fera. Foi até a mesa da professora que estava sentada, debruçada sobre um livro.

–Olá Chae. — disse ela, sem levantar o olhar. –Em que posso ajudá-lo?

–Vim lhe dizer que as mudanças de lugares e seu plano de aulas estão me deixando constrangido.

Seong inclinou-se para trás e cruzou as mãos por trás da cabeça.

Isso deveria ser característica de alfas.

–Gosto muito da mudança de lugares.

–Pela lei, nenhum estudante deve se sentir ameaçado enquanto estiver nas dependências da instituição de ensino.

–Você se sente ameaçado?

–Eu me sinto constrangido. E gostaria de propor uma solução. — Como Seong não interrompeu, Chae respirou fundo, confiante. –Eu me ofereço para monitorar qualquer aluno de qualquer uma de suas turmas de biologia... Se, deixar que eu volte a me sentar com Kihyun.

–Shin Hoseok bem que precisa de um monitor.

Hyungwon resistiu à vontade de ranger os dentes.

–Isso vai contra o que estou lhe pedindo.

–No primeiro dia, quando apliquei a prova de conhecimentos gerais, Hoseok, apesar de parecer gostar muito da matéria, foi um desastre total. Mas você, como sempre, foi o melhor. E o melhor aluno da sala, está sentado ao lado do, aparentemente, o pior até agora. Se o ensiná-lo com certeza a nota dele irá ser subir de nível.

–E a de Kihyun irá descer de nível.

–É o que acontece quando não dá para olhar para o lado e copiar a resposta certa. — disse ela secamente.

–O problema do Kihyun é a falta de dedicação. Eu posso monitorá-lo.

–Ora Hyungwon, você já divide o dormitório com ele. Tenho certeza de que os dois tem muito tempo para estudar juntos.

–Seong-ssi, deixe-me pelo menos-

–Ah, isso me lembra que Hoseok não tem parceiro de dormitório.

Os olhos do ômega se arregalarem instantaneamente.

–Do que está falando?

–Estou pensando em pôr você com ele. E Kihyun com Chwin, o colega dele nesta matéria. O pobre garoto está na mesma situação que Hoseok, sem parceiro. Porém, ele é o aluno mais novo de Biologia. E como os dois já sentam juntos, não seria má ideia.

–Desculpe, mas a senhora não pode fazer isso. Isso seria uma péssima ideia. E eu já divido o dormitório com o Kihyun desde que entrei, não tem lógica a sua decisão. Porque que ao invés de mim, você não coloca o tal Chwin?

–Ora Hyungwon, não há mal nenhum em conhecer pessoas novas. E pense também que você estará ajudando uma boa pessoa.

 –Não não, senhora, eu estou com o Kihyun e-

–Você e Kihyun nasceram grudados por acaso?

–Mas eu acho que o que está pensando em fazer é errado e arriscado.

–Não me questione Hyungwon. — Seong disse, olhando para o relógio. — Estou atrasada para uma reunião. Já acabamos?

Hyungwon queimou o cérebro tentando encontrar mais um argumento, mas ao que tudo indica, estava sem inspiração.

–Vamos ver como ficam as mudanças daqui a algumas semanas. Ah, e eu estava falando sério sobre o fato de Hoseok precisar de um reforço. Conto com você.

Seong não esperou resposta. Começou a assobiar e saiu.

Chae Hyungwon tinha a certeza de uma coisa: o universo estava conspirando contra ele.

*********

 

–Sinceramente, Hyungwon ainda vai me deixar louco.

–Acho que ele já te deixou amigo.

–Não começa com as baboseiras de que estou me apaixonando por ele.

Hoseok e Hyunwoo estavam sentados no último banco da arquibanda do ginásio. Son havia o convidado para assistir o treino, já que o mesmo não estava ocupado. Mas percebeu que fora uma má ideia pois tudo o que ele fazia, era reclamar de Chae Hyungwon.

–Hoseok, você está gostando dele, porque não percebe isso?

–Aah jinjja, quantas vezes irei dizer que não sinto nada por ele? Nada além, de desejo sexual claro... Mas isso eu sinto com todos.

–Você fala de Hyungwon pelos cotovelos.

–Hein? O que isso quer dizer?

–Olá. — Minhyuk apareceu ao lado dos dois.

–Oh, olá. — Hyunwoo respondeu sorrindo.

Hoseok reconheceu o ômega pelo cabelo. Ele se encontrava bêbado no dia em que o viu. Bem, pelo menos lhe parece que o ômega está lúcido agora.

Ah, lembrou também, que ele lhe devia uma camisa nova.

–Eu gostaria de agradecer por me levar a enfermaria.  — O ômega disse.

Hyunwoo deixou-se ficar surpreso por ouvir tal agradecimento. Mesmo que este fosse um pouco seco.

–Você o levou á enfermaria? — Hoseok perguntou, realmente interessado. –O que aconteceu?

A verdade é que Hyunwoo havia levado Minhyuk até lá, mas os dois seguiram o percurso praticamente inteiro em silêncio. O platinado ainda quis protestar a decisão do alfa, mas se rendeu logo após. E bem, digamos que lá no fundo estava realmente feliz por ele estar ajudando-o. Mesmo sendo um alfa intrometido e irritantemente silencioso, o mesmo parecia realmente uma boa pessoa. Hyunwoo tinha lhe deixado na porta, despedindo-se depois. Minhyuk odiava admitir que desejava que ele ficasse um pouco mais. Mesmo que o silêncio do alfa o incomodasse um pouco, de alguma maneira, lhe deixava mais relaxado. Mais calmo.

–Você quer sentar? — Hyunwoo convidou.

Minhyuk relutou uns 2 segundos, mas depois assentiu com a cabeça, sentando ao lado dele. Fincou os dois cotovelos nas coxas apoiando o queixo nas palmas das mãos, e fez um bico como uma criança entediada.

Hoseok beliscou Hyunwoo e quando o moreno ganhou sua atenção, lhe redirecionou uma expressão de dúvida.

–Ah sim, este é Shin Hoseok. — Apresentou Hyunwoo.

Minhyuk olhou rapidamente Hoseok, e apenas fez um gesto com a cabeça.

Com certeza não lembrava do dia em que se esbarrou nele quando estava bêbado.

–E Hoseok, esse é o... Agora que notei, ainda não sei seu nome.

–Lee Minhyuk, prazer.

–Ah. — Shin também assentiu com a cabeça.

Após seu comprimento, Minhyuk voltou seu olhar vazio para frente.

Os três ficaram uns 2 minutos em silêncio. Hyunwoo observava o treino tranquilamente. Minhyuk ainda continuava na mesma posição. E Shin ainda se perguntava o que o ômega estava fazendo ali.

–Então. — A voz do loiro se fez presente. Encontrou o olhar do ômega, e o mesmo parecia azedamente... Triste? –Vocês dois são amigos agora? — Ele apontou rapidamente para os dois ali. Hyunwoo afirmou. Minhyuk apenas deu de ombros.

–O que te incomoda? — Hyunwoo perguntou.

Minhyuk suspirou.

–Uma pessoa que ainda não se entrega ao óbvio.

–Huh? — Torceu a cara, confuso.

–Te entendo. — Hoseok disse, vagando os olhos para frente também.

Hyunwoo olhou para o loiro.

–Entende o quê?

–A pessoa tem a plena certeza que não consegue se controlar, mas teima em resistir.

–Concordo plenamente. — Minhyuk disse.  –Ele sabe que ainda te ama, mas mesmo assim é cabeça dura e continua com isso.

Hyunwoo estava sendo completamente ignorado, além de, estar perdido nos que os dois estavam falando.

–Não sei se amar é a palavra certa, mas que ele reprime suas vontades isso é verdade.

–Sim, ele... Espera o quê?  — Minhyuk agora encarou Hoseok. E se levantou pondo-se a frente dele. –Ele me ama sim! Eu sei que ele ainda me ama!

–Espera aí, Hyungwon te ama? Mas do que você tá falando?

–Quem diabos é Hyungwon?

 –Hyunwoo! — A voz masculina e grossa chamou, assustando os dois loiros ali. Menos o dono do nome, no qual apenas virou a atenção imediatamente para encontrar o autor de quem havia o chamado.

Os três fixaram-se para o treinador ao centro. Sua cara não parecia feliz.

–Sim senhor. — Hyunwoo levantou imediatamente.

–Eu chamei duas vezes, por acaso tá surdo? Venha já aqui!

Correu apressadamente até o treinador.

E então, Minhyuk e Hoseok se olharam. O platinado sentou ao lado dele, ficando do mesmo jeito que antes.

–De quem você estava falando? — O alfa perguntou.

–Hum?

–Sobre o que estávamos conversando, antes do treinador nos interromper.

–Ah. Ninguém. — Minhyuk disse, disfarçando desinteresse. Virou a cabeça antes de perguntar: –E você?

–Ninguém importante.

–Sei. —Minhyuk voltou á atenção para á frente, até recordar do alfa. –Hey, você era aquele cara de ontem da lanchonete certo? Aquele ômega que estava com você era o tal Hyungwon?

–Você também estava assistindo não é.

–Cheguei apenas no final. Havia uma multidão ao redor de vocês então me deixou curioso.

–Intrometidos com a vida alheia.

–Então você estava falando dele mesmo certo? Do tal Hyungwon. — Sorriu quando o mesmo permaneceu em silêncio. –É, quem cala consente.

Hoseok apenas deu de ombros.

–Você o ama?

–O quê? — berrou. –N-não! Eu não amo ele. Porque dizem isso... Aish.

–É porque está estampado na sua testa.

Hoseok imediatamente tocou a testa, xingando-se depois de perceber.

Minhyuk riu.

–Então quer dizer que ele gosta de você, só não percebe, mas você não gosta dele?

–É exatamente isso que eu quero dizer.

–Entendi. — O ômega olhou o relógio e levantou notando a hora. –Então Hoseok, quero te perguntar uma coisa antes de ir. — O alfa o encarou. –Tem certeza que essa pessoa de quem você estava se referindo era o tal Hyungwon?

–O que quer dizer?

–Será que não estava falando, de si mesmo?

 

*********

 

Changkyun havia ido à enfermaria, mesmo sabendo que o quase “enforcamento” de Minhyuk não fora tão grave assim. Ao menos ele pensava isso. Mas assim que chegou lá, e viu justamente o seu estrangulador sendo enfaixado o braço — provavelmente no local da sua mordida. E ele não se arrependeu daquilo, se tivesse a oportunidade, faria de novo — saiu ás pressas dali.

“Bom, não é preciso ir à enfermaria. Não é algo tão sério. Eu estou perfeitamente bem.” — se encorajou.

Após caminhar pelos corredores em direção ao seu dormitório, notou alguns olhares descarados para ele. Parecia estarem olhando seu pescoço. Changkyun então decidiu ir ao banheiro, ver se o estado do seu pescoço não estava tão ruim quando a dor que ainda latejava a região. Ao olhar para o espelho, deixou o queixo cair. Estava muito vermelho. Do tipo que estivesse com um problema de coceira, e ele ficasse coçando ali o dia inteiro. Não era um motivo para criar drama, mas também a aparência não estava a ponto de se passar despercebido. Os olhares de minutos atrás confirmaram isso. E Jooheon? O que ele pensaria se visse seu pescoço todo vermelho, e com algumas... Havia umas marcas de um vermelho mais concentrado no seu pomo de adão. Isso só podia ser brincadeira.

–Nossa, o shoujo foi dos brabos hein. — Ouviu a voz soar acompanhada de uma risadinha, depois que a porta da cabine do banheiro foi aberta.

Changkyun se virou, e era como se um daqueles personagens de desenhos com imagem HD e traços perfeitamente desenhados saltasse de lá e se teletransportasse a sua frente. A sua pele era tão linda e nitidamente macia que teve que controlar sua mão para não acaricia-la. Os cabelos de um ruivo quase puxado para o rosado.

O personagem de desenho caminhou até ele, redirecionou um sorriso sem tirar os olhos do pescoço do outro, abrindo a torneira depois.

O que ele havia falado mesmo?

Algo sobre shoujo, talvez?

–Ah, isso? Não foi nada. — Changkyun respondeu, mesmo sem ter a certeza do que o outro havia dito.

–Mas tá bem feio isso aí, não acha não?

O moreno olhou de novo, encarando torto o seu reflexo no espelho, suspirando após perceber que o outro tinha razão.

–Será mesmo que foi shoujo... — O ruivo falou pondo a mão no queixo em uma expressão pensativa. –Ou será que você estava se pegando com alguém?

–O quê? Mas, do que... — Changkyun soltou uma risada forçada, daquelas que você dá quando quer esconder o nervosismo. –Eu só, apenas, queria esconder isso, mas não sei como. — Disse ele, massageando a região com uma cara feia.

–Hum, vem cá.

Sentiu sua mão sendo agarrada, e então sendo puxada até o banco que se encontrava no banheiro. O personagem de desenho fez um impulso com o pulso para que Changkyun sentasse ali. Caminhou até a bolsa que sempre era grudada com ele, e a pegou, sentando em frente ao moreno depois.

–Posso dar um jeito nisso.

–Não é preciso...

–Shii! Apenas me agradeça depois. — pegou uma espécie de base. –Não é qualquer pessoa a quem tem o prazer de usar minhas maquiagens. Esse tom está perfeito com a sua pele. Vai dar certinho. — disse ele examinando o vidro.

Changkyun apenas ficou parado, analisando o quão bonito era a pessoa que estava ali sua frente. Queria perguntar seu nome, quantos anos tinha, onde morava, se era algum tipo de modelo para ter uma pele tão linda quanto a eles, e se ele fosse um, o que estaria fazendo aqui. Mas sua boca parecia ter se costurado, e a língua dado um nó.

–Qual o seu nome? — O ruivo perguntou pondo o líquido nos dedos.

Era como se estivesse se preparando para uma cirurgia.

–Chang... Oh, Oh — O moreno reclamou baixinho quando sentiu as mãos massagearem a região do pescoço.

–Te machuquei?

–Não, é que suas mãos estão geladas. — respondeu a primeira coisa que veio a sua cabeça.

–Tem certeza que não estava se pegando com alguém? — Soltou um meio sorriso sacana.

–Changkyun. — Disse o moreno tentando mudar de assunto.

–Changkyun não é... Muito prazer. Yoo Kihyun. Dono do clube de música, aspirante a idol, e dou aulas de como ser uma pessoa cool aqui também.

Sim, Kihyun era o fundador e dono do clube de música da faculdade. Por apenas 5 motivos:

1. Estava farto de a universidade apenas oferecer clubes de atividades mentais, como xadrez e etc.

2. Estava farto de a universidade apenas oferecer clubes de atividades físicas como futebol, taekwondo e etc. (O único que se salvava para ele era o clube de dança).

3. Kihyun cantava absurdamente bem. Seus troféus de competições estampados na mesa logo na entrada de sua casa provavam isso.

4. Queria ouvir música misturada a performances difíceis e surpreendentes, ao invés de só apenas piadas, peças sem graça e alguém no máximo tocando algum instrumento. Kihyun queria um show.

5. E por último, e mais óbvio, ele queria ser um cantor. E montar um clube em uma das universidades mais famosas do país lhe abririam portas.

Quando conseguiu fundar o clube, a primeira pessoa a quem convidou fora Hyungwon. Ao ouvir ele cantando uma música nos fones de ouvidos, se encantou com o tom de voz grossa e aveludada dele. Mas o mesmo até hoje não aceitou. Alegando que não cantava bem. Entretanto, Kihyun ainda não iria desistir.

 

Chang soltou um riso. Reconheceu que fora muito mais espontâneo do que o normal.

Ainda não tinha procurado sobre os clubes que a universidade oferecia, mas teve que coibir que o de música realmente chamou sua atenção. Ainda estava tímido ao perguntar mais informações sobre ele. Então decidiu continuar em silêncio.

Kihyun era muito simpático. Seu sorriso era cativante. E contagiante também. O seu cheiro era muito forte e diferente, um cheiro extremamente bom, até para um ômega. Chang teve a plena certeza de que nunca sentira um cheiro de um ômega quão exótico como este. Teve uma certa inveja. Ele deveria ter uma fila de alfas aos seus pés.

–Muito bem senhor Changkyun, acabei. — Kihyun disse, olhando o pescoço do outro como uma obra prima.

O moreno levantou e foi em direção ao espelho.

Chocou-se ao ver como havia ficado tão natural. Na verdade, achou que seu pescoço ficou mais lindo depois disso. Não que ligasse para a beleza de seu pescoço e dos pescoços dos outros. Mas tinha de admitir que Kihyun tinha feito um ótimo trabalho para esconder a vermelhidão.

–Ficou ótimo! — Changkyun disse, com convicção. Até sentir uns fungados mais atrás.

Ele então se virou assustado, e encarou Kihyun, que estava com uma cara de desapontado.

–Achei que fosse alfa. Seu cheiro é fraco. Quase não consegui identificar.

Era a primeira vez na vida que alguém lhe tinha dito que ele parecia um alfa.

–Me enganou direitinho hein. — Kihyun disse apontando o dedo com um sorrisinho.

–Eu costumo enganar as pessoas.

Tudo bem, Changkyun não sabia de onde seu subconsciente tinha tirado essa resposta e enviado até sua boca para proferi-las. Só sabia que queria bater com a cabeça na parede.

Kihyun arqueou as sobrancelhas.

–Tudo... Bem. — Falou num tom quase irônico. –Mas antes, certifique-se de que vai enganá-las para obter algo produtivo. E eu não estou falando de mim. — piscou para Changkyun que pestanejou umas 5 vezes em resposta a piscada lhe dada.

 Aquilo fora um tiro de dardo mesmo que de leve, direto no coração. Não sabia que ômegas podiam causar isso entre outros ômegas. Changkyun tinha de ser amigo desse cara.

–Então, te vejo por aí, Kyunee. — falou, antes de partir.

 

*********

 

–Cara, ele me deixa maluco! Sério, não sei mais o que fazer Gun.

–Você tem que relevar mano. Deixar as coisas acontecerem naturalmente. Pare de se controlar.

–O pior é que nem me controlar eu consigo mais. Eu não consigo resistir ao Minhyuk. Eu... Eu sinto falta dele.

–Então, porque simplesmente não volta Jooheon? Volte com ele e pare de sofrer.

–Ah, Gunhee! Eu já te expliquei que não é tão simples.

–Você é muito teimoso.

–Posso até ser, mas ainda possuo dignidade.

Gunhee rolou os olhos.

Gun já estudava na universidade fazia um 2 anos. Era um de seus amigos de infância. E diferente de Jooheon, ele não era rico. Não era dono e nunca foi de nenhuma empresa. Começou a trabalhar cedo. Era um alfa esforçado fisicamente, mas, relaxado emocionalmente, digamos. Nunca se entregou 100% a uma pessoa. Não se envolvia a fundo com alguém. Ter um relacionamento sério estava fora de cogitação. Dizia a todos que era apenas uma forma de viver mais abertamente, sem ficar preso. Jooheon sempre corria para ele quando acontecia algo ruim para pedir conselhos. E por fim, também fazia rap.

 

Gramática era a última matéria daquele dia para Jooheon.

Era sexta-feira, e os alunos eram liberados para irem a suas casas. Não era proibido se quisessem passar o final de semana todo no dormitório, contanto, era raro alguém ficar.

–Gun. — Jooheon falou, vagando os olhos por toda a sala. –Você viu o Changkyun?

–Changkyun? Quem é esse?

Sorriu quando viu ele entrando na sala. Aquela mesma cara séria e ao mesmo tempo tímida.

–Gunhee, esse é Lim Changkyun. — Jooheon apresentou quando o ômega se aproximou dos dois.

Chang curvou-se cumprimentando.

–Ah, compreendo. — Gun disse, olhando o ômega dos pés a cabeça. –Ele que é seu parceiro.

–Exato. — Concordou Jooheon com um sorriso, sem tirar os olhos do mesmo.

Changkyun não soube o porquê, mas sentiu-se constrangido com os olhares que o amigo de Jooheon redirecionava-se a si. Parecia que estava se preparando para pegar sua caça.

Ele foi em direção a sua cadeira, na qual ficava atrás da de Jooheon. O tal Gunhee sentou atrás de si. Não tinha notado ele até então. Seu modo de falar era de um jeito selvagem. Mas a sua aparência era um tanto adorável. O cabelo preto partido ao meio com uma pequena mecha caindo na testa lhe deixava mais charmoso. Mas seu sorriso era infantil. Como poderia isso?

Notou o cheiro forte mais atrás rondar suas narinas.

Alfa.

Gunhee era um alfa. E com um cheiro bem peculiar. Bom, parecia que hoje era o dia de Changkyun sentir os cheiros mais estranhamente atrativos no qual já sentiu. Percebeu a corda curta para a perca de seu controle quando o cheiro de Jooheon começou a invadir seu olfato também. Ele estava entre dois alfas. Dois alfas extremamente lindos.

Seu corpo já dava indícios de que estava ficando excitado.

Apertou as pernas.

Ele não iria aguentar.

Changkyun estava fudido. E não é no bom sentido.

 

*********

 

“O que será que Jooheon estaria fazendo agora? Talvez, na aula. Claro, ele só pode estar na aula. Provavelmente com aquele ômega intrometido.”

Minhyuk mordiscava a caneta, pensativo. Estava rolando uma aula sobre Vicente van Gogh e como sua obra pós-impressionista influenciou a maioria dos grandes movimentos artísticos do século XX.

 Se ele se arrependia do que havia feito com o tal Changkyun?  Gargalhada sarcásticas. Ele não se arrepende. Afinal, fez coisas piores. Mas aí ele relembrou de umas coisas que Hyunwoo tinha lhe dito antes de levá-lo na enfermaria e depois dele partir de lá, no qual o fez ficar mal.

Algo como: “Você acha mesmo que irá conseguir alguma coisa machucando alguém? Isso mostra o quão inseguro você é.” A seguinte: “Se você não confia em quem ama, quem dirá em si mesmo.” Essa última frase ele ainda estava tentando entender. De inicio quis discutir com o alfa, mas depois sua mente nublou como se recebesse uma dura da mãe e fosse ameaçado de apanhar depois.

–Aish... Eu não sou inseguro. — resmungou baixinho.

–Minhyuk, presta atenção na aula. Eu quero acabar isso o mais rápido possível.

–Pra quê a pressa Jaegi?

–Vamos fazer um aniversário surpresa para a mamãe, e eu não quero chegar depois da surpresa.

Os dois estavam sentados lado a lado em uma carteira dupla.

–Ah então você vai passar vai passar o final de semana na sua casa não é...

–Sim, onde mais eu passaria?

–Se eu pudesse, passaria com Jooheon. Sinto saudades de senti-lo. Senti-lo de todas as formas. Se você entendeu o que eu quis dizer.

–Ok, vou fingir que você não falou isso.

–Jaegi, você acha que eu deveria fazer uma surpresa para ele?

–Do que está falando?

–Não sei... Talvez aparecer na casa dele... — fez um gesto com a mão para que Jaegi chegasse mais perto. –Eu tenho certeza que Jooheon está na palma da minha mão. Hoje na sala de prática de artes, quase rolou, bem, uma prática. — riu baixinho relembrando da cena.  –Sabe, eu abaixei as calças dele para-

–Yah yah! Eu não sou obrigado a ouvir isso!

–Tudo bem aí com vocês dois, senhores? — O professor falou em direção a Minhyuk e Jaegi.

Os dois assentiram rapidamente, baixando suas cabeças após.

–E então, o que você acha? — sussurrou Minhyuk.

–Acho que deve dar um tempo.

–Um tempo?

–Você já deu o primeiro passo. Tem que esperar fazer o efeito.

–Jaegi, do que você tá falando?

–Estou falando de que você já o provocou, e ele provavelmente irá querer mais. Ele deve estar com saudades.

–Ah... — Minhyuk disse compreendendo. –Mas e então, o que eu devo fazer?

–Esperar, ora!

–Lee Minhyuk e Kim Jaegi, silêncio!

 

*********

 

Hyungwon se encontrava no seu quarto. Tinha dito a Kihyun que iria para a casa dos seus pais. Hyungwon ainda morava com os pais. O ruivo tinha lhe convidado para dormir na casa dele, mas Hyungwon concordou em ir apenas domingo.

Os pais do ômega lhe receberam com muito amor, como sempre. Lhe avisaram que iriam sair para o cinema. Como os mesmos não tinham tempo para sair, tinham que apreciar a folga que lhes tinham dado.

Às sete da noite, os pais de Hyungwon trancaram a porta antes de sair. O ômega piscou duas vezes as luzes da varanda para lhe dar um adeus. A claridade deve ter atravessado a neblina, pois eles tocaram a buzina em resposta. Ele ficou sozinho.

Começou a examinar as sensações que tomavam conta dele. Não estava com fome. Não estava cansado. Nem estava tão solitário. Mas estava um pouco ansioso por conta do dever de biologia. Tinha dito a Hoseok que não ligaria, e tempos antes era essa mesmo a intenção. Mas, agora, tudo em que ele conseguia pensar era que ninguém iria faze-lo ficar com uma nota ruim.

Foi em direção à cozinha e encontrou seu celular. Olhou para o que havia sobrado dos sete dígitos ainda marcados em sua mão. Secretamente, tinha esperanças de que Hoseok não atendesse a chamada. Se não estivesse disponível ou se não quisesse colaborar com o trabalho, ele teria provas para convencer Seong a mexer na distribuição dos lugares. Esperançoso, discou o número.

Hoseok atendeu no terceiro toque.

–Alô?

–Estou ligando para ver se a gente poderia se encontrar hoje — disse em um tom de voz pretensamente natural. –Sei que você comentou que estaria ocupado, mas...

Shin Hoseok quando ouviu a voz do ômega do outro lado da linha quis socar seu coração para que este parasse de bater tão violentamente como agora. Lembrou: postura e, segurança. Isso era crucial agora.

–Chae Hyungwon — Hoseok pronunciou seu nome como se fosse o desfecho de uma piada –, achei que você não ligaria. Nunca.


Notas Finais


Galera, convido vocês a ler meu novo projeto! É todo narrado pelo Changkyun, aqui o link - https://spiritfanfics.com/historia/pois-e-a-vida-me-odeia-7170608
Leiam e me contem o que acharam, prometo risadas ❤

Até o próximo~


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